IMUNO II Imunógenos e Imunizaçòes
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Moléculas que não são biodegradáveis,como partículas de poliestireno e asbesto,não são
imunogênicas porque não podem ser p...
Natureza química proteína poliacaridio (LPS) polisac.polimérico
Classe de Ig todas só IgM IgM e IgG
Resposta anamnéstica S...
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São as vacinas.O aparecimento de atc é lento,provocam poucas reações adversas e,são de longa
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-Vacinação SIMULTÂNEA : quando várias vacinas são administradas num mesmo momento por vias
diferentes ou locais diferentes...
2M DTP+Sabin+Anti-HVB+Hib+Rota+Pneumo-10-Val.
3M Mgo-C
4M DTP+Sabin+Hib+Rota+Pneumo-10-Val
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18M HVA
4-6 A Sabin ou Salk + DTP ou DTPa + MMR+Varicela
9-10 A HPV
14-16 A dT ou dTPa
1- A HVB deve ser aplicada nas prim...
13- dTPa no lugar da dT.
-A dTPa pode ser usada como alternativa para a dT (dos calendários de SP e PNI) representando pro...
-Idade para vacinação:a partir do nascimento.Indivíduos de qualquer idade podem ser vacinados.
-Dose: dose única de 0,1ml ...
E2f-Vacinação combinada contra Difteria,Tétano e Coqueluche:
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validade da vacina desde que mantidos a temperatura referida e adotados cuidados que evitem sua
contaminação.
-Prazo de va...
A resposta imune parece ser menor que a dos componentes tetânico e diftérico,e as
complicações mais frequentes.Entretanto ...
O esquema na gestação para adequada profilaxia do tétano neonatal,compreende duas doses da vacina
dT ou,na falta desta a T...
E2j-Vacinação contra a Poliomielite (D.de Heine-Medin).
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-Doses:a partir de 2003 em uma única dose aos 12M na MMR.
-Via de aplicação:SC
-Contraindicações:
.criança com história de...
NOTA.2-A cepa da vacina da rubéola hoje utilizada é a RA 27/3 ,altamente estável,não provocando
transmissão inter-humana.N...
(vacina HbOC)ou proteínas da membrana externa do meningococo B (vacina PRP-OMP)é utilizado para
evitar a meningite pelo so...
-Calendário e vias de administração:Existem duas vacinas semelhantes.O número de doses depende do
laboratório fabricante.S...
:Soro anti-rábico de origem equina (SAR)
:Imunoglobulina humana anti-rábica (IGHAR)
-Indicações:
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-situação da raiva na área geográfica de ocorrência do acidente,
-natureza da lesão
-possibilidade de observação do animal...
-Área geográfica de raiva não controlada:
Lesão leve:a-arranhadura e ferimento de mordedura superficiais em tronco e membr...
b-mordeduras ou arranhaduras multiplas e/ou profundas.
c-lambeduras de mucosas.
CONDUTA = soro-vacinação ou esquema de ree...
-E2s-Vacina anti-rotavírus
O Rota é um vírus da família Reoviridae ,sendo importante causador de diarréia aguda e óbitos
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Não são descritos até o momento efeitos adversos relacionados à RotaRix.A incidência de febre,
diarréia,irritabilidade,tos...
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sarampo
Nota;refere-se `vacina do sarampo isol...
PTI (IGEV) EV - 400 8
VRS (IGEV) EV - 750 9
PTI EV - 1000 10
PTI ou D.Kawasaki EV - 1600-2000 11
Estes intervalos devem pr...
a-Choque : o choque anafiláctico é um evento raro e,quando ocorre dá-se uns
quinze minutos após a aplicação da vacina.Um e...
.encefalite,
.púrpura.
E3c5-MMR:
-febre,faringite,adenopatias retroauriculares,artralgias,reações alérgicas. Surge
alguns ...
Acima de 2A,a vacina para os sorogrupos A e C é administrada em dose única,enquanto que a
imunização para o sorogrupo B ne...
3-uso de AAS por tempo prolongado (pacientes com D.de Kawasaki,etc) para impedir a S.de Reye.
4-Em algumas situações,crian...
E5b-Gamaglobulina ou Ig Standard.
Usada para imunização passiva de seres humanas ou como reposição para
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Imuno ii  imunógenos e imunizaçòes
Imuno ii  imunógenos e imunizaçòes
Imuno ii  imunógenos e imunizaçòes
Imuno ii  imunógenos e imunizaçòes
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Imuno ii imunógenos e imunizaçòes

  1. 1. IMUNO II Imunógenos e Imunizaçòes ------------------------------------------------ A-Definição. --------------- Imunogenicidade refere-se à capacidade de uma substância (imunógno) induzir resposta imune.Esta caracteriza-se pela indução de LyB a produzir atc e de LyT a produzir citocinas. Antigenicidade refere-se à capacidade de uma substância (atg) induzir resposta imune e reagir com os receptores de atg (atc) produzidos por plasmócitos (após estimulação de LyB) e com os LyT (receptores de atg na sua superfície).Imunogenicidade e antigenicidade são praticamente sinônimos. B-Grau de imunogenicidade: ----------------------------------- Depende de : -procedência estranha -complexidade química -tamanho do atg -capacidade de degradação -via de administração -natureza do hospedeiro -dose do atg. B1-Procedência estranha: ------------------------------- Quanto maior a distância filogenética (dissemelhança) entre a fonte de atg e o animal que está sendo imunizado maior a possibilidade de sucesso da imunização.Assim,o soro equino é mais imunogênico para o ser humano que o de primatas babuínos. B2-Complexidade química: --------------------------------- A diversidade química permite a formação de numerosas estruturas diferentes = epítopos = que são as unidades contra as quais os atc são dirigidos.Quanto mais variada a composição de epítopos de um atg maior a probabilidade de um indivíduo reagir a um ou mais de seus epítopos. As proteínas são mais potentes imunógenos porque sua complexidade estrutural permite a existência de numerosos epítopos. Polissacarídos são atg fracos ou sequer o são. Ac.nucleicos puros não são imunogênicos mas se combinados com proteínas básicas podem atuar como imunógenos. B3-Tamanho do atg: ------------------------- Quanto maior,maior a possibilidade de mais e variados epítopos. B4-Capacidade de degradaçào: -------------------------------------
  2. 2. Moléculas que não são biodegradáveis,como partículas de poliestireno e asbesto,não são imunogênicas porque não podem ser processadas por células fagocíticas do hospedeiro. B5-Via de Imunização: ---------------------------- As vias SC e IM sào as melhores para induzir resposta imune.As injeções EV podem impedir ou minimizar a resposta imune. B6-Natureza do hospedeiro: --------------------------------- Animais imaturos ou aqueles com espectro limitado de resposta a atg em virtude de sua constituição genética,podem não responder a certos atg,especialmente aos mais fracos como os polissacárides. B7-Dose do atg: -------------------- Doses mínimas podem não despertar resposta imune MAS doses excessivas ou muito repetidas de atg podem comprometer a resposta imune,particularmente no caso de atg polissacárides. C-Nomenclatura: -------------------- C1-Atg TD (timo-dependente) e TI (timo-independente). ---------------------------------------------------------------------- Embora a maioria dos atg possa depender,em certo grau,do auxílio de LyT para desencadear resposta imune,os atg que possuem um componente proteináceo são protótipos de atg TD,o que significa que,na verdade,o LyB que sintetiza o atc não pode faze-lo efetivamente sem o auxílio de LyT.Esse auxílio é provido por citocinas secretadas pelos LyT após contacto com com o atg. Os polissacarides e outras moléculas com número limitado de sítios determinantes (epítopos) estimulam a produção de atc pelos LyB sem a cooperação de LyT Os atg TI podem ser do tipo TI.l e TI.2 Os atg TI.l como o lipopolissacáride bacteriano,funcionam como mitógenos e atuam em numerosos LyB (são ativadores policlonais de LyB) incluindo até mesmo aqueles que não estão comprometidos na produção de atc contra o atg TI.l Os atg TI.2 apresentam multiplas repetições de seus epítopos e estabelecem ligações cruzadas com numerosos receptores de atg na superfície de LyB,induzindo assim a proliferação dessa população específica de LyB. Os atg TI podem ser convertidos num estado TD através do seu acoplamento a um atg TD pré- existente.Uma vantagem dessa propriedade é que as injeções de reforço de um atg TD estimulam o reforço pronunciado de níveis de atc,constituindo uma resposta anamnéstica enquanto que as injeçoes de atg TI carecem dessa ação Alguns atg TD e TI ------------------------ Característica. TD TI.1 TI.2 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
