A filosofia e a sua dimensão discursiva - conceitos e definições (10.º ano - Módulo inicial)

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Filosofia 10.º ano
Módulo inicial
A filosofia e a sua dimensão discursiva
- Conceitos e definições

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A filosofia e a sua dimensão discursiva - conceitos e definições (10.º ano - Módulo inicial)

  1. 1. CAP. 1 – A FILOSOFIA E A SUA DIMENSÃO DISCURSIVA Filosofia 10.º ANO – Módulo inicialAntónio Padrão ESAS | 2013- 2014  CONCEITOS E DEFINIÇÕES 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  2. 2. António Padrão | ESAS Conceitos e definições 2  A filosofia “é a mais ampla de todas as disciplinas, explorando os conceitos básicos que atravessam todo o nosso discurso e pensamento sobre qualquer tema”. Kenny (2003, p. 14)  A filosofia procura “saber como funcionam realmente os nossos conceitos”. (Nagel, 1997, p. 8)
  3. 3. António Padrão | ESAS Conceitos  Um conceito não é uma palavra; é o que as palavras exprimem.  Os conceitos podem ser expressos por termos simples ou compostos (ex: objeto/objeto natural).  O mesmo conceito pode ser expresso por termos diferentes (ex: chuva/pluie; neve/snow).  O mesmo termo pode exprimir diferentes conceitos (ex: vela, banco, cabo). 3
  4. 4. António Padrão | ESAS A importância de definir 4  Por vezes, queremos definir algo por razões práticas.  Precisamos de definir adequadamente em que circunstâncias um aluno reprova, por exemplo.  Precisamos de definir adequadamente em que circunstâncias um candidato ganha as eleições presidenciais. 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  5. 5. António Padrão | ESAS A importância de definir 5  Por vezes também queremos definir algo porque queremos conhecer melhor as coisas.  O que é exatamente a água?  O que é um número primo? 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  6. 6. António Padrão | ESAS Definições em filosofia 6  Tal como acontece noutras áreas, também em filosofia queremos definições adequadas.  Mas em filosofia as definições são mais difíceis. 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  7. 7. António Padrão | ESAS Definições em filosofia 7  Nas outras áreas, usamos conceitos mais simples para definir coisas mais complexas.  Em matemática, usamos o conceito de número para definir número primo.  Em física, usamos o conceito de tempo para definir aceleração.  Em filosofia, queremos definir os conceitos mais simples que usamos para definir outras coisas.  O que é um número?  O que é o tempo? 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  8. 8. António Padrão | ESAS Definições 8 Definições Implícitas Explícitas 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  9. 9. António Padrão | ESAS Definições implícitas 9  Quando queremos definir algo, procuramos quase sempre definições explícitas.  Mas também há definições implícitas:  Apontamos para o céu azul e dizemos que esse é um bom exemplo da cor azul.  Damos vários exemplos de poemas para ilustrar o conceito de poesia. 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  10. 10. António Padrão | ESAS Definição explícita de conceitos 10  Condições necessárias e suficientes  A é condição suficiente de B quando todos os A são B.  B é condição necessária de A quando todos os A são B.  Quando A é condição suficiente de B, B é condição necessária de A, e vice-versa. 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  11. 11. António Padrão | ESAS Definições explícitas 11  A palavra «é» é ambígua.  Quando é usada em definições, «A é B» é o mesmo que «A se e só se B».  As definições explícitas acima só são verdadeiras se todos os A forem B e todos os B forem A.  Exemplo:  A água é H2O.  Algo é água se, e só se, for H2O. 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  12. 12. António Padrão | ESAS Avaliação de definições explícitas12 B não é uma condição necessária de A B não é uma condição suficiente de A B é uma condição necessária de A B é uma condição suficiente de A
  13. 13. António Padrão | ESAS Ex: O Homem é um animal racional  Esta definição explícita não é uma definição adequada.  Alguns membros da espécie Homo sapiens nascem sem cérebro, pelo que não são racionais (anencefalia).  Talvez noutros planetas existam animais tão racionais quanto nós, mas não poderão pertencer à nossa espécie biológica. 13 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  14. 14. António Padrão | ESAS Definições erradas  Uma definição pode estar errada por ser:  Demasiado restrita, quando não inclui o que devia;  Demasiado ampla, quando inclui o que não devia;  Demasiado restrita e demasiado ampla. 14
  15. 15. António Padrão | ESAS Definição e informação  Por vezes não conseguimos definir adequadamente as coisas.  Outras vezes, conseguimo-lo, mas a definição não é informativa.  Definir o álcool a uma criança de 8 anos dizendo que é C2H5OH não é informativo. 15 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  16. 16. António Padrão | ESAS Caraterização  Muitas vezes, é mais informativo caraterizar o álcool do que defini-lo.  Caraterizar é apresentar algumas caraterísticas importantes e dar alguns exemplos.  O álcool é altamente inflamável, é tóxico se for bebido, é um poderoso desinfetante e está presente no vinho e na cerveja. 16 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  17. 17. António Padrão | ESAS Caraterização da filosofia  Como não é fácil dar uma definição adequada de filosofia, podemos caraterizá-la.  A filosofia:  É um estudo concetual ou a priori de problemas que não podem ser adequadamente estudados por outras disciplinas;  É uma atividade crítica;  Exige uma tomada de posição;  … 17 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA 10.º ANO
  18. 18. António Padrão | ESAS Bibliografia  Almeida, A., Teixeira, C. e Murcho, D. (2013). 50 Lições de Filosofia – Filosofia 10.º ano. Lisboa: Didáctica Editora.  Almeida, A., Teixeira, C. e Murcho, D. (2013). PPS_Cap1.pps. In Recursos do manual digital. Capítulo 1 A filosofia e a sua dimensão discursiva. http://manuaisdigitais.platanoeditora.pt/files/DNLCNT/Priv//_9 48_c.book/book/data/contents/8/1/1/PPS_Cap1.pps  Almeida, A., Teixeira, C. e Murcho, D. (2013). Como se define algo? http://manuaisdigitais.platanoeditora.pt/files/DNLCNT/Priv//_9 48_c.book/book/data/contents/11/1/1/Cap1Def.pps  Kenny, A. (2003). História concisa da filosofia ocidental (2.ª ed.). Lisboa: temas e Debates.  Nagel, Thomas (1997). Que quer dizer tudo isto? Lisboa: Gradiva, p. 8. 18

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