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Para Lakatos e Marconi (2003) a pesquisa é um procedimento formal, com método de
pensamento reflexivo, que requer um tra...
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Apresentação, análise e interpretação dos dados
Com os dados coletados em duas escolas estaduais, com duas professoras d...
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Assim, o autor aponta a Matemática como um meio que conduz o homem a
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Diante das respostas em relação as dificuldades dos alunos em Matemática a
professora A apresenta que a dificuldade que ...
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direito da criança reconhecido em declarações, convenções e leis a nível mundial.” (2000,
p.20)
E as atividades lúdicas ...
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uma boa saúde mental, facilita os processos de construção do conhecimento. (SANTOS,
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B-“ Isso aí agente, é tudo se você trabalha o lúdico o que que vai acontecer, cê vai
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assim, eu aprendi com a minha pesquisa na prática, que é fundamental você
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Como afirma Antunes
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Para encerrar a entrevista...
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De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (1997), em
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Assim, a intenção deste trabalho monográfico não foi somente estudar um
determinado assunto, mas sim refletir e aprofun...
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LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Técnicas de Pesquisa. 4 ed. São
Paulo: Atlas, 1999.
MACHADO, Nilson Jos...
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  1. 1. 1 O LÚDICO E O ENSINO DA MATEMÁTICA: CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM Cláudia Cristina Souza Sena Graduada em Pedagogia pela Unimontes caupedagoga@yahoo.com.br Francely Aparecida dos Santos Mestre em Educação pela Universidade de Uberaba francelyas@hotmail.com Acreditamos que a ludicidade vem ganhando destaque na sociedade, por isso o presente trabalho teve como objetivo principal compreender a concepção dos professores das Séries Iniciais do Ensino Fundamental de duas escolas públicas a respeito da contribuição do lúdico no ensino da Matemática. Diante disso, foi realizada uma pesquisa científica para identificar como os professores trabalham com o lúdico no processo ensino-aprendizagem da Matemática, tendo o seguinte problema: Os professores do 1º ano e do 5º ano do Ensino Fundamental de duas escolas públicas, no ano de 2009, concebem que o ensino da Matemática por meio do lúdico auxilia a aprendizagem dos alunos? Sendo a pesquisa uma investigação e estudo, minucioso e sistemático, com o fim de descobrir fatos relativos a um campo do conhecimento, Bervian e Cervo dizem que: A pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas, através do emprego de processos científicos. A pesquisa parte, pois, de uma dúvida ou problema e, com o uso do método cientifico busca uma resposta ou solução. (1983, p.50) Os autores ainda indicam que esses elementos são imprescindíveis, uma vez que uma solução poderá ocorrer somente quando algum problema levantado tenha sido trabalhado com instrumentos científicos e procedimentos adequados.
  2. 2. 2 Para Lakatos e Marconi (2003) a pesquisa é um procedimento formal, com método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais. E para as autoras acima “nem sempre é fácil determinar o que se pretende investigar, e a realização da pesquisa é ainda mais difícil, pois exige, do pesquisador, dedicação, persistência, paciência e esforço contínuo.” (LAKATOS e MARCONI, 1999,p.156) A pesquisa de campo foi realizada em duas escolas estaduais com professoras das séries iniciais do ensino fundamental com a finalidade de analisar como elas estão trabalhando com a Matemática na sala de aula. De acordo com Lakatos e Marconi: A pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se preocupa uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou, ainda, descobrir novos fenômenos ou relações entre eles. (2003, p.186) As autoras indicam ainda que a pesquisa de campo deve contar com controle adequado e com objetivos preestabelecidos que descriminam suficientemente o que deve ser coletado. (LAKATOS e MARCONI, 2003) Como instrumentos de coleta de dados foram utilizados dois instrumentos. O primeiro, uma entrevista, contendo 12 questões, sendo uma questão com dados de identificação do sujeito entrevistado e as demais questões abertas. Foram sujeitos entrevistados, duas professoras das Séries Iniciais do Ensino Fundamental de duas escolas estaduais, sendo uma professora do 1º ano e outra do 5º ano do Ensino Fundamental. Foi escolhida a entrevista, como um dos instrumentos de coleta de dados, no sentido de obter uma análise qualitativa dos dados e proporcionar o contato proximal entre entrevistado e entrevistador. Pois “a entrevista não é simples conversa. É conversa orientada para um objetivo definido: recolher dados para a pesquisa.” (BERVIAN e CERVO, 1983, p.157) Como segundo instrumento de coleta de dados foi utilizado a observação, realizada em duas semanas, sendo uma semana em cada escola estadual com as professoras do 1º ano e 5º
  3. 3. 3 ano do Ensino Fundamental, as observações feitas durante os horários em que as professoras ministravam aulas de Matemática. A observação foi utilizada, por ser uma técnica que permite uma melhor compreensão dos fatos na realidade a se investigar, sendo está técnica para Moreira e Caleffe (2006) uma possibilidade para o pesquisador entrar no mundo do participante de estudo. E ao final da análise de coleta de dados foi feito uma comparação, com o intuito de ter uma visão do modo como os professores vêm trabalhando nas aulas de Matemática. A abordagem metodológica utilizada nesta pesquisa foi a qualitativa, pois a mesma explora as características dos indivíduos e cenários que não podem ser facilmente descritos numericamente e, conforme afirmam Duarte e Furtado, a pesquisa qualitativa “valoriza o contato direto do pesquisador com o pesquisado [...].” (2000, p.25) Caracterizando o ambiente e sujeitos da pesquisa Para dar continuidade a pesquisa procurou-se escolas estaduais que tinham o 1º ano e 5º ano do Ensino Fundamental. Desse modo, a pesquisa foi realizada em uma determinada escola no turno vespertino em uma turma do 1º ano do Ensino Fundamental e em outra escola no turno matutino, em uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental. A escola escolhida para a realização da pesquisa que atende o 1º ano do ensino fundamental é Estadual. Como já havia feito estágio na referida escola, cabe citar uma breve caracterização da mesma, que a partir de 1984 transferiu-se para o prédio próprio, onde está em pleno funcionamento até hoje. A escola possui uma estrutura física grande e um terreno amplo, inclusive uma quadra poliesportiva coberta. Tendo a sua via de acesso asfaltada e um número considerável de transporte coletivo que passa na porta e próximo da escola. Funcionando em três turnos, a escola oferece os níveis de ensino desde as Séries Iniciais do Ensino Fundamental até o Ensino Médio. Contando com 150 servidores para atender uma média de 1.900 alunos.
