Sit 1 vol 1 problematizando a pré-história

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Sit 1 vol 1 problematizando a pré-história

  1. 1. Problematizando a Pré-história
  2. 2. O prefixo Pré (antes de) subtende uma fase ocorrida antes da História. Mas, ao contrário do significado da expressão que nomeia o período inicial da história humana, a Pré-História não se trata de um período anterior à História. Este termo foi cunhado por historiadores do século XIX, que acreditavam ser impossível julgar o passado por documentos que não fossem escritos. Mas para o estudo da Pré-história, não há apenas as fontes escritas. Este período conta com um riquíssimo aparato documental que relata as descobertas e costumes do homem. Além disso, nos traz à tona uma série de questões de interesse atual, como a que se refere à relação do homem com a natureza. A Pré-história trata-se de um período que vai da origem do homem até a invenção da escrita, por volta de 4000 a.C. Nesse sentido, este período poderia ser chamado não de pré-história, mas de pré-escrita, ou seja, trata-se da “história da humanidade ocorrida antes da invenção da escrita”.
  3. 3. Os europeus, no século XIX, criaram as oposições binárias como ágrafos X letrados; bárbaros X civilizados; atrasados X desenvolvidos etc. Estes binários estiveram ligadas à ideia simplista da Pré-história, as quais, frequentemente, não consideraram, nem valorizaram, a diversidade das expressões culturais. Por essa visão, os europeus são considerados os “civilizados”, enquanto os demais (o outro) são os bárbaros, não-letrados etc. Usando estes conceitos, os europeus, no inicio do século vinte, impuseram o chamado imperialismo, e dominaram outros países dizendo que eram uma raça superior e que em missão civilizatória, iriam levar aos atrasados sua cultura, sua religião, sua cor, seu sistema econômico etc, considerados superiores…
  4. 4. Costuma-se, também, relacionar a existência de seres humanos junto com animais pré-históricos. Isto de fato aconteceu? Na verdade, essa associação que muitas vezes vemos em desenhos animados e filmes, por exemplo, não apresenta nenhum respaldo científico. Pessoas humanas, dinossauros e congêneres não coabitaram simultaneamente os mesmos espaços, existindo entre eles uma diferença de dezenas de milhões de anos.
  5. 5. A origem da humanidade é objeto de estudos de duas teorias principais: evolucionismo e criacionismo. A teoria evolucionista – de Charles Darwin – afirma que a Terra surgiu por volta de 4,5 bilhões de anos atrás, como resultado de uma grande explosão cósmica. E há 3,5 bilhões de anos desenvolveram-se em nosso planeta, condições para o surgimento das primeiras formas de vida. Nossos primeiros ancestrais conhecidos surgiram há 4,2 milhões de anos, como resultado de uma evolução biológica de um tronco antigo de primatas:
  6. 6.  - Os Australopithecus (macaco do sul) – primata encontrado em 1924, na África do Sul, tinham feições diferentes de nós seres humanos modernos: eram baixos, peludos e encurvados.  - O Homo sapiens – também chamado “Cro-Magnon” (encontrado em 1868, na França), espécie da qual fazemos parte, surgiu por volta 100 mil anos atrás, e com grande capacidade de adaptação ao meio ambiente. Grupos do Homo sapiens moderno ocuparam todos os continentes, chegando à América e à Oceania.
  7. 7. A teoria criacionista é a teoria que defende que o Universo e o homem foram criados por Deus, como relata o Gênesis, primeiro livro da Bíblia. O homem já foi criado “completo” dotado de razão, como o é hoje, sem passar pelo processo evolutivo.
  8. 8. Os historiadores costumam dividir a Pré–história em três grandes fases ou idades:  Paleolítico, ou Idade da Pedra Lascada;  Neolítico, ou Idade da Pedra Polida;  Idade dos Metais ou Metalurgia;
  9. 9. – periodo que foi do surgimento da humanidade até cerca de 18 mil anos atrás; – neste periodo, o homem vivia da caça, pesca e coleta, ou seja, era um extrativista e predador; – viva em grupos e refugiavam-se em cavernas; – há domínio do fogo: este foi maior avanço técnico deste período, fundamental para a sobrevivência humana; – surgem as primeiras manifestações artísticas: adornos para o corpo, estatuetas femininas, pinturas de animais nas paredes das cavernas (pintura rupestre), apresentando cenas de caça; – o homem paleolítico crê na existência da vida após a morte. Pinturas rupestres, fonte de informação sobre este período.
