Palestina

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Palestina

  1. 1. A atual situação da palestinaO exemplo das sociedades ocidentais é rico em ensinamentos a respeito da evoluçãolenta, mas irresistível, da História. Trezentos anos atrás, a Europa apresentou um quadrode guerras intermináveis entre reis e príncipes feudais cujas riquezas e poderio estavambaseados na exploração impiedosa de seus servos e, em alguns casos (os países ibéricos,a Holanda, França, Inglaterra), na espoliação e extermínio em massa das populaçõesindígenas na América Latina, na Ásia e na África, cujos habitantes foram caçados,algemados e transportados para servirem de escravos nas colônias. Ironia da História, asriquezas produzidas pela mão de obra escrava permitiram à burguesia comercial emascensão a reivindicar e conquistar do estado absolutista os direitos civis, a liberdade e aigualdade perante a Lei.O colunista Espanhol Juanlu Gonzalez (2009) escreveu que hoje em dia o grupo Hamas(1) continua as negociações do acordo de alto o fogo com o Israel com o olhar de naspróximas eleições nas que tudo poderia piorar se, como está previsto, ganha a ultra-dereita. Jaled Meshal, o máximo líder islamista no exílio em Damasco, indicou que nãohaverá acordo sem levantamento de bloqueio , Israel assegura que não haverá acordosem liberação do soldado capturado pela brigadas em 2005, (2) algo que a resistêncianão vai vincular ao trato sem que inclua a liberação de parte dos milhares de pessoasque o estado judeu mantém seqüestrados em campos de internamento em desumanascondições onde inclusive são usados em experimentos médicos sem seu consentimento.Por sua parte o Israel quer levantar o bloqueio de maneira progressiva quando se firme oacordo, o que todos sabem que significa que nunca se abrirão os passos fronteiriços demaneira permanente como já aconteceu na anterior trégua que Hamas respeitouescrupulosamente sem que recebesse nada de seu oponente. Esse parece ser overdadeiro escolho, os truques sionistas para chegasse acordos sem dar nada em trocasalvo promessas vagas são perfeitamente conhecidos e estão muito recentes na memóriade todos para voltar a cair nas mesmas armadilhas uma e outra vez. Todas as partessabem que o tempo se acaba mas acreditam que a assinatura pode estar próxima.Fatah (3) segue capturando na Cisjordania a agentes que manifestam apoiar ao Hamas,fazendo o trabalho sujo ao Israel para manter a tranqüilidade dentro dos guetos comodescobriu e publicou a imprensa ocidental em seu dia com a transcrição de vergonhosasconversações entre agentes do Israel e destacados membros da partido do Abbas.(4)depois da agressão sionista se registraram um total de 61 detenções que em nenhumcaso se tratavam de militantes armados. Em total, segundo organizações de direitoshumanos, há 600 detidos políticos nos cárceres do Abbas próximos ao Movimento deResistência Islâmica, um verdadeiro escândalo inaceitável para quem lhes enche a bocafalando de unidade.Os pacifistas integrantes do navio libanês carregados de ajuda humanitária que foramgolpeados e capturados ontem em águas internacionais em um autêntico ato de piratariaestão sendo (Síria, Líbano, Grécia, Índia e Reino Unido). Como não podia ser de outramaneira, os profissionais da mentira que fazem as vezes de porta-vozes israelenses,acusaram-nos de levar armas, mas foram carregados de mantas, remédios, água emantimentos.Enquanto que o Egito está impedindo a entrada de recursos destinados à reconstruçãoda Gaza e ao pagamento de salários de seus funcionários por ordem do Israel, Olmert(5) autoriza a transferência de recursos a membros do Fatah que cobram um salárioesperando ociosos a tira do poder.
  2. 2. Na Cisjordania, onde reina uma relativa calma sob a botas do Fatah, Israel segueconstruindo novos assentamentos, destruindo cultivos, confiscando terras, demolindovivendas, assassinando civis e seqüestrando inocentes.Como ficou exposto anteriormente o problema israelense-palestino é um caso de“violência”, e de violência extrema por uma das partes; ante estes problemas a soluçãoimediata e requerida é a detenção ipso facto das agressões e desenvolver sistemas deajudas e reparação do sofrimento das vítimas. Da mesma maneira que se respeita aopovo judeu e se ajuda à reconstrução da memória histórica e a suas vítimas, da mesmamaneira o povo palestino necessita ajuda imediata, recuperar sua memória, suas terras, esuas vidas.Segundo O Prof. John Dugard(2006), desde esta perspectiva da violência éabsolutamente