  3. 3. Natureza química proteína poliacaridio (LPS) polisac.polimérico Classe de Ig todas só IgM IgM e IgG Resposta anamnéstica SIM não não Hipersensibilidade tardia SIM não não Mitógeno de LyB Não SIM não C2-Superantígeno: ---------------------- São potentes mitógenos de LyT e,por isso,deveriam ser chamados de supermitógenos. Podem deflagrar mitose de LyT CD4+ na ausência de processamento de atg. Os super-atg ligam-se a região variável da cadeia beta do receptor de LyT (receptor de atg) e , simultaneamente a moléculas da classe II MHC (HLA) fora de sua fenda de apresentação de epítopo.Essa ligação cruzada constitui um poderoso sinal para mitose.Como os super-atg reagem com muitas cadeias beta de receptores de diferentes LyT,são capazes de ativar uma grande população destes últimos ( até 20% de todos os LyT do sangue periférico podem ser ativados por um único super-atg ). Entre os exemplos de super-atg destacam-se as enterotoxinas e as toxinas da síndrome de choque séptico produzidas pos S.aureus.Essas moléculas são capazes de induzir a liberação de grande quantidade de citocinas dos LyT tais como a IL.1 e o TNF que,por sua vez,contribuem para a patologia tissular local observada nas doenças estafilocócicas. C3-Atg heterófilos (heterogenéticos): --------------------------------------------- Atg amplamente distribuído por toda árvore filogenética.Esses atg frequentemente constituem a base de reações cruzadas sorológicas que ocorrem quando um atc contra determinado atg reage,inesperadamente,contra um atg aparentemente não relacionado,o qual,na verdade,tem os mesmos epítopos compartilhados. C4-Epítopos (determinantes antigênicos). --------------------------------------------------- São aglomerados peculiares de grupos químicos que atuam como sítios de estimulação de LyB e T : são locais do atg com os quais reagem atc e receptores de LyT. Epítopo (determinante antigênico) ,e a porção de um atg com a qual reagem os atc e receptores de LyT. C4a-Estrutura: ----------------- -Tamanho : são constituídos de 4 ou 5 AA. -Configuração: .Lineares:estrutura contínua como uma sequência de AA de uma proteína .de configuração :AA adjacentes na estrutura dobrada (espacial) da proteína -Sítio: alguns epítopos estão na superfcíe do atg (epítopos topográficos) e,outros são internos : estes são expostos apenas quando o atg foi parcialmente degradado in vivo por macrófagos de processamento de atg. C4b-Função: -------------- -determinam a especificidade da molécula de atg. -atg que tem epítopos semelhantes ou iguais são chamados atg de reação cruzada. -os epítopos de um atg não são igualmente eficazes na estimulação da resposta imune.Epítopo imunodominante é aquele que que domina a resposta imune e foram encontrados na extremidade terminal
  4. 4. dos atg polissacáridos dos grupos sanguíneos.(nem sempre esses imunodominantes são encontrados na extremidade de uma molécula). C5-Valência do atg: ----------------------- Os atg são multivalentes,,isto é,a molécula possui certo número de diferentes epítopos.Cada molécula de atc reage com um único epítopo e,sendo assim,um atg é capaz de desencadear a produção de vàrias moléculas de atc,cada uma com sua própria especificidade. C6-Alterações da antigenicidade: -------------------------------------- As moléculas de atg podem ser artificialmente alteradas.Os epítopos podem sofrer adição,deleção ou trocas de AA. C7-Haptenos: ---------------- Um método para aumentar o número de epítopos de um atg é acoplar um hapteno à sua molécula . Haptenos são pequenas moléculas imunogênicas (baixa imunogenicidade) que podem contribuir para aumento da especificidade do atg C8-Adjuvantes: ------------------- Determinam estimulação inespecífica da resposta imune além de: -atuar como depósito e aumentar o período de exposição ao imunógeno liberando pequenas quantidades de atg no ambiente fisiológico do animal,o que equivale à uma série de pequenas injeções de reforço. -alguns adjuvantes podem amplificar a proliferação de células de processamento de atg (macrófagos) enquanto outras amplificam a proliferação de células imunologicamente reativas,isto é,LyB e LyT. D-Resposta primária e resposta secundária: ---------------------------------------------------- -Resposta primária:a introdução de um atg no organismo virgem para o mesmo,desperta nesse organismo uma série de reações,entre as quais a resposta pouco intensa e pouco duradoura de formação de atc.Por outro lado,porém,desperta o fenomeno de memória imunológica. -Resposta secundária;a introdução do mesmo atg algum tempo depois (dias ou meses ),despertará,agora, no organismo,uma intensa reação imune com formação maciça e duradoura de ac.(em alguns casos para toda vida). E-Imunoprofilaxia: ---------------------- E1-Os tipos de imunidade existentes: -------------------------------------------- E1a-IAAA:imunidade ativa artificialmente adquirida. ----------------------------------------------------------------
  5. 5. São as vacinas.O aparecimento de atc é lento,provocam poucas reações adversas e,são de longa duração.Sào usadas para proteção individual e da comunidade. Elb-IPAA:imunidade passiva artificialmente adquirida: ------------------------------------------------------------------ São os soros e as gamaglobulinas hiperimunes.Os atc estão "prontos" sendo portanto de ação imediata mas,como não são produzidos pelo organismo,rapidamente desaparecem da circulação.Provocam mais efeitos colaterais e reaçoes adversas que as vacinas.São usados basicamente na proteção individual. Elc-IANA:imunidade ativa naturalmente adquirida: -------------------------------------------------------------- Resulta do contacto com o atg naturalmente,com ou sem doença clinicamente manifesta. Eld-IPNA:imunidade passiva naturalmente adquirida: ----------------------------------------------------------------- Os atc "prontos"atingem naturalmente o indivíduo.É o caso dos atc transplacentários e os do LM. E2-Imunização ativa: -------------------------- Utiliza vacinas,isto é,microorganismos vivos atenuados ou mortos ou,ainda,seus subprodutos para induzir imunidade.As próprias células do indivíduo vacinado contribuem ativamente para a imunidade.A imunização só é completa quando essas células estiverem totalmente ativadas. A imunidade é de longa duração e geralmente reativada por doses de reforço do atg.Essa reativacão é praticamente desprovida de riscos.São ativados tanto LyB como LyT.É um procedimento profilático que protege o indivíduo mas,visa fundamentalmente proteger a comunidade. E2a-Imunoterapia ativa nas doenças infecciosas e toxi-infecciosas: -------------------------------------------------------------------------------- E2a1-Toxi-infecções: ------------------------- Bactérias que produzem exotoxinas como o C.tetanii ;C.diphteriae e S.aureus .São usadas anatoxinas (toxóides) . Anatoxina ou toxóide é a toxina inativada pelo formaldeído a temperatura adequada perdendo o poder patogênico mas mantendo o imunogênico.Para maior eficácia são precipitadas por adjuvantes,geralmente o alúmen ou o adjuvante de Freund.A injeção desse preparado (vacina) induz o aparecimento da antitoxina correspondente que é o atc. E2a2-Infecções bacterianas agudas: ------------------------------------------- Embora sejam consideradas toxi-infecções não produzem exotoxinas .Exemplos: coqueluche,peste,carbúnculo,etc.O atg utilizado é geralmente a fração lipossacarídica das endotoxinas dos germes. E2a3-Infecções bacterianas de curso crônico: ------------------------------------------------------ Tifo,para-tifo,Tb,brucellose,etc.As vacinas são geralmente produzidas por suspensões de germes mortos ou atenuados por substâncias químicas e outras técnicas. E2a4-Viroses e ricketsioses: ---------------------------------- O atg é em geral a desoxirribonucleoproteína dos ácidos nucleicos.A maioria dos vírus apresenta imunidade do tipo celular.O vírus da pólio dá imunidade celular a nível intestinal e ainda , imunidade humoral E2b-AS VACINAS: ----------------------- E2bl-Agentes imunizantes: --------------------------------
