Guia de visitas

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Guia de visitas

  1. 1. guia de visitas12 de setembro a 15 de novembro de 2011
  2. 2. A 8ª Bienal do Mercosul está inspirada nas tensões entre territórios locais e transnacionais, entre construções políticas e circunstânciasgeográficas, nas rotas de circulação e intercâmbio de capital simbólico. O título se refere às diversas formas que os artistas propõem para definiro território, a partir das perspectivas geográfica, política e cultural. As bienais são eventos primordialmente expositivos, que ativam a cena artísticade uma cidade durante períodos relativamente curtos. Contudo, além de serem recorrentes, são descontínuas – e esse é seu lado fraco: nosperíodos entre uma bienal e outra usualmente não acontece nada, ou bem pouco, em termos de ativação da cena artística local. A 8ª Bienal doMercosul tenta responder à seguinte pergunta: é possívelfazer uma bienal cuja ênfase não seja exclusivamente expositiva?Nossa proposta inclui estender a ação da Bienal no espaço e no tempo. E propõe entender o tema escolhido não apenas como um marcoconceitual para ler a produção artística contemporânea, mas como uma estratégia de ação curatorial, sugerindo a Bienal como uma instância decriação e consolidação de infraestrutura local. A 8ª Bienal enfatiza o componente educativo – diferencial da Bienal do Mercosul em relação aoutras bienais – ao envolver o curador pedagógico na própria concepção do projeto curatorial fazendo com que os componentes da curadoriasejam oportunidades para articular o projeto pedagógico e, desse modo, transcender a tríade convencional interpretação-mediação-serviço, quecaracteriza as ações educativas em bienais e museus.A 8ª Bienal do Mercosul estende-se no espaço, olhando o território do Rio Grande do Sul como um âmbito a explorar: vários artistas realizaramviagens no estado como parte dos componentes Cadernos de Viagem e Além Fronteiras. Porto Alegre também é vista como um território a serredescoberto: nove locais da cidade estão sendo ativados por meio de obras não necessariamente visuais no componente Cidade Não Vista.Seis espaços independentes da América Latina terão sedes temporárias no Brasil durante a Bienal, sendo recebidos por espaços similares emPorto Alegre, Caxias do Sul e Santa Maria, em um componente que denominamos Continentes. Finalmente, apresentamos uma extensa mostrado artista chileno Eugenio Dittborn, que enviou suas Pinturas Aeropostais pelo correio, desde Santiago; partes dessa mostra estão sendoapresentadas em três espaços culturais do Rio Grande do Sul: Pelotas, Caxias do Sul e Bagé.Os componentes anteriores estendem a ação da Bienal no território. Com o fim de estender a ação da Bienal no tempo, foi criada a Casa M, umespaço de encontro para artistas e público geral, com um intenso programa de atividades de música, teatro, arte e literatura, residênciascuratoriais e ciclos de cinema e vídeo. A Casa M conta com um espaço de convivência e uma sala de leitura, na qual podem ser consultadoslivros e revistas, além dos documentos reunidos pelo Núcleo de Documentação e Pesquisa da Bienal. A intenção é ativar a cena local e, porconseguinte, a ênfase não é expositiva. As participações de artistas foram concentradas no programa mensal Vitrine; e três artistas realizaramintervenções permanentes no acesso à casa, na biblioteca e no jardim. Curador geral - José Roca Curador pedagógico - Pablo Helguera Curadores adjuntos - Alexia Tala, Cauê Alves, Paola Santoscoy Curadora assistente - Fernanda Albuquerque Curadora convidada para a mostra Além Fronteiras - Aracy Amaral
