PERFIS DE INVESTIMENTOS PARA PARTICIPANTES DE PLANOS DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA DE FUNDOS DE PENSÃO AGOSTO, 2008 Arthur Lenc...
AGENDA <ul><li>COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS? </li></ul><ul><li>ESCOLHAS NO LONGO PRAZO </li></ul><ul><li>COMO MENSURAR A...
COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS? <ul><li>Teoria econômica:  O comportamento dos indivíduos é resultado de um processo de ot...
COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS  SOB INCERTEZA ? <ul><li>Você realizou um investimento de R$ 100 mil, para um horizonte de ...
Teoria do Ciclo de Vida Franco Modigliani Aumento pode ser evidência de um acúmulo prévio de recursos financeiros ao longo...
COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS  SOB INCERTEZA ? <ul><li>Objeto da escolha:  vetores de resultados (payoffs) dependentes de...
<ul><li>A relação risco x retorno, tema principal para determinação do perfil do investidor, compreende conceitos de diver...
COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS  SOB INCERTEZA ? <ul><li>Investidores escolhem carteiras diferentes porque suas preferência...
NO ENTANTO, NEM SEMPRE TODOS SÃO RACIONAIS <ul><li>Teorema da Utilidade Esperada (VNM, 1947):  Se as preferências apresent...
<ul><li>Teoria Prospectiva (Kahneman e Tversky, 1986): </li></ul><ul><ul><li>Preferências são definidas sobre ganhos/perda...
AGENDA <ul><li>COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS? </li></ul><ul><li>ESCOLHAS NO LONGO PRAZO </li></ul><ul><li>COMO MENSURAR A...
ESCOLHA DE CARTEIRAS NO LONGO PRAZO <ul><li>Problemas: </li></ul><ul><ul><li>Fases do Ciclo de Vida </li></ul></ul><ul><ul...
ESCOLHA DE CARTEIRAS NO LONGO PRAZO <ul><li>“ Regras de Bolo”: </li></ul><ul><ul><li>Quem trabalha e poupa deve investir e...
<ul><li>Conclusões: </li></ul><ul><ul><li>À medida que a aversão ao risco relativa aumenta,  a carteira ótima se aproxima ...
AGENDA <ul><li>COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS? </li></ul><ul><li>ESCOLHAS NO LONGO PRAZO </li></ul><ul><li>COMO MENSURAR A...
UM QUESTIONÁRIO VÁLIDO E CONFIÁVEL Fonte:  “Insights from Psychology and Psycometrics on Measuring Risk Tolerance ”; Roszk...
QUESTIONÁRIOS EM 4 DIMENSÕES CAPACIDADE CONHECIMENTO ATITUDE PROPENSÃO <ul><li>Vontade/disposição de incorrer em risco mon...
QUESTIONÁRIOS EM 2 DIMENSÕES CAPACIDADE ATITUDE <ul><li>Uma análise da CAPACIDADE de risco já considera, implicitamente, a...
QUEST. EM 2 DIMENSÕES – TIPOS DE PERGUNTAS CAPACIDADE ATITUDE <ul><li>Objetivos para o portfólio de investimentos: metas d...
QUEST. EM 2 DIMENSÕES - EXEMPLOS DE PERGUNTAS ATITUDE CAPACIDADE
QUEST. EM 2 DIMENSÕES – SCORE DE RISCO Perfis de Risco <ul><li>Score total é múltiplo do score em cada dimensão (0 a 10 em...
UM QUESTIONÁRIO VÁLIDO E CONFIÁVEL <ul><li>Lógica interna do algoritmo deve ser coerente. Exemplo: </li></ul><ul><ul><li>-...
UM QUESTIONÁRIO INTERATIVO E EDUCADOR <ul><li>Sugere (mas não determina) o perfil adequado baseado em avaliação conjunta d...
UM QUESTIONÁRIO INTERATIVO E EDUCADOR <ul><li>Visualização gráfica do resultado e explicação de cada vetor (CAPACIDADE x A...
