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Introdução   <ul><li>A atenção do professor nesta área não deverá apenas centrar-se só em actividades práticas, ele deverá...
Introdução   <ul><li>Para ajudar as crianças multideficientes o professor deverá intervir de modo a promover o funcionamen...
ENQUADRAMENTO TEÓRICO
MULTIDEFICIÊNCIA
Definição <ul><li>Uma criança com multideficiência apresenta necessidades educativas especiais de carácter prolongado com ...
Definição <ul><li>“ É mais do que a mera combinação ou associação de deficiências, constituindo um grupo muito heterogéneo...
Causas <ul><li>A existência de lesões orgânicas graves reflecte-se ao nível do funcionamento do sistema nervoso central, m...
Causas <ul><li>A multideficiência sendo um factor que impossibilita o indivíduo de interagir com o meio, consequentemente,...
Pode levar a uma variedade de problemas, com uma falta de tensão e a Hiperactividade; causa Epilepsia, Deficiência Mental ...
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Características  <ul><li>Estas limitações podem ser: </li></ul><ul><li>ao nível das articulações e da estrutura óssea; </l...
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Comunicação expressiva  <ul><li>É um processo de comunicação da criança multideficiente com o mundo que a rodeia, é a form...
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Comunicação expressiva  <ul><li>Existem vários tipos de comunicação expressiva: </li></ul><ul><li>Por conhecimento; </li><...
O PAPEL DO PROFESSOR NO DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO
O papel do professor  <ul><li>A comunicação tem uma forte componente social, por isso, o professor deve: </li></ul><ul><li...
Estratégias de estimulação <ul><li>A equipa que intervêm com a criança pode ser diversificada, nomeadamente técnicos, pess...
RECOMENDAÇÕES PARA AJUDAR A ESTABELECER  A COMUNICAÇÃO
Recomendações  <ul><li>Criar actividades diversificadas que propiciem a informação e originem a necessidade de comunicar; ...
Recomendações  <ul><li>Organizar um calendário do tempo onde se indiquem as acções diárias e a sua sequencia; </li></ul><u...
Recomendações  <ul><li>Responder ao aluno de acordo com a situação, uma vez que determinados gestos são repetidos, mas dep...
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Considerações finais <ul><li>Fundamental adaptar estas estratégias às formas de comunicação usadas pela criança, na medida...
Considerações finais <ul><li>Recorrer às pistas dadas pela criança, aos sinais que a criança usa para interagir, aos compo...
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    1. 1. CECOM – Centro de Estudos e de Competências Mundiais apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional Centro de Recursos e de Formação http://cerfapie.blogs.sapo.pt/ Acção de Sensibilização/Formação Outubro e Novembro de 2006 Multideficiência no Contexto Educativo Comunicação Alternativa para o Multideficiente
    2. 2. Introdução <ul><li>A atenção do professor nesta área não deverá apenas centrar-se só em actividades práticas, ele deverá, acima de tudo, trabalhar de forma a incluir as crianças multideficientes nos contextos escolares, sensibilizando os demais para a sua presença e promovendo a adaptação da criança ao contexto. </li></ul>
    3. 3. Introdução <ul><li>Para ajudar as crianças multideficientes o professor deverá intervir de modo a promover o funcionamento destas crianças nas áreas consideradas mais relevantes; </li></ul><ul><li>Destas áreas salientamos a comunicação; </li></ul><ul><li>Dentro desta área apresentamos algumas estratégias com a intenção de contribuir para o melhoramento das práticas. </li></ul>
    4. 4. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
    5. 5. MULTIDEFICIÊNCIA
    6. 6. Definição <ul><li>Uma criança com multideficiência apresenta necessidades educativas especiais de carácter prolongado com acentuadas limitações no funcionamento cognitivo, associados a limitações noutros domínios, nomeadamente no domínio motor e/ou sensorial (visual e auditivo) com reflexos no desenvolvimento e aprendizagem requerendo apoio permanente. </li></ul>
    7. 7. Definição <ul><li>“ É mais do que a mera combinação ou associação de deficiências, constituindo um grupo muito heterogéneo entre si, apesar de apresentarem características específicas/particulares”. </li></ul>Nunes (2001: 16)
    8. 8. Causas <ul><li>A existência de lesões orgânicas graves reflecte-se ao nível do funcionamento do sistema nervoso central, mas também afecta outros órgãos, tais como os dos sentidos, os membros, a fala, a saúde em geral, levando a problemas tão diversificados como a epilepsia, dificuldades de alimentação, controlo dos esfíncteres, entre outros. </li></ul>
    9. 9. Causas <ul><li>A multideficiência sendo um factor que impossibilita o indivíduo de interagir com o meio, consequentemente, reduz as possibilidades de maturação espontânea e/ou de apropriação, ou seja, afecta todo o processo de aprendizagem e desenvolvimento através de uma interacção com a realidade quer física, quer social. </li></ul>
