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FOTONOVELA - A CARTEIRA - MACHADO DE ASSIS

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FOTONOVELA - A CARTEIRA - MACHADO DE ASSIS

  1. 1. r, _l w r, J. . e v, r 4 -- . i'- ' a l_ -. 'v '- : "'x - Êarà ; liçuÕvr A " ; a » '4 'um z CH «. »mui/ Lip My) , u'. .àxzy'¡›_íz; Ar›y eu. ; .
  2. 2. Ca-Iüfazlrcz @as - 'w r' @me _5- “jcuoudgcm Ja' (n : tflauáÍÂo-x e 'djronólío jtnticipou' Cíthnzn-Ic. Prologm/ am/ o . - pnnunarnlanJo o ccnátín N ujjaquc( Iguatu. : da 'ízãtua/ :a Í . -1 “ _l I « _w _a- » . . 'jilózia “Ãllaldfzía vjyozais ÂJYcIo Úzrlõàlvuitnl "nona 'ZLIIiÍÀ-x j) «jnytécàpou Ãllu-: uJo c #Alog talunJo 9'_ _jyonal/ xat: queixa d( gozam flratqo l * _ . :«»'fl1cna7r~¡ jfuztnuo (Pl/ vaio Jr [renome] ' 'k' ; . fallitipon : II/ luany/ o r : ZJihuIJo N- . l ' Êãvx ~ +3 6 . ' ' . _ , f; àjaâo íj/ icipz "James 'Íjviãc. izo. Ç . f, , _,~ ~_1:_ . güxxonaq-'Nn' "Áanólio / ' ' . jd ¡lícipous CAÍtu-: uJo 3'! 0734;» do Íghmca
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  4. 4. De repente. Honório olhou para. o chão e Para Avaliar n «Ironunidndr deem carteira. é previu viu uma carlvirn. Abaixar-sc. apaulná-ls¡ 1- "th" mu' Hunórít» ! rm dt- rsug-ur asnmuhi uma¡ divida gluudgpla fo¡ obu¡ d? a¡g¡u¡¡ hnuuueç_ qnlmlrnccnuw 1' mnlnu miÍ-rí-íu v n varloiru¡ trazia o Ninguí-xx¡ o viu. lr'_“. '.'fi', l?f'. í'dí°' v , f; _ _ ” l N _ _ A 1 u_ N Í W ' a 1 Â ' 'l Í-I __, ,_ ' x /1 2 - h . q. s , .' r ' w - . x ^ › . .. "' _ , _ ~ . . l x - A " ' ' ' * . “~ “'71”. J» B' . ~ »v t. " o P? › ' f ” ç J f . x' _ - _ -. fig . r' ' O_ 'A' V , / “rr ñ›/7 : Â ? x V vQ/ Fà( 7X
  5. 5. Gastos de Íatnilía excessivos. a principio por servir il parentes. e depois por ttgradar t¡ tuullter. que 'vivia aborrrcidn da solidão; _ baile daqui. jantar dali. ch-apéus. lequcs. X» . tnuta cottsa mais, que não havia rerttédio em. _ senão ir descontando o futuro. › ' Endividotrse. Começou pelas contas de x llojas c alllttñtétlâ; ¡wassott aos etttpréstilttos, duzentos . a um, trezentos a outro. twinlicn» * tos a outro. c tudo a crescer. e os bailes a darem-se. e os jantares tt contarem-se. um turbilhào perpétua. uma voragctu. b à M """“ M' ' q_ wlulÍñÊí ll “ A verdade é que ia mal. Poucas causas. de pequena monta. e '¡ constituintes remissos¡ por des- graça perdera ultimamente um processo. em que Íundara grandes esperanças. Não só recebeu pottco, mas até parece que ele lhe tirou algutna cousa à reputação jttridieaten) todo caso. andavam m moíínas nos jornais. l v 'ã v A , . '¡ j V¡ *_. I_ 3 _ ' H J l (mentiu o . › - Honóriol. n; . .. - a D. Ami-lia não sabia nada¡ ele não contava nada à tnullter. bons on maus negócios. Não contava nada a ninguém. Fiugia-se tão alegre como se nadasse em um mar de prosperídades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele. dizia uma ou duas pilhêrias. ele res- pondia rom três e quatro¡ e depois ia ouvir os trechos de tnúsica alentã. que D. Aurélia tocava muito bem ao piano. e que o Gustavo escutava com indizível prazer. ou jogavam cartas. ou simplesmente falavam de politica. É "l -. .x41 "t u/ « (- . rn l v -. JJ ai* : J k: gti* t) u: 3:3 «'-
  6. 6. l ¡'_ l / C qnt : NN: . ""““ j ' a açonlcc-x: ' _ j r l r, Í JP' JV' . f . ' T"“~ . . v . .