UM QUESTIONÁRIO INTERATIVO E EDUCADOR <ul><li>Comparação das respostas do indivíduo com as respostas típicas para aquele p...
Validação do algoritmo <ul><li>Amostra de 90 questionários, onde: </li></ul><ul><ul><li>90 % até 40 anos </li></ul></ul>AT...
Validação do algoritmo <ul><li>Em 60% das avaliações o algoritmo indica o mesmo perfil que a auto-avaliação </li></ul><ul>...
AGENDA <ul><li>COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS? </li></ul><ul><li>ESCOLHAS NO LONGO PRAZO </li></ul><ul><li>COMO MENSURAR A...
Nos seus planos de CD, são oferecidas opções de investimentos aos participantes? Fonte:  Pesquisa MERCER <ul><li>Na maiori...
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Arthur Lencastre 16.45 Sala C

  1. 1. PERFIS DE INVESTIMENTOS PARA PARTICIPANTES DE PLANOS DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA DE FUNDOS DE PENSÃO AGOSTO, 2008 Arthur Lencastre e Pedro Gabriel Boainain Tel: (11)2124-5562 / E-mail: arthur.lencastre@unibanco.com.br
  2. 2. AGENDA <ul><li>COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS? </li></ul><ul><li>ESCOLHAS NO LONGO PRAZO </li></ul><ul><li>COMO MENSURAR AS PREFERÊNCIAS DO INVESTIDOR? </li></ul><ul><ul><li>UM QUESTIONÁRIO VÁLIDO, CONFIÁVEL... INTERATIVO E “EDUCADOR” </li></ul></ul>
  3. 3. COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS? <ul><li>Teoria econômica: O comportamento dos indivíduos é resultado de um processo de otimização com restrições, cujo objetivo a ser alcançado é determinado pelas preferências individuais. As restrições são função da renda ou do nível de riqueza das pessoas e dos preços de mercado. </li></ul>RACIONALIDADE ECONÔMICA <ul><li>Preferências devem possuir : </li></ul><ul><li>Integralidade (a>b ou b>a ou a~b) </li></ul><ul><li>Transitividade (a>b e b>c, então a>c) </li></ul><ul><li>Continuidade e independência </li></ul><ul><li>Utilidade: Bem-estar, satisfação </li></ul><ul><li>Função Utilidade: forma de descrever as preferências das pessoas por cestas de bens. O indivíduo prefere mais a menos, mas a utilidade marginal de mais uma unidade de riqueza ou consumo é decrescente </li></ul>
  4. 4. COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS SOB INCERTEZA ? <ul><li>Você realizou um investimento de R$ 100 mil, para um horizonte de um ano, em alguns ativos de sua escolha. Qual das alternativas abaixo satisfaria melhor a sua expectativa em relação a esse investimento ao final do prazo estipulado? </li></ul>Alternativa A: RS100 mil R$112 mil Alternativa B: RS100 mil R$130 mil R$100 mil Alternativa C: RS100 mil R$150 mil R$88 mil Alternativa D: RS100 mil R$170 mil R$80 mil 100% 50% 50% 50% 50% 50% 50% R$112 mil 50% * 130.000 + = 115.000 50% * 100.000 50% * 150.000 + = 119.000 50% * 88.000 50% * 170.000 + = 125.000 50% * 80.000 <ul><li>Aversão/tolerância a risco afeta o comportamento do investidor: uma pessoa avessa ao risco atribui a um investimento arriscado um valor menor do que seu valor esperado </li></ul>
  5. 5. Teoria do Ciclo de Vida Franco Modigliani Aumento pode ser evidência de um acúmulo prévio de recursos financeiros ao longo da vida. Objetivo: suavizar o consumo e manter o nível de bem-estar constante nas etapas finais do ciclo da vida. 1 18 a 29 anos: entrada no mercado de trabalho, início da aquisição de bens e acumulação 2 30 a 49 anos: auge profissional e acumulação 3 A partir de 50 anos: inicia-se o processo de aposentadoria “ PENSION ECONOMICS”; Blake, D., 2006 Estudo IPEA 691: CICLO DA VIDA E MOTIVAÇÕES FINANCEIRAS (COM ESPECIAL ATENÇÃO AOS IDOSOS BRASILEIROS)*
