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  1. 1. POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR (PROPOSTA EM CONSTRUÇÃO) ISLENE ROSA
  2. 2. 0 PROCESSO DE ADOECER A “história da saúde dos trabalhadores” caracteriza-se pela revelação do corpo como ponto de impacto da exploração. (Dejour, 1992).
  3. 3. O TRABALHO SE DESENVOLVE NA MATERIALIDADE DOS CORPOS <ul><li>CORPO </li></ul><ul><li>Instrumento natural do homem </li></ul><ul><li>Passou a ser um objeto técnico </li></ul><ul><li>O trabalho e as implicações decorrentes de sua utilização </li></ul>
  4. 4. O MUNDO DO TRABALHO <ul><li>Marcado pela Política Econômica e pelo Modelo de Desenvolvimento Industrial , baseado: </li></ul><ul><li>- na produção e no consumo. </li></ul><ul><li>- no domínio da natureza, através da ciência e da tecnologia. </li></ul><ul><li>- na exploração do trabalho humano. </li></ul>Questão Ambiental Saúde do Trabalhador
  5. 5. O desenvolvimento nas sociedades capitalistas <ul><li>A hegemonia do subsistema econômico sobre os demais subsistemas sociais; </li></ul><ul><li>Os processos de desenvolvimento têm sido marcados por injustiças ambientais e sociais; </li></ul><ul><li>A saúde é, ao mesmo tempo, condição e produto do desenvolvimento (Interdependência); </li></ul><ul><li>O Estado moderno justifica-se na medida em que intervém sobre estas relações e protege os mais fracos. </li></ul>
  6. 6. A vulnerabilidade dos trabalhadores rurais
  7. 7. A vulnerabilidade da mulher trabalhadora
  8. 8. A vulnerabilidade dos trabalhadores da Construção Civil
  9. 9. A vulnerabilidade das crianças no trabalho infantil
  10. 10. Análise da determinação social do processo saúde-doença <ul><li>“ O processo saúde-doença é determinado pelo modo como o Homem se apropria da natureza em um dado momento, apropriação esta que se realiza por meio do processo de trabalho , baseado em determinado grau de desenvolvimento das forças produtivas e relações sociais de produção ”. </li></ul><ul><li>( LAURELL, 1982). </li></ul>
  11. 11. No processo de trabalho: <ul><li>Estão presentes os elementos patógenos (agentes, cargas, forças, etc.) </li></ul><ul><li>Riscos e perigos para a saúde dos trabalhadores e de outros grupos populacionais que são a eles expostos </li></ul>
  12. 12. Agravos associados aos processos de trabalho <ul><li>Acidentes de trabalho </li></ul><ul><li>Doenças relacionadas ao trabalho </li></ul>
  13. 13. SAUDE DO TRABALHADOR <ul><li>É a introdução da categoria processo de trabalho , como elemento explicativo central na análise das relações entre trabalho e processo saúde/doença (Lacaz, 2000). </li></ul>
  14. 14. Atores Intersetoriais na ST <ul><li>Previdência Social </li></ul><ul><li>Ministério do Trabalho </li></ul><ul><li>Fundacentro </li></ul><ul><li>Meio Ambiente </li></ul><ul><li>Secretarias Municipais </li></ul><ul><li>Conselho Tutelar </li></ul><ul><li>Judiciário </li></ul><ul><li>Ministério Público </li></ul><ul><li>Sindicatos </li></ul><ul><li>Empresas </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Conselhos Regionais de Classe </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>Universidades </li></ul><ul><li>IDEC / PROCOM </li></ul>ST AÇÕES INTERINSTITUCIONAIS EM POLÍTICAS DE SAÚDE DO TRABALHADOR
  15. 15. Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador <ul><li>A Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador vem articular os Ministérios do Trabalho, da Previdência Social e da Saúde com objetivo de garantir condições dignas de trabalho como base na organização social e direito humano fundamental, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, a realização pessoal e social dos trabalhadores, sem prejuízo para sua saúde. (MS, 2004). </li></ul>
