9 realismo clássico

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9 realismo clássico

  1. 1. UNICURITIBA Curso de Relações Internacionais Teoria das Relações Internacionais I Professor Rafael Reis Realismo Clássico
  2. 4. Tucídides (471 a.C – 400 a.C.) <ul><li>Narra a história da Guerra do Peloponeso, conflito entre Atenas e Esparta (431 a.C. a 404 a.C). </li></ul><ul><li>“ Francamente, deve-se perguntar se os estudantes de relações internacionais do século XX sabem alguma coisa que Tucídides e seus compatriotas do século V a.C. não sabiam sobre o comportamento dos Estados” 1 . </li></ul><ul><li>1 Robert Gilpin. War and change in world politics. Cambridge University Press, 1981, p. 227-228. </li></ul>
  3. 7. Antecedentes: Guerras Médicas <ul><li>As Guerra Médicas, entre gregos e persas, foram motivadas pelos seguintes fatores: </li></ul><ul><li>i) choque de interesses entre gregos e persas, ambos visando os mercadores consumidores do Oriente Próximo. Os persas, senhores das costas asiáticas do mar Egeu e das comunicações marítimas, ameaçavam o comércio, a prosperidade das cidades da Grécia balcânica e, principalmente, o aprovisionamento de trigo do mar Negro. </li></ul>
  4. 8. <ul><li>ii) revolta das cidades gregas da Ásia Menor contra o domínio persa, encabeçada pela cidade de Mileto , auxiliada por Atenas e por Erétria , que enviaram dois mil homens. Os aliados entraram na Ásia e incendiaram Sardes. Os persas reagiram. Teve início a luta. </li></ul>
  5. 10. <ul><li>Primeira Guerra Médica (490 a.C.) </li></ul><ul><li>O poderoso exército persa, organizado por Dario I, depois de submeter os jônios a arrasar Mileto (494 a.C.) dirigiu-se para a Grécia (490 a.C.). Numa frota composta de 60 navios, atacou Naxos, incendiou Erétria e desembarcou na planície de Maratona, próximo de Atenas. </li></ul><ul><li>Filpíades correu até Esparta para pedir auxílio, mas não chegou a tempo. Milcíades , grande general ateniense, liderou 10 mil gregos e conseguiu impedir o desembarque de 50 mil persas, vencendo-os na Batalha de Maratona . </li></ul>
  6. 11. <ul><li>Segunda Guerra Médica (480 479 a.C.) </li></ul><ul><li>Xerxes, filho e sucessor de Dario I, depois de sufocar as revoltas internas com um poderoso exército, atacou a Grécia na primavera de 480 a.C., depois de atravessar o Helesponto numa ponta de barcos. </li></ul><ul><li>Esparta assumiu o comando supremo das forças gregas, e, para impedir a penetração na Grécia central, colocou um exército no desfiladeiro das Termópilas, sob o comando de Leônidas que, traído por Efialto , morreu com os seus trezentos espartanos.  </li></ul><ul><li>Atenas foi incendiada. Mas o general Temístocles impôs uma espetacular derrota à esquadra persa na baía de Salamina. </li></ul>
  7. 12. A Terceira Guerra Médica (468 a.C.) <ul><li>Os persas foram derrotados pelo ateniense Címon, filho de Milcíades, na Ásia Menor. Por um tratado concluído em Susa, os persas reconheceram o domínio grego sobre o Mar Egeu. </li></ul><ul><li>As conseqüências das Guerras Médicas foram: </li></ul><ul><li>a) hegemonia de Atenas sobre as demais cidades gregas; </li></ul><ul><li>b) revigoramento da democracia; </li></ul><ul><li>c) decadência do Império Persa; </li></ul><ul><li>d) formação da Confederação de Delos; </li></ul><ul><li>e) rivalidade entre Atenas e Esparta </li></ul>
  8. 13. Confederação de Delos (478 a.C) <ul><li>  Por iniciativa de Aristides, o Justo, foi formada um liga de cidades gregas sob a proteção de Atenas, denominada &quot; Confederação de Delos &quot;, com sede em Delos. Seu objetivo era combater os persas. As cidades que dela faziam parte deveriam contribuir, anualmente, com dinheiro, homens e barcos. </li></ul>
  9. 14. Confederação de Delos (478 a.C) <ul><li>No entanto, mesmo com o final das investidas persas, a liga foi mantida por pressão de Atenas. Já durante o governo de Péricles (460 a.C. – 429 a.C), Atenas atingiu seu pleno desenvolvimento econômico (por meio dos recursos gerados pelo comércio) e político ( externamente , pela manutenção da Liga de Delos, com a contribuição de taxas dos aliados, e internamente , com o desenvolvimento da democracia, na qual todo cidadão maior de 18 anos podia participar diretamente da Assembleia Popular, inclusive votando em questões decisivas). </li></ul>