  6. 6. COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS SOB INCERTEZA ? <ul><li>Objeto da escolha: vetores de resultados (payoffs) dependentes de cenários (estados). Esses vetores são o que conhecemos por ativos ou investimentos . </li></ul><ul><li>INCERTEZA ELEVADA: </li></ul><ul><li>Descoberta de reservas no pré-sal </li></ul><ul><li>Disparada do preço do petróleo </li></ul><ul><li>Queda do preço do petróleo </li></ul><ul><li>Reajuste da gasolina </li></ul><ul><li>Resultados da empresa </li></ul><ul><li>Cenário Macro </li></ul><ul><li>etc... </li></ul>R$33,00 15/10/07 R$33,00 HOJE R$50,00 R$40,00 R$25,00 R$20,00 Elevado potencial de retornos + Elevada incerteza do resultado final <ul><li>Função utilidade e seleção de ativos: podemos adaptar a função utilidade para descrever as preferências do investidor por ativos frente ao trade-off risco/retorno </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A relação risco x retorno, tema principal para determinação do perfil do investidor, compreende conceitos de diversificação, tempo, probabilidades, etc. </li></ul><ul><li>A medida de risco aceita a cada aumento de retorno varia de acordo com a preferência em relação ao risco do investidor. Os três comportamentos básicos são: </li></ul><ul><ul><li>aversão ao risco: a taxa de retorno exigida aumenta em razão de um incremento no risco; </li></ul></ul><ul><ul><li>indiferença ao risco: a taxa de retorno exigida não se altera com alterações no nível de risco do investimento; </li></ul></ul><ul><ul><li>tendência ao risco: a taxa de retorno exigida diminui em razão de um incremento no risco. </li></ul></ul><ul><li>O nível geral de aceitação de risco sugere que, para retornos maiores, um nível maior de risco será necessário. Contudo, a proposta do questionário é validar esta hipótese para cada respondente. </li></ul>COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS SOB INCERTEZA ?
  8. 8. COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS SOB INCERTEZA ? <ul><li>Investidores escolhem carteiras diferentes porque suas preferências não são iguais (aversão a risco é diferente). </li></ul>Retorno C Risco Dinâmica de Alocação de Recursos A B Fronteira Eficiente Inv 1 Inv 2 Inv 3 Inv 4 <ul><li>C é o portfólio ótimo para o indivíduo 1: </li></ul><ul><li>Está na fronteira eficiente </li></ul><ul><li>Maximiza a utilidade do investidor </li></ul>
  9. 9. NO ENTANTO, NEM SEMPRE TODOS SÃO RACIONAIS <ul><li>Teorema da Utilidade Esperada (VNM, 1947): Se as preferências apresentarem integralidade, transitividade, continuidade e independência, elas podem ser representadas pela expectativa de uma função utilidade. No entanto, o modelo é sistematicamente violado. </li></ul><ul><li>Trabalhos recentes em Behavioral Finance argumentam que algumas lições foram aprendidas em violações da teoria da utilidade esperada e que estas são centrais na procura pelo entendimento de diversos fenômenos financeiros. Desvios de preferências: </li></ul><ul><ul><li>Excesso de confiança – certeza (80%); impossibilidade (20%) </li></ul></ul><ul><ul><li>Otimismo – superestima-se conhecimento e subestimam-se os riscos </li></ul></ul><ul><ul><li>Sabedoria ex-post </li></ul></ul><ul><ul><li>Tendência ao exagero – pessoas são super-influenciadas por eventos aleatórios </li></ul></ul><ul><ul><li>Perseverança da crença – pessoas não mudam de opinião, mesmo com novos eventos </li></ul></ul><ul><ul><li>Arrependimento por omissão e ação – aqueles que se arrependem por oportunidades perdidas tendem a assumir mais riscos do que os que se arrependem por uma ação mal tomada. </li></ul></ul>Fonte: “ AVALIANDO QUESTIONÁRIOS DE RISCO E O COMPORTAMENTO DO INVESTIDOR SOBRE A ÓTICA DE BEHAVIORAL FINANCE”; Souza, Camila R. V., 15 de agosto de 2005 “ PENSION ECONOMICS”; Blake D., 2006
  10. 10. <ul><li>Teoria Prospectiva (Kahneman e Tversky, 1986): </li></ul><ul><ul><li>Preferências são definidas sobre ganhos/perdas relativos a um benchmark </li></ul></ul><ul><ul><li>Perdas têm peso maior do que ganhos (percepção da perda é 2,5x maior) </li></ul></ul><ul><ul><li>Função utilidade é côncava em ganhos (aversão a risco) e convexa em perdas (propensão a risco) </li></ul></ul>NO ENTANTO, NEM SEMPRE TODOS SÃO RACIONAIS Fonte: “ AVALIANDO QUESTIONÁRIOS DE RISCO E O COMPORTAMENTO DO INVESTIDOR SOBRE A ÓTICA DE BEHAVIORAL FINANCE”; Souza, Camila R. V., 15 de agosto de 2005
  11. 11. AGENDA <ul><li>COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS? </li></ul><ul><li>ESCOLHAS NO LONGO PRAZO </li></ul><ul><li>COMO MENSURAR AS PREFERÊNCIAS DO INVESTIDOR? </li></ul><ul><ul><li>UM QUESTIONÁRIO VÁLIDO, CONFIÁVEL... INTERATIVO E “EDUCADOR” </li></ul></ul>
  12. 12. ESCOLHA DE CARTEIRAS NO LONGO PRAZO <ul><li>Problemas: </li></ul><ul><ul><li>Fases do Ciclo de Vida </li></ul></ul><ul><ul><li>Investidores podem ter renda de trabalho </li></ul></ul><ul><ul><li>Fronteira eficiente ( Markowitz ) serve apenas para 1 período </li></ul></ul><ul><ul><li>Assimetria temporal dos retornos </li></ul></ul><ul><ul><li>Variabilidade da taxa livre de risco </li></ul></ul><ul><ul><li>Efeito dos custos de transação no rebalanceamento da carteira </li></ul></ul><ul><ul><li>Casa própria </li></ul></ul>Fonte: “ AVALIANDO QUESTIONÁRIOS DE RISCO E O COMPORTAMENTO DO INVESTIDOR SOBRE A ÓTICA DE BEHAVIORAL FINANCE”; Souza, Camila R. V., 15 de agosto de 2005 “ STRATEGIC ASSET ALLOCATION: PORTFOLIO CHOICE FOR LONG TERM INVESTORS ” . Campbell, J e Viceira, L 2001
  13. 13. ESCOLHA DE CARTEIRAS NO LONGO PRAZO <ul><li>“ Regras de Bolo”: </li></ul><ul><ul><li>Quem trabalha e poupa deve investir em ações no início da vida </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Tem respaldo teórico, mas por motivo diferente da sabedoria popular. Em suma, à medida que o investidor se aproxima da aposentadoria, sua riqueza do trabalho decresce. Para manter constante a mesma fração de riqueza investida no ativo livre de risco, a fração investida em ações deve cair. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Investidores mais novos devem investir mais em ações, reduzindo essa parcela à medida que se aproximam da aposentadoria </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Danthine e Donaldson (2001) mostra que não há grandes diferenças entre curto prazo (otimização de 1 período) e longo prazo (otimização multi-períodos), uma vez que os indivíduos investem aproximadamente a mesma fração em ações, independentemente da performance histórica de sua carteira </li></ul></ul></ul>Fonte: “ AVALIANDO QUESTIONÁRIOS DE RISCO E O COMPORTAMENTO DO INVESTIDOR SOBRE A ÓTICA DE BEHAVIORAL FINANCE”; Souza, Camila R. V., 15 de agosto de 2005 “ STRATEGIC ASSET ALLOCATION: PORTFOLIO CHOICE FOR LONG TERM INVESTORS ” . Campbell, J e Viceira, L 2001