  3. 3. Funcionamento Agendamento de Visitas 8ª Bienal do MercosulPeríodo de Funcionamento Locais e endereços:Inicio de agendamento: 24 de agostoInicio das visitas agendadas: 12 de setembro Santander CulturalTermino Agendamento e visitas agendadas: 15 de novembro Mostra Eugenio Dittborn Rua Sete de Setembro, 1028 – CentroHorário de FuncionamentoDe segunda a sexta-feira, das 8:30h às 19h, pelo tel. 34337700 MARGS – Museu de Artes do Rio Grande do Sul Mostra Além FronteirasInformações: agendamento@bienalmercosul.art.br Praça da Alfândega, s/nº - CentroGrupos e Horários de Visita Armazéns do Cais do PortoCada agendamento é feito para grupos de 25 pessoas para uma das mostras da Mostras Geopoéticas e Cadernos de Viagembienal, de acordo com horários pré-estabelecidos pela Fundação. Av. Mauá, 1050 (entrada A3 e A4) – CentroConfirmação das Visitas Armazém A4, A5 e A6: Mostra GeopoéticasA confirmação da visita deverá ser feita, via site ou e-mail, até 72h após efetuado o Armazém A7: Mostra Cadernos de Viagemagendamento. Caso a confirmação não seja efetuada neste período oagendamento da visita será automaticamente cancelado. Centro Histórico de Porto Alegre Mostra Cidade Não VistaÔnibus Saída para os percursos na Cada MA Bienal disponibilizará ônibus com 40 lugares cada, para a rede pública de Rua Cel. Fernando Machado, 513 - Centroensino. Os ônibus atenderão cidades distantes até 100km de Porto Alegre. Areferência de distância é baseada em tabela oficial do DAER é pode servisualizada no site da Fundação.Preferências a horários de AgendamentoVisando disponibilizar o acesso às mostras ao maior número de pessoas e gruposdiversos, após o agendamento de 3 visitas será dada a preferência aescolas/grupos que ainda não realizaram visitas.
  4. 4. Roteiro 1 – Mostra Eugenio Dittborn Santander CulturalUma das mostras centrais da 8ª Bienal do Mercosul é a exposição do chileno Eugenio Dittborn (Santiago do Chile, 1943), artista de referência naAmérica Latina. A obra de Dittborn baseou-se na transterritorialidade, no nomadismo e nas estratégias para subverter as fronteiras e penetrar oscentros sem se deixar neutralizar por eles. Dittborn trabalha desde 1983 em suas Pinturas Aeropostais, obras que são dobradas para serem enviadasem um envelope postal. Cada envelope possui inscrito o itinerário da viagem, as cidades para onde a obra foi enviada e os lugares em que foiexposta e é exibido ao lado da pintura aeropostal desdobrada, já que isso é a sua condição de possibilidade.Pode-se abordar o trabalho de Dittborn a partir de pelo menos três pontos de vista: estratégico, material e iconográfico. A estratégia das PinturasAeropostais reside no fato destas viajarem como cartas e se desdobrarem como pinturas em seu destino. Mas não permanecem ali: uma pinturaaeropostal sempre está de passagem. É por isso que Dittborn fala que a aeropostalidade de suas pinturas reside nas dobras. Elas são suapossibilidade e também a testemunha da operação artística que teve lugar. As outras testemunhas da viagem são os envelopes, realizados em cartãoe especialmente acondicionados para conter as pinturas dobradas, levam, em cada caso, além dos dados do destino, uma série de textos alusivos àpintura que contém. A exibição dos envelopes provê informações das viagens, tal qual um diário de bordo, assim como algumas chaves textuais paraa interpretação da pintura.O segundo ponto de abordagem é a matéria. As primeiras Pinturas Aeropostais tinham como suporte o papel kraft, ou papel de embalagem, mas, apartir de 1986, Dittborn começou a usar entretela sintética não tecida, um material entre o papel e o tecido. Em meados dos anos 1990, Dittbornpassou a empregar lona, conhecida comercialmente como duck fabric, material que utiliza até hoje. As técnicas utilizadas variam segundo cada obra,mas, no geral, pode-se dizer que se resumem aos seguintes procedimentos: tingir, alinhavar, costurar, bordar, imprimir, desenhar, enxertar e dobrar.As pinturas nas obras de Dittborn são tingimentos, derramados com o suporte disposto de maneira horizontal, deixando que o líquido pigmentado seestenda e embeba, impregne e penetre nos suportes, estabelecendo manchas de cor que se espalham nas fibras do têxtil por absorção. Nessecampo pictórico se distribuem os diferentes elementos iconográficos, impressos diretamente sobre a tela ou outro material (usualmente telas muitofinas de algodão ou cetim), que logo são recortados e alinhavados à obra.
