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  1. 1. POR QUE A VULNERABILIDADE É UM CRITÉRIO PARA ORIENTAR AS ATIVIDADES DEPREVENÇÃO?A construção e a aplicação do conceito de vulnerabilidade no campo da saúde são relativamenterecentes e estão relacionadas ao esforço de superação das práticas preventivas apoiadas no conceitode risco.O conceito de risco é um instrumento para quantificar as possibilidades de adoecimento de indivíduos oupopulações, a partir da identificação de relações de causa-efeito entre a ocorrência de doenças e outroseventos e condições de vida. As estimativas de risco oferecem informações importantes sobre adistribuição de doenças. Por exemplo: é possível calcular o número de fumantes que desenvolvemalgum tipo de câncer e o número de não fumantes que têm os mesmos tipos de câncer. A comparaçãoentre os resultados permite concluir que as pessoas que fumam têm mais chances de ter câncer.Por outro lado, esse conhecimento não é suficiente para orientar as práticas preventivas porque, parafazer cálculos que mostrem relações de causa-efeito, os fenômenos são reduzidos a alguns de seuscomponentes que podem ser medidos isoladamente. Por meio desses recursos, o todo (ou o conjuntoda situação de vida) é decomposto em partes que possam ser quantificadas. Entretanto, é precisocompreender a situação em seu conjunto, para encontrar as “pistas” para planejar e desenvolver açõespreventivas que façam sentido para as pessoas e grupos, em sua realidade de vida. Por exemplo: aspessoas que têm pais diabéticos têm, estatisticamente, mais chances de desenvolver essa doença. Masas suas condições de vida (acesso a informações, hábitos alimentares, renda) podem mudar essapossibilidade de forma muito significativa.Vejamos outro exemplo: uma profissional do sexo, que sempre usa o preservativo, pode nunca serinfectada pelo HIV; por outro lado, uma mulher que mantém relações sexuais com um único parceiro,durante toda a sua vida, pode ser infectada por seu parceiro, caso ele tenha tido uma relação sexualcom outra pessoa que tem a infecção.Em resumo, não se trata de uma questão simplesmente matemática. Alguns comportamentos comunsentre adolescentes podem aumentar sua exposição a riscos, mas, freqüentemente, é parte de umaatitude de resistência. Símbolos de resistência, como atitudes, hábitos e roupas, podem fortalecer aidentidade do grupo e a solidariedade entre seus membros, uma situação na qual a resistência pode serprotetora e, simultaneamente, aumentar a chances de ocorrência de determinados problemas de saúde.Nesse caso, a tentativa de isolar um fator, digamos, o uso de determinada droga, e calcular os riscosassociados sem tomar em conta os sentidos que o comportamento tem para aquele grupo, pode gerardados estatísticos importantes, mas de pouca valia para orientar ações preventivas. Em alguns casos,as tentativas de mudar comportamentos dos adolescentes para alcançar objetivos definidos pelosprofissionais de saúde, e sem tomar em conta sua situação de vida e seus valores, pode até aumentar asua necessidade de resistência.Hoje sabemos que nossa fragilidade – ou nossa capacidade de enfrentar os desafios – depende de umconjunto integrado de aspectos individuais, sociais e institucionais.José Ricardo Ayres (2005) define a vulnerabilidade ao HIV e à aids como o conjunto de aspectosindividuais e coletivos relacionados ao grau e modo de exposição à infecção e adoecimento pelo HIV e,de modo indissociável, ao maior ou menor acesso a recursos adequados para se proteger de ambos.Por isso, os comportamentos associados à maior vulnerabilidade não podem ser entendidos como umadecorrência imediata da vontade pessoal. Estão relacionados às condições objetivas nas quais oscomportamentos acontecem e ao efetivo poder que as pessoas e grupos sociais podem exercer paratransformá-las. Vejamos algumas situações:- Um adolescente está motivado para fazer sexo seguro, mas não consegue comprar camisinha, o queindica sua vulnerabilidade social;- Uma pessoa viveu uma situação que a deixou preocupada com a aids, mas não sabe onde realizar umteste sigiloso e gratuito, o que mostra sua vulnerabilidade institucional;- A maior vulnerabilidade social das mulheres está associada com a desigualdade nas relações: quantasjovens não conseguem negociar o uso da camisinha com seus parceiros?- Uma adolescente está apaixonada e faz qualquer coisa para que o seu namorado fique com ela, atétransa sem camisinha, mesmo sabendo que isso aumenta sua vulnerabilidade pessoal diante da aids.Visando ampliar horizontes para construir ações preventivas que possam trazer a saúde - e a 1
  2. 2. possibilidade de adoecer - para o campo da vida real, a vulnerabilidade ao HIV/aids é analisada a partirde três eixos interligados: pessoal, institucional e social.35Vulnerabilidade pessoalNo plano pessoal, a vulnerabilidade está associada a comportamentos que criam a oportunidade deinfectar-se e/ou adoecer, nas diversas situações já conhecidas de transmissão do HIV (relação sexualdesprotegida uso de drogas injetáveis, transfusão sangüínea e transmissão vertical). Depende, portanto,do grau e da qualidade da informação sobre o problema de que os indivíduos dispõem da suacapacidade de elaborar essas informações e incorporá-las ao seu repertório cotidiano e, também, daspossibilidades efetivas de transformar suas práticas. O grau de consciência que os indivíduos têm dospossíveis danos decorrentes de comportamentos associados à maior vulnerabilidade precisa serconsiderado, mas a mudança de comportamentos não é compreendida como decorrência imediata davontade dos indivíduos. Conhecimentos e comportamentos têm significados e repercussões muitodiversos na vida das pessoas, dependendo de uma combinação, sempre singular, de característicasindividuais, contextos de vida e relações interpessoais que se estabelecem no dia-a-dia. Por isso, não épossível dizer que uma pessoa “é vulnerável”. Só é possível dizer que uma pessoa está (mais oumenos) vulnerável a um determinado problema, em um determinado momento de sua vida.Vulnerabilidade institucional ou programáticaNo plano institucional, a vulnerabilidade está associada à existência de políticas e ações organizadaspara enfrentar o problema da aids. Pode ser avaliada a partir de aspectos como: a) compromisso dasautoridades com o enfrentamento do problema;b) ações efetivamente propostas e implantadas; c) integração dos programas e ações desenvolvidos nosdiferentes setores como saúde, educação, bem-estar social, trabalho etc.; d) sintonia entre programasimplantados e as aspirações da sociedade. Quanto maiores forem o compromisso, a integração e omonitoramento dos programas de prevenção e atenção à saúde, maiores serão as chances de canalizaros recursos, de timizar seu uso e de fortalecer as instituições e a sociedade frente à epidemia.Vulnerabilidade socialNo plano social, a vulnerabilidade está relacionada a aspectos sociais, políticos e culturais combinados:acesso a informações, grau de escolaridade, disponibilidade de recursos materiais, poder de influenciardecisões políticas, possibilidades de enfrentar barreiras culturais etc. A vulnerabilidade social pode serentendida, portanto, como um espelho das condições de bem-estar social, que envolvem moradia,acesso a bens de consumo e graus de liberdade de pensamento