Carolina R. SchirmerNádia BrowningRita BerschRosângela MachadoDeficiência Física
PresidenteLuiz Inácio Lula da SilvaMinistério da EducaçãoFernando HaddadSecretário de Educação a DistânciaRonaldo MotaSecr...
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O Ministério da Educação desenvolve a política de educação inclusiva que pressupõe atransformação do Ensino Regular e da E...
As autoras deste livro se esmeraram aoilustrar o que pensam e o que fazem nosentido de dar acesso e garantir oprosseguimen...
SUM˘RIOSUM˘RIOCAP¸TULO ICONHECENDO O ALUNO COM DEFICI¯NCIA F¸SICA ...........................................................
3. Quem pode se beneficiar do uso de CAA?....................................................................................
Este texto tem por objetivo levar o professor a refletire construir um saber e uma prática sobre oAtendimento Educacional ...
1515CapítuloI-ConhecendooAlunocomDeficiênciaFísicaOrganização básica do SistemaOrganização básica do SistemaNervosoNervoso...
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CapítuloIII-TecnologiaAssistiva–TA3535podemos traçar nossos próprioscaminhos, para buscar o que desejamos,para explorar o ...
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CapítuloIII-TecnologiaAssistiva–TA3737Podemos citar como modalidades:• Auxílios para a vida diária e vidaprática.• Comunic...
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5959CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAAsimbologia gráfica em pranchas de comunicação eoutros materiais. Apesa...
6060AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaTambém temos que pensar que as criançasque necessitam...
6161CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAAAlguns exemplos de recursos de baixatecnologia estão abaixo citados:• ...
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6464AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaCartões de ComunicaçãoCartões de ComunicaçãoTrata-se ...
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6767CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAA˘lbum de fotografias: pode ser utilizado naintrodução da CAA quando o ...
6868AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaOutros acessórios: a criatividade não temlimite e pod...
6969CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAAutilizados. Ests é mais uma atividade que poderáenvolver todos os alun...
7070AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaLivros de atividades confeccionados coma simbologia d...
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Aee deficiência física

  1. 1. Carolina R. SchirmerNádia BrowningRita BerschRosângela MachadoDeficiência Física
  2. 2. PresidenteLuiz Inácio Lula da SilvaMinistério da EducaçãoFernando HaddadSecretário de Educação a DistânciaRonaldo MotaSecretária de Educação EspecialCláudia Pereira Dutra
  3. 3. SEESP / SEED / MECBrasília/DF – 2007Formação Continuada a Distânciade Professores para oAtendimento Educacional EspecializadoDeficiência Física
  4. 4. Ficha TécnicaSecretário de Educação a DistânciaRonaldo MotaDiretor do Departamento de Políticas de Educação a DistânciaHelio Chaves FilhoCoordenadora Geral de Avaliação e Normas em Educação aDistânciaMaria Suely de Carvalho BentoCoordenador Geral de Articulação Institucional emEducação a DistânciaWebster Spiguel CassianoSecretária de Educação EspecialCláudia Pereira DutraDepartamento de Políticas de Educação EspecialCláudia Maffini GriboskiCoordenação Geral de Articulação da Política de InclusãoDenise de Oliveira AlvesCoordenação do Projeto de Aperfeiçoamento deProfessores dos Municípios-Polo do Programa“Educação Inclusiva; direito à diversidade” emAtendimento Educacional EspecializadoCristina Abranches Mota BatistaEdilene Aparecida RopoliMaria Teresa Eglér MantoanRita Vieira de FigueiredoAutores deste livro: Atendimento EducacionalEspecializado em Deficiência FísicaCarolina R. SchirmerNádia BrowningRita de Cássia Reckziegel BerschRosângela MachadoCréditos ImagensFotografias de alunos: CEDI – Centro Especializado emDesenvolvimento Infantil, Porto Alegre, RS (www.cedionline.com.br).Fotografias de produtos com os respectivos sites citados no corpodeste trabalho.Recursos de Tecnologia Assistiva confeccionados por Rita Bersch,Renata Cristina da Silva, Carolina R. Schirmer e Miryam Pelosi.Projeto GráficoCícero Monteferrante - monteferrante@hotmail.comRevisãoAdriana A. L. ScrokImpressão e AcabamentoGráfica e Editora Cromos - Curitiba - PR - 41 3021-5322IlustraçõesEster Costa QuevedoAlunos da APAE de Contagem - Minas GeraisAlef Aguiar Mendes (12 anos)Felipe Dutra dos Santos (14 anos)Marcela Cardoso Ferreira (13 anos)Rafael Felipe de Almeida (13 anos)Rafael Francisco de Carvalho (12 anos)
  5. 5. O Ministério da Educação desenvolve a política de educação inclusiva que pressupõe atransformação do Ensino Regular e da Educação Especial e, nesta perspectiva, são implementadas diretrizese ações que reorganizam os serviços de Atendimento Educacional Especializado oferecidos aos alunos comdeficiência visando a complementação da sua formação e não mais a substituição do ensino regular.Com este objetivo a Secretaria de Educação Especial e a Secretaria de Educação a Distânciapromovem o curso de Aperfeiçoamento de Professores para o Atendimento Educacional Especializado,realizado em uma ação conjunta com a Universidade Federal do Ceará, que efetiva um amplo projeto deformação continuada de professores por meio do programa Educação Inclusiva: direito à diversidade.Incidindo na organização dos sistemas de ensino o projeto orienta o Atendimento EducacionalEspecializado nas salas de recursos multifuncionais em turno oposto ao freqüentado nas turmas comunse possibilita ao professor rever suas práticas à luz dos novos referenciais pedagógicos da inclusão.O curso desenvolvido na modalidade a distância, com ênfase nas áreas da deficiência física,sensorial e mental, está estruturado para:- trazer o contexto escolar dos professores para o foco da discussão dos novos referenciais paraa inclusão dos alunos;- introduzir conhecimentos que possam fundamentar os professores na reorientação das suaspráticas de Atendimento Educacional Especializado;- desenvolver aprendizagem participativa e colaborativa necessária para que possam ocorrermudanças no Atendimento Educacional Especializado.Nesse sentido, o curso oferece fundamentos básicos para os professores do AtendimentoEducacional Especializado que atuam nas escolas públicas e garante o apoio aos 144 municípios-pólopara a implementação da educação inclusiva.CLAUDIA PEREIRA DUTRASecretária de Educação Especialão desenvolve a política de educação inclusiva que pressupõe ada Educação Especial e, nesta perspectiva, são implementadas diretrizesd d d l l d f d lPREF˘CIOPREF˘CIO
  6. 6. As autoras deste livro se esmeraram aoilustrar o que pensam e o que fazem nosentido de dar acesso e garantir oprosseguimento de estudar dos alunos comdeficiência física.Da sofisticação da alta tecnologia aomaterial facilmente elaborado e criativode baixa tecnologia, o que se querdemonstrar é que há muito a ser propiciado pelossistemas educacionais às pessoas com problemasfísicos, para que elas possam superar dificuldades,ao se defrontarem com um ambiente escolar esocial inadequado às suas necessidades.Omaterial aqui apresentado e o modo deutilizá-lo em AEE é um convite aarregaçarmos as mangas paracolocarmos nossas mãos à obra.Coordenação do Projeto.APRESENTAÇ‹OAPRESENTAÇ‹O
  7. 7. SUM˘RIOSUM˘RIOCAP¸TULO ICONHECENDO O ALUNO COM DEFICI¯NCIA F¸SICA ................................................................................................... 15Organização Básica do Sistema Nervoso...................................................................................................................................................... 15Plasticidade Neural............................................................................................................................................................................................ 17Importância da Estimulação Precoce............................................................................................................................................................ 19Deficiência: Terminologia e Educação Inclusiva......................................................................................................................................... 19Deficiência Física............................................................................................................................................................................................... 22CAP¸TULO IIATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA A DEFICI¯NCIA F¸SICA................................................... 27O Atendimento Educacional Especializado e o uso da Tecnologia Assistiva no ambiente escolar................................................ 27Que recursos humanos são necessários ao Atendimento Educacional Especializado para a Deficiência Física?........................ 28CAP¸TULO IIITECNOLOGIA ASSISTIVA – TA........................................................................................................................................ 31Avaliação e implementação da TA ................................................................................................................................................................. 35Modalidades da TA............................................................................................................................................................................................ 36CAP¸TULO IVAUX¸LIO EM ATIVIDADES DE VIDA DI˘RIA - MATERIAL ESCOLAR E PEDAGŁGICO ADAPTADO..................... 411. Resolvendo com criatividade problemas funcionais............................................................................................................................. 412. Rompendo barreiras para o aprendizado ................................................................................................................................................ 52CAP¸TULO VCOMUNICAÇ‹O AUMENTATIVA E ALTERNATIVA - CAA............................................................................................... 571. Introdução à CAA......................................................................................................................................................................................... 572. O que é a Comunicação Aumentativa e Alternativa............................................................................................................................. 58
  8. 8. 3. Quem pode se beneficiar do uso de CAA?.............................................................................................................................................. 594. Sistemas de Comunicação Aumentativa e Alternativa - SCAA........................................................................................................... 605. O que são os recursos de CAA? ................................................................................................................................................................ 606. Acessórios e idéias para criarmos recursos de comunicação, utilizando baixa tecnologia........................................................... 657. Algumas sugestões para o trabalho com a Simbologia Gráfica PCS e confecção de recursos de CAA..................................... 728. Quando iniciar com a CAA. ...................................................................................................................................................................... 749. Trabalho em equipe....................................................................................................................................................................................... 7410. Como iniciar/ensinar o uso da CAA..................................................................................................................................................... 7411. Considerações que ajudam a determinar o formato do recurso de CAA. ..................................................................................... 7612. Técnicas de seleção...................................................................................................................................................................................... 7813. Os recursos de alta tecnologia utilizados na CAA. ............................................................................................................................. 8114. Conclusão..................................................................................................................................................................................................... 83CAP¸TULO VIRECURSOS DE ACESSIBILIDADE AO COMPUTADOR....................................................................................................... 871. Função do Teclado ........................................................................................................................................................................................ 882. Função do Mouse.......................................................................................................................................................................................... 913. Apoio à escrita e à leitura.......................................................................................................................................................................... 100CAP¸TULO VIIACESSIBILIDADE ARQUITETłNICA.................................................................................................................................... 105CAP¸TULO VIIIALINHAMENTO E ESTABILIDADE POSTURAL: COLABORANDO COM AS QUEST›ES DO APRENDIZADO ..... 1111. Revisando conceitos e colocando em prática a Adequação Postural .............................................................................................. 1122. Noções sobre avaliação e indicação de recursos posturais................................................................................................................. 1133. Tônus Muscular e os Reflexos Tônicos.................................................................................................................................................. 1174. Fotos de Recursos Posturais e Resultados.............................................................................................................................................. 1215. Referências Bibliográficas.......................................................................................................................................................................... 123CAP¸TULO IXCONSIDERAÇ›ES FINAIS ....................................................................................................................................................... 129
  9. 9. Este texto tem por objetivo levar o professor a refletire construir um saber e uma prática sobre oAtendimento Educacional Especial – AEE destinadoaos alunos com deficiência física.Buscando entender a deficiência, em especial adeficiência física, introduziremos o conhecimento de umaorganização básica do Sistema Nervoso - SN, que desempenhauma função coordenadora de nossas ações, a partir deexperiências e aprendizados.Procuraremos também definições que esclareçam aterminologia deficiência e deficiência física bem como afuncionalidade e participaçãosocial da pessoa com deficiência,entendendo que suas restriçõesnão são somente impostas pelacondição física (alteração daestrutura e função do corpobiológico), mas os aspectospsicológicos, educacionais esociais também determinampossibilidades e impedimentosde desenvolvimento dehabilidades e de inclusão doaluno com deficiência.A deficiência física podeterorigememdiferentesetiologiase nosso objetivo não será o devar o professor a refletirá i bSobre este livroSobre este livrolistar e definir a evolução de cada quadro clínico, como umcompêndio médico, mas esclarecer que existem quadros quesão estáveis e outros progressivos, àqueles que precisarãoatenção de saúde constante e que merecem cuidadosespecíficos. Falaremos também de possíveis complicaçõesassociadas à deficiência física e que nos remetem na busca eno estudo de alternativas que contribuam para eliminar asbarreiras da aprendizagem.Por fim trabalharemos especificamente sobre o AEEe outras questões práticas de organização escolar quepromoverão o acolhimento e o desenvolvimento do alunocom deficiência física na rede regular de ensino.Exploraremos o conceitoda Tecnologia Assistiva e sualigação com o AEE na deficiênciafísica, especificando as seguintesmodalidades:• Auxílio em Atividades deVida Diária – Material Escolare Pedagógico Adaptado.• Comunicação Aumentativa eAlternativa.• Informática Acessível.• Acessibilidade e AdaptaçõesArquitetônicas.• Mobiliário – AdequaçãoPostural – Mobilidade.
