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Em 1902, enquanto estudava a formação dosgametas em gafanhotos, o pesquisador norteamericano Walter S. Sutton notou surpre...
Repercussão na Época e atualmenteO jardim do mosteiro foi o humilde laboratório onde Mendel demonstrou que atransmissão do...
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Referências BibliográficasCHLOUPEK, O. One hundred years of Mendelism – one hundred years ofgenetics. In: Mendel Centenary...
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  1. 1. TRAGETORIA DE VIDAMendel (1822 – 1884) nasceu de uma família alemã em Heinzendorf, Silesia,então parte do império austríaco e atual República Tcheca.Enquanto criança, trabalhou como jardineiro - atividade que acabou por revelar-se crucial para a sua contribuição decisiva à biologia – e freqüentou o InstitutoFilosófico de Olmütz. Em 1843, ingressou na abadia agostiniana de St.Thomas, em Brünn. A vida monástica levou-o a adotar o nome Gregor em lugarde Johann Mendel, com o qual foi batizado. Em 1851, iniciou seus estudos naUniversidade de Vienna, que lhe renderam o título de professor de ciênciasnaturais no monastério a partir de 1853.A paixão pela natureza influenciou diretamente no amadurecimento de umaatração pela pesquisa científica. Mendel não possuía interesse apenas nasplantas, mas também em meteorologia e em teorias da evolução, efreqüentemente se perguntava como as plantas adquiriam característicasincomuns. Em uma de suas caminhadas pelo monastério, encontrou umavariedade atípica de uma planta ornamental. Ele a colheu e plantou junto aoespécime normal, a fim de examinar as características dos descendentes dasduas plantas e observar se haveria alguma semelhança nas característicastransmitidas á próxima geração. Este primeiro experimento foi idealizado para“dar suporte ou ilustrar a visão de Lamarck com respeito à influência doambiente sobre as plantas.” O resultado foi que as novas geraçõesperpetuaram as características essenciais de seus progenitores. Este testesimples deu início ao conceito de hereditariedade.A primeira Lei de Mendel é também conhecida por princípio da segregação doscaracteres, em que cada sexo deve doar apenas um fator para cadacaracterística a ser transmitida. A segunda trata do princípio da independênciados caracteres, ou seja, características hereditárias não se combinam oumisturam, mas são passadas de forma independente para as geraçõesseguintes. Mendel formulou ainda o conceito de dominância, segundo o qualalgumas características sobressaem-se no fenótipo individual por seremestatisticamente dominantes, encobrindo caracteres recessivos.
  2. 2. Morreu a 6 de Janeiro de 1884, em Brno, no antigo Império Austro-Húngarohoje República Checa de uma doença renal crónica; um homem à frente doseu tempo, mas ignorado durante toda a sua vida.1900 - Os botânicos K. Correns (Alemanha), E. Tschermak (Áustria) e H. deVries (Países Baixos) redescobrem o trabalho de Mendel, demonstrando a suaimportância e estabelecendo as Leis de Mendel. Os experimentos de Mendel A escolha da plantaA ervilha é uma planta herbácea leguminosa que pertence ao mesmo grupo dofeijão e da soja. Na reprodução, surgem vagens contendo sementes, aservilhas. Sua escolha como material de experiência não foi casual: uma plantafácil de cultivar, de ciclo reprodutivo curto e que produz muitas sementes.Desde os tempos de Mendel existiam muitas variedades disponíveis, dotadasde características de fácil comparação. Por exemplo, a variedade que florespúrpuras podia ser comparada com a que produzia flores brancas; a queproduzia sementes lisas poderia ser comparada cm a que produzia sementesrugosas, e assim por diante. Outra vantagem dessas plantas é que estame epistilo, os componentes envolvidos na reprodução sexuada do vegetal, ficam
  3. 3. encerrados no interior da mesma flor, protegidas pelas pétalas. Isso favorece aautopolinização e, por extensão, a autofecundação, formando descendentescom as mesmas características das plantas genitoras.A partir da autopolinização, Mendel produziu e separou diversas linhagenspuras de ervilhas para as características que ele pretendia estudar. Porexemplo, para cor de flor, plantas de flores de cor de púrpura sempreproduziam como descendentes plantas de flores púrpuras, o mesmo ocorrendocom o cruzamento de plantas cujas flores eram brancas. Mendel estudou setecaracterísticas nas plantas de ervilhas: cor da flor, posição da flor no caule, corda semente, aspecto externo da semente, forma da vagem, cor da vagem ealtura da planta.
