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  1. 1. ANGELA FREITAS DE REZENDE COSTA MAIO/2011 Pós-Graduação em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores com acesso ao Mestrado Europeu em Ciências da Educação Unidade Curricular: Modelos e Práticas de Formação de Professores
  2. 2. SUMÁRIO: <ul><li>Quem sou eu? </li></ul><ul><li>Meu percurso como estudante </li></ul><ul><li>Meu percurso profissional </li></ul><ul><li>Um grande investimento profissional </li></ul><ul><li>O grande desafio </li></ul><ul><li>Projeto: “Leituras sem Fronteiras” </li></ul><ul><li>Especializações </li></ul><ul><li>Curso de Mestrado </li></ul><ul><li>A Formação de professores baseado na reflexão </li></ul><ul><li>Referências </li></ul>
  3. 3. Quem sou eu? <ul><li>O meu nome é Angela Freitas de Rezende Costa, filha de Maria e Jonas. Tenho uma irmã chamada Patrícia e três sobrinhas: Letícia, Larissa e Luana. Sou Casada com o Haroldo e juntos esperamos o nosso herdeiro ou herdeira. </li></ul>Eu, pai, mãe, irmã e sobrinhas Eu, Haroldo e o Herdeiro (a)
  4. 4. Meu Percurso como estudante... <ul><li>Sempre estudei em escolas públicas. Nas séries iniciais tive dificuldade em aprender a ler e escrever, mesmo porque as professoras tinham como prática colocar as crianças para lerem para todos da classe e esta estratégia me deixava constrangida. </li></ul>No ensino médio optei por fazer o magistério no CEFAM Butantã, onde estudei 4 anos em período integral e realizei uma grande carga horária de estágios em escolas. Foi exatamente nesta época em que fiz a minha escolha profissional: ser professora. E também foi neste período que aprendi a questionar e refletir sobre a educação, pois a formação era bem voltada para a criticidade.
  5. 5. MEU PERCURSO PROFISSIONAL... <ul><li>Ao concluir o magistério, já ingressei como professora do mini-maternal em uma escola no Morumbi. Apesar da minha boa vontade não tinha muito claro sobre como organizar a rotina e muito menos conhecia as necessidades e especificidades desta faixa etária, sem contar os tombos, mordidas entre outros constratempos. </li></ul><ul><li>Lembro que tínhamos uma formação musical para trabalhar com as crianças e depois com a chegada de uma nova coordenadora começamos a estruturar a rotina por meio de projetos. Então, comecei a dar os meus primeiros passos seguros na educação. </li></ul><ul><li>Foi nesta época que comecei a graduação em pedagogia no Centro Universitário FIEO em Osasco. </li></ul>
  6. 6. Um grande investimento profissional... <ul><li>Quando estava quase concluindo a graduação recebi um convite para trabalhar no Espaço da Vila. Foi nesta instituição onde aprendi realmente a ser uma educadora. Tínhamos horários reservados para estudos, reuniões pedagógicas semanais e tive excelentes oportunidades de cursos de formação na Escola da Vila. </li></ul><ul><li>Como o investimento em estudos era bem marcante a minha prática educativa foi se aprimorando, pois o tempo inteiro estávamos refletindo sobre a prática pedagógica por meio de reuniões, filmagens, fotos e registros escritos, além de reuniões individuais com orientação e acompanhamento da coordenadora pedagógica. </li></ul>
  7. 7. O grande desafio... <ul><li>Eu tinha como objetivo profissional atuar na escola pública. Então, numa determinada época prestei o concurso público e ingressei como professora titular na Prefeitura de Cotia. Fui atuar numa comunidade carente na periferia de Cotia. Abri mão de todo o universo “perfeito” e me deparei com situações bem complicadas. </li></ul><ul><li>Foi justamente nesta ocasião em que encontrei grandes amigas que partilhavam da mesma visão educacional que eu tinha. Juntamos forças para desenvolver um trabalho que pudesse fazer a diferença na vida daquelas crianças. </li></ul>