  10. 10. 1515CapítuloI-ConhecendooAlunocomDeficiênciaFísicaOrganização básica do SistemaOrganização básica do SistemaNervosoNervosoOpapel primário do Sistema Nervoso (SN) écoordenar e controlar a maior parte dasfunções de nosso corpo. Para fazer isso, oSistema Nervoso recebe milhares de informações dosdiferentes órgãos sensoriais e, a seguir, integra todas elas,para depois determinar a respostaa ser executada pelo corpo. Essaresposta será expressa pelocomportamento motor, atividademental, fala, sono, busca poralimento, regulação do equilíbriointerno do corpo, entre outros.Experiência SensorialProcessamento dasInformaçõesEmissão de ComportamentoExperiências sensoriais podem provocar umareação imediata no corpo ou podem ser armazenadascomo memória no encéfalo por minutos, semanas ouanos, até que sejam utilizadas num futuro controle deatividades motoras ou em processos intelectuais.A cada momento somos bombardeados pormilhares de informações, no entanto, armazenamos eutilizamosaquelasque,dealgumaforma,sejamsignificativaspara nós e descartamos outras não relevantes.Aprendemos aquiloque vivenciamos e aoportunidade de relações ecorrelações, exercícios,observações, auto-avaliação eaperfeiçoamento na execuçãodas tarefas fará diferença naqualidade e quantidade decoisas que poderemos aprenderno curso de nossas vidas.Conforme explicita odocumento do Ministério daEducação (MEC, 2003, p. 19):Conhecendo o aluno com deficiência físicaConhecendo o aluno com deficiência físicaRita BerschRosângela Machado
  11. 11. 1616AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaPiaget afirma que a inteligênciase constrói mediante a troca entre oorganismo e o meio, mecanismo peloqual se dá a formação das estruturascognitivas. „O organismo com suabagagem hereditária, em contato com omeio, perturba-se, desequilibra-se e, parasuperar esse desequilíbrio e se adaptar,constrói novos esquemas.E continua o documento...Dessa maneira, as ações dacriança sobre o meio: fazer coisas, brincare resolver problemas podem produzirformas de conhecer e pensar maiscomplexas, combinando e criando novosesquemas, possibilitando novas formasde fazer, compreender e interpretar omundo que a cerca.O aprendizado tem início muito precoce.Durante a primeira etapa do desenvolvimento infantila criança especializa e aumenta seu repertório derelações e expressões através dos movimentos e dassensações que estes lhe proporcionam; das ações queexecuta sobre o meio; da reação do meio, novamentepercebida por ela. Sensações experimentadas,significadas afetiva e intelectualmente, armazenadas eutilizadas, reutilizadas e percebidas em novas relaçõese, assim por diante, vão formando um banco de dadosque no futuro será retomado em processamentos cadavez mais complexos e abstratos.Camargo (1994, pg. 20) citando Piaget diz:“É a criança cientista, interessada em relações decausalidade, empírica ainda, mas sempre em busca denovos resultados por tentativa e erro”.Desta forma podemos dizer que à medidaque a criança evolui no controle de sua postura eespecializa seus movimentos, sendo cada vez maiscapaz de deslocar-se e aumentar sua exploração domeio, está lançando as bases de seu aprendizado, seucorpo está sendo marcado por infinitas e novassensações.Lefèvre é também citado por Camargo (1994,pg. 17) e diz:Desde o nascimento, o cérebroinfantil está em constante evoluçãoatravés de sua inter-relação com o meio.A criança percebe o mundo pelossentidos, age sobre ele, e esta interação semodifica durante a evolução, entendendomelhor, pensando de modo maiscomplexo, comportando-se de maneiramais adequada, com maior precisãopráxica, à medida que domina seucorpo.
  12. 12. 1717CapítuloI-ConhecendooAlunocomDeficiênciaFísicaNeste sentido, a criança com deficiênciafísica não pode estar em um mundo à parte paradesenvolver habilidades motoras. É preciso que elareceba os benefícios tecnológicos e de reabilitação emconstante interação com o ambiente ao qual elapertence. É muito mais significativo à criançadesenvolver habilidades de fala se ela tem com quemse comunicar. Da mesma forma, é mais significativodesenvolver habilidade de andar se para ela estágarantido o seu direito de ir e vir.O ambiente escolar é para qualquer criançao espaço por natureza de interação de uns com osoutros. É nesse espaço que nos vemos motivados aestabelecer comunicação, a sentir a necessidade de selocomover, entre outras habilidades que nos fazempertencer ao gênero humano. O aprendizado dehabilidades ganha muito mais sentido quando acriança está imersa em um ambiente compartilhadoque permite o convívio e a participação. A inclusãoescolar é a oportunidade para que de fato a criançacom deficiência física não esteja à parte, realizandoatividades meramente condicionadas e sem sentido.Plasticidade NeuralPlasticidade NeuralUma das importantes características doSistema Nervoso é denominada “Plasticidade Neural”.Mas o que é a plasticidade? É a habilidade de tomar aforma ou alterar a forma e funcionamento a partir dademanda ou exigência do meio.A plasticidade do Sistema Nervoso aconteceno curso do desenvolvimento normal e também emcasos de pessoas que retomam seu desenvolvimento,após sofrerem agressões e lesões neurológicas.Durante o 1ª ano de vida da criançapercebemos alterações constantes de sua expressãomotora com progressivo incremento de habilidades.Essa evolução normal corresponde às aquisições dodesenvolvimento motor normal, determinadofilogeneticamente, ao longo da evolução. Sabemos,portanto, que a qualidade de oportunidades e vivênciasdessa criança acelerará ou retardará essa evolução.O desenvolvimento englobará tambéminterferências de fatores genéticos e ambientais e nesteponto encontraremos diferenciações entre indivíduose grupos de indivíduos com características genéticasdistintas.Posteriormente o desenvolvimento evoluipara o surgimento de habilidades, que dependem deaprendizado específico e por isso acontece somentenaqueles que receberam estímulos próprios para odesenvolvimento dessa habilidade.No curso de todo o desenvolvimento humanoos fatores ambientais estarão provocando e instigandoo desenvolvimento dos centros neurológicos que vão seorganizando e reorganizando a partir desta demanda.Pessoas que sofreram lesões neurológicasnão fogem desta regra, elas devem então reorganizarseus sistemas de controle neurais para a retomada detarefas perdidas ou aprendizado de outras desejadas.
  13. 13. 1818AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaMais do que nunca, a “oportunidade” fará a diferençae precisaremos instigar através da estimulação os“centros de controle” a reorganizarem-se para assumira função da parte lesada. Nesse caso, a quantidade e,mais ainda, a qualidade de estímulos proporcionadosà criança possibilitará o desenvolvimento máximo desuas potencialidades e isso justifica a importância decriarmos oportunidades comuns de convivências edesafios para o desenvolvimento.A abordagem pedagógica paraas crianças com deficiência múltipla naeducação infantil enfatiza o direito de sercriança, poder brincar e viver experiênciassignificativas de forma lúdica e informal.Assegura ainda o direito de ir à escola,aprender e construir o conhecimento deforma adequada e mais sistematizada, emcompanhia de outras crianças em suacomunidade. (MEC, 2003, p. 12)A educação infantil, nessecontexto, tem duas importantes funções:„cuidar‰ e „educar‰. Cuidar tem o sentidode ajudar o outro a se desenvolver comoser humano, atender às necessidadesbásicas, valorizar e desenvolvercapacidades. Educar significa propiciarsituações de cuidado, brincadeiras eaprendizagens orientadas de formaintegrada que possam contribuir para odesenvolvimento das capacidades infantisde relação interpessoal, de ser e estar comos outros em uma atitude básica deaceitação, respeito, confiança, e o acesso,pelas crianças, aos conhecimentos maisamplos da realidade social e cultural.(BRASIL, 1998, pp. 23 e 24)Como fica o conhecimento sobre a plasticidadeneural no ambiente escolar?O ambiente escolar promove desafios deaprendizagem. Privar uma criança ou um jovem dosdesafios da escola é impedi-los de se desenvolverem. Nãopodemos aprisionar a nossa concepção equivocada delimitação. O estudo da plasticidade neural vem nosdemonstrar que o ser humano é ilimitado e que, apesar dascondições genéticas ou neurológicas, o ambiente tem forteintervenção nesses fatores. Quanto mais o meio promovesituações desafiadoras ao indivíduo, mais ele vai respondera esses desafios e desenvolver habilidades perdidas ou quenunca foram desenvolvidas. Se propusermos situações deacordo com a limitação da criança, ela não encontrarámotivos para se sentir desafiada.Uma criança com atraso no desenvolvimentomotor, ou com uma paralisia cerebral, quando incluída emambiente escolar inclusivo, tem inúmeras razões para sesentir provocada a desenvolver habilidades que nãodesenvolveria em um ambiente segregado.
  14. 14. 1919CapítuloI-ConhecendooAlunocomDeficiênciaFísicaImportância da Estimulação PrecoceImportância da Estimulação PrecoceNo processo de desenvolvimento, uma dascoisas que diferencia um bebê com deficiência físicade outro, é que ele, pela impossibilidade de deslocar-separa explorar espontânea e naturalmente o meio,passa a ter privações de experiências sensoriais.Justifica-se, então, a importância da intervenção emestimulação precoce dessa criança, favorecendo comque ela tenha uma relação rica com o outro e com omeio. A educação infantil, proposta nos espaços dacreche e pré-escola, possibilitará que a criança comdeficiência experimente aquilo que outros bebês ecrianças da mesma idade estão vivenciando:brincadeiras corporais, sensoriais, músicas, estórias,cores, formas, tempo e espaço e afeto.Buscando construir bases e alicerces para oaprendizado, a criança pequena com deficiênciatambém necessita experimentar, movimentar-se edeslocar-se (mesmo do seu jeito diferente); necessitatocar, perceber e comparar; entrar, sair, compor edesfazer; necessita significar o que percebe com ossentidos, como qualquer outra criança de sua idade.Hoje, é indiscutível o benefícioque traz, para qualquer criança,independentemente de sua condição física,intelectual ou emocional, um bomprograma de educação infantil donascimento aos seis anos de idade.Efetivamente, esses programas têm porobjetivos o cuidar, o desenvolvimento daspossibilidades humanas, de habilidades,da promoção da aprendizagem, daautonomia moral, intelectual e,principalmente, valorizam as diferentesformas de comunicação e de expressãoartística. O mesmo referencial curricularnacionalparaaeducaçãoinfantil(BRASIL,1998) recomendado para as outras criançasé essencial para estas com alteraçõessignificativas no processo dedesenvolvimento e aprendizagem, poisvaloriza: o brincar como forma particularde expressão, pensamento, interação ecomunicação infantil, e a socialização dascrianças por meio de sua participação einserção nas mais diversificadas práticassociais, sem discriminação de espéciealguma. (Brasil, 2003, p. 9)Deficiência: Terminologia e EducaçãoDeficiência: Terminologia e EducaçãoInclusivaInclusivaA terminologia é uma questão complexa, masdiscussões realizadas têm demonstrado que podemosaliar as classificações à perspectiva inclusiva.