  6. 6. E2bla-Natureza: ------------------- A vacina é um produto farmacêutico que contém um ou mais agentes imunizantes (vacina isolada ou combinada) em diversas formas biológicas,quais sejam:bactérias ou vírus atenuados,vírus inativados,bactérias mortas,compoentes químicos purificados e modificados extraídos dos agentes causadores das doenças,etc. E2b1b-Composição: ------------------------- O produto final contém,além do imunógeno: -Fluído de suspensão: geral AD ou SF.Pode conter proteínas ou outros componentes originados dos meios de cultura de células utilizadas no processo de produção da vacina. -Preservativos,estabilizadores e antibióticos:pequenas quantidades de substâncias tais como mercuriais e antibióticos,além de outras,são necessárias para evitar o crescimento de contaminantes (bactérias ou fungos).Estabilizadores (nutrientes) são utilizados para vacinas que possuem microrganismos vivos atenuados.Manifestações alérgicas podem ocorrer se o receptor for a sensível a um ou mais destes elementos.Sempre que possivel ,estas reações devem ser previstas pela identificação da hipersensibilidade específica a certos constituintes das vacinas.Os antibóticos mais usados são a neomicina e kanamicina. -Adjuvantes : geralmente compostos do Al .A vacina do tétano e da difteria contém alúmen. E2b1c-Origem dos produtos: ----------------------------------- Laboratórios nacionais e estrangeiros.Embora a maioria dos produtos seja produzida à partir de cepas iniciais padronizadas provenientes de instituições de referência da OMS e,os meios de cultura estejam padronizados,existem peculiaridades no processo de produção de cada laboratório ou mesmo substâncias químicas acessórias que podem ser diferentes.esses fatores, eventualmente,contribuem para que as vacinas variem discretamente no seu aspecto (presença de floculação) ou coloração (a vacina do sarampo,por exemplo,após reconstituição,por vezes apresenta tonalidades que vão do róseo ao amarelo). E2b1d-Controle de qualidade: ------------------------------------ Realizado pelo laboratório produtor,obedece aos critérios da OMS.Cada lote inicial,após aprovação nos testes de controle do laboratório produtor ,é submetido a analise pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) do Ministério da Saúde.Após,a vacina é liberada para uso. E2b1e-Conservação: ------------------------- Os agentes imunizantes devem ser conservados em temperaturas adequadas com as especificidades do produtor.Geralmente em geladeira ,não no cogelador, entre 2 e 8 graus C. Algumas vacinas ,se congeladas perdem a eficácia. E2b2-Pessoa a ser vacinada. ---------------------------------- O programa de imunizações visa,em primeira isntância,a ampla extensão de cobertura vacinal,para alcançar adequado grau de proteção imunitária da população contra doenças transmissíveis abrangidas pelo PNI.Entretanto,observa-se com frequência,a ocorrência de contra-indicações desnecessárias baseadas em conjecturas teóricas ou em conceitos desatualizados,com perda da oportunidade do encontro da criança com o serviço de saúde e consequente comprometimento da cobertura vacinal. E2b2a-Contra-indicações gerais: --------------------------------------- As vacinas de bactérias atenuadas ou vírus vivos atenuados,em principio,não devem ser administradas a pessoas: -com imunodeficiência congênita ou adquirida. -com neoplasia maligna. -com Tb ativa (discutível)
  7. 7. -em tratamento com corticóides em altas doses (equivalente a prednisona na dose de 2mg/kg/dia ou de 20mg/dia em adultos ,por mais de 2 semanas). -submetidas a outras terapias imunossupressoras como quimioterapia antineoplásica,radioterapia,etc. -grávidas (salvo situação de alto risco de exposição a algumas doenças virais imunopreviníveis como Febre Amarela,Polio ou Sarampo) Ressalte-se que,mesmo em paises onde o abortamento por possível infecção in útero conta com o respaldo legal,a vacinação inadvertida durante a gravidez não constitui indicação para a sua interrupção.Lembrar que a vacinação anti-tetânica faz parte dos cuidados pre-natais à gestante. NOTA.1-A SBP recomenda não vacinar com BCG-ID as cranças acometidas de AIDS que sejam clínica e laboratorialmente positivas.As demais vacinas são feitas normalmente. NOTA.2-Desnutridos devem receber todas as vacinas do calendário. E2b2b-Situações em que se recomenda o adiamento da vacinação: ------------------------------------------------------------------------------- -até 3M após o tratamento com imunossupressores ou com corticóides em doses altas.Esta recomendação é válida inclusive para vacinas de componentes e de organismos mortos ou inativados,pela possível inadequação da resposta. -administração de sangue ou derivados,devido à possibilidade de que os atc presentes nesses produtos neutralizem o atg vacinal.Esta recomendação é válida para vacinas como as do sarampo,caxumba e rubéola . As vacinas contra caxumba e rubéola não devem ser administradas nas duas semanas que antecedem ou até 3M após o uso de sangue e derivados. Quanto a vacina contra o sarampo ,a interferência com a resposta imunológica pode ser mais prolongada .(ver tabela adiante) -durante a evolução de doenças agudas febrís graves,sobretudo para que seus sinais não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis efeitos adversos da vacina. E2b2c-Falsas contra-indicações à vacinações: ------------------------------------------------------- -afecções comuns como doenças infecciosas ou alérgicas do trato respiratório superior com tosse e/ou coriza,diarréia leve ou moderada,doenças da pele (impetigo esparso,escabiose,etc). -história e/ou diagnóstico clínico pregressos Tb,HVb,coqueluche,difteria,tétano,pólio,sarampo,rubéola,caxumba e febre amarela,no que diz respeito à aplicação das respectivas vacinas. -desnutrição. -uso de qualquer tipo de antimicrobiano. -vacinação contra a raiva, -doença neurológica estável (ex:convulsão controlada) ou pregressa com sequela presente. -tratamento sistêmico com corticóides nas seguintes situações: curta duração (inferior a 2S) independente da dose,doses baixas ou moderadas independente do tempo;tratamento prolongado em dias alternados com corticóides de ação curta ;doses de manutenção fisiológicas. -alergias,exceto as relacionadas aos componentes da vacina, -prematuridade ou baixo peso ao nascer.Não se deve adiar o inicio da vacinação.Em relação ao BCG-ID não se recomenda vacinar com menos de 2kg, -internação hospitalar.Esta é uma ótmia oportunidade para regularizar o esquema de vacinações,desde que não haja contra-indicação formal. E2b2d-Associação de vacinas: ----------------------------------- A administração de vários agentes imunizantes em um mesmo atendimento é conduta indicada e econômica que,além de facilitar a operacionalidade do sistema,permite,num reduzido número de contactos da pessoa com o serviço,imunizar contra um maior número de doenças. No caso das vacinas do PNI,as associações possíveis não aumentam a ocorrência de efeito adverso e nem comprometem o poder imunogênico que cada agente possui quando administrado individualmente.Na verdade,estudos epidemiológicos ,confirmaram que quando dadas associadamente,uma vacina potencia o efeito anticorpogenico da outra ainda que não tenham resposta cruzada. A associação pode ser: -Vacinação COMBINADA :quando dois ou mais agentes imunizantes são administrados em uma mesma prearação.São exemplos a DTP,MMR,DT,Sabin,etc.
