TROVADORISMO1    PROfeSSORA AnA KARInA
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A LITERATURA BRASILEIRA –- INFLUÊNCIA DA LITERATURA   PORTUGUESA:- Nossos escritores eram portugueses;- Ou eram brasileiro...
CRONOLOGIA   Período: séculos XII a XIV   Início: 1189 (ou 1198?)       Cantiga da        Ribeirinha, Paio        Soare...
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CONTEXTO HISTÓRICO Teocentrismo: poder    espiritual  e cultural da    Igreja Cristianismo Cruzadas     rumo       ao  ...
FEUDALISMO             8
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CANCIONEIRO DAAJUDA                 10
POESIAS   Cantigas   Lírico-           amorosas            Cantiga de amor            Cantiga de amigo          Cantig...
CARACTERÍSTICAS DASCANTIGAS Língua galego-português Tradição oral e coletiva Poesia cantada e acompanhada por instrumen...
       Cantiga de        amor        Origem provençal        Eu lírico masculino        Tratamento dado à         mulh...
CANTIGA DE AMORCantiga da Ribeirinha               Cantiga da RibeirinhaNo mundo non me sei parelha,mentre me for’ como me...
CANTIGAS DE AMOR  A dona que eu am’e tenho por senhor     Dama que eu sirvo e que muito  amostráde-mh-a Deus, se vos en pr...
INTERTEXTUALIDADE : ROBERTOCARLOSEu tenho tanto pra te falar,                            mas com palavras não sei dizer   ...
QUEIXA – CAETANO VELOSO        Um amor assim delicado          Você pega e despreza        Não devia ter despertado       ...
CANTIGAS DE AMIGO   Eu lírico feminino; Ambiente popular (campo, vilas, praia etc.); Temaa) separação do namorado, que ...
POESIA TROVADORESCA   Cantiga de amigo   Origem popular   Eu lírico feminino   Tratamento dado ao    namorado: amigo ...
CANTIGAS DE AMIGOOndas do mar de Vigo,       Ondas do mar de Vigo,se vistes meu amigo?        acaso vistes meu amigo? Quei...
TANTA SAUDADE- WANESSACAMARGO   O mundo caiu no instante em que eu me    vi sem você    Eu não me toquei eu só acreditei ...
INTERTEXTUALIDADE: AMOR ILOVE YOU – MARISA MONTE                            22
VALOR DA POESIA     MEDIEVAL• Interesse social e histórico- sentimentos de homens e mulheres;- alguns usos e costumes da é...
POESIA TROVADORESCACANTIGAS SATÍRICAS        Cantiga de escárnio  Crítica indireta  Uso da ironia        Cantiga de Ma...
CANTIGA DE ESCÁRNIOAi dona fea! foste-vos queixar         Ai! dona feia! fostes vos queixarporque vos nunca louv’ em meu t...
UMA ARLINDA MULHERMAMONAS ASSASSINASTe encontrei toda remelenta e estronchadaNum bar entregue às bebidaTe cortei os cabelo...
CANTIGAS DE MALDIZER                                Dom Bernaldo (Bernaldo de Bonaval),                                um ...
GENI E O ZEPELIN – CHICOBUARQUECANTIGA DE MALDIZER   De tudo que é nego torto    Do mangue e do cais do porto    Ela já f...
POESIA TROVADORESCA    Cancioneiro da Ajuda: composto durante o reinado do    rei Afonso III, no século XIII, contendo ap...
PROSA TROVADORESCA   Novelas de cavalaria  Canções       de gesta       Ciclos de novelas  Ciclo Clássico  Ciclo artu...
Ciclos das novelas de cavalaria   Ciclo Clássico (novelas que narram a guerra de Tróia, as aventuras    de Alexandre, o g...
PROSA TROVADORESCA                 32
PROSA TROVADORESCA          Os cavaleiros da          Távola Redonda                        33
CICLO ARTURIANO   Rei    Arthur                      34
CICLO ARTURIANOA demanda doSanto Graal                    35
AS CRUZADAS              36
OS CAMINHOS DAS CRUZADAS                      37
PRINCIPAIS AUTORES Paio Soares de Taveirós Dom Dinis Duarte da Gama Martim Garcia de Guilhade Martim Codax João Zorr...
