Otesouro

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Otesouro

  1. 1. Testa os teus conhecimentos sobre o conto "O Tesouro", de Eça de Queirós, nesta ficha de leitura! Seleciona a opção correta para cada ítem. 1. "O Tesouro" é um conto da autoria de a) Eça de Queirós. b) Vergílio Ferreira. c) Miguel Torga. d) Fernando Pessoa. 2. Os três irmãos, Rui, Guanes e Rostabal, viviam nos paços de a) Roquelanes. b) Retortilho. c) Medranhos. d) Valência. 3. Os três irmãos viviam no reino a) de Leão e Castela. b) das Astúrias. c) da Galicia. d) da Andaluzia. 4. A casa onde eles viviam a) era grande e arranjada. b) não tinha telhas nem janelas. c) era o maior casarão das redondezas. d) ardera num incêndio por causa de um descuido de Guanes. 5. Os três irmãos encontraram um velho cofre de ferro quando a) decidiram viajar até Retortilho. b) foram à procura dos primos. c) andavam à caça. d) o prefeito da aldeia vizinha os chamou. 6. A estação do ano era a a) primavera. b) verão. c) outono. d) inverno. 7. Quando encontraram o tesouro, os três irmãos ficaram a) brancos como cera. b) vermelhos de felicidade. c) roxos de ganância. d) verdes de inveja. 8. Dos três irmãos o mais alto era a) Rui. b) Guanes. c) Rostabal. d) Felipe. 9. Os irmãos tinham características comuns, pois todos eram a) bondosos e pobres.
  2. 2. b) maliciosos e inteligentes. c) corajosos e azarados. d) cruéis e ambiciosos. 10.A acção desenrola-se ao longo a) um dia. b) dois dias e meio. c) três dias. d) uma semana. 11. Quando encontraram o tesouro, os irmãos repararam que ele tinha a) uma imagem em marfim e prata. b) uma fechadura em ouro. c) um aspeto muito reluzente. d) três fechaduras. 12. Como estavam cheios de fome, decidiram que um deles iria comprar comida e bebida a Retortilho. Quem foi o escolhido e porquê? a) Rui, porque era o mais velho. b) Guanes, porque era o mais leve. c) Felipe, por ser o mais rápido. d) Rostabal, que era o mais alto. 13. Os dois irmãos que ficaram a guardar o tesouro lamentaram-se por a) estarem cheios de fome e o irmão ir comer primeiro. b) o tesouro não ser lá muito grande. c) o outro irmão não ter ficado em casa. d) não saberem onde guardar os dobrões de ouro. 14. Para convencer Rostabal a matar Guanes, Rui disse-lhe que a) o irmão tinha muito dinheiro escondido, mas que era egoísta e não dividia com eles. b) o irmão estava muito doente e iria morrer em breve. c) o tesouro era deles por direito. d) Guanes roubou umas moedas do cofre quando Rostabal estava distraído. 15. Rostabal matou Guanes a) com uma pedra. b) com veneno. c) a golpes de espada. d) com uma armadilha para animais. 16. Rui matou Rostabal quando este a) estava a dormir. b) tinha acabado de matar Guanes. c) estava distraído a comer faisão. d) estava a lavar-se do sangue de Guanes. 17. Rui pensou que quando lhe perguntassem pelos dois irmãos iria dizer que estes morreram a) de tuberculose. b) a lutar contra os mouros. c) durante um assalto. d) num acidente com as éguas. 18.Rui acabou por morrer a) envenenado com o vinho. b) atacado por um urso. c) afogado.
