Parada cardiaca

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Parada cardiaca

  1. 1. Reanimação Cardiorrespiratoria e Cerebral Pablo B Gusman, MD, MSc, PhD Time de Resposta Rápida Hospital Meridional SA
  2. 2. Historico <ul><li>Egito, há 5.000 anos; </li></ul><ul><li>Livro dos Reis, 17:17-22: </li></ul><ul><ul><li>“ Profeta Elias reanima o filho da viuva Sarepta.” </li></ul></ul><ul><li>Reversão do estado terminal </li></ul><ul><ul><li>1900 em ambiente hospitalar </li></ul></ul><ul><ul><li>1960 em ambiente extra-hospitalar; </li></ul></ul>
  3. 3. Historico <ul><li>Controle das vias aéreas e ventilação boca a </li></ul><ul><li>boca + massagem cardíaca externa (1958) </li></ul>American Heart Association, 1966 A dvanced C ardiology L ife S uport
  4. 4. Epidemiologia <ul><li>Doença cardíaca 0,8 a 0,9 / 1.000 hab ano; </li></ul><ul><li>Sobrevida tardia depende: </li></ul><ul><ul><li>Presença ou não de testemunha; </li></ul></ul><ul><ul><li>Tempo para inicio da assistência; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ritmo cardíaco em que ocorreu a PC. </li></ul></ul>FIBRILAÇÃO VENTRICULAR
  5. 5. Parada cardiaca! Pensar em: FIBRILAÇÃO VENTRICULAR
  6. 6. Fibrilação Ventricular
  7. 7. Taquicardia Ventricular
  8. 8. Conceito “ Cessação subita e inesperada da atividade mecanica ventricular util e suficiente em individuo sem molestia incuravel, debilitante, irreversivel e cronica.” Milstein,1970
  9. 9. Do not ressuscitate! Quando não ressucitar!!!
  10. 10. Prolongar a vida! Qualidade de vida!
  11. 11. Causas <ul><li>Hipóxia tissular </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>por insuficiência respiratória; </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>Arritmias cardíacas </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>por Insuf Coronária ou não; </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>Hipovolemia </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>por trauma; </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>Estimulo vagal </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>como na intubação traqueal; </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>Distúrbios metabólicos </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>como na acidose e hiperpotassemia; </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  12. 12. Parada Cardíaca
  13. 14. Tratamento <ul><li>Manter a circulação; </li></ul><ul><li>Manter a respiração artificial; </li></ul><ul><li>Minimizar lesão cerebral. </li></ul>
  14. 15. Elo de Ressuscitação
  15. 16. Diagnostico <ul><li>Cianose </li></ul><ul><li>Inconsciência </li></ul><ul><li>Ausência de pulso em grande artéria </li></ul><ul><li>Ausência de movimentos respiratórios </li></ul>
  16. 17. ISOCÓRICAS Normais - simétricas e fotorreagentes. MIOSE MIDRÍASE ANISOCÓRICAS Avaliar pupilas
  17. 18. MIDRÍASE – Ambiente com pouca luz, anóxia ou hipóxia severa, fármaco, cocaína, maconha, haxixe, LSD, cola, etc. Avaliar pupilas
  18. 19. MIOSE – Ambiente com muita luz, fármacos, intoxicações exógenas, heroína, morfina, fentanil... Avaliar pupilas
  19. 20. Avaliar pupilas ANISOCÓRICAS – AVC, TCE
  20. 21. Controle Básico da Vida
  21. 22. O que fazer? <ul><li>Solicitar ajuda </li></ul><ul><li>Solicitar o carrinho de emergência com o desfibrilador </li></ul><ul><li>Solicitar que alguém chame o médico plantonista </li></ul><ul><li>Nunca deixar o paciente sozinho </li></ul>
  22. 23. Suportes Básicos e Avançados de Vida A B C D
  23. 24. Suporte Básico de Vida <ul><li>A irway: abrir vias aéreas </li></ul><ul><li>B reathing: ventilação com pressão positiva </li></ul><ul><li>C irculation: compressões torácicas </li></ul><ul><li>D efibrilation: desfibrilação </li></ul>
  24. 25. A irway: abrir vias aéreas A B C D
  25. 26. PARADA RESPIRATÓRIA POR CORPO ESTRANHO
  26. 27. Corpo Estranho <ul><li>A manobra de Heimlich é o tratamento recomendado para obstrução de via aérea por corpo estranho, exceto em obesos e grávidas. </li></ul><ul><li>Deve ser repetida até desobstruir ou até a vítima desmaiar. Se desmaiar, eleva-se a mandíbula e tenta-se remover o corpo estranho com o dedo. </li></ul>