  4. 4. 4 O estabelecimento de ensino possui, também, um laboratório de informática e uma biblioteca, que foi reformada há pouco tempo, com um acervo de livro grande par atender a demanda da escola. Já a escola que atende o 5º ano do Ensino Fundamental, também é Estadual. Está localizada próximo ao centro da cidade, atendendo uma clientela oriunda da periferia. Funcionando em prédio próprio, a escola possui sua estrutura física conservada. O seu terreno é quase todo ocupado pelo prédio escolar, que contém dois pavimentos distribuídos por no máximo 20 salas. A escola oferece do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, contando em média com 25 servidores e 193 alunos. E mesmo sendo pequena, a escola possui uma quadra poliesportiva e uma biblioteca precária e um laboratório de informática que está desativado. O critério de escolha dos sujeitos para a realização da pesquisa, foi de professores que lecionassem nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental, para que, assim, pudesse observar como que os mesmos vêm trabalhando com a Matemática na sala de aula, especificamente as questões voltadas para o lúdico. Tendo como sujeitos da pesquisa duas professoras das Séries Iniciais do Ensino Fundamental, uma do 1º ano e a outra do 5º ano. Assim, a coleta de dados iniciou-se no dia 05 de maio de 2009, encerrando-se no dia 22 de junho de 2009, com as realizações de observações nas aulas de Matemática e a entrevista com as duas professoras. De acordo com Lakatos e Marconi, ao realizar uma entrevista, as respostas devem ser anotadas, já que “o uso do gravador é ideal, se o informante concordar com sua utilização.” (2003, p.200) Contudo, houve o consentimento das entrevistadas para que a entrevista fosse gravada. Assim, durante a realização da pesquisa, houve respeito e amizade entre pesquisados e pesquisadora, tornando a realização da coleta de dados bem sucedida. Os instrumentos de coleta de dados, a entrevista e roteiro de observação na sala de aula foram construídos de acordo com os objetivos da pesquisa. E a análise dos mesmos foram organizados de acordo com as respostas das entrevistas e com a revisão de literatura.
  5. 5. 5 Apresentação, análise e interpretação dos dados Com os dados coletados em duas escolas estaduais, com duas professoras das Séries Iniciais do Ensino Fundamental, uma do 1º e outra do 5º ano, pretende-se compreender a concepção das professoras sobre a influência do lúdico na aula de Matemática. Ambas possuem graduação em Normal Superior pelo Projeto Veredas; uma com Pós- graduação Lato Sensu em Supervisão Escolar e a outra com Pós-graduação Lato Sensu em Supervisão Escolar, Inspeção e Orientação. As suas idades variam de 44 a 50 anos e o tempo no magistério de 23 a 25 anos. Para garantir o rigor e a ética os nomes das entrevistadas serão preservados, e as mesmas serão identificadas pelas letras A e B. Desse modo, a primeira questão indagada às docentes foi: Para você, o que é Matemática?, onde os sujeitos A e B responderam que: A- “Bom, a Matemática é a ciência que estuda, é que investiga relações entre entidades definidas, abstrata ou logicamente.” (Entrevista, 20/05/2009) B- A Matemática pra mim é o dia - a - dia do menino, é tudo aquilo que está presente na vida dele você transforma em matemática, então a matemática pra mim é tudo na vida do menino. ”(Entrevista, 08/06/2009) Nesta questão percebe-se que a professora A vê a matemática como uma ciência que permite o estudo das relações estabelecidas entre o homem e a realidade que o cerca. Já a professora B coloca a Matemática como algo que faz parte das necessidades do dia-a-dia das pessoas, onde tudo que vamos fazer é preciso a intervenção da Matemática. Desse modo, Lago afirma que a Matemática surgiu por necessidades da vida cotidiana e que “confere a Matemática dois aspectos distintos: o formalista, cujo objeto de estudo são as relações entre entes puramente matemáticos; e o prático, que aplica o conhecimento matemático já construído, em diversas situações da realidade.” (1998,p.89)
  6. 6. 6 Assim, o autor aponta a Matemática como um meio que conduz o homem a compreender o processo histórico e evolutivo, da construção do conhecimento matemático e utiliza-se deste conhecimento nas relações entre ele e a realidade. Em relação ao modo como os alunos vêem a Matemática foi questionado que: Alguns alunos têm a idéia de que a Matemática é algo difícil de ser aprendido. Qual a sua postura diante desse problema?, tendo as seguintes respostas: A-“Olha, os alunos de fase inicial, ele não tem essa idéia, eles aprendem a matemática como os outros conteúdos qualquer. Eles não tem assim essa idéia de que a matemática é difícil não, até porque agente trabalha né, a matemática assim, como uma forma bem lúdica, então eles não tem essa idéia que a matemática é bicho de sete cabeças, eles aprendem a matemática normalmente. Então eu não acho que eles acham que a matemática tem essa dificuldade, principalmente nas Séries Iniciais, agora depois que nas outras séries que eles vão achando dificuldades.” (Entrevista, 20/05/2009) “B-É desmistificar isso aí. Inclusive a minha experiência é essa, eu me considero excelente em português, e me considero fraca em matemática porque isso vem lá do início quando eu fiz as séries iniciais, porque o próprio professor passa isso pro aluno. Antigamente sim, agora hoje não, hoje em dia já conseguiu tirar isso aí, porque a maneira com que agente trabalha a matemática hoje mostra pro aluno que a matemática é até mais fácil que o português. Então, eu procuro fazer isso com meu aluno pra não deixar esse trauma que eu tenho, mostrar pra ele que a matemática é gostosa e é muito fácil de ser trabalhada. Inclusive, mostrar pro menino a aprender a matemática com a mesma facilidade que ele aprende a ler, talvez é até mais difícil ler do que a matemática. Mas cria-se que a matemática é difícil, que é complicada, desde que você consegue nas séries iniciais desenvolver no menino, que eles aprendam os fatos fundamentais, ele vai ser aquele aluno excelente lá no final. Se você preparar essa base, é o que manda na matemática, eu me preocupo com isso, sabe as quatros operações, ler no 5º, então você não precisa se preocupar, que o resto ele vai aprender, que a base da matemática é isso aí, se você conseguir tirar da cabeça do menino, que dá para ele aprender tranqüilo, brincando, isso é fácil.” (Entrevista, 08/06/2009) Nas falas das docentes pode- se ver que a professora A afirma que os alunos nas Séries Iniciais não vêem a Matemática como algo difícil de ser aprendido. A partir das séries subseqüentes que eles vão apresentando dificuldades, pois para eles é tudo novo, e trabalhando a Matemática de forma lúdica eles constroem um prazer pela matéria. Já a docente B coloca que ao estudar obteve esse trauma em relação à Matemática ser difícil, mas
