ANA FLÁVIA FELIPPE DA SILVA MATOSPROCEDIMENTOS DE CUSTOS E FINANÇAS EM UMA EMPRESA DE HORTALIÇAS DA         CIDADE DE IJAC...
1        ANA FLÁVIA FELIPPE DA SILVA MATOSPROCEDIMENTOS DE CUSTOS E FINANÇAS EM UMA EMPRESA       DE HORTALIÇAS DA CIDADE ...
2              ANA FLÁVIA FELIPPE DA SILVA MATOS PROCEDIMENTOS DE CUSTOS E FINANÇAS EM UMA EMPRESA            DE HORTALIÇA...
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4                                                  SUMÁRIO1.     INTRODUÇÃO .................................................
55.   CONCLUSÃO ..................................................................................... 516.   SUGESTÕES ......
61. INTRODUÇÃO    Atualmente com as constantes mudanças e inovações no mercado, o grandedesafio do ensino superior está se...
7tratada de forma isolada, torna o aprendizado mais fácil e com maioraproveitamento.    Uma questão não menos importante é...
82. DESCRIÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO   2.1. A empresa   O estágio foi realizado na empresa Hortiagro Sementes Ltda., localiza...
9       Figura 1 - Sede da empresa Hortiagro Sementes       No Brasil, o setor movimenta cerca de R$ 300 milhões por ano1,...
10    2.2. Missão, visão, valores e política de qualidade    A Hortiagro Sementes procura sempre atender as exigências do ...
11         Política de qualidade: “Permitir alta produtividade e qualidade no          cultivo de hortaliças, através de ...
12    O melhoramento genético de hortaliças é realizado por meio do cruzamentocontrolado de 06 a 15 gerações de variedades...
13híbridas e distribuidores é que elas devem ser produzidas necessariamente pelocruzamento das linhagens “pai” e “mãe” ori...
143. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS    O estágio foi realizado na Hortiagro Sementes Ltda., com início no dia 04 d...
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164. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS TÉCNICOS OBSERVADOS    4.1. Custos        4.1.1. Porque fazer o cálculo do custo        Como ...
17        Como lembra Florentino (1987), essa necessidade de apuração doscustos da empresa não deveria ser questionada qua...
18varia na proporção direta das variações do nível de atividade a que serelacionam”.         Foram apurados posteriormente...
19        São ilustradas e apresentadas todas as etapas e itens descritos acima paramelhor entendimento do resultado final...
20Tabela 1 – Descrição do processo produtivo da semente de tomate
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26Tabela 6 – Custos totais com materiais na produção de pimentão/jilóTotal (funcionários + materiais) = 3.983,97        No...
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35Tabela 13 - Custo do minuto do funcionário
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37Tabela 15 – Itens que compõe as despesas fixas (1º semetre de 2012)        4.1.6. Total de sementes produzidas no períod...
38anteriormente foi apenas de uma estufa. A coluna “quantidade de estufas”mostra quantas estufas terão que ser montadas pa...
39Tabela 17 – DRE das sementes produzidas
40        4.1.8. Margem de contribuição e ponto de equilíbrio        Na tabela seguinte foram especificados as variedades,...
41       A conta do ponto de equilíbrio em quantidade é: Custos e Despesas fixas/ M.C. Média ponderada = 77,74 kg.       E...
42Tabela 18 – Margem de contribuição de todas as variedade de cultura
43Tabela 19 – Ponto de equilíbrio de cada variedade de cultura (1º semetre de 2012)        De acordo com a DRE percebe-se ...
44        A porcentagem da margem de contribuição foi de 91% o que significaque com a venda de todas essas sementes híbrid...
45    4.2. Finanças        4.2.1. Controle Financeiro        O controle financeiro na empresa é feito a partir de um plane...
46Tabela 20 – Planilha controle orçado x realizado (os valores são fictícios)
474.2.2. Fluxo de Caixa        O fluxo de caixa de uma empresa representa um conjunto de entradas esaídas de dinheiro ao l...
48Tabela 21 – Planilha fluxo de caixa diário (os valores são fictícios)
494.2.3. Controle de contas a pagar e receber       O controle de contas a pagar e a receber não são tão simples quanto se...
50rígida, poucos clientes terão o crédito e as vendas poderão declinar econsequentemente as contas a receber também poderã...
515.      CONCLUSÃO        A realização do estágio como experiência da graduação é sem dúvidamuito importante para o cresc...
52       Essa experiência foi bem aproveitada pela estagiária e muito interessantepois pôde vivenciar situações reais do c...
536.      SUGESTÕES        Apesar da empresa estar passando por uma reestruturação, pode-se notaralguns pontos que deveria...
54que muitas vezes elas são cumpridas e não reconhecidas, podendo causarfrustrações e falta de incentivo. São atitudes bás...
557.      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASADMISTRADORES.COM. BR. O Portal da Administração. Apresenta o artigoEstágio: um elo en...