  15. 15. 2020AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaUma primeira análise dos estudosterminológicos compreende a classificação adotadapela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qualevoluiu de acordo com a concepção sobre as pessoascom deficiência e conforme a saúde foi interagindocom as outras áreas do conhecimento. A classificaçãodenominadaInternationalClassificationofImpairment,Disabilities and Handicaps (ICIDH), traduzida emPortuguês como Classificação Internacional deDeficiências, Incapacidades e Desvantagens (CIDID),traz termos avançados em relação a épocas anteriores.Essa classificação foi lançada em 1976, emAssembléia Geral da Organização Mundial da Saúdeem caráter experimental, e publicada em 1980, tal é afragilidade das categorizações. A ICIDH é baseada natrilogia impairment (deficiência), disability(incapacidade)ehandicap(desvantagem).Adeficiênciaé entendida como uma manifestação corporal oucomo a perda de uma estrutura ou função do corpo;a incapacidade refere-se ao plano funcional,desempenho do indivíduo e a desvantagem dizrespeito à condição social de prejuízo, resultante dadeficiência e/ou incapacidade.Uma situação de incapacidade pode sertransformada e podemos exemplificar com o caso deum aluno com deficiência visual – baixa visão,freqüentando a sala de aula do ensino regular. Ele temuma deficiência, mas se a escola produz a ampliaçãodas letras dos textos usados na sala de aula, produzcadernos com pautas espaçadas, tem lupas manuais oueletrônicas, com certeza ele não terá uma incapacidadede lidar com a escolarização, porque o ambientepossibilitou condições de acessibilidade.O estudo da terminologia com base nosdocumentos da OMS confirma a idéia de que osserviços de educação especial são de fundamental apoioao ensino regular para que não transformemos adeficiência em uma incapacidade.A OMS não cessa aí sua discussão sobreclassificação das pessoas com deficiência e, no fim de1997, a ICIDH passa por uma intensa revisão. Surge,então, a ICIDH2, com base em outra trilogia:deficiência,atividadeeparticipação.Anovaabordagemnão nega a deficiência, demonstrando que é necessárioassumi-la para superá-la. O conceito de deficiência,portanto, permanece; o de atividade refere-se àexecução propriamente dita de uma atividade doindivíduo e não a sua aptidão em realizá-la; o departicipação compreende a interação entre o indivíduoe o ambiente. Para Dischinger (2004, p. 20) a principaldiferença entre as duas ICDHI é que a segunda não seprende às qualidades da deficiência, mas tende aabordar os recursos necessários aos indivíduos para acriação de ambientes menos restritivos que favoreça aparticipação de todos.Para não cairmos em interpretaçõesequivocadas e preconceituosas, é necessário atrelar asterminologias aos seus conceitos. De acordo com
  16. 16. 2121CapítuloI-ConhecendooAlunocomDeficiênciaFísicaFávero (2004, p. 22), “quanto mais natural for o modode se referir à deficiência, como qualquer outracaracterística da pessoa, mais legitimado é o texto”.Em 2001, uma terceira classificação foilançada pela OMS, agora intitulada InternationalClassification of Functioning, disability and Health(ICF), em português, Classificação Internacional deFuncionalidade, Incapacidade ou Restrição e Saúde.Essa descreve a vida dos indivíduos de acordo com suasaúde. A nova classificação surge devido a uma interaçãoda saúde com as questões sociais. As inovações dessaclassificação são as medidas sociais e judiciais tomadaspara garantir acessibilidade e tratamento específico aosque necessitam. O termo funcionamento traz umaquestão positiva que é a de relacionar as funções e asestruturas do corpo com as atividades e a participaçãodos indivíduos. São todas as atividades que o indivíduopode desempenhar na sociedade, levando emconsideração os acessos promovidos. A incapacidade,segundo Dischinger (2004, p. 23), de realização dealgumaatividadenãoésomenteoresultadodalimitaçãoda função corporal, mas também o da interação dasfunções corporais e as demandas, costumes, práticas eorganização do meio em que está inserido.Sabemos que não são as terminologias quedefinem nossa atitude perante uma pessoa comdeficiência. A exemplo disso, o aluno pode ter umadeficiência sem sentir-se deficiente quando o poderpúblico provê, em suas escolas, meios de acessibilidadeque garantem o direito de ir e vir de uma criança oujovem e quando as barreiras de aprendizagem sãoremovidas pelos recursos disponíveis, tanto materiaisquanto humanos.A deficiência, vale lembrar, é marcada pelaperda de uma das funções do ser humano, seja ela física,psicológica ou sensorial. O indivíduo pode, assim, teruma deficiência, mas isso não significa necessariamenteque ele seja incapaz; a incapacidade poderá serminimizada quando o meio lhe possibilitar acessos.As terminologias da OMS colaboram nosentido de não concebermos a deficiência como algofixado no indivíduo. Esta não pode sofrer umanaturalização de modo a negar os processos de evoluçãoe de interação com o ambiente. A conceituação dadeficiência serve, portanto, para definirmos políticas deatendimentos, recursos materiais, condições sociais eescolares. A OMS, como vimos, não negou a deficiência,mas cumpre observar que a sua intenção não é a dediscriminação. Ela faz a diferenciação pela deficiênciapara conhecer quais as necessidades do indivíduo. AGuatemala, promulgada no Brasil pelo Decreto nª3.956/2001, deixa clara a proibição de qualquerdiferenciação que implique exclusão ou restrição deacessoadireitosfundamentais.Porém,essadiferenciaçãodeve ser feita toda vez que a mesma beneficie a pessoacom deficiência como relata Mantoan (2004, p. 5):De acordo com o princípio danãodiscriminação,trazidopelaConvençãoda Guatemala, espera-se que na adoção damáxima „tratar igualmente os iguais e
  17. 17. 2222AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicadesigualmente os desiguais‰ admitam-se asdiferenciações com base na deficiênciaapenas com o propósito de permitir oacesso ao direito e não para negar oexercício dele.Embora reconheçamos os limites dasterminologias, devemos ter claro que elas podem nosauxiliar na busca de serviços e recursos que garantam apessoa com deficiência sua participação na sociedade.Deficiência FísicaDeficiência FísicaNo Decreto nª 3.298 de 1999 da legislaçãobrasileira, encontramos o conceito de deficiência e dedeficiência física, conforme segue:Art. 3…: - Para os efeitos desteDecreto, considera-se:I - Deficiência – toda perda ouanormalidade de uma estrutura ou funçãopsicológica, fisiológica ou anatômica quegere incapacidade para o desempenho deatividade, dentro do padrão consideradonormal para o ser humano;Art. 4…: - Deficiência Física –alteração completa ou parcial de um ou maissegmentos do corpo humano, acarretando ocomprometimento da função física,apresentando-se sob a forma de paraplegia,paraparesia, monoplegia, monoparesia,tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia,hemiplegia, hemiparesia, amputação ouausência de membro, paralisia cerebral,membros com deformidade congênita ouadquirida, exceto as deformidades estéticas eas que não produzam dificuldades para odesempenho de funções.O comprometimento da função físicapoderá acontecer quando existe a falta de ummembro (amputação), sua má-formação oudeformação (alterações que acometem o sistemamuscular e esquelético).Ainda encontraremos alterações funcionaismotoras decorrentes de lesão do Sistema Nervoso e,nesses casos, observaremos principalmente a alteraçãodo tônus muscular (hipertonia, hipotonia, atividadestônicas reflexas, movimentos involuntários eincoordenados). As terminologias “para, mono, tetra, trie hemi”, diz respeito à determinação da parte do corpoenvolvida, significando respectivamente, “somente osmembros inferiores, somente um membro, os quatromembros, três membros ou um lado do corpo”.O documento “Salas de RecursosMultifuncionais. Espaço do Atendimento EducacionalEspecializado” publicado pelo Ministério da Educaçãoafirma que:
  18. 18. 2323CapítuloI-ConhecendooAlunocomDeficiênciaFísicaA deficiência física se refere aocomprometimentodoaparelholocomotorque compreende o sistema Osteoarticular,o Sistema Muscular e o Sistema Nervoso.As doenças ou lesões que afetam quaisquerdesses sistemas, isoladamente ou emconjunto, podem produzir grandelimitações físicas de grau e gravidadesvariáveis, segundo os segmentos corporaisafetados e o tipo de lesão ocorrida.(BRASIL, 2006, p. 28)Na escola encontraremos alunos comdiferentes diagnósticos. Para os professores seráimportante a informação sobre quadros progressivosou estáveis, alterações ou não da sensibilidade tátil,térmica ou dolorosa; se existem outras complicaçõesassociadas como epilepsia ou problemas de saúde querequerem cuidados e medicações (respiratórios,cardiovasculares, etc.). Essas informações auxiliarão oprofessor especializado a conduzir seu trabalho com oaluno e orientar o professor da classe comum sobrequestões específicas de cuidados.Deveremos distinguir lesões neurológicas nãoevolutivas,comoaparalisiacerebraloutraumasmedulares,deoutrosquadrosprogressivoscomodistrofiasmuscularesou tumores que agridem o Sistema Nervoso. Nosprimeiros casos temos uma lesão de característica nãoevolutiva e as limitações do aluno tendem a diminuir apartir da introdução de recursos e estimulações específicas.Já no segundo caso, existe o aumento progressivo deincapacidades funcionais e os problemas de saúdeassociados poderão ser mais freqüentes.Algumas vezes os alunos estarão impedidosde acompanhar as aulas com a regularidade necessária,por motivo de internação hospitalar ou de cuidadosde saúde que deverão ser priorizados. Neste momento,oprofessorespecializadopoderáproporoatendimentoeducacional hospitalar ou acompanhamentodomiciliar, até que esse aluno retorne ao grupo, tãologo os problemas de saúde se estabilizarem.Sabemos também que nem sempre adeficiência física aparece isolada e em muitos casosencontraremos associações com privações sensoriais(visuais ou auditivas), deficiência mental, autismo etc.e, por isso, o conhecimento destas outras áreas tambémauxiliará o professor responsável pelo atendimentodesse aluno a entender melhor e propor o AtendimentoEducacional Especializado – AEE necessário.Existe uma associação freqüente entre adeficiência física e os problemas de comunicação,como nos caso de alunos com paralisia cerebral. Aalteração do tônus muscular, nessas crianças,prejudicará também as funções fonoarticulatórias,onde a fala poderá se apresentar alterada ou ausente.O prejuízo na comunicação traz dificuldades naavaliação cognitiva dessa criança, que comumente épercebida como deficiente mental. Nesses casos, oconhecimento e a implementação da Comunicação
  19. 19. 2424AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaAumentativa e Alternativa, no espaço do atendimentoeducacional, será extremamente importante para aescolarização deste aluno.[...] é necessário que osprofessores conheçam a diversidade e acomplexidade dos diferentes tipos dedeficiência física, para definir estratégiasde ensino que desenvolvam o potencialdo aluno. De acordo com a limitaçãofísica apresentada é necessário utilizarrecursos didáticos e equipamentosespeciais para a sua educação buscandoviabilizar a participação do aluno nassituações prática vivenciadas no cotidianoescolar, para que o mesmo, comautonomia, possa otimizar suaspotencialidades e transformar o ambienteem busca de uma melhor qualidade devida. (BRASIL, 2006, p. 29)