VESTIMENTA DO HOMEM MEDIEVAL          EUROPEU                               39
O CLERO     •   vestiam túnicas e mantos         enfeitados;     •   alguns tecidos eram         feitos com fios de ouro; ...
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A NOBREZA.    Homem Nobre: Pelote com longas cavas, Touca de pano ou     seda, Manto ou Capa, Saia justa ao corpo.        ...
A NOBREZAMulher Nobre: Touca sobre o lenço passado ou véu passado sobreo queixo. Vestido justo de manga larga             ...
O POVO         • vestia túnicas simples e         blusas.         Camponês: Túnica curta,         camisa comprida até aos ...
OS CAVALEIROS                45
OS TROVADORES                46
COSTUMES DO HOMEM MEDIEVAL         EUROPEU                                      47 Faziam banquetes ao som de música.
COSTUMES DO HOMEM MEDIEVAL         EUROPEU                             48
COSTUMES DO HOMEM MEDIEVAL EUROPEU                                               49A caçada era o esporte preferido da nob...
COSTUMES DO HOMEM MEDIEVAL         EUROPEU                             50
Ainda assim, eu me levanto                               Minha presença o incomoda?                               Por que ...
Meu orgulho o ofende?Você não queria me ver quebrada?   Tenho certeza que simCabeça curvada e olhos para o      Porque eu ...
Da favela, da humilhação                                   imposta pela cor                                   Eu me levant...
Deixando para trás noitesde terror e atrocidadeEu me levantoEm direcção a um novo diade intensa claridade        Trazendo ...
Questões1.    Transcreva os versos em que o tema do poema esteja      explicitado.2.    Como o eu lírico aborda esse tema?...
5. É possível, a partir da leitura do poema, construir uma imagem do eulírico. Que experiências pode ter tido alguém que d...
57Cantiga de amor de refrão
Cantiga de amor de refrãoSe em partir, senhora minha,   Que     farei   se   nunca    maismágoas haveis de deixar a      c...
A Nosso Senhor eu peço quandohouver de vos perder, se mequiser comprazer, que morte me   Vosso amor me leva a tanto! Se,qu...
Exercícios avaliativos   1. Qual é o tema tratado na cantiga?   2. Que elementos estruturais permitem classificar o text...
AS QUESTÕES AMOROSAS CONTINUAM     VEJA COMO ESSE TEMA É DESENVOLVIDO                     MÚSICA – FICO ASSIM SEM VOCÊAviã...
Eu não existo longe de vocêE a solidão é o meu pior castigo.Eu conto as horas pra poder te verMas o relógio tá de mal comi...
7. Qual é o tema desenvolvido em "Fico assim sem  você"?a) Que elementos indicam que se trata de um texto  atual?b) Poderí...