  5. 5. Roteiro 1 – Mostra Eugenio Dittborn Santander Cultural TérreoLegendaEntradaPraça da AlfândegaTrajeto ATrajeto B*ha diferentes possibilidade detrajeto para asobras, estas são apenassugestões. 2º Piso
  6. 6. Roteiro 2 – Além Fronteiras MARGSSendo a territorialidade o tema desta 8ª Bienal do Mercosul, três rotas dentro do espaço do Rio Grande do Sul, a nosso ver, propiciam visõesdiferenciadas. A ideia seria de que delimitações políticas entre nações, no caso do Brasil e de seus vizinhos, nem sempre correspondem a umaautonomia cultural encerrada dentro desses limites. O estado hospeda de maneira exemplar duas realidades político-culturais análogas: a região dospampas e a das Missões.Percorrendo os pampas – rio-grandense, uruguaio ou argentino –, percebe-se com clareza que se trata da mesma realidade, independente do nomeque o país assume em cada rincão. Sobretudo a partir da paisagem, a planura a perder de vista, com suas ondulações suaves, coxilhas, céu amplo, ogado como cultura e base da economia, o comportamento do homem do campo nessa região. Exemplo similar é oferecido pelos territórios que retêmum clima peculiar por seu passado, que no período colonial foi o das Missões jesuíticas; ou pelo maravilhamento da região dos canyons do RioGrande do Sul, ímpar pela beleza que emudece o visitante. Ao pensar nesses territórios Além Fronteiras, nos indagamos: não seriam certos limitespolítico-geográficos senão artifícios criados pelo homem para reafirmar um idioma, plantar uma bandeira, desenhar um escudo, compor um hino,estabelecer uma forma de governo e exigir documentação para se cruzar uma fronteira por ele mesmo demarcada?Percorrendo quilômetros de estradas e cidades do território do múltiplo e belo Rio Grande do Sul, percebemos a relatividade do termo “fronteira” ou“limite” no sentido de circunscrição que usualmente o termo abarca. Foram convidados nove artistas, quatro do Rio Grande do Sul (Lucia Koch,Carlos Vergara, Marina Camargo e Carlos Pasquetti), um de Minas Gerais (Cao Guimarães), um de São Paulo (Felipe Cohen), uma da Argentina(Irene Kopelman), um da Colômbia (José Alejandro Restrepo) e um de Israel (Gal Weinstein), deliberadamente de gerações bem distintas, paraconferir, através de seus trabalhos, as leituras sensíveis da realidade cultural e paisagística do Rio Grande do Sul. Assim, a exposição será umaconversação entre a produção contemporânea dos artistas convidados e, como contraponto, no mesmo espaço do MARGS, a presença de obras/documentos de outros momentos/tempos.Artistas:Cao Guimarães – Brasil Carlos Pasquetti – Brasil Carlos Vergara - BrasilFelipe Cohen – Brasil Gal Weinstein – Israel Irene Kopelman - Argentina/HolandaJosé Alejandro Restrepo – Colômbia Lucia Koch – Brasil Marina Camargo - Brasil/Alemanha
  7. 7. Roteiro 2 – Além Fronteiras MARGSLegendaEntradaPraça da AlfândegaTrajeto ATrajeto B*ha diferentes possibilidade detrajeto para asobras, estas são apenassugestões.
  8. 8. Roteiro 3 - Geopoéticas Cais do Porto - Armazéns 4, 5 e 6A mostra central no Cais do Porto examina a criação de entidades transterritoriais e supraestatais que colocam em jogo a noção de nacionalidade.Essas construções político-econômicas contrastam com as noções de nação estabelecidas há séculos na conformação dos países americanos apósas lutas por independência. A exposição explora diferentes aspectos das ideias de Estado e Nação, suas retóricas visuais (mapas, bandeiras,escudos, hinos, passaportes, exércitos) e suas estratégias de autoafirmação e consolidação de identidade.A ideia de cidadania está baseada etimologicamente nas noções romanas de civitas e urbanitas. Que tipo de cultura de pertencimento se dá emsituações não urbanas? Onde reside a nacionalidade quando se carece de território físico? Algumas obras consideram o território rural como umapossibilidade para a utopia e o isolamento como uma condição positiva; outras analisam diversas estratégias de sustentabilidade e de coesão naausência de território. Algumas dessas construções nacionais – que, em certos casos, possuem território mas carecem de autonomia política – estãorepresentadas no interior da exposição em “pavilhões” que denominamos ZAP [Zonas de Autonomia Poética].Desde o mapa invertido de Torres García, a arte tem visitado a disciplina cartográfica para produzir mapas ativistas que não estão a serviço dadominação. A cartografia é um tema recorrente na prática curatorial recente, e inevitável quando se fala de território, pois nela confluem geografia,ideologia e política. A exposição reúne diversas formas de medir e representar o mundo, incluindo artistas que usam mapas para promover amudança social, psicogeografias, rotas de derivas, mapas afetivos e diversas representações do mundo que contradizem as cartografiasconvencionais.