    10. 10. Pode levar a uma variedade de problemas, com uma falta de tensão e a Hiperactividade; causa Epilepsia, Deficiência Mental e problemas de comportamento. Doenças infecciosas (sarampo, coqueluche, entre outras) podem levar à inflamação das células do cérebro e à sua destruição. Encefalite e meningite Pós-natal Criança com Paralisia Cerebral que pode ou não ter Deficiência Mental e outras anomalias que afectam a visão e a audição. A falta prolongada de oxigénio pode causar destruição irreversível de células cerebrais. Anoxia Natal Uma criança acentuadamente deformada com anomalias sérias no coração, olhos, ouvidos, membros superiores e inferiores e outros. Medicamento usado como sedativo para a mãe que pode prejudicar o desenvolvimento normal do embrião. Medicamentos como talidomida Pré-natal Danos no desenvolvimento fetal; Resulta em deficiência grave em outras complicações; pode ser revertido parcialmente quando diagnosticado cedo e administrando-se um dieta especial. Incapacidade de efectuar processos químicos e metabólicos; Erros congénitos do metabolismo como a fenilcetonúria Certos reagrupamentos dos cromos-somas podem levar à Síndrome de Down e à Deficiência Mental Mudanças sérias no embrião e no feto, muitas vezes fatais. Translocação de pares de cromossomas no nascimento Concepção Resultado típico Forma como actua Agentes afectam Ocorrência
    11. 11. Características <ul><li>Uma criança multideficiente apresenta um quadro complexo específico e bastante individualizado resultante de alterações nas funções motoras devido a limitações do sistema ósseo-articular, muscular e/ou nervoso, que limita, de modo variado, as actividades e interacções da criança. </li></ul>
    12. 12. Características <ul><li>Estas limitações podem ser: </li></ul><ul><li>ao nível das articulações e da estrutura óssea; </li></ul><ul><li>ao nível muscular; </li></ul><ul><li>ao nível do movimento. </li></ul>
    13. 13. Características <ul><li>No que refere à actividade e participação o multideficiente pode apresentar dificuldades em: </li></ul><ul><li>mudar as posições básicas do corpo; </li></ul><ul><li>manter a posição do corpo; </li></ul><ul><li>proceder a auto-transferências; </li></ul><ul><li>levantar e transpor objectos; </li></ul>
    14. 14. Características <ul><li>levantar e transpor objectos; </li></ul><ul><li>mover objectos com os membros inferiores; </li></ul><ul><li>realizar acções coordenadas de motricidade fina; </li></ul><ul><li>utilizar em acções coordenadas a mão e o braço; </li></ul><ul><li>andar; </li></ul><ul><li>deslocar-se excluindo a marcha. </li></ul>
    15. 15. Características <ul><li>As crianças podem apresentar outras problemáticas relacionadas com o domínio cognitivo, atenção, com as emoções e/ou a comunicação, tanto na vertente receptiva como na expressiva. </li></ul>
    16. 16. Necessidades <ul><li>As necessidades agrupam-se em três blocos: </li></ul><ul><li>necessidades físicas e medicas; </li></ul><ul><li>necessidades educativas; </li></ul><ul><li>necessidades emocionais. </li></ul><ul><li>Orelove e Sobsey (1991) </li></ul><ul><li>Iremos debruçar-nos sobre as necessidades educativas e emocionais, visto serem as que mais interferem com a actividade docente. </li></ul>
    17. 17. Necessidades <ul><li>No que refere às necessidades emocionais reflectem-se em: </li></ul><ul><li>Carência de afecto e atenção; </li></ul><ul><li>Falta de oportunidades para interagir com o contexto à sua volta; </li></ul><ul><li>Dificuldades em desenvolver relações sociais e afectivas quer com os seus pares, quer com os adultos que a rodeiam. </li></ul>
    18. 18. Necessidades <ul><li>Decorre deste tipo de necessidades a aplicação de abordagens e estratégias diferenciadas, devidamente planeadas de forma sistemática no âmbito de um processo de colaboração de tomada de decisões. </li></ul><ul><li>Desta forma privilegia-se o modelo transdisciplinar, onde as tomadas de decisões têm o carácter grupal, o que promove a inclusão. </li></ul>
    19. 19. Comunicação <ul><li>Muitas das crianças com multideficiência não tem capacidade para desenvolver a linguagem abstracta, ou desenvolver a fala como modo de comunicação. </li></ul><ul><li>Para conseguir comunicar com elas adequadamente é preciso encorajá-las a aceder a níveis mais elevados de comunicação. </li></ul>
    20. 20. Comunicação <ul><li>A criança pode apresentar diferentes capacidades para receber e compreender a informação e para expressar as suas ideias desejos e necessidades. </li></ul><ul><li>Aprender a comunicar implica: </li></ul><ul><li>dar atenção aos outros – comunicação receptiva; </li></ul><ul><li>responder-lhes – comunicação expressiva . </li></ul>
    21. 21. Comunicação receptiva <ul><li>É um processo comunicativo que implica a recepção e compreensão da mensagem. </li></ul><ul><li>Nos primeiros dias de vida a criança começa a perceber que a fala, os diferentes tons de voz, os gestos, as expressões faciais e os toques são comportamentos com significado que pretendem transmitir algo, são formas de comunicação. </li></ul>