necessário desenvolver medidas para garantir a igualdade de condições,o que implica um reconhecimento em igualdade de ambos os povos, sem consideraçõesnem estereótipos. Só assim se poderá ir avançando para a única solução possível: aconvivência de todos os cidadãos israelenses e palestinos, compartilhando um Estado,umas leis democráticas e um Parlamento. Esta solução é sistematicamente rechaçadapelo Governo Israelense, porque é consciente que em pouco tempo a maioria do Estadoseriam cidadãosFuturo da PalestinaVisto sob esta perspectiva, o conflito entre palestinos e israelenses deve ser reconduzidoà mesa de negociações. A superioridade de armas pode vencer batalhas, mas nãogarante o desfecho de uma guerra cujo objetivo só pode ser a paz e o convívio pacíficode todos num mundo em que a diversidade cultural e a estrita observância dos direitoshumanos prevalecerão como princípios máximos a regerem as relações entre países epovos. Para isto, deve-se cessar a demonização mútua e mostrar disposição de negociarsem estabelecer condições prévias do tipo sine qua non.Na mesa das negociações, serão devidamente equacionados e encaminhados osproblemas que atualmente impedem um princípio de acordo entre os litigantes. Acriação de um estado palestino mediante delimitação das fronteiras sob a supervisão dasNações Unidas, será acompanhada de um explícito reconhecimento do estado de Israelpelos palestinos e por todos os países árabes. Na discussão do problema dos refugiadospalestinos e seu direito ao “retorno”, além de considerar o caso de centenas de milharesde judeus expulsos dos países árabes após 1948, deverá ser explicitado que esse retornose refere ao futuro estado da Palestina e não ao estado de Israel.Os assentamentos de colonos israelenses nos territórios da Cisjordânia e da faixa deGaza terão de ser desativados, compensando-se os colonos pelos investimentosrealizados e oferecendo-lhes oportunidades de novos assentamentos nos territórios deIsrael.Finalmente, quanto ao status de Jerusalém, reivindicada como capital pelos palestinos epor Israel. Sua soberania será dividida e compartilhada, como de fato já ocorre emfunção de fatores demográficos e religiosos, resguardados os direitos de outrasdenominações religiosas de acesso aos seus lugares sagrados.
  3. 3. (1) Hamás ( acrónimo do Harakat à-a Muqáwama à-a Islamiya, Movimento de ResistênciaIslâmico) é uma organização nacionalista islamista sunní palestina que tem como objeto adestruição do Estado de Israel e o estabelecimento de um estado islâmico na região histórica de(que compreendería O Israel, Cisjordania e a Franja de Gaza) com capital em Jerusalén.(2) Shalit foi seqüestrado por grupos terroristas palestinos encabeçados pelas Brigadas armadas doHamás, em uma incursão através da fronteira em 25 de junho do ano passado e foi mantido emreféns após. Os plagiadores condicionaram o retorno do Shalit à liberação de 1.000 prisioneirospalestinos encarcerados no Israel, mas o Israel somente ofereceu a liberação de 130 prisioneiros.(3) Fatah, às vezes chamado Al-Fatah: organização política e militar a Palestina, fundada em 1957em Kuwait , pelo Yasser Arafat. Constitui um componente principal da organização para aliberação Palestina (OLP), que se criou em 1964 e é membro consultor da InternacionalSocialista , criada em 1951.(4) O doutor Mahmud Abbas (nascido em 26 de março de 1935 ) no Safad, (antigo mandatobritânico da Palestina ), é o presidente da autoridade nacional a Palestina (ANP) desde em 9 dejaneiro do 2005 .(5) Ehud Ólmert (Binyamina, Israel, 30 do setembro do 1945) foi o 12º primeiro-ministro do israelde janeiro do 2006 a março do 2009 . Foi Viceprimer Ministro do Israel, Ministro das Finanças,Ministro da Indústria, Comércio e Trabalho, e Ministro responsável pela Administração deTerras do Israel, assim como .Durante seu mandato tiveram lugar a segunda guerra do líbano e aoperação chumbo fundido .Bibliografia:1. John Dugard. “Situação dos Direitos humanos nos Territórios Palestinos Ocupadosdesde 1967”. (Relatorio do Prof. John Dugard membro do Conselho de Direitoshumanos da ONU e enviado especial à zona da Palestina- Julio 2006)2. Rosa Meneses. “As resoluções que o Israel não cumpriu”. El Mundo, Jul. 21, 20063. Jordan Flaherty “Rebelión. Palestina y Oriente Próximo “ (Junio2009)www.rebelion.org/seccion.php?id=17 –4. Juanlu Gonzalez “Situación Actual en Palestina” (2009) www.bitsrojiverdes.org5. http://www.psicoeducacion.eu/

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