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  1. 1. ANA FLÁVIA FELIPPE DA SILVA MATOSPROCEDIMENTOS DE CUSTOS E FINANÇAS EM UMA EMPRESA DE HORTALIÇAS DA CIDADE DE IJACI, MG LAVRAS – MG 2011
  2. 2. 1 ANA FLÁVIA FELIPPE DA SILVA MATOSPROCEDIMENTOS DE CUSTOS E FINANÇAS EM UMA EMPRESA DE HORTALIÇAS DA CIDADE DE IJACI, MG Relatório de estágio supervisionado apresentado ao Colegiado do Curso de Administração, como parte das exigências para a obtenção do título de Bacharel em Administração. Orientador Dr. Gideon Carvalho de Benedicto LAVRAS – MG 2011
  3. 3. 2 ANA FLÁVIA FELIPPE DA SILVA MATOS PROCEDIMENTOS DE CUSTOS E FINANÇAS EM UMA EMPRESA DE HORTALIÇAS DA CIDADE DE IJACI, MG Relatório de estágio supervisionado apresentado ao Colegiado do Curso de Administração, como parte das exigências para a obtenção do título de Bacharel em Administração. Orientador Dr. Gideon Carvalho de BenedictoAPROVADA em ____ de ____________________ de _______._____________________________________Dr. Gideon Carvalho de Benedicto – UFLA_____________________________________Dr. Francisval de Melo Carvalho – UFLA LAVRAS – MG 2011
  4. 4. 3 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus pela oportunidade de concluir o curso deAdministração na faculdade que escolhi, pelas bênçãos concedidas e por ter memostrado que com fé e força conquistamos nossos sonhos. Aos meus pais, José Roberto e Norma Paula, que são meus anjosprotetores nessa vida, que com carinho, dedicação e honestidade me criaram efizeram com que eu realizasse esse sonho. Aos meus irmãos do coração, José Roberto e Ana Paula que sempreestiveram presentes, me apoiando e fazendo a minha vida mais feliz. Às minhas avós, Norma Carmen e Iraci pelo carinho e atenção. Aos meus avôs, José Felippe e Vitor Machado, que apesar de nãoestarem aqui presentes, são para mim exemplos de vida. Aos meus amigos de festas e estudos da faculdade, Juliana, Natália,Paula, Elizander e Totonho, obrigada pela atenção e amizade. As Tibursas Ana Lia, Luciana e Juliana pela verdadeira e eternaamizade. A Sirlei que com fé e esperança sempre orou por mim. Ao meu namorado André pelo carinho e cumplicidade. À UFLA Júnior pelo meu crescimento profissional e pessoal enquantoestive presente. Ao meu orientador Dr. Gideon Carvalho de Benedicto pelosensinamentos e atenção. Ao pessoal do Departamento de Economia e Administração, comdestaque para o Vitor e Soraya, que com boa vontade sempre me ajudaram. À equipe da Hortiagro Sementes Ltda. pela oportunidade, receptividadee confiança.
  5. 5. 4 SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ..................................................................................... 62. DESCRIÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO ........................................ 8 2.1. A empresa ...................................................................................... 8 2.2. Missão, visão, valores e política de qualidade .......................... 10 2.3. Tecnologia / Produto ................................................................... 113. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ................ 144. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS TÉCNICOS OBSERVADOS .. 16 4.1. Custos ........................................................................................... 16 4.1.1. Porque fazer o cálculo do custo ......................................... 16 4.1.2. Cálculo do custo de cinco culturas de Hortaliças ............. 17 4.1.2.1. Tomate ......................................................................... 19 4.1.2.2. Pimentão / Jiló ............................................................. 23 4.1.2.3. Pepino ........................................................................... 26 4.1.2.4. Moranga ....................................................................... 30 4.1.3. Custo por minuto de cada funcionário.............................. 34 4.1.4. Custos fixos .......................................................................... 36 4.1.5. Despesas fixas ...................................................................... 36 4.1.6. Total de sementes produzidas no período ......................... 37 4.1.7. DRE ...................................................................................... 38 4.1.8. Margem de contribuição e ponto de equilíbrio ................ 40 4.2. Finanças ....................................................................................... 45 4.2.1. Controle Financeiro ............................................................ 45 4.2.2. Fluxo de Caixa ..................................................................... 47 4.2.3. Controle de contas a pagar e receber ................................ 49
  6. 6. 55. CONCLUSÃO ..................................................................................... 516. SUGESTÕES ....................................................................................... 537. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................. 55
  7. 7. 61. INTRODUÇÃO Atualmente com as constantes mudanças e inovações no mercado, o grandedesafio do ensino superior está sendo preparar verdadeiros profissionais. E parase tornarem esses profissionais, os alunos terão que conhecer a teoria e aomesmo tempo vivenciar a rotina das empresas. Assim, Bianchi (2003, p. 2)escreve que o estágio supervisionado é um “elemento eficaz de integração escolae empresa para que seus conteúdos, compreendidos e valorizados, resultem emum bom aproveitamento nos estudos”. O estágio supervisionado é instrumento que ajuda a conciliar osensinamentos teóricos apresentados pelas disciplinas em sala de aula, com a realsituação vivida nas empresas. Por meio disso o estudante pode perceber asdiferenças do mundo organizacional e exercitar sua adaptação ao meioempresarial. Ou seja, “não é simplesmente uma experiência prática vivida peloaluno, mas uma oportunidade para refletir, sistematizar e testar conhecimentosteóricos e ferramentas técnicas durante o curso” (ROESCH, 1996, p. 21). Cada vez mais está sendo importante o estágio tanto para o aluno sedesenvolver e aperfeiçoar, quanto para as empresas, que buscam novas idéias einovação. “O estágio, como um elo entre escola, universidade e empresa une aaplicabilidade dos conhecimentos acadêmicos com o desenvolvimento do meioempresarial.” (ADMINISTRADORES, 2008) Outro ponto que deve ser destacado é o fato do aluno em seu estágio,principalmente de Administração, ter a oportunidade de conhecer diversas árease relacioná-las. Essa ligação entre as áreas, que muitas vezes em sala de aula é
  8. 8. 7tratada de forma isolada, torna o aprendizado mais fácil e com maioraproveitamento. Uma questão não menos importante é a ética do administrador, como dizNash (1993, p.5), o administrador moderno, junto com a empresa moderna,devem cultivar valores mais “altruístas” no sentido de atualizar valores quepreservem o “bem comum” nas suas decisões: “A integridade nos negócios hojeexige capacidades incrivelmente integrativas; o poder de manter uma infinidadede valores importantes e quase sempre conflitantes; e exige o poder de colocarna mesma dimensão a moralidade pessoal e as preocupações gerenciais.Nenhum administrador pode se dar ao luxo, do ponto de vista econômico oumoral, de manter suas noções morais em compartimento fechado...”. O relatório de estágio é tão importante quanto a prática, pois nele reúne osaspectos relevantes que foram observados durante o trabalho oferecendo aosleitores informações teóricas e práticas vividas pelo estudante na empresa,objeto do estágio. Esse trabalho procura mostrar aos leitores de forma detalhada as atividadesdesenvolvidas nas áreas de custos e finanças como, o custo de se produzirsementes híbridas de 5 culturas diferentes (tomate, pimentão, jiló, pepino emoranga), o modo que ocorre o controle de entradas e saídas de dinheiro, o fluxode caixa e como é feito o controle financeiro da empresa Hortiagro SementesLtda.
