Psicodinmica na-sala-de-aula-1224409838974827-9

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  • BOA TARDE ;EU SÓ QUERIA SABER SOU PROFESSOR DO ESTADO FORMAÇÃO PEDAGÓGICA ;GOSTARIA DE SABER SOBRE O REGULAMENTO DE DOCENTES ,SE O DIRETOR TEM REALMENTE O PODER DE ADENTRAR A CLASSE NO MEIO DE UMA AULA SEM AVISAR E SE A SALA ESTIVER TRANCADA ELE ABRIR COM A CHAVE DELE ATRAPALHANDO A LINHA DE PENSAMENTO DO PROFESSOR TIRANDO TODA A AUTORIDADE O PROFESSOR NO INTERIOR DA SALA .QUE EU SAIBA A AUTORIDADE NA SALA DE AULA É O PROFESSOR E O DIRETOR TEM QUE PEDIR PERMISSÃO PARA ADENTRAR A SALA. ELE PODE FAZER ISSO TERIA ALGUM REGULAMENTO EM EU POSSA CONSTATAR A MINHA RECLAMAÇÃO.
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Psicodinmica na-sala-de-aula-1224409838974827-9

  1. 1. Autoridade seAutoridade se constróiconstrói Profª. Teresa Cristina Barbo SiqueiraProfª. Teresa Cristina Barbo Siqueira Universidade Católica de GoiásUniversidade Católica de Goiás
  2. 2. Bagunça ou inquietação? Cely, da Ciro Pimenta, em Belém diz : achar o foco de interesse do aluno é a chave para integrá-lo De maneira geral, as escolas consideram rebeldia as transgressões às regras de convivência ou a não adequação a um modelo ideal — seja em relação ao ritmo de aprendizagem (bom é quem aprende rápido) seja em relação ao comportamento (só queremos os obedientes). O primeiro passo é tomar consciência de que a inquietação é inerente à idade e faz parte do processo de desenvolvimento e de busca do conhecimento. O segundo, aceitar as diferenças. . "A indisciplina é uma das maneiras que as crianças e os adolescentes têm de comunicar que algo não vai bem". Por trás de uma guerra de papel podem estar problemas psíquicos ou familiares. Ou um aviso de que o estudante não está integrado ao processo de ensino e aprendizagem.
  3. 3. • Exige silêncio para ser ouvido • Pede tarefas descontextualizadas • Ameaça e pune • Quer que a classe aprenda do jeito que ele quer ensinar • Quer apenas passar conteúdo • Vê o aluno como mais um... • Conquista a participação com atividades pertinentes • Mostra os objetivos dos exercícios sugeridos • Escuta e dialoga. • Procura adequar os métodos as necessidades da turma • Valoriza o conteúdo da sua disciplina na construção do conhecimento • Adapta os conteúdos aos objetivos da educação e a realidade do aluno • Vê o aluno como ser humano Professor autoritário Professor com autoridade
  4. 4. • Anna, de São Luís afirma que: o diálogo pode ser uma forma de mostrar autoridade e discutir valores e ética
  5. 5. Contrato pedagógico • Finalmente, chegamos ao contrato pedagógico. Como todos os acordos que celebramos na vida (aluguel, casamento etc.), este também é um pacto com aspirações e obrigações. Trata-se de abrir um diálogo entre professor e alunos para estabelecer o que é bom para todos – e aqui, o exemplo de uma escola talvez não sirva para outra. • "É nossa função dizer à turma tudo o que cabe a ela para facilitar o ensino". • "Em contrapartida, devemos mostrar empenho em fazer todos aprenderem. • Só assim os jovens encontram sentido
  6. 6. Algumas idéias: • “A escola precisa quebrar o círculo vicioso e instalar o benigno, ressaltando as qualidades do jovem e mostrando que ele pode ter liderança positiva" • "Encontrar o centro de interesse da turma como um todo é uma excelente estratégia para integrar os jovens no processo de aprendizagem“ • "Quando há relacionamento de afeto e um professor atencioso, qualquer caso pode ser revertido em pouco tempo"
  7. 7. Como enfrentar os alunos rebeldes? • Esqueça a imagem do aluno "ideal"; • Observe a criança e o grupo com atenção; • Converse com os que atrapalham a aula, ouvindo suas razões; • Não rotule o aluno, em hipótese alguma; • Esclareça as conseqüências para a aprendizagem das atitudes consideradas • inadequadas; • Procure criar situações, com histórias ou brincadeiras, que levem a turma a refletir sobre o comportamento de um ou mais colegas, sem expô-los; • Não abra mão do objeto de seu trabalho, que é o conhecimento; • Diferencie as aulas, evitando rotinas; • Lembre-se de que os conteúdos podem ser atitudinais, e não apenas factuais e conceituais.
