1IntroduçãoO actual sistema educativo tem como objectivo primordial a formação dos seus alunos, o queimplica a compreensão...
2PensamentoO que é o pensamento?Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sis...
3(ou a voz) a produza, mas ela não é apenas o som, mas tudo o que a maneira com que esse som égerado sequencialmente no te...
4um raciocínio, uma emoção, um sentimento, uma decisão. Em todos estes casos, o processamentomental desencadeia alterações...
5    Memória sensorialA perda ou dificuldade de armazenar e/ou recuperar a informação é chamada de amnésia. É umasituação...
6Na memória de curta duração uma pequena quantidade de material pode ser retida indefinidamente,através de um acto de trei...
7arbitrariedade. Parte da força de um bom modelo mental reside nessa habilidade de dar significadoàs coisas.A comparação d...
8O uso da memória episódica se deve à formação de esquemas e scripts (roteiros) baseados nasexperiências frequentes de des...
9Doença de AlzheimerUma porção significativa da população acima dos 50 anos sofre de alguma forma de demência. Amais comum...
10ConclusãoA maior parte de nós saberá, certamente, a memória que tem o nosso computador ou até acapacidade de armazenamen...
11Bibliografia   1. CARRAHER, Terezinha Nunes. Aprender pensando. Contribuições da Psicologia Cognitiva       para a Educa...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Pensamento

1.340 visualizações

Publicada em

O trabalho cientifico sobre o pensamento 2012

Publicada em: Educação
3 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.340
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
32
Comentários
3
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Pensamento

  1. 1. 1IntroduçãoO actual sistema educativo tem como objectivo primordial a formação dos seus alunos, o queimplica a compreensão e a aquisição de novos conhecimentos. Os vários níveis de ensino exigem aaprendizagem de um número considerável de novas informações e a sua posterior recordação, sejano decorrer das aulas, seja na realização de exames. Estas tarefas de aprendizagem e recordaçãoestão directamente relacionadas com a memória humana, com os processos de aquisição, retenção erecuperação de conhecimento. A memória humana é uma componente fundamental nas tarefas decompreensão verbal e escrita, no cálculo e raciocínio. Ela representa um papel fundamental nosistema cognitivo e poderá ser considerada responsável por algumas diferenças importantes dedesempenho dos sujeitos nas tarefas escolares. A memória é uma palavra utilizada frequentementeno nosso dia-a-dia. De facto, usámo-la tantas vezes mas raramente pensamos no seu significado.O pensar é uma aprendizagem que o ser humano carrega para a vida toda. É uma realidadeabsolutamente nova em relação a tudo que existe no mundo. Todo ser humano pensa. Mas nemsempre o faz de maneira reflexa.
  2. 2. 2PensamentoO que é o pensamento?Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistemamental. Pensar permite aos seres modelarem o mundo e com isso lidar com ele de uma formaefectiva e de acordo com suas metas, planos e desejos. Palavras que se referem a conceitos eprocessos similares incluem cognição, consciência, ideia, e imaginação. O pensamento éconsiderado a expressão mais "palpável" do espírito humano, pois através de imagens e ideiasrevela justamente a vontade deste.O pensamento é fundamental no processo de aprendizagem (vide Piaget). O pensamento éconstrutivo do conhecimento. O principal veículo do processo de conscientização é o pensamento.A actividade de pensar confere ao homem "asas" para mover-se no mundo e "raízes" paraaprofundar-se na realidade.Etimologicamente, pensar significa avaliar o peso de alguma coisa. Em sentido amplo, podemosdizer que o pensamento tem como missão tornar-se avaliador da realidade. O pensamento é acapacidade de compreender, formar e organizar conceitos, representando-os na mente. Diz respeitoà habilidade em manipular conceitos mentalmente, estabelecendo relações entre eles ligando-os econfrontando-os com elementos oriundos de outras funções mentais (percepção, memória,linguagem, afecto, atenção, etc.) e criando outras representações (novos pensamentos).Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o pensamento não é uma habilidade cognitivaexclusiva da espécie humana. Pode-se dizer que os animais, como um todo (excepção feita aos quenão possuem sistema nervoso como as esponjas e, talvez, dos unitários), possuem algum tipo deestruturação de pensamento (compreendido no sentido lato, ou seja, a capacidade de processarinformação através de um sistema nervoso organizado), mas obviamente sem ter o nível decomplexidade alcançado pelos seres humanos.O pensamento está geralmente associado com a resolução de problemas, tomadas de decisões ejulgamentos. O pensamento trata-se de uma ocorrência que se dá na mente, como um sentimento,uma emoção, uma percepção, uma volição, uma evocação, uma memorização, um raciocínio etc. Emente nada mais é do que a entidade que consiste em um cérebro em funcionamento actual oupotencial. A mente não é o cérebro, mas não existe sem ele. É um fenómeno do cérebro, isto é, umacontecimento que se estabelece devido a seu funcionamento, que depende de sua constituição,estrutura e dinâmica. O pensamento é como uma música. Ela não existe sem que um instrumento
  3. 3. 3(ou a voz) a produza, mas ela não é apenas o som, mas tudo o que a maneira com que esse som égerado sequencialmente no tempo seja capaz de produzir, devido á variação da altura, daintensidade, do timbre, do ritmo, da melodia, da harmonia e de todas as demais características.Assim o pensamento é uma sequência de evocações de percepções, de associações, de sentimentos,e de tudo o que o funcionamento do cérebro pode produzir. Note-se que o pensamento pode mesmoser inconsciente (consciência já pode ser o tema de outro tópico). Certamente para pensar a menterequer que o cérebro funcione e, portanto, consuma energia. Mas o pensamento não é energia, nemtampouco reacções químicas. Não é matéria e nem espírito (que, aliás, não existe). Pensamentopertence à categoria de realidades que denominam-se “ocorrências”. Isto é: pensamento é umprocesso que se dá na mente, um acontecimento, um evento. Para que tal evento ocorra é requeridoo fornecimento de energia como, de resto, em todo processo orgânico. Mas esta energia é afornecida pela metabolização do alimento que se ingere. Ela não prove de fonte externa aoorganismo. Energia não é uma entidade e sim um atributo. Não existe energia em si mesma, masapenas como propriedade de alguma coisa. Como uma cor, por exemplo. Tal ocorrência consiste emtransmissões de sinais entre neurónios. Não há nenhuma evidência experimentalmente testificada deque o pensamento possa, naturalmente, emanar da mente que o experimenta, propagar-se peloespaço e ser captado por outra mente, lembrando que a mente é um fenómeno do cérebro. Ainterpretação dos fatos havidos com os macacos lavadores de batatas como transmissão depensamento é gratuita.Uma questão, contudo, é inteiramente pertinente: de onde vêm o pensamento? Isto é, o quedesencadeia a ocorrência de um pensamento na mente? Várias coisas. Em sua origem, todoprocessamento mental provém das sensações que os órgãos dos sentidos levam ao cérebro. São osestímulos visuais, sonoros, térmicos, tácteis, olfactivos, gustativos bem como dos sentidos quepercebem o equilíbrio, o posicionamento do corpo e o funcionamento dos órgãos internos queprovocam as primeiras cadeias de transmissões de sinais neurais que se transformam empercepções, assim que interpretados. Em segundo lugar, o próprio cérebro, em seu funcionamento,evoca, por associação ou mesmo aleatoriamente, a percepção de imagens já registadas na memória.E as processa, produzindo novos resultados que passam a ser registados. Esse fluxo deprocessamento neural é que é o pensamento. Ele pode se dar de modo consciente ou inconsciente,voluntário ou involuntário. Quando consciente, o “eu” (self) toma ciência da ocorrência. Nossonhos e alucinações há uma emulação inconsciente da consciência, que, inclusive, pode acarretarrespostas motoras (sudorese, micção e mesmo, locomoção, além do movimento dos olhos,característico do estágio REM do sono). Dependendo de seu modo de ser, o pensamento pode ser