  7. 7. 7 ela procura passar para seus alunos que a Matemática é fácil e que a partir das Séries Iniciais o professor teve passar para seus alunos que a Matemática é algo fácil de ser aprendido. Vitti assevera que o principal objetivo do ensino da Matemática nas primeiras séries é “... transmitir conhecimentos matemáticos básicos, possibilitando a compreensão da linguagem matemática e desenvolvendo o pensamento lógico. Espera-se que ela desenvolva o pensamento do aluno de tal forma que ele torne capaz de abstrair, analisar e sintetizar.” (1995, p.21) De acordo com a autora no ensino de Matemática nas Séries Iniciais, deve considerar as habilidades que os alunos apresentam para trabalhar com a Matemática, respeitando seu pensamento lógico, cabendo ao professor desenvolver esse pensamento no seus alunos de modo que eles aprendam e coloquem em prática. Já em relação às dificuldades dos alunos em Matemática foi perguntado: Qual a maior dificuldade que os alunos apresentam para aprender Matemática? O que você tem feito para amenizar essas dificuldades?, tendo como resposta: A-“É igual eu te falei eles não tem assim essa idéia, essa dificuldade, mas os alunos, as dificuldades que eles encontram é de memorizar, mas trabalhando com o lúdico né, no concreto, eles vão superando isso, sem eles mesmo saber. Então a dificuldade que eles tem é memorizar.” (Entrevista, 20/05/2009) B-“ A maior dificuldade é porque elas não têm hábitos de leitura, e a matemática é igual português, tem que ler e interpretar pro cê saber a matemática. E os nossos alunos hoje, o maior problema que agente tem para ensiná-los é que eles não lêem, eles não pensam. Então como que eles vão criar conceitos na matemática se eles não ler. Então procuro colocar o aluno pra raciocinar, eu trabalho a matemática, eu jamais dou pronto, eu gosto que o menino cria, eu trabalho muito, muito com o material concreto, com jogos, com o lúdico, justamente para poder tirar essa imagem do menino que a matemática que a matemática é difícil, porque não tem dificuldade na matemática, desde que cê trabalha coisas do dia-a-dia dele, ele acaba assim, se você dar por exemplo uma continha solta, mas se você pega um panfleto e coloca eles para criar uma situação problema, ele vai lá e faz a continha sem perceber, mas só que isso agente tem dificuldade muito grande, porque nossos alunos hoje, eles não concentram, eles não lêem, eles passam os olhos no enunciado, mas é difícil, às vezes é uma questão fácil que ele sabe resolver, ele vai lá e erra, porque ele não pensa, não raciocina. Essa é a maior dificuldade.” (Entrevista, 08/06/2009)
  8. 8. 8 Diante das respostas em relação as dificuldades dos alunos em Matemática a professora A apresenta que a dificuldade que os alunos apresentam é em memorizar e a partir das atividades realizadas eles vão superando, sendo que a professora B enfatiza ao hábito de leitura que os alunos não têm, pois de acordo com ela, para aprender Matemática é preciso saber ler e interpretar e os alunos não sabem isso. Ainda de acordo co Vitti “cabe ao professor de Matemática, entre outras atribuições e responsabilidades, incentivar o seu aluno para que ele aprenda a questionar sempre, aguçando sempre sua curiosidade.” (1995, p.31) Assim, os professores devem proporcionar oportunidades para que o aluno expresse seu raciocínio e desenvolva argumentos, contemplando também o desenvolvimento de estratégias de leitura, como forma de auxílio na aprendizagem da Matemática. Quando questionado às docentes como elas vem desenvolvendo o trabalho com a Matemática na sala de aula, obteve as seguintes respostas: A-“Oh, eu trabalho muito com o lúdico, né, no início, eu trabalho para introduzir qualquer conteúdo é com jogos, com o lúdico mesmo. É até os próprios alunos agente usa eles mesmos para contar, é igual tipo nos pares você pega dois alunos, eles vão formando os pares, então com os próprios alunos que você faz o trabalho.” (Entrevista, 20/05/2009) B- “É igual eu te falei, eu procuro o máximo possível trabalhar com o lúdico, com o material concreto, porque se for solto a matemática, não tem resultado, você tem que trabalhar o lúdico e material concreto o tempo inteiro, pra depois você partir pra escrita.” (Entrevista, 08/06/2009) Nota-se que ambas as professoras trabalham com o lúdico nas aulas de Matemática como forma de introduzir o conteúdo na sala de aula. Onde a professora A utiliza como recursos nessas atividades os próprios alunos. Já a professora B utiliza o material concreto de forma que os alunos não aprendam a Matemática como algo solto, sem utilidade. De acordo com Santos, “ao valorizar as atividades lúdicas, ainda a percebemos como atividade natural, espontânea e necessária a todas as crianças, tanto que o BRINCAR é um
  9. 9. 9 direito da criança reconhecido em declarações, convenções e leis a nível mundial.” (2000, p.20) E as atividades lúdicas ajudam no desenvolvimento integral da criança e o brincar no seu desenvolvimento físico, afetivo e intelectual. Quanto mais vivências lúdicas forem proporcionadas ao educador, mais preparado ele estará para trabalhar com a criança. (SANTOS, 2000) Na próxima questão foi perguntado: O que é lúdico para você?, tendo as seguintes respostas: A-“Bom olha, são os jogos, brincadeiras né, usado os próprios alunos e onde as crianças aprendem se divertindo, eles aprendem brincando.” (Entrevista, 20/05/2009) B- “Lúdico eu considero assim, uma aula prazerosa, não é só aquela coisa do quadro e giz, as quatro paredes, é você sair da sala de aula, é você ir jogar, não é uma aula brincadeira é fazer com que você brinque e aprenda ao mesmo tempo, mas de uma maneira bem prazerosa, porque cê percebe o rendimento do aluno e você trabalha aquela aula cansativa só de escrita, às vezes você tem que ter essa aula, você incrementa mais, que você traz jogos, eles se soltam e eles brincam e ao mesmo tempo aprendem.” (Entrevista, 08/06/2009) A professora A refere-se ao lúdico como os jogos e brincadeiras, já a professora B refere-se a uma aula onde os alunos sintam motivados. Mas ambas as professoras destacam o lúdico como uma forma dos alunos brincarem, se divertirem e aprenderem ao mesmo tempo, sendo que ao final da aula percebe-se o rendimento dos alunos quando essas atividades são realizadas. Friedmann (2002) aponta que a atividade lúdica abrange de forma mais ampla, os seguintes conceitos: “Brincadeira refere-se, basicamente, à ação de brincar, ao comportamento espontâneo que resulta de uma atividade não-estruturada; jogo é compreendido como uma brincadeira que envolve regras; brinquedo é utilizado para designar o sentido de objeto de brincar.” (2002, p.12) Contudo, ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade, sendo que o lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para