  3. 3. d) quando caiu a um buraco. 19. A moralidade deste conto pode resumir-se no seguinte provérbio: a) Grão a grão enche a galinha o papo. b) Nem tudo o que reluz é ouro. c) Cão que ladra não morde. d) Quem com ferros mata com ferros morre. 20. Ou, então, a moralidade deste conto também podia ser o seguinte provérbio: a) Filho de peixe sabe nadar. b) Quem espera sempre alcança. c) Quem tudo quer tudo perde. d) Fia-te na virgem e não corras! Correção 1-a 2-c 3-b 4-b 5-c 6-a 7-a 8-c 9-d 10-a
  4. 4. 11-d 12-b 13-c 14-b 15-c 16-d 17-b 18-a 19-d 20-c I- Ler e interpretar Recorda o CONTO analisado nas aulas - “O Tesouro” de Eça de Queirós - lê os seguintes excertos e responde cuidadosamente às perguntas: Os três irmãos de Medranhos, Rui, Guanes e Rostabal, eram então, em todo o reino das Astúrias, os fidalgos mais famintos e mais remendados. Nos Paços de Medranhos, a que o vento da serra levara vidraça e telha, passavam eles as tardes desse Inverno, engelhados nos seus pelotes de camelão, batendo as solas
  5. 5. rotas sobre as lajes da cozinha, diante da vasta lareira negra, onde desde muito não estalava lume, nem fervia a panela de ferro. Ao escurecer devoravam uma côdea de pão negro, esfregada com alho. Depois, sem candeia, através do pátio, fendendo a neve, iam dormir à estrebaria, para aproveitar o calor das três éguas lazarentas que, esfaimadas como eles, roíam as traves da manjedoura. E a miséria tornara estes senhores mais bravios do que lobos. Ora, na Primavera, por uma silenciosa manhã de domingo, andando todos os três na mata de Roquelanes a espiar pegadas de caça e a apanhar tortulhos entre os robles, enquanto as três éguas pastavam a relva nova de Abril, os irmãos de Medranhos encontraram, por trás de uma moita de espinheiros, numa cova de rocha, um velho cofre de ferro. Como se o resguardasse uma torre segura, conservava as suas três chaves nas suas três fechaduras. Sobre a tampa, mal decifrável através da ferrugem, corria um dístico em letras árabes. E dentro, até às bordas, estava cheio de dobrões de ouro! (...) Prova de avaliação Língua Portuguesa José Manuel Martins Cobrado 2 Então, Rui, que era gordo e ruivo, e o mais avisado, ergueu os braços, como um árbitro, e começou por decidir que o tesouro, ou viesse de Deus ou do Demónio, pertencia aos três, e entre eles se repartiria, rigidamente, pesando-se o ouro em balanças. Mas como poderiam carregar para Medranhos, para os cimos da serra, aquele cofre tão cheio? Nem convinha que saíssem da mata com o seu bem, antes de cerrar a escuridão. Por isso ele entendia que o mano Guanes, como mais leve, devia trotar para a vila vizinha de Retortilho, levando já ouro na bolsilha, a comprar três alforges de couro, três maquias de cevada, três empadões de carne e três botelhas de vinho. (...) - Bem tramado! – gritou Rostabal, homem mais alto que um pinheiro, de longa guedelha e com uma barba que lhe caía desde os olhos raiados de sangue até à fivela do cinturão. (...) Rostabal rompeu de entre a sarça por uma brecha, atirou o braço, a longa espada – e toda a lâmina se embebeu molemente na ilharga de Guanes, quando, ao rumor, bruscamente, ele se virava na sela. “O Tesouro” de Eça de Queirós (adaptação) 1. Localiza o (s) excerto (s) no contexto geral da obra a que pertence (m). 2. Identifica a (s) personagem (ens) principal (ais) e caracteriza-a (s). 2.1. Que processo (s) utiliza o narrador para essa caracterização? 3. Localiza a acção no (s) espaço (s) e explicita a tua afirmação com exemplos do texto. 4. Transcreve a frase que permite estabelecer uma relação entre as condições em que viviam os três irmãos e a sua maneira de ser. 5- Deves ter reparado que aparecem vários indícios do que virá a passar-se mais tarde. 5.1. Faz o levantamento daquele que indicam o carácter violento das personagens (repara, por exemplo, na escolha de alguns advérbios). 6.”No terror e esplendor da emoção, os três senhores ficaram mais lívidos do que círios.” 6.1. Identifica o recurso expressivo e explica o sentido da frase. 6.2. Transcreve do texto outro recurso expressivo semelhante. 7. “Ora” inicia o 3º parágrafo, introduzindo uma mudança na acção. 7.1. Que mudança foi essa? 8. Tal como nos contos tradicionais, “O tesouro” encerra uma intenção moralizante. 8.1. Escolhe um provérbio que a explicite e justifica a tua escolha. O TESOURO Eça de Queirós I
