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Crítica ao fórum de educaçãodoc

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Crítica ao fórum de educaçãodoc

  1. 1. CARTA AO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (DEA)INTRODUÇÃOSabidamente, o Fórum Brasileiro de Educação Ambiental é o mais importante evento daEducação Ambiental no país. A sua sétima edição acontecerá em Salvador, Bahia, entreos dias 28 e 31 de março de 2012, com o tema Educação Ambiental: Rumo a Rio +20 eàs Sociedades Sustentáveis.A educação ambiental surge como uma das possíveis estratégias para o enfrentamentoda crise civilizatória de dupla ordem, cultural e social. Sua perspectiva crítica eemancipatória visa à deflagração de processos nos quais a busca individual e coletiva pormudanças culturais e sociais estão dialeticamente indissociadas.A articulação democrática de princípios de Estado e comunidade, sob a égide dacomunidade, coloca o Estado como parceiro desta no processo de transformação dostatus quo situado, segundo Boaventura de Souza Santos, como um “novíssimomovimento social”. Neste diapasão é de se esperar que o Estado cumpra o seu papel,previsto legalmente, de fortalecer a sociedade civil como sede da superestrutura.As políticas públicas em educação ambiental implicam uma crescente capacidade doEstado de apoiar efetivamente a sociedade civil que não pode arcar com o ônus que é doEstado. Aquela tem sido protagonista e até tem extrapolado muito sua capacidade deação.A principal base do VII FÓRUM Brasileiro de Educação Ambiental supostamente previstaé a reunião dos educadores ambientais que compõem a Rede Brasileira de EducaçãoAmbiental (REBEA) e seu fortalecimento.DOS FATOSEra de se esperar que as Secretarias de Meio Ambiente e Educação do Estado da Bahiaajudasse nas despesas de passagens, hospedagem e alimentação, custeando oseducadores ambientais que não são muitos. Neste caso, é previsível e devido ao Estadoda Bahia todo apoio neste sentido aproveitando este magno evento para promover seusagentes socioambientais.Estranhamente os promotores do evento ainda apresentam inscrições nos seguintesformatos: Até 25/01Categorias Até 28/02 Até 18/03 No Local AtualizadoEstudantes Graduação R$ 35,00 R$ 45,00 R$ 55,00 R$ 55,00Profs. Ensino Médio e R$ 35,00 R$ 45,00 R$ 55,00 R$ 55,00FundamentalProf. Universitário R$ 65,00 R$ 75,00 R$ 85,00 R$ 85,00Demais Profissionais R$ 75,00 R$ 85,00 R$ 95,00 R$ 95,00Inscrições Especiais Isentos
  2. 2. Até 25/01Categorias Até 28/02 Até 18/03 No Local Atualizado(Idosos e Integrantes IMPORTANTE: Inscrições Especiais não serãoComunidades Tradicionais e feitas antecipadamente pelo web site, apenasAgricultores Familiares) diretamente com a Secretaria Executiva. Para se inscrever, entre em contato conosco: E-mail: sec.executiva_VIIforumea@taticcaeventos.c om Telefone: (71) 3354-9050 / 3494-2838“Os Estudantes de Pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado) sãoconsiderados profissionais, a não ser que atuem como professores universitáriosou de ensino médio e fundamental, que possuem categorias específicas de valorespara inscrição”O valor do m² para os stands é R$ 250,00. Há opções de stands com 9, 18 e 36m².Caso confirme o interesse, favor enviar emailsec.executiva_VIIforumea@taticcaeventos.com a planta para sinalização eencaminharemos a planta para a escolha da localização do stand.Também é possível fazer parte dos parceiros apoiadores nos espaços depublicidade no site do Fórum pelo valor de R$ 2 mil. Sua marca ficará expostadurante todo este período até o evento.Existe a isenção de uma inscrição (apenas uma) para facilitadores de minicursos e/ou oficinas, contudo, diante da quantidade de trabalhos a serem acatados,infelizmente não é possível custear despesas de alimentação, hospedagem edeslocamento de nenhum dos autores”.Sabidamente o Fórum tem o apoio promocional tanto do MMA como da Itaipu Binacionale podemos supor que há suporte financeiro para tal.DA ANÁLISE CRÍTICA DOS FATOSFica demonstrado claramente que o Fórum de Educação Ambiental, que será