  8. 8. Psicodinâmica na sala dePsicodinâmica na sala de aulaaula Como lidar com o aluno consideradoComo lidar com o aluno considerado problema?problema?
  9. 9. O Processo de Ensino • Educação é uma relação recíproca, interação, comunicação e diálogo. Não há educação sem conhecimento e conhecer algo significa estar no mundo. • Ensinar exige respeito à autonomia do ser educado, exige humildade, tolerância e luta em defesa aos direitos dos educandos,   exige apreensão da realidade,  exige convicção de que a mudança é possível,  exige curiosidade   
  10. 10. O Professor • É um ser que deve ter sempre em primeiro plano o compromisso com a verdade e que deve expô-la em suas ações, que deve ler o mundo sem descuidar de ler a palavra, que precisa ouvir os seus alunos sem com isso jamais calar- se, que deve lutar pela dignidade de condições para seu ato (trabalho, salário). Não apenas repassar as verdades prontas, mas dialogar sobre estas verdades. Deve ter a liberdade de optar pela autoridade à licenciosidade dos descompromissados e autoritarismo dos fracos que temem sempre ser julgados. O professor opta pela liberdade e pela beleza, luta e se anima pela esperança, vê o sol nos olhos de uma criança em um dia chuvoso de fome e descaso. É o ser que ama o inacabado acima de tudo, que tolera e ensina, que se sabe também inacabado, admite isto e aprende.
  11. 11. O Aluno • O aluno é um indivíduo repleto de culturas e de saberes desenvolvidos fora da escola, que vem a ela em processo de formação, aberto, inacabado, curioso, inteligente, é um ser que merece todo o respeito e toda a dignidade no ato de aprender. 
  12. 12. Entendendo o Aluno Problema • É necessário avaliar o grau de comprometimento da criança ou adolescente e associar o nível de desempenho do aluno ao momento em que o processo de desenvolvimento dessa criança se viu prejudicado. • A evolução emocional de uma criança passa por três grandes fases: aquisição da homeostase, o estabelecimento de um interesse emocional pela mãe e o desenvolvimento da capacidade de se comunicar.
  13. 13. Aquisição da Homeostase • Ocorre entre 0 a 3meses • Ajuste de limiares de estímulo e confiança básica • Vinculo com a Mãe – Padrões reflexos: sugar, sorrir, prender-se ao colo, seguir a mãe visualmente quando ela se afasta e chorar. Ambos visão o contato com o adulto ou o outro. – Essa interação ocorre pelos mais diversos sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar.
  14. 14. Estabelecimento de um Interesse Emocional pela Mãe. • Ocorre entre 2 e 7 meses • Começa a estabelecer os focos de observação – Olha mais fixamente, segue objetos, persegue fontes sonoras e controla o movimento materno. Já conhece rotinas e tem expectativas. Estende os braços, tenta alcançar o mundo externo. Torna-se mais sintonizada para a interação social e interpessoal.
  15. 15. Capacidade de se Comunicar, descobrir meios e fins. • Ocorre entre 8 a 18 meses • Tomada de iniciativa e participação em ações recíprocas. – Autonomia motora: posição sentada, o gateio e o andar. – Referenciamento e reasseguramento social (conduta) – Experimentação da realidade. – Aquisição afetiva: sentido de causalidade, capacidade empática, de intersubjetividade e de reciprocidade.
  16. 16. Interagindo com o Aluno problema • O aluno problema tem uma grande dificuldade de interagir adaptativamente, não podendo usufruir da ação do grupo para seu desenvolvimento pessoal e social. Seu desempenho na sala de aula se torna extremamente perturbador.
  17. 17. Alguns Distúrbios Comuns • Autoconsciência X Socialização • Confiança e aceitação básica X Aprendizagem • Controle de impulsos e vulnerabilidade X Eficiência cognitiva • Egocentrismo X Envolvimento com a Tarefa
  18. 18. Autoconsciência X Socialização • Descrição: o aluno com esse distúrbio não tem uma percepção integrada de si. Interpreta inadequadamente os sinais sociais dos companheiros, sendo incapazes de desenvolver amizades e receber um retorno consciente do resultado de suas ações. Por apresentarem transtornos de afeto e de cognição, que ataca a estruturação da memória, não têm consciência da própria participação na criação das dificuldades
  19. 19. Autoconsciência X Socialização • Conseqüência: as atuações deste aluno são agressivas, substituindo sua inabilidade; ataques de raiva e lutas corporais são a comunicação mais comum. O uso de mentiras, trapaças, furtos, brigas, imposição de culpa aos outros torna o relacionamento mais penoso. Tudo isso resulta em baixa auto-estima. O aluno sente-se e são vistos como crianças más.