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  1. 1. TROVADORISMO1 PROfeSSORA AnA KARInA
  2. 2. 2
  3. 3. A LITERATURA BRASILEIRA –- INFLUÊNCIA DA LITERATURA PORTUGUESA:- Nossos escritores eram portugueses;- Ou eram brasileiros, mas com formação. universitária em Portugal.Assim, a Literatura Brasileira é uma continuação da Literatura Portuguesa. 3
  4. 4. CRONOLOGIA Período: séculos XII a XIV Início: 1189 (ou 1198?)  Cantiga da Ribeirinha, Paio Soares de Taveirós Término: 1418  Nomeação de Fernão Lopes como guarda- mor da Torre do Tombo 4
  5. 5. 5
  6. 6. 6
  7. 7. CONTEXTO HISTÓRICO Teocentrismo: poder espiritual  e cultural da Igreja Cristianismo Cruzadas rumo ao Oriente Monopólio clerical 7
  8. 8. FEUDALISMO 8
  9. 9. 9
  10. 10. CANCIONEIRO DAAJUDA 10
  11. 11. POESIAS Cantigas Lírico- amorosas  Cantiga de amor  Cantiga de amigo Cantigas Satíricas  Cantiga de escárnio  Cantiga de 11 Maldizer
  12. 12. CARACTERÍSTICAS DASCANTIGAS Língua galego-português Tradição oral e coletiva Poesia cantada e acompanhada por instrumentos musicais colecionada em cancioneiros Autores: trovadores Intérpretes: jograis, segréis e menestréis. 12
  13. 13.  Cantiga de amor  Origem provençal  Eu lírico masculino  Tratamento dado à mulher: mia senhor  Expressão da vida da corte  Convenções do amor cortês:  Idealização da mulher;  Vassalagem 13 amorosa;  Expressão da
  14. 14. CANTIGA DE AMORCantiga da Ribeirinha Cantiga da RibeirinhaNo mundo non me sei parelha,mentre me for’ como me vai, No mundo ninguém se assemelha a mimca já moiro por vós – e ai! enquanto a minha vida continuar como vaimia senhor branca e vermelha, porque morro por vós, e aiqueredes que vos retraiaquando vos eu vi en saia! minha senhora de pele alva e faces rosadas,Mau dia me levantei, quereis que vos descrevaque vos enton non vi fea! quando vos eu vi sem mantoE, mia senhor, des aquel di’, ai! Maldito dia! me levanteime foi a mi muin mal, que não vos vi feia (ou seja, a viu mais bela)e vós, filha de don Paai E, minha senhora, desde aquele dia, aiMoniz, e bem vos semelha tudo me foi muito mald’aver eu por vós guarvaia, e vós, filha de don Paipois eu, mia senhor, d’alfaia Moniz, e bem vos parecenunca de vós ouve nem eivalia d’ua correa. de Ter eu por vós guarvaia(Paio Soares de Taveirós) pois eu, minha senhora, como mimo de vós nunca recebiVOCABULÁRIO algo, mesmo que sem valorretraia: retratesaia: roupa íntima 14guarvaia: roupa luxuosaparelha: semelhante
  15. 15. CANTIGAS DE AMOR A dona que eu am’e tenho por senhor Dama que eu sirvo e que muito amostráde-mh-a Deus, se vos en prazer adoro mostrai-ma, ai Deus! Pois que for, vos imploro, se non, dade-mi a morte. Senão, dai-me a morte. A que tenh’eu por lume destes olhos Essa que é a luz dos olhos meus meus por quem sempre choram, mostrai- e por que choran sempr’, amostráde- me, ai Deus! mh-a, Deus, Senão, dai-me a morte. se non, dáde-mi a morte. Essa que entre todas fizestes Essa que vós fezestes melhor parecer formosa, de quantas sei, ai Deus!, fazéde-mh-a mostrai-ma, ai Deus! Onde vê-la eu veer, possa, se non, dáde-mh a morte. Senão, dai-me a morte. Ay Deus, que mi-a fezestes mais ca min amar, A que me fizesse amar mais do que mostráde-mh-a u possa con ela falar, tudo, se non, dade-mh a morte Mostrai-ma e onde posso com ela 15 falar,Bernardo Bonaval Senão, dai-me a morte.
  16. 16. INTERTEXTUALIDADE : ROBERTOCARLOSEu tenho tanto pra te falar,                            mas com palavras não sei dizer                     como é grande o meu amor por você.           E não há nada pra comparar                         para poder lhe explicar                                  como é grande o meu amor por você.           Nem mesmo o céu, nem as estrelas,nem mesmo o mar e o infinito,                        não é maior que o meu amor,nem mais bonito.Eu desespero a procuraralguma forma de lhe falarcomo é grande o meu amor por você.Nunca se esqueça nenhum segundoque eu tenho o amor maior do mundo, 16como é grande o meu amor por você.