  8. 8. PROJETO DE LEITURA: “Leituras sem Fronteiras” <ul><li>Iniciamos o projeto com o grande objetivo de desenvolver o gosto e o interesse pela leitura. Utilizamos a poesia como estratégia para despertar o encantamento nas crianças. As crianças foram se envolvendo tanto com o trabalho que o projeto ultrapassou os muros da escola: organizamos um recital na secretaria da educação, recitamos poesias na Bienal Internacional do Livro. </li></ul><ul><li>Nesta ocasião recebemos vários convites da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Tivemos a oportunidade de realizar um curso de formação sobre Leitura realizado pelo Cenpec e pelo Instituto Ecofuturo. Apresentamos na Casa das Rosas o projeto de Leitura e levamos as crianças até lá, em outra oportunidade, para recitar poesias. </li></ul><ul><li>Para que todo este trabalho ocorresse foi necessário muita luta dos professores envolvidos, pois não tínhamos o apoio de ninguém. Pelo contrário, chegamos até a ouvir que os alunos estavam defasados com relação aos conteúdos devido a proposta de trabalho envolvendo a leitura. </li></ul><ul><li>Este é o preço que pagamos quando os gestores não partilham dos mesmos ideais e quem paga o preço maior são as crianças. </li></ul>
  9. 9. Roda de Leitura na Comunidade do Jd. Nova Cotia Recital da Secretaria da Educação Recital na Casa das Rosas
  10. 10. ESPECIALIZAÇÕES... <ul><li>O trabalho com crianças pequenas acabou despertando em mim uma grande inquietação por conhecer mais sobre a questão do movimento corporal e buscar um embasamento teórico. Então ingressei no Curso de Especialização em Educação Física na Puc de São Paulo. Meu trabalho de conclusão foi Sono e Relaxamento. </li></ul>Atuando com crianças que tinham problemas de aprendizagem, fui pesquisar o motivo pelo qual elas não conseguiam aprender; então fui fazer Psicopedagogia. Nesta oportunidade pesquisei sobre autoestima e aprendizagem.
  11. 11. Curso de Mestrado... <ul><li>Acredito que o professor precisa ter autonomia para investir em sua formação sem depender exclusivamente das instituições de ensino em que atua. </li></ul><ul><li>Este foi exatamente o motivo pelo qual me levou a realizar esta pós – graduação com acesso ao mestrado, para aprender, prosseguir com meus estudos e cada vez mais ser uma profissional produtora do saber e do saber fazer. </li></ul><ul><li>Atualmente estamos finalizando o módulo: “Modelos e Práticas de Formação de Professores” ministrado pela Profa. Dra Maria Regina Peres. Estudamos sobre o profissional prático reflexivo e partilhando das ideias de vários autores. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>A Formação de Professores é um dos caminhos imprescindíveis para se conquistar uma educação de qualidade, pois é justamente investindo no aperfeiçoamento do professor que este enriquece a sua prática pedagógica e seus encaminhamentos em sala de aula. </li></ul><ul><li>Os problemas relacionados à educação estão presentes em vários meios de comunicação em massa: jornais, telejornais, conferências... Todos discutem, debatem, relatam experiências caóticas, denunciam a precariedade do ensino, porém pouco é resolvido e todas estas questões novamente caem no esquecimento. </li></ul><ul><li>Muitos professores sofrem as mazelas de uma gestão impositiva que despeja “projetos” ou materiais para os mesmos trabalharem sem ao menos prepará-los antecipadamente. E o professor começa a desenvolver um trabalho que não acredita e cumpre apenas uma obrigação. Sei que realmente isto ocorre porque estou inserida num sistema educacional onde me deparo com tal situação frequentemente. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>A leitura, por exemplo, é uma estratégia riquíssima para se formar leitores competentes. Quando é imposto para ao professor ler todos os dias para os alunos esta função deixa de ser prazerosa e passa a ser apenas uma obrigação. Ao passo que se o professor fosse sensibilizado para a importância da leitura e assim apresentado ao universo literário de uma forma que despertasse nele o interesse em trabalhar com os livros, com certeza os alunos seriam contagiados pela magia proporcionado pela leitura. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Segundo o ponto de vista de Antonio Nóvoa: </li></ul><ul><li>“ A formação passa pela experimentação, pela inovação, pelo ensaio de novos modos de trabalho pedagógico. E por uma reflexão crítica sobre a sua utilização. A formação passa por processos de investigação, directamente articulados com as práticas educativas”. </li></ul><ul><li>(1995, pág.28) </li></ul><ul><li>Percorrendo o caminho da exploração, de trocas significativas e de embasamentos teóricos a prática dos professores se torna mais reflexiva e o leva a desenvolver determinado trabalho porque acredita que o mesmo irá trazer grandes contribuições. </li></ul>