  27. 28. Manobra de Heimlich
  28. 29. Manobra de Heimlich
  29. 30. Manobra de Ruben: Elevação do mento e hiperextensão do pescoço
  30. 31. B reathing: ventilação com pressão positiva A B C D
  31. 32. Ventilação e Oxigenação PROCEDIMENTO DISPOSITIVO FLUXO de O 2 L / min CONCENTRAÇÃO DE OXIGENIO Sem ou Com oxigênio suplementar Boca a boca N/A 16% AMBU sem reservatório, mas com O2 8-10 40-60% AMBU com Reservatório e com O2 10-15 90-100%
  32. 34. C irculation: compressões torácicas Massagem cardíaca externa: <ul><li>Metade inferior do esterno; </li></ul><ul><li>Dois dedos acima do apêndice xifóide; </li></ul><ul><li>Compressão de 3,5 a 5 cm (30-40 Kg) </li></ul><ul><li>Frequência de 80 a 100 por min </li></ul><ul><li>Sincromizar com ventilação </li></ul>A B C D
  33. 35. A força deve ser exercida no punho, não nas mãos. Massagem cardíaca externa: A B C D C irculation: compressões torácicas
  34. 36. Massagem cardíaca externa: C irculation: compressões torácicas A B C D
  35. 37. C irculation: compressões torácicas Massagem cardíaca externa: A B C D
  36. 38. C irculation: compressões torácicas Massagem cardíaca externa na criança: A B C D
  37. 39. C irculation: compressões torácicas A massagem cardíaca adequada: <ul><li>Débito cardíaco 30% do normal </li></ul><ul><li>PAS 50 mmHg </li></ul><ul><li>Pressão de perfusão coronária 20 mmHg </li></ul>A B C D
  38. 40. Monitorizar: <ul><li>Amplitude de pulso de grandes artérias; </li></ul><ul><li>Oximetria de pulso; </li></ul><ul><li>CO 2 Expirado. </li></ul>C irculation: compressões torácicas A B C D
  39. 41. 15 : 2 15 : 2 Massagem cardíaca externa: C irculation: compressões torácicas A B C D
  40. 42. Massagem cardíaca externa: <ul><li>Complicações: </li></ul><ul><li>Fratura de costelas; </li></ul><ul><li>Pneumotórax; </li></ul><ul><li>Embolia gordurosa; </li></ul><ul><li>Rotura hepática e esplênica. </li></ul>C irculation: compressões torácicas A B C D
  41. 43. Massagem cardíaca interna <ul><li>Indicações: </li></ul><ul><li>Deformidade torácica; </li></ul><ul><li>Fibrilação ventricular refratária; </li></ul><ul><li>Desfibrilação externa inefetiva; </li></ul><ul><li>Tórax já se encontra aberto </li></ul>C irculation: compressões torácicas A B C D
  42. 44. D efibrilation: desfibrilação Uso terapêutico da corrente elétrica, em grande intensidade, por períodos extremamente breves. A B C D
  43. 45. D efibrilation: desfibrilação Objetivo: Despolarização em conjunto, levando a uma pausa em um ritmo desordenado, para que o nó sinusal tenha a possibilidade de retomar a condução do rimo cardíaco. A B C D
  44. 46. Desfibrilação Externa A B C D
  45. 47. D efibrilation: desfibrilação <ul><li>Tipos: </li></ul><ul><li>Monofasico </li></ul><ul><li>200 - 300 - 360 J </li></ul><ul><li>Bifasico </li></ul><ul><li>120 - 200 J </li></ul>A B C D
  46. 48. Sucesso na ressuscitação vs tempo de desfibrilação.
  47. 49. Tempo é vida Quando o coração pára, lesão cerebral em < 5 min Iniciar reanimação básica rapidamente
  48. 50. Objetivo primordial do atendimento a PCR : PRESERVAR O CÉREBRO Tempo é cérebro !!!!! RCP - REANIMAÇÃO CARDIO-PULMONAR RCPC - REANIMAÇÃO CARDIO-PULMONAR CEREBRAL
  49. 51. Suporte Avançado de Vida <ul><li>A irway: intubação orotraqueal </li></ul><ul><li>B reathing: ventilação com pressão positiva </li></ul><ul><li>C irculation: acesso venoso e medicações </li></ul><ul><li>D iagnosis: identificar o diagnóstico da PCR </li></ul>
  50. 52. Suporte Avançado de Vida <ul><li>A irway: intubação orotraqueal </li></ul><ul><li>Inserir sonda nasal ou cânula nasotraqueal; </li></ul><ul><li>Pressão na cartilagem cricóide (Sellick); </li></ul><ul><li>Checar o aspirador; </li></ul><ul><li>IOT </li></ul>
  51. 53. INTUBAÇÃO TRAQUEAL Material adequado
  52. 54. INTUBAÇÃO TRAQUEAL
  53. 55. Assegurar boa respiração- Ventilação com AMBU Lembre-se sempre de fixar o TOT!!!
