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Discussão <ul><li>Sobre as diferentes leituras para um mesmo texto apresentado em diferentes suportes. </li></ul>
Texto e Quadrinhos <ul><li>Machado de Assis tem um eu poder de criar imagens com as palavras, isto é, ficcionalizar a escr...
Pesquisa:  O Alienista , de Machado de Assis <ul><li>32 jovens, estudantes de Psicologia. </li></ul><ul><ul><li>16 leram u...
Após a leitura <ul><ul><li>Algumas questões foram propostas e discutidas.  </li></ul></ul><ul><ul><li>Analise do material ...
Questionamentos <ul><li>como se articula no espaço educacional a possibilidade da leitura visual ou da narrativa visual?  ...
Canclini (2008), em  Leitores, expectadores e internautas , citando Juan Villoro, diz que: <ul><li>o melhor personagem que...
Imagem e construções subjetivas <ul><ul><li>Somos o que vemos,  </li></ul></ul><ul><ul><li>somos o que percebemos,  </li><...
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A presença da imagem: a literatura em quadrinhos e a construção do jovem leitor

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III COLÓQUIO INTERNACIONAL EDUCAÇÃO, IMAGINÁRIO, MITANÁLISE e UTOPIA em 2009

"A presença da imagem: a literatura em quadrinhos e a construção do jovem leitor"

Apresentação: Anita Rink, Letícia Boechat Ponciano e Vania Belli

Publicada em: Educação, Negócios
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A presença da imagem: a literatura em quadrinhos e a construção do jovem leitor