  10. 10. 10 uma boa saúde mental, facilita os processos de construção do conhecimento. (SANTOS, 2000) Ao serem questionadas se a utilização do lúdico nas aulas de Matemática auxilia no processo de ensino dos alunos, as docentes responderam que: A- “ Sim, porque os alunos eles interessam mais, eles gostam muito de novidades. Qualquer jogo, qualquer brincadeira pra ele é novidade, então se interessam, participam muito.” (Entrevista, 20/05/2009) B- “É fundamental o lúdico, porque é igual eu acabei de falar, essa resposta aí eu dei na anterior, porque o lúdico eleva o aluno, assim sem perceber ele acaba entrando na aula, eu tenho 5 alunos aqui que são acompanhados por professores especiais, eles tem problema de aprendizagem e o dia que eu dou uma aula lúdica, uma aula com jogos, com brincadeiras, eles participam muito mais. O dia que é aquela aula mais seca, que cê passa no giz e no quadro eles ficam totalmente fora e quando que cê dá uma aula com jogos eles participam, ele mostra maior interesse”. (Entrevista, 08/06/2009) Sendo assim, as duas professoras consideram que o uso do lúdico nas aulas de Matemática auxilia na aprendizagem dos alunos, pois os mesmos participam mais das aulas quando são realizadas essas atividades. E quando as atividades lúdicas não são realizadas percebe-se a falta de interesse dos alunos pelas aulas. De acordo com Piaget ( apud BRENELLI, 2000), “por meio da atividade lúdica, a criança assimila ou interpreta a realidade a si própria, atribuindo, então, ao jogo um valor educacional muito grande.” (2000, p.21) Ainda, de acordo com o autor a escola deve possibilitar um instrumento a criança, para que, por meio de jogos, ela assimile as realidades intelectuais, a fim de que estas mesmas realidades não permaneçam exteriores à sua inteligência. Foi perguntado para as docentes: Quais as contribuições que o lúdico pode trazer para o ensino da Matemática e para a aprendizagem dos alunos?, tendo as seguintes resposta: A- “Olha com o lúdico os alunos, eles estão manuseando, eles estão apalpando, tendo contato e memorizado, né, eles estão pegando no concreto, eles estão apalpando, eles estão memorizando é mais fácil.” (Entrevista, 20/05/2009)
  11. 11. 11 B-“ Isso aí agente, é tudo se você trabalha o lúdico o que que vai acontecer, cê vai alcançar os seus objetivos, se você ta trabalhando de um jeito que o menino ta participando, a partir do momento que cê ta com brincadeiras, com o lúdico, com os jogos na prática da matemática o menino acaba criando conceitos.E é uma coisa que a agente não tem paciência, por isso, que agente já criou aquela coisa de dar a matemática e no final da aula cê tem o resultado, o como você ta trabalhando aquela maneira que ele vai criando conceitos, é uma coisa que vai acontecendo aos poucos, é um processo, é mais lento agente tem que ter paciência quanto a isso, que a matemática o aluno não aprende ela de um dia pro outro, ele vai construindo os seus conceitos, ele vai construindo até ele chegar lá onde que agente quer, pra isso, nós como professores, tem que ter paciência, agente cria uma certa ansiedade, uma expectativa muito grande nessa parte aí e as vezes até atrapalha.” (Entrevista, 08/06/2009) Para a professora A através do concreto as crianças vão aprendendo a Matemática de forma mais fácil, pois eles vão tendo contato e memorizando ao mesmo tempo. Já a professora B destaca a criação de conceitos que a criança vai adquirindo através dos jogos na prática da Matemática e, também, uma certa impaciência por parte dos professores para que os alunos aprendam rápido, podendo este ser um fator que venha interferir na aprendizagem dos alunos. Aguiar afirma que No contexto escolar é papel do professor, [...] trabalhar conteúdos pedagogicamente bem adaptados e elaborados para que seus alunos adquiram conceitos. [...] entre esses conceitos estão aqueles chamados de básicos para a aprendizagem de leitura, escrita e matemática. (1998, p.31) De acordo com o autor ,cabe aos professores selecionar os conteúdos que irá trabalhar com seus alunos, para que assim os mesmos adquiram conceitos, ou seja, formulem idéias. Dando continuidade com a entrevista foi perguntado às docentes: Você utiliza o lúdico nas aulas de Matemática? Como?, tendo as seguintes respostas das mesmas: A-“Sim, para introduzir as operações, né, eu uso jogos, quebra- cabeça, brincadeiras. Qualquer matéria que eu vou dar, para introduzir, qualquer conteúdo, para introduzir eu uso o lúdico, né, no primeiro dia eu uso o lúdico.” (Entrevista, 20/05/2009) B-“É igual eu te falei, eu trabalho. Na medida do possível eu trabalho principalmente depois que eu terminei a faculdade e tive a oportunidade de ver a minha monografia foi voltada pra isso aí, com o lúdico, né, na aprendizagem, então
  12. 12. 12 assim, eu aprendi com a minha pesquisa na prática, que é fundamental você trabalhar o lúdico na Matemática.” (Entrevista, 08/06/2009) Nas respostas das professoras pode-se ver que ambas fazem o uso do lúdico nas aulas de Matemática como um meio de introduzir o conteúdo para os alunos. Inclusive a professora B, já fez uma pesquisa relacionada ao lúdico e pode ver na prática que é necessário trabalhar com o mesmo no ensino da Matemática Piaget (apud AGUIAR) coloca que [...] a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo por isso indispensável à prática educativa. É pelo fato de o jogo ser um meio tão poderoso a aprendizagem que em todo lugar onde se consegue transformar em jogo a iniciação à leitura, ao cálculo ou à ortografia, observa-se que as crianças se apaixonam por essa ocupações, geralmente tidas como maçantes. (1998, p.37) Ainda de acordo com o autor, ao fazer o uso de jogos na sala de aula, os mesmos não são apenas meios de entretenimento para gastar energia das crianças, e sim, meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. Na próxima questão foi indagado para as docentes: Se você faz uso do lúdico nas aulas de Matemática, há diferença no comportamento e na aprendizagem dos alunos, quando essas atividades são realizadas? E quando não são?, onde obteve as seguintes respostas: A-“Olha, quando são, as dificuldades assim que tem é a desorganização, mas só no início, tudo que agente consegue controlar a situação eles vão participando, né, vai ficando uma aula mais atrativa, mas não tem jeito, tem bagunça na hora que vai fazer os jogos, brincadeiras, todo mundo quer levantar, de uma só vez, dá bem trabalhão no início, mas na hora que começa desenvolver a brincadeira, aí fica uma aula atrativa, eles participam bastante, é, eles gostam.” (Entrevista, 20/05/2009) B-” É igual eu te falei, eu até já respondi essa, você percebe uma grande diferença, quando você trabalha a aula com o lúdico, com o concreto ou quando você trabalha aquela aula só com cuspe e giz e quadro. É uma diferença muito grande, você percebe isso imediatamente, a aprendizagem é outra.” (Entrevista, 08/06/2009) Percebe-se que as duas professoras notam diferenças no comportamento e aprendizagem dos alunos quando é utilizado o lúdico nas aulas de Matemática. Apenas a professora A que aponta a desorganização como dificuldade para introduzir as atividades, mas que são superadas no decorrer da aula.