  9. 9. 82. DESCRIÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO 2.1. A empresa O estágio foi realizado na empresa Hortiagro Sementes Ltda., localizada emIjaci-MG. A empresa desenvolve e produz sementes híbridas de hortaliças pormeio de programas de melhoramento genético. Ela está no mercado há 16 anosacumulando um vasto conhecimento técnico em relação ao seu negócio. Desde a fundação da Hortiagro em 1995 foram desenvolvidas, produzidas ecomercializadas 19 variedades de sementes híbridas de hortaliças. Atualmente, aempresa produz e comercializa 11 variedades híbridas de cinco culturas: tomate,pimentão, couve-flor, berinjela e pepino. Possui em pesquisa e desenvolvimento22 variedades de 11 espécies diferentes e um banco de germoplasma com 40 milamostras de diferentes variedades. Também já existem outros programas demelhoramento genético que irão gerar novos produtos em um período de 5 a 8anos. Está à disposição da Hortiagro 12 hectares de terra arrendados em Ijaci/MG.Neste local, foi montada a estação experimental da empresa com toda a estruturanecessária para a pesquisa e produção de sementes híbridas - sistema deirrigação completo, máquinas e equipamentos agrícolas; cerca de 8.000 m² deestufas para produção de sementes e mais 100.000 m² disponíveis paraexpansão, além de 3 galpões fechados com 230 m² e 2 galpões abertos com 160m² para beneficiamento, estoque e gestão da empresa.
  10. 10. 9 Figura 1 - Sede da empresa Hortiagro Sementes No Brasil, o setor movimenta cerca de R$ 300 milhões por ano1, tendocrescido 450% entre 2001 e 2007. No mundo, a venda de sementes de hortaliçasmovimenta US$ 3,4 bilhões2 por ano. A seguir apresenta-se o organograma da empresa: Diretor Executivo Gerente Gerente Gerente de P&D Controller de Produção Comercial Coordenador de Coordenador de Representantes Contabilidade P&D Produção Técnicos (3) Trabalhadores Assistência Rurais (15) JurídicaFigura 2 – Organograma da Hortiagro Sementes1 ABCSEM - Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas, 20072 ISF - Intenational Seed Federation e Uni.Business Estratégia, 2009
  11. 11. 10 2.2. Missão, visão, valores e política de qualidade A Hortiagro Sementes procura sempre atender as exigências do mercadobuscando novas oportunidades e melhorando continuamente seu processo deprodução. A empresa procurando manter um bom relacionamento com osclientes, conta com uma equipe técnica de vendas nos estados de Minas Gerais,São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e na região Nordeste. Além disso, contam também com 15 colaboradores na área da produção,atualmente em expansão, pretendendo até o ano de 2012 somar mais 10colaboradores. Para melhor desenvolver os produtos hoje a empresa tem duas pessoasespecialistas em melhoramento genético de hortaliças, dois técnicos agrícolascom mais de 30 anos de experiência e uma equipe para o desenvolvimentoestratégico da empresa. As diretrizes da empresa estão expressas na sua missão, visão, valores epolítica de qualidade:  Missão: “Aumentar a rentabilidade dos produtores rurais fornecendo sementes híbridas diferenciadas e de alta qualidade”.  Visão: “Ter 5% de marketshare no mercado brasileiro de sementes de hortaliças em cinco anos”.  Valores: Pioneirismo, Cooperação, Ética (respeitar as pessoas e praticar o bem) e Compromisso com o produtor rural (honrar com os compromissos, agindo com honestidade e dedicação).
  12. 12. 11  Política de qualidade: “Permitir alta produtividade e qualidade no cultivo de hortaliças, através de constante aprimoramento das sementes embasado no conhecimento das necessidades dos agricultores e na utilização de alta tecnologia”. 2.3. Tecnologia / Produto Semente híbrida é o resultado do cruzamento de diferentes cultivares(variedades de plantas) obtidos a partir de técnicas de melhoramento genético.Na agricultura, uma das principais finalidades do melhoramento genético é aobtenção de variedades híbridas que possuam características benéficasacentuadas, como resistências a ataques de doenças e pragas, maiorprodutividade e vida de prateleira. Produtores Distribuidores Consumidores  Maior produtividade Maior valor unitário - 10x a  Melhor sabor  Maior resistência a pragas e 1000x maior do que o valor de  Maior qualidade nutricional doenças uma semente convencional  Maior uniformidade (tamanho,  Maior durabilidade pós-  Sementes perdem suas coloração, textura) colheita características caso sejam  Melhor performance sob reproduzidas e precisam ser variadas condições ambientais recompradas a cada plantio Figura 3 - Vantagens das sementes híbridas para os produtores, distribuidores econsumidores
  13. 13. 12 O melhoramento genético de hortaliças é realizado por meio do cruzamentocontrolado de 06 a 15 gerações de variedades selecionadas de plantas, umprocesso que dura em média seis anos ou mais. O principal resultado desseprocesso são as duas linhagens parentais: as chamadas linhagens “pai e mãe”. Assementes híbridas comerciais são resultado do cruzamento controlado (‘’filhas’’)das linhagens parentais “pai e mãe”. Frutos Selvagens Linhagens Cruzamento Variedade ou pouco Melhoradas controlado Híbrida melhorados 6 a 15 gerações de Gerações “pai” e “mãe” cruzamentos X Banco de germoplasmaFigura 4 – Processo de cruzamento para obtenção da semente híbrida Fisicamente, o banco de germoplasma é composto por amostras desementes, de diferentes espécies de hortaliças codificadas e registradas nosarquivos de pedigree e que correspondem a programas de pesquisa em diferentesestágios de desenvolvimento, que variam desde materiais quase finalizados(prestes a entrar em produção comercial) até materiais em fases iniciais ouintermediárias de desenvolvimento. Uma das principais vantagens competitivas das sementes híbridascomerciais (conhecidas como sementes F1) para os produtores de sementes
  14. 14. 13híbridas e distribuidores é que elas devem ser produzidas necessariamente pelocruzamento das linhagens “pai” e “mãe” originais. Ao contrário das sementestradicionais, se o agricultor plantar as “filhas” das sementes comerciais F1, ofruto colhido perderá algumas de suas principais características, comoprodutividade e uniformidade. Desta maneira, a necessidade de obtenção desementes a cada ciclo de produção oferece uma proteção natural dos produtos daHortiagro contra a cópia e gera receita recorrente para a empresa.