  6. 6. Os três irmãos de Medranhos, Rui, Guanes e Rostabal, eram então, em todo o Reino das Astúrias, os fidalgos mais famintos e os mais remendados. Nos Paços de Medranhos, a que o vento da serra levara vidraça e telha, passavam eles as tardes desse Inverno, engelhados nos seus pelotes de camelão, batendo as solas rotas sobre as lajes da cozinha, diante da vasta lareira negra, onde desde muito não estalava lume, nem fervia a panela de ferro. Ao escurecer devoravam uma côdea de pão negro, esfregada com alho. Depois, sem candeia, através do pátio, fendendo a neve, iam dormir á estrebaria, para aproveitar o calor das três éguas lazarentas que, esfaimadas como eles, roíam as traves da manjedoura. E a miséria tornara estes senhores mais bravios que lobos. Ora, na Primavera, por uma silenciosa manhã de domingo, andando todos três na mata de Roquelanes a espiar pegadas de caça e a apanhar tortulhos entre os robles, enquanto as três éguas pastavam a relva nova de Abril – os irmãos de Medranhos encontraram, por trás de uma moita de espinheiros, numa cova de rocha, um velho cofre de ferio. Como se o resguardasse uma torre segura, conservava as suas três chaves nas suas três fechaduras. Sobre a tampa, mal decifrável através da ferrugem, corria um dístico em letras árabes. E dentro, até às bordas, estava cheio de dobrões de ouro! No terror e esplendor da emoção, os três senhores ficaram mais lívidos do que círios. Depois, mergulhando furiosamente as mãos no ouro, estalaram a rir, num riso de tão larga rajada que as folhas tenras dos olmos, em roda, tremiam... E de novo recuaram, bruscamente se encararam, com os olhos a flamejar, numa desconfiança tão desabrida que Guanes e Rostabal apalpavam nos cintos as cabos das grandes facas. Então Rui, que era gordo e ruivo, e o mais avisado, ergueu os braços, como um árbitro, e começou por decidir que o tesouro, ou viesse de Deus ou do Demônio, pertencia aos três, e entre eles se repartiria, rigidamente, pesando-se o ouro em balanças. Mas como poderiam carregar para Medranhos, para os cimos da serra, aquele cofre tão cheio? Nem convinha que saíssem da mata com o seu bem, antes de cerrar a escuridão. Por isso ele entendia que o mano Guanes, como mais leve, devia trotar para a vila vizinha de Retortilho, levando já ouro na bolsilha, a comprar três alforjes de couro, três maquias de cevada, três empadões de carne e três botelhas de vinho. Vinho e carne eram para eles, que não comiam desde a véspera: a cevada era para as éguas. E assim refeitos, senhores e cavalgaduras, ensacariam o ouro nos alforjes e subiriam para Medranhos, sob a segurança da noite sem lua. – Bem tramado! – gritou Rostabal, homem mais alto que um pinheiro, de longa guedelha, e com uma barba que lhe caía desde os olhos raiados de sangue até á fivela do cinturão. 1. O texto corresponde ao início do conto " O Tesouro" de Eça de Queiroz. 1.1. Explica como isso se torna evidente pela leitura do excerto. 1.2. Procura no texto a expressão que permite inserir o conto no tempo histórico da Reconquista Cristã. 2. Os dois primeiros parágrafos do texto são predominantemente descritivos. 2.1. Das opções que se seguem escolhe a(s) que lhe conferem essa particularidade. a) O predomínio dos verbos de acção conjugados no pretérito perfeito. b) O rápido avanço da acção. c) A referencia a um tempo passado. d) O predomínio dos verbos de estado flexionados no pretérito imperfeito e da adjectivação. 2.2. Coloca, pela respectiva ordem, os aspectos descritivos que concorrem para um espaço social miserável e decadente. - degradação do espaço físico. - A inércia e a inactividade das personagens. - A extrema pobreza das personagens. 3.O inicio do texto contém uma descrição colectiva dos irmãos.
  7. 7. 3.1. Procura no texto a descrição individual de Rui e transcreve-a. 3.2. Concluis então tratar-se de: a) uma descrição física e psicológica. b) uma descrição psicológica. c) Uma descrição física. 4. A narração propriamente dita vai ter início no terceiro parágrafo do texto. 4.1. Aponta as coordenadas espaço-temporais que a envolvem. 4.2. Refere o acontecimento que vai originar uma alteração súbita na vida das personagens anteriormente descrita.

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