  13. 13. 13 Como afirma Antunes ... o jogo somente tem validade se usado na hora certa e essa hora é determinada pelo seu caráter desfiados, pelo interesse do aluno e pelo objetivo proposto. Jamais deve ser introduzido antes que o aluno revele maturidade para superar seu desafio e nunca quando o aluno revelar cansaço pela atividade ou tédio por seus resultados. (2000, p.40) Assim, os jogos devem ser utilizados quando a programação possibilitar e se os objetivos serão alcançados dentro dessa programação, não apenas quando o aluno mostrar cansaço pelas atividades que estão sendo realizadas. Foi questionado às docentes se: Nas reuniões pedagógicas para planejamento, você é incentivada e incentiva a desenvolver atividades lúdicas nas aulas de Matemática? Por quê?, onde ambas responderam que : A- “Sim, assim no planejamento sempre agente ta fazendo, trocando jogos, trocando opiniões, fazendo jogos, porque o planejamento é com todos os professores do ciclo inicial. Então ali agente troca idéia, troca jogos e cada um vai criando uma forma diferente e vai trabalhando.” (Entrevista, 20/05/2009) B- “O tempo inteiro, inteiro, nós somos cobradas com isso. Independente da cobrança eu acho que é importante. Inclusive nós fizemos o PIP, que o plano de intervenção pedagógica, nós tivemos que apresentar, ele trabalha justamente isso, quais as dificuldades que você vai fazer pra intervir na aprendizagem do aluno. E o PIP meu é todo voltado para o lúdico, eu fiz ele, todas as minhas atividades são com jogos, com brincadeiras, sempre voltada para o lúdico.” (Entrevista, 08/06/2009) Nesta questão percebe-se que as docentes participam de reuniões de planejamento, onde as mesmas incentivam e são incentivadas a desenvolver atividades lúdicas, trocando idéias entre si e procurando a melhor forma de trabalhar com essas atividades com seus alunos no ensino da Matemática Deheinzelin destaca que “o professor poderá sempre criar jogos e materiais com os recursos de que dispõe. E estes recursos dependem mais da imaginação e das idéias criadoras da avaliação e do planejamento, do que da disponibilidade financeiras.” (2003, p.119) Desse modo, as reuniões de planejamento são um meio para que os professores troquem idéias e experiências de atividades que possam ser trabalhadas com seus alunos,
  14. 14. 14 como forma de melhorar o processo de ensino- aprendizagem dos mesmos em relação a Matemática Para encerrar a entrevista com as professoras foi perguntado: Pra você o que seria uma aula ideal de Matemática?, onde ambas responderam que: A-“ Oh,é uma aula atrativa que os alunos participam, e tenham uma boa aprendizagem, né aula atrativa é uma aula que eles participam, que chama a atenção deles, que eles interessam.” (Entrevista, 20/05/2009) B- “A aula ideal de Matemática é aquela aula que você leva o aluno a raciocinar, a criar seus próprios conceitos. A aula ideal de matemática é essa, que chega no final você consegue perceber que o aluno criou, resolveu aquela situação problema, partiu de uma situação dele, que chegou a uma resultado, essa seria aula ideal, é aquele aluno que pensa, raciocina e que resolve. Que a maior dificuldade nossa hoje é essa, tanto na área de matemática como de português, porque o que que o aluno hoje tem essa dificuldade toda na matemática?É porque ele não é bom em português, a matemática tem que ser lida, interpretada, como se fosse o português. E quando ele tem essa dificuldade toda pra ler, esse hábito de leitura que estamos tentando colocar neles, e acaba a conseqüência lá na matemática, se ele não concentra, se ele não ler, se ele não interpreta, automaticamente ele não vai resolver uma situação problema e nem tão pouco criar conceitos.” (Entrevista, 08/06/2009) Percebe-se que tanto a professora A como a B afirmam que uma aula ideal de Matemática seria uma aula em que os alunos participem, interessem e que ao final tenham um bom aprendizado. E a professora B vem reforçar que é preciso que os alunos adquiram hábitos de leitura, pois eles não lêem, não se concentram e nem sabem interpretar, conseqüentemente eles não conseguirão resolver as atividades propostas de Matemática. Carvalho afirma que “o trabalho nas aulas de Matemática deve oferecer ao aluno oportunidade de operar sobre o material didático para que, assim, possa reconstruir seus conceitos de modo mais sistematizado e completo.” (1994, p.17) Sendo assim, de acordo com o autor o professor deve oferecer pistas que favoreçam o aluno a entender Matemática para guiá-lo na construção de conhecimentos matemáticos que ser empregados no dia-a-dia. Para continuar a análise e interpretação dos dados o próximo item que se segue destaca as observações que foram feitas na turma do 1º ano e do 5º ano do Ensino Fundamental nos
  15. 15. 15 horários em que eram ministradas aulas de Matemática e que foram combinados com os professores sujeitos da pesquisa. Análises da observação das aulas ministradas pelas docentes das Séries Iniciais do Ensino Fundamental A tessitura da pesquisa está ancorada no método da observação, a saber, uma das técnicas de coleta de dados. Na verdade, sua escolha permite uma melhor compreensão dos fatos na realidade a se investigar, tendo como objetivo compreender como os professores do 1º ano e do 5º ano do Ensino Fundamental trabalham com o lúdico no processo ensino- aprendizagem da Matemática. Ainda, em conformidade com o trabalho, foram utilizadas fichas de roteiro de observação de aula contendo duas questões fechadas e doze abertas, sendo observadas cinco aulas de cada professora, nos horários em que era ministrada a disciplina Matemática. As questões do roteiro de observação de aula dizem respeito a: o tipo de atividade realizada; o conteúdo ministrado; se o professor traz o material pronto, faz uso do livro didático, demonstra firmeza no conteúdo, permite e incentiva a participação dos alunos, quais as metodologias e recursos didáticos utilizados pelo professor; se os alunos participam e demonstram interesse pela aula; se o professor faz uso de atividades lúdicas e qual o envolvimento dele e dos alunos quando essas atividades são realizadas. Durante os dias 05/05/2009 a 17/06/2009 foram observadas as aulas da turma do 1º ano do Ensino Fundamental. As aulas observadas foram ministradas com procedimentos didáticos como: realização e correção de exercícios, aula expositiva, atividades lúdicas, correção de avaliação. No primeiro dia observado, a professora corrigiu com os alunos uma avaliação que os mesmos tinham realizado dias atrás. Nessa avaliação foram passados conjuntos com no máximo 9 elementos, para que os alunos escrevessem o número de elementos de cada conjunto; em outra atividade foi pedido que eles escrevessem o número que estava faltando na seqüência de 0 a 9, além disso, uma questão relacionada a números vizinhos, onde cada aluno teria que escrever o número que vem antes e depois do número destacado.