  20. 20. CapítuloII-AtendimentoEducacionalEspecializadoparaaDeficiênciaFísica2727Atendimento Educacional Especializado Para aAtendimento Educacional Especializado Para aDeficiência FísicaDeficiência FísicaNa deficiência física encontramos uma diversidadede tipos e graus de comprometimento querequerem um estudo sobre as necessidadesespecíficas de cada pessoa.Para que o educando com deficiênciafísica possa acessar ao conhecimento escolar einteragir com o ambiente ao qual ele freqüenta,faz-se necessário criar as condições adequadas à sualocomoção, comunicação, conforto e segurança. É oAtendimento Educacional Especializado, ministradopreferencialmente nas escolas do ensino regular, quedeverá realizar uma seleção de recursos e técnicasadequados a cada tipo de comprometimento para odesempenho das atividades escolares. O objetivo é queo aluno tenha um atendimento especializado capazde melhorar a sua comunicação e a sua mobilidade.Por esse motivo, o AtendimentoEducacional Especializado faz uso da TecnologiaAssistiva direcionada à vida escolar do educando comdeficiência física, visando a inclusão escolar.O Atendimento Educacional EspecializadoO Atendimento Educacional Especializadoe o uso da Tecnologia Assistiva noe o uso da Tecnologia Assistiva noAmbiente EscolarAmbiente EscolarA Tecnologia Assistiva, segundo Bersch(2006, p. 2), „deve ser entendida como um auxílio quepromoverá a ampliação de uma habilidade funcionaldeficitária ou possibilitará a realização da funçãodesejada e que se encontra impedida por circunstânciade deficiência‰. Assim, o Atendimento EducacionalEspecializadopodefazerusodasseguintesmodalidadesda Tecnologia Assistiva, visando à realização de tarefasacadêmicas e a adequação do espaço escolar.a) Uso da Comunicação Aumentativa eAlternativa, para atender as necessidadesdos educandos com dificuldades de falae de escrita.b) Adequação dos materiais didático-pedagógicos às necessidades doseducandos, tais como engrossadores deRita BerschRosângela Machado
  21. 21. 2828AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicalápis, quadro magnético com letras comímã fixado, tesouras adaptadas, entre outros.c) Desenvolvimentodeprojetosemparceriacom profissionais da arquitetura,engenharia, técnicos em edificaçõespara promover a acessibilidadearquitetônica. Não é uma categoriaexclusivamente de responsabilidadedos professores especializados queatuam no AEE. No entanto, são osprofessores especializados, apoiadospelos diretores escolares, que levantamas necessidades de acessibilidadearquitetônica do prédio escolar.d) Adequação de recursos da informática:teclado, mouse, ponteira de cabeça,programas especiais, acionadores, entreoutros.e) Uso de mobiliário adequado: osprofessores especializados devemsolicitar à Secretaria de Educaçãoadequações de mobiliário escolar,conforme especificações de especialistasna área: mesas, cadeiras, quadro, entreoutros, bem como os recursos deauxílio à mobilidade: cadeiras de rodas,andadores, entre outros.Que recursos humanos são necessáriosQue recursos humanos são necessáriosao Atendimento Educacional Especializado paraao Atendimento Educacional Especializado paraa Deficiência Física?a Deficiência Física?São os professores especializados osresponsáveis pelo Atendimento EducacionalEspecializado, tendo por função a provisão derecursos para acesso ao conhecimento e ambienteescolar. Proporcionam, ao educando com deficiência,maior qualidade na vida escolar, independência narealizaçãodesuastarefas,ampliaçãodesuamobilidade,comunicação e habilidades de seu aprendizado.Esses professores, apoiados pelos diretoresescolares, estabelecem parcerias com outras áreas doconhecimento tais como: arquitetura, engenharia,terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia,entre outras, para que desenvolvam serviços e recursosadequados a esses educandos.No caso de educandos com gravescomprometimentos motores, que necessitam decuidados na alimentação, na locomoção e no uso deaparelhos ou equipamentos médicos, faz-se necessárioa presença de um acompanhante no período em quefreqüenta a classe comum.São esses recursos humanos que possibilitamaos alunos com deficiência física a autonomia, asegurança e a comunicação, para que eles possam serinseridos em turmas do ensino regular.
  22. 22. CapítuloIII-TecnologiaAssistiva–TA3131Tecnologia assistiva é umaexpressão utilizada para identificar todo oarsenal de recursos e serviços quecontribuem para proporcionar ou ampliarhabilidades funcionais de pessoas comdeficiência e, conseqüentemente, promovervida independente e inclusão.Ainda, de acordo com Dias de Sá,a tecnologia assistiva deve ser compreendidacomo resolução de problemas funcionais,em uma perspectiva de desenvolvimento daspotencialidades humanas, valorização dedesejos, habilidades, expectativas positivas eda qualidade de vida, as quais incluemrecursos de comunicação alternativa, deacessibilidade ao computador, de atividadesde vida diárias, de orientação e mobilidade,de adequação postural, de adaptação deveículos, órteses e próteses, entre outros.(Brasil, 2006, p. 18)Nesta definição destacamos que a TA écomposta de recursos e serviços. O recursoé o equipamento utilizado pelo aluno, quelhe permite ou favorece o desempenho de uma tarefa.O serviço de tecnologia assistiva na escola é aqueleque buscará resolver os problemas funcionais doaluno, no espaço da escola, encontrando alternativaspara que ele participe e atue positivamente nas váriasatividades neste contexto.Fazer TA na escola é buscar, com criatividade,uma alternativa para que o aluno realize o que deseja ouprecisa. É encontrar uma estratégia para que ele possafazer de outro jeito. É valorizar o seu jeito de fazer eaumentar suas capacidades de ação e interação a partirde suas habilidades. É conhecer e criar novas alternativaspara a comunicação, escrita, mobilidade, leitura,brincadeiras, artes, utilização de materiais escolares epedagógicos, exploração e produção de temas através docomputador, etc. É envolver o aluno ativamente,desfiando-se a experimentar e conhecer, permitindo queconstruaindividualecoletivamentenovosconhecimentos.É retirar do aluno o papel de espectador e atribuir-lhe afunção de ator.Muitas são as perguntas do professor no seuencontro com o aluno com deficiência física e, diaapós dia, novos desafios surgirão:Tecnologia Assistiva – TATecnologia Assistiva – TARita Bersch
  23. 23. 3232AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísica• Como poderei avaliar se ele não consegueescrever como os outros?• Meu aluno é mais lento para escrever, lere falar. Será que acompanhará o ritmo daturma no aprendizado?• Parece que ele entende tudo, mas não falae não consegue escrever. Como podereisaber o que ele quer, gosta, aprendeu ouquais são as suas dúvidas? Existe algumaforma alternativa de ele comunicar o quedeseja?• Todos estão utilizando a tesoura e sesentem orgulhosos por isso. Como possofazer para que o meu aluno comdeficiência não se sinta excluído eincapaz?• O que faremos na aula de educação física?• Ele conseguirá se alimentar sozinho?• Quem ficará responsável por acompanhá-lo no deslocamento dentro da escola?• Ele precisará de ajuda para ir ao banheiro?Quem o auxiliará? Existe algum jeito deele ser mais independente?Agora, podemos retomar o conceito daTecnologia Assistiva e reafirmar que ela significa“resolução de problemas funcionais”. Paraimplementação desta prática (TA) no contextoeducacional, necessitamos de criatividade e disposiçãode encontrarmos, junto com o aluno, alternativaspossíveis que visam vencer as barreiras que o impedemde estar incluído em todos os espaços e momentos darotina escolar.No desenvolvimento de sistemaseducacionais inclusivos as ajudas técnicase a tecnologia assistiva estão inseridas nocontexto da educação brasileira, dirigida àpromoção da inclusão de todos os alunosna escola. Portanto, o espaço escolar deveser estruturado como aquele que oferecetambém as ajudas técnicas e os serviços detecnologia assistiva. (Brasil, 2006, p. 19)Ajudas técnicas é o termo utilizado nalegislação brasileira, quando trata de garantir:Produtos, instrumentos eequipamentos ou tecnologias adaptadosou especialmente projetados paramelhorar a funcionalidade da pessoaportadora de deficiência ou commobilidade reduzida, favorecendo aautonomia pessoal, total ou assistida.(art. 61 do decreto nª 5.296/04)Ajudas técnicas é, portanto, sinônimo detecnologia assistiva no que diz respeito aos recursosque promovem funcionalidade de pessoas comdeficiência ou com incapacidades advindas doenvelhecimento.É importante ressaltar que a legislaçãobrasileira garante ao cidadão brasileiro com deficiência
  24. 24. CapítuloIII-TecnologiaAssistiva–TA3333ajudas técnicas, portanto o professor especializado,sabendo desse direito do aluno, deve ajudá-lo aidentificar quais são os recursos necessários para a suaeducação, a fim de que ele possa recorrer ao poderpúblico e obter esse benefício.O Decreto nª 3.298 de 20 de dezembro de1999 cita quais são os recursos garantidos às pessoascom deficiência e entre eles encontramos:Equipamentos, maquinarias eutensílios de trabalho especialmentedesenhados ou adaptados para uso porpessoa portadora de deficiência; elementosde mobilidade, cuidado e higiene pessoalnecessários para facilitar a autonomia e asegurança da pessoa portadora de deficiência;elementos especiais para facilitar acomunicação, a informação e a sinalizaçãopara pessoa portadora de deficiência;equipamentos e material pedagógicoespecial para educação, capacitação erecreação da pessoa portadora dedeficiência; adaptações ambientais e outrasque garantam o acesso, a melhoria funcionale a autonomia pessoal.Retomando o tema da implementação daTA na escola entende-se que Atendimento EducacionalEspecializado será àquele que estruturará edisponibilizará o Serviço de TA e os espaços paraorganização desse serviço serão as “Salas de RecursosMultifuncionais”.Salas de recursos multifuncionaissão espaços da escola onde se realiza oAtendimento Educacional Especializadoparaosalunoscomnecessidadeseducacionaisespeciais, por meio de desenvolvimento deestratégias de aprendizagem, centradas emum novo fazer pedagógico que favoreça aconstrução de conhecimentos pelos alunos,subsidiando-os para que desenvolvam ocurrículo e participem da vida escolar.(BRASIL, 2006, p. 13)Nas salas de recursos multifuncionais,destinadas ao atendimento especializado na escola, éque o aluno experimentará várias opções deequipamentos, até encontrar o que melhor se ajusta àsua condição e necessidade. Junto com o professorespecializado aprenderá a utilizar o recurso, tendopor objetivo usufruir ao máximo desta tecnologia.Após identificar que o aluno tem sucesso com autilização do recurso de TA, o professor especializadodeverá providenciar que este recurso seja transferidopara a sala de aula ou permaneça com o aluno, comoum material pessoal.