  8. 8. -Vacinação SIMULTÂNEA : quando várias vacinas são administradas num mesmo momento por vias diferentes ou locais diferentes.Assim em um mesmo atendimento podemos aplicar,por exemplo: BCG- ID , HVB,Sabin,etc. E2b2e-Situações especiais: -------------------------------- E2b2e1-Surtos ou epidemias: ----------------------------------- Na vigência de surto ou epidemia de doenças abrangidas pelo PNI podem ser desencadeadas medidas de controle,tais como vacinação em massa da população alvo (exemplos;Estado, Municipio,Creche) e que não precisam estar implícitas na Norma de Vacinações (exemplo:extensão da faixa etária,doses de reforço,etc). E2b2e2-Campanha e/ou intensificação da vacinação: --------------------------------------------------------------- São estratégias que visam o controle de doenças de maeira intensiva ou extensão de cobertura vacinal para complementação do serviço de rotina. Na campanha e na intensificação as orientações para execução da vacinação são adequadas à estratégia em questão e também não necessitam estar prescritas na Norma de Vacinações. E2b2e3-Vacinação do escolar/estudante. ------------------------------------------------- A frequência à escola permite a atualização do esquema vacinal de crianças , adolescentes e adultos.Nesse sentido o momento de ingresso representa,em questão de estratégia,uma oportunidade para a atualização. E2b2e4-AIDS: ------------------ Já dissemos que crianças clinica e laboratorialmente positivos para AIDS não devem receber apenas a BCG-ID.Assim,nesses pacientes a vacina Sabin não é contraindicada MAS,havendo disponibilidade da vacina com virus inativado (Salk) deve-se dar preferência a esta. E2b2f-Eventos adversos pós-imunizações -------------------------------------------------- Apesar dos cuidados descritos,os produtos utilizados nas vacinas podem produzir efeitos indesejáveis.A incidência desses efeitos varia conforme as características dos produtos,da pessoa a ser vacinada e do modo de administração. Algumas manifestações são esperadas após o emprego de determinadas vacinas e,geralmente benignas,correspondem a disturbios passageiros e a leve desconfôrto,com evolução auto- limitada (febre após DTP,por ex).Raramente,porém,podem ocorrer reações mais graves,levando a compromisso temporário ou permanente da função seja local,neurológica ou de forma sistêmica,capaz de motivar sequelas e mesmo óbito.Convém esclarecer que nem sempre os mecanismos fisiopatológicos de tais eventos são conhecidos.Havendo associação temporal entre a aplicação da vacina e a ocorrência de determinadas manifestaçoes,considera-se possível a existência de um vínculo causal.Convém lembrar que é sempre possível a coincidência.O Sistema de Investigação de eventos adversos pós-vacinações desde l984 está instituído no estado de São Paulo.Para esse orgão devem ser notificados os eventos pós-vacinais moderados ou graves,locais ou sistêmicos,por meio de ficha específica. E2c-CALENDÀRIO VACINAL DO ESTADO DE SÀO PAULO. (2010). ----------------------------------------------------------------- Ao nascer BCG-ID+ Anti-HVB
  9. 9. 2M DTP+Sabin+Anti-HVB+Hib+Rota+Pneumo-10-Val. 3M Mgo-C 4M DTP+Sabin+Hib+Rota+Pneumo-10-Val 5M Mgo-C 6M DTP+Sabin+Hib+Pneumo-10-Val 9M Febre Amarela. 12M MMR+Mgo-C 15M DTP+Sabin+Pneumo-10-Val 5-6A DTP+Sabin+MMR l5A dT -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- .Para prematuros,respeitando o peso,as vacinas são feitas na mesma idade cronológica dos de termo. .após os l5A,reforço da dT a cada 10A por toda vida.Em caso de gravidez ou na profilaxia do Tétano frente a alguns ferimentos o intervalo baixa para 5 anos .Febre Amarela:para situações ou regiões em que há indicação,com reforços a cada 10A. No momento os estados onde a doença é endêmica: AP,TO,MA,MT,MS,RO,AC,RR,AM,PA,GO e DF. Áreas de transição : alguns municípios do PI,BA,MG,SP,PR,SC e RS..Áreas de risco potencial : alguns municípios da BA,ES,MG. .O intervalo mínimo entre a 1ª e 2ª dose de HVB é de 1M .O intervalo mínimo entre a 2ª e 3ª dose de HVB é de 2M .Idade máxima para 1ª dose de Rota é com 3M7d .Idade máxima para 2ª dose de Rota é com 5M15d .Intervalo mínimo entre as ROTA= 1M -A vacina Anti-mgo-C está liberada no Calendário para crianças até 2 anos de idade.Entretanto deve ser aplicada até aos 5 anos em crianças com S.Down que não a fizeram . Também deve ser aplicada em situações como = asplenia anatômica ou funcional , imunodeficiências congênitas humorais , com complemento e de lecitina fixadora de manose, pessoas menores de 13 A c/ HIV, implante de cóclea e doenças de depósito E2d-CALENDÁRIO do Programa Nacional de Imunizações -2006 -Este calendário é semelhante ao do Estado de São Paulo (acima), entretanto preconiza : 1-segunda dose da HVB com 1M de idade 2-segunda dose da Febre Amarela aos 10 anos de idade .(regiões endêmicas) E2e-CALENDÁRIO de IMUNIZAÇÕES para Crianças da SBP. 2009 Ao nascer HBV + BCG-ID 1M HVB 2M Sabin (OPV) ou Salk (IPV) +DTP ou DTPa + HiB + ROTA + Pneumocócica conjugada 3M Meningo conjugada tipo C 4M Sabin ou Salk +DTP ou DTPa +HiB+ROTA+ Pneumo conjugada 5M Meningo conjugada tipo C 6M Sabin ou Salk +DTP ou DTPa + HiB+ Pneumo conjugada + ROTA (* pentaval.) +Influenza 7M Influenza 9M Febre Amarela 12M MMR+Varicela+HVA+Meningo conjugada tipo C 15M Sabin ou Salk +DTP ou DTPa +HiB*+ Pneumo conjugada
  10. 10. 18M HVA 4-6 A Sabin ou Salk + DTP ou DTPa + MMR+Varicela 9-10 A HPV 14-16 A dT ou dTPa 1- A HVB deve ser aplicada nas primeiras 12h de vida.A 2ª dose pode ser feita c/ 1 ou 2M de idade. Crianças com Pn = ou < 2kg ou com IG<33S devem receber 4 doses da vacina (0,1,2 e 6M de idade) . Crianças e adolescentes não vacinados no esquema citado devem receber a vacinação no esquema 0-1-6M e a vacina combinada HVA+HVB pode ser utilizada nesses indivíduos com o mesmo interstício (0,1,6M) 2-BCG-ID : aplicada em dose única , exceto para comunicantes domiciliares de hanseníase (independente da forma clínica) c/ intervalo mínimo de 6M após a primeira dose. 3-ROTA : 3a-A vacina monovalente humana (que é a do Calendário de SP e do PNI) deve ser administrada aos 2 e 4M de idade. -Idade máxima da 1ª dose= 3M7d -Idade máxima da 2ª dose =5M15d -Intervalo mínimo entre as doses = 1M 3b-A vacina pentavalente bovina deverá ser aplicada em 3 doses (2,4,6M de idade). -a primeira dose deve ser aplicada no máximo até 12S -a terceira dose deve ser aplicada no máximo até 32S -o intervalo mínimo entre as doses é 1M 4-DTP (células inteiras) é eficaz e bem tolerada . Quando possível (ou necessário) aplicar a DTPa (acelular) devido à menor reatogenicidade. 