Atração Interpessoal

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ARONSON, E.; WILSON, T.D. & AKERT, R. M. (2002). Psicologia Social. 3ª ed. Rio de Janeiro: LTC.
Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Disciplina: Psicologia Social II
Professora: Doutora Adriana B. Pereira
Monitora: Alice Canuto
11/maio/2010

Publicada em: Educação
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Atração Interpessoal

  1. 1. ATRAÇÃO INTERPESSOAL: DAS PRIMEIRAS IMPRESSÕES AOS RELACIONAMENTOS ÍNTIMOS Pontifícia Universidade Católica de Goiás Psicologia Social II Professora: Doutora Adriana Bernardes Pereira Monitora: Alice de Alencar Arraes Canuto
  2. 2. OS GRANDES ANTECEDENTES DA ATRAÇÃO <ul><li>Um dos determinantes mais simples da atração interpessoal é a proximidade </li></ul>
  3. 3. O EFEITO DA PROXIMIDADE <ul><li>O que é o efeito da proximidade ? </li></ul><ul><li>As pessoas com as quais você tem um maior contato , têm maior probabilidade de tornarem-se seus/suas amigos(as) </li></ul><ul><li>Seus vizinhos, suas companhias na sala, os lugares que freqüenta te levam a conhecer determinados tipos de pessoas </li></ul>
  4. 4. O EFEITO DA PROXIMIDADE <ul><li>Devido à familiaridade, ou ao efeito da mera exposição , ele funciona </li></ul><ul><li>Quanto mais exposto estamos ao estímulo , torna-se mais provável gostarmos dele </li></ul>
  5. 5. O EFEITO DA PROXIMIDADE <ul><li>Na ausência de aspectos negativos, a familiaridade gera atração e simpatia </li></ul><ul><li>Mesmo pela internet, chats, e-mails </li></ul>
  6. 6. O EFEITO DA PROXIMIDADE <ul><li>“ Ao contrário da crença popular, não acredito que os amigos sejam necessariamente as pessoas de quem gostamos mais. Eles são simplesmente as pessoas que chegaram primeiro” </li></ul><ul><li>Sir Peter Ustinov, 1977 </li></ul>
  7. 7. SEMELHANÇA OU COMPLEMENTARIDADE? <ul><li>Somos mais atraídos por pessoas que se parecem conosco ou pelos nossos opostos? </li></ul><ul><li>Desacordos em atitudes nos leva a repulsa </li></ul><ul><li>Pessoas semelhantes nos proporciona segurança </li></ul>
  8. 8. SIMPATIA RECÍPROCA <ul><li>O determinante mais importante de gostarmos da pessoa talvez seja a medida em que acreditamos que ela gosta de nós </li></ul>
  9. 9. EFEITOS DA ATRAÇÃO FÍSICA <ul><li>Que importância tem a aparência física sobre as primeiras impressões de uma pessoa? </li></ul>
  10. 10. PADRÕES CULTURAIS DE BELEZA <ul><li>Forte papel da Publicidade (mídia) </li></ul><ul><li>O estereótipo “o que é belo é bom” </li></ul>
  11. 11. RECORDAÇÕES DA ATRAÇÃO INICIAL <ul><li>As pessoas parecem esperar que uma pessoa atraente faça alguma coisa para que elas possam interpretar como afeição , a esperança sem fim </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Os determinantes da atração discutidos até aqui dizem respeito a: </li></ul><ul><li>Aspectos da Situação: proximidade, exposição repetida </li></ul><ul><li>Atributos do Indivíduo: atração física, semelhança, auto-estima </li></ul><ul><li>Comportamento do Indivíduo: o portador da simpatia </li></ul>
  13. 13. TROCA SOCIAL E EQÜIDADE <ul><li>Passemos agora para às teorias de atração interpessoal que reúnem em um todo esses diferentes fenômenos </li></ul>
  14. 14. TEORIA DA TROCA SOCIAL <ul><li>“ O amor, freqüentemente nada mais é do que uma boa troca entre duas pessoas que conseguem o máximo que podem esperar, considerando seu valor no mercado da personalidade” (Erich Fromm, 1955) </li></ul><ul><li>Como o indivíduo se sente nos relacionamentos: quanto mais benefícios sociais (e quanto menores os nossos custos ), mais gostamos da outra pessoa </li></ul>