  25. 25. 3434AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísica[...] as ajudas técnicas e atecnologia assistiva constituem umcampo de ação da educação especial quetêm por finalidade atender o que éespecífico dos alunos com necessidadeseducacionais especiais, buscando recursose estratégias que favoreçam seu processode aprendizagem, habilitando-osfuncionalmente na realização das tarefasescolares.No processo educacional,poderão ser utilizadas nas salas derecursos tanto a tecnologia avançada,quanto os computadores e softwaresespecíficos, como também recursos debaixa tecnologia, que podem ser obtidosou confeccionados artesanalmente peloprofessor, a partir de materiais que fazemparte do cotidiano escolar. (BRASIL,2006, p. 19)Os serviços de TA são geralmente decaracterística multidisciplinar e devem envolverprofundamente o usuário da tecnologia e sua família,bem como os profissionais de várias áreas, já envolvidosno atendimento deste aluno. Outros profissionais comoos fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais,fisioterapeutas e psicólogos poderão auxiliar osprofessores na busca da resolução de dificuldades doaluno com deficiência. Convênios com secretaria dasaúde e integração das equipes sempre serão bem-vindos.Outra alternativa interessante será o estabelecimento decontatos do professor especializado com os profissionaisque já atendem seu aluno em instituições de reabilitação.Esses profissionais, que já conhecem o aluno, poderãocompor com a escola a equipe de TA. É importante,também, que o professor especializado saiba que areabilitação é um direito garantido por lei (Decreto nª5.296/04) a todo brasileiro com deficiência e, se seualuno não está recebendo acompanhamento nesta área,poderá também solicitar ao Estado.No âmbito da educação, o serviço de TA vaialém do simplesmente auxiliar o aluno a fazer tarefaspretendidas. As palavras de Mantoan sobre o encontroentre a tecnologia e a educação fala muito bem dopapel do educador e sua função primordial junto aoaluno com deficiência:O desenvolvimento de projetose estudos que resultam em aplicações denatureza reabilitacional são, no geral,centrados em situações locais e tratam deincapacidades específicas. Servem paracompensar dificuldades de adaptação,cobrindo déficits de visão, audição,mobilidade, compreensão. Assim sendo,tais aplicações, na maioria das vezes,conseguem reduzir as incapacidades,atenuar os déficits: Fazem falar, andar,ouvir, ver, aprender. Mas tudo isso sónão basta. O que é o falar sem o ensejo eo desejo de nos comunicarmos uns comos outros? O que é o andar se não
  26. 26. CapítuloIII-TecnologiaAssistiva–TA3535podemos traçar nossos próprioscaminhos, para buscar o que desejamos,para explorar o mundo que nos cerca? Oque é o aprender sem uma visão crítica,sem viver a aventura fantástica daconstrução do conhecimento? E criar,aplicar o que sabemos, sem as amarrasdos treinos e dos condicionamentos?Daí a necessidade de umencontro da tecnologia com a educação,entre duas áreas que se propõem a integrarseus propósitos e conhecimentos,buscando complementos uma na outra.(MANTOAN, mimeo)Avaliação e Implementação da TAAvaliação e Implementação da TATendo agora o entendimento conceitual daTA e sua importância na inclusão escolar de alunoscom deficiência, sugerimos uma reflexão sobre umProcesso de Avaliação Básica, proposto pelo Centeron Disabilities da California State University deNorthridge (2006), que nos ajuda a organizar ospassos necessários, desde o conhecimento do aluno,a implementação da tecnologia assistiva e seguimentopara observação dos benefícios que a tecnologia trazao aluno ou a verificação da necessidade deatualização do recurso proposto. Neste protocolode avaliação básica para implementação da TA sãopropostos 10 passos:Devemos conhecer o aluno, sua história, suasnecessidades e desejos, bem como identificar quais sãoas necessidades do contexto escolar, incluindo seuprofessor, seus colegas, os desafios curriculares e astarefas exigidas no âmbito coletivo da sala de aula e aspossíveis barreiras encontradas que lhe impedem oacesso aos espaços da escola ou ao conhecimento.
  27. 27. 3636AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaA partir desse levantamento, precisamosestabelecer metas a atingir e definir objetivos que,como equipe, pretendemos alcançar, para atender àsexpectativas do aluno e do contexto escolar.Vamos observar o aluno e esta avaliaçãoservirá essencialmente para pesquisarmos suashabilidades. Em TA aproveitamos aquilo que o alunoconsegue fazer e ampliamos esta ação através daintrodução de um recurso.Conhecendo necessidades e habilidades doaluno e tendo objetivos claros a atingir, pesquisamossobre os recursos disponíveis para aquisição oudesenvolvemos um projeto para confecção de umrecurso personalizado que atenda aos nossos objetivos.O aluno precisará de um tempo paraexperimentar, aprender e ele mesmo definir se oresultado vai ao encontro de suas expectativas enecessidades.Confirmada a eficácia do recurso proposto,devemos fornecê-lo ao aluno ou orientá-lo para aaquisição. Todo o projeto de TA encontra sentido seo aluno, ao sair da escola, leva consigo o recurso quelhe garante maior habilidade. É importanteentendermos que a TA é um recurso do usuário e nãopode ficar restrita ao espaço do atendimentoespecializado. A implementação da TA se dá, de fato,quando o recurso sai com o aluno e fica ao seu serviço,em todos os espaços, onde for útil. A equipe de TAdeverá conhecer fontes de financiamento e propor àescola a aquisição dos recursos que venham atender àsnecessidades de seus alunos.A equipe de TA deverá seguir o aluno eacompanhar o seu desenvolvimento no uso datecnologia. Modificações podem ser necessárias, assimcomo novos desafios funcionais aparecerão dia a dia,trazendo novos objetivos para intervenção destesprofissionais.Durante todo o processo de avaliaçãobásica, deveremos promover e avaliar os mecanismosexistentes para o fortalecimento da equipe que atuano serviço de TA. Neste ponto, valoriza-se aorganização do serviço implementado, questões deliderança, trocas efetivas de experiências, objetividadenas ações e resultados obtidos pela equipe. Este itemperpassa todos os outros e a ação interdisciplinar,que envolve também o aluno e sua família, éfundamental para que se tenha um bom resultado nautilização da TA.Modalidades da TAModalidades da TAA TA se organiza em modalidades ouespecialidades e essa forma de classificação variaconforme diferentes autores ou instituições quetrabalham com a TA. A organização por modalidadescontribui para o desenvolvimento de pesquisas,recursos, especializações profissionais e organizaçãode serviços.
  28. 28. CapítuloIII-TecnologiaAssistiva–TA3737Podemos citar como modalidades:• Auxílios para a vida diária e vidaprática.• Comunicação Aumentativa eAlternativa.• Recursos de acessibilidade aocomputador.• Adequação Postural (posicionamentopara função).• Auxílios de mobilidade.• Sistemas de controle de ambiente.• Projetos arquitetônicos paraacessibilidade.• Recursos para cegos ou para pessoas comvisão subnormal.• Recursos para surdos ou pessoas comdéficits auditivos.• Adaptações em veículos.Como este material está voltadoespecificamente à inclusão do aluno com deficiênciafísica, aprofundaremos somente algumas dessasmodalidades. É importante que, a partir doentendimento conceitual, o professor que trabalhacom alunos cegos saiba que o livro em braile, omaterial pedagógico confeccionado em relevo, osprogramas de computador que fazem o retornoauditivo, também são TA. Para o aluno surdo, omaterial especificamente produzido com referencialgráfico visual e que procura traduzir o que écomumenteescutado,ouacampainhaqueésubstituídapor sinalização visual etc., também é TA. Para o alunocom dificuldades de aprender a ler e a escrever,podemos construir ou disponibilizar recursos emateriais especiais com apoio de símbolos gráficosjunto à escrita. Para esse aluno, o computador, comsoftware de retorno auditivo, auxiliará a explorar maisfacilmente os conteúdos de textos e tudo isso é TA.
  29. 29. 4141CapítuloIV-Auxílioematividadesdevidadiária-MaterialescolarepedagógicoadaptadoExiste uma área da TA que se ocupa com odesenvolvimento de recursos que favorecemfunções desempenhadas pelas pessoas comdeficiência em seu cotidiano, buscando que as realizemcom o melhor desempenho e independência possível.Desde o amanhecer até o fim de nosso diaexecutamos muitas funções que fazem parte de nossarotina: acordamos, fazemos a nossa higiene, vestimosa roupa, preparamos nosso alimento, nos alimentamose saímos de nossas casas. Na escola ou trabalho umanova lista de atividades ou tarefas se apresenta e, semnos darmos conta, realizamos uma após a outra até ofinal do nosso dia, quando retornamos para casa evamos descansar.Um aluno com deficiência física pode terdificuldade em realizar muitas destas tarefas rotineirasna escola e por isso depende de ajuda e cuidados deoutra pessoa. Não participando ativamente dasatividades escolares, ele fica em desvantagem, pois nãotem oportunidades de se desafiar e criar como seuscolegas. É muito freqüente encontrarmos alunos queassistem seus colegas e não podem ser atores do seuprocesso de descoberta e aquisição de conhecimento.Quando falamos em tecnologia assistiva,significa que desejamos resolver com criatividade osproblemas funcionais de pessoas com deficiência enos remetemos a encontrar alternativas para que asmesmas tarefas do cotidiano sejam realizadas de outromodo. Para isso podemos introduzir um recurso quefavoreça o desempenho desta atividade pretendida oupodemos modificar a atividade, para que possa serconcluída de outra forma.1. Resolvendo com criatividade1. Resolvendo com criatividadeproblemas funcionaisproblemas funcionaisA partir de agora descrevemos váriassituações reais que fazem parte da rotina escolar eapresentamos alternativas e recursos que foramaplicados nestes casos. Esperamos que este materialsirva como fonte inspiradora para tantos outrosrecursos e alternativas que ainda surgirão.Auxílio em Atividades de Vida Diária – MaterialAuxílio em Atividades de Vida Diária – MaterialEscolar e Pedagógico AdaptadoEscolar e Pedagógico AdaptadoRita BerschRosângela Machado
  30. 30. 4242AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaVejamos alguns exemplos:RecorteRecorteNa educação infantil todas as crianças estãose desafiando no uso da tesoura. Alguns alunospossuem maior facilidade, outros ainda mostramdificuldades, mas todos estão orgulhosos de seusfeitos. Nesse caso, o menino com deficiência físicanão poderá participar da atividade de recorte ecolagem, a menos que consigamos uma tesouradiferente para que ele possa manejá-la com a habilidadeque possui (fechar a mão ou bater a mão). Encontramosou construímos uma tesoura adaptada para nossoaluno, mas ele ainda não consegue manejarsimultaneamente a tesoura e o papel. Nesse caso,mudamos a atividade, que de individual passa a sercoletiva: o grupo de alunos trabalha junto e um colegasegura o papel, o outro usa a tesoura, o outro passa acola e juntos fazem a colagem.Figura 1 – Tesoura adaptada com arame revestido.Figura 2 – Cortando com a tesoura adaptada.Figura 3 – Tesoura adaptada em suporte fixo.Figura 4 – Cortando com a tesoura em suporte fixo.i T d d fiFigura 4 Cortando com a tesoura em suporte fixo