  4. 4. 4um raciocínio, uma emoção, um sentimento, uma decisão. Em todos estes casos, o processamentomental desencadeia alterações somáticas, como excitação, taquicardia, sudorese, rubor, palidez,secura na boca, vaso constrição ou dilatação. Todas essas alterações são percebidas pela varredurados sentidos e registadas na memória com parte da ocorrência, de modo que o processamentomental não é apenas cerebral, mas envolve todo o organismo.MemóriaA memória é a capacidade de registar, armazenar e evocar as informações recebidas e processadaspelo organismo. Ela é provavelmente uma das funções mentais mais estudadas pela psicologiacognitiva, juntamente com a linguagem e a inteligência. Talvez isso se deva ao fato de que érelativamente simples solicitar a memorização e recordação de informações através dasexperiências. Contudo, existe um número expressivo de modelos de memória, categorizando-as devárias formas.A memória é a capacidade de adquirir (aquisição), armazenar (consolidação) e recuperar (evocar)informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, emdispositivos artificiais (memória artificial). A memória focaliza coisas específicas, requer grandequantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços dememória e conhecimentos a fim de gerar novas ideias, ajudando a tomar decisões diárias.Resumidamente, a memória pode ser dividida em três processos:Codificação: processo de entrada e registo inicial da informação. A codificação diz respeito àcapacidade que o aparato cognitivo possui de captar a informação e mantê-la activa por temposuficiente para que ocorra o processo de armazenamento, segunda etapa da memória.Armazenamento: capacidade de manter a informação pelo tempo necessário para que,posteriormente, ela possa ser recuperada e utilizadaEvocação ou reprodução: capacidade de recuperar a informação registada e armazenada, paraposterior utilização por outros processos cognitivos (pensamento, linguagem, afecto, etc.).Abaixo estão algumas das possibilidades de classificação da memória:  Memória de curto prazo e memória de longo prazo  Memória episódica
  5. 5. 5  Memória sensorialA perda ou dificuldade de armazenar e/ou recuperar a informação é chamada de amnésia. É umasituação clínica relativamente comum em casos de lesão cerebral, seja por patologias ou portraumas de diversas espécies.Memória sensorialA Memória sensorial é um sistema mantém uma precisa e completa fotografia do mundo como érecebido pelo sistema sensorial através dos órgãos de sentidos. Assemelha-se, conforme relata asimagens persistentes que em geral desaparecem em menos de 1 segundo, por volta de 0,1 a 0,5segundos. Ainda que a sensação seja efémera, ela pode ser suficientemente forte para reter aatenção e atravessar as fronteiras da memória de curto prazo. Uma experiência com um lápis sendomovido em movimentos ondulatórios para trás e para frente defronte aos nossos olhos. Graças a esteprocesso da memória, é possível ver um rastro seguindo o lápis, conforme ele é movimentado. Orastro não aconteceria caso o lápis estivesse sendo movimentado lentamente. Isso ocorre porqueleva cerca de 10 ciclos para cada 5 segundos para manter a continuidade da imagem que passou.Tais características do armazenamento da memória sensorial estão intimamente ligadas àscaracterísticas do tempo de resposta do sistema visual e, consequentemente, do tempo de feedbackdos sistemas interactivos.Memória de Curto Prazo ou Memória OperacionalA memória de curto prazo retém, de maneira diferente, o material armazenado provindo do sistemasensorial. Neste momento a informação armazenada não é uma imagem completa do evento, comoacontece no nível da memória sensorial. Na verdade, a memória de curto prazo parece reter aimediata interpretação dos eventos.Existe uma diferença entre se lembrar da imagem, dos eventos e lembrar a interpretação desteseventos. Apenas cerca de cinco ou seis itens que foram apresentados podem ser retidos. Peloesforço consciente, pela repetição do material para si próprio é possível armazenar esse material namemória de curta duração por um tempo indefinido. A habilidade de manter coisas activas namemória de curta duração através do treino dos itens é uma das características mais importantes damemória de curto prazo. Informações no armazenamento da informação sensorial não podem sertreinadas, pois o armazenamento dura apenas alguns décimos de um segundo e não existe forma deprorrogá-lo.