  15. 15. 143. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS O estágio foi realizado na Hortiagro Sementes Ltda., com início no dia 04 dejulho de 2011 e término no dia 01 de novembro de 2011, totalizando 522 horas. Inicialmente foi realizada uma reunião com os sócios da empresa queapresentaram a organização como um todo (seu início, o que é a empresa hoje equais as metas para o futuro). Diante disso foi proposto a estagiária o foco dotrabalho nas áreas de custos e finanças, pois eram as áreas que estavam maisdefasadas. Foi feito um cronograma de atividades e metas para se desenvolverno estágio. Após a reunião, foi mostrada pelos sócios a área externa da empresa, ocampo de produção, para melhor entender o negócio da Hortiagro. Foramexplicados todos os processos para produzir a semente híbrida, bem como seusbenefícios e motivos para o qual trabalham com esse produto. A estagiária foiapresentada para todos os colaboradores, socializando-a com todos da equipe.Como Van Maanem (1996) disse, “o processo de socialização dos novosfuncionários é extremamente importante, pois a integração do indivíduo com oambiente organizacional reflete em sua dedicação no trabalho e contribui comsuas habilidades e competências para seu sucesso profissional e para o sucessoda empresa”. Como há diversas áreas de atuação para estágios em Administração aestagiária pôde também interagir em outras áreas além de custos e finanças, queé o assunto deste relatório. Essas áreas foram a de recursos humanos emarketing. Com a integração das diversas partes possibilitou a estagiária ummaior entendimento do negócio da empresa e suas metas.
  16. 16. 15 Definiu-se que no período do estágio deveria dar suporte nas seguintesáreas: (1) Custos: elaboração do cálculo, levantamento e controle da produção decinco variedades de hortaliças (tomate, pimentão, jiló, pepino e moranga); (2) Finanças: elaboração do controle financeiro, fluxo de caixa e controle decontas a pagar e receber.
  17. 17. 164. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS TÉCNICOS OBSERVADOS 4.1. Custos 4.1.1. Porque fazer o cálculo do custo Como lembra Marion e Ribeiro (2011), para gerenciar adequadamentequalquer tipo de organização, são necessárias as informações não só da estruturaorganizacional, como também da composição do custo da atividade que sepretende gerenciar. Segundo Florentino (1987, p 01), “a fixação do custo justo e adequadode um produto ou serviço é fundamental para um clima de entendimento ecompreensão entre consumidores e produtores”. O custo para produzir talproduto ou serviço será maior cada vez que aumentarem as remunerações deseus componentes (salários, lucros, juros, aluguel, impostos...). O que ocorre na maioria das vezes é que quando a oferta do produto ouserviço está atuando em áreas com demanda, à procura para o consumo de talcoisa for elevada e também quando não há concorrentes, a composição doscustos não é um problema para os gerentes. Já no momento em que o consumodiminui, que entram concorrentes e que há “congelamento” de preços, a empresaque não tem controle da composição dos seus custos começa a ter grandespreocupações. O problema é que somente depois de vender os produtos eserviços a preços abaixo do custo, diminuir a margem de lucro e tentarprogramar estratégias para derrubar a concorrência é que começam a pensar naredução de seus custos, surgindo ai a necessidade da apuração deles.
  18. 18. 17 Como lembra Florentino (1987), essa necessidade de apuração doscustos da empresa não deveria ser questionada quando ocorressem retrações demercado, congelamento de preços entre outras coisas, mas de forma constante,pois todo gerente consciente deveria manter uma boa organização, apurando econtrolando seus custos. Para a empresa não tomar decisões erradas e desnecessárias foi propostopara a estagiária o cálculo do custo das cinco variedades de hortaliças, tomate,pimentão, jiló, pepino e moranga, que estarão no mercado no primeiro semestredo ano de 2012. Na verdade foi feito uma previsão de custos para o próximosemestre. 4.1.2. Cálculo do custo de cinco culturas de Hortaliças Foram realizados os cálculos de custos de cinco culturas de hortaliças,tomate, pimentão, jiló, pepino e moranga. Para a realização do cálculo foidescrito todas as etapas do processo de produção de cada cultura, e depois emcada etapa foi descrito a quantidade de colaboradores necessários para talatividade, quais os materiais utilizados e tempo para a realização. Para isso foi calculado o custo por hora de cada funcionário da produçãoe depois o custo por minuto de cada um. A partir disso obtiveram-se os custostotais dos materiais utilizados e os custos totais dos colaboradores quetrabalharam na produção de cada cultura. Esses custos encontrados sãoclassificados como custos variáveis, que segundo Padoveze (2003, p.56) “sãoassim chamados os custos e despesas cujo montante em unidades monetárias
  19. 19. 18varia na proporção direta das variações do nível de atividade a que serelacionam”. Foram apurados posteriormente os custos fixos do período, como ditoanteriormente isso e todos os outros dados são uma estimativa para o 1º semestrede 2012. O custo é considerado fixo quando não há alteração nele, mesmo ovolume produzido e comercializado forem alterados tanto para mais quanto paramenos. Após isso foi listado as despesas fixas, que são considerados os gastosnecessários para fazer as vendas e as distribuições dos produtos. Essas despesasestão ligadas às áreas administrativas e comerciais. Com todos esses dados foi montada a Demonstração do Resultado doExercício (DRE) que é uma demonstração contábil dinâmica que se destina aevidenciar a formação do resultado líquido do exercício, por meio dacomparação das receitas, custos e despesas apuradas segundo o regime decompetência. Após isso foi calculada a margem de contribuição e ponto de equilíbrio.Margem de contribuição é a margem bruta obtida pela venda de um produto queexcede seus custos e despesas variáveis unitárias. Ela seria o mesmo que lucrovariável unitário, ou seja, preço de venda unitário do produto deduzido doscustos e despesas variáveis necessários para produzir e vender o produto. Já oponto de equilíbrio é o volume em termos quantitativos que a empresa precisaproduzir ou vender, para que se consiga pagar todos os custos e despesas fixas,além dos custos e despesas variáveis que ela tem necessariamente que incorrerpara fabricar/vender o produto.