  16. 16. 16 De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (1997), em função da própria diversidade das experiências vivenciadas pelas crianças também não é possível definir, de forma única, uma seqüência em que conteúdos matemáticos serão trabalhados nem mesmo o nível de aprofundamento que lhes será dado. Mas, embora o professor tenha os blocos de conteúdo como referência para seu trabalho, ele deve apresentá- los aos alunos da forma mais integrada possível. Com relação ao número, é ressaltado nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (1997) que é a partir dessas situações cotidianas que os alunos constroem hipóteses sobre o significado dos números e começam a elaborar conhecimentos sobre as escritas numéricas: que podem ser apresentadas, num primeiro momento, sem que seja necessário compreendê-las e analisá-las pela explicitação de sua decomposição em ordens e classes (unidades, dezenas e centenas). Ou seja, as características do sistema de numeração são observadas, principalmente por meio da análise das representações numéricas e dos procedimentos de cálculo, em situações-problema. (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DE MATEMÁTICA, 1997, p.68) Durante a correção da avaliação, a professora escreveu todas as questões no quadro e pediu para que os alunos resolvessem no caderno. No decorrer da aula, a professora ia incentivando a participação e o interesse dos alunos, principalmente daqueles que apresentavam mais dificuldades, onde a professora perguntava, por exemplo, o que é conjunto, qual é o vizinho do número 6, e todos os alunos participavam. Como forma de avaliar o aluno, a professora ia de mesa em mesa corrigindo as atividades realizadas pelos mesmos. No decorrer da observação da docente da referida turma, pude perceber que a mesma trazia o material pronto de casa; utilizava livros didáticos, mesmo que a escola não havia adotado um livro especifico; fazia uso do quadro e giz, folhas xerocadas para a realização de atividades. A professora demonstrava firmeza no conteúdo e em algumas aulas fazia a interdisciplinaridade da Matemática com o Português. Contudo, pude perceber que a professora sempre buscava um meio para atender os alunos e, para isso, ela arrumava a sala em semi-círculo, podendo assim, transitar pela sala de mesa em mesa com mais facilidade. A
  17. 17. 17 ligação que a professora fazia do Português com a Matemática é importante, pois para resolver atividades matemáticas é preciso que o aluno saiba ler e interpretar, e como os alunos ainda estão no 1º ano, eles vão despertando o interesse pela leitura e conseqüentemente pela Matemática. Desse modo, a professora procura ensinar a Matemática para seus alunos de maneira que eles se interessem pela disciplina, pois de acordo com Vitti o ensino inadequado da matemática, amaneira como o professor trata os assuntos em sala de aula, [...], a má qualidade dos livros didáticos, a carência de [...] materiais de ensino, [...] o ensino divorciado da nossa realidade e das aplicações da matemática no dia-a-dia, contribuem para que o aluno goste ou não desta disciplina.(1995, p.32- 33) Contudo, a professora está oferecendo condições para que o aluno descubra o que há de realmente interessante na escola, também, tem uma cooperação mútua, pois o professor precisa responsabilizar-se, bem como, ajudar aqueles que estão apresentando maior dificuldade, para que o processo de ensino-aprendizam da Matemática possa ser adquirido por todos os alunos, e não por alguns. Em uma ministração com uso de atividades lúdicas, a professora permaneceu na sala de aula no horário de Educação Física com 6 alunos, sendo esses os que vem apresentando mais dificuldade em relação a Matemática. A professora colocou no chão tampinhas de garrafa pet e números emborrachados de 1 a 9 e pediu para que os alunos fossem ordenando as tampinhas com os números de acordo com a seqüência numérica. Todos os alunos mostraram-se motivados e interessados no decorrer da atividade. Depois que cada aluno terminou a seqüência, a professora pediu para que eles registrassem no caderno. Nesta atividade pude observar que a professora utiliza atividades lúdicas no ensino da Matemática com os alunos, assim como faz uso de diversos materiais para trabalhar com eles. Durante essas atividades os alunos se interessam e participam mais das aulas. E em uma conversa informal com a professora, foi relatada uma certa dificuldade em realizar atividades com os alunos extra sala, sendo assim desenvolvidas na própria sala que é bem ampla, podendo aproveitar cada espaço com os alunos. Friedmann (2002) afirma que o espaço de tempo, e os espaços físicos são requisitos práticos fundamentais para começar o trabalho lúdico. Ao iniciar as atividades lúdicas em sala
  18. 18. 18 de aula, a professora observada tinha os materiais que seriam utilizados, bem como qual era o espaço de tempo que o jogo iria ocupar em suas atividades, e também, definido os espaços físicos onde esses jogos eram desenvolvidos. Ainda, de acordo com a autora: ao se enquadrar a atividade lúdica no contexto educacional, o educador deve ter seus objetivos bem claros. Assim, se pretende ter um diagnóstico do comportamento do grupo em geral e dos alunos de forma individual, ou saber qual o estágio de desenvolvimento em que se encontram essas crianças [...]. (FRIEDMANN, 2002, p.70) Em outra aula observada em que foram realizadas atividades lúdicas, a professora trabalhou o conteúdo relacionado a números pares e antecessor/sucessor. A professora chamou 6 alunos a frente da sala e pediu para que eles formassem uma fila, depois numerou no quadro a posição em que cada aluno estava, depois escolhia um número e perguntava qual número vinha antes e depois do número escolhido. Logo após, a professora passou no quadro atividades para que os alunos registrassem que número vem antes e depois. Em seguida, a professora trabalhou números pares utilizando os próprios alunos, onde ela chamou-os na frente da sala novamente e foi formando pares com eles. Todavia, depois que foi realizada a entrevista e a observação na sala de aula, pode-se concluir que professora faz uso de atividades lúdicas no ensino da Matemática, uma vez que o uso dessas atividades introduz o conteúdo e às vezes, lançava os próprios alunos como recursos didáticos. Diante esse contexto, foi possível visualizar um maior envolvimento dos alunos quando as atividades se realizavam. Conforme Friedmann, “o jogo não é somente divertimento ou uma recreação” (2002, p.35). Sendo assim, é preciso justificar o seu uso dentro da sala de aula, pois as crianças aprendem mais por meio dos jogos do que com lições e exercícios. Já as aulas da professora do 5º ano do Ensino Fundamental foram observadas durante os dias 16/06/2009 a 22/06/2009, sendo que as aulas foram: aulas expositivas, realização e correção de exercícios, atividades lúdicas, feedback da aula anterior. Nas aulas expositivas, a professora explicava o conteúdo, passava as atividades no quadro para os alunos copiarem no caderno, pois no seu entendimento os alunos exercitavam a escrita, podendo melhorar a caligrafia. Após os alunos resolverem as atividades, a