  9. 9. Roteiro 3A - Geopoéticas Cais do Porto – Armazém 4Artistas Iván Candeo – VenezuelaAlberto Lastreto – Uruguai Khaled Hafez – EgitoAlicia Herrero – Argentina Leslie Shows - EUAAnabella Geiger – Brasil María Teresa Ponce – EquadorBerthélémy Toguo - Camarões/França Mark Lombardi – EUACenter for Land Use Interpretation - EUA Meira & Toirac (Jose Toirac e Meira Marrero) - CubaCoco Fusco - Cuba/EUA Paola Parcerisa – ParaguaiCristina Lucas – Espanha SealandFabio Morais – Brasil Slavs and Tatars – Leste EuropeuFernando Bryce - Peru/Alemanha TOROLAB – México Yanagi Yukinori – JapãoFlavia Gandolfo – Peru YOUNG-HAE CHANG HEAVY INDUSTRIES - CoreiaFrancis Alys - Bélgica/México
  10. 10. Roteiro 3A - Geopoéticas Cais do Porto – Armazém 4 Legenda Entrada Margem Guaíba Trajeto A Trajeto B Trajeto C *ha diferentes possibilidade de trajeto para as obras, estas são apenas sugestões.
  11. 11. Roteiro 3 B - Geopoéticas Cais do Porto – Armazém 5ArtistasAndré Komatsu – Brasil Pablo Bronstein - Argentina/InglaterraEdgardo Aragon – México Paulo Climachauska – BrasilKahsja Dahlberg - Suécia/Alemanha Sanna Kanisto – FinlândiaKhaled Hafez – Egito Slavs and Tatars – Leste EuropeuManuela Ribadeneira - Equador/UK Uriel Orlow – SuíçaMarcius Galan – Brasil Voluspa Jarpa – ChileMiguel Angel Rios - Argentina/EUA Yasmin Hage - Guatemala
  12. 12. Roteiro 3 B - Geopoéticas Cais do Porto – Armazém 5 Legenda Entrada Margem Guaíba Trajeto A Trajeto B Trajeto C *ha diferentes possibilidade de trajeto para as obras, estas são apenas sugestões.
  13. 13. Roteiro 3C - Geopoéticas Cais do Porto – Armazém 6ArtistasAngela Detanico & Rafael Lain - Brasil/França Manuela Ribadeneira - Equador/UKEmmanuel Nassar – Brasil Marcelo Cidade – BrasilJavier López & Erika Meza - Paraguai Mayana Redin – BrasilJean-François Boclé – França Melanie Smith & Rafael Ortega – MéxicoJonathan Harker - Equador/Panamá Miguel Luciano - Porto Rico/EUAJonathan Harker & Donna Conlon – Panamá Paco Cao – EspanhaIrwin – Eslovênia Raquel Garbelotti – BrasilLaís Myrrha – Brasil Regina Silveira – BrasilLucía Madriz - Costa Rica/Alemanha Slavs and Tatars – Leste EuropeuLuis Gárciga – Cuba YOUNG-HAE CHANG HEAVY INDUSTRIES - CoréiaLuis Romero – Venezuela
  14. 14. Roteiro 3C - Geopoéticas Cais do Porto – Armazém 6 Legenda Entrada Margem Guaíba Trajeto A Trajeto B Trajeto C *ha diferentes possibilidade de trajeto para as obras, estas são apenas sugestões.