e expressão. Quanto menor apossibilidade de interferir nas instâncias de tomada de decisão, maior a vulnerabilidade dos cidadãos.Para avaliar o grau de vulnerabilidade social é necessário conhecer a situação de vida das coletividadesatravés de aspectos como: a) legislação em vigor e sua aplicação; b) situação de acesso aos serviçosde saúde por parte das pessoas de diferentes extratos sociais; c) qualidade dos serviços de saúde aosquais se tem acesso. Por exemplo: a situação da mulher na sociedade (menores salários, exposição aviolências e restrições de exercício da cidadania) aumenta consideravelmente a vulnerabilidade socialdas mulheres frente à epidemia. Além disso, as desigualdades aumentam quando, além de pertencer aosexo feminino, as pessoas pertencem à população negra.ConclusõesArticulados entre si, esses três componentes permitem construir uma visão mais ampla dos problemasde saúde. O planejamento de programas e ações com base no conceito da vulnerabilidade só é umaferramenta útil para a mudança das realidades de saúde se tomamos em conta que as pessoas não são,em si, vulneráveis, mas podem estar vulneráveis a alguns agravos e não a outros, sob determinadascondições, em diferentes momentos de suas vidas.O conceito de vulnerabilidade busca relacionar os dados científicos a respeito do HIV e da aids àsdimensões socioculturais e econômicas da epidemia para permitir a realização de um trabalhopreventivo mais eficaz, mais humano e mais ético.Texto elaborado a partir de consulta às seguintes fontes:- Ayres JRCM. Práticas educativas e prevenção de HIV/Aids: lições aprendidas e 2
  3. 3. desafios atuais. Interface – Comunicação, saúde, educação 2002; 6 (11): 11-24.Ayres JRCM, França-Júnior I, Calazans GJ, Saletti-Filho HC. O conceito de vulnerabilidade e as práticasde saúde: novas perspectivas e desafios. In: Czeresnia D,Freitas CM, organizadores. Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Riode Janeiro (RJ): Fiocruz; 2003. p. 117-39.- Feliciano KVO, Ayres CMJ. Prevenção da aids entre jovens: significados das práticas e os desafios àtécnica. Revista Brasileira de Epidemiologia 2002; (suppl. especial / pôster 668): 297.- Ayres CMJ. Exposição Oral. Seminário Vulnerabilidade e Prevenção. Rio Preto,novembro de 2005.HIV & AIDS - SAIBA MAIS !Quais são as formas de transmissão do HIV?As formas de transmissão são: sexual, sangüínea e perinatal. A transmissão pode acontecer por meiode:* Relação sexual com pessoa infectada pelo HIV sem o uso da camisinha feminina ou masculina (sexooral, sexo vaginal e sexo anal);* Contato com sangue (e seus derivados) contaminado pelo HIV em transfusões;* Contato com objetos pontudos e cortantes como agulhas, seringas e instrumentos com resíduo desangue contaminado pelo HIV;* Uso de seringa compartilhada por usuários de droga injetável;* Transmissão vertical (da mãe infectada para o filho), na gestação, no parto, na amamentação.As formas de prevenção estão ligadas às práticas seguras tais como:* Negociar e usar corretamente a camisinha em relações sexuais com penetração;* Ter relações sexuais sem penetração;* Não compartilhar seringas e agulhas;* Utilizar seringas esterilizadas, caso use drogas injetáveis.A prática das seguintes atividades não faz com que o sangue, o sêmen, ou as secreções vaginais deuma pessoa entrem em contato com o sangue de outras pessoas, nem que ocorra a transmissão doHIV: masturbar-se, massagear-se, roçar-se, abraçar-se, fazer carícias genitais.Como a infecção pode ser evitada?Usando camisinha (feminina ou masculina) corretamente, em todas as relações sexuais.O que significa sexo seguro ou sexo protegido?Praticar sexo de forma segura ou protegida é adotar o uso adequado do preservativo.O uso correto e constante da camisinha na relação sexual previne contra o risco deinfecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). A relação sexualcom uso de preservativo é chamada de “sexo protegido”.Embora apenas um pequeno número de pessoas tenha contraído HIV por estes meios,as práticas seguintes apresentam risco:·* Felação (introdução do pênis na boca);* Sexo oral vaginal (boca na vagina);* Sexo oral anal (boca no ânus).As seguintes práticas representam, sem dúvida, alto risco, se realizadas sempreservativo:* Sexo anal (introdução do pênis no reto);* Sexo vaginal (introdução do pênis na vagina);* Qualquer prática sexual que cause sangramento;* Esperma ou sangue levado à boca durante sexo oral-genital.Quais são os meios de se prevenir da aids? 3
  4. 4. A única barreira comprovadamente eficaz contra a transmissão sexual do HIV é o uso adequado dacamisinha, masculina ou feminina. O uso correto, em todas as relações sexuais, pode reduzirsubstancialmente o risco de transmissão do HIV e de outras DST.O uso regular da camisinha leva ao aperfeiçoamento da técnica de utilização, reduzindo a freqüência deruptura e escape, aumentando sua eficácia. Se a camisinha se romper deve-se interromper a relaçãosexual e lavar imediatamente os órgãos genitais.Ter um pacto de fidelidade com o parceiro – ou parceira - é uma boa forma de prevenir a aids?Nesse caso é preciso contar com a camisinha, além do pacto, para garantir a prevenção.Muitos casais fazem esse tipo de pacto mas o que se verifica, na prática, é que as relações maisinesperadas (e fora da relação regular) podem trazer mais dificuldade no uso do preservativo. Alémdisso, uma das pessoas do casal pode manter o pacto e a outra não.Vale observar que muitas mulheres que estão com HIV só tiveram um parceiro sexual em toda a vida.Além disso, especialmente entre adolescentes, o pacto de fidelidade pode durar enquanto dura orelacionamento, que é seguido de outro. Assim, os adolescentes podem acabar tendo vários parceiros –ou parceiras, mesmo que seja um de cada vez.Como se previne a transmissão do HIV da mãe para o filho?O risco pode ser reduzido em até 67% com o uso do AZT durante a gravidez, no momento do parto ecom a administração da droga ao recém nascido por 6 semanas, sempre com orientação médica. Atransmissão pelo leite materno pode ser evitada com o uso de leite artificial ou de leite humanoprocessado em bancos de leite, que realizam aconselhamento e triagem das doadoras.Como se prevenir do HIV quando se usa drogas injetáveis?Os riscos de uma pessoa infectar-se por meio do uso de droga injetável (pelo HIV ou por outro agentede doença) estão relacionados à forma como a droga é utilizada, ou seja, pelo compartilhamento deseringas e agulhas. O que podemos fazer efetivamente?Certamente não vamos resolver esse problema dando uma aula sobre os malefícios das drogas. O quenos resta é tentar convencer as pessoas que usam drogas injetáveis a usar preservativo e, se possível,disponibilizá-lo ao casal, com um forte apelo para que o utilizem. O mesmo vale para a seringa. Não sepode esquecer, também, que uma pessoa alterada pelo uso de qualquer droga psicotrópica, inclusive oálcool, pode dar menos valor aos cuidados de proteção e ao sexo seguro.99O HIV pode penetrar pela pele?Não. A pele serve normalmente como barreira. Mas é importante lembrar que essa barreira pode serquebrada, quando acontecem cortes, escoriações, úlceras, feridas, sangramento.O HIV pode ser transmitido pela tosse ou espirro?O HIV não é transmitido por tosse, espirro, alimentos, piscinas, toalhas, assentos sanitários, animaiscaseiros, mosquitos e outros insetos.Tomar água no copo ou comer com os mesmos talheres de um portador do HIV é perigoso?Não. Podemos tomar água ou qualquer bebida no mesmo copo de uma pessoa que tem aids porque asaliva não transmite o vírus. Também podemos comer com os mesmos talheres e pratos de uma pessoacom aids.Há risco em dormir (sem transar) com uma pessoa que estiver com o vírus?Não há risco. Dormir na mesma cama, compartilhar os mesmos lençóis de uma pessoa com aids nãoinfecta, porque o vírus não passa através de objetos.Mosquitos e insetos transmitem o HIV?Há provas de que o HIV não é transmitido por mosquitos ou outros insetos, como pulgas, piolhos,percevejos que possam estar presentes na residência de doentes com aids. Sabe-se que o HIV vive emalgumas células do organismo humano mas que não vive nas células dos insetos que, portanto, nãopodem ser hospedeiros do HIV.Quando as pessoas devem fazer o teste do HIV? 4
