O mundo em crise

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O artigo O Mundo em Crise trata de maneira geral dos problemas existentes em nosso Planeta e de nossas vulnerabilidades.

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O mundo em crise

  1. 1. O mundo em crise Engº Antonio Fernando Navarro A mídia em geral nos dá conta de uma tremenda crise financeira mundial que ameaça prolongar-se. Essa é muito maior do que a crise dos mísseis, ocorrida da década de 60 entre os Estados Unidos e Cuba, ou do que a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a Rússia, atingindo a todos indiscriminadamente. É uma crise mais profunda porque drena grandes quantias de dinheiro de um país para outro em um curto espaço de tempo. São bilhões de dólares voando de um país para outro em segundos. São milhares de pessoas famintas e sem empregos. São milhões desesperançados. Nosso país vem sofrendo acentuada perda financeira nos últimos meses. O mais interessante disto tudo é que não é só um problema financeiro. Trata-se de um problema estrutural. Ela afeta também outras áreas.... E m outros segmentos da atividade humana, como a do Seguro, por exemplo, também há graves problemas, como decorrência da questão financeira. Isto porque, com a redução do poder aquisitivo dos consumidores, em função da contenção do crédito e do enxugamento da economia tem-se que trabalhar ao lado de “mágicos”. Ocorre, entretanto, que a mágica não é tão moderna assim. É uma mágica até muito simples, senão vejamos: “tenho vários concorrentes que oferecem produtos similares. Não tenho como modificar meu produto, agregando apenas valor. Então, nada mais me resta do que reduzir o meu preço”. Hoje os consumidores questionam tudo e acerca de tudo, principalmente o preço. Quando o "bolso" é o principal interessado então nem se fala. O perigo mora aí. Com Riscos, matéria prima do seguro, não há uma mágica de preços. Risco é um evento capaz de gerar perdas ou danos, que pode vir a se manifestar no decorrer de um certo tempo. O preço não é o ponto mais importante da questão. Antes de compará-los deve-se verificar o que se está acobertando e em que bases (por exemplo, será que os valores e os bens segurados são os mesmos), a idoneidade da empresa que está por trás da cobertura concedida e em que bases essa é feita a negociação. Dentro dessa mesma linha de raciocínio, podemos considerar que existem inúmeros tipos, marcas e modelos de veículos. O normal é que o consumidor não venha a se basear somente no custo do produto oferecido. Por essa razão é que esse tipo de pensamento deve ser estendido a tudo o quanto está sendo adquirido, incluindo-se o seguro. O Risco, matéria prima da atividade de seguros, é tão importante que tem que ter possuir algumas características bastante especiais, sobre as quais se baseiam os estudos estatísticos e atuariais. Esse deverá ser: futuro, quer dizer que a sua manifestação não está ocorrendo no presente e nem já ocorreu no momento passado; incerto, ou seja, pode ocorrer ou não; possível, isto é, trata-se de algo que em um determinado momento ocorrerá; ser independente da vontade das partes contratantes, ou que tanto o interessado pelo bem quanto a quem foi oferecido o bem para ser segurado não serão os responsáveis pela ocorrência de danos que sobre ele venham a incidir; ser capaz de gerar perdas ou danos, isto é que por quando de sua ocorrência certamente surgirão perdas ou danos; e ser mensurável, isto porque se não pudermos avaliar as suas conseqüências não poderemos saber o quanto custa para repará-lo. Se uma dessas características não se verifica não temos o Risco. Por exemplo, se um Risco ocorre e não pode ser mensurado não há como se estabelecer um cálculo de seu custo. Se o Risco não é futuro, isto é, se ele é presente, a única alternativa possível é correr-se dele. Nada mais há a se fazer, inclusive com a prevenção. Na ocorrência de um terremoto ou de um maremoto as pessoas têm que correr, e não ficar discutindo soluções. Contudo, antes de se investir na construção de uma casa a pessoa deve investigar se há possibilidade de ocorrerem Engo Antonio Fernando Navarro é especialista em Gerenciamento de Riscosl