  16. 16. Quadro institucional relativo à Saúde do Trabalhador <ul><li>Ministério do Trabalho e Emprego – MTE </li></ul><ul><li>Realiza inspeções e fiscalização das condições e dos ambientes de trabalho em todo país; </li></ul><ul><li>Apóia-se na CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas, que trata da Segurança e Medicina do Trabalho (cap. V); </li></ul><ul><li>Regulamentado pela Portaria 3214/78 que criou as Normas Regulamentadoras (NR); </li></ul><ul><li>As NR são as ferramentas de trabalho do MTE para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores. </li></ul>
  17. 17. Quadro institucional relativo à Saúde do Trabalhador <ul><li>Ministério da Previdência e Assistência Social – MPAS </li></ul><ul><li>Dá direito a um conjunto de benefícios acidentários aos trabalhadores com carteira assinada (CLT), inseridos no mercado formal de trabalho (1/3 da PEA); </li></ul><ul><li>Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) o responsável pela perícia médica, reabilitação e benefícios; </li></ul><ul><li>Notificação de acidente ou doença relacionada ao trabalho pela comunicação de acidente de trabalho – CAT; </li></ul><ul><li>A CAT deve ser emitida independente da gravidade do acidente ou doença, para efeito da vigilância em saúde. </li></ul>
  18. 18. Quadro institucional relativo à Saúde do Trabalhador <ul><li>Ministério do Meio Ambiente – MMA </li></ul><ul><li>A contribuição das questões ambientais na </li></ul><ul><li>determinação do processo saúde-doença da população; </li></ul><ul><li>Os processos produtivos são responsáveis pela degradação ambiental e nos ambientes de trabalho, acarretando agravos à saúde da população e dos trabalhadores; </li></ul><ul><li>Na construção da atenção diferenciada à saúde dos trabalhadores,entrelaçam as relações produção/trabalho, saúde e ambiente. </li></ul>
  19. 19. Quadro institucional relativo à Saúde do Trabalhador <ul><li>Ministério da Saúde – SUS </li></ul><ul><li>O campo da saúde do trabalhador foi acolhido pela saúde pública e vive um permanente desafio para o desenvolvimento técnico-operacional por dentro das práticas de saúde em geral ( FADEL E MACHADO, 2011). </li></ul>
  20. 20. Aspectos histórico e conceituais da construção da Saúde do Trabalhador no SUS <ul><li>Constitui um processo social, político e técnico em construção; </li></ul><ul><li>Inicia nos anos 80, com ações isoladas e institui os Programas de Saúde do Trabalhador (PST); </li></ul><ul><li>Processo de intensa mobilização e reorganização social e fim da ditadura; </li></ul><ul><li>Movimento pela saúde (Reforma Sanitária) permitiu que a responsabilidade pela saúde do trabalhador fosse atribuída ao SUS; </li></ul><ul><li>A I Conferência Nacional de Saúde dos Trabalhadores </li></ul>
  21. 21. QUEM SÃO OS TRABALHADORES? <ul><li>Trabalhadores são todos os homens e mulheres que exercem atividades para sustento próprio ou de outros, qualquer que seja sua forma de inserção no mercado de trabalho, nos setores formais e informais da economia (MS) . </li></ul>
  22. 22. A realidade cruel no mundo do trabalho exige Cuidado Atitude Atenção Conhecimento
  23. 23. O que fazer? <ul><li>Identificação da população trabalhadora </li></ul><ul><li>Identificação de contextos de risco/danos </li></ul><ul><li>Notificação e investigação de casos </li></ul><ul><li>Intervenção nos processos produtivos e ambientes </li></ul><ul><li>Produção e análise de informações </li></ul><ul><li>Mapeamento de atividades e empresas </li></ul><ul><li>Produção de conhecimento/pesquisa </li></ul><ul><li>Comunicação das Informações </li></ul>
  24. 24. POLITICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS PNST (em construção)
  25. 25. MARCOS LEGAIS <ul><li>Constituição Federal de 1988 - Art. 200 </li></ul><ul><li>Ao SUS compete.. colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. </li></ul><ul><li>Lei Orgânica da Saúde nº 8.080/90 –Art. 6º </li></ul><ul><li>Entende-se por Saúde do Trabalhador, um conjunto de atividades que se destina, através das ações de V.E. e V.S., promoção e proteção da saúde dos trabalhadores. </li></ul><ul><li>Portaria N°3.908/1998 – Norma Operacional de Saúde do Trabalhador (NOST). </li></ul><ul><li>Portaria Nº3.120/1998 - Instrução Normativa de Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT). </li></ul>