  20. 20. 19 São ilustradas e apresentadas todas as etapas e itens descritos acima paramelhor entendimento do resultado final. 4.1.2.1. Tomate A figura a seguir mostra as etapas de produção do tomate híbrido. Paracompletar o ciclo demora aproximadamente de 4 a 6 meses. A variação dependeda estação do ano e o local onde foi plantado.Figura 5 – Processo produtivo da semente de tomate A seguir apresenta-se o processo de cada etapa, especificando o tempode trabalho e os materiais utilizados. A apuração desses custos foi feita com basena produção de semente híbrida de tomate em uma estufa.
  21. 21. 20Tabela 1 – Descrição do processo produtivo da semente de tomate
  22. 22. 21 De acordo com a tabela acima, a seguir estão os custos totais comfuncionários e os custos totais com materiais. Lembrando que são custos de seproduzir em uma única estufa.Tabela 2 – Custos totais com funcionários na produção de tomate
  23. 23. 22Tabela 3 – Custos totais com materiais na produção de tomateTotal (funcionários + materiais) = 2.115,66 Nas etapas 2 e 3 foram multiplicados por 4 o valor dos funcionários edos materiais, pois são 4 bandejas em cada estufa. Na etapa 9 foi multiplicadopor 16 por serem 16 semanas de aplicação de defensivos. A 12ª etapa por 45 porserem 45 dias de polinização. E as etapas 13 e 14 foram multiplicadas por 5 porserem feitas 5 colheitas e 5 extrações.
  24. 24. 23 4.1.2.2. Pimentão / Jiló A seguir são apresentadas as etapas do processo produtivo do pimentãoe jiló. Ambas as variedades apresentam processos iguais de produção, mas cadauma produz quantidades de sementes diferentes e tem preços distintos.Figura 6 – Processo produtivo da semente de pimentão/jiló São descritos a seguir o processo de produção de cada etapa do pimentãoe jiló. Levando em conta os custos de uma estufa.Tabela 4– Descrição do processo produtivo da semente de pimentão/jiló
  25. 25. 24
  26. 26. 25 As tabelas 5 e 6 apresentam os custos totais de funcionários e materiaisutilizados para produzir as sementes híbridas em uma estufa.Tabela 5 – Custos totais com funcionarios na produção de pimentão/jiló
  27. 27. 26Tabela 6 – Custos totais com materiais na produção de pimentão/jilóTotal (funcionários + materiais) = 3.983,97 Novamente nas etapas 2 e 3 foram multiplicados por 4 o valor dosfuncionários e dos materiais, pois são 4 bandejas por estufa. Na etapa 9 foimultiplicado por 16 por serem 16 semanas de aplicação de defensivos. A 12ªetapa por 45 por serem 45 dias para emascular e polinizar. As etapas 13 e 14foram multiplicadas por 5 por serem feitas 5 colheitas e 5 extrações. 4.1.2.3. Pepino A figura seguinte apresenta o processo produtivo da semente híbrida depepino. São menos etapas que as anteriores por não precisar extrair e coletarpólen manualmente, esse trabalho é feito pelas abelhas. É muito importante
  28. 28. 27verificar sempre se tem quantidade de abelhas necessária para isso, caso estejacom poucas é preciso colocar uma colméia por perto.Figura 7 – Processo produtivo da semente de pepino Segue abaixo a descrição de cada etapa da produção de semente híbridade pepino.Tabela 7 – Descrição do processo produtivo da semente de pepino
  29. 29. 28 Nas tabelas seguintes são apontados os custos totais com funcionários emateriais utilizados na produção de pepino híbrido em uma estufa.
  30. 30. 29Tabela 8 – Custos totais com funcionarios na produção de pepinoTabela 9 – Custos totais com materiais na produção de pepinoTotal (funcionários + materiais) = 2.858,12
  31. 31. 30 No custo do pepino foram multiplicados por 4 o valor dos funcionários edos materiais das etapas 2 e 3, pois são 4 bandejas em uma estufa. Na etapa 9 foimultiplicado por 16 por serem 16 semanas de aplicação de defensivos (que seriaaté o final da colheita). As etapas 13 e 14 foram multiplicadas por 5 por seremfeitas 5 colheitas e 5 extrações. 4.1.2.4. Moranga Por fim são apresentadas as etapas do processo produtivo da moranga. Ébem parecida com a de pepino, porém é preciso estar atento com a flor. Ela temque estar limpa, ou seja, ficar somente com o órgão reprodutivo feminino para apolinização. Para isso aplica-se um produto que elimina o órgão reprodutivomasculino chamado Ethrel. Neste caso não é utilizada a estrutura de estufa,porém continua com a mesma a área (40m x7m) de terra.Figura 8 – Processo produtivo da semente de moranga
  32. 32. 31 A seguir estão descritas todas as etapas do processo produtivo dasemente hibrida de moranga.Tabela 10 – Descrição do processo produtivo da semente de moranga
  33. 33. 32 Segue os custos totais com funcionário e materiais utilizados paraprodução de semente de moranga em uma estufa.
  34. 34. 33Tabela 11 – Custos totais com funcionarios na produção de morangaTabela 12 – Custos totais com materiais na produção de moranga
  35. 35. 34Total (funcionários + materiais) = 1898,83 Também nas etapas 2 e 3 foram multiplicados por 4 o valor dosfuncionários e dos materiais, pois são 4 bandejas. Na etapa 9 foi multiplicadopor 16 por serem 16 semanas de aplicação de defensivos. A 11ª etapa por 8 porserem 8 semanas de verificação das flores, pois é esse o período de polinização.As etapas 12 e 13 não foram multiplicadas dessa vez pois em um dia consegue-se coletar e extrair toda a semente. 4.1.3. Custo por minuto de cada funcionário Para apurar os custos totais dos funcionários nas etapas do processoprodutivo apresentadas anteriormente, foi preciso calcular o custo do minutodele. A seguir está a tabela com o salário de 20 funcionários da produção(previsão para o primeiro semestre de 2012) e demais encargos. Após a soma detodos esses valores (salários e encargos) foi divido pelo número de horastrabalhadas no mês. Depois foi dividido o valor encontrado pelo número defuncionários, obtendo o custo por hora por funcionário. E por fim dividiu o custopor hora por funcionário por 60 minutos, apurando assim o custo por minuto porfuncionário.