  17. 17. QUEIXA – CAETANO VELOSO Um amor assim delicado Você pega e despreza Não devia ter despertado Ajoelha e não reza {...} Princesa, surpresa, você me arrasou Serpente, nem sente que me envenenou Senhora, e agora, me diga onde eu vou Senhora, serpente, princesa Um amor assim violento Quando torna-se mágoa É o avesso de um sentimento Oceano sem água 17
  18. 18. CANTIGAS DE AMIGO Eu lírico feminino; Ambiente popular (campo, vilas, praia etc.); Temaa) separação do namorado, que parte em alguma expedição militar e a espera de seu retorno;(b) a romaria a lugares santos, onde a donzela busca uma conquista amorosa, através da dança;(c) as bailadas, que versam exclusivamente o tema da dança;(d) as marinhas ou barcarolas, à beira do mar;(e) o tema das tecedeiras, no interior dos lares;(f) e o tema das chamadas cantigas de fonte, onde as donzelas iam lavar os cabelos ou mesmo a roupa, encontrando-se então com os namorados. Amor real (saudades de quem o eu lírico teve); Paralelismo (repetições parciais) Refrão (repetições integrais) Sentimentos de saudade do "amigo"; Composições com diálogo; 18 Presença das forças da natureza; Composição masculina.
  19. 19. POESIA TROVADORESCA Cantiga de amigo Origem popular Eu lírico feminino Tratamento dado ao namorado: amigo Expressão da vida campesina e urbana Realismo: fatos comuns à vida cotidiana Amor realizado ou possível – sofrimento amoroso Paralelismo e refrão 19
  20. 20. CANTIGAS DE AMIGOOndas do mar de Vigo, Ondas do mar de Vigo,se vistes meu amigo? acaso vistes meu amigo? QueiraE ai Deus, se verra cedo! Deus que ele venha cedo! (digam que virá cedo)Ondas do mar levado,se vistes meu amado? Ondas do mar agitado,E ai Deus, se verra cedo! acaso vistes meu amado? Queira Deus que ele venha cedo!Se vistes meu amigo,o por que eu sospiro? Acaso vistes meu amigoE ai Deus, se verra cedo! aquele por quem suspiro? Queira Deus que ele venha cedo!Se vistes meu amado, Acaso vistes meu amado,por que ei gran coitado? por quem tenho grande cuidadoE ai Deus, se verra cedo! (preocupado) ? Martim Codax Queira Deus que ele venha cedo 20
  21. 21. TANTA SAUDADE- WANESSACAMARGO O mundo caiu no instante em que eu me vi sem você Eu não me toquei eu só acreditei que o amor fosse fácil de se esquecer eu errei. Eu tenho tanta saudade.. Sinto falta de você dizendo que eu te fiz feliz Eu tô colhendo a tempestade que eu mesma fiz Será que um dia desses vou te encontrar Só pra te dizer que foi com você Que aprendi a amar 21
  22. 22. INTERTEXTUALIDADE: AMOR ILOVE YOU – MARISA MONTE 22
  23. 23. VALOR DA POESIA MEDIEVAL• Interesse social e histórico- sentimentos de homens e mulheres;- alguns usos e costumes da época;- relações entre fidalgos e plebeus;- lutas entre trovadores e jograis;- covardia de alguns militares.• Interesse artístico e estilístico• Interesse para o estudo linguístico 23
  24. 24. POESIA TROVADORESCACANTIGAS SATÍRICAS  Cantiga de escárnio  Crítica indireta  Uso da ironia  Cantiga de Maldizer  Crítica direta  Intenção difamatória  Palavrões e xingamentos 24
  25. 25. CANTIGA DE ESCÁRNIOAi dona fea! foste-vos queixar Ai! dona feia! fostes vos queixarporque vos nunca louv’ em meu trobar porque nunca vos louvei em meu trovarmais ora quero fazer um cantar mas, agora quero fazer um cantarem que vos loarei toda via; em que vos louvarei, todavia;e vedes como vos quero loar; e vide como vos quero louvar:dona fea, velha e sandia! dona feia, velha e louca.Ai dona fea! se Deus mi perdom! Ai! dona feia! que Deus me perdoe!e pois havedes tan gran coraçon pois vós tendes tão bom coraçãoque vos eu loe em esta razon, que eu vos louvarei, por esta razão,vos quero já loar toda via; eu vos louvarei, todavia;e vedes queal será a loaçon: e veja qual será a louvação:dona fea, velha e sandia! dona feia, velha e louca!Dona fea, nunca vos eu loei Dona feia, eu nunca vos louveiem meu trobar, pero muito trobei; em meu trovar, mas muito já trovei;mais ora já um bom cantar farei entretanto, farei agora um bom cantarem que vos loarei todavia; em que vos louvarei todavia;e direi-vos como vos loarei: e vos direi como louvarei: 25dona fea, velha e sandia! dona feia, velha e louca!