  10. 15. O construção da hegemonia ateniense <ul><li>Péricles transformou a Confederação de Delos num verdadeiro império e estabeleceu o poder naval e colonial de Atenas. No grande porto do Pirei reuniam-se navios provenientes de todos os portos do Mediterrâneo, trazendo trigo da Rússia, do Egito e da Sicília; madeira da Trácia (sul da atual Bulgária), e pescado seco do Mar Negro. Levavam vinho, azeite, mel e armas. Dominou as ilhas Eubéia e Samos e iniciou a Guerra do Peloponeso . </li></ul>
  11. 16. A hegemonia ateniense <ul><li>Para Tucídides, Atenas era uma potência hegemônica (entendida como legimitidade de liderança), pois dava segurança aos aliados não apenas no sentido físico, como também no legal, ao se oferecer como árbitro dos conflitos entre os aliados. </li></ul><ul><li>Em tese, Atenas era hegemônica porque tinha a legitimidade concedida pelos aliados, que preservaram seus interesses próprios, segurança e honra. </li></ul>
  12. 17. <ul><li>Dessa forma, Tucídides entende que a segurança internacional somente poderia ser alcançada por meio de uma potência hegemônica que fosse capaz de trazer ordem ao seu império, não só pela força ( coerção física), mas também pelo acesso econômico aos seus mercados (desenvolvimento econômico dos aliados). </li></ul>
  13. 18. A Guerra do Peloponeso (431 a 404 a.C) <ul><li>A Guerra do Peloponeso, entre Esparta e Atenas, era temida, mas, ao mesmo tempo, desejada por todos. </li></ul><ul><li>As causas desta guerra foram as seguintes: </li></ul><ul><li>Hegemonia de Atenas sobre as demais cidades gregas; </li></ul><ul><li>Diferenças culturais entre Esparta e Atenas; </li></ul><ul><li>Interesses dos atenienses em dominar o golfo de Corinto, a rota para a Sicília e a Itália Meridional. </li></ul><ul><li>O pretexto para a guerra foi um pequeno conflito entre as cidades de Córcira e Corinto. Atenas apoiou os córcicos. Esparta aliou-se aos coríntios. </li></ul>
  14. 20. Uma versão abreviada de um longa História <ul><li>Os corsírios haviam derrotado os coríntios em uma guerra, mas apenas dois anos depois tiveram notícias de que seus adversários estavam se armando novamente. </li></ul><ul><li>Então os corsírios enviaram embaixadores a Atenas para pedir o seu apoio e, ao saber disso, os coríntios fizeram o mesmo. </li></ul><ul><li>Os atenienses, depois de ouvir os dois lados, ficaram em um dilema. Em certo momento, os atenienses acharam que não poderiam correr o risco de deixar a marinha de Córsira cair em poder dos Conríntios, então decidiram tornar-se “um pouco envolvidos” . </li></ul>
  15. 21. <ul><li>Os atenienses apelaram aos espartanos para que permanecessem neutros. Os coríntios insistiram com os espartanos para entrar na guerra e advertiram-nos por deixar de refrear o poder crescente de Atenas. </li></ul><ul><li>Segundo Tucídides, Esparta declara guerra para manter o equilíbrio de poder entre as cidades-estados gregas em 431 a.C. (Dilema da Segurança) . </li></ul><ul><li>A primeira parte da guerra terminou empatada. Declarou-se uma trégua depois de dez anos (421 a.C.), mas a trégua era frágil e a guerra eclodiu novamente. </li></ul>
  16. 22. <ul><li>Atenas enviou duas armadas e infantaria para conquistar a Sicília, que tinha numerosas colônias gregas aliadas a Esparta. </li></ul><ul><li>O resultado foi uma derrota terrível para os atenienses (413 a.C.) . Ao mesmo tempo, Esparta recebeu ajuda financeira adicional dos persas, para quem era motivo de satisfação ver Atenas castigada. </li></ul><ul><li>Depois da derrota, Atenas dividiu-se internamente. Esparta exigiu que Atenas derrubasse as longas muralhas que a protegiam de um ataque de forças terrestre. O poder de Atenas esta arruinado. </li></ul>

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