  36. 36. 35Tabela 13 - Custo do minuto do funcionário
  37. 37. 36 4.1.4. Custos fixos A previsão dos custos fixos do primeiro semestre de 2012 está descritana tabela seguinte. Esses dados foram levantados a partir dos preços históricosos e projeções futuras.Tabela 14 – Itens que compõe o custos fixos (1º semetre de 2012) 4.1.5. Despesas fixas Segue abaixo também a tabela de despesas fixas, essas foram apuradasda mesma forma dos custos fixos. Tanto o custo fixo como as despesas fixasserão rateados para todas as variedades de sementes híbridas produzidas noperíodo.
  38. 38. 37Tabela 15 – Itens que compõe as despesas fixas (1º semetre de 2012) 4.1.6. Total de sementes produzidas no período A tabela 16 apresenta a quantidade de semente híbrida que serácomercializada no 1º semestre de 2012. Serão cinco culturas: tomate, pimentão,jiló, pepino e moranga. O tomate terá cinco variedades, o pimentão duas e opepino, jiló e moranga somente uma. Na tabela contem o preço por quilo de cadavariedade e o total. Lembrando que o custo de produção de cada cultura descrito
  39. 39. 38anteriormente foi apenas de uma estufa. A coluna “quantidade de estufas”mostra quantas estufas terão que ser montadas para produzir essas quantidadesde sementes.Tabela 16 – Previsão de produção de cada cultura e variedade (1º semetre de 2012) 4.1.7. DRE Na DRE são descritas as receitas de cada variedade, subtraindo os custosvariáveis e os custos fixos. Os custos variáveis são aqueles apresentados emcada etapa da produção, que são o custo dos funcionários e o custo dos materiaisutilizados para produzir as sementes. Já os custos fixos são aqueles que estãoligados a capacidade de produção, mas que não sabemos quanto em reais quecada item incide no custo de cada variedade. Nesse caso são divididosproporcionalmente de acordo com a quantidade da receita. Com isso achou-se olucro bruto de cada variedade. Depois foram subtraídas as despesas fixas, que damesma forma dos custos fixos, ela foi rateada de acordo com o valor da receita.
  40. 40. 39Tabela 17 – DRE das sementes produzidas
  41. 41. 40 4.1.8. Margem de contribuição e ponto de equilíbrio Na tabela seguinte foram especificados as variedades, a quantidade dequilos de cada, os seus respectivos preços e receita total, a participação emporcentagem de cada, os custos e despesas variáveis por quilo e totais, bemcomo a margem de contribuição unitária e total. Para calcular a porcentagem de participação foi feita uma regra de três,ou seja, a quantidade de quilos da variedade multiplicada por 100 e dividido pelototal de quilos no período. Os custos e despesas variáveis foram retirados da DRE, neste caso temossomente o custo variável, as despesas são fixas. A margem de contribuição unitária foi calculada da seguinte forma:preço do quilo da variedade menos os custos e despesas variáveis por quilo. E amargem de contribuição total é a margem de contribuição unitária multiplicadopela quantidade de quilos de cada variedade. Após isso foi calculada a margem de contribuição média ponderada, queestá na tabela 19, segue a conta:M. C. Média Ponderada = (part% da variedade 1 x M.C.Unit da variedade 1) +(part% da variedade 2 x M.C.Unit da variedade 2) + (part% da variedade 3 xM.C.Unit da variedade 3) + (...) = 5.919,70 Já o cálculo da porcentagem da margem de contribuição foi feita daseguinte forma:M.C.% = (M.C. Total dividido pela Receita Total) * 100 = 91%
  42. 42. 41 A conta do ponto de equilíbrio em quantidade é: Custos e Despesas fixas/ M.C. Média ponderada = 77,74 kg. E o ponto de equilíbrio em receitas é: Custos e despesas fixas / M.C.%unitária = R$ 505.174,44. Também foi feito o cálculo do ponto de equilíbrio de cada variedade, ouseja, quanto de cada variedade tem que vender para não operar com prejuízos. Ocálculo é feito da seguinte forma: % de participação x ponto de equilíbrio emquantidade.
  43. 43. 42Tabela 18 – Margem de contribuição de todas as variedade de cultura
  44. 44. 43Tabela 19 – Ponto de equilíbrio de cada variedade de cultura (1º semetre de 2012) De acordo com a DRE percebe-se que a variedade 3 da cultura deTomate é o que apresenta maior porcentagem de lucro. Já o Pepino e a Morangaapresentam alto custo para ser produzida, obtendo menor retorno nas vendas.Com essa análise podemos concluir que pode ser melhor comprarmos deterceiros a semente de pepino e moranga, podendo ter uma margem igual ousuperior a essa, e não ter o custo com a produção. Por isso é tão necessário ocálculo dos custos. Nesse caso concluímos que essas variedades não estão dandomuito retorno, mesmo que ela não dê prejuízo é interessante ver até que pontocompensa essa produção. Ter sementes é necessário devido ao portfólio daempresa, estrategicamente não seria viável não comercializar, mas podemosterceirizar. Ao contrário do pimentão, tomate e jiló que são bem maisexpressivas as porcentagens de lucro. Estas sementes talvez serão mantidas emelhoradas cada vez mais.
  45. 45. 44 A porcentagem da margem de contribuição foi de 91% o que significaque com a venda de todas essas sementes híbridas, total em reais de1.510.825,00, a empresa terá 1.376.329,94 para arcar com as despesas e oscustos fixos. O ponto de equilíbrio, que é o mínimo que a empresa deve operar paranão ter prejuízo, foi de 77,74 quilos de sementes (nesse caso é uma média detodas as sementes produzidas e comercializadas no período). Ou seja, sevendermos 77,74 quilos no 1º semestre de 2012 podemos não ter prejuízo, mastambém não teremos lucro. Nesse caso a venda mínima de cada variedade seria:2,51 kg de tomate 1, 1,67 kg de tomate 2, 3,34 kg de tomate 3, 0,84 kg de tomate4, 2,51 kg de tomate 5, 6,02 kg de pimentão 1, 4,01 kg de pimentão 2, 41,80 kgde pepino, 3,34 kg de jiló e 11,70 kg de moranga. Em valores reais o ponto deequilíbrio seria de 505.174,44. Com essa previsão de vendas, custos e despesas para o 1º semestre de2012 pode verificar que a empresa poderá ter um retorno muito satisfatório.Cabe agora vender realmente tudo o que está programado e ficar atento com osgastos, fazendo um controle do orçado x realizado, para evitar imprevistos nofechamento do semestre.