  1. 1. A presença da imagem: a literatura em quadrinhos e a construção do jovem leitor III COLÓQUIO INTERNACIONAL EDUCAÇÃO, IMAGINÁRIO, MITANÁLISE e UTOPIA 2009 Anita Rink, Letícia Boechat Ponciano Vania Belli
  2. 2. Discussão <ul><li>Sobre as diferentes leituras para um mesmo texto apresentado em diferentes suportes. </li></ul>
  3. 3. Texto e Quadrinhos <ul><li>Machado de Assis tem um eu poder de criar imagens com as palavras, isto é, ficcionalizar a escrita, marca efetivamente seus textos. </li></ul><ul><li>A leitura dos quadrinhos seria mais reativa e reacionária do que a leitura das palavras. </li></ul><ul><li>Não sobra muito para construir em termos de atos imaginativos quando o autor já enquadrou o texto. </li></ul>
  4. 4. Pesquisa: O Alienista , de Machado de Assis <ul><li>32 jovens, estudantes de Psicologia. </li></ul><ul><ul><li>16 leram uma versão tradicional do texto </li></ul></ul><ul><ul><li>16 leram uma edição recente em quadrinhos. </li></ul></ul>
  5. 5. Após a leitura <ul><ul><li>Algumas questões foram propostas e discutidas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Analise do material discursivo foi observado: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>a sedução que a narrativa visual do texto exerceu sobre os jovens leitores. </li></ul></ul></ul>
  6. 6. Questionamentos <ul><li>como se articula no espaço educacional a possibilidade da leitura visual ou da narrativa visual? </li></ul><ul><li>Como aceitar que uma obra cuja maior riqueza reside no manejo da palavra, como seria o caso de Machado de Assis, seja lida em outros suportes que não o textual? </li></ul><ul><li>Seria a narrativa visual uma possibilidade para inventarmos um novo tipo de leitor? </li></ul>
  7. 7. Canclini (2008), em Leitores, expectadores e internautas , citando Juan Villoro, diz que: <ul><li>o melhor personagem que um escritor pode inventar é um novo tipo de leitor. </li></ul>
  8. 8. Imagem e construções subjetivas <ul><ul><li>Somos o que vemos, </li></ul></ul><ul><ul><li>somos o que percebemos, </li></ul></ul><ul><ul><li>somos o que podemos criar. </li></ul></ul>
  9. 9. A palavra e a imagem <ul><li>Instituem um hibridismo discursivo: </li></ul><ul><ul><li>a condição imaginária do autor </li></ul></ul><ul><ul><li>a condição imaginária do leitor </li></ul></ul><ul><ul><li>potencializa as possibilidades de produção de sentidos. </li></ul></ul>
  10. 10. Bachelard (1993) <ul><li>imaginação é a capacidade, não de formar, mas de deformar imagens , criando outras imagens, além daquilo que é percebido. </li></ul><ul><li>imaginação reprodutora que apenas reproduz o que é percebido, </li></ul><ul><li>imaginação criadora , a verdadeira imaginação, que se desloca do percebido e se liberta das amarras da realidade. </li></ul>
  11. 11. Leitura hipertextual <ul><li>Quando o leitor não esta mais preso à linearidade e a sequenciação da palavra impressa no papel ele ganha a liberdade de ir e vir de acordo com o seu próprio gosto? </li></ul><ul><li>Ou ele se vê imperativamente obrigado a ir e vir de acordo com os múltiplos caminhos que a interatividade exige? </li></ul><ul><li>Analogamente podemos nos perguntar: Na apresentação de um texto literário em quadrinhos passamos a ser obrigado a visualizar o que antes podíamos apenas imaginar? </li></ul><ul><li>Temos então o imperativo do dispositivo das imagens. </li></ul>
  12. 12. A questão que nos importa <ul><li>Que tipo de leitura é possível a partir da simultaneidade da imagem com a palavra impressa? </li></ul><ul><li>Haveria uma tendência para valorizarmos uma em detrimento da outra? </li></ul><ul><li>Algumas pessoas fazem a leitura visual enquanto outras buscam as palavras? </li></ul><ul><li>Estas leituras seriam alternadas dependendo da força das imagens ou das palavras apresentadas? </li></ul><ul><li>É possível lermos concomitantemente as imagens e as palavras? </li></ul>
  13. 17. Observado: <ul><li>A narrativa visual estabeleceu padrões prévios de imagens aos quais o leitor parece aderir sem resistência ou reflexão. </li></ul>
  14. 18. O desafio do século vinte <ul><li>Trazer para o mundo visível o inominável, o desconhecido, o virtual. </li></ul><ul><li>A liberdade supõe a escolha e nunca antes fomos tão prisioneiros. </li></ul><ul><li>Cada vez mais perdemos a possibilidade de escolher não vermos as coisas, não sabermos, não sentirmos o que acontece. </li></ul><ul><li>Se não vemos, não sabemos ou não sentimos é porque algo falha, e falhando ficamos por fora do que deveríamos ver, saber e sentir. </li></ul>
  15. 19. Referências Bibliográficas: <ul><li>AGAMBEN, G. Entrevista com Giorgio Agamben. Revista do Departamento de Psicologia da UFF . vol.18 no.1 Niterói. Jan/jun 2006. </li></ul><ul><li>MACHADO DE ASSIS, O Alienista: Literatura Brasileira em Quadrinhos . Roteiro e desenhos Francisco S. Vilachã. São Paulo: Escala Educacional, 2006. </li></ul><ul><li>MACHADO DE ASSIS. O Alienista versão digitalizada Biblioteca Nacional. Disponível em: http://bndigital.bn.br/ Último acesso em 16 de julho de 2009. </li></ul><ul><li>BACHELARD, G Estética-Teoria da Formatividade. Petrópolis: Vozes, 1993. </li></ul><ul><li>BORGES, J. L. O Livro dos Seres Imaginários . São Paulo: Global Editora, 1972. </li></ul><ul><li>CANCLINI, N.G. Leitores, Espectadores e Internautas . São Paulo: Iluminuras, 2008. </li></ul><ul><li>CHARTIER, R. A Morte do Leitor? Nexos: Estudos em Comunicação e Educação . Ano IV (6), 2000. </li></ul><ul><li>FAORO, R. Machado de Assis: A pirâmide e o trapézio . São Paulo: Editora Nacional, 1974. </li></ul><ul><li>HARRIS, P.H. El Funcionamiento de la Imaginación . Buenos Aires: Fondo de Cultura Econômica, 2005. </li></ul><ul><li>MERQUIOR, J. G. “Gênero e Estilo das Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Colóquio Letras . 8 (4) p. 12-20, 1972. </li></ul><ul><li>SERRES, M. Novas Tecnologias e Sociedade Pedagógica: Uma conversa com Michel Serres. Interface: Comunicação, Saúde e Educação (6) fevereiro/2000. </li></ul><ul><li>ZIZEK, S. A subjetividade por vir . Lisboa: Relógio D’Água, 2006. </li></ul>

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