  6. 6. 6Na memória de curta duração uma pequena quantidade de material pode ser retida indefinidamente,através de um acto de treinamento. Existe uma clara e eloquente diferença entre a memória paraeventos que acabaram de ocorrer e a memória para eventos ocorridos há algum tempo - um édirecto e imediato, o outro é tortuoso e lento. Eventos que acabaram de acontecer ainda estãopresentes na mente, eles nunca a deixaram de forma consciente. Tempo e esforço são necessáriospara introduzir novo material na memória de longo prazo. Eventos passados são absorvidos comesforço. Memória de curto prazo é imediata e directa e a de longo prazo é trabalhada e forçada.Memória de Longo Prazo ou Memória PermanenteA memória de Longo prazo é a mais importante dos sistemas de memória, e também a maiscomplexa. A capacidade de armazenamento dos sistemas de informação sensorial e de memória decurto prazo é bastante limitada, uma por uns poucos décimos de segundo e a outra por poucos itens,mas parece não haver limite prático para a capacidade da memória de longo prazo.Tudo que é retido por mais que poucos minutos deveria ficar no sistema de memória de longoprazo. Todas as experiências aprendidas, incluindo as regras de linguagem, deveriam ser parte damemória de longo prazo. De fato, muitos dos experimentos psicológicos podem ser consideradosrelativos aos problemas de manter, acessar e interpretar propriamente o material na memória delongo prazo.As dificuldades reais associadas à memória de longo prazo surgem, principalmente, de uma origem:o acesso. A quantidade de informações contidas na memória é tão grande que encontrá-las, de fato,deveria ser o principal problema. Ainda que as coisas possam ser encontradas rapidamente, atémesmo em um ato comum de leitura, o significado dos símbolos impressos na página deve serinterpretado através de um acesso directo e imediato para a memória de longo prazo. Os problemasassociados com a capacidade de pegar um item correcto dentre milhões ou bilhões que estãoestacados mostram a totalidade da estrutura de todos os estágios das etapas da memória.A maior parte das coisas no mundo tem uma estrutura sensível, o que simplifica bastante as tarefasda memória. Quando as coisas fazem sentido, correspondendo ao conhecimento já adquirido, entãoo novo material pode ser entendido, interpretado e integrado ao material adquirido previamente.Agora se podem usar regras e limitações para ajudar a entender o que as coisas significam dentro deonde ela está inserida. A estrutura de significado pode organizar as aparentes questões de caos e
  7. 7. 7arbitrariedade. Parte da força de um bom modelo mental reside nessa habilidade de dar significadoàs coisas.A comparação de memoria de curto prazo e de longo prazo Memória a curto prazo Memória a longo prazo Não se conhece um limite preciso à sua capacidadeO limite da capacidade de armazenamento de de armazenamento da informaçãoinformação foi calculado à volta de sete unidades deinformação.A duração da informação retida é de cerca de A duração da informação é praticamente30 segundos no máximo. ilimitada.A duração da informação é praticamente ilimitada. A informação encontra-se em estado latente.Mantém a informação de uma maneira consciente e Para a recuperar é preciso uma exigência doactiva organismo, de modo que seja activada e transferida para a memória a curto prazoCostuma codificar as propriedades acústicas e Codifica, sobretudo, as propriedades semânticas dosvisuais dos estímulos que chegam através dos sentidos por meio da elaboração de códigos muitosentidos complexosA informação permanece presente durante todo o A recuperação da informação exige técnicas etempo mecanismos treinados consciente ou inconscientementeMemória episódicaMemória episódica é a memória de eventos autobiográficos que podem ser lembradosconscientemente. Usando essa capacidade, uma pessoa pode, por exemplo, lembrar de uma viagemrecente, e reviver mentalmente eventos que aconteceram nela, ver os lugares por onde passou,escutar os sons, sentir os aromas e lembrar das pessoas que conheceu. Psicólogos distinguem doistipos de memória declarativa, a memória episódica e a memória semântica. São instâncias damemória episódica as lembranças de acontecimentos específicos. São instâncias da memóriasemântica as lembranças de aspectos gerais.Constituinte da Memória de Longo Prazo, a memória episódica é usada para armazenarexperiências pessoais, sem detalhamentos. Segundo Tulving (1972), esse tipo de memória éresponsável pelo armazenamento de informações de contextos espaciais e temporais específicos.Em outras palavras, ela tem como função o armazenamento de informações sobre histórias pessoaislocalizando-as no espaço e no tempo específicos.A criança passa a fazer uso da memória episódica por volta dos 3 ou 4 anos de idade, quandocomeça a encadear os eventos em forma de histórias, descrevendo os episódios vivenciados por ela.
