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Ontem:    O automaton deve possibilitar a               tiquê
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Por exemplo, no caso do luto, o objeto é desmontado e o que dele recai sobre o          sujeito são traços
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Não se trata de esgotar estapedra, na análise, por meio de  um alongamento das falas
Uma análise não se desdobra por meio do „muito dizer‟ ou da expectativa do  „dizer tudo‟, porém, pelo „bem dizer‟
A repetição      pois o queproduz o novo (ao invés de    se repete éser reduzida à   o elemento  mesmice),      excluído d...
Diante da repetição, que saída?Ou, ao contrário, devemos considerar que opercurso de uma análise comporta entradas        ...
O automaton deve possibilitar a           tiquê
O Lacan dos anos 70oferece novos verbosao fazer do analista:     ao lado de pensar, compreender,           falar, elaborar...
Como a transferência seapresenta neste campo?
Pela transferência, é possívelrecosturar o nó da repetição?
Em todos os momentos em que Freud aborda o tema da  transferência, dois aspectos são sempre apresentados (e               ...
Mostra-se clinicamente prudente, antes de se buscardefinições excessivamente esquemáticas da transferência,               ...
Übertragung :                                     tranferênciaEsta palavra traz consigo a ideia de um processo de ida e vi...
Por fim, não podemos deixar de apontar quea transferência abre caminho para uma forma     de passagem ou travessia: Überga...
Voltemos aoTiquê como nó:  Lembremo-nos daquela paciente de ontem que, em   meio a um momento bastante tenso de sua vida, ...
A análise avançou exatamente quando    não mais nospreocupamos quanto   ao esvaziamento     daquilo que                   ...
Boa tarde, obrigado pela atenção!                 Acesso a este conteúdo:               www.alexandresimoes.com.br        ...
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  • Cara Raquel, somente agora vi sua mensagem, pois não entro nesta área do Slideshare com frequência. Se ainda estiver em tempo, gostaria de saber mais detalhes de seu trabalho de conclusão, para que eu possa verificar melhor que tipo de auxílio poderá lhe ser útil. Será mais prático se você me enviar um e-mail: alexandresimoes@terra.com.br. Abç.
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  • Caro Professor Alexandre Simões,
    Sou estudante de último ano do curso de Psicologia, estou trabalhando no meu TCC sobre a Transferência, mas como estava na ênfase sócio-intitucional, provavelmente devido a minha 1ª graduação, em Serviço Social, estava muito colada a Psicologia Social, Sócio Histórica (Vygotsky). Quando fui para o 8º período, me deu um cansaço de social, comunitária, que resolvi ir para clínica, mais especificamente, para a Psicanálise, estava em um namoro apaixonadíssimo, ainda mais fazendo análise e tudo mais. Porém, sinto que as coisas estão se apertando muito e não tenho a facilidade e apropriação que tinha nas outras disciplinas, que bom, acho maravilhoso. Mas, no entanto tenho que escrever e entregar meu trabalho de conclusão logo, e sinto uma dificuldade enorme. Pode e tem ainda é claro uma parte ainda de resistência, mas e a outra parte, que eu quero e desejo muito, adoro, desejo, por onde ela anda neste momento???? Desculpe o desabafo, mas se o Senhor tiver alguma dica, orientação para mim, eu lhe agradeço profundamente, pois tive lendo algumas de suas aulas através dos slides, e o Senhor tem um dom maravilhoso de ensinar, e traz a psicanálise muito próximo da gente, que cheguei a me sentir como se lhe 'conhecesse' para lhe fazer essaabertura. desde já agradeço pelo seu tempo e atenção e fico no aguardo de alguma notícia sua. Abçs, Raquel
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III Simpósio de Psicologia Hospitalar do Centro-Oeste Mineiro: conferência de encerramento: Transferência: via de saída deste circuito

  1. 1. Transferência: via de saída deste circuito Alexandre Simões Abril de 2012III Simpósio de Psicologia Hospitalar do Centro-oeste Mineiro: daquilo que se repete: o sujeito e seus tropeços
  2. 2. Ontem: O automaton deve possibilitar a tiquê
  3. 3. Repetição, em Freud, surge em detrimento à rememoração. Lembremo-nos que arememoração, no ambiente da Primeira Tópica, é tomada como fator de avanço da análise
  4. 4. Mas, notemos que em Freud a rememoração não se esgota nas reminiscências: Modelo do Narcisismo:o eu, o objeto e a reversão da libido
  5. 5. Por meio das primeiras considerações possibilitadas pelacena clínica do narcisismo, Freud chega a nos mostrar ummovimento pendular que a libido realiza entre o sujeito e o objeto Eu libido libido objeto
  6. 6. O que Freud vai problematizar mais adiante, nos leva a considerar a cada análise a opacidade do objeto:a libido que recai sobre o sujeito (daí, a rememoração) não traz tudo do objeto Eu libido libido objeto Resíduo que insiste
  7. 7. Por exemplo, no caso do luto, o objeto é desmontado e o que dele recai sobre o sujeito são traços
  8. 8. E este retorno é trabalhoso Uma paciente me dizia recentemente que, apesar de necessitar escrever alguns artigos (havia prazos para tal),ela não conseguia exercer a escrita após a ruptura de uma relação de 15 anos. Sentia que lhe faltavam letras.
