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Entrevista com o    Dr. Jorge Carvajal,   médico cirurgião daUniversidade de Andaluzia,  Espanha, pioneiro da Medicina Bio...
Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?         A alma não pode adoecer, porque éo que há de perfeito em ti, a alma evolu...
A Saúde e as EmoçõesHá emoções prejudiciais à saúde?Quais são as que mais nos prejudicam?    70 por cento das enfermidades...
Então nos fazemos de fortes e descuidamos denossa saúde?    De heróis os cemitérios estão cheios. Tens quecuidar de ti. Te...
Então a alegria, ao contrário, nos ajuda apermanecer saudáveis?    A alegria é a mais bela das emoções, porque é aemoção d...
E a tristeza?    A tristeza é um sentimento que pode televar à depressão quando te deixasenvolver por ela e não a expressa...
Convém aceitarmos essas emoções queconsideramos negativas como parte denós mesmos?     Como parte para transformá-las, ou ...
Como prevenir a enfermidade?       Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, secriarmos saúd...
Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessaangústia?      Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ...
O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor comnós mesmos?      A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravi...
É importante viver no presente? Como conseguir?      Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida àsexpectativas do f...
Terceiro: ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo. E doque realmente necessitamos para viver? Será ...
Pode nos dar algum conselho para alcançarmos oamor verdadeiro?      Somente a verdade. Confia na verdade; não tens queser ...
Prof. Dr. Maurício Paes LandimProfessor Adjunto de Cardiologia UFPI/UESPIMestre em MedicinaDoutor em Cardiologia
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Saude integral aula 4

  1. 1. Grupo Espírita Abrigo da Esperança GEAE CURSO SAÚDE INTEGRAL 2012 André Campos
  2. 2. Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião daUniversidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética.
  3. 3. Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma? A alma não pode adoecer, porque éo que há de perfeito em ti, a alma evolui,aprende. Na realidade, boa parte dasenfermidades são exatamente o contrário:são a resistência do corpo emocional emental à alma. Quando nossa personalidaderesiste aos desígnios da alma, adoecemos.
  4. 4. A Saúde e as EmoçõesHá emoções prejudiciais à saúde?Quais são as que mais nos prejudicam? 70 por cento das enfermidades do ser humanovêm do campo da consciência emocional. Asdoenças muitas vezes procedem de emoções nãoprocessadas, não expressadas, reprimidas. O medo,que é a ausência de amor, é a grande enfermidade,o denominador comum de boa parte dasenfermidades que temos hoje. Quando o temor secongela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, osossos, a energia vital, e pode converter-se empânico.
  5. 5. Então nos fazemos de fortes e descuidamos denossa saúde? De heróis os cemitérios estão cheios. Tens quecuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens quereconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois,se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.Como é que a raiva nos afeta? A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva,porque te leva à auto-afirmação, à busca do teu território,a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando araiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento,ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, osistema imunológico.
  6. 6. Então a alegria, ao contrário, nos ajuda apermanecer saudáveis? A alegria é a mais bela das emoções, porque é aemoção da inocência, do coração e é a mais curativa detodas, porque não é contrária a nenhuma outra. Umpouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. Aalegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e anão lhe darmos tanta importância.A alegria acalma os ânimos? Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções,porque nos permite processá-las a partir da inocência. Aalegria põe as outras emoções em contato com ocoração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-aspara que cheguem ao mundo da mente.
  7. 7. E a tristeza? A tristeza é um sentimento que pode televar à depressão quando te deixasenvolver por ela e não a expressas, porémela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigomesmo e a restaurares o controle interno.Todas as emoções negativas têm seupróprio aspecto positivo. Tornamo-las negativas quando asreprimimos.
  8. 8. Convém aceitarmos essas emoções queconsideramos negativas como parte denós mesmos? Como parte para transformá-las, ou seja,quando se aceitam, fluem, e já não se estancam epodem se transmutar. Temos de as canalizar paraque cheguem à cabeça a partir do coração. Quedifícil! Sim, é muito difícil. Realmente as emoçõesbásica são o amor e o medo (que é ausência deamor), de modo que tudo que existe é amor, porexcesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo.Porque também existe o amor que se aferra, oamor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.
  9. 9. Como prevenir a enfermidade? Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, secriarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremossaúde.E se aparecer a doença? Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti tambémadoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vidadesregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar issopara aqueles que crêem que adoecer é fracassar. O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz,tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida... Cada vez mais aspessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes setorna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial quesurge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nosacontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temosa solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossaprópria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas eposses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazioaumenta.
  10. 10. Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessaangústia? Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate oucom mais calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa aangústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e tereconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos oque queremos ser, muito menos o que somos, de modo queficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress vem dacompetitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor,quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. Erealmente só podes competir quando decides ser um competidorde ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autênticoe não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica osistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha,porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poderaproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nívelde consciência.
  11. 11. O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor comnós mesmos? A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender umaponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minharecomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutosantes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não otempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estásrejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar,porque na pausa habita o potencial da alma.O que é para você a felicidade? É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui parasermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, éintegridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos serfelizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamosem nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível quetranscende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temosum sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos avida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz ea salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.
  12. 12. É importante viver no presente? Como conseguir? Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida àsexpectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não noter, ou a algo ou alguém fora. Eu digo que a felicidade tem aver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmosa realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo daconfusão.Na sua opinião, estamos tão confusos assim?Temos três ilusões enormes que nos confundem:Primeiro: cremos que somos um corpo e não uma alma,quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com amorte.Segundo: cremos que o sentido da vida é o prazer, porémcom mais prazer não há mais felicidade, senão maisdependência... Prazer e felicidade não são o mesmo. Há quese consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
  13. 13. Terceiro: ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo. E doque realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso? O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma forçarenovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo,como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há transferência, nãohá medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives oamor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora,pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amornão é fraco. Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos nãonos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos poramor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. Oque habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende dacocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É umamuleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo elibertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é aliberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados aum amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, equando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queimao dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possaservir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa,produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor .
  14. 14. Pode nos dar algum conselho para alcançarmos oamor verdadeiro? Somente a verdade. Confia na verdade; não tens queser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que sernem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado,que é o direito de errar; tens outro, que é o direito deperdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincerocontigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não tequeres, não vais encontrar ninguém que possa te querer.Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Senão, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indignode ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximocomo a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus,nem a teu filho, porque estás apenas te apegando, estáscondicionando o outro. Aceita-te como és; não podemostransformar o que não aceitamos, e a vida é uma correntepermanente de transformações.
  15. 15. Prof. Dr. Maurício Paes LandimProfessor Adjunto de Cardiologia UFPI/UESPIMestre em MedicinaDoutor em Cardiologia

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