5 o idealismo clássico

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5 o idealismo clássico

  1. 1. UNICURITIBA Curso de Relações Internacionais Teoria das Relações Internacionais I Professor Rafael Reis
  2. 2. Marsílio de Pádua (1285-1343)
  3. 3. Marsílio de Pádua <ul><li>1314: Pádua escreve “O defensor da Paz”. </li></ul><ul><li>O objetivo era o de elucidar como se estabelece e se mantém a paz, além dos fatores que podem bloqueá-la ou suprimi-la. </li></ul><ul><li>Pádua considerava que o homem nascia puro e inocente como Adão e, assim, sua essência era pacífica. </li></ul><ul><li>Assim, o homem descrito por Pádua vem ao mundo como um bebê: despido de preconceitos e, portanto, com natureza pacífica. </li></ul>
  4. 4. Marsílio de Pádua <ul><li>Segundo o autor.. </li></ul><ul><li>...É possível dizer que a natureza humana é essencialmente boa ? </li></ul>
  5. 5. Marsílio de Pádua <ul><li>Diante da inevitabilidade do homem em viver em uma sociedade civil, Pádua inspira-se nas seis partes da cidade de “Política”, de Aristóteles, e conclama a criação de uma comunidade perfeita como forma de alcançar a paz: a Civitas . </li></ul><ul><li>Pádua acredita que a criação de uma comunidade com divisões de responsabilidade ( Civitas ) seria uma importante forma de organização para a superação das dificuldades relacionadas com a sobrevivência humana. </li></ul>
  6. 6. Marsílio de Pádua <ul><li>A Civitas estaria organizada em: </li></ul><ul><li>Agricultura : produção de alimentos. </li></ul><ul><li>Artesanato : responsável pela adaptação do homem ao mundo e pela criação de melhores condições de existência. </li></ul><ul><li>Governo : responsável pela aplicação e cumprimento das leis. </li></ul><ul><li>Exército : responsável pela segurança externa e interna. </li></ul><ul><li>Financeiros : responsável pela administração de riqueza, provisão das necessidades futuras. </li></ul><ul><li>Clero : responsável pelas atividades de Deus. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Thomas More (1478-1535) </li></ul>
  8. 8. Thomas More <ul><li>1516: escreve “A Utopia”. </li></ul><ul><li>Trata-se de uma ilha perfeita constituída por 54 cidades, onde imperavam a mesma língua, leis e instituições. </li></ul><ul><li>A república utópica de More se assemelha bastante a uma espécie de regime presidencialista, pois o príncipe era eleito pelos legisladores e governava até a sua morte, quando, então, era realizada outra eleição. </li></ul>
  9. 9. Thomas More <ul><li>Sobre o fenômeno da guerra </li></ul><ul><li>More diz que os utopianos consideram a guerra um acontecimento brutal e selvagem e, portanto, abominam a busca de glória nos campos de batalha. </li></ul><ul><li>A doutrina militar é importante e é baseada apenas e tão-somente na defesa contra agressores. </li></ul><ul><li>A guerra é justa desde que seja em defesa própria ou em socorro dos aliados. </li></ul>
  10. 10. Thomas More <ul><li>Sobre o fenômeno da guerra </li></ul><ul><li>O mecanismo final de legitimidade da guerra justa em Utopia é a autorização que deve ser solicitada ao Legislativo . </li></ul><ul><li>Ou seja, com o intuito de coibir potenciais abusos de militares e dos governantes , o Senado entra em cena para deliberar se a guerra, de fato, é consequência de ameaça à Utopia ou aos seus aliados. </li></ul><ul><li>Balança entre o Poder Executivo e o Legislativo. </li></ul>
  11. 11. Abade de Saint Pierre (1658-1743)
  12. 12. Abade de Saint Pierre <ul><li>1712: escreveu o livro: “ Projeto para tornar perpétua a paz na Europa ”. </li></ul><ul><li>Defendia a proposta de unificação da Europa a partir de uma confederação dos príncipes europeus baseada na interdependência dos seus membros. </li></ul><ul><li>O Abade acreditava que a Europa não estava em condições para evitar o clima de constantes guerras e para respeitar a execução dos tratados internacionais. </li></ul>
  13. 13. Abade de Saint Pierre <ul><li>Para ele, era insuficiente o equilíbrio entre potências, como a França e a Áustria para garantir a paz entre as nações européias. </li></ul><ul><li>Assim, as soberanias cristãs (França, Inglaterra, Holanda, Portugal, Suíça, Florença. Gênova, Veneza, Dinamarca, etc.) deveriam assinar um Tratado de União e formalizar um Congresso Perpétuo . </li></ul><ul><li>Deslumbra-se Saint Pierre com a imagem de uma fortaleza européia contra toda e qualquer cobiça bárbara. </li></ul>
  14. 14. Abade de Saint Pierre <ul><li>O Abade pode ser considerado, de certa forma, como o pai da ideia do processo de integração europeu . </li></ul><ul><li>CECA (1951): França, Alemanha Ocidental, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. </li></ul><ul><li>Como o carvão e o aço eram a matéria prima da indústria bélica, os mecanismos da comunidade asseguravam aos seus membros a supervisão da quantidade produzida e comercializada dessa commodities . </li></ul>
  15. 15. Abade de Saint Pierre <ul><li>Ou seja, na base do processo de integração econômica, está a ideia de assegurar a paz na Europa pela criação de mecanismos institucionais comuns, interdependência econômica e um processo gradual de construção de uma confiança mútua. </li></ul>
  16. 16. Abade de Saint Pierre <ul><li>O Abade acreditava que a paz na Europa poderia ser expandida para o mundo. </li></ul><ul><li>Mas como? </li></ul><ul><li>Resposta: </li></ul><ul><li>A base do processo de integração européia são os valores cristãos comuns das suas soberanias. Logo, se os valores cristãos vencessem os bárbaros, a expansão do catolicismo poderia significar o aumento da área pacífica do mundo. </li></ul>
  17. 17. Abade de Saint Pierre <ul><li>Nesse sentido, seria possível a União Européia aceitar a Turquia como membro, considerando os valores muçulmanos que compõem aquele país? </li></ul>

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