  46. 46. 45 4.2. Finanças 4.2.1. Controle Financeiro O controle financeiro na empresa é feito a partir de um planejamentofinanceiro. O planejamento financeiro de uma empresa é desenvolvido fundamentalmente através da projeção de suas demonstrações contábeis, como estimativa mais aproximada possível da posição econômico-financeira esperada. Quando se elabora demonstrativos que forneçam uma visão prospectiva sobre o desempenho geral de uma empresa, as várias dificuldades de liquidez ou rentabilidade insuficientes, por exemplo, poderão ser contornadas mediante uma antecipação a esses problemas. (MARTINS E ASSAF NETO, 1996, p.535). No começo do ano a empresa fez uma projeção de entradas e saídas paraos próximos cinco anos. Com base nisso a estagiária e os sócios tomaram e vãocontinuar tomando diversas decisões de investimentos, entre outros. Para maior controle, a estagiária formulou uma planilha paraacompanhar o que foi orçado versus o que está sendo realizado. Com isso obteveuma visão real do que estava acontecendo na atualidade. Essa planilha vai sendopreenchida na medida em que o fluxo de caixa for atualizado. O fluxo de caixatambém é uma planilha do Excel que, com algumas fórmulas, automaticamentepassa os dados para a planilha de projeções (orçado x realizado).
  47. 47. 46Tabela 20 – Planilha controle orçado x realizado (os valores são fictícios)
  48. 48. 474.2.2. Fluxo de Caixa O fluxo de caixa de uma empresa representa um conjunto de entradas esaídas de dinheiro ao longo de um período determinado. De acordo comZdanowicz (1986) “o fluxo de caixa consiste na representação dinâmica dasituação financeira de uma empresa, considerando todas as fontes de recursos etodas as aplicações em itens do ativo”. De forma resumida pode-se falar que éum instrumento de programação financeira. Para Santos (2010), “as necessidades de informação sobre os saldos decaixa podem ser em base diária para o gerenciamento financeiro de curto prazo,ou períodos mais longos, como mês ou trimestre, quando a empresa precisa fazerum planejamento por prazo maior”. O objetivo principal do fluxo de caixa é dar ao administrador uma visãodas atividades que foram desenvolvidas e também das operações que sãorealizadas diariamente. A empresa que mantêm atualizado seu fluxo de caixapoderá dimensionar com mais facilidade o volume de entradas e saídas dosrecursos financeiros, assim como fixar o seu nível desejado de caixa para operíodo seguinte. A estagiária elaborou uma planilha de fluxo de caixa diário, em quetodos os dias são atualizadas as entradas e saídas de recursos. O preenchimento éfeito com dados dos extratos bancários e movimentação do caixa
  49. 49. 48Tabela 21 – Planilha fluxo de caixa diário (os valores são fictícios)
  50. 50. 494.2.3. Controle de contas a pagar e receber O controle de contas a pagar e a receber não são tão simples quanto seimagina. Por trás dessas simples palavras a empresa pode “perder” ou “ganhar”muito dinheiro. Contas a pagar podem ser vistas como empréstimos sem juros dos fornecedores. Na ausência de contas a pagar, a empresa precisa tomar emprestado ou usar seu próprio capital para pagar as faturas de seus fornecedores. Portanto, o benefício das contas a pagar está na economia de despesas de juros que precisariam ser pagas se não houvesse o crédito dado pelo fornecedor. Entretanto, a aceitação do crédito e a utilização das contas a pagar nem sempre são interessantes para a empresa compradora. (SANTOS, 2010) No momento da decisão deve se atentar se o valor pago à vista comdesconto é melhor do que pagar sem descontos no tempo futuro. Algumas vezesesse desconto no pagamento à vista compensa ao invés de deixar o dinheirorendendo no banco com juros que no final serão menores do que o desconto.Isso é uma questão de análise constante tanto dos produtos como dosfornecedores. Na empresa a estagiária ficou encarregada em fazer essas análises.Atualmente usa-se mais o pagamento à vista, devido aos descontos que osfornecedores oferecem e a intenção é sempre pagar menos que o propostoinicialmente. Por a empresa ter uma boa liquidez isso permite fazer esse tipo depagamento. O ideal é ver se o dinheiro renderia mais no banco, pagando a prazo,do que o desconto pagando à vista. Já o volume de contas a receber é, basicamente, determinado pelospadrões de crédito da companhia. Como lembra Santos (2010) se a empresa for
  51. 51. 50rígida, poucos clientes terão o crédito e as vendas poderão declinar econsequentemente as contas a receber também poderão diminuir. Se for aocontrário, com créditos mais flexíveis, a empresa atrairá clientes, venderá mais eterá mais contas a receber. Claro que dar essa flexibilidade aos padrões decrédito para aumentar as contas a receber tem vantagens e desvantagens. Asvantagens seriam aumentos nas vendas e lucros e as desvantagens seriam umamaior probabilidade de mais contas incobráveis e um custo do financiamentoadicional de contas a receber. Antes de tomar a decisão de diminuir os créditos,deve-se comparar o custo de contas a receber adicionais e os benefícios peloaumento das vendas. Se o resultado dessa análise de custo/benefício der umlucro líquido, a empresa deve relaxar os padrões de crédito. A Hortiagro oferece créditos para seus clientes, até porque normalmenteas vendas têm um valor muito alto, devido a própria semente ser cara. Mas cadacaso é analisado. Analisa-se o comprador, se já foram feitas vendas antes paraele, como que foi o pagamento e também a quantidade de sementes que estãovendendo. Não podem conceder um crédito muito alto para vendas muito altas,pois a empresa precisa de liquidez e caso aja falta de pagamento não perdertanto, pois as sementes se não forem armazenadas de forma correta não adiantanem devolver, pois poderá perder a germinação. É preciso fazer uma previsão dequanto cada mês precisa ter de entradas para arcar com os gastos (custos edespesas), a partir daí, analisar quanto de crédito poderá ser dado ao comprador.Com isso, ambas as partes poderão ganhar.