  26. 26. M ARCOS LEGAIS <ul><li>Portaria Nº 1.679/2002 - Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador - RENAST </li></ul><ul><li>Portaria N°777/2004 – Notificação obrigatória dos Agravos Relacionados ao Trabalho </li></ul><ul><li>Portaria Nº 2.437/2005 - ampliação da RENAST; </li></ul><ul><li>DECRETO Nº 6.860/2009 - Formaliza o Dep. de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador – 2 Coordenadorias ; </li></ul><ul><li>Portaria Nº 2.728/2009 - complementada pelo Manual da Renast (em elaboração). </li></ul>
  27. 27. M ARCOS LEGAIS <ul><li>Portaria Nº 3.252/2009 - execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde </li></ul><ul><li>Portaria 104/2011 – Doenças de Notificação Compulsória </li></ul><ul><li>Decreto N°7.508/2011 – Regulamenta a Lei N° 8.080/90 e dispõe sobre o planejamento, assistência e articulação interfederativa para os serviços de saúde. </li></ul>
  28. 28. “ A Saúde do Trabalhador constitui uma área da Saúde Pública que tem como objeto de estudo e intervenção as relações entre o trabalho e a saúde. Tem como objetivos a promoção e a proteção da saúde do trabalhador, por meio do desenvolvimento de ações de vigilância dos riscos presentes nos ambientes e condições de trabalho, dos agravos à saúde do trabalhador e a organização e prestação da assistência aos trabalhadores, compreendendo procedimentos de diagnóstico, tratamento e reabilitação, de forma integrada, no SUS” (MS, 2000).
  29. 29. Propósito da PNST <ul><li>Definir os princípios, diretrizes e estratégias a serem observados nas três esferas de gestão do SUS – federal, estadual e municipal, para o desenvolvimento das ações de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador , tendo como eixo central a estruturação das ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador , visando a promoção e a proteção da saúde dos trabalhadores e a redução da morbimortalidade decorrente dos modelos de desenvolvimento e dos processos produtivos. </li></ul>
  30. 30. PNST <ul><li>DIRETRIZES </li></ul><ul><li>Diretriz 1 - Fortalecimento da Vigilância em Saúde do Trabalhador e integração com demais componentes da Vigilância em Saúde; </li></ul><ul><li>Diretriz 2 - Promoção da saúde e de ambientes e processos de trabalho saudáveis; </li></ul><ul><li>Diretriz 3 - Garantia da integralidade na Atenção à Saúde do Trabalhador; </li></ul>
  31. 31. PNST <ul><li>ESTRATÉGIAS </li></ul><ul><li>1. Integração da Vigilância em Saúde do Trabalhador com os demais componentes da Vigilância em Saúde; </li></ul><ul><li>2. Análise do perfil produtivo/situação de ST no território; </li></ul><ul><li>3. Estruturação da Rede Nacional de Atenção Integral em saúde do Trabalhador - RENAST; </li></ul><ul><li>4. Fortalecimento e ampliação da articulação intersetorial; </li></ul><ul><li>5. Estímulo à participação da comunidade/trabalhadores/ Controle Social; </li></ul><ul><li>6. Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos; </li></ul><ul><li>7. Desenvolvimento de estudos e pesquisas; </li></ul><ul><li>8. Garantia do financiamento das ações de ST. </li></ul>
  32. 32. A estruturação da RENAST no SUS
  33. 33. RENAST <ul><li>O desafio para o SUS na perspectiva de atuar na prevenção e promoção da saúde do trabalhador de modo integrado e articulado com as demais políticas públicas. </li></ul><ul><li>Evidencia o papel e a intervenção dos serviços de saúde sobretudo nas causas do adoecimento do trabalhador, a partir dos princípios do SUS: universalidade, integralidade, descentralização e participação. </li></ul><ul><li>Implementação dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST. </li></ul>
