Análise de poemas

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Análise de poemas

  1. 1. ANÁLISE DE POEMAS Raimundo Correa, Charles Baudelaire, Cruz e Sousa e Olavo Bilac
  2. 2. MAL SECRETO RAIMUNDO CORREIASe a cólera que espuma, a dor que moraNalma, e destrói cada ilusão que nasce,Tudo o que punge, tudo o que devoraO coração, no rosto se estampasse;Se se pudesse o espírito que chora,Ver através da máscara da face,Quanta gente, talvez, que inveja agora
  3. 3. Nos causa, então piedade nos causasse!Quanta gente que ri, talvez, consigoGuarda um atroz, recôndito inimigo,Como invisível chaga cancerosa!Quanta gente que ri, talvez existe,Cuja ventura única consisteEm parecer aos outros venturosa!
  4. 4. ANÁLISE ESTRUTURAL Rima: Tem rima no esquema alternado ABAB (os quartetos) e CCD ( os tercetos) Versos: decassílabos Métrica: 14 versos Ritmo: Marcado pela sonoridade, e nas rimas a marca do tom consistente e forte. Tipo de Poema: Soneto Parnasiano
  5. 5. ANÁLISE DISCURSIVA Filosofia Retrata a alma humana, durante o discorrer dos versos é perceptível que o autor dá a entender que toda nossa tristeza e angustia está escondida no nosso íntimo e que muitas vezes fica imperceptível.
  6. 6.  Paradigma Idealização de que a alma transmite o que sente, no entanto, muitos possuem a mascara que esconde esta realidade. A fuga como se olhar olho no olho não diria verdade alguma, ou talvez dissesse tudo, visto que os casais que o fazem, muitas vezes se enganam, pois os olhos que choram, nem sempre é de tristeza
  7. 7. Mesmo que um individuo não estejafeliz, seus olhos, sorriso ou atitudes podemmostrar o contrário, e as pessoas nãoperceberem todo mal que o aflige. Nem todo sorriso é sinal de felicidade, emuitos deles podem demonstrar a fuga de umasituação desesperadora.
  8. 8. BRAÇOS CRUZ E SOUSA1)Primeira EstrofeBraços nervosos, brancas opulências,Brumais brancuras, fúlgidas brancuras,Alvuras castas, virginais alvuras,Latescências de raras latescências.2)Segunda EstrofeAs fascinantes, mórbidas dormênciasDos teus abraços de letais flexuras,Produzem sensações de agre tortura,Dos desejos as mornas florescências.
  9. 9. 3) Terceira Estrofe- Primeiro TercetoBraços nervosos, tentadoras serpesQue prendem, tetanizam como herpes,Dos delírios na trêmula coorte...4) Quarta Estrofe – Segundo TercetoPomba de carnes tépidas e flóreas,Braços de estranhas correções marmóreas,Abertos para o Amor e para a Morte !
  10. 10. ANÁLISE DISCURSIVA Enquanto a primeira estrofes de braços remete oleitor ao branco êxtase do eu lírico diante de seu objetode contemplação e desejo. As demais estrofes passam a apresentar os braçosnão só como visões sublimes, mas também como“tentadoras serpes”, capazes de produzir, em suasdoces promessas de abraços, “sensações de agrestorturas”
  11. 11. Os braços são colocados como símbolosda oscilação, da indefinição do poeta entre oprazer carnal despertado pela visão das“brancas opulências” e a consciência de que abeleza dos braços representa danação, opecado e a morte
  12. 12. Personagem singular da literaturasimbolista, produziu um eco trêmulo e vibrantedessa condição de sufocamento, conforme opróprio porta define sua condição de cor.Assimele carrega consigo significantes erepresentativos dilemas.
  13. 13. PAISAGEM CHARLES BAUDELAIREQuero, para compor os meus castos monólogos,Deitar-me ao pé do céu, assim como os astrólogos,E, junto ao campanário escutar sonhandoSolenes cânticos que o vento vai levando.As mãos sob meu queixo, só, na água-furtada,Verei a fábrica em azáfama engolfada;Torres e chaminés, os mastros da cidadeE o vasto céu que faz sonhar a eternidade.
  14. 14. É doce ver, em meio a bruma que nos leva,Surgir no azul a estrela e a lâmpada á janela,Os rios de carvão galgar o firmamento,E a lua derramar seu suave encantamento.Verei a primavera, o estilo e o outono; e quandoCom lençol de neve, o inverno for chegando,Cada postigo fecharei com os férreos elosPara na noite erguer meus mágicos castelos.
  15. 15. Hei de sonhar então com os azulados astros,Jardins onde a água chora em meio aos alabastros,Beijos, aves que cantam de manhã á tarde,E tudo o que no Idílio de infantil se guarde.O tumulo, golpeando em vão contra a vidraça,Não me fará volver frente ao que se passa,Pois que estarei entregue ao voluptuoso alentoDe relembrar a Primavera em pensamentoE quando na alma colher, tal como quem, absortoEntre as ideias goza um típico conforto.
  16. 16. ANÁLISE DISCURSIVA Lírico No poema de Baudelaire a questão levantada é a respeito do Eu Lírico fora da sociedade, mas que ao mesmo tempo está inserido nela. Onde as experiências individuais, do Lírico, só conquistam o universal e só se tornam artísticas quando o poeta ás molda.
  17. 17. Baudelaire relata sobre um Lírico que, pornão haver espaço na sociedade para que elepudesse se inserir, acaba se refugiando na suaprópria individualidade. O Autor também buscar retratar arealidade, para que ela se torne realmente realaos que leem este seu poema, da maneira comoele vê.
  18. 18. PALAVRAS INÚTEIS OLAVO BILACAh! Quem há de exprimir , alma imponente e escrava,O que a boca não diz, o que a mão não escreve?Ardes, sangra, pregada a tua cruz, e, em breve,Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava... O poema contém 14 versos, 1º Querteto: Condenando sua alma como uma entidade imponente e escrava não consegue traduzir seus sentimentos e tambem se comprara a cristo.
  19. 19. O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:A forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...E a palavra pesada abafa a ideia leve,Que , perfume e clarão, refugia e voava 2º quarteto é metaforizado, onde o autor faz contrapontos da 1v. para 2ºv e do 3ºv. para o 4ºv. Ele relata sobre a impossibilidade de traduzir pensamento e ideias com palavras.
  20. 20. Quem o molde achará para a expressão detudo?Ai! Quem há de dizer as ânsias infinitasDo sonho? E o céu que foge á mão que selevanta? 1º Terceto há ideias de amores, que nãosão expressadas.
  21. 21. E a ira muda? E o asco mudo? E o desespero mudo?E as palavras de fé que nunca foram ditas?E as confissões de amor que morreram na garganta?! O autor se adéqua aos preceitos estéticos do movimento literário parnasianista.
  22. 22. ALUNAS Ana Clara Santana Bruna Carvalho Fernanda Santana Karen Nascimento 2º Ano de Eletrotécnica

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