  15. 15. Roteiro 4 – Cadernos de Viagem Cais do Porto – Armazém 7Como parte do processo de concepção da 8a Bienal do Mercosul, nós, curadores, viajamos pela região de Rio Grande do Sul por mais de vintecidades do interior, realizando pesquisa de campo e visitas a ateliês. Essas experiências de viagem, vivenciadas por todos – vários provenientes deoutros países – fez-nos refletir acerca da noção de território e sua vinculação in situ com a prática artística no contexto de produção de obra, e emcomo essas chegam a ser apresentadas em uma bienal sulamericana. Tal interesse levou-nos a concretizar essa atividade curatorial no território ehoje aparece refletida no componente que chamamos Cadernos de Viagem.Cadernos de Viagem consistiu em distribuir pelo estado do Rio Grande do Sul nove artistas cujas práticas habituais envolvem a viagem, a paisageme/ou o trabalho com comunidades. Cada um deles realizou uma rota específica durante três semanas, em média, deixando que a experiência daviagem, a paisagem e as interações sociais e/ou culturais ditassem o caminho pelo qual fosse desenvolvido seu projeto. Não foi o artista quem levoua obra planejada e foi para o território a fim de desenvolvê-la, mas, sim, o contrário: foi a especificidade do lugar e a experiência vivida pelo artistadurante sua viagem que condicionou os resultados. Finalizadas essas três semanas, cada um realizou uma mostra no local de seu destino, exibindoo resultado dos processos artísticos ocorridos durante a viagem e apresentando sua obra e experiência nesse lugar para a comunidade. Depois de játer realizado a viagem e retornado a seus ateliês, os artistas desenvolveram as obras que estão apresentadas no Cais do Porto.Caderno, diário ou agenda de viagem são os “lugares” em que aparecem anotações, desenhos e experiências, recolhidas como reflexão e memória.Em Cadernos de Viagem entendemos a ideia de caderno num sentido amplo, pois o artista contemporâneo realiza esses distintos processos atravésda fotografia, do vídeo, além do desenho e das anotações textuais. Nosso interesse é evidenciar as diversas maneiras como os artistas documentamsua experiência de observação e a vivência no território, e como incorporam também outras soluções para suas obras de arte. É o caso dos artistasque trabalharam sob um olhar focado no científico, no sistemático e na coleta de dados, ou dos que deram ênfase à paisagem ou à representação e,por último, dos que se vincularam à etnografia e à antropologia para produzir obras orientadas para o social.ArtistasBeatriz Santiago - Porto Rico Bernardo Oyarzún – Chile M. Elvira Escallón - ColômbiaMarcelo Moschetta – Brasil Marcos Sari – Brasil Mateo López - ColômbiaNick Rands – Brasil Sebastián Romo – México Telervo Kalleinen & Oliver Kochta - Finlândia
  16. 16. Roteiro 4 – Cadernos de Viagem Cais do Porto – Armazém 7LegendaEntradaMargem GuaíbaTrajeto ATrajeto BTrajeto C*ha diferentes possibilidade de trajetopara as obras, estas são apenassugestões.
  17. 17. Roteiro 5 – Cidade Não VistaNum mundo imagético e midiático em que a topologia tende a ser anulada pela visão planificada dos mapas e satélites, onde a aparência visível éexplorada até a exaustão, a ponto de quase anestesiar os olhos, experiências artísticas que ultrapassam o âmbito da pura visibilidade podem serainda mais significativas. Em Cidade Não Vista, o contato com a urbe a partir do tato, dos sons, das palavras e de mínimas intervenções, é umaestratégia de ativação de territórios de Porto Alegre. Explorar outros sentidos é um modo de interferir na relação cotidiana que o pedestre tem com oespaço público. Ao atingir o cidadão desprevenido, o trabalho de arte pode colaborar na abertura para uma relação não usual com o território dacidade.A partir de um processo de arqueologia urbana, foram identificados nove lugares do centro da capital gaúcha que despertam interesse arquitetônico,histórico, sociológico, ou, simplesmente, curiosidade. São eles: o Aeromóvel, o Observatório Astronômico, o Viaduto Otávio Rocha, a chaminé daUsina do Gasômetro, o jardim do Palácio Piratini, a escadaria da Rua João Manoel, a cúpula da Casa de Cultura Mario Quintana (um espaço culturalpúblico), a Garagem dos Livros (um espaço literário) e a fachada do prédio da Prefeitura Velha. A ênfase