  31. 31. 4343CapítuloIV-Auxílioematividadesdevidadiária-MaterialescolarepedagógicoadaptadoFugira 5 – Tesoura elétrica ativada por acionador.A tesoura mola exige somente o movimentode fechar a mão (figuras 1 e 2) (www.expansao.com);a tesoura mola sobre suporte fixo, exige somente omovimento de bater a mão (figuras 3 e 4). A tesouraelétrica é controlada por acionadores (figura.5) (www.ablenetinc.com e www.clik.com.br).Desenho e PinturaDesenho e PinturaOutras atividades muito freqüente na escola sãoo desenho e a pintura. Através dele o aluno representa seuentendimento, seus sentimentos etc. Nesse caso podemosenfrentar o problema de manejo do lápis, giz de cera oupincel, que exigem uma habilidade motora fina. Além demanusear estes instrumentos o aluno fixa, com a outramão, o papel no qual vai desenhar. Esta tarefa pode sermuito difícil para algumas crianças e podemos pensar emalternativas para lhes auxiliar.A primeira idéia seria a de fixar a folha com fitaadesiva ou em uma prancheta. Precisamos verificar qual ahabilidade de preensão da mão deste aluno e escolher umaalternativa como um engrossador para o lápis ou pincel.As fotos que seguem ilustram algumas alternativaspossíveis:A “aranha-mola” é um arame revestido, onde osdedos e a caneta são encaixados. (www.expansao.com)(Figura 6)Figura 6 – Aranha-mola.Os movimentos involuntários podem serinibidos por uma pulseira imantada. Na caneta, umengrossador de borracha também facilita a preensão eescrita. (Figura 7) (www.expansao.com).Fi 6 A h l
  32. 32. 4444AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaFigura 7 – Pulseira imantada.Um engrossador de lápis pode ser feito comespuma macia (Figura 8) e órteses podem melhorar aposição da mão do aluno e ainda conter um dispositivopara fixar o lápis. (Figura 9) (www.expansao.com).Figura 8 – Engrossador de espuma.Figura 9 - Órtese.Várias adaptações podem ser confeccionadas,utilizando-se materiais que originalmente tinham outrafunção. Uma bola de borracha encontrada em farmáciase que faz parte do “sugador de leite” pode tornar-se umrecurso ótimo de adaptação do lápis. (Figura 10)Figura 10 – Adaptação de borracha.Figura 7 – Pulseira imantadaFi 8 E d d Fi 10 Ad ã d b h
  33. 33. 4545CapítuloIV-Auxílioematividadesdevidadiária-MaterialescolarepedagógicoadaptadoPodemos confeccionar engrossadores delápis, pincéis, giz de cera, rolo para pintura e tubo decola colorida, utilizando uma espuma encontrada emferragens e que, originalmente, serve para orevestimento de encanamento de água quente. Estaespuma é vendida em metro e a encontramos emvários diâmetros. (Figura 11)Figura 11 – Engrossadores de espuma.No caso de crianças sem possibilidade de usaras mãos, podemos usar uma ponteira para a boca oucabeça e com ela fazer, além da digitação, o desenho, apintura, virar a página, entre outros. (Figura 12)Figura 12 – Ponteira de cabeça.Na ponteira de boca a ponta intraoral deveter o formato em “U”. Dessa forma, garantirá maiorfixação pela ação de toda a arcada dentária.Poderemos também experimentar recursosque sejam utilizados com os pés, com ou sem acessóriosde ajuda para fixar o lápis, pincel ou outro acessório.Apontar o LápisApontar o LápisDurante a escrita ou desenho é comumquebrar a ponta do lápis.Será que é possível meu aluno fazer a pontade seu lápis se consegue manejar bem somente umaFi 11 E d d
  34. 34. 4646AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicadas mãos? Foi essa pergunta que inspirou a criação deum apontador adaptado: um apontador comum foicolado sobre um taco de madeira e, dessa forma, amão que apresenta maior dificuldade consegue fixar otaco enquanto a outra maneja o lápis dentro doapontador. (Figura 13)Figura 13 – Apontador adaptado.Manusear o LivroManusear o LivroNa escola muitos livros são utilizados e issoexige habilidades. Buscando resolver as dificuldades quesurgem nessa tarefa, descrevemos algumas adaptaçõesque foram sugeridas para alunos com deficiência física.Para melhor visualizar o texto e as gravuras,em alguns casos, é recomendável colocar o livro naaltura dos olhos do aluno, com o auxílio do planoinclinado. (Figura 14)Figura 14 – Plano inclinadoPara fixar o livro sobre a mesa poderemoscolocar velcro na contra capa do livro e na mesa.Desta forma, mesmo se o aluno utilizar muita forçaou tiver movimentos involuntários, o livro não sedeslocará durante a troca da página.Também podemos usar separadores de páginascolando feltro adesivo (normalmente colado sob os pésde cadeiras) entre uma página e outra. (Figura 15)Figura 15 – Separador de páginas de feltro ou espuma.Fi 14 Pl i li d
  35. 35. 4747CapítuloIV-Auxílioematividadesdevidadiária-MaterialescolarepedagógicoadaptadoOutra idéia que favorece alguns alunos é decolar um pequeno velcro em cada pé de página do livroe confeccionar uma luva de dedo, com velcro opostona ponta. O contato do dedo da luva, com o velcro dafolha, facilitará a ação de virar a página. (Figura 16)Figura 16 – Auxílio para virar a página do livro com velcro.Jogos VariadosJogos VariadosJogos utilizados em sala de aula tambémpodem sofrer adaptações para que o aluno consigaparticipar com autonomia.Jogo de “quebra-cabeça”: confeccionadocom papelão, rótulos ou figuras, papel contact e velcrofixado na base e no verso das peças. (Figura 17)Figura 17 – Quebra-cabeças com velcro.
  36. 36. 4848AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaJogo das cores: jogos confeccionados comtampinhas coloridas, caixa de papelão, papel contact,velcro, folhas coloridas e latas revestidas de cores. Oaluno brinca fazendo a correspondência das cores edepois pode explorar outros conceitos comoquantidades. (Figura 18)Figura 18 – Brincando com as cores.Jogos de matemática: tampinhas, cartõesplastificados, velcro e desafios matemáticos. (Figura 19)Figura 19 – Jogos matemáticos.Jogo de cartas: foi construída uma base parafixar as cartas, possibilitando jogar com apenas umamão. (Figura 20)
  37. 37. 4949CapítuloIV-Auxílioematividadesdevidadiária-MaterialescolarepedagógicoadaptadoFigura 20 – Suporte para cartas.Jogos que estimulam a leitura e escrita:confeccionados com cubos de madeira, letras em EVA(lâmina emborrachada), tampinha de leite, figurasimpressas, papelão, contact e velcro. (Figuras 21 e 22)Figura 21 – Jogo que estimula a leitura. Figura 22 – Jogos que estimulam a escrita.iFi 21 J i l l i
  38. 38. 5050AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaEscritaEscritaNo caso de o aluno se cansar muito ou nãoconseguir escrever utilizando o lápis ou a caneta, mesmoadaptados, poderemos pensar em outras soluções para aescrita:Escrever usando letras em EVA (lâminasemborrachadas), em cubos de madeira, em cartões depapelão, coladas sobre tampinhas etc. Ao confeccionaresse material devemos estar atentos à habilidade depreensão do aluno e também ao seu controle motor.Será muito útil que a base que recebe as letras tenhauma superfície de aderência (velcro ou suporte deencaixe). Dessa forma, mesmo que o aluno tenhatremores ou movimentos involuntários, as letras sefixam e ele consegue com mais facilidade compor apalavra ou o texto que deseja. (Figura 23)Figura 23 – Escrita Alternativa.Prancha com letras: é uma folha de papelcontendo todo o alfabeto. O aluno aponta ou olhapara a letra que deseja escrever e o colega, ou seuacompanhante, vai compondo o texto. (Figura 24)
  39. 39. 5151CapítuloIV-Auxílioematividadesdevidadiária-MaterialescolarepedagógicoadaptadoFigura 24 – Prancha de letras.O processo de seleção da letra pode ser feitopelo aluno de forma direta ou indireta. Na forma diretao próprio aluno consegue levar o dedo, o olhar, ououtra parte do corpo sobre a letra que deseja selecionar.Na forma indireta é o professor ou o auxiliar, que passaa mão sobre a prancha de letras e quando ele toca naletra que o aluno deseja escrever, este emite um sinalafirmativo, que pode ser um som ou um gesto. Essesegundo sistema de seleção é também denominado devarredura.• Máquina de escrever convencional ouelétrica. Uma máquina de escrever,especialmente a máquina elétrica, queexige menos força, pode ser muito útilpara um aluno em sala de aula.• AlphaSmart 3.000. Trata-se de umteclado portátil chamado AlphaSmart,que arquiva os textos digitados quepoderãoserdescarregadosposteriormenteem um computador ou impressora.(www.alphasmart.com e www.clik.com.br)(Figura 25)Figura 25 – Alphasmart 3.000
  40. 40. 5252AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaO computador, com recursos deacessibilidade, pode ser também uma alternativa parao aluno que necessita de escrita rápida. (www.clik.com.br). (Figura 26)Figura 26 – Teclado com recursos de acessibilidade.LeituraLeituraAlguns alunos apresentam dificuldades emacompanhar a turma e seu ritmo para aprender aleitura é diferenciado. Nesse caso, os textos apoiadoscom símbolos facilitarão a competência noentendimento do texto. O aluno se desafiará a ler eterá mais sucesso, o que favorecerá sua auto-estima.Imerso no contexto de escrita e símbolos, ele passa afazer leitura global e tem acesso a novos conhecimentoscom autonomia. Através do software Escrevendo comSímbolos (www.clik.com.br) o professor especializadopoderá produzir, para o aluno, os textos apoiados porsímbolos. (Figuras 27)Figura 27 – Texto produzido com o software “Escrevendocom Símbolos”.2. Rompendo barreiras para o2. Rompendo barreiras para oAprendizadoAprendizadoMuitas são as ações da rotina escolar e oprofessor da sala de aula precisa ficar atento e avaliaro nível de participação do aluno. Junto com seualuno, ele deve fazer chegar ao professor especializadotodas as necessidades de apoio para que, no espaço do
  41. 41. 5353CapítuloIV-Auxílioematividadesdevidadiária-Materialescolarepedagógicoadaptadoatendimento especializado, sejam desenvolvidos osrecursos e as estratégias favoráveis, no sentido dequalificar a interação do aluno com o grupo epromover acesso ao conhecimento escolar.A equipe de profissionais da reabilitaçãotambém poderá colaborar buscando encontrar orecurso de TA que melhor corresponda à necessidadedo aluno.O tema relativo ao material escolar epedagógico adaptado deve despertar no professor e noprofessor especializado a atenção e a criatividade pararesolução de possíveis barreiras que impedem o acessoao aprendizado.A iniciativa de implementaçãode salas de recursos multifuncionais nasescolaspúblicasdeensinoregularrespondeaos objetivos de uma prática educacionalinclusiva que organiza serviços para oAtendimento Educacional Especializado,disponibiliza recursos e promoveatividades para desenvolver o potencial detodos os alunos, a sua participação eaprendizagem. Essa ação possibilita oapoio aos educadores no exercício dafunção docente, a partir da compreensãode atuação multidisciplinar e do trabalhocolaborativo realizado entre professoresdas classes comuns e das salas de recursos.(Brasil, 2006, p. 12)Na prática, o desenvolvimento de recursospara a aprendizagem dos alunos com deficiência levaos docentes a desenvolver recursos para todos. Todosos alunos gostam e se desafiam diante de materiaisricos em estímulos e a aula se torna mais atraente,significativa e todos se beneficiam.A tecnologia assistiva, na perspectiva deinclusão escolar, não deve se voltar unicamente apromover uma habilidade no aluno, fazendo com queele realize tarefas como as de seus colegas. A TA naeducação será o meio pelo qual esse aluno possa fazerdo seu jeito e assim ele se tornará protagonista de suahistória, ativo no seu processo de desenvolvimento eaquisição de conhecimentos.