  5. 5. Todas as pessoas com dúvidas se estão ou não infectadas pelo HIV ou que se expuseram a situaçõesde risco de infecção devem realizar o teste sorológico anti-HIV. Apesar dos grandes avanços científicosno diagnóstico e no tratamento, a decisão de fazer ou não o teste é sempre uma situação difícil, emfunção das responsabilidades e conseqüências psicológicas, sociais e éticas que o seu resultado implicapara o indivíduo. O preconceito e a discriminação que ainda imperam em nossa sociedade em relaçãoaos portadores de HIV/aids afastam muitas pessoas da possibilidade e dos benefícios de um diagnósticoprecoce da infecção e do tratamento. Em muitos casos isso contribui para a manutenção da cadeia detransmissão do vírus.Como saber se tenho o HIV?Os exames disponíveis para o conhecimento do “status” sorológico são realizados a partir do sangue eidentificam a presença de anticorpos anti-HIV, que são células de defesa do nosso organismoespecificamente contra o HIV. Ou seja, os resultados dos exames informam se uma pessoa já tevecontato com o vírus ou não. É importante esclarecer que não existem exames que identificam se umapessoa tem aids ou não. O fato de uma pessoa ser portadora de HIV não significa, necessariamente,que ela tem aids, mas, simplesmente, que poderá ou não desenvolver a doença. Quanto mais cedo umapessoa ficar sabendo que é portadora do vírus mais chance ela tem de prevenir o aparecimento dasdoenças oportunistas que caracterizam a aids.Onde podemos fazer o teste e buscar aconselhamento?Para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce da infecção pelo HIV e ao aconselhamento, dentro denormas e princípios que não ferem os direitos humanos e garantem a realização voluntária da sorologiaanti-HIV, o Programa Nacional de DST/Aids vem promovendo, em conjunto com estados, municípios euniversidades, a implantação dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs). Os CTAs sãounidades de saúde que oferecem gratuitamente o diagnóstico sorológico da infecção pelo HIV. Além dosCTAs, muitos municípios estão desenvolvendo esta prática na rotina nas unidades básicas de saúde(UBS), possibilitando acesso mais amplo da população brasileira ao aconselhamento e realização doteste. A confidencialidade e o aconselhamento são as marcas distintivas destes serviços. Os indivíduosdiagnosticados como soropositivos são encaminhados a unidades de saúde de referência paraassistência e acompanhamento permanentes.Qualquer exame de sangue mostra se uma pessoa está infectada com o HIV?Não. Num exame de sangue comum, como o hemograma, não é possível saber se a pessoa está com oHIV. Para a pessoa saber se está infectada ou não é preciso que ela faça um exame de sangueespecífico para o HIV.Quais são os exames anti-HIV mais usados?Os testes mais comuns para detectar anticorpos contra o HIV utilizam uma técnica denominada ELISA(ensaio imuno enzimático). Existem outras técnicas que são menos utilizadas ou realizadas apenas paraconfirmar o resultado do ELISA, que são o Western-Blot e a imunofluorescência indireta para HIV.Recentemente foi desenvolvido outro teste chamado Teste Rápido, que fornece o resultado em umtempo inferior a 30 minutos, por meio da coleta de uma gota de sangue da ponta digital. Este tipo deteste não requer laboratório para a sua realização.As pessoas que já tem o diagnóstico da infecção pelo HIV devem realizar exames de sangue paraavaliar a imunidade e sua carga de vírus, identificando quando é necessário receber tratamento antesmesmo do aparecimento de sintomas, garantindo, com isso uma boa qualidade de vida. Tais examessão a contagem de Linfócitos T CD4 (verifica o dano imunológico sofrido) e a carga viral (demonstra acontagem de vírus no sangue).Para realizar o exame de contagem da carga viral, que é a quantidade de HIV existente no sangue,utiliza-se uma técnica denominada PCR (reação de cadeia de polimerize).Estes exames também são necessários para monitorar o tratamento das pessoas infectadas com HIV oujá doentes de aids.O que é o “período da janela imunológica”?Corresponde ao tempo que o organismo leva para produzir, depois da infecção, uma certa quantidadede anticorpos que podem ser detectados pelos exames de sangue específicos. Para o HIV, esse período 5
  6. 6. é de quatro semanas e, em algumas circunstâncias, muito raras, pode ser mais prolongado. Issosignifica que se um teste para anticorpos de HIV é feito durante o “período da janela imunológica”, éprovável que dê um resultado falso-negativo, embora a pessoa já esteja infectada pelo HIV e já possatransmiti-lo a outras pessoas. Quando o teste é realizado em período de “janela imunológica” (logodepois da exposição) e o resultado é negativo, a pessoa deve repetir o teste dentro de dois meses. Casoa pessoa tenha sido infectada, os anticorpos se desenvolverão durante esse período. Para que oresultado seja confiável as pessoas devem evitar práticas desprotegidas durante esses dois meses.Aliás, devemos evitar sempre, não é mesmo?Quais são as vantagens de se fazer o teste para o HIV? Independente se o resultado for positivo ou negativo, é sempre bom conhecer a própria condiçãosorológica, o que pode contribuir para que você adote medidas de proteção.101Se você estiver infectado com o HIV:* Poderá receber tratamento precoce e viver mais tempo com melhor qualidade de vida;* Poderá usar novos medicamentos, à medida que forem sendo descobertos;* Poderá informar seu(s) parceiro(s) de que você tem o HIV evitando que seja(m) infectado(s);* Poderá decidir não doar sangue ou outros tecidos;* Poderá desenvolver um bom sistema de apoio emocional para melhor enfrentar a doença.O que é aconselhamento?