  8. 8. 8O uso da memória episódica se deve à formação de esquemas e scripts (roteiros) baseados nasexperiências frequentes de deslocamento espacial. O deslocamento do indivíduo (ou de objectospercebidos), que acontece reiteradas vezes, leva à formação do esquema um deslocamento físicoenvolve: um ponto de origem, pontos específicos identificados ao longo do percurso (com ou semobstáculos) e um ponto de chegadaAo aprender a controlar suas metas e a retornar ao ponto de origem, sem a ajuda de um adulto(reversibilidade), a criança passa a fazer uso de scripts, ou seja, de sequências de etapas quedefinem um percurso já conhecido do falante. Nesse período, ela é capaz de reencontrar o ponto deorigem, simular mentalmente as etapas para se chegar a um determinado lugar, incluindo, ospercursos que envolvam obstáculos.Factores relacionados com a perda de memóriaAmnésiaAmnésia é a perda parcial ou total da capacidade de reter e evocar informações. Qualquer processoque prejudique a formação de uma memória a curto prazo ou a sua fixação em memória a longoprazo pode resultar em amnésia.As amnésias podem ser classificadas em amnésia orgânica causada por distúrbios no funcionamentodas células nervosas, através de alterações químicas, traumatismos ou transformações degenerativasque interferem nos processos associativos acarretando uma diminuição na capacidade de registar ereter informações, ou amnésia psicogênica resultante de factores psicológicos que inibem arecordação de certos fatos ou experiências vividas. Em linhas gerais, a amnésia psicogênica actuapara reprimir da consciência experiências que causam sofrimento, deixando a memória parainformações neutras intacta. Neste caso, pode-se afirmar que a pessoa decide inconscientementeesquecer o que a fazer sofrer ou reviver um sofrimento. Em casos severos, quando as lembrançassão intolerável, o indivíduo pode vivenciar a perda da memória tanto de fatos passados quanto dasua própria identidade. As amnésias podem ainda ser divididas em termos cronológicos, emamnésia retrógrada e amnésia anterógrada. A amnésia retrógrada é a incapacidade de recordar osacontecimentos ocorridos antes do surgimento do problema, enquanto a amnésia anterógrada é àincapacidade de armazenar novas informações a longo prazo.A depressão é a causa mais comum, porém a menos grave. Denomina-se depressão uma doençapsiquiátrica, que inclui perda do ânimo e tristeza profunda superior ao mal causado pelascircunstâncias da vida.
  9. 9. 9Doença de AlzheimerUma porção significativa da população acima dos 50 anos sofre de alguma forma de demência. Amais comum é a doença de Alzheimer, na qual predomina a perda gradativa da memória, poisocorrem lesões inicialmente nas áreas cerebrais responsáveis pela memória declarativa, seguidas deoutras partes do cérebro.Outros factoresA doença de Parkinson, nos estágios mais severos, o alcoolismo grave, uso abusivo da cocaína oude outras drogas, lesões vasculares do cérebro (derrames), o traumatismo craniano repetido e outrasdoenças mais raras também causam quadros de perda de memória.O esquecimentoA memória humana reveste-se de uma carácter adaptativo, pois ela tem a capacidade de adquirir,reter e recuperar informação. Assim, coloca-se a questão: toda a informação que entra permaneceretida na memória? A memória dispõe de recursos biológicos e cognitivos que para garantirem oseu carácter adaptativo lhe impõem determinadas restrições. Não retemos tudo o queexperimentamos, dado que qualquer exigência gera uma “impressão”, ou seja, “a maior parte destasimpressões não se convertem em pistas de memória, são simplesmente elementos instáveis quedesaparecem” (Vargas, 1994). Deste modo, o esquecimento assume-se como uma condição damemória. Ele não é, salvo algumas excepções, sinónimo de um qualquer tipo de doença damemória, mas sim condição necessária para a saúde da mesma.Resumindo, não podemos falar de memória sem falar em esquecimento. O esquecimento não podeser encarado como uma lacuna da memória, já que ele é condição da própria memória: é porqueesquecemos que continuamos a reter. O esquecimento tem uma função selectiva, dado que afastainformações que não são úteis ou necessárias, e ocorre nos diferentes níveis de memória. Oesquecimento é então a incapacidade de reter, recordar ou reconhecer uma informação.
  10. 10. 10ConclusãoA maior parte de nós saberá, certamente, a memória que tem o nosso computador ou até acapacidade de armazenamento de um disco compacto; e pelo contrário, nada sabemos acerca decomo funciona a nossa memória e de como ela é formada. A memória consiste em armazenarinformação mas essa informação não fica armazenada na sua totalidade devido à capacidadelimitada da mesma. Ao longo da vida vamos guardando experiências e vivências, mas há factos quenão armazenamos simplesmente porque não nos interessam ou então porque tivemos dificuldadesno processo de codificação. Sem memória, isto é, sem um sistema de retenção e recordação nãoseria possível ver, ouvir, falar e muito menos pensar.
  11. 11. 11Bibliografia 1. CARRAHER, Terezinha Nunes. Aprender pensando. Contribuições da Psicologia Cognitiva para a Educação. 7ª edição. Vozes. Petrópolis: 1992. 2. LIEURY, Alain. Memória e sucesso escolar. Editorial Presença. Lisboa: 1997

×