5- HiB: se for aplicada a vacina conjugada HiB/DTPa , uma quarta dose da HiB deve ser feita aos 15M. 6-IPV (Pólio inativada) : A IPV pode substituir a OPV (Sabin) em todas as doses, preferencialmente na duas primeiras .Independente de qualquer esquema recomenda-se que todas as crianças recebam a Sabin nos dias nacionais de vacinação. 7-Meningo conjugada tipo C : -Recomenda-se duas doses da vacina no primeiro ano de vida e um reforço aos 12M de idade. Após os 12M de idade deve ser aplicada em dose única. 8-Influenza vírus: -recomenda-se a vacina aos 6M e 5 A de idade. A primovacinação em crianças menores de 9 A deve ser feita em 2 doses com intervalo de 1M. 9-Febre Amarela. -As mesmas indicações citadas nos Calendários de SP e do PNI 10-MMR -A segunda dose pode ser aplicada aos 4-6 A de idade ou nas campanhas de seguimento. -Todas as crianças ou adolescentes devem receber duas doses de MMR com intervalo mínimo de 1M 11-Varicela: -A segunda dose deve ser aplicada entre 4-6 A. O intervalo mínimo é de 3M. 12-HPV: -Existem duas vacinas disponíveis contra o HPV no mercado administradas em 3 dose ( no esquema De intervalo 0-1 a 2M- 6M) à partir dos 9-10 A de idade,de acordo com o fabricante.
  11. 11. 13- dTPa no lugar da dT. -A dTPa pode ser usada como alternativa para a dT (dos calendários de SP e PNI) representando proteção adicional contra a Coqueluche E2f-ESQUEMA DE VACINAÇÕES para pessoas com 7A ou mais de idade (sem comprovação de vacinação anterior ) (SP) -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Nota: caso a pessoa apresente documentação com esquema vacinal incompleto,é suficiente completar o esquema já iniciado. Intervalo entre as doses Vacina Esquema ----------------------------- --------------------------- --------------------------------- Primeira visita BCG-ID Dose única MMR Dose única dT Primeira dose Sabin Primeira dose. 2M após a primeira dose dT Segunda dose Sabin Segunda dose Febre Amarela Dose inicial 6M após a segunda dose dT Terceira dose Sabin Terceira dose A cada 10A e por toda vida dT Reforço. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Nota 1-As vacinas BCG,MMR e Sabin são indicadas prioritariamente para pessoas com até 15A. Nota 2-A vacina da Febre Amarela só para regiões onde houver indicação e com reforços a cada 10A. Nota 3-Em caso de gravidez e na profilaxia do tétano após alguns tipos de ferimentos,devemos reduzir o intervalo de 10 para 5A. E2g-Calendário para Adolescentes (9 aos 19 A) –SBP.2008 HVB- Esquema completo com 3 doses.não é necessário repetir. Esquema incompleto = completar o e esquema de 3 doses. Não vacinado= 3 doses dT ou dTPa - Esquema completo da infância.Não é preciso repetir Esquema incompleto = completar 3 doses com intervalo de 2M Não vacinado = 3 doses Reforço a cada 10 anos IPV- Esquema completo na infância (vacinação de base) c/ OPV ou IPV não precisa repetir Os que não receberam a vacinação de base devem receber 3 doses de IPV com intervalo mínimo de 4S entre as doses. E2e-A vacinação contra a Tuberculose: ----------------------------------------------- -Produto: vacina BCG liofilizada ,obtida por Calmette e Guérin através da atenuação do Mycobacterium bovis. A reconstituição deve ser cuidadosa até obter-se completa homogeínização.
  12. 12. -Idade para vacinação:a partir do nascimento.Indivíduos de qualquer idade podem ser vacinados. -Dose: dose única de 0,1ml em qualquer idade. -Via de aplicação:rigorosamente ID e,por convenção,na inserção inferior do deltóide do braço direito. Seringas e agulhas apropriadas.. -Contra-indicações:seguir as recomendações em relação às contra-indicações gerais das vacinas.Embora não constituam contra-indicações absolutas recomenda-se adiar a vacinação nos seguintes casos:afecções dermatológicas extensas em atividade e RN com peso inferior a 2Kg. -Evolução da reação vacinal:nódulo no local da aplicação que evolui para úlcera e crosta,com duração média de 6 a 10 semanas,resovendo-se habitualmente em pequena cicatriz.Pode ocorrer secreção durante a fase de ulceração.A demora desde a aplicação da vacina até o inicio da lesão vacinal corresponde grossomodo ao PI da Tb nativa uma vez que a inoculação é na verdade a provocação de uma primo- infecçao tuberculosa atenuada no braço da criança.O PI da Tb é de cerca de 2 a l2S. -Conservação da vacina:em geladeira entre 4 a 8 graus C.A vacina inativa-se rapidamente quando exposta a raios solares diretos mas a luz artificial não causa danos.Após a reconstituição deve ser utilizada no mesmo dia de trabalho (prazo de 8h) se conservada em temperatura adequada,inutilizando-se as sobras ao fim do expediente. -Prazo de validade:consta das instruções que acompanham cada lote e deve ser respeitado rigorosamente. -Test tuberculínico:é dispensável sua realização previamente ou pós BCG. -Resistência Natural `Tb: foi comprovado que determinados indivíduos tem uma resistência natural à Tb,localizando o processo na porta de entrada (primo-infecção),sem disseminação e sem manifestações importantes da doença.Isto pôde ser bem observado antes do advento do tratamento antitubercul;oso específico,quando numa mesma habitação ou comunidade uns adquiriam a doença e até morriam do mal,enquanto outros,apesar da permanente exposição,sequer ficavam doentes.Isto explica porque a Tb nessas épocas não dizimou as populações.A resistência ou imunidade naturalmente e ativamente adquirida provavelmente era induzida pelo contacto frequente com formas atenuadas do bacilo (atenuadas espontaneamente) ou ainda por questões ligadas ao sistema imune do indivíduo. -Imunidade ativa vacinal: parece ser do tipo celular.O BCG é obtido através do bacilo tubercloso bovino (Calmett e Guerin) atenuado por 230 repicagens da amostra original,durante 13A,em meio contendo batata e bile de boi glicerinada.O BCG,cepa Moureau (Arlindo de assis) é pouco alergenico e suficientemente imunogênico,sendo a que causa menor número de complicações .O BCG não previne a infecção pelo bacilo selvagen mas limita a proliferação e disseminação do mesmo através sensibilização de macrófagos.Embora ainda haja controvérsias quanto a se o BCG protege ou não,é indiscutível que as complicações mais temíveis como ameningo-Tb e outras formas de disseminação hematogênica praticamente despareceram frente a vacinação em massa das crianças. -Supondo que uma criança recebeu BCG-ID antes de lM de idade ,corretamente e,6M depois não apresenta cicatriz de pega deverá então receber nova dose de BCG-ID. -Supondo que 6M após essa segunda vacinação a criança continua a não apresentar cicatriz de pega,a mesma deverá ser considerada imunizada não devendo receber a terceira dose. Estudos in vitro respaldam essa conduta. -O Ministério da Saúde indica o reforço da vacina BCG .Por haver controvérsia em relação à Secretaria de Saúde do Estado decidiu-se ,por ora, não adita-la no calendário vacinal atual.Entretanto em municípios selecionados a partir de critérios epidemiológicos e operacionais,analisados conjuntamente pela Secretaria de Saúde do Estado e do Município,este reforço poderá ser aplicado,preferencialmente entre 12-14A de idade. -
