Afecções da pele_(equinos)

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Afecções da pele_(equinos)

  1. 1. RESUMO 374 – EQÜINOS – PROFª VERÔNICA AFECÇÕES DA PELE1. DERMATITE POR NEMATÓDEO: HABRONEMOSE- ETIOLOGIA: Habronema muscae H. majus Draschia megastoma- EPIDEMIOLOGIA: CLIMA QUENTE- PATOGENIA: AS MOSCAS (Musca Domestica, S. Calcitrans) ⇒ DEPOSITAM A L3 NA PELE LESIONADA OU NAS MUCOSAS- SINAIS CLÍNICOS: TECIDO DE GRANULAÇÃO COM ULCERAÇÃO PODE FORMAR NÓDULOS CASEOSOS PRURIDO LEVE- LOCALIZAÇÃO: CONJUNTIVA, VULVA, PARTE BAIXA DOS MEMBROS- DIAGNÓSTICO: HISTÓRICO (ferida que não cicatriza); PELA CARACTERÍSTICA DA LESÃO.- DIAGNÓSTICO DEFINITIVO: HISTOPATOLOGIA: Tecido de granulação, com a presença da larva no interior. Infiltrado eosinofílico.- DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Tecido de granulação após traumatismo; sarcoide fibroblástico; carcinoma (quando na conjuntiva); pitiose (fase inicial).- TRATAMENTO: - EXCISÃO CIRÚRGICA - IVERMECTINA: 0,2 mg/kg = 200 µg/kg. - CORTICOIDES: PREDNISOLONA (para reduzir o processo inflamatório e prurido): 1 mg/kg – B.i.d. (depois: reduzir para S.i.d. e, posteriormente, para a metade da dose). 1
  2. 2. 2. DERMATITE POR FUNGOSI. SUPERFICIALII. SUB-CUTÂNEAI. SUPERFICIAL: DERMATOMICOSE/DERMATOFITOSE (“TINHA”)- ETIOLOGIA: Trichophyton equinum T. mentagrophytes T. verrucosum (menos freqüente) Microsporum gypseum Outros: Microsporum equinum Microsporum canis- EPIDEMIOLOGIA: - MAIS EM JOVENS - ANIMAIS (DESNUTRIDOS; IMUNODEPRIMIDOS - AMBIENTE (EXCESSO DE UMIDADE E TEMPERATURA)- TRANSMISSÃO: FÔMITES OU DIRETA (menos comum)- PATOGENIA: PELE LESIONADA ⇒ AGENTE PRESENTE NAS CÉLULAS EPITELIAIS (extrato córneo) E PELO (fibras) ⇒ INFLAMAÇÃO- SINAIS CLÍNICOS: PÁPULAS ALOPECIA E DESCAMAÇÃO PRURIDO: LEVE (FASE INICIAL)- LOCALIZAÇÃO: CABEÇA, PESCOÇO, TRONCO, GARUPA (+ Microsporum gypseum), MEMBROS (+ T. Verrucosum).- DIAGNÓSTICO: HISTÓRICO (AMBIENTE) SINAIS CLÍNICOS- DIAGNÓSTICO DEFINITIVO: - RASPADO DE PELE - TRICOGRAFIA (avaliação micológica direta) - HISTOPATOLOGIA - CULTURA DE PELE 2
  3. 3. - RASPADO DE PELE: coloca na lâmina com hidróxido de potássio ou óleo mineral = Descartar ectoparasitas e tentar detectar hifas e pêlos desgastados, destruídos.- TRICOGRAFIA: pêlos desgastados, destruídos. Hifas septadas.- HISTOPATOLOGIA: Foliculite, perifoliculite, dermatite perivascular e pustular.- CULTURA DE PELE: Sabouraud: hifas e conídeas.- DIFERENCIAL: SARCÓIDE OCULTO; DERMATOFILOSE.- TRATAMENTO:* AUTOLIMITANTE - ISOLAMENTO TRATAMENTO TÓPICO: - XAMPU A BASE DE SULFETO DE SELÊNIO (3 a 5%) POVIDINE (0,5-2%) ou CLOREXIDINE (0,5-2%) ou HIPOCLORITO DE SÓDIO: 0,5% SULFATO DE COBRE (1-3%) BANHO DIÁRIO POR 7-10 DIAS. DEPOIS: 2X/SEMANA OUTRA OPÇÃO: - ENILCONAZOL a 2% - banho - GRISEOFULVINA: 100mg/kg – S.I.D. – Oral – 10 dias. OUTRO AUTOR: - BANHO COM XAMPU A BASE DE SULFETO DE SELÊNIO A 1%, SEGUIDO DE UM OUTRO BANHO COM THIABENDAZOL A 5%. PULVERIZAR O ANIMAL COM 2 LITROS – 1 X/SEMANA – 4 SEMANAS. LIMPEZA DO AMBIENTE E UTENSILIOS: - HIPOCLORITO DE SÓDIO: 5% ou FORMALINA: 5% ou CRESOL: 3%. 3