- ' Õompreendwshe que era o medo do futuro 'NL e o horror da miséria. Mas as esperanças i voltavam com facilidade. A idéia de que os dias melhores tinham de vir dava-lhe conforto para a luta. Estava com. trinta e quatro anos. - era o principio da carreira: todos os principios são cliliceis. E toca a trabalhar, a esperar. a gastar, pedir Íiado ou: emprestado. para pagar mal. e a más / ' . - __-. “_^"* Ulll dia. A mulher loi oltllñrlo dando ¡nuitos beijos ii Íilhn. criança de quatro anos. e vitrllic os olhos molhados. › horas. › à! d _, N r I v --- . , J' u' J 7 "'* l . . f _ ¡ _ . . . x Ç¡ a _ *- “ At' * - ““ . _ x. -___ n. l . t' ¡ . u: , _ 4 l x '_ : a "” i " . r 7. l_ l n¡ A w J , h t a 7 , ' ' l V7- 'I , . _ A divida : urgente de hoje são uns malditos quatrocentos e tantos ¡nil-reis de carros. Nunca demorei¡ tanto a conta. nem ela cresceu tanto. como agora; e, a rigor. o credor não lhe punha a faca aos peitos; :nas disse-lhe hoje uma palavra azeda, com um gesto mau, e Honório quer pagar-lhe hoje mesmo. Eram cinco horas da tarde. Tinhmse lembrado de ir a um agiota. mas voltou sem ousar pedir nada. Ao enfiar pela Rua. da Assennhlêia é que viu a carteira no chão, apanhou-a, meteu no bolso, e foi andando. Àlzsasísíxíq : a ; /À”~; ;;>@ã§s; m.= po t,
  7. 7. Tudo isso antew de abrir n carteira. Tirou-n do bolso. finalmente. mm com medo. qnawe s. . escondidas: abriu-a. c ficou trêmnlo. Tinha dinheiro. muito dinheiro; não contou. mas viu duas notas de duzentos milvréis. algumas de cinqüenta c vinte; calculou uns setecento~ mil-reis ou : nais: quando menos, seiscentos. Era a divida paga. . .É / / ~ « ~ ' "N a 'f 1 “ . . ~ ' ; l ' f' à _Í . , _, _ ' -r-«x V_ A descoberta cntristecen-o. Nío podia Íícar cont o dinheiro, sem praticar uu¡ : to ilícito. e, naquele cano. doloroso ao seu coraçío porque eu em d¡ no de um amigo. Todo o castelo levantado esboroon-se como se fosse de cartas. Beber: a última gota de calé. sem reparar que estava frio. Saiu, e só então reparou que era quase noite. Camiuhon para can. Parece que a necessidade ainda lhe deu uns dona empurrõea, mas ele resistiu. m a O¡ E voltava no dinheiro. olhava. paisnvu-o pela: 11150:: depois. resolvi: : o contrário. não umr do achado. resIitui-lo. Restitui-lo n quem! Trsltotl de ver se havia na carteira algum sinal. 'Se houver um nome. uma indicação qualquer. não posso ¡ttilizar-mc do dinheirm' pensou ele. Esqundrinhou os bolsos da carteira. Achou cartas. que não abriu. bilheti- nhos dobradon. que não leu. e por fin¡ um cartão de visita: leu o nome: era do Gustavo. Ma: eutio. n carteira! ... Examinott-. x por fora. e parecewlhe cletivaruettte do amigo. Voltou ao interior: .achou mais dois cartões. tnais tres. mui¡ cinco. Não havia duvidar¡ era dele. Chegando n (run. já ali achou o GIL-claro, um pouco preocupado. e n própria D. Amelia o part' cia; também. Entrou rindo. e perguntou¡ : no antigo «e lhc laltava alguma cousa. . . íÍ : v: t 51d: : í¡- x( rw I_ N r lb l _ . I › . ~ . LL _u - , m . ' > / Ú - 'L , : _ut "l"- -F - A Z  (,111 ' r M_ w _ *y p! vç_ a( ,
  8. 8. N 'Mt-tr a mão . _ , ^ Ã_- _. no bolso; ' V v V *A _L não tc ! alta “E” , . É u S* - Filha-HK' a carteira, Sabes sc I f'. - Y " I ¡nlgnxéux a achou. ” ! í › . r ” k ' _. ' Í: É' x “a _ l , a °^ ' q, 7 _v í' '* xxx? íw _ 'É x w' N S' : Í 1g_, _;, ¡ - FÃ. «rg w 7» ' : a J/ Ã--Q@^›Qs<. ;a , ,,: ..«: ;;Ç; ;«§sç , -
  9. 9. n a; x37” fgt m¡ 1' (mu w w I 3_ x1 ' 'r 7 ; à» _- , k V u x- 1 . r “A Í unir. ñ C1.; ñ “E 1 . - 'é _M1 g v! . s" q' , __. . = . ; “ . _ j¡ ; a Mt à -. m* M. , '-5 l, s w « « › . â ' « ¡t! __ ( › A' u_ 'w- ¡; [VX '1 A [Í A 'akiñ l x17; Us l i t; ¡ à! H ALÍLÍÉÊ-_Zldli . _. _, J . ; _ f' i É. ; 7x/ _ É¡ 'r Não. ache¡ ' . ' 0.4 tmn bilhe- tes de viana V* “ í A u , : v: _à_ _r __ *í 4 : Ir l . ¡w/ f” __ Honório den duas voltas. c foi utudnr de 1 toilette para o jantar. Então Gtutavt» cnc-ou . a. ntovamettte a carteira. nbríuea. foi n um dos 7 bolsos. tirou um dos billtetixtlnos. qm- o outro « . z , N não quis abrir nem ler. e esIeudcIt-mm a D. C* Atttêlin. Ausiosa e tri-tuttla, rasgou-o em trinta util pedaços: era um bilhelinlto de amor.
  10. 10. Mn d¡ a d a» de. dlaaia» t É @Em A' (C CI/ FZUÁFCL @baum »gui/ w Í httpzllwww. machadodeassis. ufsc. r/ obras/ contos/ avu¡sos/ CON- TO, %20A%20carteira, %201884.htm f? ) . Ó 95°” o MJ CJ: _É É¡

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