  26. 26. UMA ARLINDA MULHERMAMONAS ASSASSINASTe encontrei toda remelenta e estronchadaNum bar entregue às bebidaTe cortei os cabelos do sovaco e as unhas do péte chamei de queridaTe ensinei todos os auto-reverse da vidae o movimento de translação que faz a terra girarTe falei que o importante é competirmas te mato de pancada se você não ganhar 26
  27. 27. CANTIGAS DE MALDIZER Dom Bernaldo (Bernaldo de Bonaval), um famosos trovador (poeta nobre, pois o"Dom Bernaldo, pois trazeis pronome Dom antecedendo seu nome indica isso), vulgarizado pelo autor daconvosco uma tal mulher, cantiga ao ser chamado de jogral (poeta plebeu): afinal, um poeta que anda coma pior que conheceis a pior prostituta que conhece só pode ser como ela, que “ se vende” (lembrandoque se o alguazil souber, o ditado “dize-me com quem andas e te direi quem és” ).açoitá-la quererá. A cantiga de Pero da Ponte, ainda, tem tom ameaçador : se o alguazil ( espécieA prostituta queixar-se-á de policial da época) souber vai querer açoitá-la (observe a insinuação de quee vós, assanhar-vos-ei Dom Bernaldo se excitará (assanhar- vos-ei) quando a prostituta estiver apanhando e se queixando por isso), e se alguém (que pode ser o próprio autorVós que tão bem entendeis da cantiga) contar a el-rei, ele vai querer justiçá-la. E o que Bernardo deo que um bom jogral entende, Bonaval fará ? Irá contra o alguazil? Contra el-rei? Não. Se ambos souberempor que demônio viveis que Bernaldo anda com uma prostituta como aquela, o poeta estará perdidocom uma mulher que se vende ? ("muito vos molestará" ): nem Deus poderá salvá-lo (“Se nem Deus lheE depois, o que fareis valerá”), nada ele poderá fazer a respeito (“valer-lhe não podeis”). Se o 27se alguém a El-rei contar que a cantiga denuncia for de conhecimento de muitas pessoas,a mulher com quem viveis Bernaldo de Bonaval, certamente, perderá seu prestígio literário, político, moral etc.