  42. 42. 5757CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAA1. Introdução à CAA1. Introdução à CAADesde o momento em que o ser humano diz suasprimeiras palavras, a linguagem facilita oencontro de desejos, necessidades, interaçãosocial, acesso às informações e conhecimento sobre ocomplexo mundo em que vive. Existem várias razões pelasquais as habilidades lingüísticas de um sujeito podem estarinadequadas: um acidente, uma doença ou um problemaem seu desenvolvimento. Qualquer que seja a causa, asituação é sempre muito frustrante e limitante, tanto parao sujeito quanto para as pessoas ao seu redor. Sabemos quea comunicação é o agente de ligação entre idéias, sensaçõese o meio, permitindo uma melhor interação entre ossujeitos, bem como uma mudança constante em nossaaprendizagem, pelas trocas que nos proporciona.Nosúltimos35anos,indivíduosimpossibilitadosde se expressar oralmente de maneira adequada, ou seja,pela fala, vêm tendo a oportunidade de utilizar recursosalternativos para que a sua comunicação se efetive.Acapacidadedemuitascriançascomdificuldadessignificantes no desenvolvimento, na aquisição e no uso delinguagem; está comprometida pelas suas dificuldades naprodução da fala. Para desenvolver a linguagem, essasrequerem intervenção, utilizando modalidades alternativasque compensem a fala inexistente ou limitada. Porém nãoé o que ocorre com a maioria das crianças com alteraçõesneuromotoras, onde a alteração de linguagem é uma dasprincipais características.O trabalho com os recursos de tecnologiaassistiva, em especial a comunicação aumentativa ealternativa, ainda é pouco divulgado no Brasil e pareceexistir, por parte dos profissionais e familiares,desconhecimento e insegurança a respeito de suaintrodução e uso. É muito comum encontrarmos umgrande número de alunos com necessidadeseducacionais especiais, em especial os paralisadoscerebrais, que são falantes não funcionais ou não-falantes1e isso justifica a necessidade de aprofundarmoso conhecimento sobre a Comunicação Aumentativa eAlternativa, vislumbrando sua implementação noAtendimento Educacional Especializado.1 Pessoas são consideradas não-falantes em duas situações:quando apresentam um comprometimento severo na fala porproblemas físicos, neuromusculares, cognitivos ou déficitsemocionais e não possuem prejuízos na audição; quando,no presente tempo usam fala independente como primeiraforma de comunicação, porém não são compreendidos poroutras pessoas que não são de convívio muito próximo. Nessepodemos incluir pessoas com prejuízos sensoriais.Comunicação Aumentativa e Alternativa – CAAComunicação Aumentativa e Alternativa – CAACarolina R. SchirmerRita Bersch
  43. 43. 5858AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísica2. O que é a Comunicação2. O que é a ComunicaçãoAumentativa e AlternativaAumentativa e AlternativaA Comunicação Aumentativa eAlternativa – CAA2é uma das áreas da TAque atende pessoas sem fala ou escritafuncional ou em defasagem entre suanecessidade comunicativa e sua habilidadeem falar e/ou escrever. Busca, então, atravésda valorização de todas as formas expressivasdo sujeito e da construção de recursospróprios desta metodologia, construir eampliar sua via de expressão e compreensão.Recursos como as pranchas de comunicação,construídas com simbologia gráfica(desenhos representativos de idéias), letrasou palavras escritas, são utilizados pelousuário da CAA para expressar seusquestionamentos, desejos, sentimentos eentendimentos. A alta tecnologia nospermitetambémautilizaçãodevocalizadores(pranchas com produção de voz) ou docomputador, com softwares específicos,garantindo grande eficiência na funçãocomunicativa. Dessa forma, o aluno comdeficiência, passa de uma situação depassividade para outra, a de ator ou desujeito do seu processo de desenvolvimento.(BERSCH e SCHIRMER, 2005, p. 89)2 Também encontramos na literatura os termos comunicaçãoampliada e alternativa, comunicação suplementar e alternativa.Portanto a CAA é considerada uma área dapráticaclínicaeeducacionalquesepropõeacompensar(temporária ou permanentemente) a incapacidade oudeficiência do sujeito com distúrbio severo decomunicação. Tem como objetivo valorizar todos ossinais expressivos do sujeito, ordenando-os para oestabelecimento de uma comunicação rápida eeficiente. (SCHIRMER, 2004, p. 46)Dizemos que a comunicação é aumentativaquando o sujeito utiliza um outro meio decomunicação para complementar ou compensardeficiências que a fala apresenta, mas sem substituí-latotalmente. E que comunicação é alternativa quandoutiliza outro meio para se comunicar ao invés da fala,devido à impossibilidade de articular ou produzirsons adequadamente. (TETZCHNER eMARTINSEN,1992, p. 22)O objetivo da CAA é tornar o sujeito comdistúrbio de comunicação o mais independente ecompetente possível em suas situações comunicativas,podendo assim ampliar suas oportunidades deinteração com os outros, na escola e na comunidadeem geral. (SCHIRMER, 2004, p. 46)Uma aplicação efetiva de CAA envolvegeralmente uma abordagem multimodal. Ela podeempregar a combinação de diferentes modos de ação,expressões faciais e auxílios de comunicação.As informações contidas neste capítuloconstituem uma introdução ao campo da CAA. Estãoincluídas informações e sugestões para o uso eficaz de
  44. 44. 5959CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAAsimbologia gráfica em pranchas de comunicação eoutros materiais. Apesar do foco ser dirigido a criançascom distúrbios severos de comunicação, estaabordagememateriaistambémpodemsermodificadose utilizados com adolescentes e adultos.3. Quem pode se beneficiar do uso3. Quem pode se beneficiar do usode CAA?de CAA?A CAA destina-se a sujeitos de todas asidades, que não possuem fala e ou escrita funcionaldevido a disfunções variadas como, por exemplo:paralisia cerebral, deficiência mental, autismo,acidente vascular cerebral, traumatismocranioencefálico, traumatismo raquiomedular,doenças neuromotoras (como, por exemplo, à escleroselateral amiotrófica), apraxia oral e outros(TETZCHNER e MARTINSEN,1992, p. 23).No passado pensava-se que um indivíduonão era candidato a um auxílio de comunicaçãoporque já apresentava alguma fala ou porque poderiafalar no futuro. Temia-se que se a pessoa aprendessealgumaformaalternativadecomunicação,amotivaçãoe as oportunidades para aprender a falar seriamdiminuídas. Hoje se sabe que acontece exatamente ocontrário, os sujeitos que usam a CAA e quedesenvolvem a fala tornam-se falantes maiscompetentes.Há vários motivos pelos quais acomunicação alternativa pode realmentemelhorar as chances de uma pessoadesenvolver as habilidades de fala.Quando a fala é experimentada outrabalhada isoladamente geralmenteproduz tensão. Para muitos indivíduosessa tensão diminui as chances de falacompreensível, e o resultado é o aumentoda sua frustração. Quando o indivíduousa o auxílio de CAA, sua fala torna-semais relaxada e, por isso, melhor sucedida.(JOHNSON, 1998, p. 2).Por exemplo, se pensarmos em um alunocom paralisia cerebral3do tipo espástica4com umadisartria moderada5em uma sala de aula. Quando aprofessora faz algum questionamento à turma e estealuno tenta responder, podemos ter uma fala, nessemomento, ininteligível. Essa é uma situação de grandetensão, que provavelmente elevará ainda mais seutônus muscular, deixando-o rígido. Se utilizarmos umrecurso de apoio, como uma prancha com letras, ondeo aluno possa escrever ao menos as primeiras letras doque está tentando falar, teremos uma comunicaçãomais eficiente e menos angustiante para todos.3 Lesão cerebral em área motora, não evolutiva e que afeta acriança no período que vai desde a concepção até o finalda primeira infância.4 Com tônus muscular hipertônico que dificulta a execuçãoe coordenação dos movimentos.5 Dificuldade na articulação e conseqüentemente napronúncia das palavras.
  45. 45. 6060AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaTambém temos que pensar que as criançasque necessitam de CAA têm alto risco de apresentaratraso no desenvolvimento da linguagem e necessitamestímulos de linguagem de todos os modos possíveis.Quando a comunicação se torna realmente funcional,as habilidades aprendidas na linguagem são transferidas(como por exemplo, a extensão lexical-vocabulário ou aorganização sintática-organização da frase).Concluindo, podemos afirmar que a CAAfavorecerá pessoas de todas as idades e que necessitamde recursos e/ou estratégias que ampliem oudesenvolvam sua habilidade de comunicação. Aintrodução da CAA deve acontecer sempre que houverum distanciamento entre a capacidade compreensiva eexpressiva de um sujeito ou quando a possibilidade dese fazer entender é menor do que a de seus pares (pessoasda mesma idade), diminuindo assim as oportunidadesde interação e relacionamentos deste indivíduo.4. Sistemas de Comunicação4. Sistemas de ComunicaçãoAumentativa e Alternativa – SCAAAumentativa e Alternativa – SCAAChamamos de SCAA os recursos6, asestratégias7e as técnicas8que apóiam modos de6 Sãoexemplosderecursosaspranchasdecomunicação,oscartõescom fotos ou símbolos gráficos, os objetos concretos que serãoapontados para referir uma mensagem a ser comunicada etc.7 Uma estratégia de comunicação pode ser a sinalização do “sim”e do “não” através de gestos ou expressões faciais e a postura doparceiro de comunicação, que deverá fazer perguntas objetivasque valorizem estas respostas.8 Uma técnica de comunicação pode ser apontar diretamentecomunicação existentes (fala reduzida e poucointeligível) ou substituem a fala.5. O que são os recursos de CAA?5. O que são os recursos de CAA?Os sistemas de CAA podem ser organizadosem recursos que não necessitam auxílio externo (sinaismanuais, gestos, apontar, piscar de olhos, sorrir,vocalizar) e os que necessitam auxílio externo (objetoreal, miniatura, retrato, símbolo gráfico, letras e palavras,dispostos em recursos de baixa e alta tecnologia).O usuário da CAA sinalizará a mensagem quedeseja expressar, apontando para o recurso externo queserá organizado para ele (pranchas com símbolos,objetos, miniaturas), além de utilizar seus gestos,vocalizações e demais expressões particulares.A CAA é o uso integrado de todos os recursosde comunicação que são organizados de formapersonalizada. Por isso é chamado de sistemamultimodal.9um símbolo, que está em uma prancha de comunicação, paraassim expressar a mensagem que ele representa (apontamentodireto). Outra técnica seria a de observar o parceiro decomunicação que aponta os símbolos da prancha, um após ooutro, e o usuário da CAA sinaliza com um gesto ou som,quando o símbolo que deseja expressar for selecionado peloparceiro (técnica de varredura).9 Sistema multimodal é aquele que utiliza e valoriza todasformas expressivas do usuário como os gestos, expressãofacial, olhar, vocalizar, apontar, entre outras possibilidades.