  15. 16. <ul><li>Inclusive Garcia destaca a importância da reflexão na formação de professores. Ele descreve alguns termos utilizados por diversos autores para definir a prática reflexiva: </li></ul><ul><li>Formação de professores orientada para a indagação; </li></ul><ul><li>Reflexão-na-ação; </li></ul><ul><li>O professor como controlador de si mesmo (Elliot) </li></ul><ul><li>Professores reflexivos (Cruicksank & Applegate; Zeichner); </li></ul><ul><li>O professor como pessoa que experimenta continuamente (Stratemeyer); </li></ul><ul><li>Professores adaptativos (Hunt); </li></ul><ul><li>O professor como investigador na acção (Corey & Shumsky); </li></ul><ul><li>O professor como cientista aplicado (Brophy & Everston; Freeman); </li></ul><ul><li>Professores como sujeitos com um ofício moral (Tom); </li></ul><ul><li>Professores como sujetios que colocam hipóteses (Coladarci); </li></ul><ul><li>Professores como indagadores clínicos (Smyth); </li></ul><ul><li>Professores auto-analíticos (O’Day); </li></ul><ul><li>Professores como pedagogos radicais (Giroux); </li></ul><ul><li>Professores como artesãos políticos (Kohl); </li></ul><ul><li>Professor como acadêmico (Ellner) (Tom, 1985, p.36) </li></ul><ul><li>(1999,pág.59) </li></ul>
  16. 17. <ul><li>A prática reflexiva é uma linha que permeia vários autores que abordam a formação de professores. Na verdade é um ponto desencadeador para preparar os mesmos de forma que conquistem uma maior autonomia para selecionar estratégias que favorecerão a sua prática, pois assim o professor terá muitas questões esclarecidas: por que fazer? o que fazer? e como fazer? E ainda terá a capacidade de pensar sobre os seus encaminhamentos de forma que possa mudar alguma estratégia, testar outras, pesquisar novos caminhos, enfim, saberá como conduzir seus alunos da melhor maneira possível. </li></ul><ul><li>O professor quando reflete sobre a sua prática tem mais condições de realizar um trabalho coerente e de qualidade. É justamente este o grande objetivo que a formação de professores deveria contemplar. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>O interessante do processo de comunicação é que nos </li></ul><ul><li>permite tomar consciência de que as palavras saem de </li></ul><ul><li>nossos corpos, por escrito, faladas ou cantadas, e </li></ul><ul><li>voam pelo espaço, carregadas do eco de outras vozes </li></ul><ul><li>que antes de nós já as havia pronunciado. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Viajam pelo ar, banhada da saliva de outras bocas, de </li></ul><ul><li>vibrações de outros ouvidos, de pulsações de milhares </li></ul><ul><li>de corações alvoroçados. Filtram-se até o centro da </li></ul><ul><li>memória e ficam lá, quietinhas, até que um novo </li></ul><ul><li>desejo as reanime e as carregue de energia amorosa. </li></ul><ul><li>Essa é uma das qualidades das palavras que mais me </li></ul><ul><li>comove, sua capacidade de transmitir amor. As </li></ul><ul><li>palavras, assim como a água, são maravilhosas </li></ul><ul><li>condutoras de energia. E a que mais poder </li></ul><ul><li>transformador tem é a amorosa. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>(Trecho do livro: Tão veloz como o desejo </li></ul><ul><li>Laura Esquível) </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  18. 19. Referências... <ul><li>GARCIA, C.M. Formação de Professores para uma mudança educativa. Portugal: Porto, 1999. </li></ul><ul><li>NÓVOA, A. Os Professores e sua Formação. Lisboa: D.Quixote, 1995. </li></ul>

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