  4. 4. Os cruzamentosDepois de obter linhagens puras, Mendel efetuou um cruzamento diferente.Cortou os estames de uma flor proveniente de semente verde e depoisdepositou, nos estigmas dessa flor, pólen de uma planta proveniente desemente amarela. Efetuou, então, artificialmente, uma polinização cruzada:pólen de uma planta que produzia apenas semente amarela foi depositado noestigma de outra planta que só produzia semente verde, ou seja, cruzou duasplantas puras entre si. Essas duas plantas foram consideradas como ageração parental (P), isto é, a dos genitores. Após repetir o mesmo procedimento diversas vezes, Mendel verificou que todas as sementes originadas desses cruzamentos eram amarelas – a cor verde havia aparentemente “desaparecido” nos descendentes híbridos (resultantes do cruzamento das plantas), que Mendel chamou de F1 (primeira geração filial). Concluiu, então, que a cor amarela “dominava” a cor verde. Chamou o caráter cor amarela da semente de dominante e o verde de recessivo. A seguir, Mendel fez germinar as sementes obtidas em F1 até surgirem as plantas e as flores. Deixou que se autofertilizassem e aí houve a surpresa: a cor verde das sementes reapareceu na F2 (segunda geração filial), só eu em proporção menor que as de cor amarela: surgiram 6.022 sementes amarelas para 2.001 verdes, o que conduzia a proporção 3:1. Concluiu que na verdade, a cor verde das sementes não havia “desaparecido” nas sementes da geração F1. O que ocorreu é que ela não tinha se manifestado, uma vez que, sendo uma caráter recessivo, era apenas “dominado” (nas palavras de Mendel) pela cor amarela. Mendel concluiu que a cor das sementes era determinada por dois fatores, cada um determinando o surgimento de uma cor, amarela ou verde.Era necessário definir uma simbologia para representar esses fatores: escolheua inicial do caráter recessivo. Assim, a letra v (inicial de verde), minúscula,simbolizava o fator recessivo. Assim, a letra v (inicial de verde), minúscula,simbolizava o fator recessivo – para cor verse – e a letra V, maiúscula, ofator dominante – para cor amarela.
  5. 5. VV vv Vv Semente amarela Semente verde Semente amarela pura pura híbridaPersistia, porém, uma dúvida: Como explicar o desaparecimento da corverde na geração F1 e o seu reaparecimento na geração F2?A resposta surgiu a partir do conhecimento de que cada um dos fatores seseparava durante a formação das células reprodutoras, os gametas. Dessaforma, podemos entender como o material hereditário passa de uma geraçãopara a outra. Acompanhe nos esquemas abaixo os procedimentos adoradospor Mendel com relação ao caráter cor da semente em ervilhas.Resultado: em F2, para cada três sementes amarelas, Mendel obteve umasemente de cor verde. Repetindo o procedimento para outras seiscaracterísticas estudadas nas plantas de ervilha, sempre eram obtidos osmesmos resultados em F2, ou seja a proporção de três expressões dominantespara uma recessiva.
  6. 6. Leis de Mendel 1ª Lei de Mendel: Lei da Segregação dos FatoresA comprovação da hipótese de dominância e recessividade nos váriosexperimentos efetuados por Mendel levou, mais tarde à formulação da sua 1ºlei: “Cada característica é determinada por dois fatores que se separamna formação dos gametas, onde ocorrem em dose simples”, isto é, paracada gameta masculino ou feminino encaminha-se apenas um fator.Mendel não tinha idéia da constituição desses fatores, nem onde selocalizavam. As bases celulares da segregaçãoA redescoberta dos trabalhos de Mendel, em 1900, trouxe a questão: ondeestão os fatores hereditários e como eles se segregam?
  7. 7. Em 1902, enquanto estudava a formação dosgametas em gafanhotos, o pesquisador norteamericano Walter S. Sutton notou surpreendentesemelhança entre o comportamento doscromossomos homólogos, que se separavamdurante a meiose, e os fatores imaginados porMendel. Sutton lançou a hipótese de que os paresde fatores hereditários estavam localizados empares de cromossomos homólogos, de tal maneiraque a separação dos homólogos levava àsegregação dos fatores.Hoje sabemos que os fatores a que Mendel sereferiu são os genes (do grego genos, originar,provir), e que realmente estão localizados noscromossomos, como Sutton havia proposto. Asdiferentes formas sob as quais um gene pode seapresentar são denominadas alelos. A cor amarelae a cor verde da semente de ervilha, por exemplo,são determinadas por dois alelos, isto é, duasdiferentes formas do gene para cor da semente.