  46. 46. 6161CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAAAlguns exemplos de recursos de baixatecnologia estão abaixo citados:• Objetos reais: o aluno poderá fazerescolhas “apontando” para objetos reais,como a roupa que deseja vestir, o materialescolar que deseja utilizar, o alimentoque escolherá ou o produto que desejacomprar na prateleira do supermercado.• Miniaturas: são utilizadas com alunosque apresentam dificuldade de reconhecere significar símbolos gráficos e tambémcom alunos cegos ou com baixa visão,onde os relevos das miniaturas osauxiliam a reconhecer o objeto e assimconfirmar a mensagem que desejamexpressar. As miniaturas podem serapresentadas uma a uma ou em gruposorganizados em pranchas decomunicação.• Objetos parciais: utilizados em situaçõesonde os objetos a serem representadossão muito grandes. Nestes casos, autilização de parte do objeto pode sermuito apropriada. Por exemplo, usar ummouse ou um CD para representar ocomputador ou um controle remoto paradizer que quer assistir à televisão.• Fotografias: podem ser utilizadas pararepresentar objetos, pessoas, ações,lugares, sentimentos ou atividades.Podemos também criar pranchas decomunicação com fotografias recortadasde revistas e com rótulos de produtos.• Símbolos gráficos: há uma série debibliotecas de símbolos gráficos queforam desenvolvidos para facilitar acomunicação e que com eles sãoconstruídas as pranchas e cartões decomunicação.Os símbolos são de três/quatro tipos:• Pictográficos – desenhosqueparecemcom aquilo que desejam simbolizar.• Arbitrários – desenhos que não têmrelação pictográfica entre a forma eaquilo que desejam simbolizar.• Ideográficos – desenhos que simbolizama idéia de uma coisa, criam umaassociação gráfica entre o símbolo e oconceito que ele representa.• Compostos – grupos de símbolosagrupados para representar objetosou idéias.Existem vários sistemas de símbolos gráficosque são conhecidos internacionalmente e utilizadosparaaconfecçãodepranchasecartõesdecomunicação,entre eles citamos o Blissymbolics, o PictogramIdeogram Communication Symbols (PIC) e o PictureCommunication Symbols (PCS).
  47. 47. 6262AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaBlissymbolicsBlissymbolicsO Sistema Blissymbolics utiliza basicamentesímbolos ideográficos. Os símbolos são organizadossintaticamente nas pranchas de comunicação, tendocadagruposintáticoumacorespecífica.(FERNANDES,1999, p. 47)Figura 28 – Blissymbolics.PIC –PIC – Pictogram Ideogram CommunicationPictogram Ideogram CommunicationOPICéumsistemabasicamentepictográfico.Os símbolos constituem-se de desenhos estilizados embranco sobre um fundo preto. Apesar de seremdesenhos visualmente fáceis de serem reconhecidos, éum sistema menos versátil que outros e também maislimitado, pois os símbolos não são combináveis.Figura 29 – PIC – Pictogram Ideogram Communication.PCS –PCS – Picture Communication SymbolsPicture Communication SymbolsOs PCS (Símbolos de Comunicação Pictórica)foram idealizados em 1980 pela fonoaudióloga norte-americana Roxanna Mayer Johnson. Este sistemasimbólico é composto por aproximadamente 8.000símbolos que representam uma grande variedade devocabulário. São de fácil reconhecimento e, por isso,muito utilizados por crianças ou indivíduos queapresentam dificuldades em compreender representaçõesmais abstratas. Ele é basicamente pictográfico e beneficiaindivíduos de qualquer idade. Podemos encontrar osPCS em livro (Combination Book) e em programas decomputador (Boardmaker e Escrevendo com Símbolos),disponíveis comercialmente no Brasil.Traduzido para o português brasileiro, o PCSpossui símbolos característicos e próprios de nossahistória e cultura nacional sendo o sistema simbólicomais utilizado no Brasil. Está traduzido em mais de 10línguas, portanto possui um referencial clínico e teóricointernacional. Trata-se de um sistema aberto que seadapta a questões regionais, culturais e pessoais dousuário, possui uma simbologia de fácil interpretação.Figura 30 – PCS – Picture Communication Symbols.Figura 28 – Blissymbolics.d
  48. 48. 6363CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAAPranchas de ComunicaçãoPranchas de ComunicaçãoNumapranchadecomunicaçãosãocolocadosvários símbolos gráficos que representam mensagens(Figura 31). O vocabulário de símbolos deverá serescolhido de acordo com as necessidades comunicativasde seu usuário e, portanto, as pranchas sãopersonalizadas. A prancha de comunicação apresenta avantagem de expor vários símbolos ao mesmo o tempo.Uma forma muito comum de organizar este recurso échamada de técnica por subdivisão e níveis10.Cada prancha deve ser feita do tamanho eformatonecessáriosenaconfecção,sãoutilizadosmateriaisvariados como folhas de papel, cartolina, isopor, madeira.Uma prancha pode ser feita a partir de uma página deálbum fotográfico ou pasta com sacos plásticos.Além das pranchas personalizadas (pranchade comunicação pessoal) existem outras para múltiplosusuários (ambientes escolares, turma, biblioteca, queacompanha um livro ou jogo). Essas pranchaspossibilitam um ambiente rico em símbolos para todosque estão no local e podem ser utilizadas por mais deum usuário de CAA.10 Quando é necessário um grande número de símbolos,a prancha pode dispor de subdivisões ou níveis. Ambaspermitem que muitos símbolos estejam a disposição dousuário ao mesmo tempo em que apenas um número limitadopor vez é apresentado.A subdivisão é um sistema em que um símbolo se refere àoutra página de símbolos ou a um recurso diferente. Porexemplo, na prancha principal há um símbolo para a comida.Quando esse símbolo for indicado, uma página ou pranchacom símbolo relativos a comida deverá ser apresentada.Níveis são pranchas “debaixo” de pranchas. Pode haver umvocabulário básico e níveis de outras pranchas que podem serfolheados a medida do necessário. (JOHNSON, 1998, p. 24)Figura 31 – Pranchas de CAA.
  49. 49. 6464AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaCartões de ComunicaçãoCartões de ComunicaçãoTrata-se de uma maneira simples demostrar símbolos em um espaço compacto. Oscartões são geralmente organizados em fichários,presos em argolas ou em porta-cartões, de modoque o usuário possa folheá-los (Figura 32). Ossímbolos, disponibilizados em formato de cartões,são bastante úteis na sala de aula (na construção darotina com a turma), em oficinas (como tópicos deinteresse dos alunos) e são facilmente organizadoscomo uma prancha de vocabulário previamenteselecionado. Como exemplo, podemos citar umaoficina de culinária onde o professor pode selecionaro vocabulário (receita) e após, organizá-lo com aturma, ordenando os cartões para montar a receita.Nessa atividade aproveita-se não só para explorar oléxico, como também a organização sintática,envolvendo alunos falantes e não-falantes.Utilizamos também os cartões comcrianças que possuem baixa visão, onde existe anecessidade de ampliarmos muito o símbolo gráfico,ou com crianças que estão iniciando o uso desimbologia gráfica para a CAA, e que posteriormenteirão evoluir para pranchas maiores.Figura 32 – Cartões de comunicação.Fi 32 C tõ d i ã
  50. 50. 6565CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAA6. Acessórios e idéias para criarmos6. Acessórios e idéias para criarmosrecursos de comunicação, utilizandorecursos de comunicação, utilizandobaixa tecnologiabaixa tecnologiaMesa com símbolos: é muito práticocolocarmos símbolos sobre a mesa da cadeira de rodas oudasaladeaula.Estapranchafixaénormalmenteplastificadacom papel Contact, que protege e impermeabiliza ossímbolos, liberando o uso da mesa para outras finalidades(alimentação, escrita, pintura). (Figura 33)Figura 33 – Mesa com símbolo.Avental: um avental é confeccionado emtecido que facilita a fixação de símbolos, letras ouobjetos que possuem uma parte em velcro. No avental,o parceiro de comunicação prende os símbolos e acriança responde através do olhar ou apontar. Esteacessório proporciona a vantagem da mobilidade dossímbolos. Geralmente são os professores, os pais ouos auxiliares (cuidadores) que usam o avental e seposicionam na frente do aluno, para que ele sinalizeo símbolo que deseja comunicar. (Figura 34)Figuras 34 – Avental de comunicação.Pastas de comunicação: uma formabastante comum de dispor o vocabulário de símbolosgráficos, fotos ou letras são os cadernos, pastas comsacos plásticos ou álbuns de fotografia. Neste formato,a primeira página geralmente equivale a uma pranchaprincipal e as seguintes são temáticas ou em subníveis.(Figura 35)
  51. 51. 6666AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaFigura 35 – Pastas de comunicação.Porta documentos/cartões: são excelentesparamomentosemquesequerprimarpelaportabilidade.São facilmente transportados em situações como emuma aula de educação física ou no intervalo da escola,para comprar um lanche etc. (Figura 36)Figura 36 – Porta cartões.
  52. 52. 6767CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAA˘lbum de fotografias: pode ser utilizado naintrodução da CAA quando o usuário está aprendendonovos símbolos. Para isso, organizamos as fotografiasdo aluno, sua família, os lugares que freqüentam e aolado de cada foto colamos os símbolos representativosdo que a imagem mostra. Podemos fazer um álbumque mostre todos os espaços da escola, acompanhadospor símbolos correspondentes. (Figura 37)Figura 37 – Álbum de fotografias.Agendas e calendários: são excelentes para usoem sala de aula e estimulam a organização espacial etemporal dos alunos. Essa atividade, que utiliza com todaa turma os símbolos da CAA, pode se tornar uminstrumentoimportanteparaasocializaçãodeinformaçõesdo aluno usuário de CAA e seus colegas. (Figura 38)Figura 38 – Calendários e agendas.agendas
  53. 53. 6868AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaOutros acessórios: a criatividade não temlimite e podemos criar vários acessórios com objetivode organizar e disponibilizar vocabulário de símbolosgráficos ao aluno. Seguem alguns exemplos: (Figuras39, 40, 41 e 42)Figura 39 – Quadro de feltro para fixar os cartões.Figura 40 – Jogo americano com símbolos, para a hora do lanche.Figura 41 – Imã de geladeira com símbolos representativosde alimentos.Figura 42 – Organizador de símbolos para sala de aula.Livros construídos com simbologia daCAA: os alunos constroem livros com temas de seusinteresses e ordenam os símbolos para contar suashistórias. Versos, cantigas, pesquisas, criação erecontagem de histórias infantis são alguns dos temasi 39 Q d d f lt fi tõ
  54. 54. 6969CapítuloV-ComunicaçãoAumentativaeAlternativa–CAAutilizados. Ests é mais uma atividade que poderáenvolver todos os alunos e colaborará para acompreensão da escrita através da ordenação dossímbolos gráficos, além de trazer novo vocabulário aoaluno usuário da CAA. (Figura 43)Figura 43 – Livros construídos com símbolos.Livros adaptados com a simbologia daCAA: colamos nos livros de histórias os símbolos daCAA que correspondem ao texto escrito. Isso facilita ahabilidade e competência na leitura, além de trazer novovocabulário simbólico ao aluno. Acompanhando cadalivro podemos criar pranchas de CAA temáticas paraque o aluno reconte ou interprete o que leu. (Figura 44)Figura 44 – Livros adaptados com PCS.
  55. 55. 7070AtendimentoEducacionalEspecializadoparaAlunoscomDeficiênciaFísicaLivros de atividades confeccionados coma simbologia da CAA: atividades pedagógicas comdesafios de conteúdos variados podem ser criadas comos símbolos gráficos da CAA. Cada livro possui umaprancha de símbolos, com várias opções de respostaspara as tarefas propostas, deixando assim o aluno livrepara interpretar e responder. (Figura 45)Figura 45 – Livros de atividades educacionais com simbologia PCS.Jogos desenvolvidos com a simbologiada CAA: (Figuras 46, 47 e 48)Figura 46 – Jogo de memória emborrachado e com tampinhas.

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