Texto Mauricio Marques
Design Annalisa Partmann
Edição Annalisa Partmann
Fotografias Daniel Menezes
O
plagio vem sendo um pro-
blema decorrente em todos
os meios criativos possí-
veis. A pergunta que se faz,
é quando e com...
O Código Da Vinci
D
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“ O Código DaVinci “ em
2003. Ele, hoje, conta como
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Harry Potter
J
.K Rowling publicou o seu livro
Harry Potter e a Pedra Filosofal
no ano de 2001, que rapidamen-
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Plagio em livros

  1. 1. Texto Mauricio Marques Design Annalisa Partmann Edição Annalisa Partmann Fotografias Daniel Menezes
  2. 2. O plagio vem sendo um pro- blema decorrente em todos os meios criativos possí- veis. A pergunta que se faz, é quando e como a inspira- ção em outras obras pode ou não ser utili- zada na criação de algo novo. Ultimamen- te, cada vez mais escritores e autores são acusados do plágio. Aparecem processos até contra escritores de séculos passados, como Shakespear. O grande problema no processo de plágio é o como o dito tex- to é analisado. As ideias que serviram de inspiração podem ser consideradas co- piadas? Onde fica a liberdade artística? Onde começa e termina o aproveitamento de ideias? Grandes tribunais ao redor do mundo estão se debatendo sobre isso, e na maioria dos casos, que a verdade seja dita, eles expressam que autores não são 35 super novembro 2015 → nada mais nada menos do que grandes pesquisadores. Nomes famosos como Jo- gos Vorazes, Crepúsculo, Harry Potter, As viagens de Pi e O Código DaVinci já pas- saram por diversos processos sobre suas autorias. Dificilmente, processos assim conseguem alguma coisa além de deixar as obras acusadas mais famosas ainda. Muitas vezes, esses processos somente são iniciados na esperança de dinheiro fácil e atenção para a devida obra, mas as vezes também é muito interessante ou- vir sobre eles. A pesquisa sobre o que foi, como e quando acusado de plágio faz sen- tido muitas vezes, mas mesmo assim não justifica até onde o plágio deve ser vali- dado como tal. A seguir seguem as histó- rias dos processos contra dois dos maio- res Best-sellers mundiais que já passaram pelas acusações de plágio repetidamente. E se os seus livros favoritos não fossem originais...
  3. 3. O Código Da Vinci D an Brown lançou o seu livro “ O Código DaVinci “ em 2003. Ele, hoje, conta como um dos maiores best-sellers mundiais com mais de 8 mi- lhões de exemplares vendidos. Desde o seu lançamento, porém, o autor foi acusado por plágio diversas vezes. As acusações porém, só fizeram o seu livro ficar mais famoso ain- da. A trama difundiu a teoria de que Jesus Cristo teria se casado com a ex-prostituta Maria Madalena, não morrido na cruz e ter ido um filho que sucedeu linhagem até os dias atuais. O Vaticano estaria ciente disso e fará qualquer coisa para manter tudo em segredo. Dan Brown afirma que o seu livro é meramente fictício, porém, o conteúdo re- ferente ao evangelho apócrifo de Maria Ma- dalena, o Priorado de Sião e o Santo Graal real, fonte de muitas pesquisas com ajuda da sua esposa historiadora, Blyte Brown. E foram justamente essas pesquisas que leva- ram tantos processos a ele. Os autores de um estudo chamado “ The Holy Blood and the Holy Graal “ ( O Sangue Sagrado e o Santo Graal ), Michael Baignet e Richard Leight processaram Brown sob acusação de plágio referente a teoria do Santo Graal ( A teoria de que o Graal, na verdade, é a descendên- cia de Jesus e Maria Madalena) A Editora American Random House defendeu o autor, provando a entrega do livro completo antes da publicação do estudo dos autores. Brown, porém, nomeou um dos seus personagens de Sir Leight, o que fortaleceu as acusações. Ele afirma que leu a pesquisa dos autores, e o seu personagem foi homenageado com o nome de Leight devido a dedicação dos autores á pesquisa. O caso foi perdido, e o tribunal declarou que considera Brown, apenas , um grande pesquisador. O ato da pesquisa é perfeitamen- te normal para escritores. A grande pergunta então é até onde as pesquisas po- dem e devem ser utilizadas em novas obras. Há quem fala, que plágio m obras li- terárias não existe, pois ao escrever, o autor tem liber- dade de escrever o que qui- ser. No caso de Brown, ele declarou desde do começo ter se baseado numa séria de outros autores sobre o assunto do Santo Graal e que foi somente isso: base. Ele nega qualquer acusa- ção de plagio e já vendeu outros processos como de Dr. Mikhail anikin autor de “ Theologie in painta” e Lewis Perdue, “ O legado de daVinci” e “ Filha de deus”. “O Legado Da Vinci” De Lewis Perdue “O Sangue Sagrado e o Santo Graal” De M. Bai- gent, R. Leigh e H.Lincoln 36 super novembro 2015 →
  4. 4. Harry Potter J .K Rowling publicou o seu livro Harry Potter e a Pedra Filosofal no ano de 2001, que rapidamen- te se tornou um best-seller mun- dial com mais de 120 milhões de exemplares vendidos, tornando-a, a pri- meira pessoa a ficar millionária escre- vendo livros. Com toda a fama e sucesso porém, vieram as repetidas acusações de plágio contra a autora. A escritora ameri- cana Nancy Stouffer entrou num processo juridicial contra a criadora do bruxo mais querido de todos os tempos. O nome do li- vro dela , “ A Lenda de Rah e os Trouxas” já sugere pelo título que alguma inspiração do seu livro foi retirada e aproveitada na história de Rowling. O processo porém, foi perdido, e tanto editora quanto a própria J.K Rowling afirmam nunce ter ouvido fa- lar do dito livro. Mas esse não foi o único case em qual a originalidade da história do jovem Harryque descobre ser um bruxo, é colocada em pauta. Outro escritor ame- ricano, Adrian Jacobs (falecido, autor de “ As Aventuras de Willy o Feiticeiro”, foi recentemente representado por seus her- deiros num processo que alega plágio no quarto mlivro da franquia Harry Potter: O Cálice de Fogo. De novo, o setor jurídi- co mesmo analizando as acusações uma por uma não consegue chegar a nemuma conclusão definitiva já que o conceito de plágio na literatura, é algo muito compli- cado. Rowling foi dispensada do processo e os custos, como geralmente é feito, fica- ram com os processadores. Não há criança no mundo hoje que não conhece a histó- ria do “ Menino que sobreviveu”. Mesmo se evidências concretas fossem achadas, a probabilidade de serem ditas como ver- dadeiras é perto de nunca. Mesmo com tantos casos decorrentes destas situações, ainda é dificl para leitores, escritores e ju- ízes decidirem até onde a liberdade literá- ria e artística vai. Até que ponto grandes escritores prescisam ser grandes pesqui- sadores e até onde isso ralmente importa para o re- sultado final da obra; principalmente para aquelas que como- vem o mundo. “As Aventuras de Willy o Feiti- ceiro” De Adrian Jacobs “A Lenda de Rah e os Trouxas” De N.K. Stouffer

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