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O cativeiro, por pior que seja, acabou por se 
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As relações humanas estão 
sempre vulneráveis aos riscos 
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Podemos identificar muitas 
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Quando um progenitor permite que o filho faça 
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terrível é cometida. Cada vez...
Pequenas permissões abrem espaços para grandes 
invasões. Desastres terríveis são iniciados com displicências 
miúdas. São...
Aristóteles estabelece ainda dois elementos ainda as 
categorias de “essência e acidente”. A essência dá 
identidade ao se...
O grande equívoco de nosso 
dias é querermos que o outro seja 
a concretização humana de nossas 
idealizações. Hoje nos sa...
O símbolo é um instrumental para interpretarmos 
o mundo. As culturas são construídas e manifestadas através 
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O velho chavão:”e viveram felizes para sempre” retira o 
amor de sua continuidade processual, que consiste em dores 
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  1. 1. Resumo do livro “Quem Me Roubou de Mim” do Padre Fábio de Melo (http://www.fabiodemelo.com.br/). Este não é um slide de teorias, mas um slide ditado pela vida. Ele nasceu da vida vista, vivida e ouvida pelo autor. Somente depois ele o quis escrevê-lo. Autora do resumo: Zelina Vaz de Quevedo http://projetocaiunarede.blogspot.com
  2. 2. Apresentação O importante neste slide que vamos ver é a reflexão que podemos fazer. Repensar as relações que foram marcantes em nossa vida ajuda-nos na análise que precisamos realizar Perguntar-se é uma maneira interessante de se descobrir como pessoa. Por isso as perguntas são pontes que nos favorecem travessia. Este não é um slide de teorias, mas um slide ditado pela vida. Ele nasceu da vida vista, vivida e ouvida pelo autor. Somente depois ele o quis escrevê-lo. Pe Fábio de Mello
  3. 3. Refeição é devolução. Da mesma forma como o alimento devolve ao corpo os nutriente perdidos, a presença dos que amamos nos devolve a nós mesmos. Sentar a mesa é isso. Nós nos servimos de alimentos e de olhares. Comungamos uns aos outro, assim como o corpo se incorpora da vida que o alimento lhe devolve. A mesa é o lugar onde as fomes se manifestam e são curadas. Fome de pão, fome de amor.
  4. 4. Alguém Alguém me levou de mim Alguém que eu não sei dizer Alguém me levou daqui. Alguém esse nome estranho. Alguém que eu não vi chegar Alguém que eu não vi partir Alguém que se alguém encontrar, Recomende Que me devolva a mim.
  5. 5. O que há é um movimento silencioso de posse de tudo aquilo que o outro é. Posse que se transmuda aos poucos em processo destrutivo e irremediável.
  6. 6. 6 Os cativeiros não podem ser localizados, nem há “pedidos de resgate”.
  7. 7. Foi o que aconteceu com aquela menina... Ela chegou em mim com olhos cheios de medo. Bonita nascida de em uma família bem estruturada, amenina começou a relacionar-se com um amigo de colégio. No início, era apenas uma aproximação despretensiosa, e por isso a família não via necessidade de intervir.”Coisa de adolescente”, como dizem os mais velhos (pág. 44)
  8. 8. Existir com qualidade é desafio de toda hora. Requer porém esforço constante para manter a autenticidade, mesmo quando tudo parece nos encaminhar para o processo natural da superficialidade e do falseamento. O mundo do caos é feito de superficialidade. Não é preciso pensar para nele sobreviver. Muito pouco é necessário. É só entrar no movimento da transitoriedade e dos condicionamentos. Meios de comunicação,estruturas política, econômica e até mesmo religiosa parecem socializar uma proposta de espaço humano que definitivamente não está a favor do fortalecimento da identidade, mas ao contrário parece legitimar o interesse em retirar o ser humano do seu prumo, deixando-o a deriva, num imenso mar em fúria.
  9. 9. O elemento chave para que esta incapacidade de percepção prevaleça é justamente a artificialização do mundo. Não sendo afeito a reflexão,o sujeito não se torna capaz de analisar as relações que estabelece. Vive sem pensar, vive sem refletir; vive para machucar e ser machucado
  10. 10. Em nome do amor cometemos atrocidades. Amarramos os outros a nós porque nos equivocamos na compreensão do que consideramos ser amor. Amar não é fazer do outro nossa propriedade. O namorado que chega não tem amor de pai para oferecer. E por isso não terá o direito de afastar a menina de seu pai. Ele não tem amor de mãe, de irmão. Ele é portador de um amor novo que chegou, e por isso encantou, mas não é o amor único. Ele é o recém chegado, e ainda que a menina não tenha sido amada o suficiente em sua casa, o amor de que ela dispõe na família é muito importante para que continue se construindo como pessoa. O risco de seqüestro está na pretensão do novo que chegou.
  11. 11. Martim Beber, grande nome da filosofia personalista, nos propõe esta bela e fecunda verdade. No encontro entre um eu e um tu, uma terceira pessoa de existência própria se estabelece. Nossos olhos não podem enxergá-la, mas a nossa sensibilidade nos aponta para ela. O nós é o que sobra do encontro entre o “eu” e o “tu”
  12. 12. Esse processo de agregação possibilita ao ser humano o crescimento do seu horizonte de sentido. Tornamo-nos mais ricos com a presença dos que nos agregam. Relações saudáveis são relações que nos devolvem a nós mesmos – e, o melhor devolvem - nos melhorados. É a crise dos papéis. Filhos já não sabem ser filhos, na medida que pais não sabem ser pais.
