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Teremos três encontros mais diretamente reservados para reflexões sobre o Seminário 10:<br />Primeiro encontro (o de hoje)...
Uma parte significativa do Seminário de Jacques Lacan dedicado à angústia (de 1962 a 1963)<br />terá como plataforma o tex...
Em larga proporção, no debate que Lacan estabelecerá com ‘Inibições, sintomas e angústia’, ele se mostrará<br />bem homogê...
Desde uma perspectiva clínica, é bastante válido não igualar os três níveis de manifestação do mal-estar propostos por Fre...
Enfim:<br />Os Sintomas não recobrem inteiramente a relação do sujeito com o mal-estar<br />
Sintomas e Inibições não se reduzem um ao outro<br />
Freud vai nos apresentar, quanto ao sintoma, ao menos duas acepções distintas ao longo de sua obra:<br />Em primeiro lugar...
Já no que tange à inibição, Freud nos propõe que<br />ela se insere na dimensão do movimento, no sentido mais amplo desse ...
A inibição, para Lacan, comporta uma captura. Todavia, de qual tipo?<br />Uma “captura narcísica” <br />(Seminário 10, p. ...
Vale também considerar que há uma relação de alternância entre a angústia, de um lado, e as inibições e sintomas, de outro...
Mas, por outro lado, Lacan é bem provocativo quanto ao que resta por dizer a partir da elaboração de Freud:<br />“No discu...
A angústia, na elaboração freudiana:<br />angústia-sinal<br />“...Freud diz muito bem que a angústia é ‘angústia diante de...
Dois tempos de localização da angústia em Freud:<br />Primeiro momento: angústia como efeito do recalque (como transformaç...
Comentário de Lacan acerca destas duas teorizações da angústia em Freud:<br />“Ela [a angústia como sinal] não resulta nem...
Angústia e afeto:<br />Lacan (bem distintamente do que muitos de seus críticos chegaram a alegar, ao se referirem à sua ob...
A angústia como um afeto que não engana(fora da dúvida, fora da ambiguidade):<br />quando o sujeito está afetado pela angú...
Usualmente, a angústia do analisando toca de uma forma que não é qualquer ao psicanalista.<br />Vale sempre considerar sob...
Lacan e “seu invento”:<br />o objeto a<br />
Lacan parte de uma distinção bastante elementar:<br />
Para chegar a uma localização que embaralha o esquema anterior:<br />a angústia não é sem objeto<br />
O “não é sem”:<br />Indica-nos a condição obscura, imprecisa, tateante do objeto. O objeto para o qual a angústia aponta s...
Prosseguiremos com o tema Seminário 10 (A angústia): o inconsciente lacaniano em suas relações com o Real.<br />Até lá!<br...
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Curso Lacan e a Psicanálise- Aula 12: Seminário 10 (A angústia): a construção do objeto a ou nem tudo é significante

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Curso Lacan e a Psicanálise- Aula 12: Seminário 10 (A angústia): a construção do objeto a ou nem tudo é significante