  13. 13. E2f-Vacinação combinada contra Difteria,Tétano e Coqueluche: ------------------------------------------------------------------------------ E2f1-Características gerais: ---------------------------------- -Produto:vacina Tríplice bacteriana.Associação de toxóide difterico,tetânico e Bordetella pertussis inativada. -Idade: dos 2M até 6A11M. -Doses e intervalos: .vacinação básica:3 doses com intervalo de 60 dias (mínimo de 30) .a criança não estará imunizada enquanto não completar a vacinação básica (não há intervalo máximo entre as doses recomendando-se ,porém,que a vacinação básica seja completada o mais rapidamente possível).Se uma criança não iniciar ou não completar a vacinação básica até a idade de 6A11M,as doses necessárias serão aplicadas com a vacina dT em lugar da DTP. -Doses normais de reforço: .Primeiro reforço:uma dose 6 a 12M após o término da vacinação básica .Na verdade o primeiro reforço pode ser administrado em qualquer idade observando-se o intervalo mínimo de 6M após a última dose da vacinação básica. .Segundo reforço:uma dose aos 5 ou 6A de idade. Caso a criança esteja com 5A ou mais e não tenha recebido o primeiro reforço,não é necessário administrar 2 reforços e sim apenas um na ocasião do atendimento,seguindo-se o esquema de uma dose de dT a cada 10A. .Outros reforços:seguir a orientação para a vacinaçào contra a difteria e o tétano.Substituir a vacina DTP pela dT nos indivíduos acima de 7A.A cada 10A reforço com dT. -Doses eventuais de reforço: .Da Difteria:havendo contacto com doente de difteria a criança pode,conforma norma própria,receber uma dose de reforço da vacina DTP ou DT até aos 6A11M ou da dT a partir dos 7A. .Ferimentos:sempre que houver ferimento suspeito,levar em conta as instruções indicadas no ítem relativo a profilaxia do tétano após ferimentos.De acordo com a idade deve-se dar preferência a DTP ou dT em relação ao TT (toxóide tetênico isolado). Via de aplicação:IM profunda na região glútea ou vasto lateral da coxa. -Contra-indicações: A vacina DTP é contraindicada em crianças com quadro neurológico em atividade e naquelas que tenham apresentado,após sua aplicação,qualquer das seguintes manifestações: .convulsões até 72h após a aplicação da vacina .colapso circulatório com estado tipo choque hipotônico-hiporresponsivo,até 48h após a aplicação da vacina. .encefalopatia nos primeiros 7d após a aplicação da vacina. .reação anafilática. NOTA: Nas tres primeiras situações acima,em face da contraindicação da DTP usaremos a DT.Se houver disponibilidade da tríplice com componente pertussis acelular (DPaT) esta poderá ser utilizada nas crianças que apresentaram convulsão ou sindrome hiporresponsivo. Nos casos de reação anafilática,a contraindicação é para todos os componentes tanto DTP como DPaT Nas crianças com história pessoal e familiar de convulsão,e nas que tenham apresentado febre maior que 39,5 ou choro intenso e incontrolável após a dose anterior da DTP,recomenda-se a administração de antitérmico/analgésico,no momento da vacinação e com intervalos regulares nas 24-48h seguintes Deve-se sempre afastar a coincidência de outras causas de febre com a vacinação. Não há contra-indicações da vacina DTP em convulsivos prévios controlados ou crianças com doença neurológica também controlada. -Conservação da vacina: Em geladeira a 2 a 8 graus C.O congelamento da vacina (zero graus) inativa os componentes da vacina..Os frascos multidoses,uma vez abertos,podem ser utilizados até o prazo de
  14. 14. validade da vacina desde que mantidos a temperatura referida e adotados cuidados que evitem sua contaminação. -Prazo de validade:Consta das instruções que acompanham cada lote de vacina. E2f2-A vacina DPaT: -------------------------- Contém atg solúveis de Bordetella pertussis Pa significa:Pertussis acelular Os principais componentes da vacina acelular são: -toxóide de Bordetella pertussis (derivado da endotoxina) -hemaglutinina filamentosa (organela de adesão) -A vacina Pa é menos tóxica que a comum (de células inteiras) E2f3-Algumas considerações sobre o componente Diftérico: ------------------------------------------------------------------------ A imunidade conferida pela imunização antidiftérica ,de acordo com a técnica prescrita em nosso meio (3 doses com intervalo de 2M entre elas) confere uma resposta rápida com formação de atc protetores em alto nível.Porém,a duração é que tem sido variável de meses a anos:quando há revacinação os resultados são melhores.Assim,pela ausência de estímulo natural (baixa incidência de difteria atualmente) se não forem feitas revacinações (reforços) o indivíduo se torna susceptível. A potência do toxóide diftérico é medida em unidades-limite de floculação (Lf).As vacinas DTP e DT usadas no Brasil contém 20 a 30U Lf enquanto que a dT contém apenas 2U Lf.Estudos da resposta sorológica indicam uma taxa de proteção de 54 a 78% que,embora não alcance 100% é considerada bastante elevada.A resposta é boa desde o nascimento mesmo na presença de antitoxinas transplacentárias.A imunidade é de natureza humoral,constituída por dois tipos de atc:contra os atg K da parede da bactéria (cepa-específicos) e contra determinantes antigênicos da toxina diftérica (a vacina produz apenas estes) (na imundade natural ocorrem os dois).Esses atc são constituídos por IgG,IgM e IgA.Não se conhece rigorosamente o tempo de duração da imunidade conferida tanto pela doença quanto pela vacina.Assim,mesmo após a doença recomenda-se a vacinação O Test de Shick serve para identificar se o indivíduo é ou não susceptível à doença (se apresenta ou não anti-toxina circulante).Caso seja imune (tem antitoxina circulante) não ocorre nenhuma resposta local à injeção de pequena quantidade de toxina na face volar do antebraço.Por isso esta reação é conhecida como de "extinção". O Test de Malloney-Zoeller serve para saber se o indivíduo é ou não alérgico à vacina. Injeta-se pequena quantidade de vacina SC na face volar do antebraço e,se apresentar reação local é alérgico e deverá ser desensibilizado para poder ser vacinado. Como a vacina é contra a exotoxina,não previne o estado de portador assintomático do Corynebacterium diphteriae. E2f4-Algumas considerações sobre o componente tetânico; ---------------------------------------------------------------------- É o componente da DTP que menos contraindicações apresenta.Praticamente não existem.É inclusive utilizado no pre-natal de gestantes para profilaxia do tétano neonatorum. O tétano doença não imuniza o indivíduo contra nova infecção .Assim,uma vez salvo do quadro,o paciente deverá receber o esquema de vacinação preconizado para sua idade.Este fato explica-se porque a dose imunizante de toxina seria letal. E2f5-Algumas considerações sobre o componente pertussis: ------------------------------------------------------------------------