É uma prática utilizada pelos profissionais de saúde que consiste em uma relação de escuta e confiançaentre um profissional de saúde e a pessoa que o procura no serviço de saúde. Hoje em dia recomenda-se que todos os serviços de saúde tenham profissionais habilitados para oferecer atividades deaconselhamento aos usuários. Especialmente no âmbito das DST e HIV/aids, o processo deaconselhamento tem três componentes:* Apoio emocional;* Componente educativo, que envolve trocas de informações sobre DST e HIV/aids, suas formas detransmissão, prevenção e tratamento;*Avaliação de riscos, que propicia a reflexão sobre valores, atitudes e condutas, incluindo oplanejamento de estratégias de redução de risco.Adaptado de : www.adolesite.aids.gov.brA CARTA DO DIA - Negociando CamisinhaKitah SoaresNa hora do sexo, negociar o uso da Camisinha ainda é um desafio pra muita gente. Fazendo vistagrossa aos inúmeros riscos presentes na relação sem a devida prevenção, ainda tem gente que cede aoato sexual sem segurança, por diversas razões – medo de perder o parceiro ou parceira, a crença deque a transa com camisinha não é prazerosa, a própria ignorância em relação às conseqüências de talatitude, a adrenalina do prazer de correr riscos, vulnerabilidade à inconseqüência devido ao uso deálcool ou drogas. Tem gente que já sabe de tudo isso, que é capaz de explicar e de dar todas asinformações necessárias a outras pessoas sobre a importância da prevenção, mas na hora H, se tornatão vulnerável quanto qualquer um mais ignorante no assunto, e acaba falhando na arte de negociar acamisinha, praticando o sexo sem prevenção. Sabia que ainda existe gente que não acredita que possacontrair uma DST ou HIV só por ter transado desprevenido(a), “uma vezsinha só?” Se um dos(as)parceiros(as) for contra o uso da camisinha e o outro quiser usar, como fazer para negociar?A CARTA DO DIA – CamisinhaKitah SoaresTransar sem Camisinha... 6
  7. 7. Não é prova de amor, é egoísmo, é falta de autoestima, é carência, é falta de auto-confiança, édescuidado, é irresponsabilidade, é ignorância, é des-compromisso consigo, é descuido com o/aparceiro/a;Transar sem Camisinha...Expõe ao risco de HIV, Aids, cancro mole, cancro duro, candidíase, herpes, gonorréia, condilomaacuminado/HPV, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, pediculose do púbis, chato, clamídia,donovanose, tricomoniase, hepatite B, sem falar no risco de uma gravidez indesejada;Transar sem Camisinha...Dá dor de cabeça, provoca briga, traz insegurança, compromete o relacionamento, gera dúvida,desconfiança, culpa, baixa o tesão, preocupa, angustia, tira o sono, cria medos em relação ao futuroTransar COM Camisinha...É seguro, estimula a criatividade, aumenta o tesão, é prova de amor, é expressão de confiança, émanifestação de cuidado, dá muito prazer - antes, durante e, principalmente, depois do sexo.Todo dia é dia de usar Camisinha DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEISAs Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são tidas como um grave problema de saúde públicapor afetarem muitas pessoas. Além disso, os sinais e sintomas são de difícil identificação e o acesso aotratamento correto, também.Uma das principais preocupações relacionadas às DST é o fato de facilitarem a transmissão sexual do HIV. Quando acometemgestantes, podem atingir o feto durante seu desenvolvimento, causando-lhe lesões. Podem, também, provocar uma interrupçãoespontânea da gravidez (aborto), determinar uma gravidez ectópica (fora do útero) ou, ainda, causar o nascimento de criançascom graves má-formações. Durante o parto, podem atingir o recém-nascido, causando doenças nos olhos, pulmões, etc.Diante dessas possibilidades, o acesso irrestrito das pessoas ao diagnóstico precoce e tratamento adequado de todas as DST éfundamental.AIDS: Síndrome (uma variedade de sintomas e manifestações) causada pela infecção do organismohumano pelo HIV (vírus da imunodeficiência adquirida, traduzido do inglês Human ImmunodeficiencyVirus). O HIV compromete o funcionamento do sistema imunológico humano, impedindo-o de executaradequadamente sua função de proteger o organismo contra as agressões externas, tais como:bactérias, outros vírus, parasitas e células cancerígenas.Mesmo apresentando resultado positivo para a infecção pelo HIV, um indivíduo pode não estar com aaids. A aids representa o estágio mais avançado da infecção pelo HIV, quando o sistema imunológico jáse encontra bastante comprometido e surgem determinadas infecções, conhecidas como doençasoportunistas.Sintomas: A infecção pelo HIV é um processo de longa duração que passa por diferentes estágios. Aduração e a gravidade de cada estágio dependem de vários fatores relacionados tanto ao vírus quantoao indivíduo infectado e apresenta sintomas diferentes. O tempo entre a exposição ao HIV e o início dossinais e sintomas, em geral, varia de cinco dias a três meses. As manifestações podem resultar em gripepersistente, perda de peso progressiva, diminuição da força física, febre intermitente, dores musculares,suores noturnos, diarréia, entre outras reações. Quando a infecção pelo HIV já está avançada, começama aparecer doenças oportunistas, tais como: tuberculose, pneumonia, diarréia crônica.Formas de Contágio: Contato sexual desprotegido com pessoa soropositiva; contato direto com sanguecontaminado (que inclui compartilhamento de agulhas para injeção de drogas; transfusões de sanguee/ou hemoderivados; acidentes com materiais biológicos, ocupacionais ou não, que gerem contato diretodestes com mucosas, com pele lesionada ou ferida e com tecidos profundos do corpo, permitindo oacesso à corrente sangüínea); da mãe portadora do HIV para o filho, durante a gestação, o parto ou peloaleitamento. 7
  8. 8. Prevenção: Na transmissão sexual, recomenda-se a prática do sexo seguro (relação monogâmica comparceiro HIV negativo e uso de preservativo em todas as relações sexuais). Na transmissão pelosangue, recomenda-se cuidado no manejo de sangue (uso de seringas descartáveis, exigir que todosangue a ser transfundido seja previamente testado para a presença do HIV, uso de luvas quandoestiver manipulando feridas ou líquidos potencialmente contaminados). Não há, no momento, vacinaefetiva para a prevenção da infecção pelo HIV.Tratamento: A aids ainda não tem cura e caso não seja tratada, ou seja tratada de maneira inadequada, pode resultar emmorte. O tratamento da aids é feito com medicamentos anti-retrovirais, drogas que inibem a reprodução do HIV no sangue. Aassociação desses medicamentos é popularmente conhecida como "coquetel". Também faz parte do tratamento contra a aids ocontrole do avanço da doença, feito por meio dos testes realizados regularmente de acordo com o pedido da equipe médica.Com a terapia anti-retroviral tem-se melhorado a qualidade de vida em todos os estágios da infecção e ampliado a sobrevidadas pessoas portadoras do HIV. As doenças oportunistas são, em sua maioria, tratáveis, mas há necessidade de uso contínuode medicações para o controle dessas manifestações.CANCRO MOLE: Pode ser chamada também de cancro venéreo. Popularmente é conhecida comocavalo. Manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole.Os primeiros sintomas aparecem dois a cinco dias após relação sexual desprotegida com portador dadoença, período que pode se estender até duas semanas.Sinais e Sintomas: No início, surgem uma ou mais feridas pequenas com pus. Após algum tempo,forma-se uma ferida úmida e bastante dolorosa, que se espalha e aumenta de tamanho e profundidade.A seguir, surgem outras feridas em volta das primeiras. Após duas semanas do início da doença, podeaparecer um caroço doloroso e avermelhado (íngua) na virilha, que chega a prender os movimentos daperna, impedindo a pessoa de andar. Essa íngua pode abrir e expelir um pus espesso, esverdeado,misturado com sangue. Nos homens, as feridas, em geral, localizam-se na ponta do pênis. Na mulher,ficam, principalmente, na parte externa do órgão sexual e no ânus e mais raramente na vagina (ressalte-se que a ferida