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Isto, quando os pacientes não se deparam com o pior assim que se         percebem bem próximos de algumas realizações
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Assim, podemos fazer uma primeira aproximação    mais específica do sujeito que é atribuído ao                    inconsci...
Em outros termos:   “O inconsciente é o fato de que pensamos,fazemos, desejamos e dizemos sem saber. Mais  ainda, o incons...
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Sujeito cartesianoPenso, onde sou                     Sujeito do inconsciente                      Penso, onde não sou
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Lembremo-nos aqui das discussões já bemdifundidas sobre o   descentramento dosujeito  ou, em outros termos, a „revolução c...
Nas primeiras etapas de suas pesquisas, o homem acreditou, de início,que o seu domicílio, a Terra, era o centro estacionár...
“Na sequência, dentre outras coisas, Freud nos propõeconsiderar a psicanálise como um golpe semelhante aoestabelecido inic...
Prosseguiremos com o tema:A clínica das neuroses na contemporaneidade                  Até lá!           Acesso a este con...
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CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 6: O inconsciente e seu sujeito

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CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 6: O inconsciente e seu sujeito

  1. 1. Fundamentos da Psicanálise Tema: O inconsciente e seu sujeito Coordenação Alexandre Simões ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  2. 2. Anteriormente, vimos queInconsciente não é um termo absolutamente novo, proposto de forma original por Freud. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  3. 3. Todavia, a partir de Freud, oinconsciente recebe um lugar conceitual inédito, comportando também repercussões clínicas originais ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  4. 4. “Sujeito”, “Sujeito do Inconsciente” não são designações presentes no texto de Freud São os efeitos do ‘retorno a Freud’ proposto por Jacques Lacan, ao início dos anos 50.São referências introduzidas nesse momento e desenvolvidasdiretamente por Lacan até o final dos anos 70. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  5. 5. Todavia, se não presenciamos o termo propriamente dito, encontramos a noção de sujeito introduzida por Freud:Inicialmente, temos os argumentos contido n‟A interpretação dos sonhos, nos quais Freud, ao falar de inconsciente, refere-se a „pensamentos inconscientes‟. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  6. 6. Em outros textos nos quais Freudretorna a essa discussão, ele dá aentender que o inconsciente é da ordem de uma cogitação. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  7. 7. Ao mesmo tempo, como já vimos Freud é bastante cuidadoso quanto ao estatutodesses pensamentos, na medida em que sempredeixou bem claro que o inconsciente não é uma inconsciência. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  8. 8. Em outros momentos, Freud também nos indica que oinconsciente é da ordem de uma intencionalidade ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  9. 9. Porém, essa‘intencionalidade’ tem algo de bastante ela tem como específico: modelo a ignorância ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  10. 10. Temos, assim:pensamentos -> intencionalidade -> ignorância ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  11. 11. Um bom exemplo que Freud nos oferece para ilustrar essa circunstância clínica é a culpabilidade:um paciente pode não apresentar nenhuma queixa evidente sobre a culpa ou pode não expressar nenhuma formulação ou questionamento que o exponha nitidamente a isso.Todavia, ele pode se deparar em sua vida com uma série de atos nosquais sempre se coloca no limite de sua integridade física, sempre se agride ou se fere, de algum modo. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  12. 12. Por outro lado, há pacientes que diante do melhor se sentem - muitas vezes de maneiraperplexa – entristecidos, pouco entusiasmados com o que a vida lhes reserva.