  15. 15. A resposta imune parece ser menor que a dos componentes tetânico e diftérico,e as complicações mais frequentes.Entretanto é necessário recordar que a para-coqueluche (B.para-pertussis e B.bronchisséptica) além de algumas viroses provocam tosse demorada,coqueluchóide,quadro que com frequência era atribuído à falha parcial da vacina anti-pertussis.Na verdade são outras doenças e a vacina da coqueluche clássica não protege contra elas porque não há reação cruzada.A verdade é que é que efetivamente a doença coqueluche praticamente desapareceu com o uso sistemático da vacina pelo PNI.Atualmente o que se vê são quadros atípicos,ainda que muito graves,em lactentes com menos de 2M ainda não imunizados (crises estornutatórias que podem chegar a apnéia).Este fato se deve a que os atc maternos anti-coqueluche são do tipo IgM e,portanto,não atravessam a placenta para proteger os bebês. O contactante,principalmente abaixo de 6M e que não teve a doença (porque esta dá imunidade permanente) deve receber reforço DTP uma vez que é susceptível porque não completou a vacinção de base.Deve ainda receber eritromicina com o intuíto de erradicar a Bordetella da arvore traqueobrônquica.O uso de gamaglobulina standard não é indicado. (os preparados comerciais contém quase que só IgG). As reações adversas costumam ocorrer após o primeiro dia de vacina e são devidas não a um problema alérgico mas ao componente pertussis relacionado ao problema da massa microbiana injetada e a toxicidade residual. E2g-Vacina combinada contra a difteria e tétano:DT ou dT. ----------------------------------------------------------------------- -Produtos:existem dois tipos :dupla tipo infantil (DT) e dupla tipo adulta (dT).A DT contém a mesma concentração de toxóides tetânico e diftérico que a DTP mas,a dT contém menor quantidade de toxóide diftérico. -Indicação: .a DT é indicada em crianças até 6A11M que tenham contraindicação médica formal para receber o componente pertussis da DTP. .a dT é indicada a partir dos 7A para pessoas que não tenham recebido a DTP ou cujo estado imunitário seja desconhecido ou ainda,normalmente a cada 10A como reforço -Doses e intervalos: .DT= seguir o esquema referente à DTP .dT= duas doses com intervalos de 60d (mínimo de 30) e uma terceira dose 6M após a segunda. -Doses normais de reforço:todas as pessoas à partir dos 7A que tenham recebido a vacinação básica e reforço com DTP (DT ou dT) devem receber reforços de dT a cada 10A sugerindo-se as idades de l5,25,35,45A,etc. -Via de aplicação: IM profunda no deltóide,glúteo ou vasto lateral da coxa.Em adultos aplicar no deltóide. -Cuidados na aplicação,conservação e prazo de validade:as mesmas referentes a DTP. E2h-Vacinação contra o tétano (TT): --------------------------------------------- -Produto:toxóide tetânico (TT). -Indicação:a vacina TT só deve ser usada na falta da dT,a partir dos 7A. -Número de doses,via e local de aplicação,conservação e prazo de validade:seguir as mesmas orientações referentes a vacina dT. -Vacinação da GESTANTE: .Gestantes não vacinadas:
  16. 16. O esquema na gestação para adequada profilaxia do tétano neonatal,compreende duas doses da vacina dT ou,na falta desta a TT com intervalo de 2M (mínimo de lM) ou mais.A primeira dose deve ser aplicada o mais precocemente na gestação e,a segunda,até 20 dias antes do parto. NOTA:Não foram relatados efeitos adversos para o feto em decorrência da aplicação dos toxóides diftérico e tetânico em qualquer fase da gestação.Entretanto,por motivos operacionais e estratégicos -entre os quais evitar que um eventual abortamento venha a ser atribuído à vacinação - a imunizaçào da grávida pode ser efetuada a partir do segundo trimestre da gestação,desde que a avaliação do serviço de saúde indique que o início da vacinação apenas nesse momento não impedirá que duas doses de vacina sejam utilizadas antes do parto. Para a adequada proteção da mãe e prevenção do tétano neonatal numa gestação futura é importante a aplicação de uma terceira dose que deve ser efetuada 6M após a segunda dose. .Gestante vacinada: Na gestante que previamente recebeu uma ou duas doses de vacina contra o tétano (como DTP,DT,dT ou TT) deve-se aplicar apenas uma dose de dT ou,na falta desta TT,a fim de completar 3 doses. Quando a gestante já estiver vacinada com pelo menos 3 doses,aplicar apenas uma dose de reforço caso já se tenham apssado 5A da última dose. E2i-Profilaxia do Tétano após ferimento: -------------------------------------------------- 1-Limpeza do ferimento com água e sabão (se profundo pode ser necessário debridamento),o mais rápido possível. 2-Não há indicação para aplicação de pen.benzatínica e o uso de outros antibióticos não tem valor comprovado. 3-As necessidades de vacinação contra o tétano,com ou sem imunização passiva,dependem do tipo e condições do ferimento e do estado imunitário do ferido. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- História de Imunização contra Ferimento limpo e Outros ferimentos o Tétano superficial ---------------------------- ---------------------------------- VACINA Imunização VACINA Imunização passiva passiva -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Incerta ou menos de 3 doses SIM NÃO SIM SIM -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- TRES doses ou mais Última dose há menos de 5A NÃO NÃO NÃO NÃO Última dose entre 5-10A NÃO NÃO SIM NÃO Última dose há mais de 10A SIM NÃO SIM NÃO. VACINA:para crianças abaixo de 7A:DTP ou DT se o componente P for contraindicado acima de 7A dT. Na falta desse produtos podemos usar TT. Imuinização passiva:Ig humana hiperimune contra o tétano na dose de 250 UI IM em local diferente do que foi aplicada a vacina. SE não houver Ig hiperimune SAT na dose de 5000 UI IM após test prévio.