  19. 19. 19 professora ia de mesa em mesa corrigindo o caderno de cada aluno, sendo esta uma forma de avaliar cada aluno. Sempre que ia passar uma atividade, a professora fazia feedback da aula anterior, onde a mesma perguntava para os alunos o que foi trabalhado nas aulas anteriores, incentivando assim o interesse e a participação dos mesmos. Ao realizar essas atividades de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (1997), os alunos têm possibilidades de maior concentração e capacidade verbal para expressar com mais clareza suas idéias e pontos de vista. Outro ponto importante destacado é que por meio de trocas que estabelecem entre si, os alunos passam a deixar de ver seus próprios pontos de vista como verdades absolutas e a enxergar os pontos de vista dos outros, comparando-os aos seus. Isso lhes permite comparar e analisar diferentes estratégias de solução. (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DE MATEMÁTICA, 1997, p.80) A professora havia relatado que gostava de trabalhar com a Matemática de acordo com a realidade do aluno. Portanto, no período de observação das aulas a escola estava fazendo arrecadações de garrafas pets para serem doados para uma fabrica de reciclagem, com isso a professora passou uma atividade relacionada ao número de que cada turma já havia coletado, onde foi trabalhado conteúdos referentes a números ordinais, adição e subtração. Nessa atividade, os alunos ordenaram o número de garrafas que cada turma arrecadou e resolveram operações de adição e subtração para saberem o total de garrafas arrecadadas, qual a diferença do primeiro colocado para o último. Entretanto, a professora incentivava a participação dos alunos, de modo que todos se interessavam. A esse parâmetro, Friedmann conclui que “a aprendizagem depende em grande parte da motivação: as necessidades e os interesses da criança são mais importantes que qualquer outra razão para que ela se ligue a uma atividade.” (2002, p.55) Em uma conversa com a professora, a mesma relatou que atividade lúdica é aquela em que os alunos se interessam e participam. Assim, foi observado que em uma das aulas a professora trabalhou com o conteúdo “Tipo de gráficos”, onde ela explicou para os alunos que já havia trabalhado com eles sobre esse assunto. A professora passou no quadro a relação do número de garrafas pets que cada turma havia arrecadado e pediu para que construíssem um
  20. 20. 20 gráfico de colunas representando cada turma. Nessa atividade os alunos usaram régua, lápis de cor e houve a participação de todos os alunos, inclusive de um aluno que durante os dias que foram observados as aulas ele não fazia nada e no dia dessa atividade ele fez. De acordo com a professora uma aula lúdica não é só aquela com jogos e brincadeiras, é aquela em que os alunos participem e nesta atividade houve o envolvimento de todos os alunos. O interesse que as crianças têm pelos jogos, de acordo com Brenelli faz com que prazerosamente ela aplique sua inteligência e seu raciocínio no sentido de obter o êxito. Assim ao jogar, o sujeito realiza uma tarefa, produz resultados, aprende a pensar num contexto em que enfrentar os desafios e tentar resolvê-los são imposições que ele faz a si próprio. (2000, p.173) Em relação as atividades lúdicas, a professora fez com os alunos o jogo das cores, onde a sala é dividida em duas equipes, Vermelha e Azul; em seguida um aluno de cada equipe é chamado ao quadro para resolver uma operação de subtração e adição. Os que acertavam marcavam ponto para equipe. No decorrer da atividade percebeu-se que todos os alunos mostraram interesse pela atividade. De acordo com Grando (1995) (apud ALVES, 2001, p.102) “a proposta da utilização do lúdico propicia um ambiente favorável ao aprendizado, pois motiva os educandos a freqüentar as aulas e a fazer suas atividades de aprendizagem”. E a utilização de jogos gera interesse e motiva professores e alunos. Urge, pois, que o professor reflita e queira modificar sua prática docente, discutindo e tomando consciência dos aspectos positivos e negativos do seu trabalho, como forma de conhecer o mundo ao seu redor e querer transformá-lo. E as professoras pesquisadas procuram meios para modificar a sua prática docente ao fazerem o uso de atividades lúdicas no ensino da Matemática. As aulas de Matemática das turmas de 1º e do 5º ano do Ensino Fundamental: uma comparação metodológica Após a análise da coleta de dados foi feito uma comparação coma a intenção de ter uma visão do modo como os professores vêm trabalhando com o lúdico nas aulas de Matemática.
  21. 21. 21 No decorrer da coleta de dados, utilizando as técnicas da entrevista com duas professoras das Séries Iniciais do Ensino Fundamental, e a observação das aulas de Matemática, pode-se perceber que ambas as professoras fazem uso de atividades lúdicas no ensino da Matemática, tendo uma diferença entre o ensino do 1º ano do Ensino Fundamental para o 5º ano do Ensino Fundamental. No 1º ano do Ensino Fundamental, os alunos estão tendo o seu primeiro contado com a Matemática formal, e como eles estão entrando na escola com cinco anos, os mesmos estão ainda em uma fase em que é muito valorizado o brincar. E de acordo com a professora eles ainda não têm uma idéia do que é a Matemática formal, e a única dificuldade que eles apresentam é a de memorizar, logo, ao ensinar a Matemática através de atividades lúdicas os alunos brincam e aprendem ao mesmo tempo. Vitti (1995) ressalta que a criança quando entra na escola já sabe pelos menos dizer quantos anos tem, identificar os números com os dedos das mãos, noções de dinheiro. Sendo assim, o ensino da Matemática deve sempre valorizar, considerar e trabalhar as habilidades que os indivíduos trazem consigo. O professor, antes de elaborar situações de aprendizagem, deve investigar qual é o domínio que cada criança tem sobre o assunto que vai explorar, já que nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática é destacado que as coisas que as crianças observam (a mãe fazendo compras, a numeração das casas, os horários das atividades da família), os cálculos que elas próprias fazem (soma de pontos de um jogo, controle de quantidade de figurinhas que possuem) e as referências que conseguem estabelecer (estar distante de, estar próximo de) serão transformadas em objeto de reflexão e se integrarão às suas primeiras atividades matemáticas escolares. É importante salientar que partir dos conhecimentos que as crianças possuem não significa restringir-se a eles, pois é papel da escola ampliar esse universo de conhecimentos e dar condições a elas de estabelecerem vínculos entre o que conhecem e os novos conteúdos que vão construir, possibilitando uma aprendizagem significativa. ( 1997,p.63) Já os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental vêm a quatro anos tendo o ensino da Matemática formal, onde cada um já apresenta certa afinidade ou aversão quanto á aprendizagem dela, também, eles vão ampliando conceitos já trabalhados nas séries
  22. 22. 22 anteriores, estabelecendo relações que os aproximem de novos conceitos, aperfeiçoando procedimentos conhecidos e construindo novos conhecimentos. E de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (1997), o 5º ano do Ensino Fundamental, tem como característica geral o trabalho com atividades que permitem ao aluno progredir na construção de conceitos e procedimentos matemáticos. É ressaltado também que está série não constitui um marco de terminalidade da aprendizagem dos conteúdos, o que significa que o trabalho com números naturais e racionais, operações, medidas, espaço e forma e o tratamento da informação deverá ter continuidade, para que o aluno alcance novos patamares de conhecimento. Por isso, nesse trabalho, é fundamental que o aluno reafirme confiança em si próprio diante da resolução de problemas, valorize suas estratégias pessoais e também aquelas que são frutos da evolução histórica do conhecimento matemático. Não obstante, as professoras entrevistadas têm repensado o modo como tem ensinado a Matemática para seus alunos fazendo o uso de atividades lúdicas, pois, a partir do 1º ano do Ensino Fundamental, é possível ensinar a Matemática de forma atrativa e interessante, fazendo uso de atividades lúdicas, para que assim o aluno possa ir criando o seu conceito positivo ou negativo em relação à Matemática. No decorrer das aulas observadas, pode-se perceber que alguns alunos apresentam dificuldades em relação a Matemática, e quando a professora fazia o uso de atividades lúdicas, todos os alunos participavam e se interessavam mais pelas aulas. E como afirma Alves, “as atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem podem ser uma alternativa para os inúmeros problemas existentes no ensino da Matemática” (2001, p,106). E os jogos alimentam a auto-estima dos alunos e o relacionamento professor- aluno e aluno-aluno é enriquecido pelo trabalho em conjunto, em grupo. A autora completa, afirmando que “o jogo não deve ser desenvolvido em sala de aula como uma linha de ação única, uma panacéia, mas como proposta alternativa para suscitar interesse, criatividade e autonomia.” (FRIEDMANN, 2002, p.107) Na verdade, a diferença que se nota da turma do 1º ano para o 5º ano do Ensino Fundamental, é que, para ter um melhor aproveitamento em relação a Matemática é