  52. 52. 515. CONCLUSÃO A realização do estágio como experiência da graduação é sem dúvidamuito importante para o crescimento pessoal e profissional de todos. É possívela partir dele, interligar o conhecimento teórico adquirido durante a formaçãoacadêmica com a prática desenvolvida na empresa. Isso dá uma visão mais realdo que é o mercado de trabalho. No estágio buscou-se observar quais pontos eram necessários seremdesenvolvidos e/ou atualizados, apresentando sugestões e propostas para taisproblemas e posteriormente colocando em prática aquilo que era cabível nomomento. Em relação aos profissionais da Hortiagro Sementes eles se mostrarambastante solícitos, extremamente receptivos, o que contribuiu muito para asocialização de conhecimentos, e que fez criar não somente colegas de trabalhomas amigos. Pessoal todo sempre teve muita paciência no decorrer doaprendizado. Por a empresa estar passando por um processo de reestruturaçãopode-se aprender muito na prática, não somente em áreas especificas, mas nasáreas que obteve oportunidade de acompanhar. Essa abertura que a empresa deufoi sem dúvida de grande crescimento profissional para a estagiária. Com a reestruturação da empresa, o contínuo desenvolvimento técnicodas sementes híbridas e o mercado cada vez maior nesse ramo de atividadepercebem-se que essa é uma grande oportunidade para a Hortiagro crescer eganhar fatias de mercado em âmbito nacional. Eles sabem fazer um bomproduto, com alta tecnologia, e agora com mudanças administrativas isso poderádar um impulso para firmar no mercado brasileiro.
  53. 53. 52 Essa experiência foi bem aproveitada pela estagiária e muito interessantepois pôde vivenciar situações reais do cotidiano de uma organização, enfrentarproblemas, tomar decisões, obter prática do que aprendeu em sala de aula e alémde tudo proporcionar conhecimentos específicos relativos ao setor e ramo daempresa.
  54. 54. 536. SUGESTÕES Apesar da empresa estar passando por uma reestruturação, pode-se notaralguns pontos que deveriam ser melhorados juntamente com os demais já emdesenvolvimento. O controle da qualidade atualmente é feito por terceiros na medida emque é comercializada a semente, e por algumas vezes no próprio estabelecimentopara controle de germinação. O interessante seria ter um setor definido para essecontrole, pois agora que a empresa está em expansão o marketing tem que estaralinhado com o produto, ou seja, tendo o controle da qualidade mais específico,poderão ter certeza do resultado que o produtor terá. Também acredita que sejade grande importância não somente a qualidade do produto, mas também dopessoal envolvido internamente na empresa. Fazendo um trabalho de qualidadeem ambas as partes, o resultado poderá ser bem mais satisfatório, poisfuncionários treinados, organizados e satisfeitos tornam o serviço maisprodutivo. Atualmente a empresa não apresenta um plano de cargos e salários bemdefinido, e com o crescimento isso torna indispensável. Por isso a sugestão deum trabalho mais elaborado na área de Recursos Humanos, alinhando a isso umapolítica de bem estar e socialização dos funcionários. Não somente asocialização entre as pessoas antigas e novas, mas com o negócio da empresa.Esclarecer o que é a empresa, quais objetivos e metas e também quais osbenefícios que o trabalho daquela determinada pessoa trás para a empresa e oque a empresa faz para retribuir aquele bom trabalho. A realização de um feedback periódico das atividades desempenhadapelos seus funcionários também seria de grande importância, pois pode ocorrer
  55. 55. 54que muitas vezes elas são cumpridas e não reconhecidas, podendo causarfrustrações e falta de incentivo. São atitudes básicas que podem trazer grandesresultados.
  56. 56. 557. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASADMISTRADORES.COM. BR. O Portal da Administração. Apresenta o artigoEstágio: um elo entre Escola, Universidade e Empresa. Disponível em:HTTP://www.administradores.com.br/artigos/estagio> Acesso em: 3 de 55TT.2008.BIANCHI, Anna Cecília de Moraes; ALVARENGA, Marian; BIANCHI,Roberto. Orientação para Estágio em Secretariado. São Paulo: Pioneira,2003.FLORENTINO, A. M. Custos: Princípios, Cálculo e Contabilização.Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1987.MARION, José Carlos; RIBEIRO, Osni Moura. Introdução àContabilidade Gerencial. São Paulo: Saraiva, 2011.MARTINS, Elizeu; ASSAF NETO, Alexandre. AdministraçãoFinanceira: as finanças das empresas sob condição inflacionárias. SãoPaulo: Atlas, 1996.NASH, Laura L. Ética nas empresas: boas intenções à parte. São Paulo:Makron Books, 1993.PADOVEZE, Clóvis Luís. Curso Básico Gerencial de Custos. SãoPaulo: Thomson, 2003.
  57. 57. 56REVISTA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO (RBA). Apresenta o textoEm busca da qualidade no ensino de Administração. Disponível em:TTP://www.rbaonline.org.br/arquivos/adm > Acesso em: 10 outubro de 2011.ROESCH, Sylvia Maria Azevedo. Projetos de Estágio do curso deAdministração: Guia para pesquisas, projetos, estágios e trabalho de conclusãode curso. São Paulo: Atlas, 1996.SANTOS, Edno Oliveira. Administração Financeira da Pequena eMédia Empresa. São Paulo: Atlas, 2010.SILVA, L. M. da; MACHADO, E. A.; HUPPES, C. M.; GIL, A. de L.;MORCH, R. B. A contribuição do estágio curricular supervisionado naqualificação profissional dos acadêmicos de administração da GrandeDourado/MS. Disponível em: http://www.ead.fea.usp.br/semead/12semead.Acesso em: 11 de outubro de 2011.UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS. Biblioteca da UFLA. Manual denormalização e estrutura de trabalhos acadêmicos: TCC, monografias,dissertações e teses. Lavras, 2010. Disponível em:http://www.biblioteca.ufla.br/site/index.php. Acesso em: 10 de outubro de 2011.VAN MAANEN, J. Processando as pessoas: estratégias de socializaçãoorganizacional. In: FLEURY, M.T.L. [et al]. Cultura e poder nas organizações.São Paulo, Atlas, 1996.ZDANOWICZ, José E. Fluxo de Caixa: Uma decisão de planejamentoe controle financeiros. Porto Alegre: D.C. Luzzatto, 1986.

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