  54. 56. Suporte Avançado de Vida <ul><li>B reathing: ventilação com pressão positiva </li></ul><ul><ul><li>Checar IOT em axilas e região gástrica; </li></ul></ul><ul><ul><li>Rx de tórax; </li></ul></ul><ul><ul><li>ETCO 2 medida indireta Débito Cardíaco. </li></ul></ul>
  55. 57. Suporte Avançado de Vida <ul><li>C irculation: </li></ul><ul><ul><li>acesso venoso e medicações </li></ul></ul>
  56. 58. Suporte Avançado de Vida <ul><li>C irculation: acesso venoso e medicações </li></ul><ul><ul><li>Veia antecubital; </li></ul></ul><ul><ul><li>Soro fisiológico 0,9% em infusão contínua; </li></ul></ul><ul><ul><li>Bolus de 20 mL de soro; </li></ul></ul><ul><ul><li>Elevar o membro após medicações. </li></ul></ul>
  57. 59. Suporte Avançado de Vida <ul><li>C irculation: acesso venoso e medicações </li></ul><ul><ul><li>Administrar pelo Tubo orotraqueal: V E L A </li></ul></ul>V assopressina E pinefrina L idocaína A tropina
  58. 60. Suporte Avançado de Vida <ul><li>C irculation: acesso venoso e medicações </li></ul><ul><ul><li>Desconectar Tubo Orotraqueal do AMBU; </li></ul></ul><ul><ul><li>Parar as compressões torácicas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Injetar 2 a 2,5 vezes a dose normal; </li></ul></ul><ul><ul><li>Bolus de 10 mL de solução fisiológica; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ventilar 3 a 4 vezes. </li></ul></ul>
  59. 61. Suporte Avançado de Vida <ul><li>D iagnosis: identificar o diagnóstico da PCR </li></ul><ul><ul><li>O que causou a parada? </li></ul></ul><ul><ul><li>Qual o ritmo? </li></ul></ul>Taqui / Fibrilação ventricular Atividade elétrica sem pulso Assistolia
  60. 62. Suporte Avançado de Vida <ul><li>D iagnosis: identificar o diagnóstico da PCR </li></ul>Desfibrilar 200 - 300 - 360 J Epinefrina Desfibrilar 360 J
  61. 63. Suporte Avançado de Vida <ul><li>D iagnosis: identificar o diagnóstico da PCR </li></ul>Taqui / Fibrilação ventricular CHOCA CHECA DROGA
  62. 64. Suporte Avançado de Vida <ul><li>D iagnosis: identificar o diagnóstico da PCR </li></ul>Atividade elétrica sem pulso H ipovolemia H ipóxia H ipotermia H ipercalemia H + = acidose T amponamento Pneumo T órax T romboembolismo In T oxicação T rombose coronária
  63. 65. Suporte Avançado de Vida <ul><li>D iagnosis: identificar o diagnóstico da PCR </li></ul>Atividade elétrica sem pulso Se bradicardia  60 bpm, Atropina 1 mg EV a cada 3 a 5 min até 3 mg Epinefrina 1 mg EV em bolus a cada 3 a 5 minutos ou Vasopressina 40U EV 1ª ou 2ª doses
  64. 66. Assistolia
  65. 67. Suporte Avançado de Vida <ul><li>D iagnosis: identificar o diagnóstico da PCR </li></ul>Assistolia Hipóxia Hipercalemia Hipocalemia Acidose Intoxicação Hipotermia
  66. 68. Suporte Avançado de Vida <ul><li>D iagnosis: identificar o diagnóstico da PCR </li></ul>Assistolia Marcapasso transcutâneo
  67. 69. Suporte Avançado de Vida <ul><li>D iagnosis: identificar o diagnóstico da PCR </li></ul>Epinefrina 1 mg EV em bolus a cada 3 a 5 minutos Atropina 1 mg EV a cada 3 a 5 min até 3 mg
  68. 70. Suporte Avançado de Vida <ul><li>D iagnosis: identificar o diagnóstico da PCR </li></ul>Epinefrina 1 mg EV em bolus a cada 3 a 5 minutos ou Vasopressina 40U EV 1ª ou 2ª doses Atropina 1 mg EV a cada 3 a 5 min até 3 mg Assistolia
  69. 71. Anestesistas Cirurgiões Equipe de Enfermagem Parada Cardio - Respiratória
  70. 72. Equipe de Enfermagem Grupo 2: Drogas Grupo 1: Auxílio nas vias aéreas Parada Cardio - Respiratória
  71. 73. Equipe de Enfermagem Grupo 1: Médico <ul><li>A irway: manter vias aéreas / intubação orotraqueal </li></ul><ul><li>B reathing: ventilação com pressão positiva </li></ul>Parada Cardio - Respiratória
  72. 74. Equipe de Enfermagem Grupo 2: Drogas <ul><li>C irculation: acesso venoso e medicações </li></ul><ul><li>D efibrilation: desfibrilação </li></ul>Parada Cardio - Respiratória
  73. 75. Checagem diária de todos os equipamentos, drogas e acessórios de emergência!!! Parada Cardio - Respiratória
  74. 77. Paciente estável...

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