  23. 23. 23 necessário que os alunos do 5º ano tenham mais hábitos de leitura e interpretação, que permitirá que ele compreenda outras ciências e fatos da realidade. E os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática destaca que se deve dar importância ao conhecimento prévio do aluno como ponto de partida para a aprendizagem, do trabalho com diferentes hipóteses e representações que as crianças produzem, da relação a ser estabelecida entre a linguagem matemática e a língua materna e do uso de recursos didáticos como suporte à ação reflexiva do aluno. (1997, p.79) Uma forma de auxiliar no processo ensino-aprendizagem da Matemática é fazer o uso de atividades lúdicas nas aulas ministradas. As professoras pesquisadas vêm trabalhando com o lúdico nas aulas de Matemática e os alunos se interessam e participam mais nessas aulas. Sendo que como afirma Chateau (apud BRENELLI, 2000, p.20) “a escola deveria apoiar-se no jogo como modelo para conforma, [...], o comportamento escolar.” O autor enfatiza ainda que o lúdico favorece a criança o domínio de si, a criatividade, a afirmação da personalidade. Nota-se que, a utilização do lúdico como um dos recursos didáticos para o ensino da Matemática tem resultados bastante significativos, uma vez que por meio dele é introduzido nas salas de aulas uma nova dinâmica, capaz de motivar os alunos, e, concomitantemente, constituir para o professor uma experiência gratificante. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir das aulas da disciplina Metodologia da Matemática em sua formação acadêmica, a pesquisadora foi se familiarizando com a relação entre a ludicidade e o ensino da Matemática. Dessa maneira, o objetivo principal para a realização desta pesquisa foi compreender a concepção dos professores das Séries Iniciais do Ensino Fundamental a respeito da contribuição do lúdico no ensino da Matemática, buscando resposta para a seguinte problemática: Os professores das Séries Iniciais do Ensino Fundamental de duas escola públicas, no ano de 2009, concebem que o ensino da Matemática por meio do lúdico, auxilia a aprendizagem dos alunos? Foi realizada uma pesquisa de campo em duas escolas estaduais da cidade de Montes Claros com uma professora do1º ano do Ensino Fundamental e outra do 5º ano do Ensino Fundamental. Para a coleta de dados foram utilizadas como técnicas a entrevista com as duas
  24. 24. 24 professoras e observações das aulas de Matemática ministradas pelas mesmas. A natureza desta pesquisa aponta para uma abordagem qualitativa como a opção mais adequada. As hipóteses em relação aos objetivos da pesquisa eram que os professores concebiam que o ensino da Matemática através do lúdico influencia a aprendizagem dos alunos, sendo que os mesmos não trabalhavam com a ludicidade nas aulas de Matemática devido a falta de tempo e recursos para elaborar as atividades; bem como o número expressivo de alunos e a aversão dos educandos em relação a Matemática. Com a análise dos dados coletados pode-se constatar que os professores tem a visão que o ensino da Matemática através do lúdico influencia a aprendizagem dos alunos e que as mesmas fazem uso de atividades lúdicas para trabalharem em sala de aula. Quanto ao número de alunos na sala de aula há uma Resolução da Secretaria de Estado de Educação que estabelece o limite máximo de alunos por sala de aula na rede pública estadual de ensino, sendo assim os professores têm condições de trabalharem com seus alunos. Quanto a aversão dos alunos em relação à Matemática foi observado que os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental não têm uma opinião formada se gostam ou não da matemática. Já os alunos do 5º, alguns não mostram afinidade pela matéria. Mas é no decorrer da sua vida estudantil que os mesmos vão criando opiniões positivas ou negativas em relação ao processo de ensino-aprendizagem da Matemática, cabendo ao professor escolher a melhor maneira de ensinar a Matemática para seus alunos. Sendo assim, essa pesquisa monográfica serviu para conhecer a opinião dos professores em relação ao lúdico no ensino da Matemática, sendo constatado que o lúdico é considerado como um fator que auxilia o processo de ensino-aprendizagem dos alunos no ensino da Matemática. E através das entrevistas com as professoras, do 1º ano do Ensino Fundamental e do 5º ano do Ensino Fundamental e das observações das aulas de Matemática das mesmas, chega-se à conclusão de que as professoras concebem que o lúdico no ensino da Matemática auxilia a aprendizagem dos alunos. E nas aulas em que eram utilizadas atividades lúdicas percebe-se a efetiva participação dos alunos que se sentiam motivados, tendo interesse e prazer para tal, propiciando também o desenvolvimento da aprendizagem de conteúdos matemáticos.
  25. 25. 25 Assim, a intenção deste trabalho monográfico não foi somente estudar um determinado assunto, mas sim refletir e aprofundar as discussões relacionadas a esta linha de ensino, a Matemática, sendo esta de fundamental importância na vida do pedagogo. Portanto, cabe a nós, futuros profissionais da educação e aqueles que já estão nesta carreira repensar o nosso modo de trabalhar essa disciplina com nossos alunos, para que todos possamos aprende- lá a de forma divertida e prazerosa. REFERÊNCIAS AGUIAR, João Serapião de. Jogos para o ensino de conceitos. Leitura e escrita na pré- escola. 5. ed. Campinas, SP: Papirus, 1998. ALVES, Eva Maria Siqueira. A ludicidade e o ensino da matemática: Uma prática possível. Campinas, SP: Papirus, 2001. BERVIAN, Pedro Alcino; CERVO, Amado Luiz. Metodologia científica: para uso dos estudantes universitários. 3. ed. São Paulo : McGraw-Hill do Brasil, 1983. BRASIL. Secretaria de educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997. BRENELLI, Rosely Palermo. O jogo como espaço para pensar: A construção de noções lógicas e aritméticas. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 2000. DEHEINZELIN, Monique. A fome com vontade de aprender: uma proposta curricular de educação infantil. 10 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. DUARTE; Simone Viana; FURTADO, Maria Sueli. Manual para elaboração de monografia e projetos de pesquisa. 2 ed. Montes Claros: UNIMONTES, 2000. FRIEDAMNN, Adrian. Brincar: crescer e aprender- O resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 2002. KAMII, Constance. A criança e o número. 13 ed. Campinas, SP: Papirus, 1991. KAMII, Constance. Aritmética: Novas Perspectivas. Implicações da teoria de Piaget. 6. ed. Campinas, SP:Papirus,1997. LAGO, Samuel Ramos. PCN’S- Parâmetros Curriculares Nacionais- da teoria à prática. Campina Grande do Sul-PR: Editora Lago, 1998. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia Científica. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 2003.
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