  14. 14. <ul><li>Conclusões: </li></ul><ul><ul><li>À medida que a aversão ao risco relativa aumenta, a carteira ótima se aproxima de títulos indexados à inflação , que pagam uma unidade real de consumo para sempre. Esse seria o ativo sem risco para um investidor de longo prazo; apesar dele poder ter uma variação no seu preço no curto prazo, ele financia um consumo sem risco no longo prazo . </li></ul></ul><ul><ul><li>A característica de reversão à média dos retornos das ações leva a uma redução do seu risco no longo prazo. Se acreditamos nisso, assumimos a previsibilidade do retorno das ações , o que torna a estratégia “ buy-and-hold”, ao contrário do que se defende, sub-ótima . A estratégia ótima seria a de “market-timing”. </li></ul></ul><ul><ul><li>Renda do Trabalho: Campbell e Viceira (2001) conclui que para qualquer nível de aversão a risco, um investidor empregado deverá ter uma maior fração da sua riqueza em ativos com risco do que teria um investidor aposentado. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Efeito Riqueza : + rico => + ações </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Efeito Carteira : renda = ativo livre de risco => + ações </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Efeito Proteção : ações e renda covariam, reduzindo o risco conjunto. Pode-se poupar mais ou trabalhar mais </li></ul></ul></ul>ESCOLHA DE CARTEIRAS NO LONGO PRAZO Fonte: “ AVALIANDO QUESTIONÁRIOS DE RISCO E O COMPORTAMENTO DO INVESTIDOR SOBRE A ÓTICA DE BEHAVIORAL FINANCE”; Souza, Camila R. V., 15 de agosto de 2005 “ STRATEGIC ASSET ALLOCATION: PORTFOLIO CHOICE FOR LONG TERM INVESTORS ” . Campbell, J e Viceira, L 2001
  15. 15. AGENDA <ul><li>COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS? </li></ul><ul><li>ESCOLHAS NO LONGO PRAZO </li></ul><ul><li>COMO MENSURAR AS PREFERÊNCIAS DO INVESTIDOR? </li></ul><ul><ul><li>UM QUESTIONÁRIO VÁLIDO, CONFIÁVEL... INTERATIVO E “EDUCADOR” </li></ul></ul>
  16. 16. UM QUESTIONÁRIO VÁLIDO E CONFIÁVEL Fonte: “Insights from Psychology and Psycometrics on Measuring Risk Tolerance ”; Roszkowski, Michael J.; Grable, John E.; FPA Journal, 2005 April Issue – Article 8 <ul><li>Questões devem ser de fácil entendimento e simples de serem respondidas </li></ul><ul><li>Questões que requerem explicações são ruins </li></ul><ul><li>Questionário deve ser adequado ao que se quer medir, i.e. tolerância a risco não é medida por perguntas sobre horizonte de investimento, liquidez e metas </li></ul><ul><li>Perguntas devem estar em português claro e evitar terminologia financeira/técnica </li></ul><ul><li>Questões muito diretas/curtas geralmente geram dúvidas </li></ul><ul><li>O número de questões no questionário deve ser: </li></ul><ul><ul><li>pequeno o suficiente para que não fique cansativo e seja respondido sem precisão </li></ul></ul><ul><ul><li>grande o suficiente para que respostas a questões específicas, influenciadas por experiências passadas particulares ou mal-interpretadas não afetem decisivamente o resultado geral </li></ul></ul><ul><ul><li>Estudos mostram que a acurácia de um teste é uma função do quadrado do número de questões e que o número adequado de questões é por volta de 20 </li></ul></ul>