  13. 13. O processo de feitura da pessoa humana é semelhante as construções. Desde nossa vinda ao mundo recebemos um formato, uma estrutura. Amar alguém é observar onde estão as vigas de sustentação, para que não corramos o risco de derrubar o que a faz permanecer de pé.
  14. 14. As relações O cativeiro, por pior que seja, acabou por se tornar um lugar seguro. O seqüestrado está esquecido da vida livre; já não sabe como é ser gente fora das prisões. Esqueceu que é rei e vive como se fosse escravo. O tempo no cativeiro o fez acostumar-se com uma comida qualquer, com o amor qualquer, com o cuidado qualquer. Quem sobrevive de qualquer maneira facilmente se considera qualquer pessoa; inclui-se no contexto da multidão como se fosse apenas mais um.
  15. 15. As relações humanas estão sempre vulneráveis aos riscos dos atos violentos velados. Podemos identificar muitas delas, mas, neste momento, queremos observar uma relação profundamente problemática nos dias de hoje: pais e filhos
  16. 16. Quando um progenitor permite que o filho faça o que bem entender de sua vida uma violência terrível é cometida. Cada vez que uma criança ou um adolescente é exposto ao direito de decidir o que ele ainda não está preparado para decidir, um ato de violência é cometido. É também violência permitir que os assuntos que não são próprios do universo infantil sejam tratados na frente das crianças. É violência cada vez que uma criança é vestida como se fosse um adulto, e dela é solicitado um comportamento que não condiz com sua idade.
  17. 17. Pequenas permissões abrem espaços para grandes invasões. Desastres terríveis são iniciados com displicências miúdas. São as regras da vida. Se quisermos o fruto é preciso que haja empenho no cultivo do broto. Os inimigos só podem sobreviver a medida que injetamos sangue em suas veias. Plantas precisam de podas para que não ultrapassem os limites estabelecidos. A mãe precisa saber que é mãe e o filho precisa saber que é filho. Se isso não está acontecendo temos alguma subjetividade seqüestrada, isto, uma pessoa ausente de si mesma, distante de seu papel. Uma criança tem o mesmo poder que um adulto, desde que a ela seja dada autoridade. No afã de explicitar a realidade Aristóteles estabelece as categorias de “ato potência”. É “ ato” tudo aquilo que já é. É “potência” tudo aquilo que ainda pode ser. Difícil? Creio que não. Ex.: uma árvore (de reflorestamento) pode se tornar inúmeras cadeiras. Arvore é ato em potência de se tornar inúmeras cadeiras.
  18. 18. Aristóteles estabelece ainda dois elementos ainda as categorias de “essência e acidente”. A essência dá identidade ao ser. Já o acidente é apenas um elemento que se refere a essência mas que não é determinante para o que é essencial. Ex.: uma flor(essência) pode ser grande ou pequena(acidente). Não modifica a sua condição essencial. É uma flor mesmo pequena.O amor verdadeiro (essência) que faz ser livre, que faz ir além, porque não ama para reter(acidente) mas para promover. Amor e liberdade são duas vigas de sustentação para qualquer relação que pretenda ser respeitosa. Quando não diferençamos essas duas realidades, incorremos no erro das relações objetais, isto é tratamos o outro como um objeto de nosso prazer, cegando-nos para a sua dignidade, acorrentando-o no cativeiro do nos egoísmo.
  19. 19. O grande equívoco de nosso dias é querermos que o outro seja a concretização humana de nossas idealizações. Hoje nos satisfaz amanhã não mais.Trocamos.Voltamos a trocar. As paixões são avassaladoras mas os estragos também.
  20. 20. O símbolo é um instrumental para interpretarmos o mundo. As culturas são construídas e manifestadas através de símbolos. As catedrais da idade média representavam a supremacia do poder religioso. Os mosteiros lugares reservados a salvação das almas, as tabernas evidenciavam a perdição assumida, a danação eterna. As construções góticas com traços suntuosos, o desejo humano de alcançar o céu. As altas torres com desenhos ascendentes, legitimam o desejo de alçar a eternidade com as mãos. (Pág.105) Outro exemplo disso são os contos de fada. Eles evocam o sonho que o ser humano tem de protagonizar uma história de amor perfeito: amores homéricos entre príncipes e plebéias, bela adormecida, princesa acorrentada na torre esperando o príncipe montado em um cavalo branco... O encanto permanece até que os ponteiros do relógio anunciam meia noite
  21. 21. O velho chavão:”e viveram felizes para sempre” retira o amor de sua continuidade processual, que consiste em dores e alegrias. O beijo final parece selar uma história em que não caberão limites e aborrecimentos. A vida nos mostra transformações mágicas não existem,amores perfeitos só aquela pequenina flor do jardim. O sonho que sonhamos Não pode ser projeção infértil tem que estar preso a realidade. É nela que estamos sustentados. No contexto da reflexão grega, a perfeição é colocada como fim a que s destina o movimento do artista. A perfeição não é o caminho mas a chegada. A partir deste conceito nenhuma pessoa pode ser considerada perfeita,ninguém está pronto. Isto fere todas as expectativas de quem espera encontrar pessoas perfeitas para estabelecer suas relações.

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