promovidopela Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (SEMA) tem outros propósitos que não ospertinentes ao âmbito socioambiental. Ademais, o Estado não arca com nenhumadespesa de transporte, hospedagem e alimentação e ainda cobra taxa de inscrição. Issoporque o evento tem a promoção do MMA e da Itaipu Binacional que devem ter cobertotodas as despesas.Configura-se, entre outras coisas, injusto e indevido. O Fórum será esvaziado, desfocadodos reais delineamentos exarados nos princípios, diretrizes e objetivos propostos pelaPolítica Nacional de Educação Ambiental. O Fórum inviabilizará a participação de muitoseducadores ambientais e outros importantes atores relacionados que não podem arcarcom despesas na faixa de R$ 600,00. Impossibilitados de arcarem com despesas dedeslocamento, alimentação e hospedagem, além do acinte na cobrança de taxa deinscrição.Que é do papel do Estado e das políticas de fomento da educação socioambientalprevistas na Lei 79.795/99? Aqui se configura, claramente, em moldes tão injustos e
  3. 3. inviáveis, o alijamento dos educadores. Ambientais. Consequentemente, um processodiametralmente oposto, excludente, ao invés de se fomentar e promover a efetivaparticipação como previsto e esperado, porque o canal de oportunidades de participaçãofoi fechado.Que é do entendimento e da compreensão que se busca para a resolução de conflitossocioambientais, efetivação de decisões melhores com participação democrática, acesso,vez e voz dos educadores socioambientais?Entre os objetivos delineados pelo Fórum é apregoado que: “O Fórum incentiva e difunde a cultura de organização em padrão rede,proporcionando experiências e conhecimentos que fortaleçam sua compreensão eprática. Ao mesmo tempo em que apresenta o campo da Educação Ambiental paranovos militantes e educadores, incentiva a reflexão crítica para aqueles que neleatuam a partir da sociedade civil, do mercado e do Estado”(sec.executiva_VIIforumea@taticcaeventos.com)Contrariamente aos propósitos delineados, o Fórum não incentiva e nem difunde acultura, não promove a Educação Ambiental para inserção de novos militantes eeducadores. A ampla programação fica definitivamente comprometida neste formato e,diferentemente do que se propõe, não contempla a participação dos diversos segmentosda sociedade, porque não oferece espaço de participação, encontro, discussão,apresentação de trabalhos e, contrariamente promove a disseminação de uma imageminstitucional negativa, enfraquecendo e contrariando os preceitos da própria educaçãoambiental. Sem debate, para que realização de Fórum? Quem é o educador ambiental (seé que existe para propor os delineamentos desse Fórum?Não basta só conhecer e repetir os princípios e conceitos da E.A., pois isso não supera odesencontro entre educadores e educadores ambientais existindo também um abismoinfranqueável para as promoções por parte do Poder Público que neste caso se configuraparadoxalmente como obstrução. Diante de tal fato, como esperar compreensão maiorpara os problemas socioambientais com ações efetivas de contenção dos agravos emtodos os âmbitos por falta de consciência socioambiental que não raro fica petrificada nosdiscursos bem elaborados, prontos e acabados para tentar legitimar o processo desofismas e falácias em vários segmentos do Poder Público?A educação ambiental, sabidamente pública, obrigatória, não pode continuar escorada nainiciativa privada e na simples cooptação das ONG’s e demais segmentos, sem que oPoder Público cumpra sua responsabilidade (dever-obrigação), valendo-se daprerrogativa que tem para fomentar o processo em toda a sociedade. É preciso que ospropósitos conscientivos que circulam na sociedade sejam apoiados pelo Estado para oalcance transformativos da realidade em todos os âmbitos. A quem interessa amanutenção do status quo e, por sua vez da transformação?“Não está disponível a modalidade de apresentação oral dos trabalhos, somente”(sec.executiva_VIIforumea@taticcaeventos.com)Afigura-se aqui mais um descalabro inaceitável. Pressupõe-se que um Fórum seja umaferramenta de interação, em que professores promovem relações dialógicas de discussãopara estabelecer entendimentos. O simples cerceamento e indisponibilidade deapresentação obsta a prerrogativa dos educadores ambientais e tergiversa os finalismos