  15. 15. TEORIA DA TROCA SOCIAL <ul><li>Histórias de relacionamentos nos embasam a ter expectativas de como serão nossos relacionamentos </li></ul><ul><li>(variável: nível de comparação) </li></ul>
  16. 16. TEORIA DA TROCA SOCIAL <ul><li>A satisfação com o relacionamento também depende da percepção de probabilidade de substituí-lo por outro melhor: </li></ul><ul><li>nível de comparação para alternativas </li></ul>
  17. 17. TEORIA DA EQÜIDADE <ul><li>Alguns pesquisadores criticaram a teoria da troca social </li></ul><ul><li>Por desconsiderar a variável da Eqüidade: </li></ul><ul><li>Há uma preocupação de que os benefícios e os custos experimentados sejam aproximadamente iguais aos benefícios e custos do outro </li></ul>
  18. 18. TEORIA DA EQÜIDADE <ul><li>As partes sub-beneficiadas e super-beneficiadas deveriam ficar contrafeitas e motivarem-se a restabelecer a eqüidade no relacionamento </li></ul>
  19. 19. RELACIONAMENTOS ÍNTIMOS <ul><li>Indo além das primeiras impressões </li></ul><ul><li>O que é o amor? </li></ul>
  20. 20. RELACIONAMENTOS ÍNTIMOS <ul><li>Amor Apaixonado X Amor de Companheirismo </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Teoria Triangular do Amor </li></ul><ul><li>- intimidade, paixão e compromisso </li></ul><ul><li>O compromisso consiste em duas decisões: </li></ul><ul><li>Curto Prazo </li></ul><ul><li>- que você ama seu parceiro </li></ul><ul><li>Longo Prazo </li></ul><ul><li>- manter esse amor e permanecer com o parceiro </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Teorias básicas para tentar compreender do amor que as pessoas têm e que orientam seus relacionamentos </li></ul><ul><li>Estilos de Amor </li></ul>
  23. 23. EROS (EM GREGO: AMOR) <ul><li>Leva muito em consideração os aspectos físicos, se apaixona com r apidez </li></ul>
  24. 24. LUDUS (EM LATIM: JOGO) <ul><li>Muito divertidos ao encarar o amor, jogam. Os amantes lúdicos não têm intenção de magoar mas também não levam muito a sério </li></ul>
  25. 25. PRAGMA (EM GREGO: NEGÓCIO) <ul><li>Amor realista , sensato, de pés no chão, os amantes pragmáticos </li></ul>
  26. 26. ESTORGE (EM GREGO: TERNURA) <ul><li>Evolui e se sustenta pela afeição, amor, amizade, carinho </li></ul>
  27. 27. MANIA (EM GREGO: EXALTAÇÃO) <ul><li>Os amantes maníacos desenvolvem obsessão recíproca, ajustam-se ao estereótipo da nossa cultura sobre o “amor romântico” </li></ul>
  28. 28. ÁGAPE (EM GREGO: AMOR) <ul><li>Amor sem egoísmo , doador, altruístico, mais espiritual do que físico </li></ul>
  29. 29. O PAPEL DA CULTURA NA DEFINIÇÃO DO AMOR <ul><li>Embora o amor seja, claro, uma emoção humana vivenciada em toda parte </li></ul><ul><li>A cultura , de fato, desempenha um papel no modo como as pessoas classificam suas experiências, no que esperam e toleram </li></ul><ul><li>A definição de amor, varia segundo a cultura </li></ul>
  30. 30. O PAPEL DA CULTURA NA DEFINIÇÃO DO AMOR <ul><li>Cultura Ocidental </li></ul>
  31. 31. O PAPEL DA CULTURA NA DEFINIÇÃO DO AMOR <ul><li>Cultura Oriental </li></ul>
  32. 32. AS CAUSAS DO AMOR <ul><li>Como o amor se desenvolve e é mantido? Atração inicial, semelhanças, cultura? </li></ul>
  33. 33. TROCA SOCIAL E RELACIONAMENTOS DE LONGA DURAÇÃO <ul><li>De acordo com a teoria da troca social , se queremos que alguém goste de nós, temos também que lhe dar algo em troca </li></ul><ul><li>Baseado em pesquisas, descobriu-se alguns dados que indicam que os benefícios sempre são importantes, mas os custos tornam-se cada vez mais importantes no passar do tempo </li></ul>
  34. 34. <ul><li>Apesar de insatisfeitos, muitos não abandonam seus/suas parceiras/os </li></ul><ul><li>Outro fator fundamental para compreender os relacionamentos íntimos: </li></ul><ul><li>O Nível de Investimento do indivíduo no relacionamento : Modelo de Investimento </li></ul>