  13. 13. Em um dado momento de sua análise, uma jovem profissional, recém formada e já atuante há algum tempo na área da saúde, chegou a dizer, por conta de um sonho no qual ela, vestida de branco, tentava correr mas não conseguia sair do lugar: “... sempre que eu conquisto uma novafunção ou uma posição de destaque nasinstituições em que trabalho, eu arrumo um meio de ser posta de lado, de ser preterida, de perder meu lugar, e acabosaindo do emprego, levando o meu dom de sempre: criar inimizades!”
  14. 14. Isto, quando os pacientes não se deparam com o pior assim que se percebem bem próximos de algumas realizações
  15. 15. Em situações dessa ordem, nas quais o valor do paciente é depreciado, Freud nos elucida que o paciente, apesar da lisura de sua consciência, está arrebatado por uma intensa culpabilidade. Culpabilidade cujo motivo e cuja expressão lhe escapam.“Obscuro sentimento de culpa” é a expressão cunhada por Freud no artigo Alguns tipos de caráter encontrados no trabalho psicanalítico (1916) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  16. 16. É precisamente aí que Freud reconhece o ethos do inconsciente e nos propõe a mencionada intencionalidade associada à ignorância ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  17. 17. Ser tomado por algo do qual o próprio paciente não sabe muito ao certo; estar embaraçado com uma circunstância que lhe escapa. Relembremos o que já observamos junto a Freud: “... os dados da consciência têm muitas lacunas” (FREUD, S. O inconsciente, p. 19 [1915; tradução de Luiz Hanns, Rio de Janeiro: Imago, 2006]); ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  18. 18. Assim, podemos fazer uma primeira aproximação mais específica do sujeito que é atribuído ao inconsciente:o inconsciente é aquele pensar, fazer, sentir, desejar e falar que nos ultrapassa
  19. 19. Em outros termos: “O inconsciente é o fato de que pensamos,fazemos, desejamos e dizemos sem saber. Mais ainda, o inconsciente é o fato de que estamos despertos quando dormimos (é o caso dos sonhos) e estamos dormindo quando
  20. 20. Quando Jacques Lacan nos propõe a subversão do sujeito,devemos compreender que a experiência clínica que Freud nos possibilita comporta o avesso do sujeito cartesiano
  21. 21. Sujeito cartesianoPenso, onde sou Sujeito do inconsciente Penso, onde não sou
  22. 22. atividades mentais, tais como refletir sobrealgo ou concentrar a atenção, nãosolucionam nenhum dos enigmas de umaneurose (FREUD. Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise, p. 153) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  23. 23. Lembremo-nos aqui das discussões já bemdifundidas sobre o descentramento dosujeito ou, em outros termos, a „revolução copernicana empreendida pela psicanálise‟ ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  24. 24. Nas primeiras etapas de suas pesquisas, o homem acreditou, de início,que o seu domicílio, a Terra, era o centro estacionário do universo, com osol, a lua e os planetas girando ao seu redor. Seguia, assim,ingenuamente, os ditames das percepções dos seus sentidos, pois nãosentia o movimento da Terra e, todas as vezes que conseguia uma visãosem obstáculos, encontrava-se no centro de um círculo que abarcava omundo exterior. A posição central da Terra, de mais a mais, era para eleum sinal do papel dominante desempenhado por ela no universo eparecia-lhe ajustar muito bem à sua propensão a considerar-se o senhordo mundo.A destruição dessa ilusão narcisista associa-se, em nossas mentes, como nome de Copérnico, no século XVI. (...) Quando essa descoberta atingiuum reconhecimento geral, o amor-próprio da humanidade sofreu o seuprimeiro golpe, o golpe cosmológico. (FREUD. Uma dificuldade no caminho da psicanálise, p. 336) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  25. 25. “Na sequência, dentre outras coisas, Freud nos propõeconsiderar a psicanálise como um golpe semelhante aoestabelecido inicialmente por Copérnico. Um golpe, segundo ele,sobre o narcisismo dos homens, cuja consequência final seria adisjunção entre o ser e o pensamento (o saber). Assim, ele chegaàs seguintes proposições:O que está em sua mente não coincide com aquilo de que vocêestá consciente; o que acontece realmente e aquilo que vocêsabe, são duas coisas distintas. [...]... O eu não é o senhor da sua própria casa...” (ALEXANDRE SIMÕES. O litoral d’aporia, p. 191) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  26. 26. Prosseguiremos com o tema:A clínica das neuroses na contemporaneidade Até lá! Acesso a este conteúdo: www.alexandresimoes.com.br ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.

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