  4. 4. do Fórum, onde não se pode falar e nem apresentar nenhum trabalho oral, num francocerceamento do princípio basilar da própria educação ambiental, configurado naeducomunicação, no exercitamento da cidadania, no direito de livre expressão, obstandototalmente a ação do educador ambiental, pretensamente resguardada e promovida peloEstado. Se se age assim em relação aos educadores socioambientais, o que esperar daefetivação da educação ambiental em todas as suas dimensões? Por outro lado quemexercerá o protagonismo do Fórum para legitimar o processo?CONCLUSÃOÉ preciso se sobrepor a tanta falácia contida nos discursos vazios, nas tergiversações dasfinalidades, na trivialidade de ações inconseqüentes, incongruentes e por que não dizer,desconectadas com a prática efetiva, que vai além das políticas corretas e moralmentenobres. Isto sói ocorrer neste processo injusto, não solidário e que só alcança quem temcondições econômicas para tal. Uma discriminação inconcebível.O educador socioambiental a quem se pressupõe ser um mediador na reconstrução econstrução de referenciais individuais, sociais, políticos, culturais e ambientais parapolíticas públicas é cerceado pela adversidade de condições impostas neste Fórum deEducação Ambiental. Aliás, não é de se entranhar que a Bahia pegou carona noretrocesso socioambiental de largo espectro e alcance com o desmonte da Lei Estadualde Meio Ambiente.Focada no diversionismo (perda de foco, inocência política ou indução de agentes damanutenção do status quo) e embasada no taticismo (dispersão em ações pontuais,táticas sem amparo e coordenação de uma estratégia política), a SEMA da Bahia denotanão somente inércia e imobilismo, como no paradoxo das ações contrárias ao meioambiente.Descompasso, desencontro, incongruências e aberrações de vária ordem, havida e porhaver, em tanto se falar em meio ambiente numa época em que predominam, de formaexponencial, multifárias degradações socioambientais, em grau e número onde a Bahiase apresenta com os piores índices do Brasil. A Educação Ambiental da Bahia é pífia eestá totalmente desfocada de todos os processos relativos ao meio ambiente porque aPolítica do Meio Ambiente da Bahia está comprometida pelas ações desastradas daSecretaria do Meio Ambiente (SEMA) em todos os âmbitos da Política do Meio Ambiente.Os canais institucionais foram fechados para o Fórum de Educação Ambiental. Aarticulação foi comprometida pela não cooperação e falta de apoio solidário do Estado daBahia que não faz o dever de casa, na perspectiva mesma da educação ambiental. Umadeseducação, um acinte contra os educadores ambientais e contra a sociedade.Depreende-se claramente que o sucesso do Fórum está assegurado, quer na perspectivada proposta de fachada como também do ponto de vista do aproveitamento econômico.Porém, sob o ponto de vista dos propósitos socioambientais, nesses moldes, o fracassoestá assegurado.Em face ao exposto, esperamos que o Ministério do Meio Ambiente (MMA), comopromotor e apoiador do evento, tome as devidas providências para corrigir o formatoanômalo e equivocado do Fórum. Que o MMA se valha da sua prerrogativa e missão: depromover a implementação de políticas públicas (Educação Ambiental) de formatransversal e compartilhada, participativa e democrática, em todos os níveis e instâncias
  5. 5. de governo e sociedade e corrija prontamente tais distorções. Aliás, no bojo do processoa imagem e os delineamentos do Ministério do Meio Ambiente (DEA) ficamcomprometidos nesse processo de absurdidade com alcance nacional. De nossa partecomo educador ambiental não podemos nos furtar ao dever de repudiar moldes propostose comentados, eivado de incongruências de vária ordem.Luiz Alberto Rodrigues DouradoPós-graduado em Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável.

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