  35. 35. <ul><li>Tudo o que a pessoa aplica em um relacionamento e perderá romper essa segurança familiar tradicional </li></ul>
  36. 36. EQÜIDADE EM RELACIONAMENTOS DE LONGA DURAÇÃO <ul><li>Em relações mais comunais, familiares, menos tende a se esperar o “troco social” </li></ul>
  37. 37. <ul><li>As interações entre novos conhecidos são levadas mais pela eqüidade, relacionamentos de troca </li></ul><ul><li>Contudo, quanto mais nós conhecemos alguém, mais relutamos em acreditar que estamos simplesmente trocando favores </li></ul>
  38. 38. EXPLICAÇÕES EVOLUCIONÁRIAS DO AMOR <ul><li>Terá o comportamento humano evoluído por caminhos específicos para maximizar o sucesso na procriação? </li></ul><ul><li>Ao longo tempo da história, diferentes papéis foram sendo atribuídos ao homem e a mulher </li></ul>
  39. 39. <ul><li>A procriação para as fêmeas => despende de muita energia, tempo, esforço </li></ul><ul><li>Para os homens, não há tantos custos </li></ul><ul><li>Animais machos fariam o melhor procurando acasalar freqüentemente com muitas fêmeas </li></ul><ul><li>X </li></ul><ul><li>E a s fêmeas, acasalar raramente apenas com um macho selecionado </li></ul>
  40. 40. ESTILOS DE APEGO E RELACIONAMENTOS ÍNTIMOS <ul><li>Os tipos de laços que formamos cedo na vida influenciam os tipos de relacionamentos que temos como adultos </li></ul>
  41. 41. ESTILO DE APEGO SEGURO
  42. 42. ESTILO DE APEGO ESQUIVO
  43. 43. ESTILO DE APEGO AMBIVALENTE
  44. 44. OS RELACIONAMENTOS COMO PROCESSO INTERPESSOAL <ul><li>Dialética Relacional => os relacionamentos estão sempre em estado de fluidez </li></ul><ul><li>Devido a existência de forças opostas de </li></ul><ul><ul><li>Autonomia / conexão </li></ul></ul><ul><ul><li>Novidade / previsibilidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Abertura / fechamento </li></ul></ul>
  45. 45. O FIM DOS RELACIONAMENTOS ÍNTIMOS <ul><li>O rompimento sempre é um processo </li></ul>
  46. 46. <ul><li>São basicamente quatro estágios pelos quais passamos ao terminar um relacionamento: </li></ul><ul><ul><li>Intrapessoal – pensa muito sobre ele estar insatisfeito </li></ul></ul><ul><ul><li>Diádico – discute o rompimento com o/a parceiro(a) </li></ul></ul><ul><ul><li>Social – anuncia-se o rompimento </li></ul></ul><ul><ul><li>Intrapessoal , novamente – o indivíduo recupera-se do rompimento e produz explicações/versões de como e por que isso aconteceu </li></ul></ul>
  47. 47. <ul><li>A partir da teoria da troca social, é formulada uma tipologia de quatro tipos de comportamentos vista em relacionamentos perturbados: </li></ul><ul><ul><li>Saída – machucar/terminar propositalmente </li></ul></ul><ul><ul><li>Voz – de maneira ativa tentar melhorar a relação </li></ul></ul><ul><ul><li>Lealdade – de modo passivo mas otimista esperar que as condições melhorem </li></ul></ul><ul><ul><li>Esquecimento – recusa aos problemas, permitir que passivamente as condições se deteriorem </li></ul></ul>
  48. 48. <ul><li>Esses quatro tipos de comportamento diferem em duas dimensões </li></ul><ul><li>Quanto são destrutivos ou construtivos </li></ul><ul><li>Os comportamentos destrutivos (saída ou negligência) machucam muito mais </li></ul><ul><li>E quanto são ativos ou passivos </li></ul><ul><li>Os comportamentos construtivos (voz ou lealdade) a fim de salvar o relacionamento </li></ul>
  49. 49. A EXPERIÊNCIA DO ROMPIMENTO <ul><li>Em um relacionamento romântico, se parece que o parceiro ou a parceira está inclinado(a) a terminar, tente fazer isso a dois </li></ul><ul><li>E a amizade construída não precisa ser destruída, ao contrário: tentar ser preservada </li></ul>
  50. 50. OBRIGADA!

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