IInntteerraaççõõeess 
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo 
AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
António Vieira, o 
“imperad...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
O Sermão de Santo António 
...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
O sermão desenvolve-se 
com...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Pronunciado em São Luís do ...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
“As injustiças e tiranias q...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
“Se as letras do abecedário...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Por mais conselhos, 
propos...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
• Imita Santo António e fal...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Interações – 11.º Ano 
Serm...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
• O exórdio e a peroração f...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Interações – 11.º Ano 
Estr...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Interações – 11.º Ano 
Narr...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Atributos específicos dos p...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Interações – 11.º Ano 
Refl...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Defeitos genéricos dos peix...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Interações – 11.º Ano 
Defe...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
• Voadores (= ambiciosos, m...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Confirmação (final do cap. ...
UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess 
Podemos concluir que o Serm...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

P.antónio v.

283 visualizações

Publicada em

Olhar sobre P. António vieira

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
283
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
89
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
4
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

P.antónio v.

  1. 1. IInntteerraaççõõeess UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess
  2. 2. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess António Vieira, o “imperador da língua portuguesa” (Fernando Pessoa) Interações – 11.º Ano
  3. 3. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess O Sermão de Santo António aos Peixes parte da lenda medieval segundo a qual o santo, numa das suas pregações em que não consegue ser ouvido pelos homens, lança a sua palavra aos peixes, na praia deserta, que levantam a cabeça à superfície das águas como sinal da força da sua palavra.
  4. 4. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess O sermão desenvolve-se como uma alegoria: também o Padre António Vieira se dirige aos peixes, pretendendo, nas suas considerações, atingir os homens.
  5. 5. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Pronunciado em São Luís do Maranhão, Brasil, no dia 13 de junho de 1654, em louvor de Santo António. Pretende levar os colonos à reflexão sobre a exploração desumana que exerciam sobre os ameríndios, sem ter em conta a lei que lhes regulava as liberdades e as restrições.
  6. 6. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess “As injustiças e tiranias que se têm executado nos naturais desta terra (os índios) excedem em muito às que se fizeram em África. Em espaço de quarenta anos mataram-se e destruíram-se por esta costa e sertões mais de dois milhões de índios e mais de quinhentas povoações como grandes cidades, e disto nunca se viu castigo”. Excerto de carta ao rei D. Afonso VI, 1657
  7. 7. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess “Se as letras do abecedário se repartissem pelos estados de Portugal, que letra tocaria ao nosso Maranhão? Não há dúvida que o M. M de Maranhão, M de murmurar [lançar rumores, boatos], M de motejar [no sentido de «gracejar»], M de maldizer, M de malsinar, de mexericar e, sobretudo, M de mentir: mentir com as palavras, mentir com as obras, mentir com os pensamentos, que de todos e por todos os modos aqui se mente”. Sermão da Quinta Dominga da Quaresma
  8. 8. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Por mais conselhos, propostas e recomendações que fizesse, Vieira sentia que nada de relevante se alterava no estatuto real dos índios.
  9. 9. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess • Imita Santo António e fala aos peixes, louvando-lhes as virtudes e criticando-lhes os defeitos. • Sendo os homens piores que os peixes, sobretudo os do Maranhão, pátria em que todos os defeitos e pecados humanos se elevam ao mais alto grau.
  10. 10. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Interações – 11.º Ano Sermão - definição • Discurso argumentativo que privilegia a 2ª pessoa, pois tem por fim persuadir e garantir a adesão do público. • Obedece à seguinte estrutura interna: exórdio, narração, confirmação, epílogo ou peroração.
  11. 11. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess • O exórdio e a peroração fazem apelo aos sentimentos do auditório, apresentando o assunto e as conclusões. • As partes intermédias ocupam-se da exposição dos factos e respetiva argumentação.
  12. 12. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Interações – 11.º Ano Estrutura Exórdio • Exposição do tema – A partir do versículo de S. Mateus “Vós sois o sal da terra”, referente aos pregadores, cuja função é “salgar”, ou seja, ditar a boa doutrina, verificando que a Terra se “não deixa salgar”, porque está corrupta, Vieira vai pregar aos peixes, à maneira de Sto. António.
  13. 13. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Interações – 11.º Ano Narração (II, III, IV, V): • Virtudes genéricas dos peixes: ouvem e não falam; foram os primeiros seres criados; são os mais abundantes; é entre eles que se encontram os maiores seres. Mostraram obediência, respeito e devoção: escutaram Sto. António; salvaram Jonas. • Virtudes naturais: desconfiam dos homens, por isso se salvam. Assim fez Sto. António fugindo para o deserto.
  14. 14. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Atributos específicos dos peixes • Peixe de Tobias: cura a cegueira; afasta os demónios. Assim fez Santo António nas suas pregações. Apelo aos moradores do Maranhão. • Rémora (= língua de Santo António) – para refrear as paixões. Alegoria das Naus: Soberba /Cobiça / Sensualidade. • Torpedo (= língua de Santo António): faz tremer (e emendar os pecados). • Quatro-olhos: para se livrarem dos inimigos do ar e do mar. Interações – 11.º Ano
  15. 15. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Interações – 11.º Ano Reflexão Também os homens só devem olhar para cima, lembrando-se de que há céu; e para baixo, de que há Inferno. Os peixes ajudam à salvação: são usados nos jejuns e são alimentos dos pobres.
  16. 16. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Defeitos genéricos dos peixes • Voracidade: “Comei-vos uns aos outros”. Paralelismo com o homem. Os maiores comem os mais pequenos. • Ignorância e cegueira: (Pescados pelo anzol, atraídos pelo retalho de pano. Tráfico de panos no Maranhão (Vaidade). Santo António procedeu ao contrário. Abandonou luxos, mas pescou almas com uma corda e um pano de burel. Interações – 11.º Ano
  17. 17. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Interações – 11.º Ano Defeitos específicos • Roncadores (peixes pequenos que roncam muito). Assim os homens: quanto menos valem mais blasonam. S. Pedro; Golias. Santo António, “porque tanto calou, por isso deu tamanho brado”. • Pegadores (= parasitas, aderentes). Salvam-se os “pegadores de Deus”: David; Santo António. O castigo: Morrem quando morre o grande ao qual se “pegaram”.
  18. 18. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess • Voadores (= ambiciosos, megalómanos, vaidosos). Santo António voou para baixo e não para cima. • Polvo (= hipócrita, traiçoeiro). Santo António, pregador dos peixes: “o mais puro exemplar da candura, da sinceridade e da verdade”).
  19. 19. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Confirmação (final do cap. V) Apelo final: Castigo, excomunhão dos que se apropriam dos bens alheios. Peroração (VI) Julgamento final dos peixes. Louvores a Deus.
  20. 20. UUmm oollhhaarr ssoobbrree oo SSeerrmmããoo ddee SSaannttoo AAnnttóónniioo aaooss PPeeiixxeess Podemos concluir que o Sermão de Santo António aos Peixes se trata de uma sátira bela e audaciosa: pela variedade de tipos focados, pelo imprevisto da caricatura e da fantasia construtiva, pela causticidade da ironia, pela expressividade do discurso, onde o paralelismo, a gradação, a enumeração, a citação, a antítese, a exclamação, a apóstrofe, revelam todo o esplendor da língua portuguesa.

×