  34. 34. A REDE DE ATENÇÃO EM SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS <ul><li>Nas ações de Atenção Primária em Saúde </li></ul><ul><li>- Estratégia Saúde da Família; </li></ul><ul><li>- Serviços de Urgência e Emergência; </li></ul><ul><li>- Centro de Atenção Psicossocial – CAPS. </li></ul><ul><li>Nas ações de Média e Alta Complexidade </li></ul><ul><li>- Estrutura de nível especializado para estabelecimento de nexo causal; </li></ul><ul><li>- Suporte de serviços auxiliares de diagnósticos e terapia; </li></ul><ul><li>- Laboratório central de resolutividade. </li></ul>
  35. 35. NASF CEO UPA CAPS ESF Centro de Saúde da Família ESF Centro de Saúde da Família CEREST Função Matricial Centro de Especialidade Centrais de Regulação Centro de Zoonozes Colegiado de Gestão Regional ESF Centro de Saúde da Família ESF Centro de Saúde da Família ESF Centro de Saúde da Família ESF Centro de Saúde da Família ESF Centro de Saúde da Família ESF Centro de Saúde da Família Assistência Farmacêutica Atenção Especializada Terciária e Ambulatorial Núcleo de Vigilância à Saúde Hospital Geral e Maternidade Transporte Sanitário SAMU Sistemas de apoio diagnóstico e terapêutico Sistema de Informação Coordenação Estadual e Municipal em Saúde do Trabalhador
  36. 36. CEREST – APOIO MATRICIAL Atenção Primária à Saúde Complexo regulador da região Atenção ambulatorial especializada e hospitalar Vigilância em Saúde – Vigilância em Saúde do Trabalhador Sistemas de apoio diagnóstico e terapêutico <ul><li>Apoio Especializado Matricial às equipes de saúde assegurando de modo dinâmico e interativo: </li></ul><ul><li>Suporte assistencial, técnico-pedagógico. </li></ul><ul><li>Personalização da referência e contra referência através do contato direto entre o generalista e o especialista no espaço regional. </li></ul><ul><li>Premissas: </li></ul><ul><li>o compartilhamento de casos; </li></ul><ul><li>a abertura para intervenção multi e interprofissional; </li></ul><ul><li>a responsabilização das equipes por projetos terapêuticos e planos de cuidado; </li></ul><ul><li>a articulação de saberes clínicos com os da saúde coletiva e outras formas de coordenação do cuidado entre os profissionais e as unidades de saúde. </li></ul>O que faz o CEREST? <ul><li>CEREST </li></ul><ul><li>ESTADUAL </li></ul><ul><li>REGIONAL </li></ul><ul><li>MUNICIPAL </li></ul>
  37. 37. AGRAVOS ASSOCIADOS AOS PROCESSOS PRODUTIVOS <ul><li>Acidentes de trabalho </li></ul><ul><li>ocorrência de evento súbito com danos à saúde do trabalhador no exercício da função. </li></ul><ul><li>Doenças relacionadas ao trabalho </li></ul><ul><li>- Doenças comuns agravadas pelas condições de trabalho ou tem no trabalho sua causa principal. </li></ul>
  38. 38. A notificação compulsória dos agravos relacionados ao trabalho (Portaria nº 777/2004 e 104/2011) <ul><li>Acidente de trabalho graves; </li></ul><ul><li>Acidente de trabalho fatal; </li></ul><ul><li>Acidente com mutilações; </li></ul><ul><li>Acidente do trabalho com crianças e adolescentes; </li></ul><ul><li>Acidentes com exposição a material biológico; </li></ul>
  39. 39. A notificação compulsória dos agravos relacionados ao trabalho (Portaria nº 777/2004 e 104/2011) <ul><li>Dermatoses ocupacionais; </li></ul><ul><li>Intoxicações exógenas (subst. químicas, agrotóxicos e metais pesados); </li></ul><ul><li>Lesões por Esforços Repetitivos (LER), Distúrbios Osteomusculares relacionados ao Trabalho (DORT); </li></ul><ul><li>Pneumoconioses; </li></ul><ul><li>Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR); </li></ul><ul><li>Transtornos Mentais relacionados ao Trabalho; e </li></ul><ul><li>Câncer relacionado ao Trabalho. </li></ul>
  40. 40. CEREST FORTALEZA 3.953.035 Hab. CEREST HORIZONTE 217.810 Hab. CEREST JUAZEIRO DO NORTE 1.355.320 Hab. ÁREA E POPULAÇÃO DOS CENTROS DE REFERÊNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR NO CEARÁ – 2008. CEREST TIANGUÁ 289.705 Hab CEREST SOBRAL 1.220.484 Hab. CEREST QUIXERAMOBIM 609.420 Hab. CEREST ARACATI 520.270 Hab.
