Dengue ok

514 visualizações

Publicada em

Arquivo Dengue

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
514
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Dengue ok

  1. 1. Dengue A Dengue é uma doença febril, tendo como agente transmissor (vetor) o mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírusda dengue de uma pessoa para outra através da picada. Existem quatro tipos de vírus da dengue, DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4 e dois tipos da doença: a dengue clássica e adengue hemorrágica, sendo que a segunda se não for tratada a tempo pode levar a morte. A dengue é uma doença de países com climas tropicais e subtropicais, pois o mosquito transmissor do vírus melhor se adapta em ambientes quentes e úmidos. O mosquito fica infectado pelo vírus da dengue após picar uma pessoa que esteja com o vírus, e o inseto permanece com este vírus pelo resto da vida. O Aedes aegypti é um mosquito que se adaptou a áreas urbanas, onde encontra as condições necessárias para se reproduzir. O mosquito macho, assim como os das outras espécies só se alimenta de seiva de plantas enquanto que a fêmea depois que acasala necessita da albumina, substância que é encontrada no sangue humano para a maturação dos seus ovos. Mosquito Aedes aegypti A fêmea deposita seus ovos em lugares que contenham água parada e limpa, as larvas saem dos ovos e ficam na água por uma semana, após esse período o ciclo se completa, e as larvas transformam-se em mosquitos adultos. Se uma fêmea infectada pelo vírus da dengue colocar seus ovos e esses completarem seu ciclo, os mosquitos que nascerem já poderão transmitir a doença. O mosquito da dengue tem um período de vida de 45 dias, sendo que o mesmo pode picar uma pessoa no intervalo de 20 a 30 minutos. Modo de transmissão: A transmissão se faz pela picada do mosquito fêmea infectado. O ciclo se dá da seguinte forma: homem- Ae. aegypti-homem O período de incubação (da picada até o aparecimento dos sintomas) da doença leva de 3 a 15 dias. As principais manifestações do quadro clínico da doença são: - febre alta; - dor atrás dos olhos; - eritema (manchas vermelhas); - dores de cabeça; - dor muscular e nas articulações; - falta de apetite; - sensação de cansaço; - fotofobia (aversão à luz); - lacrimação; - inflamação na garganta; - pequenos sangramentos (nariz e boca). A dengue hemorrágica tem os mesmos sintomas supra descritos, a diferença ocorre quando a febre termina, e começam a aparecer outros sintomas: - dores abdominais; - vômitos persistentes; - pele pálida, fria e úmida; - sangramento pelo nariz, boca e gengiva; - dificuldade respiratória; - sede excessiva e boca seca; - agitação e confusão mental;
  2. 2. - perda de consciência; - mãos e pés pálidos ou arroxeados; Como existem 4 tipos de vírus, quando uma pessoa é infectada ela fica imune a aquele tipo de dengue que contraiu. A reincidência de outros tipos de dengue é o que pode levar a dengue hemorrágica. Tratamento Não existe uma medicação específica para tratamento da infecção de dengue, apenas os sintomas são tratados, comantitérmicos e analgésicos. Deve-se tomar bastante liquido para evitar a desidratação e ficar em repouso. São contra-indicados medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico (AAS, Aspirina, etc) pois esta substância interfere na coagulação, podendo favorecer o aparecimento de hemorragias. Já a dengue hemorrágica segue o mesmo padrão da dengue clássica, com a diferença que deverá ser tratada com terapia de reposição de fluidos. Este tipo de dengue, normalmente requer hospitalização para tratamento adequado. Combate à dengue Para diminuir o risco de contrair dengue, deverão ser tomadas medidas preventivas, para que o mosquito Aedes aegypti, encontre dificuldade de se reproduzir. A melhor forma disto ocorrer é: eliminar recipientes que contêm água parada, como por exemplo: pneus, prato de vasos, piscinas sem tratamentos, baldes, garrafas, caixas de águas abertas, etc. Com essas precauções, dificulta-se a reprodução do mosquito que em contra-partida diminui os riscos de contaminações. 5.2. Vigilância epidemiológica 5.2.1. Notificação dos casos A dengue é uma doença viral aguda e de rápida disseminação. A notificação oportuna dos casos é medida essencial para que a vigilância seja capaz de acompanhar o padrão de transmissão da doença na área e a curva endêmica. É um agravo de notificação compulsória (Portaria GM/MS nº 5 de 21 defevereiro de 2006) e, portanto, todos os casos suspeitos (sendo ou não confirmados) devem ser obrigatoriamente, notificados à Vigilância Epidemiológica do município. As unidades de saúde são as principais fontes de detecção dos casos suspeitos de dengue e, também,fontes de dados para os serviços de vigilância. A rápida coleta de informações nas unidades de saúde e a qualidade destes dados sãoessenciais para odesencadeamento oportuno de ações de controle e prevenção no nível local. Dessa forma, é fundamental a boa comunicação entre as equipes destas unidades e a vigilância epidemiológica e entomológica. 5.2.2. Formulários para notificação São utilizados os instrumentos de coleta de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan): a) Ficha Individual de Notificação (FIN) – onde constam dados básicos (pessoa, tempo e lugar)sobre o paciente b) Ficha Individual de Investigação (FII) – além dos dados da notificação, possui dados completossobre a doença, tais como local provável de infecção, exames laboratoriais, evolução do caso, classificação final, manifestações clínicas dos casos graves entre outros dados.As notificações preenchidas nas unidades de saúde ou resultantes da busca ativa da
  3. 3. Vigilância Epidemiológica municipal devem ser digitadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação(Sinan) e transmitidas para a Vigilância Epidemiológica Estadual e, desta, para o Ministério da Saúde(figura 8). As fichas de notificação e investigação são numeradas e distribuídas pela SES e/ou SMS. Estão também disponíveis no endereço eletrônico: www.saude.gov.br/sinanweb (opção “Documentação”, a seguir “Sinan net”, “Fichas”, opção “Dengue”), mas deve ser utilizada a numeração distribuídapela SES e/ou SMS. Após analisar os dados, a vigilância epidemiológica municipal deve repassar, diariamente, o número de casos suspeitos ao setor de controle de vetores.O Sinan, bem como outros sistemas de informação importantes para a vigilância da dengue encontram- se descritos no Anexo V. DENGUE: PREVENÇÃO A Dengue como doença só existe devido à presença do mosquito Aedes aegypti em nosso meio ambiente, pois ele é o transmissor da doença. Para evitar a sua propagação, há necessidade de eliminarmos os locais que acumulam água e servem de criadouro para o mosquito, principalmente em nossas residências, assim: Pratos de vasos de plantas devem ser preenchidos com areia; Tampinhas, latinhas e embalagens plásticas devem ser jogadas no lixo e as recicláveis guardadas fora da chuva; Latas, baldes, potes e outros frascos devem ser guardados com a boca para baixo; Caixas d’água devem ser mantidas fechadas com tampas íntegras sem rachaduras ou cobertas com tela tipo mosquiteiro; Piscinas devem ser tratadas com cloro ou cobertas; Pneus devem ser furados ou guardados em locais cobertos; Lonas, aquários, bacias, brinquedos devem ficar longe da chuva; Entulhos ou sobras de obras devem ser cobertos, destinados ao lixo ou “Operação Cata-Bagulho”; Cuidados especiais para as plantas que acumulam água como bromélias e espadas de São Jorge, ponha água só na terra.

×