pode não ser visível, mas provoca dor na relação sexual e ao evacuar).A manifestação dessa doença pode vir acompanhada de dor de cabeça, febre e fraqueza.Formas de contágio: Transmitido pela prática de sexo (vaginal, anal ou oral) desprotegido com pessoacontaminada.Prevenção: Como o contágio é feito pela prática sexual, a melhor forma de prevenir-se contra o cancromole é fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais. Cuidar bem da saúde e da higienetambém são formas de prevenção.Tratamento: O cancro mole é tratado com medicamentos à base de antibióticos, sabonetes e loções.Além do tratamento, deve-se realizar intensa higiene local. Deve ser indicada a abstinência sexual até aconclusão do tratamento. É recomendado o tratamento dos parceiros sexuais, em qualquercircunstância, pela possibilidade de existirem portadores que não manifestem sintomas.O condiloma acuminado é uma lesão na região genital, causada pelo Papilomavirus Humano (HPV). Adoença é também conhecida como crista de galo, figueira ou cavalo de crista.CONDILOMA ACUMINADO OU HPVSinais e Sintomas: O HPV provoca verrugas, com aspecto de couve-flor e de tamanhos variáveis, nosórgãos genitais. Pode ainda estar relacionado ao aparecimento de alguns tipos de câncer,principalmente no colo do útero, mas também no pênis ou no ânus. Porém, nem todo caso de infecçãopelo HPV irá causar câncer.Formas de contágio: A infecção pelo HPV é muito comum. Esse vírus é transmitido pelo contato diretocom a pele contaminada, mesmo quando essa não apresenta lesões visíveis. A transmissão tambémpode ocorrer durante o sexo oral. Há, ainda, a possibilidade de contaminação por meio de objetos comotoalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras.Prevenção: Não existe forma de prevenção 100% segura, já que o HPV pode ser transmitido atémesmo por meio de uma toalha ou outro objeto. Calcula-se que o uso da camisinha consiga barrar entre70% e 80% das transmissões, e sua efetividade não é maior porque o vírus pode estar alojado em outro 8
  9. 9. local, não necessariamente no pênis, mas também na pele da região pubiana, períneo e ânus. Anovidade é a chegada, ainda em 2006, da primeira vacina capaz de prevenir a infecção pelos dois tiposmais comuns de HPV, o 6 e o 11, responsáveis por 90% das verrugas, e também dos dois tipos maisperigosos, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero. Ainda emdiscussão os valores para dose (3 doses), para o mercado privado brasileiro. Na maioria das vezes oshomens não manifestam a doença. Ainda assim, são transmissores do vírus. Quanto às mulheres, éimportante que elas façam o exame de prevenção do câncer do colo, conhecido como "papanicolau" oupreventivo, regularmente.Tratamento: O tratamento do HPV pode ser feito por meio de diversos métodos: químicos, quimioterápicos, imunoterápicose cirúrgicos. A maioria deles destruirá o tecido doente.GONORREIA E CLAMIDIAA gonorréia é a mais comum das DST. Também é conhecida pelo nome de blenorragia, pingadeira,esquentamento. Nas mulheres, essa doença atinge principalmente o colo do útero.Sinais e Sintomas: Entre dois e oito dias após relação sexual desprotegida, a pessoa passa a sentirardência e dificuldade para urinar. Às vezes, pode-se notar um corrimento amarelado ou esverdeado -até mesmo com sangue - que sai pelo canal da urina, no homem, e pela vagina, na mulher.A clamídia também é uma DST muito comum e apresenta sintomas parecidos com os da gonorréia,como, por exemplo, corrimento parecido com clara de ovo no canal da urina e dor ao urinar. Asmulheres contaminadas pela clamídia podem não apresentar nenhum sintoma da doença, mas ainfecção pode atingir o útero e as trompas, provocando uma grave infecção. Nesses casos, pode havercomplicações como dor durante as relações sexuais, gravidez nas trompas (fora do útero), partoprematuro e até esterilidade.Formas de contágio: A principal forma de transmissão da gonorréia é por meio de relação sexual compessoa infectada, seja essa relação oral, vaginal ou anal, sem o uso de preservativo. Mesmo semapresentar sintomas, as mulheres contaminadas transmitem a bactéria causadora da doença. Podeocorrer também, durante o parto, transmissão da mãe contaminada para o bebê. Caso esse tipo detransmissão aconteça, corre-se o risco de o bebê ter os olhos gravemente afetados, podendo levar àcegueira.Prevenção: Usar camisinha masculina ou feminina nas relações sexuais vaginais e orais. Além dacamisinha masculina ou feminina, usar lubrificantes à base de água (KY, Preserv Gel) nas relaçõessexuais anais.É recomendado realizar sempre o auto-exame, observando os próprios órgãos genitais e vendo se acor, aparência, cheiro e a pele estão saudáveis.Tratamento: Caso não sejam tratadas, essas DST podem provocar esterilidade, atacar o sistemanervoso (causando meningite), afetar os ossos e o coração.Atenção: corrimentos são muito comuns em mulheres. Portanto, sua ocorrência não significa,necessariamente, sinal de DST. O médico poderá fazer seu correto diagnóstico e indicação detratamento adequado.OFTALMIA NEONATAL: É definida como uma conjuntivite do recém-nascido que apresenta pus. Surgeno primeiro mês de vida, usualmente contraída durante o seu nascimento, a partir do contato comsecreções genitais maternas contaminadas. A oftalmia neonatal pode levar à cegueira, especialmentequando causada pela N. gonorrhoeae. Os agentes etiológicos mais importantes são: Neisseriagonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.Sinais e Sintomas: Geralmente o recém-nascido é trazido ao serviço de saúde por causa de eritema einchaço das pálpebras, e/ou existência de secreção nos olhos. Conjuntivite severa que se desenvolva naprimeira semana de vida é, mais provavelmente, de origem gonocócica. A conjuntivite por clamídia ébem menos severa, e o seu período de incubação varia de 5 a 14 dias.Os achados objetivos incluem:- secreção, que pode ser purulenta;- eritema e edema da conjuntiva; e- edema e eritema das pálpebras. 9
  10. 10. Prevenção: A profilaxia ocular, no período neonatal, deve ser feita rotineiramente com:- Nitrato de prata a 1% (Método de Credè), aplicação única, na 1ª hora após o nascimento,Tratamento: Estando disponível apenas o diagnóstico clínico, toda oftalmia neonatal deve recebertratamento para gonococo (principalmente) e clamídia. A mãe e seu(s) parceiro(s) devem sempre sertratados para gonorréia e infecção por clamídia, e serem submetidos a exame genital e examesorológico para sífilis e anti-HIV, após aconselhamento. A oftalmia neonatal pode ser classificada comogonocócica ou não gonocócica. Quando houver condições para o estabelecimento desse diagnósticopelo esfregaço corado (azul de metileno ou Gram), deve-se fazer o tratamento específico.Tratamento da oftalmia neonatal gonocócicaA oftalmia gonocócica precisa ser tratada imediatamente, para prevenir dano ocular. A conjuntivite podeser, também, um marcador de uma infecção neonatal generalizada.