  20. 20. Confiança/Aceitação/Dependência X Aprendizagem • Descrição: o aluno com esse distúrbio apresenta incapacidade de confiar no outro e aceitar a dependência em relação a ele. A polaridade dos desejos de dependência e auto suficiência, logicamente incompatíveis, é frequentemente encontrada na psique desse aluno, em níveis inconscientes.
  21. 21. Confiança/Aceitação/Dependência X Aprendizagem • Conseqüência: o aluno tende a provocar no professor uma sensação de perplexidade, impotência, fracasso e irritação. A aceitação desse aluno estará relacionado às reações paradoxais, causando grandes amores ou grandes rechaços.
  22. 22. Impulsos/Afetividade X Eficiência Cognitiva • Descrição: o aluno com esse distúrbio apresenta dificuldades para controlar os afetos e a impulsividade, deixando-os livres para invadir o seu mundo mental. O processo de desenvolvimento da inteligência é obstaculizado pelas dificuldades em discriminar o seu eu do não-eu, o mundo interno da realidade, portanto, não consegue elaborar uma estrutura lógicas, uma construção do real. • Conseqüência: o aluno não agüenta cargas impulsivas e não tolera as frustrações.
  23. 23. Egocentrismo X Envolvimento com a Tarefa • Descrição: o aluno com esse distúrbio apresenta um descontrole instintivo, bem como uma desorganização afetiva, impedindo um equilíbrio produtivo entre as emoções próprias do desenvolvimento da tarefa e as despertadas pela mesma em si. • Conseqüência: o trabalho provoca nesse aluno um recrudescimento dos próprios conflitos, ao invés de uma postura objetiva de interesse, curiosidade e desafio prazeroso.
  24. 24. Enfrentando as dificuldades • Oferecimento de uma estrutura • Absorver a agressão • Conter os comportamentos regressivos e canaliza-lo construtivamente • Apoio à coesão do grupo • Manejo da culpa e responsabilidade
  25. 25. Estrutura • Oferecimento de uma estrutura – capacidade de estabelecer e evitar caos na sala de aula. • Deixar muito clara as regras de convivência – Oferecer uma organização rotineira coerente em sala de aula. – Resgata a capacidade de previsão e antecipação da criança
  26. 26. Estrutura • Manter a consistência das ações estabelecidas – Desobediência: aplicar o combinado anteriormente. – Desenvolve a capacidade de depender, confiar e avaliar a conseqüência de suas ações e das ações dos outros • Arranjar o material necessário de maneira organizada, simples e prática. – Organização do ambiente
  27. 27. Estrutura • Ter paciência e relembrar as combinações feitas no sentido de manter a estrutura. – Capacidade de tolerância • Ter sempre em mente que cada aumento de ansiedade deste aluno contagiará o grupo. – Controle sobre o caos dos impulsos
  28. 28. Agressão • Tentar substituir a ação motora direta e agressiva pela comunicação com palavras – Lidar com linguagem e sinais verbais
  29. 29. Regressão • Entender o comportamento inadequado como uma forma de chamar a atenção sobre si e receber cuidados especiais – Evitar a satisfação dos desejos primitivos
  30. 30. Grupo • Manter sempre no aluno a certeza de pertencer ao grupo apesar de suas alterações de comportamento – Encoraja a socialização – Auto-conhecimento – Identificação – Reciprocidade – Negociação de conflitos – Delimita limites
  31. 31. Culpa • Através do respeito as regras e combinações do grupo e seu constante reasseguramento, leva o aluno a assumir responsabilidades por suas ações e seu comportamento. – Feio X Bonito – Mau X Bom – Certo X Errado
  32. 32. Referência Bibliográfica Ferreira, M. H. M., Araújo, M. S. (1996). Psicodinâmica na Sala de Aula. Em P. B. Sukiennik (org.), O aluno Problema: Transtornos emocionais de crianças e adolescentes (27-44). Porto Alegre: Mercado aberto.

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