  41. 41. No Ceará <ul><li>Plano de desenvolvimento do governo; </li></ul><ul><li>Acelerado processo de crescimento econômico: </li></ul><ul><li>* expansão industrial; </li></ul><ul><li>* pólos industriais no interior e região metropolitana; </li></ul><ul><li>* estímulo ao turismo; </li></ul><ul><li>* setor de serviços. </li></ul><ul><li>Aumento da oferta de empregos; </li></ul><ul><li>Fomento ao agronegócio. </li></ul>
  42. 42. Outros aspectos do crescimento econômico no Ceará <ul><li>Concentração de riscos tecnológicos (CNAE) – processos produtivos insalubres; </li></ul><ul><li>Aumento dos riscos ambientais; </li></ul><ul><li>Geração insuficiente de empregos e empregos de baixa qualidade; </li></ul><ul><li>Problemas ambientais e urbanos trazidos pela industrialização; </li></ul><ul><li>Negação e ocultamento dos problemas de saúde do trabalhador. </li></ul>
  43. 43. Riscos e contextos de vulnerabilidades <ul><li>Populacional – capacidade reduzida para antecipar, resistir e recuperar-se dos impactos/riscos presentes (grupos específicos); </li></ul><ul><li>Institucional – incapacidade da sociedade e instituições públicas de regular, fiscalizar e controlar riscos nos territórios. </li></ul>
  44. 44. DADOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL (fonte: Anuário Estatístico da Previdência Social – AEPS 2009 ) <ul><li>723.452 acidentes e doenças do trabalho </li></ul><ul><li>17.693 (2,4%) doenças relacionadas ao trabalho </li></ul><ul><li>623.026 (86,1%) trabalhadores afastados por incapacidade temporária </li></ul><ul><li>302.648 (41,8%) até 15 dias </li></ul><ul><li>320.378 (44,2) superior a 15 dias </li></ul><ul><li>13.047 (1,8%) adquirem incapacidade permanente </li></ul><ul><li>2.496 (0,3%) foram a óbito. </li></ul>
  45. 45. MAGNITUDE DESSA QUESTÃO NO BRASIL EM 2009 <ul><li>1 morte a cada 3,5 horas </li></ul><ul><li>83 acidentes e doenças do trabalho reconhecidos a cada 1 hora na jornada diária </li></ul><ul><li>43 trabalhadores/dia que não mais retornaram ao trabalho devido a invalidez ou morte </li></ul><ul><li>INSS - valor da ordem de R$ 14,20 bilhões/ano. </li></ul><ul><li>custo operacional do INSS mais as despesas na área da saúde e afins, o custo - Brasil atinge valor da ordem de R$ 56,80 bilhões (Fonte: Previsão MPS). </li></ul>
  46. 46. Distribuição dos acidentes do trabalho, por sexo, no Ceará de 2000 a 2005. Fonte: Ministério da Previdência e Assistência Social
  47. 47. Acidentes do trabalho por atividade econômica no Ceará de 2000 a 2005. Fonte: MPAS
  48. 48. Distribuição das notificações de acidente de trabalho grave, segundo ano do acidente, Ceará, 2007 - 2011 Ano do acidente Notificações 2007 2008 2009 2010 2011* Total Fonte:SINAN/SESA, julho de 2011 * DADOS PRELIMINARES (julho de 2011) 67 389 792 918 254** 2420
  49. 50. Relação dos agravos notificados no SINAN – SESA-Ce, 2007 a 2011. ___________________________________________________ AGRAVOS 2007 2008 2009 2010 2011 ___________________________________________________ Acid. Mat. Biológico 364 622 702 337 123 Pneumoconiose 1 - - 3 1 PAIR - - 2 1 2 LER/DORT 10 36 187 182 57 Dermatose - 2 5 12 1 Câncer - - - 1 3 Transtorno Mental 2 13 12 10 1 Intoxicação Exógena 25 24 36 42 17
  50. 52. PENSAR AÇÕES EM SAÚDE DO TRABALHADOR Nossos Desafios
  51. 53. 21 MICRORREGIÕES DE SAÚDE <ul><li>Possui 184 municípios; </li></ul><ul><li>Espaço de articulação importante; </li></ul><ul><li>Foco de programas de desenvolvimento do governo; </li></ul><ul><li>Crescimento do mercado; </li></ul><ul><li>Processos produtivos geradores de risco à saúde e ao ambiente. </li></ul>
  52. 54. NO TERRITÓRIO DAS REGIONAIS DE SAÚDE <ul><li>Mercado informal e formal: </li></ul><ul><li>* precarização das relações de trabalho; </li></ul><ul><li>* riscos presentes no ambiente; </li></ul><ul><li>* organização do trabalho; </li></ul><ul><li>* subnotificação e/ou ocultamento dos acidentes/doenças relacionadas ao trabalho; </li></ul><ul><li>* facção, domiciliamento do trabalho. </li></ul>