  8. 8. Repercussão na Época e atualmenteO jardim do mosteiro foi o humilde laboratório onde Mendel demonstrou que atransmissão dos caracteres não é ambígua; antes, que pode ser prevista. Em1860 publicou o seu trabalho "Versuche über Pflanzen-Hybriden" (Experiênciascom híbridos de plantas).A publicação de Mendel não passou despercebida, porque ele mesmoencarregou-se da difusão, remetendo mais de 40 cópias dela a instituições epesquisadores diversos.Enviou uma cópia ao maior botânico do seu tempo, Karl von Nägeli, professorde Botânica na Universidade de Munique. Escreveu-lhe dez cartas e enviou-lheamostras de sementes para que ele repetisse o experimento.Nägeli não se interessou, apenas escreveu a Mendel para dizer que „seutrabalho parecia muito empírico‟ e recomendou a ele que trabalhasse comoutra planta, o Hieracium.Mendel não ficou abalado pela rejeição de um trabalho que sabia ser muitoimportante, seu comentário foi: meu tempo virá (Meine Zeit wird kommen).A publicação de Mendel foi citada 14 vezes ao longo desses 34 anos. Em1869, o botânico alemão Hermann Hoffmann publicou um livro de Botânica. Naparte em que se refere a hibridações, citou o trabalho publicado por Mendel.Em 1879, a publicação de Mendel figurava no registro da Royal Society deLondres, e ele foi citado na nona edição da Enciclopédia Britânica (1889), noverbete „hibridação‟.Em 1881, Wilhelm Focke publicou um livro de botânica sobre cruzamentos, DiePflanzenmischlinge. Essa referência levou os pesquisadores Correns, de Vriese Tschermak ao trabalho original.Na biblioteca de Charles Darwin, achou-se um exemplar da publicação originalde Mendel. O único cientista que, com certeza, teria valorizado seu trabalho,nunca o leu. As folhas não tinham sido cortadas
  9. 9. O impacto das teorias genéticas propostas por Mendel é hoje inquestionável.Sabe-se que várias doenças são de transmissão genética e pela aplicação dasteorias pode prever-se a probabilidade de transmissão dessa doença àdescendência. As plantas, como o trigo e o milho, são produzidas emlaboratórios de forma a resistirem a doenças e a problemas climáticos e agerarem culturas mais rápidas.Estes são apenas alguns de tantos outros exemplos que demonstram oimpacto na vida actual das teorias de Mendel.Hoje, a maioria dos pesquisadores encara como razão provável do atraso odesinteresse, motivado pela incapacidade de compreender o significadorevolucionário da obra de Mendel. Mesmo localizada num mundo abalado peloimpacto das teorias evolucionistas de Darwin e Wallace, essa explicação ébastante viável. O próprio Darwin ignorou a importância da descoberta Mendel- básica para a explicaç&ão da evolução e adaptação das espécies.A partir daí, a obra de Johann Mendel influenciou profundamente a fisiologia, abioquímica, a medicina, a agricultura e as ciências sociais. Para o biólogo eescritor francês Jean Rostand, as idéias de Mendel representam "uma obra-prima da experimentação e da lógica".
  10. 10. Referências BibliográficasCHLOUPEK, O. One hundred years of Mendelism – one hundred years ofgenetics. In: Mendel Centenary Congress – 100 years of Genetics for PlantBreeding, 2000, Brno. Vorträge für Pflanzenzüchtung. Göttingen, Gesellschaftfür Pflanzenzüchtung, mai 2000. Heft 48. 9-26 p.HENIG, R. M. O monge no jardim: o gênio esquecido e redescoberto de GregorMendel, o pai da genética. Tradução Ronaldo Sérgio de Biasi. Rio de Janeiro:Rocco, 2001. 256 p.MARSCHALEK, I. Gregor Mendel: um trabalho fundamentado em recorrênciahistórica para pesquisa e apoio em aulas de introdução à genética. Blumenau:FURB Monografia, 2005. 40 p.RICHTER, P. C. Remembering Johan Gregor Mendel. In: Mendel CentenaryCongress – 100 years of Genetics for Plant Breeding, 2000, Brno. Vorträge fürPflanzenzüchtung. Göttingen, Gesellschaft für Pflanzenzüchtung, mai 2000.Heft 48. 27-30 p.

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