- Devem ser instituídos procedimentos de isolamento do caso, quando em instituições, para prevenir atransmissão da infecção, terapia específica.Tratamento da oftalmia neonatal não gonocócicaNão há evidência de que a terapia tópica ofereça benefício adicional, neste caso.HERPES: É uma doença que aparece e desaparece sozinha, de tempos em tempos, dependendo decertos fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo emenstruação. Nas mulheres, o herpes pode também se localizar nas partes internas do corpo. Uma vezinfectada pelo vírus da Herpes simples, a pessoa permanecerá com o vírus em seu organismo parasempre.Sinais e Sintomas: Manifesta-se através de pequenas bolhas localizadas principalmente na parteexterna da vagina e na ponta do pênis. Essas bolhas podem arder e causam coceira intensa. Ao secoçar, a pessoa pode romper a bolha, causando uma ferida.Formas de contágio: O herpes genital é transmitido por meio de relação sexual (oral, anal ou vaginal)desprotegida (sem uso da camisinha). Essa doença é bastante contagiosa e a transmissão ocorrequando as pequenas bolhas, que se formam durante a manifestação dos sintomas, se rompem,ocasionando uma ferida e eliminando o líquido do seu interior. Esse líquido, ao entrar em contato commucosas da boca ou da região ano-genital do parceiro, pode transmitir o vírus. Raramente acontaminação se dá através de objetos contaminados.As feridas desaparecem por si mesmas. Após algum tempo, porém, o herpes pode reaparecer nomesmo local, com os mesmos sintomas. Enquanto persistirem as bolhas e feridas, a pessoa infectadaestará transmitindo a doença. Na presença dessas lesões, a pessoa deve abster-se de relaçõessexuais, até que o médico as autorize.Prevenção: Uso de preservativo em todas as relações sexuais, vaginais, orais e anais.Tratamento: A herpes é altamente transmissível. Por isso, a primeira orientação aos pacientes sempre diz respeito aoscuidados locais de higiene: lavar bem as mãos, evitar contato direto com outras pessoas e não furar as bolhas sob nenhumpretexto são recomendações importantes. O tratamento é feito com medicamentos antivirais, por via oral e tópica, e tem comoobjetivo encurtar a duração dos sintomas, prevenir as complicações e diminuir os riscos de transmissão, pois o vírus não podeser completamente eliminadoLINFOGRANULOMA VENÉREOO agente causador dessa DST é a Chlamydia trachomatis, e seu período de incubação pode ser de 7 a30 dias.Sinais e Sintomas: O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genitalde curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma ferida ou como uma elevação dapele. Essa lesão é passageira e não é facilmente identificada pelos pacientes. Após a cura da lesãoprimária, que acontece geralmente entre duas a seis semanas, surge um inchaço doloroso dos gângliosde uma das virilhas , denominada bubão. Se esse inchaço não for tratado adequadamente, evolui para orompimento espontâneo e formação de feridas que drenam pus. 10
  11. 11. Formas de contágio: A transmissão do linfogranuloma venéreo se dá por via sexual.Prevenção: Uso do preservativo em todas relações sexuais e higienização dos órgãos genitais após oato sexual.Tratamento: Consiste no tratamento das feridas. São utilizados medicamentos à base de antibióticos que, entretanto, nãorevertem seqüelas, tais como o estreitamento do reto e a elefantíase dos órgãos sexuais. Quando necessário, também é feita aaspiração do bubão inguinal. O parceiro também deve ser tratado.SÍFILISÉ uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Manifesta-se em três estágios:primária, secundária e terciária. Os dois primeiros estágios apresentam as características maismarcantes da infecção, quando se observam os principais sintomas e quando essa DST é maistransmissível. Depois, ela desaparece durante um longo período: a pessoa não sente nada e apresentauma aparente cura das lesões iniciais, mesmo em casos de indivíduos não tratados. A doença podeficar, então, estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves comocegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos, podendo inclusive levar à morte.Sinais e Sintomas: A sífilis manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais(cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana após a relaçãosexual desprotegida com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem enão apresentam pus. Após um certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando à pessoa afalsa impressão de estar curada. Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo,surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), quedade cabelos, cegueira, doença do coração, paralisias. Caso ocorra em grávidas, poderá causaraborto/natimorto ou má formação do feto.Transmissão da sífilis: A sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relaçõessexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue contaminado (que hoje emdia é muito raro em razão do controle do sangue doado), e durante a gestação e o parto (de mãeinfectada para o bebê).Prevenção: Como não há perspectiva de desenvolvimento de vacina, em curto prazo, a prevenção recaisobre a educação em saúde: uso regular de preservativos, diagnóstico precoce em mulheres em idadereprodutiva e parceiros, e realização do teste diagnóstico por mulheres com intenção de engravidar.Tratamento: O tratamento mais indicado para a sífilis é a utilização do mais antigo dos antibióticos: apenicilina. O maior problema do tratamento é o seu diagnóstico, visto que a sífilis pode ser confundidacom muitas outras doenças. Os pacientes devem evitar ter relação sexual até que o seu tratamento (edo parceiro com a doença) se complete. A gestante deve realizar controle de cura mensal.Se não tratada, a sífilis progride, torna-se crônica e pode comprometer várias partes do corpo ou levar àmorte.SÍFLIS CONGÊNITA: A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pelo Treponema pallidum,bactéria causadora da sífilis, através da placentaInfecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, que pode se hospedar no colo do útero, navagina e/ou na uretra.Sinais e Sintomas: Muitas mulheres infectadas pelo Tricomonas podem não sentir nenhuma alteraçãoou reação. Quando os sintomas surgem, esses são, principalmente, corrimento amarelo-esverdeado,com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardor, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais.Na mulher, a doença pode também se localizar em partes internas do corpo, como o colo do útero. Amaioria dos homens não apresenta sintomas. Quando isso ocorre, consiste em uma irritação na pontado pênis.Formas de contágio: O contágio se dá através de secreções, durante contato sexual desprotegido comparceiro contaminado.Prevenção: Uso de preservativo em todas as relações sexuais, vaginais, orais ou anais. 11