foi dada a locais que muitas vezes não sãopercebidos pela população, seja pelo automatismo que costuma caracterizar a experiência na cidade, pela dificuldade de acesso ou por estarem forado imaginário coletivo.A ideia é atrair o público para espaços que não são usualmente considerados interessantes (a Escadaria ou a Garagem dos Livros), ou paraimportantes ícones da cidade, mas que estão inacessíveis (o interior da chaminé do Gasômetro, o jardim do Palácio Piratini). Ruínas urbanas quesurgem antes mesmo de os projetos inaugurarem (o Aeromóvel), estátuas com valor histórico, mas pouco notadas (Prefeitura Velha), assim comoconstruções com valor arquitetônico e cultural (Casa de Cultura Mario Quintana, Viaduto Otávio Rocha e Observatório Astronômico) serão valorizadosa partir de uma aproximação não tradicional. Não se trata simplesmente da instalação de objetos esculturais, de justapor obras já prontas aos locais,mas sim de abordar territórios da cidade a partir de estratégias que valorizem elementos já existentes. Para isso, nove trabalhos realizados porartistas de diferentes nacionalidades foram elaborados especialmente para os referidos espaços. Todas as obras destacam o lugar e privilegiam aexperiência sensorial. Artistas Oswaldo Macia - Colômbia Sissel Tolaas – Alemanha Valeska Soares - Brasil Elida Tessler – Brasil Paulo Vivacqua – Brasil Tatzu Nishi – Japão Marlon de Azambuja – Brasil Pedro Palhares – Brasil Victor César - Brasil
  18. 18. Roteiro 5 – Cidade Não Vista Centro HistóricoLegendaEntradaMargem GuaíbaTrajeto ATrajeto B*ha diferentes possibilidade detrajeto para asobras, estas são apenassugestões.
  19. 19. Patrocinadores Essa edição conta com a adesão das seguintes empresas e instituições: Gerdau – Patrocínio Master Petrobras - Patrocínio Master Banco Itaú – Patrocínio Projeto Pedagógico Banco Santander – Patrocínio Mostra Eugenio Dittborn Grupo RBS - Apoio do Projeto Pedagógico Panvel – Apoio Crown Embalagens – Apoio Lojas Renner – Apoio ICBNA – Apoio SPH - Superintendência de Portos e Hidrovias – Apoio Institucional Prefeitura de Porto Alegre – Apoio Institucional MinC– Financiamento Secretaria do Estado da Cultura do Rio Grande do Sul - FinanciamentoFundação Bienal de Artes Visuais do MercosulCriada em 1996, a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul é uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos, que tem como missãodesenvolver projetos culturais e educacionais na área de artes visuais, adotando as melhores práticas de gestão e favorecendo o diálogo entre aspropostas artísticas contemporâneas e a comunidade. Nos anos ímpares, a Fundação promove o evento Bienal do Mercosul, reconhecido como omaior conjunto de eventos dedicados à arte contemporânea latino-americana no mundo, oportunizando o acesso à cultura e à arte a milhares depessoas, de forma gratuita.Ao longo de sua trajetória, a Fundação Bienal do Mercosul sempre teve como missão a ênfase nas ações educativas e os seguintes princípiosnorteadores: foco na contribuição social, buscando reais benefícios para os seus públicos, parceiros e apoiadores; contínua aproximação com acriação artística contemporânea e seu discurso crítico; transparência na gestão e em todas as suas ações; prioridade de investimento em educação econsolidação da Bienal como referência nos campos da arte, da educação e pesquisa nessas áreas.Em catorze anos de existência, a Fundação Bienal do Mercosul realizou sete edições da mostra de artes visuais, somando 444 dias de exposiçõesabertas ao público, 57 diferentes exposições, 3.882.672 visitas, acesso totalmente franqueado, 1.034.898 agendamentos escolares, 180.089 m² deespaços expositivos preparados, áreas urbanas e edifícios redescobertos e revitalizados, 3.664 obras expostas, intervenções urbanas de caráterefêmero e 16 obras monumentais deixadas para a cidade, 138 patrocinadores e apoiadores ao longo da história, participação de 1.261 artistas, maisde mil empregos diretos e indiretos gerados por edição, além de seminários, conversa com o públicos, oficinas, curso para professores, formação etrabalho como mediadores para 1.248 jovens. A Diretoria e os Conselhos de Administração e Fiscal da Fundação Bienal do Mercosul atuam de formavoluntária.

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