  17. 17. QUESTIONÁRIOS EM 4 DIMENSÕES CAPACIDADE CONHECIMENTO ATITUDE PROPENSÃO <ul><li>Vontade/disposição de incorrer em risco monetário </li></ul><ul><li>Deve ser isolada dos demais fatores </li></ul><ul><li>Não é imutável (tempo, emprego, rentabilidade) </li></ul><ul><li>Respostas dos clientes à perguntas cientificamente desenvolvidas. Ex.: conjunto de probabilidades e pay-offs ; ordenação de opções de investimentos; escolha de crescimento x liquidez </li></ul><ul><li>Entendimento do trade-off risco/retorno </li></ul><ul><li>Maior conhecimento implica em melhor resistência a mercados de baixa </li></ul><ul><li>Também implica em maior validade das respostas às perguntas de CAPACIDADE e ATITUDE </li></ul><ul><li>Decisões do cliente no mundo real, mediante situações financeiras (decisões passadas) </li></ul><ul><li>Pode-se olhar para investimentos atuais, tomando-se cuidado com os motivos que o levaram a ter determinada alocação (herança, indução, não entendimento dos instrumentos, etc.) </li></ul><ul><li>Indicadores: % risco alto/baixo; % passivo/ativo; % salário/seguros; % mudanças salariais/idade </li></ul><ul><li>Habilidade de incorrer em riscos </li></ul><ul><li>Etapa do ciclo de vida </li></ul><ul><li>Idade, dependentes, metas e restrições, renda (qtdade. e estabilidade), despesas, seguros, etc. </li></ul><ul><li>“ Capacity Scoring” seria o ideal </li></ul>O mais restritivo restringe o outro Fonte: “Risk PACK: How to Evaluate Risk Tolerance ”; Cordell, David M., FPA Journal, 2001 June Issue – Article 5
  18. 18. QUESTIONÁRIOS EM 2 DIMENSÕES CAPACIDADE ATITUDE <ul><li>Uma análise da CAPACIDADE de risco já considera, implicitamente, as decisões de risco reveladas pelo fator PROPENSÃO </li></ul><ul><li>Como o CONHECIMENTO influencia a ATITUDE e a CAPACIDADE, ele já está refletido nos dois fatores </li></ul>ATITUDE DE RISCO CAPACIDADE DE RISCO ATITUDE DE RISCO CAPACIDADE DE RISCO Análise financeira Questionários de atitude + Fonte: “Risk Tolerance in Two Dimensions ”; Cordell, David M., FPA Journal, 2002 May Issue – Article 5 CONHECIMENTO <ul><li>Pode ser inserido como restrição. Ex.: uma pessoa arrojada sem conhecimento é deslocada para o perfil moderado </li></ul>
  19. 19. QUEST. EM 2 DIMENSÕES – TIPOS DE PERGUNTAS CAPACIDADE ATITUDE <ul><li>Objetivos para o portfólio de investimentos: metas de ganho de capital x ganho corrente </li></ul><ul><li>Seleção do trade-off preferido de risco-retorno dentre uma série de alternativas de carteira (propensão a risco do investidor, antes da tomada das decisões de investimento) </li></ul><ul><li>Revelar nível de ansiedade após tomada de decisões. Ex.: reação após queda dos preços das ações </li></ul><ul><li>Situação financeira corrente: idade, responsabilidades familiares, riqueza, obrigações, seguros, etc. </li></ul><ul><li>Além de questões demográficas: </li></ul><ul><ul><li>Fase do ciclo de vida; Idade; Sexo; Renda familiar; % ações em carteira; % títulos em carteira, etc. </li></ul></ul>Fonte: “Assessing Risk Tolerance: Questioning the Questionnaire Method ”; Yook, Ken C.; Everett, Robert; FPA Journal, 2003 August Issue – Article 7
  20. 20. QUEST. EM 2 DIMENSÕES - EXEMPLOS DE PERGUNTAS ATITUDE CAPACIDADE