  10. 10. – periodo que foi de aproximadamente 18 mil anos atrás até 5 mil antes de Cristo; – há desenvolvimento de melhores técnicas (armas e instrumentos) agrícolas (como o arado de tração animal, por exemplo) e de caça, que possibilitam ao homem deste período, maior domínio sobre a natureza; – surgimento da agricultura, domesticação e criação de animais;
  11. 11. A prática da caça e da coleta se tornaram opções cada vez mais difíceis. A agricultura e o consequente processo de sedentarização do homem se estabeleceram gradualmente. Além disso, a domesticação animal se tornou uma prática usual entre os grupos humanos que se formavam nesse período. A estabilidade obtida por essas novas técnicas de domínio da natureza e dos animais também possibilitou a formação de grandes aglomerados populacionais.
  12. 12. O nomadismo consiste em uma prática onde um homem ou grupos humanos vagueiam por diferentes territórios. Nesse processo de locomoção pelo espaço, essas comunidades utilizam-se dos recursos oferecidos pela natureza até esses se esgotarem. Com o fim desses recursos, esses grupos se deslocam até encontrarem outra região que ofereça as condições necessárias para a sobrevivência. Durante o Paleolítico e parte do Neolítico, o nomadismo foi uma prática comum entre os primeiros grupos humanos. Com as mudanças climáticas e o desenvolvimento das primeiras técnicas agrícolas, o nomadismo cedeu espaço para o aparecimento de comunidades sedentárias originárias das primeiras civilizações da Antiguidade. Sedentarismo é um termo aplicado à transição cultural da colonização nômade à permanente. Na transição para o sedentarismo, as populações seminômades passaram a desenvolver acampamentos fixos. Com isso, o sedentarismo se tornou possível com novas técnicas agrícolas e pecuárias. O desenvolvimento do sedentarismo aumentou a agregação populacional e levou à formação de vilas, cidades e outras formas de comunidades, próprias já da Idade dos Metais.
  13. 13. Réplica de habitações típicas do final do Neolítico.
  14. 14. Outros avanços do período Neolítico: - arado de tração animal; divisão de tarefas, invenção da roda; - formação de comunidades (clãs e tribos): construção de habitações è de nômade a sedentário; - surgem foices, lâminas cortantes, enxadas, machados e centenas de utensílios agrícolas; - uso do barro para fazer potes e jarros de cerâmica; - fazem-se jangadas, canoas e barcos è começam a navegar - melhoria dos trajes; roupas de fibras vegetais (linho e lã) è teares manuais; - religiosidade: os homens são politeístas, isto é, adoram vários deuses como a natureza, o raio, o trovão, os astros etc; - surgem os monumentos megalíticos (menires e dolmens), que eram grandes pedras fincadas no chão sustentando outras pedras gigantescas è início das gigantescas construções que vão surgir com as civilizações seguintes.
  15. 15. - de aproximadamente 5.000 até 4.000 a.C.; - descoberta do uso de minérios como cobre, bronze e ferro; - surgem os primeiros centros urbanos com vários melhoramentos, isto é, as primeiras cidades-estados; - surgem pequenos reinos è com poder centralizado è domínio de uns sobre os outros => guerras è primeiros impérios e presença de escravos; - as civilizações procuram desenvolver-se perto dos grandes rios e vales; - impulso na agricultura, no comércio, na navegação (barcos a vela); - surge a escrita (na Mesopotâmia e Egito, p.ex.) por volta de 4.000 a.C. => passagem da Pré-História para a História.
  16. 16. Fornalha Pré-Histórica encontrada no Parque Kruger, África.
  17. 17. “No século XIX, os estudiosos europeus acreditavam que a humanidade evolui em estágios sucessórios, iguais e obrigatórios a todas as sociedades, em seu caminho rumo à civilização. Essa convicção levou a considerar o outro, sobretudo o não-europeu, como bárbaro, atrasado, sem cultura e não-desenvolvido. Os principais desdobramentos desse pensamento, ao longo do século XIX, levaram à desconsideração e ao desrespeito de toda cultura que não a européia, e deram margem para o desenvolvimento das empresas colonizadoras, que procuravam justificar seus objetivos, basicamente econômicos, afirmando que suas ações “civilizaram” e levaram o progresso aos povos que ainda se encontraram nos primórdios da evolução humana. A escrita estabeleceria, tanto no século XIX como para muitos ainda hoje, um domínio sem o qual não existiria cultura.”
  18. 18. - Apostila do Professor Alcides. - Bassil Escola: http://www.brasilescola.com. Acesso em29/01/2013 - Caderno do aluno e do professor. História, Ensino Médio – 1ª série, Vol. 1. SEE-SP, 2009. - www.wikipedia.org. Acesso em 28/01/2013. http://alcidesbarbosadeamorim.com.br/?p=573 PROF NEMEIS prof.nemeis@terra.com.br

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