Auto da Barca do Inferno

1.665 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.665
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
27
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Auto da Barca do Inferno

  1. 1. O auto da barca do inferno Por Gil Vicente
  2. 2. BIOGRAFIA DO AUTOR • Gil Vicente (1465 — 1536) foi um dramaturgo e poeta português. Escreveu Autos que ficaram conhecidos na língua portuguesa. É considerado o pai do teatro em Portugal e foi autor importante no período do renascimento. • Alguns teóricos acham que Gil Vicente nasceu em Barcelos. Outros, que ele nasceu em Guimarães. Mas muitos especulam que ele nasceu mesmo foi em Lisboa. • Sua primeira obra conhecida, a peça “Auto da Visitação”, foi apresentada à rainha D. Maria em 1502 e tinha inspiração na adoração dos reis magos. A peça, além de escrita, foi também encenada por ele.
  3. 3. • O filho de Gil Vicente, Luís Vicente, classificou a obra do pai em duas categorias: autos e mistérios (de caráter sagrado) e as comédias e farsas (de caráter profano). Mas é possível encontrar em obras como “Trilogia das Barcas” elementos que se intercalam. • Sua obra prima é a trilogia de sátiras “Auto da Barca do Inferno” (1516), “Auto da Barca do Purgatório” (1518) e “Auto da Barca da Glória” (1519) • Grande retrator da sociedade portuguesa do século XVI, Gil Vicente foi um dos maiores autores satíricos. • Ele usou em sua obra elementos da cultura portuguesa e personagens do imaginário popular. Também escreveu poemas ao estilo das cantigas dos trovadores medievais. • Morreu em lugar desconhecido.
  4. 4. CONTEXTO HISTORICO • Humanismo, movimento filosófico surgido no século XV dentro das transformações culturais, sociais, políticas, religiosas e econômicas desencadeadas pelo Renascimento. • Antropocentrismo, que tinham o homem como centro de todos os saberes e medida de todas as coisas.
  5. 5. NARRADOR E ESPAÇO • A narração é feita em terceira pessoa, ele não assume a forma de nenhum personagem. • A obra acontece em torno de um ancoradouro, no qual estão atracadas duas barcas. Todos os mortos, necessariamente, têm de passar por esta paragem, sendo julgados e condenados ou à barca da Glória ou à barca do Inferno
  6. 6. PERSONAGENS • ANJO – arrais, ou seja, navegante da barca celeste. • DIABO E SEU COMPANHEIRO – conduzem a barca infernal. • FIDALGO – representa todos os nobres ociosos de Portugal. • ONZENEI RO – simboliza o pecado da usura e a classe dos agiotas. • PARVO – representa o povo português, rude e ignorante, porém bom de coração e temente a Deus. • FRADE – representa os maus sacerdotes. • BRÍSIDA VAZ – alcoviteira (cafetina), simboliza a degradação moral e a feitiçaria popular. • JUDEU – representa os infiéis, que são alheios à fé cristã. • CORREGEDOR E PROCURADOR – encarnam a burocracia jurídica da época. • ENFORCADO – é o símbolo da falta de fé e da perdição. • QUATRO CAVALEIROS – representam as cruzadas contra os mouros e a força da fé católica.
  7. 7. RESUMO DA OBRA • Os mortos começam a chegar. Um fidalgo é o primeiro. Ele representa a nobreza, e é condenado ao inferno por seus pecados, tirania e luxúria • Um agiota chega a seguir. Ele também é condenado ao inferno por ganância e avareza. • O terceiro indivíduo a chegar é o parvo (um tolo, ingênuo). O diabo tenta convencê-lo a entrar na barca do inferno; quando o parvo descobre qual é o destino dela, vai falar com o anjo. Este, agraciando-o por sua humildade, permite-lhe entrar na barca do céu. • A alma seguinte é a de um sapateiro, com todos os seus instrumentos de trabalho. Durante sua vida enganou muitas pessoas, e tenta enganar também o diabo. Como não consegue, vai para o inferno.
  8. 8. • O frade é o quinto a chegar... Com sua amante. Sente-se ofendido quando o diabo o convida a entrar na barca do inferno, pois, sendo religioso, crê que teria perdão. Foi, porém, condenado ao inferno por falso moralismo religioso. • Brísida Vaz, feiticeira e alcoviteira, é recebida pelo diabo, que lhe diz que seu o maior bem são "seiscentos virgos postiços". Brísida Vaz tenta convencer o anjo a levá-la na barca do céu inutilmente. Ela é condenada por prostituição e feitiçaria. • A seguir, é a vez do judeu. Encaminha-se direto ao diabo, pedindo para embarcar, mas até o diabo recusa-se a levá-lo. Ele tenta subornar o diabo, O judeu fala então com o anjo, porém não consegue aproximar-se dele: é impedido, acusado de não aceitar o cristianismo. Por fim, o diabo aceita levar o judeu, mas não dentro de sua barca, e, sim, rebocado.
  9. 9. • O corregedor e o procurador, representantes do judiciário, chegam, a seguir. Quando convidados pelo diabo para embarcarem, começam a tecer suas defesas. Na barca do céu, o anjo os impede de entrar: são condenados à barca do inferno por manipularem a justiça em benefício próprio. • O próximo a chegar é o enforcado, que acredita ter perdão para seus pecados, pois em vida foi julgado e enforcado. Mas também é condenado a ir ao inferno por corrupção. • Por fim, chegam à barca quatro cavaleiros que lutaram e morreram defendendo o cristianismo. Estes são recebidos pelo anjo e perdoados imediatamente.
  10. 10. Colégio Genesis – Literatura Lucas Rossi Novaes De Campos Nº 12 2º Ano E.M. – Prof ª Keyla Fim

×