  21. 21. QUEST. EM 2 DIMENSÕES – SCORE DE RISCO Perfis de Risco <ul><li>Score total é múltiplo do score em cada dimensão (0 a 10 em ATITUDE x 0 a 10 em CAPACIDADE = 100) </li></ul><ul><li>Dessa forma, score baixo em um dos fatores limita disposição por risco </li></ul><ul><li>ISORRISCO – diferentes combinações de ATITUDE e CAPACIDADE podem levar ao mesmo perfil de risco </li></ul><ul><li>Mediana é 25 (ATITUDE=5 x CAPACIDADE=5) </li></ul>ATITUDE e CAPACIDADE definem o Perfil de Risco conjuntamente, de forma a incorporar restrições impostas por score baixo em um dos fatores Capacidade Atitude
  22. 22. UM QUESTIONÁRIO VÁLIDO E CONFIÁVEL <ul><li>Lógica interna do algoritmo deve ser coerente. Exemplo: </li></ul><ul><ul><li>- Alternativas são construídas obedecendo uma hierarquia de risco; </li></ul></ul><ul><ul><li>Respostas recebem score de 0 a 10, de acordo com o grau de tolerância a risco; </li></ul></ul><ul><li>Deve haver perguntas “repetidas” que objetivem medir o mesmo fator, permitindo a auto-validação </li></ul>A B C D E 0 2,5 5 7,5 10 Conservador Moderado Agressivo P1 P2 P3 P4 P5
  23. 23. UM QUESTIONÁRIO INTERATIVO E EDUCADOR <ul><li>Sugere (mas não determina) o perfil adequado baseado em avaliação conjunta da CAPACIDADE e ATITUDE frente ao risco </li></ul>
  24. 24. UM QUESTIONÁRIO INTERATIVO E EDUCADOR <ul><li>Visualização gráfica do resultado e explicação de cada vetor (CAPACIDADE x ATITUDE) permite melhor entendimento do resultado </li></ul>
  25. 25. UM QUESTIONÁRIO INTERATIVO E EDUCADOR <ul><li>Comparação das respostas do indivíduo com as respostas típicas para aquele perfil estimulam a reflexão e ajudam a validar o resultado </li></ul>
  26. 26. Validação do algoritmo <ul><li>Amostra de 90 questionários, onde: </li></ul><ul><ul><li>90 % até 40 anos </li></ul></ul>ATITUDE CAPACIDADE PERFIL 1 PERFIL 2 PERFIL 3 PERFIL 4 PERFIL 5 Frequência de Perfis Indicados
  27. 27. Validação do algoritmo <ul><li>Em 60% das avaliações o algoritmo indica o mesmo perfil que a auto-avaliação </li></ul><ul><li>Como a auto-avaliação tem um viés “comportamental” (Behavioral Finance), é natural que, em boa parte dos questionários, sejam encontradas diferenças entre os perfis indicados pelo algoritmo e pela auto-avaliação </li></ul><ul><li>Além disso, os indivíduos tendem a captar apenas uma dimensão de risco. </li></ul>Perfis indicados – Algoritmo x Auto-avaliação <ul><li>Caso 1 – Não gosta de risco mas pode tomá-lo: Indivíduo de 27 anos, se auto-avaliou como Perfil 1, mas lhe foi indicado o Perfil 2, pois é novo e consegue economizar mais de 30% da sua renda mensal </li></ul><ul><li>Caso 2 – Gosta de risco mas não pode tomá-lo: Indivíduo de 27 anos, que se auto-avaliou como perfil 5, mas lhe foi indicado o perfil 4, pois apesar de ter score elevado de atitude (9,4), tem score mediano em CAPACIDADE (5,1), limitada por fatores como o horizonte de investimento menor do que 1 ano </li></ul>
  28. 28. AGENDA <ul><li>COMO AS PESSOAS FAZEM ESCOLHAS? </li></ul><ul><li>ESCOLHAS NO LONGO PRAZO </li></ul><ul><li>COMO MENSURAR AS PREFERÊNCIAS DO INVESTIDOR? </li></ul><ul><ul><li>UM QUESTIONÁRIO VÁLIDO, CONFIÁVEL... INTERATIVO E “EDUCADOR” </li></ul></ul><ul><li>PERFIS DE INVESTIMENTO – PRÁTICAS DE MERCADO </li></ul>
  29. 29. Nos seus planos de CD, são oferecidas opções de investimentos aos participantes? Fonte: Pesquisa MERCER <ul><li>Na maioria das vezes são oferecidos de 3 a 5 perfis, sendo no máximo 3 com RV </li></ul>

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