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Em nosso último encontro acerca do Seminário 10 de Jacques Lacan<br />Fizemos uma aproximação do objeto a, buscando indica...
Hoje, daremos sequência ao exame do Seminário sobre a Angústia,<br />considerando os caminhos que levaram Lacan ao Real.<b...
Examinamos inicialmente uma afirmação que Lacan manterá ao longo de seu ensino, desde o instante em que ela surge em meio ...
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Além disto, este objeto manterá uma duplicidade considerável:<br />ao mesmo tempo que ele será tomado como objeto relacion...
As faces do objeto a<br />Objeto causa-do-desejo<br />Vincula-se a uma falta<br />Objeto da angústia<br />Sobrevém quando ...
É nesta acepção que Lacan vai propor que a angústia orienta o analista quanto ao Real (a falta da falta)<br />ALEXANDRE SI...
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Como Lacan localiza mais precisamente esta figura orientadora do objeto da angústia (a falta da falta)?<br />Na angústia, ...
Nesta situação, estamos diante não exatamente de um sujeito desejante, todavia, de um ‘sujeito do gozo’:<br />“Trata-se do...
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Enfim, o objeto a funciona na medida em que se apresenta como um resto da operação significante.<br />Este resto tem sua m...
“... a separação característica do começo, aquela que nos permite abordar e conceber a relação, não é a separação da mãe. ...
Basta remetê-los a qualquer livrinho de embriologia datado de menos de cem anos para que vocês percebam que, para terem um...
A “extração” do objeto a:<br />Além do recurso à operação de divisão, Lacan também proporá o problema da extração do objet...
Objeto a:<br />aquilo que é extraído da intimidade (daí, a “ex-timidade”), tendo como consistência a experiência da queda:...
Objeto a:<br />Como objeto destacável;<br />Caducidade do objeto;<br />Sem imagem especular;<br />Como objeto parcial: sei...
Prosseguiremos com o tema Seminário 10 (A angústia): o não-todo na clínica<br />Até lá!<br />Acesso a este conteúdo:<br />...
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Curso Lacan e a Psicanálise- Aula 13: Seminário 10 (A angústia): o inconsciente lacaniano em suas relações com o Real

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Curso Lacan e a Psicanálise- Aula 13: Seminário 10 (A angústia): o inconsciente lacaniano em suas relações com o Real

  1. 1. Lacan e a Psicanálise:interlocuções com a contemporaneidade<br /> Tema:<br />Seminário 10 (A angústia): o inconsciente lacaniano em suas relações com o Real<br />Coordenação Alexandre Simões<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  2. 2. Em nosso último encontro acerca do Seminário 10 de Jacques Lacan<br />Fizemos uma aproximação do objeto a, buscando indicar que a construção do mesmo leva a considerar que, no âmbito da subjetivação, nem tudo é da ordem do significante.<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  3. 3. Hoje, daremos sequência ao exame do Seminário sobre a Angústia,<br />considerando os caminhos que levaram Lacan ao Real.<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  4. 4. Examinamos inicialmente uma afirmação que Lacan manterá ao longo de seu ensino, desde o instante em que ela surge em meio ao itinerário do Seminário 10:<br />a angústia não é sem objeto<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  5. 5. O “não é sem”:<br />Indica-nos a condição obscura, imprecisa, tateante do objeto. O objeto para o qual a angústia aponta se mostra como algo muito distante de ser óbvio ou evidente<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  6. 6. Além disto, este objeto manterá uma duplicidade considerável:<br />ao mesmo tempo que ele será tomado como objeto relacionado ao desejo, será apreendido também como objeto da angústia<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  7. 7. As faces do objeto a<br />Objeto causa-do-desejo<br />Vincula-se a uma falta<br />Objeto da angústia<br />Sobrevém quando a falta falta<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  8. 8. É nesta acepção que Lacan vai propor que a angústia orienta o analista quanto ao Real (a falta da falta)<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  9. 9. A captura nesta dimensão alienante, na qual a função desejante é posta fora de operação,<br />comporta, ao ver de Lacan, um sinal ante o Real (cf. p. 178)<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  10. 10. Como Lacan localiza mais precisamente esta figura orientadora do objeto da angústia (a falta da falta)?<br />Na angústia, o sujeito é capturado por sua própria perda frente ao desejo do Outro<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  11. 11. Nesta situação, estamos diante não exatamente de um sujeito desejante, todavia, de um ‘sujeito do gozo’:<br />“Trata-se do sujeito do gozo, na medida em que essa expressão tenha sentido, mas, justamente, por razões às quais voltaremos, não podemos de modo algum isolá-lo como sujeito, a não ser miticamente.” (Seminário 10, p. 194)<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  12. 12. Angústia como um termo médio:<br />gozo<br />angústia<br />desejo<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  13. 13. Este espaço fronteiriço da angústia, conduz Lacan a aprofundar sua exposição do objeto a:<br />a incidência do significante sobre o sujeito deve ser apreendida como uma operação de divisão (no sentido aritmético do termo): <br />“O lugar desse real pode inscrever-se na operação a que chamamos, aritmeticamente, de divisão” (Seminário 10, p. 178)<br />
  14. 14. Enfim, o objeto a funciona na medida em que se apresenta como um resto da operação significante.<br />Este resto tem sua materialidade no pedaço de carne que se desprende na experiência do vivo:<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  15. 15. “... a separação característica do começo, aquela que nos permite abordar e conceber a relação, não é a separação da mãe. O corte de que se trata não é o que se dá entre a criança e a mãe. (...) O corte que nos interessa, o que deixa sua marca num certo número de fenômenos clinicamente reconhecíveis, e que, portanto, não podemos evitar, é um corte que, graças a Deus, é muito mais satisfatório para nossa concepção do que a cisão da criança que nasce, no momento em que ela vem ao mundo.<br />Cisão de que? Dos envoltórios embrionários.<br />[continua ->]<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  16. 16. Basta remetê-los a qualquer livrinho de embriologia datado de menos de cem anos para que vocês percebam que, para terem uma ideia completa do conjunto pré-especular que é o a, deverão considerar os envoltórios como um elemento do corpo da criança.”<br />(Seminário 10, p. 136)<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  17. 17. A “extração” do objeto a:<br />Além do recurso à operação de divisão, Lacan também proporá o problema da extração do objeto.<br />Ou seja, o objeto não é algo dado, porém, é efeito de uma operação, na qual alguma coisa haverá de ser extraída do sujeito. <br />
  18. 18. Objeto a:<br />aquilo que é extraído da intimidade (daí, a “ex-timidade”), tendo como consistência a experiência da queda:<br />o objeto que cai.<br />
  19. 19. Objeto a:<br />Como objeto destacável;<br />Caducidade do objeto;<br />Sem imagem especular;<br />Como objeto parcial: seio, fezes, olhar, voz;<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  20. 20. Prosseguiremos com o tema Seminário 10 (A angústia): o não-todo na clínica<br />Até lá!<br />Acesso a este conteúdo:<br />www.alexandresimoes.com.br<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />

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