  4. 4. II. DERMATITE SUB-CUTÂNEA POR FUNGO: PITIOSE (FICOMICOSE; HIFOMICOSE)- ETIOLOGIA: Pythium spp (Hyphomyces destruens)- EPIDEMIOLOGIA: - REGIÕES ALAGADAS - TEMPERATURA (34 a 40ºC) E UMIDADE ELEVADAS- PATOGENIA: - O AGENTE TEM TROPISMO POR VASOS SANGÜINEOS ⇒ NECROSE ⇒ ocasiona uma LINFANGITE ⇒ e REAÇÃO PIOGRANULOMATOSA (INFILTRADO EOSINOFÍLICO)- SINAIS CLÍNICOS: - TECIDO DE GRANULAÇÃO, COM ELIMINAÇÃO DE MATERIAL SERO- SANGUINOLENTO. - PRURIDO: INTENSO - TAMBÉM: ANEMIA. HÁ RELATOS DE CASOS DE INAPETÊNCIA E DIARRÉIA.- LOCALIZAÇÃO: MEMBROS E ABDÔMEN - PODE HAVER COMPROMETIMENTO DOS OSSOS, LINFONODOS REGIONAIS, OLHOS E ÓRGÃOS DO SISTEMA DIGESTIVO E RESPIRATÓRIO.- ZOONOSES?- DIAGNÓSTICO: HISTÓRICO (AMBIENTE); SINAIS CLÍNICOS HEMOGRAMA: ANEMIA; HIPOPROTEINEMIA- DIAGNÓSTICO DEFINITIVO: - HISTOPATOLOGIA (meio especial para fungo): HIFAS (3 - 10µm de diâmetro); DERMATITE PIOGRANULOMATOSA; INFILTRADO EOSINOFÍLICO (também neutrófilos, macrófagos, células gigantes). - CULTURA a 35 a 37ºC (ágar extrato vegetal; ágar dextrosol; sabouraud + cloranfenicol): observar a morfologia. 4
  5. 5. - DIFERENCIAL: HABRONEMOSE; SARCÓIDE FIBROBLÁSTICO OU MISTO; TECIDO DE GRANULAÇÃO APÓS TRAUMATISMO. MAIS RARAMENTE: ZIGOMICOSE (Basidiobolus haptosporus; Conidiobolus coronatus).- TRATAMENTO: - IODETO DE POTÁSSIO: 67 mg/kg – Oral – por no mínimo 30 dias. - VACINA: Vacina da Embrapa + UFSM (Pythium-Vac®): 6 aplicações com intervalo de 15 dias. Cura: 81% dos casos3. DERMATITE POR BACTÉRIA: DERMATOFILOSE- ETIOLOGIA: Dermatophilus congolensis- EPIDEMIOLOGIA: - LESÕES NA PELE - TEMPERATURA ELEVADA - EXCESSO DE UMIDADE - ANIMAIS IMUNODEPRIMIDOS TRANSMISSÃO: O AGENTE PODE PERMANECER DENTRO DE CARRAPATOS (POR MESES) E EM MOSCAS (24 HORAS).- PATOGENIA: PELE LESIONADA ⇒ FORMAÇÃO DE PÁPULAS ⇒ PÚSTULAS ⇒ PLACAS OVÓIDES DE PELOS e CROSTAS No período chuvoso quando se retira as placas ovóides se observa uma região bastante úmida. No período mais seco não se nota tanta umidade por debaixo das placas.- SINAIS CLÍNICOS: - PLACAS OVOIDES DE PÊLO - CROSTAS - PRURIDO: RARAMENTE OBSERVADO O QUADRO PODE SE ACOMPANHAR DE APATIA E INAPETÊNCIA. LOCALIZAÇÃO: CABEÇA (FACE), PESCOÇO, GARUPA, MEMBROS.- DIAGNÓSTICO: SINAIS CLÍNICOS, EXAME LABORATORIAL. 5