  12. 12. Tratamento: O tratamento é feito com antibióticos e quimioterápicos. Parceiros sexuais devem sertratados ao mesmo tempo. Pessoas em tratamento devem suspender relações sexuais até que otratamento esteja completo e os sintomas tenham desaparecido.Em homens, os sintomas podem desaparecer dentro de algumas semanas, mesmo sem o tratamento.No entanto, mesmo sem nunca ter apresentado sintomas, pode continuar infectando seus parceiros, atéque seja tratado. Como outras DST, caso não seja tratada, a tricomoníase aumenta a probabilidade deuma pessoa ser infectada ou infectar a outros com o vírus da aids, o HIV. Pode também gerarcomplicações durante a gravidez, ocasionando ruptura da bolsa antes da hora, parto prematuro enascimento de bebê com peso baixo.DOENÇA INFLAMATÓRIA PELVICA (DIP)É uma síndrome clínica atribuída à ascensão de microorganismos do trato genital inferior, espontâneaou devida à manipulação (inserção de DIU, biópsia de endométrio, curetagem, etc.),comprometendo endométrio, trompas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas (salpingite, miometrite,ooforite, parametrite, pelviperitonite).Sinais e Sintomas: manifesta-se por dor e calor na parte baixa do abdômen; secreção vaginalabundante ou anormal que cheira mal; menstruação irregular ou abundante; dor na região pélvica ouabdominal durante o ato sexual (pode ser grave); sintomas gripais como febre, desconforto geral, fadiga,dor nas costas ou vômitos.Formas de Contágio: Aproximadamente 90% dos casos têm origem em uma DST prévia,principalmente gonorréia e clamídia. Os restantes 10% têm outras origens (iatrogênica, por exemplo).Prevenção: Usar camisinha para reduzir o risco de infecção todas as vezes que tiver relações sexuaise fazer exames pélvicos anualmente, incluindo testes para infecções.Tratamento: Em geral, feito com antibióticos. Se a mulher usar DIU, este deve ser removido. Emmulheres jovens, sexualmente ativas, com queixa de desconforto ou dor pélvica, deve-se iniciarimediatamente o tratamento pois um retardo poderá acarretar danos irreversíveis no seu sistemareprodutor.VAGINOSE BACTERIANATambém conhecida como vaginite não específica, é a mais comum das vaginites. É causada por umaalteração na flora vaginal normal, com diminuição na concentração de lactobacilos e predomínio de umaespécie de bactérias sobre outras, principalmente a Gardnerella vaginalis. Por ter uma causa orgânica,não é considerada uma DST.Sinais e sintomas: Corrimento vaginal, geralmente de cor amarela, branca ou cinza, que apresentaodor desagradável. Algumas mulheres o descrevem como “um odor forte com cheiro de peixe” queaparece, principalmente, após uma relação sexual e durante o período da menstruação. Pode gerarardência ao urinar e/ou coceira no exterior da vagina porém, algumas mulheres podem não apresentarsintoma algum.Formas de contágio: Está associado a um desequilíbrio do nível de bactérias normalmente presente navagina, causado pela diminuição das bactérias protetoras daquele ambiente. Desenvolve-se quandouma mudança no ambiente da vagina causa o aumento do nível de bactérias prejudiciais - comobactérias do intestino, por exemplo.Pode ser transmitida entre parcerias femininas.Prevenção: Alguns cuidados básicos podem ajudar a reduzir o risco de desequilíbrio da natureza davagina e evitar o desenvolvimento da vaginose bacteriana:- Usar camisinha durante as relações sexuais- Evitar o uso de duchinhas- Evitar produtos químicos que podem causar irritação e desconforto na região genitalTratamento: Em geral, feito com Metronidazol. Fazer o tratamento completo, mesmo que os sintomasdesapareçam antes do fim. Normalmente, os parceiros (de ambos os sexos) não precisam fazer o 12
  13. 13. tratamento de vaginose bacteriana.Vaginose não tratadaNa maioria dos casos a vaginose bacteriana não causa grandes complicações. Mas existem algumasimplicações sérias:- Parto prematuro ou recém-nascido com peso abaixo da média;- As bactérias que causam a vaginose bacteriana podem infectar o útero e as trompas de falópio. Estainflamação é conhecida como doença inflamatória pélvica (DIP). A vaginose bacteriana pode aumentar aprobabilidade de infecção por DST/aids em casos de exposição ao vírus.- Pode aumentar a probabilidade de uma mulher ser infectada por outras doenças sexualmentetransmissíveis, como clamídia e gonorréia.CORRIMENTO VAGINALTambém chamado de vaginite ou vulvovaginite. É um dos problemas ginecológicos mais comuns e umadas causas mais freqüentes de consulta ao ginecologista. Pode ocorrer durante a infância, graças auma higiene inadequada, principalmente após a evacuação; nesta fase do desenvolvimento denomina-se vulvovaginite inespecífica. Pode, também, surgir com a menopausa, devido à diminuição na produçãode estrógenos (hormônios femininos) e à ocorrência de modificações na camada interna da vagina,fatores que tornam a pessoa mais suscetível às agressões externas.Sinais e Sintomas: Alterações, tais como: fluxo vaginal anormal, geralmente evidenciado por umaumento de volume, com cheiro desagradável ou não; irritação, coceira ou ardência na vagina ou navulva e vontade de urinar freqüentemente. Alguns produtos químicos encontrados em sabões,sabonetes, absorventes e substâncias perfumadas podem causar irritação e desconfortoDONOVANOSE: É uma infecção causada por uma bactéria klebsiella granulomatis que afeta a pele emucosas das regiões da genitália, da virilha e do ânus. Ela causa úlceras e destruição da pele.Sinais e sintomas: Os sintomas podem incluir caroços e feridas de aspecto vermelho vivo esangramento fácil. Após a infecção, surge uma lesão na região da genitália que lentamente sedesenvolve em forma de úlcera ou caroço vermelho que, progressivamente, vai danificando a pele a suavolta.Formas de contágio: Contato direto com feridas ou úlceras durante relações sexuais com uma pessoainfectada.Prevenção: Uso do preservativo em qualquer relação sexual, seja vaginal, oral ou anal. Porém, aprevenção só será eficaz se a área infectada estiver coberta ou protegida pela camisinha. Se houvercontato com uma ferida aberta, a donovanose pode ser transmitida.Tratamento: Pode ser tratada com antibióticos. Após terminar o tratamento, o paciente deverá retornarao médico para certificar-se de que todas as feridas sararam e a infecção está completamente curada. Énecessário evitar contato sexual até que o tratamento esteja terminado e todos os sintomas tenhamdesaparecido.As pessoas que tiveram relação sexual nos últimos 60 dias com pessoa infectada devem procurar ummédico, fazer exames e o tratamento.HTLV: O vírus HTLV (sigla na língua inglesa que indica vírus que infecta células T humanas) é um retrovírus isolado em 1980a partir de um paciente com um tipo raro de leucemia de células T. Apresenta dois tipos: HTLV-I, que está implicado em doençaneurológica e leucemia, e HTLV-II, o tipo 2, que está pouco evidenciado como causa de doença.Sinais e sintomas: Cerca de 99% das pessoas portadoras do HTLV-I nunca desenvolverão qualquer problema de saúderelacionado ao vírus HTLV. Entretanto, alguns pacientes podem desenvolver problemas neurológicos. Geralmente, começam ase queixar de dores nos membros inferiores (panturrilhas), na região lombar (parte inferior da coluna lombar), e apresentamdificuldade em defecar ou urinar. Estes sintomas são sempre progressivos e estão na região abaixo da linha do umbigo. Aminoria dos portadores sem sintomas poderão desenvolver alguma doença. No Japão, por exemplo, 14 em cada 1500portadores assintomáticos poderão desenvolver uma doença neurológica (dificuldade de andar). No caso de leucemia o risco éainda menor: um em cada 10.000 portadores do HTLV poderá desenvolvê-la ao longo da vida.Formas de contágio: O HTLV possui as mesmas rotas de transmissão que outros vírus como o vírus da imunodeficiênciahumana (HIV) e o vírus da hepatite C (HCV): pela relação sexual desprotegida com uma pessoa infectada; uso em comum de 13