  28. 28. GENI E O ZEPELIN – CHICOBUARQUECANTIGA DE MALDIZER De tudo que é nego torto Do mangue e do cais do porto Ela já foi namorada O seu corpo é dos errantes Dos cegos, dos retirantes É de quem não tem mais nada Dá-se assim desde menina Na garagem, na cantina Atrás do tanque, no mato É a rainha dos detentos Das loucas, dos lazarentos Dos moleques do internato E também vai amiúde Com os velhinhos sem saúde E as viúvas sem porvir Ela é um poço de bondade E é por isso que a cidade Vive sempre a repetir Joga pedra na Geni Joga pedra na Geni Ela é feita pra apanhar Ela é boa de cuspir Ela dá pra qualquer um Maldita Geni 28
  29. 29. POESIA TROVADORESCA Cancioneiro da Ajuda: composto durante o reinado do rei Afonso III, no século XIII, contendo apenas cantigas de amor. Cancioneiro da Biblioteca Nacional: (ou Colocci- Brancuti, dois italianos que o possuíam), engloba trovadores dos reinados de Afonso III e de D. Dinis. Cancioneiro da Vaticana: (descoberto na Biblioteca do Vaticano), inclui todos os tipos de cantigas e contém uma produção do século XVI. 29
  30. 30. PROSA TROVADORESCA Novelas de cavalaria  Canções de gesta  Ciclos de novelas  Ciclo Clássico  Ciclo arturiano ou bretão  Ciclo carolíngeo 30
  31. 31. Ciclos das novelas de cavalaria Ciclo Clássico (novelas que narram a guerra de Tróia, as aventuras de Alexandre, o grande) Ciclo arturiano ou bretão (as que apresentam o rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda – A Demanda do Santo Graal) Ciclo carolíngeo (a História de Carlos Magno) 31
  32. 32. PROSA TROVADORESCA 32
  33. 33. PROSA TROVADORESCA Os cavaleiros da Távola Redonda 33
  34. 34. CICLO ARTURIANO Rei Arthur 34
  35. 35. CICLO ARTURIANOA demanda doSanto Graal 35
  36. 36. AS CRUZADAS 36
  37. 37. OS CAMINHOS DAS CRUZADAS 37
  38. 38. PRINCIPAIS AUTORES Paio Soares de Taveirós Dom Dinis Duarte da Gama Martim Garcia de Guilhade Martim Codax João Zorro Afonso Sanches (filho de D. Dinis) Rui Queimado 38 Bernardo Bonaval
  39. 39. VESTIMENTA DO HOMEM MEDIEVAL EUROPEU 39
  40. 40. O CLERO • vestiam túnicas e mantos enfeitados; • alguns tecidos eram feitos com fios de ouro; • certas roupas eram enfeitadas com pedras preciosas e pérolas. 40
  41. 41. 41
  42. 42. A NOBREZA. Homem Nobre: Pelote com longas cavas, Touca de pano ou seda, Manto ou Capa, Saia justa ao corpo. 42
  43. 43. A NOBREZAMulher Nobre: Touca sobre o lenço passado ou véu passado sobreo queixo. Vestido justo de manga larga 43
  44. 44. O POVO • vestia túnicas simples e blusas. Camponês: Túnica curta, camisa comprida até aos joelhos, cordão à cintura, botas de couro e chapéu grande na cabeça. Camponesa: Vestido comprido, túnica comprida sobre o vestido, cordão à cintura e chapéu grande na cabeça. 44
  45. 45. OS CAVALEIROS 45
  46. 46. OS TROVADORES 46
  47. 47. COSTUMES DO HOMEM MEDIEVAL EUROPEU 47 Faziam banquetes ao som de música.
  48. 48. COSTUMES DO HOMEM MEDIEVAL EUROPEU 48
  49. 49. COSTUMES DO HOMEM MEDIEVAL EUROPEU 49A caçada era o esporte preferido da nobreza.
  50. 50. COSTUMES DO HOMEM MEDIEVAL EUROPEU 50
  51. 51. Ainda assim, eu me levanto Minha presença o incomoda? Por que meu brilho oVocê pode me riscar da intimida?História Porque eu caminho comoCom mentiras lançadas ao ar. quem possuiPode me jogar contra o chão de Riquezas dignas do gregoterra, Midas.Mas ainda assim, como apoeira, eu vou me levantar. 51
  52. 52. Meu orgulho o ofende?Você não queria me ver quebrada? Tenho certeza que simCabeça curvada e olhos para o Porque eu rio como quemchão? possuiOmbros caídos como as lágrimas, Ouros escondidos em mim.Minha alma enfraquecida pelasolidão? 52
  53. 53. Da favela, da humilhação imposta pela cor Eu me levanto De um passado enraizado naPode me atirar palavras afiadas, dorDilacerar-me com seu olhar, Eu me levantoVocê pode me matar em nome do Sou um oceano negro,ódio, profundo na fé,Mas ainda assim, como o ar, eu Crescendo e expandindo-sevou me levantar. como a maré. 53