    22. 22. Comunicação receptiva <ul><li>Para se estabelecer a comunicação com a criança multideficiente é indispensável: </li></ul><ul><li>dar-lhe o máximo de informação possível atendendo às suas capacidades; </li></ul><ul><li>ajudar a compreender aquilo que ouve, vê ou sente. </li></ul><ul><li>dar pistas de modo a transmitir a informação necessária facultando a antevisão dos acontecimentos; </li></ul>
    23. 23. Comunicação receptiva <ul><li>As pistas podem ser: </li></ul><ul><li>De natureza contextual; </li></ul><ul><li>Dos objectos; </li></ul><ul><li>Gestuais; </li></ul><ul><li>Objectos em miniatura; </li></ul><ul><li>Por sinais. </li></ul>
    24. 24. Comunicação expressiva <ul><li>É um processo de comunicação da criança multideficiente com o mundo que a rodeia, é a forma de transmitir os seus sentimentos, desejos e anseios. </li></ul>
    25. 25. Comunicação expressiva <ul><li>Para se poder comunicar com a criança é preciso conhecer as formas de comunicação por ela utilizadas. </li></ul><ul><li>Devemos ter em consideração que neste tipo de situações a criança multideficiente apresenta uma comunicação progressiva, partindo do concreto para o abstracto. </li></ul>
    26. 26. Comunicação expressiva <ul><li>Existem vários tipos de comunicação expressiva: </li></ul><ul><li>Por conhecimento; </li></ul><ul><li>Contingente; </li></ul><ul><li>Instrumental; </li></ul><ul><li>Convencional; </li></ul><ul><li>Simbólica emergente; </li></ul><ul><li>Simbólica. </li></ul>
    27. 27. O PAPEL DO PROFESSOR NO DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO
    28. 28. O papel do professor <ul><li>A comunicação tem uma forte componente social, por isso, o professor deve: </li></ul><ul><li>Construir um forte vinculo afectivo; </li></ul><ul><li>Motivar para a interacção comunicativa; </li></ul><ul><li>Estimular a capacidade comunicativa; </li></ul><ul><li>Usar estratégias facilitadoras do desenvolvimento; </li></ul><ul><li>Propiciar a compreensão. </li></ul>
    29. 29. Estratégias de estimulação <ul><li>A equipa que intervêm com a criança pode ser diversificada, nomeadamente técnicos, pessoal auxiliar, pais, familiares e amigos; </li></ul><ul><li>Deverá trabalhar, toda ela, para um fim comum, para o desenvolvimento harmonioso da criança multidificiente. </li></ul>
    30. 30. RECOMENDAÇÕES PARA AJUDAR A ESTABELECER A COMUNICAÇÃO
    31. 31. Recomendações <ul><li>Criar actividades diversificadas que propiciem a informação e originem a necessidade de comunicar; </li></ul><ul><li>Identificar os parceiros com quem comunica através do nome, dum gesto ou de um objecto de referência; </li></ul><ul><li>Estruturar as acções no tempo de forma sistemática; </li></ul><ul><li>Responder de formas positiva a todas as formas e tentativas de comunicação; </li></ul>
    32. 32. Recomendações <ul><li>Organizar um calendário do tempo onde se indiquem as acções diárias e a sua sequencia; </li></ul><ul><li>Ter formas de comunicação variadas de acordo com as capacidades do aluno e de forma a que todos os presentes entendam; </li></ul><ul><li>Dar tempo para que a criança responda às iniciativa propostas; </li></ul>
    33. 33. Recomendações <ul><li>Responder ao aluno de acordo com a situação, uma vez que determinados gestos são repetidos, mas dependendo da hora, da situação, do contexto, nem sempre querem dizer o mesmo; </li></ul><ul><li>Diversificar os contextos e parceiros de comunicação; </li></ul><ul><li>Levar o aluno a pedir materiais em função das actividades propostas; </li></ul>
    34. 34. Recomendações <ul><li>Dar informação verbal acerca da actividade que a criança realiza, utilizando sempre a fala em conjugação com outras formas de comunicação; </li></ul><ul><li>Mediar a quantidade de informação e a forma como é transmitida à criança, uma vez que muita informação e mal estruturada pode ser motivo de confusão e mesmo de desmotivação para a criança. </li></ul>
    35. 35. Considerações finais <ul><li>Fundamental adaptar estas estratégias às formas de comunicação usadas pela criança, na medida em que, de nada vale usar comunicações muito elaboradas se as crianças se encontrarem em níveis de comunicação inferiores. </li></ul>
    36. 36. Considerações finais <ul><li>Recorrer às pistas dadas pela criança, aos sinais que a criança usa para interagir, aos comportamentos por ela utilizados, para perceber o seu nível de desenvolvimento cognitivo e a sua capacidade comunicativa e deste modo dar início à comunicação entre ambos. </li></ul>
    37. 37. <ul><li>FIM </li></ul>
    38. 38. ORGANIZAÇÃO apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional http://edif.blogs.sapo.pt/ Centro de Recursos e Formação da apie http://cerfapie.blogs.sapo.pt/ APOIO CECOM – Centro de Estudos e de Competências Mundiais

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