Análise da escrita alfabética

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Análise da escrita alfabética

  1. 1. ANÁLISE DA ESCRITA INFANTIL COM BASE NA PSICOGÊNESE Orientadora de estudo: Ananda Lima
  2. 2. Sistema de Escrita Alfabética: sistema notacional ou código?
  3. 3. INICIANDO A CONVERSA... Dispomos, atualmente, de uma série de teorias e pesquisas demonstrando que o alfabeto é um sistema notacional, com propriedades que o aprendiz precisa compreender, reconstruindo-as em sua mente.
  4. 4. Em função de tais evidências precisamos garantir um ensino sistemático através de atividades reflexivas que desafiem o aprendiz a compreender como a escrita alfabética funciona, convenções letra-som. para poder dominar suas
  5. 5.  A criança precisa perceber que a escrita nota os sons da fala e os nomes dos objetos. É assim que o processo da construção do conhecimentos acontece de acordo com a psicogênese.
  6. 6. Escreve-se com letras, que não podem ser inventadas, que têm um repertório finito e que são diferentes de números e de outros símbolos. A ordem das letras no interior da palavra não pode ser mudada. As letras têm formatos fixos e pequenas variações produzem mudanças na identidade das mesmas (p, q, b, d), embora uma letras assuma formatos variados (P, p, P, p).
  7. 7. Uma letra pode se repetir no interior de uma palavra e em diferentes palavras, ao mesmo tempo em que distintas palavras compartilham as mesmas letras. Nem todas as letras podem ocupar certas posições no interior das palavras e nem todas as letras podem vir juntas de quaisquer outras.
  8. 8. As letras notam ou substituem a pauta sonora das palavras que pronunciamos e nunca levam em conta as características físicas ou funcionais dos referentes que substituem. As letras têm valores sonoros fixos, apesar de muitas terem mais de um valor sonoro e certos sons poderem ser notados com mais de uma letra. As letras notam segmentos sonoros menores que as sílabas orais que pronunciamos.
  9. 9. Além de letras, na escrita de palavras, usamse, também, algumas marcas (acentos) que podem modificar a tonicidade ou o som das letras ou sílabas onde aparecem. As sílabas podem variar quanto às combinações entre consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCC, CCVCC...), mas a estrutura predominante no português é a sílaba CV (consoante – vogal), e todas as sílabas do português contêm, ao menos, uma vogal.
  10. 10. Segundo a teoria da Psicogênese, toda criança passa por algumas etapas de desenvolvimento da escrita no seu processo evolutivo. Por isso, a importância dos professores compreenderem cada uma dessas etapas.
  11. 11. UMA BREVE ABORDAGEM SOBRE AS ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA
  12. 12. PERÍODO PRÉ-SILÁBICO  A criança ainda não entende que a escrita registra a sequência de “pedaços sonoros” das palavras;  Num momento inicial, começa a produzir rabiscos, bolinhas e garatujas para distinguir desenho de escrita;  À medida que tem contato com palavras e seu próprio nome, ela começa a usar letras, mas sem estabelecer nenhuma relação;
  13. 13.  Sem que o adulto lhe ensine, a criança cria 2 hipóteses originais: Hipótese de quantidade mínima (escrevendo 2 ou 3 letras para que algo possa ser lido) e Hipótese de variedade (varia a quantidade e a ordem das letra que escreve para apresentar outras palavras);  Apresenta o que alguns estudiosos chamam de realismo nominal: pensando que coisas grandes se escrevem com muitas letras e vice versa.
  14. 14. PERÍODO SILÁBICO  A criança descobre que seus registros no papel tem a ver com o que fala;  Não deixa sobrar letras no que escreve, buscando coincidir as sílabas orais que pronuncia com as letras que colocou no papel;  Sofre uma série de conflitos necessários amadurecimento de sua aprendizagem;  No início, para cada palavra só registra as vogais. Ex.: sopa ela escreve AO.  Começam a perceber que os pedacinhos das palavras podem ter um número variado de letras. para o
  15. 15. PERÍODO SILÁBICO-ALFABÉTICO  A criança começa a perceber que seus registros precisam ser de acordo com os pedaços sonoros das palavras, mas que é preciso “observar os sonzinhos no interior das sílabas”;  Ao notar uma palavra, ora a criança coloca duas ou mais letras para escrever determinada sílaba, ora volta a pensar conforme a hipótese silábica e põe apenas uma letra para uma sílaba inteira;  Alguns estudiosos consideram que tal etapa de transição não constitui em si um novo nível ou nova hipótese, mas uma clara fase “de transição”.
  16. 16. PERÍODO ALFABÉTICO  Nesse período a criança escreve com muitos erros ortográficos, mas já seguindo o princípio de que a escrita nota a pauta sonora das palavras, colocando letras para cada um dos “sonzinhos” que aparecem em cada sílaba;  A criança já acredita que a escrita é a transição exata da fala;  Mas ter alcançado a hipótese alfabética não é sinônimo de estar alfabetizado. É necessário a consolidação da alfabetização no segundo e terceiro ano, para que a criança domine as convenções da nossa língua.
  17. 17. Vídeo: construção da escrita – parte II
  18. 18. Analisando algumas escritas
  19. 19. LEMBRETE IMPORTANTE:  Reconhecer os conhecimentos que os alunos já construíram ou não sobre a escrita alfabética é mais relevante que apenas classificar as escritas infantis em um dos níveis da teoria psicogenética.  No início do ano 3, as crianças podem apresentar notações distintas, apesar de estar na hipótese alfabética.
  20. 20. FERREIRO E TEBEROSKY (1984) APONTAM TRÊS SUBDIVISÕES PARA A HIPÓTESE ALFABÉTICA
  21. 21. • Escritas alfabéticas sem predomínio de valor sonoro convencional: a criança usa, na maioria das vezes, grafemas não pertinentes para representar os fonemas. • Escritas alfabéticas com algumas falhas na utilização do valor sonoro convencional: a criança usa predominantemente grafemas com valor sonoro convencional, ainda que, às vezes, recorra a letras não pertinentes por desconhecimento do grafema convencional que nota determinado fonema. • Escritas alfabéticas com valor sonoro convencional: além de escrever de acordo com as regras do nosso sistema de escrita, ainda que com ortografia não totalmente convencional, a criança aprendeu o valor sonoro convencional da maioria dos grafemas da língua.
  22. 22. Escrita de Ester – Hipótese Alfabética com algumas falhas na utilização do valor sonoro convencional. Ver caderno 3, unid. 3, pág. 22
  23. 23. Escrita de Rita de Paula - Hipótese Alfabética com valor sonoro convencional Ver caderno 3, unid. 3, pág. 23
  24. 24. Escrita de Ana Lúcia - Hipótese Alfabética com valor sonoro convencional Ver caderno 3, unid. 3, pág.23
  25. 25. Turma Cecília Meireles

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