  9. 9. Falamos da pedra no meio do caminho, do resíduo, do não-sabertemos aqui as pré-figurações do objeto a deLacan que, como sabemos, abrem caminho para as formulações sobre o gozo e aquilo que insiste em não ser absorvido pelo sujeito
  10. 10. A repetição, todavia, não é umainviável resistência ao avanço de uma análise. Trata-se de verificar através da repetição relações muito singulares que o sujeito estabelece com o significante, por um lado, e o objeto, por outro.
  11. 11. Continua sendoprofícuo, ao que tudo indica, revisitar a argumentação de Freud emAnálise com fim e análise sem fim (1937)
  12. 12. No meio do caminho No meio do caminho tinha uma Ontem à noite, ao buscar pedraum mapeamento preliminar tinha uma pedra no meio do da repetição, argumentei caminho que nós, brasileiros, temos tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma de alguma forma especial a pedra. poética ressonância da“pedra no meio do caminho” Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. Carlos Drummond de Andrade
  13. 13. Não se trata de esgotar estapedra, na análise, por meio de um alongamento das falas
  14. 14. Uma análise não se desdobra por meio do „muito dizer‟ ou da expectativa do „dizer tudo‟, porém, pelo „bem dizer‟
  15. 15. A repetição pois o queproduz o novo (ao invés de se repete éser reduzida à o elemento mesmice), excluído da cadeia
  16. 16. Diante da repetição, que saída?Ou, ao contrário, devemos considerar que opercurso de uma análise comporta entradas e saídas?
  17. 17. O automaton deve possibilitar a tiquê
  18. 18. O Lacan dos anos 70oferece novos verbosao fazer do analista: ao lado de pensar, compreender, falar, elaborar temos o atar, enodar, costurar, trançar, linkar
  19. 19. Como a transferência seapresenta neste campo?
  20. 20. Pela transferência, é possívelrecosturar o nó da repetição?
  21. 21. Em todos os momentos em que Freud aborda o tema da transferência, dois aspectos são sempre apresentados (e problematizados):• O vínculo ou as articulações que se constroem na cena analítica (e não podemos deixar de perceber que uma articulação que se sobressai aqui é a que se estabelece entre PACIENTE e ANALISTA);• A PRODUÇÃO (mais especificamente, o que é produzido, o efeito do processo) por meio da articulação estabelecida na transferência; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor
  22. 22. Mostra-se clinicamente prudente, antes de se buscardefinições excessivamente esquemáticas da transferência, perguntar: • O que se vincula na transferência ? # em outros termos: quais elementos se articulam na transferência e sob quais modos se dá esta articulação? • O que é produzido a cada forma de vinculação ? ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  23. 23. Übertragung : tranferênciaEsta palavra traz consigo a ideia de um processo de ida e vinda (talcomo uma gangorra, um bumerangue, um vai e vem etc.).Este movimento tanto pode ser relativo ao tempo (ida e vinda entre opassado e a atualidade) ou ao espaço (o longe e o perto, de uma pessoapara outra) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  24. 24. Por fim, não podemos deixar de apontar quea transferência abre caminho para uma forma de passagem ou travessia: Übergang “A transferência (Übertragung) cria, assim, uma região intermediária entre a doença e a vida real, através da qual a travessia (Übergang) de uma para outra é efetuada” (Freud, in: Recordar, repetir e elaborar. 1914) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  25. 25. Voltemos aoTiquê como nó: Lembremo-nos daquela paciente de ontem que, em meio a um momento bastante tenso de sua vida, inicia um périplo por vários médicos, clínicas e exames invasivos por conta de sintomas bem difusos que se instalaram em seu corpo. No período de apenas um ano, ela chegou a ser reconhecida em três categorias diagnósticas distintas e muito severas, com prognósticos sombrios.Nas idas e voltas da transferência, foi possível construir outros enodamentos, que remeteram a paciente para tecidos de outra ordem.
  26. 26. A análise avançou exatamente quando não mais nospreocupamos quanto ao esvaziamento daquilo que Localizar a travessia emseveramente parecia meio à transferência habitar seu corpo implica no desdobramento do automaton em tiquê
  27. 27. Boa tarde, obrigado pela atenção! Acesso a este conteúdo: www.alexandresimoes.com.br ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.

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