  54. 54. Deixando para trás noitesde terror e atrocidadeEu me levantoEm direcção a um novo diade intensa claridade Trazendo comigo o dom de meusEu me levanto antepassados, Eu carrego o sonho e a esperança do homem escravizado. E assim, eu me levanto Eu me levanto Eu me levanto. 54 54 54 Maya Angelou
  55. 55. Questões1. Transcreva os versos em que o tema do poema esteja explicitado.2. Como o eu lírico aborda esse tema? Justifique com versos do poema.3. Como o eu lírico reage ao preconceito? Que qualidades podem ser identificadas em seu comportamento?4. Associe as qualidades que você identificou a alguma(s) passagem(ns) do texto. 55
  56. 56. 5. É possível, a partir da leitura do poema, construir uma imagem do eulírico. Que experiências pode ter tido alguém que diz coisas como essa?6. Explique como você tomou tal imagem?7. Releia. Sou um oceano negro, profundo na fé, Crescendo e expandindo-se como a maré.Explique por que esses versos podem ser interpretados como ummanifesto de orgulho pela própria raça e de esperança no futuro. 56
  57. 57. 57Cantiga de amor de refrão
  58. 58. Cantiga de amor de refrãoSe em partir, senhora minha, Que farei se nunca maismágoas haveis de deixar a contemplar vossa beleza? Mortoquem firme em vos amar foi serei de tristeza. Se Deus me nãodesde a primeira hora. se me acudir, nem de vós conselho ouvir, óabandonais agora, ó formosa! formosa! que farei?que farei?
  59. 59. A Nosso Senhor eu peço quandohouver de vos perder, se mequiser comprazer, que morte me Vosso amor me leva a tanto! Se,queira dar. Mas se a vida me partindo, provocais quebrantopoupar. Ó formosa! Que farei? que não curais a quem de amor desespera, de vós conselho quisera: Ó formosa! Que farei? Natália Correia(Adap.)
  60. 60. Exercícios avaliativos 1. Qual é o tema tratado na cantiga? 2. Que elementos estruturais permitem classificar o texto como uma cantiga de amor? 3. Identifique o refrão da cantiga. Que sentimento do eu lírico ele reforça? 4. Uma das principais características das cantigas de amor é a relação entre o eu lírico e sua amai Que forma de tratamento o eu lírico usa para se referir à mulher? 5. 0 que esse tratamento revela a respeito da relação entre eles? 6. Você acredita ser possível, hoje, existir um sofrimento amoroso semelhante? Por quê?
  61. 61. AS QUESTÕES AMOROSAS CONTINUAM VEJA COMO ESSE TEMA É DESENVOLVIDO MÚSICA – FICO ASSIM SEM VOCÊAvião sem asa, fogueira sem brasaSou eu assim sem vocêFutebol sem bola, Piu-Piu sem Eu não existo longe de vocêFrajola Sou eu assim sem você E a solidão é o meu pior castigo Eu conto as horasPor que é que tem que ser assim Pra poder te verSe o meu desejo não tem fim Mas o relógio tá de mal comigoEu te quero a todo instanteNem mil alto-falantes vão poder falar Por quê? Por quê?Por mim. Neném sem chupeta Romeu Sem JulietaTô louco pra te ver chegar Sou eu assim sem vocêTô louco pra te ter nas mãos Carro sem estradaDeitar no teu abraço Queijo sem goiabadaRetomar o pedaço Sou eu assim sem você 61Que falta no meu coração
  62. 62. Eu não existo longe de vocêE a solidão é o meu pior castigo.Eu conto as horas pra poder te verMas o relógio tá de mal comigoPor quê? 62
  63. 63. 7. Qual é o tema desenvolvido em "Fico assim sem você"?a) Que elementos indicam que se trata de um texto atual?b) Poderíamos dizer que ele desenvolve um tema semelhante ao da cantiga de Nuno Fernandes Torneol? Por quê?8. Quais são os sentimentos que o eu lírico expressa pela mulher amada?9. A relação entre o eu lírico e sua amada se dá do mesmo modo que na cantiga de amor? Explique.10. Que elementos formais e de conteúdo da canção permitem compará-la a uma cantiga de amor 63

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