Um apólogo avaliação 6º ano texto narrativo e verbos

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Um apólogo avaliação 6º ano texto narrativo e verbos

  1. 1. AVALIAÇÃO MENSAL DE LÍNGUA PORTUGUESA EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM:  Reconhecer os elementos do texto narrativo;  Analisar e interpretar o texto de gênero narrativo , reconhecendo o foco narrativo o tipo de discurso(direto ou indireto) e a construção de sentido da moral nas fábulas.  Reconhecer o emprego dos verbos, sua estrutura, assim como classificá-lo percebendo o tempo e o modo. Leia o texto abaixo: Um Apólogo Machado de Assis Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo? — Deixe-me, senhora. — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. — Mas você é orgulhosa. — Decerto que sou. — Mas por quê? — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu? — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu? — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados... — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando... — Também os batedores vão adiante do imperador. — Você é imperador? — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha: — Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima... A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe: — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência murmurou à pobre agulha: — Anda, aprende tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
  2. 2. Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! (Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.) 1- ASSINALE A ALTERNATIVA QUE MELHOR APRESENTA A MORAL DA HISTÓRIA. a) Quando a sorte muda, os fortes necessitam dos fracos. b) Os mais fortes sempre vencem. c) A união faz a força. d) Os mais importantes ficam calados, pois não precisam se vangloriar. e) Nem sempre damos importância aqueles que merecem. 2- Além das personagens inanimadas (seres inanimados que não têm vida própria como objetos, animais e etc..)o texto nos revela de forma surpreendente no final dois outros personagens. Quais? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ 3 – Lembre-se que aprendemos em sala de aula o papel no narrador no texto narrativo. Ele pode participar da narrativa ou apenas contar um fato que observou. Qual o foco narrativo deste texto levando em consideração que aquele que conta o “apólogo” ,ao final se apresenta como o próprio contador de histórias? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ 4 – Em sala aprendemos os elementos que constroem o texto narrativo como, por exemplo, o espaço em que se inserem os fatos da narrativa. No texto “Apólogo” que acabamos de ler qual o espaço? _________________________________________________________________________________ 5 – Ainda levando em consideração os elementos que compõem o texto narrativo, qual o tempo da narrativa no texto lido? _________________________________________________________________________________ 6 - Também vimos em sala à forma como a história é contada pelo narrador, ou seja, qual o tipo de discurso foi usado para compor os fatos. a)Agora, após ler o Apólogo, explique qual o tipo de discurso que predominou no texto, direto ou indireto e retire do texto um exemplo. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ b) Retire do texto um trecho com o uso de discurso indireto. _________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 7 – A partir da leitura da fábula , percebemos claramente algumas características dadas à linha e as características dadas à agulha. Apresente uma característica para cada uma das personagens usando verbo de estado. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ 8 – Retire do texto as ações da costureira ao cair do sol colocando em destaque (circulando) os verbos de ação utilizados no texto. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ 9 – No trecho: “E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou- lhe:”_Observe os verbos em negrito e responda. a)Os verbos “puxava” e “arregaçava” destacados apresentam um hábito feito com frequencia no passado ou uma ação do passado terminada? _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________
  3. 3. b) Diga qual o tempo e o modo dos verbos “puxava” e “arregaçava” destacados acima. _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ c) O verbo “perguntou” destacado no trecho apresenta um hábito feito com frequencia no passado ou uma ação do passado terminada? _____________________________________________________________________________________ d) Diga qual o tempo e o modo do verbo “perguntou”. ____________________________________________________________________________________ e) Qual o radical do verbo “perguntou”? ____________________________________________________________________________________ 10 – No trecho: “a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência murmurou à pobre agulha:” a) Os verbos em destaque apresentam um sentido: ( ) de certeza do fato. ( ) dúvida, possibilidade desejo . ( ) um pedido ou uma ordem. b) Qual o tempo e o modo dos verbos destacados no trecho acima. _________________________________________________________________________________ 2ª PARTE: Leia a tira abaixo. a) Descreva cada uma das ações de Calvin(que no texto estas ações foram suprimidas pelo uso das imagens) não esqueça de usar verbos de ação. _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ b) Quando lemos o quadrinho e entendemos a historinha achamos engraçado, o que estabelece o sentido da graça do quadrinho, ou seja, o porquê achamos engraçado? _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________

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