  53. 55. NO TERRITÓRIO DAS REGIONAIS DE SAÚDE <ul><li>Trabalho Rural: </li></ul><ul><li>* uso intensivo dos agrotóxicos; </li></ul><ul><li>* governo incentiva o agronegócio; </li></ul><ul><li>* as dificuldades do pequeno produtor rural e da agricultura familiar; </li></ul><ul><li>* a questão ambiental e as doenças relacionadas ao uso de agrotóxicos no campo. </li></ul>
  54. 56. NO TERRITÓRIO DAS REGIONAIS DE SAÚDE <ul><li>Exploração de Minérios </li></ul><ul><li>* Presença de rochas de interesse para o mercado (pedras e mármores); </li></ul><ul><li>* Projeto da Mina de Itataia (fosfato e urânio ); </li></ul><ul><li>* Riscos ambientais de grande proporção; </li></ul><ul><li>* Danos à saúde da população exposta. </li></ul>
  55. 57. PENSAR AÇÕES EM SAÚDE DO TRABALHADOR <ul><li>Promover a intersetorialidade; </li></ul><ul><li>Favorecer ações que contemplem a complexidade das macro-políticas (terceirização, des-localização do capital) e micro-políticas (automação, mudança no perfil do trabalho, etc.); </li></ul><ul><li>Observatório. </li></ul>
  56. 58. PENSAR AÇÕES EM SAÚDE DO TRABALHADOR <ul><li>Sistema de Informação: </li></ul><ul><li>* a grande subnotificação dos acidentes de trabalho e doença relacionada ao trabalho; </li></ul><ul><li>* despreparo e cegueira dos serviços de saúde; </li></ul><ul><li>* interface SUS-MPS-MTE; </li></ul><ul><li>* desconhecimento dos riscos nos territórios. </li></ul>
  57. 59. PENSAR AÇÕES EM SAÚDE DO TRABALHADOR <ul><li>Capacitação da Rede: </li></ul><ul><li>* Qualificar os serviços para a atenção em saúde do trabalhador; </li></ul><ul><li>* articular com os serviços de vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental para ação integrada nos territórios com vistas a vigilância em saúde; </li></ul><ul><li>* acompanhar o desenvolvimento da rede sentinela em saúde do trabalhador. </li></ul>
  58. 60. PENSAR AÇÕES EM SAÚDE DO TRABALHADOR <ul><li>Acompanhamento do Controle social: </li></ul><ul><li>Participação das organizações dos trabalhadores do campo e da cidade, junto aos serviços de saúde, para: </li></ul><ul><ul><li>* Definir prioridades de intervenção, </li></ul></ul><ul><ul><li>* Implementar da política de Saúde do Trabalhador, </li></ul></ul><ul><ul><li>* Possibilitar que as ações em Saúde do Trabalhador sejam coerentes com a realidade do sistema produtivo local. </li></ul></ul>
  59. 61. PENSAR AÇÕES EM SAÚDE DO TRABALHADOR <ul><li>Articulação com a Atenção Primária: </li></ul><ul><li>* Integrar a Política de Saúde do Trabalhador com a Política de Atenção Básica. </li></ul><ul><li>* As Equipes de Saúde da família e a Vigilância em Saúde são estratégias fundamentais para a construção da política de saúde do trabalhador; </li></ul><ul><li>* É no espaço local (território) que os problemas de saúde advindos dos processos produtivos são identificados. </li></ul>
  60. 62. ATENÇÃO BÁSICA NO TERRITÓRIO <ul><li>Responsabilidade por identificar e atuar: </li></ul><ul><li>* População economicamente ativa (sexo e faixa etária); </li></ul><ul><li>* As atividades produtivas e os danos e riscos potenciais para a S.T. população e ambiente </li></ul><ul><li>* Existência de trabalho precoce (menores); </li></ul><ul><li>* Ocorrência de acidentes e/ou doenças relacionadas ao trabalho. </li></ul>
  61. 63. Papel do Agente Comunitário de Saúde <ul><li>Notificar à equipe a existência de trabalhadores em situação de risco, trabalho precoce, acidentados ou adoecidos pelo trabalho; </li></ul><ul><li>Informação à família e ao trabalhador; </li></ul><ul><li>Planejar e participar das atividades educativas em Saúde do Trabalhador. </li></ul>
  62. 64. “ Afinal, todos somos ou seremos... Trabalhadores”.

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