  14. 14. seringas e agulhas durante o uso de drogas; da mãe infectada para a o recém-nascido (principalmente pelo aleitamentomaterno).Prevenção: Recomenda-se o uso de preservativo todas as relações sexuais.Tratamento: Como o risco do desenvolvimento da doença associado ao HTLV-I é muito baixo, não existe indicação detratamento nos casos assintomáticos, até este momento. Os casos onde existem sintomas comprovados de doença associadaao HTLV-I, como paraparesia espástica tropical (TSP), uveíte, ATL, entre outras, o tratamento irá depender de uma avaliaçãoneurológica, assim como estadiamento do grau de comprometimento, tempo de evolução, presença de outras infecções viraisetc.PEDICULOSE PUBIANAEctoparasitose conhecida há séculos, a pediculose do púbis é causada pelo Phthirus pubis, um piolhopubiano. É para alguns autores a mais contagiosa das doenças sexualmente transmissíveis.Sinais e sintomas: Os sintomas surgem de uma a duas semanas após a infestação ou em menortempo, se o paciente apresentou infestação prévia pelo piolho. O piolho adulto e as lêndeas sãoencontrados fixados aos pêlos pubianos e também nas regiões pilosas do abdômen inferior, coxas enádegas. Ocasionalmente, o piolho adulto pode ser encontrado nas axilas, pálpebras e supercílios.Coceira intensa é a principal queixa do paciente.Lesões de urticária, bolhas e manchas azuladas podem ocorrer após as picadas dos piolhos.Formas de contágio: Transmite-se por meio do contato sexual, mas pode ser veiculada por meiode vestuário, roupas de cama e toalhas.Prevenção: Evitar contato com os piolhos e das lêndeas aderidos aos pêlos. Boa higiene corporal.Tratamento: Os produtos e esquemas usados para o tratamento da escabiose também são eficazes notratamento da pediculose pubiana. Não é necessário depilar a região. Quando utilizados corretamente,os medicamentos empregados topicamente apresentam toxicidade quase nula. Devem ser aplicadosnas áreas afetadas, em duas aplicações, com intervalo de sete dias entre uma e outra. Na primeiraaplicação, eliminam-se todos os insetos adultos e na segunda, os que ainda não são capazes dereprodução. A aplicação deve incluir, além da região pubiana, as áreas das coxas, tronco e axilas.PERGUNTAS MAIS FREQUENTES:Quem deve ser procurado para fazer o tratamento de outras DST que não a aids?Deve-se procurar os serviços de saúde que atendem DST, encontrados na lista de Endereços Úteisdeste site.Que período de tempo é necessário esperar para se fazer a identificação de um possível caso desífilis?A sífilis manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais, denominada cancroduro, e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana, em geral, entre sete edez dias após a data de exposição à situação de risco com pessoa infectada.Quais as providências a serem tomadas em caso de suspeita de infecção por alguma DST?Uma das principais preocupações relacionadas às DST é o fato de elas facilitarem a transmissão sexualde outras DST e, principalmente, do vírus da Aids. Diante disso, em caso de suspeita de infecção poruma DST, é imprescindível que a pessoa procure um profissional especializado (médico) para quesejam realizados o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doençaQuais os sintomas do condiloma?O HPV provoca verrugas com aspecto de couve-flor e de tamanhos variáveis nos órgãos genitais. Nasmulheres, pode não apresentar sintomas. Daí a importância da ida periódica ao ginecologista. Podeainda estar relacionado ao aparecimento de alguns tipos de câncer, principalmente no colo do útero,vulva, pênis e reto. Porém, nem todo caso de infecção pelo HPV irá causar câncer.Quais as formas de tratamento do condiloma acuminado (lesão causada pelo HPV)?O tratamento é local e, dependendo do desenvolvimento da doença, é feito com uso da cauterização,quimioterapia ou produtos cáusticos. Além disso, o parceiro também deve ser submetido a exame 14
  15. 15. TUDO COMEÇA POR VOCÊPublicada em 20/02/2010 por Bruno KrugVamos partir do princípio de que não estamos satisfeitos com a nossa vida atual, e que sendo assimdesejamos uma vida melhor, mais plena e satisfatória. Entretanto, o que costumamos fazer? Reclamamos?Brigamos? Achamos algum culpado por nossos problemas? Ficamos com pena de nós mesmos? Ou o quemais?Quer queiramos ou não, as mudanças em nossa vida devem ter início em nós mesmos. Primeiramente emnossa mente, depois, por consequência, em nosso comportamento.Ocorre que sempre é mais fácil e mais cômodo esperarmos uma solução vinda de fora, vinda dos outros,até por que normalmente possuímos a tendência de colocar a responsabilidade pelo que nos acontece deruim nas costas de alguém que não seja nós mesmos. Fazemos isto porque assim ficamos isentos dasresponsabilidades pelo nosso presente, como também pelo que venha a nos acontecer de ruim no futuro.Por isso é que sempre buscamos conseguir um bode expiatório para botarmos a culpa e a responsabilidadedos acontecimentos negativos que ocorrem na nossa vida. Pode ser nossos pais, nossos filhos, nossafamília, vizinhos, professores, alunos, chefes, funcionários, ou até mesmo Deus, o diabo ou quem sabealguma outra entidade sobrenatural.Somos educados a esperar soluções milagrosas vindas de outros, e nesta espera perdemos muito do poucotempo que nos é dado nesta vida. Sendo assim torna-se urgente que aceitemos a responsabilidade pelanossa vida, pelos efeitos que surgem como consequências de nossas ações e de nossos pensamentos. Serealmente queremos uma vida melhor, mais satisfatória e feliz, com certeza precisamos começar a pensare a agir com mais coerência, trabalhando positivamente para colhermos resultados positivos, tanto nopresente como no futuro.Cada atitude mental resulta num comportamento, quer positivo ou não. Se tomarmos a decisão começar aviver melhor, devemos então estabelecer o que queremos para nós e o que vamos fazer para chegar lá. Épreciso perceber que tipo de pensamentos e ações tem nos levado a ter a vida que temos hoje, eprincipalmente, quais os tipos de pensamentos e de ações que precisamos criar para conseguirmos o quedesejamos para nosso futuro.Por mais que seja difícil parar de culpar os demais e começar a pensar e a agir positivamente, é somenteassim que você fará uma verdadeira revolução positiva em sua vida. Quer você goste ou não, é assim queé, e tudo começa e tudo depende primeiramente e principalmente de você mesmo. Depois de vocêcomeçar a melhorar a sua maneira de pensar e de agir, com toda certeza, os demais começarão a lhe ajudara chegar aonde quer e a viver melhor.Por Bruno Krug, consultor empresarial e palestrante. FICHA DE TRABALHOMétodo: ________________________ COMO ESTE MÉTODO IMPEDE A CONCEPÇÃO? 15
  16. 16. COMO ELE É UTILIZADO?QUAIS SÃO AS SUAS VANTAGENS?QUAIS AS SUAS DESVANTAGENS?QUAL É A OPINIÃO DO GRUPO SOBRE ELE?QUAIS OS MITOS E VERDADES SOBRE ESTE MÉTODO? A explosão de um torpedo Contaminação do medo Eu guardo o seu segredoO GOSTO DO AZEDORita Lee Sou o HIV que você não vê Você não me vêPara o sangue, sou o veneno Mas eu vejo vocêEu mato, eu como, eu drenoPara o resto da vida, sou extremoSou o gosto do azedo 16
  17. 17. Sou a ponta da agulhaTanto bato até que você furaÉ a minha a sua capturaSou dupla personaSeu estado de comaSou o caos, sou a zonaSeu nocaute na lonaSou o HIV que você não vêVocê não me vêMas eu vejo vocêEu sou o livre-arbítrioSem causa com efeitoSua força é meu grande defeitoSou a dor da torturaUma nova ditaduraTerminal da loucuraSou o vírus sem curaSou o HIV que você não vêVocê não me vêMas eu vejo você 17

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