  6. 6. - DIAGNÓSTICO DEFINITIVO: - LABORATORIAL: (EXAME CITOLÓGICO DO ESFREGAÇO CORADO) PLACAS OVÓIDES DE PÊLO + SALINA 0,85%: COCOS = FINOS RAMOS EM CADEIA. - CULTURA (ÁGAR SANGUE). MORFOLOGIA: “PINGO DE OURO” - HISTOPATOLOGIA: PERIFOLICULITE; DERMATITE PUSTULAR E PERIVASCULAR- DIFERENCIAL: Dermatite por Staphylococcus intermedius; Dermatomicose; Foliculite: Staphylococcus spp, Streptococcus spp, Corinebacterium spp.- TRATAMENTO: * AUTOLIMITANTE: PODE HAVER CURA ESPONTÂNEA (PODE DEMORAR + DE MESES). ISOLAMENTO TRATAMENTO TÓPICO: - REMOÇÃO DAS PLACAS E CROSTAS, LAVANDO O LOCAL COM XAMPU A BASE DE SULFETO DE SELÊNIO A 2% BANHO DIÁRIO: 7 a 10 DIAS. DEPOIS: 2X/SEMANAS. OUTRA OPÇÃO: POVIDINE (1%) SE NECESSÁRIO: - ANTIBIOTICOTERAPIA: PENICILINA PROCAÍNA: 22-44.000 UI/kg - B.I.D. – 5 DIAS. HIGIENE DO AMBIENTE/UTENSILIOS: - AMBIENTE SECO E AREJADO. - ALIMENTAÇÃO ADEQUADA.4. DERMATITE POR VIRUS: SARCÓIDE PREDISPOSIÇÃO HEREDITÁRIA (NA OPINIÃO DE ALGUNS AUTORES)- FATOR PREDISPONENTE: LESÃO DA PELE POR TRAUMATISMO- TRANSMISSÃO: FÔMITES E MOSCAS.- SINAIS CLÍNICOS: 6
  7. 7. TIPOS: OCULTO (PAVIMENTAR); VERRUCOSO; FIBROBLASTICO; NODULAR E MISTO. O sinal clínico depende do tipo de sarcóide. O OCULTO se apresenta como uma área de alopecia e descamação ou ainda como uma pequena pápula. O VERRUCOSO mostra um aspecto de verruga. FIBROBLÁSTICO: encontra-se bastante tecido granulomatoso. NODULAR: nódulos sub-cutâneos e MISTO: pode mostrar um aspecto verrucoso, fibroblástico e até mesmo nodular.- LOCALIZAÇÃO: REGIÃO PERIOCULAR; PÁLPEBRAS; COMISSURA LABIAL; REGIÃO VENTRAL, INGUINAL, MEMBROS (região mais distal).- DIAGNÓSTICO: SINAL CLÍNICO: característica do tumor.- DIAGNÓSTICO DEFINITIVO: HISTOPATOLOGIA - HIPERPLASIA EPIDERMAL. - PROLIFERAÇÃO FIBROBLÁSTICA E DE FIBRAS COLÁGENAS (CRESCIMENTO DESORGANIZADO).- DIFERENCIAL: DERMATOMICOSE (quando é do tipo sarcóide oculto); PAPILOMATOSE (quando é do tipo sarcóide verrucoso); TECIDO DE GRANULAÇÃO APÓS TRAUMATISMO (quando do tipo sarcóide fibroblástico), HABRONEMOSE (quando do tipo sarcóide fibroblástico), CARCINOMA (quando do tipo sarcóide fibroblástico); PITIOSE (quando do tipo sarcóide fibroblástico).- TRATAMENTO: PODE OCORRER REGRESSÃO ESPONTÂNEA A. EXCISÃO CIRÚRGICA B. CRIOTERAPIA (-20 A –50ºC) C. RADIOTERAPIA D. IMUNOTERAPIA • IMUNOTERAPIA: BCG. Se realiza 4 tratamentos dentro da lesão com intervalo de 2-3 semanas (produz uma resposta imunológica local). Cuidado, pois leva a uma reação local intensa (necrose). na 2ª, 3ª e 4ª aplicações, utilizar um corticoide (Ex.: prednisolona) 30 minutos antes da aplicação da BCG, com a finalidade de se tentar evitar uma reação anafilática. • EUA: vacina: Regressin® 7
  8. 8. CISPLATINA: Cis (II) diamminedichloro platinum DROGA QUE VEM SENDO UTILIZADA MAIS RECENTEMENTE.- MODO DE AÇÃO: interfere com o metabolismo celular; na estrutura do DNA e na replicação e divisão celular. DOSE DE CISPLATINA: 0,97 a 1 mg de cisplatina/cm3 de tumor – uma vez por semana. Total: 4 semanas. Administra-se dentro e ao redor do tumor.OBS.: Trabalho científico: casos acompanhados durante o período de um ano após otérmino do tratamento demonstrou 87% de regressão. 8

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