  2. 2. terremotos ou maremotos. Mesmo assim, o risco futuro de um terremoto ou de um maremoto poderá vir a ser aceito, visto que em algum momento do futuro ele ocorrerá. A partir daí, observa-se que o entendimento do Risco deve ser o mesmo para todos, isto é, para todas as Seguradoras, razão pela qual qualquer discrepância, principalmente para menos, dos preços cobrados é sempre tratada como um processo mágico. Não há um Risco para um e um Risco para outro. Há um só Risco. Uma empresa pode ter uma noção de Risco diferente de outra empresa. Tudo dependerá de sua experiência e do perfil de seus clientes (segurados). Contudo, por maior que seja a experiência essa não poderá conduzir a um preço irreal. Assim, a mágica dos preços é uma “mágica furada”. L ogicamente, o Risco financeiro é diferente do Risco tratado pelo seguro. No primeiro, as chances dele vir a se manifestar dependem muito mais das pessoas do que das circunstâncias como um todo. No segundo, analisa-se o aspecto de sua aleatóriedade e de sua imprevisibilidade. O Risco de uma pessoa bater com o carro depende das características e do perfil do motorista, como também depende do local onde o motorista trafega. As Seguradoras, com o objetivo de minimizar o Risco causado pela inabilidade do próprio motorista o beneficia concedendo descontos em suas taxas por sua boa experiência passada. Se uma fábrica possui equipamentos de proteção contra incêndio tem sua taxa reduzida pelo fato desses equipamentos amenizarem o Risco de incêndio. O mercado de seguros premia, com reduções nas taxas aqueles segurados, ou clientes, que adotam ou empregam dispositivos que amenizam ou reduzem os Riscos. Assim, faz-se com que a participação do Homem na causa do Risco venha a ser amenizada ou reduzida. V oltando ao nosso ponto inicial, quando todos estão alinhados com os mesmos processos de precificação, ou seja, focando os mesmos objetivos, trabalhando em um mesmo segmento, em uma mesma região e, de repente, um dos concorrentes consegue se destacar mais do que as outros por apresentar preços muito abaixo dos da média de preços ofertados, o consumidor tem com o que se preocupar. Ou as tabelas de preço não estão convenientemente ajustadas, ou os critérios técnicos não estão corretos, ou a empresa está querendo “fazer ranking”, ou algo mais. O consumidor tem que ficar atento a todos esses fatores, por intermédio de seu Corretor de Seguros. O consumidor tem que escolher convenientemente o seu Corretor da mesma forma que tem de escolher a sua Seguradora. Se uma Seguradora estiver praticando preços muito abaixo de uma realidade técnica, com o objetivo de se firmar em um mercado ou de obter os clientes de suas concorrentes estará praticando uma política perigosa. Um simples aumento dos índices de acidente já será suficiente para prejudicar a sua saúde financeira, impedindo-a de indenizar as perdas nos tempos que se fazem necessários. A falta de liquidez associada à atual conjuntura econômica fazem-nos antever momentos difíceis para todos. Nessas épocas as atenções devem estar focadas para a escolha de bons parceiros comerciais. Só para que se tenha exemplos, se um supermercado é atingido por um incêndio e é obrigado a ficar algum tempo sem operar perderá, com certeza, uma parte de seus clientes para os concorrentes mais próximos. Quanto maior for o tempo de paralisação maior será o percentual de clientes perdidos para a concorrência. Se o serviço prestado pelos outros for realmente melhor, as chances desse supermercado ter de volta os clientes tradicionais é bem remota. Existem consumidores que compram pesquisando preços. Outros consumidores compram pela comodidade oferecida, seja essa pela distância de sua casa, pela área de estacionamento, pelo espaço interno da loja, pela arrumação ou layout, e, enfim, por uma série de outros fatores. Enfim, existem aqueles que têm o hábito de só comprar em um Engo Antonio Fernando Navarro é especialista em Gerenciamento de Riscosl
  3. 3. determinado local por pura questão de hábito. Quando o supermercado fica inoperante, os clientes que passam a freqüentar outros estabelecimentos começam a comparar “os prós e os contras”. Aí é que mora o perigo. A dificuldade é que se o parceiro comercial do estabelecimento, a Seguradora, não for convenientemente ágil e indenizar rapidamente em decorrência da incidência de uma perda indenizável por um contrato de seguro estabelecido entre ambos (apólice de seguros), de sorte que o estabelecimento possa voltar à normalidade em um menor espaço de tempo, com certeza existirão severas perdas não indenizadas pelo seguro. Por essa razão, é muito importante que o consumidor esteja atento na escolha de sua Seguradora. Ele deverá se preocupar com a saúde financeira de seus parceiros comerciais. Também é importante que sejam avaliados os laços comerciais estabelecidos entre ambos e as reciprocidades. Se assim não for feito correr-se-á o Risco de prejuízos no futuro, decorrentes por uma economia mal feita no passado. Com Riscos não há economia. Há sim, estudos bem feitos que avaliam a real necessidade de se transferir a responsabilidade pelo reparo de acidente ocorrido para uma Seguradora. Voltando ao caso do automóvel, se o proprietário for um cidadão cuidadoso e conservar bem o seu veículo, certamente irá pensar muito antes de contratar uma apólice de seguros. Se assim não o fizer, deverá estar ciente que arcará com todos os prejuízos sozinho, sem a ajuda de ninguém, caso a empresa por ele escolhida não venha a indenizá-lo corretamente. Engo Antonio Fernando Navarro é especialista em Gerenciamento de Riscosl

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