  1. 1. Lacan e a Psicanálise:interlocuções com a contemporaneidade<br /> Tema:<br />Seminário 10 (A angústia): a construção do objeto a ou nem tudo é significante<br /> Coordenação Alexandre Simões<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />
  2. 2. Teremos três encontros mais diretamente reservados para reflexões sobre o Seminário 10:<br />Primeiro encontro (o de hoje): a construção do objeto a ou nem tudo é significante.<br />Segundo encontro: o inconsciente lacaniano em suas relações com o Real.<br />Terceiro encontro: o não-todo na clínica<br />
  3. 3. Uma parte significativa do Seminário de Jacques Lacan dedicado à angústia (de 1962 a 1963)<br />terá como plataforma o texto de Freud ‘Inibições, sintomas e angústia’ (de 1926)<br />
  4. 4. Em larga proporção, no debate que Lacan estabelecerá com ‘Inibições, sintomas e angústia’, ele se mostrará<br />bem homogêneo às direções propostas por Freud<br />
  5. 5. Desde uma perspectiva clínica, é bastante válido não igualar os três níveis de manifestação do mal-estar propostos por Freud:<br />
  6. 6. Enfim:<br />Os Sintomas não recobrem inteiramente a relação do sujeito com o mal-estar<br />
  7. 7. Sintomas e Inibições não se reduzem um ao outro<br />
  8. 8. Freud vai nos apresentar, quanto ao sintoma, ao menos duas acepções distintas ao longo de sua obra:<br />Em primeiro lugar: sintoma como formação de compromisso;<br />Em segundo lugar: sintoma como satisfação substitutiva;<br />
  9. 9. Já no que tange à inibição, Freud nos propõe que<br />ela se insere na dimensão do movimento, no sentido mais amplo desse termo (enfim, além da dimensão locomotora).<br />
  10. 10. A inibição, para Lacan, comporta uma captura. Todavia, de qual tipo?<br />Uma “captura narcísica” <br />(Seminário 10, p. 19)<br />
  11. 11. Vale também considerar que há uma relação de alternância entre a angústia, de um lado, e as inibições e sintomas, de outro:<br />
  12. 12. Mas, por outro lado, Lacan é bem provocativo quanto ao que resta por dizer a partir da elaboração de Freud:<br />“No discurso de Inibição, sintoma e angústia, fala-se de tudo, graças a Deus, exceto da angústia. Será que isso quer dizer que não se pode falar dela?”<br />(Seminário 10, p. 18)<br />
  13. 13. A angústia, na elaboração freudiana:<br />angústia-sinal<br />“...Freud diz muito bem que a angústia é ‘angústia diante de algo’ ” <br />(Seminário 10, p. 191)<br />
  14. 14. Dois tempos de localização da angústia em Freud:<br />Primeiro momento: angústia como efeito do recalque (como transformação da libido)<br />Segundo momento: angústia como aquilo que é prévio ao recalque<br />
  15. 15. Comentário de Lacan acerca destas duas teorizações da angústia em Freud:<br />“Ela [a angústia como sinal] não resulta nem de um abandono de suas primeiras posições, que faziam da angústia o fruto do metabolismo energético, nem de uma nova conquista, pois, na época em que Freud fazia da angústia a transformação da libido, já encontramos a indicação de que ela podia funcionar como sinal.” <br />(Seminário 10, p. 57)<br />
  16. 16. Angústia e afeto:<br />Lacan (bem distintamente do que muitos de seus críticos chegaram a alegar, ao se referirem à sua obra como padecendo de ‘excessivo intelectualismo’), não deixou de tecer considerações sobre o afeto. <br />O Seminário 10 é um momento especial, pois ali Lacan vai se mostrar bastante atento (e crítico) aos afetos: os afetos, por sua ampla matriz imaginária, sempre podem nos enganar (daí, não convém ao psicanalista se deixar guiar pelos afetos).<br />O único afeto que não engana, ao ver de Lacan, é a angústia.<br />
  17. 17. A angústia como um afeto que não engana(fora da dúvida, fora da ambiguidade):<br />quando o sujeito está afetado pela angústia, esta é uma constatação visceral<br />“Na angústia, o sujeito é premido, afetado, implicado no mais íntimo de si mesmo” <br />(Seminário 10, p. 191)<br />
  18. 18. Usualmente, a angústia do analisando toca de uma forma que não é qualquer ao psicanalista.<br />Vale sempre considerar sob que condições e até que ponto o psicanalista pode suportar a angústia do analisando.<br />Igualmente, é válido manter bem próxima de nós uma recomendação de Lacan: <br />a angústia do analisando deve ser dosada pelo analista.<br />
  19. 19. Lacan e “seu invento”:<br />o objeto a<br />
  20. 20. Lacan parte de uma distinção bastante elementar:<br />
  21. 21. Para chegar a uma localização que embaralha o esquema anterior:<br />a angústia não é sem objeto<br />
  22. 22. O “não é sem”:<br />Indica-nos a condição obscura, imprecisa, tateante do objeto. O objeto para o qual a angústia aponta se mostra como algo muito distante de ser óbvio ou evidente<br />
  23. 23. Prosseguiremos com o tema Seminário 10 (A angústia): o inconsciente lacaniano em suas relações com o Real.<br />Até lá!<br />Acesso a este conteúdo:<br />www.alexandresimoes.com.br<br />ALEXANDRE SIMÕES <br />® Todos os direitos de autor reservados.<br />

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