  17. 17. E2j-Vacinação contra a Poliomielite (D.de Heine-Medin). --------------------------------------------------------------------- -Produto:vacina oral trivalente denominada Sabin contendo os 3 tipos de poliovírus atenuados (1,2 e 3). -Idade:a partir dos 2M. -Doses e intervalos: .Vacinação básica:3 doses com intervalo de 2M entre elas (mínimo de 45d). Não há intervalo máximo entre as doses mas a vacinação básica deve ser completada o mais rápido possível.Nos casos de interrupção esta prosseguirá com a dose que o individuo iria receber quando se deu a descontinuação. -Doses normais de reforço: .Primeiro reforço: uma dose 6 a 12M ap[os o término da vacinação básica. .Segundo reforço: uma dose aos 5-6A de idade. -Via de aplicação:oral Nota:as crianças alimentadas mesmo que com LM,podem ser vacinadas normalmente,não havendo necessidade de intervalo entre a aplicação da vacina e as mamadas ou refeições. -Contra-indicações: .As contraindicações são apenas as referidas nas Consiedrações Gerais.Entretanto na rotina dos serviços de saúde,recomenda-se adiar a aplicação em casos de diarréias graves e/ou vômitos persistentes. -Cuidados na aplicação :Deve-se tomar cuidado para não contaminar o frasco ou o conta-gotas.Estes não devem entrar em contacto com móveis,utensílios ou boca da criança.Caso isso aconteça o frasco e/ou conta-gotas precisam ser desprezados. NOTA:deve ser verificada a quantidade de vacina (número de gotas ) que corresponde a uma dose porque há variação segundo o laboratório produtor. NOTA:aplicar noca dose se houver regurgitação ou vômitos imediatos à vacina. -Conservação:geladeira a 4-8 graus C mas o congelamento não altera a potência dos componentes vacinais -Validade:frascos fechados:orientação expressa no lote. frascos abertos :prazo máximo de utilização de uma semana. -Algumas características da OPV (Sabin) .são poliovírus atenuados, .preparada em culturas de tecidos como rim de macaco ou células diplóides humanas. .confere proteção contra a forma paralítica sistêmica e também intestinal .difunde-se nas populações como o virus selvagem. -A Vacina IPV (SALK): .são poliovirus inativados (mortos) .épreparada com vírus desenvolvido em cultura de tecidos (rim de macaco por exemplo) e inativado com formol ou luz UV.Essa vacina confere imunidade contra a doença paralítica ou sistêmica mas não contra a forma intestinal. .como são virus inativados não se difundem na população E2l-Vacinação contra o sarampo: ---------------------------------------- -Produto:vírus vivo,atenuado em várias repicagens em embrião de galinha,de uma forma antigênica.
  18. 18. -Doses:a partir de 2003 em uma única dose aos 12M na MMR. -Via de aplicação:SC -Contraindicações: .criança com história de reação anafilática à ingestão de ovo (hipotensão,urticária,sibilos,laringospasmo,angioedema de lábios) ou a antibióticos como a neomicina e kanamicina. NOTA:o mesmo se aplica às vacinas da caxumba,influenza e febre amarela.A vacina da rubéola atual é produzida com celulas diplóides humanas e portanto não há contraindicação .uso de Ig,sangue total ou plasma nos últimos tres meses prévios à vacinação.Se houver necessidade do uso desses derivados nos primeiros 15 dias após a vacina,revacinar após 3M. NOTA:não consituem contra-indicação à vacina : .alergia ou intolerância que não sejam as citadas .história de sarampo prévio, .contacto íntimo com pacientes imunodeprimidos, .exposição recente a sarampo. -Conservação: .geladeira a 4-8 graus C. NOTA:após diluição a vacina manter-se-a potente durante 8h se conservada em geladeira. -Prazo de validade:consta das instruções de cada lote. -Conduta específica em contactos não vacinados: 1-Contacto há menos de 48h = VACINAR 2-48-72h = VACINA + Ig Standard (0,2ml/kg) ou Ig Hiperimune (0,04ml/kg) 3-Mais de 72h: Ig humana Standard (0,2ml/kg) -Conduta em criança submetida a tratamento com droga imunossupressora e susceptível ,entrando em contacto com sarampo: .Ig Standar em doses elevada :l5mg/kg com máximo de l5ml IM OU .Ig hiperimune 0,04ml/kg IM ATENÇÃO:mulheres que receberam vacina anti-sarampo deverão evitar gravbidez pelo menos até 30 dias após a aplicação E2m-MMR; ------------- -Produto:vacina combinada de vírus vivo atenuado contra o sarampo,caxumba e rubéola (tríplice viral). -Dose:desde 2003,única aos l2M.,SC. -Contra-indicações: .História de manifestações anafiláticas como para a do sarampo isolada .Necessidade do uso de sangue ou plasma como para o sarampo isolado. ATENÇÃO:mulheres vacinadas deverão evitar gravidez pelo menos por um período de lM.Saliente-se que não há referência até hoje de casos de rubéola congênita decorrentes da vacinação inadvertida de gestante. -Conservação:geladeira entre2-8 graus C.Após a diluição manter-se-a potente até 8h se conservada em geladeira.O prazo de validade consta do lote. NOTA.1-A resposta vacinal da caxumba demora cerca de 30d e tem duração indefinida.Indivíduos susceptíveis e expostos ao contacto devem ser vacinados imediatamente.
  19. 19. NOTA.2-A cepa da vacina da rubéola hoje utilizada é a RA 27/3 ,altamente estável,não provocando transmissão inter-humana.Não há necessidade de revacinação após dose única. Esta cepa é de um vírus atenuada em culturas de tecido animal ou células diplóides humanas,de um único tipo antigênico. Nota.3:a vacina da caxumba é também de um único vírus atenuado em embrião de galinha. E2n-Vacinação contra a Hepatite B: -------------------------------------------- É uma vacina de DNA recombinante contendo o atg de superfície purificado do vírus.É produzido pela cultura de células de levedo geneticamente construídas que levam o principal gene do atg de superfície do vírus.Este é purificado por diversas etapas fisicoquímicas e formulado como uma suspensão do atg adsorvido em hidróxido de alumínio.Em sua fabricação não são usadas quaisquer substâncias de origem humana . Existe também uma vacina derivada do plasma.Ambas são muito eficazes provocando uma soroconversão de 95% dos vacinados.O individuo vacinado demonstrará ,posteriormente,na sua sorologia apenas o anti-HBs mas se o sangue for colhido precocemente após a vacina podemos encontrar o HBsAg vacinal. NOTA:deve ser agitada antes do uso uma vez que pode formar-se um fino pó de depósito branco,com uma nítida camada flutuante incolor durante a armazenagem.Deve ser armazenada a temperatura de 2 a 8 graus C.Após a reconstituição deve ser imediatamente aplicada ou guardada no refrigerador.Não pode ser congelada. -Dose: .crianças até 10A:0,5ml (10microgramas) em 3 doses:inicial,1M depois e 5M após a última. .crianças acima de 10A:mesmo esquema só que 1ml por dose. -Via de aplicação:IM de preferência na face anterolateral da coxa em crianças pequenas.Nos maiores pode ser aplicada no deltóide.Excepcionalmente pode ser aplicada SC em pacientes com graves discrasias sanguíneas.Em situações em que é necessário o uso simultâneo de Ig hiperimune devemos usar seringas,agulhas e locais diferentes. -Contra-indicações: .hipersensibilidade a qualquer componente da vacina .doenças ou infecções graves como para outras vacinas .gestantes. -Indicações:hoje faz parte do PNI para todas as pessoas independente do maior risco de exposição. -Reações adversas: .locais:dor,eritema e inchaço local.(desaparece em dois dias) .sistêmicas:febre,cefaléia,náuseas,tonturas,fadiga fácil foram citadas com raridade e ainda não foi conclusiva a relação causal com a vacina. -Esquema para RN de mães HBsAg positivo (sendo ou não HBe positivo =indicador de infectividade) .Nas primeiras 48h :Ig hiperimune anti-B = 0,5ml IM + dose inicial da vacina antiHVB (até o sétimo dia no máximo) .Repetir anti-HVB após lM e depois nova dose após 5M desta última. .A mãe AMAMENTA normalmente. E2o-Hib (Vacina anti-hemófilos B. O H.influenzae é um cocobacilo gram-negativo .O sorotipo b (Hib) é o mais virulento e responsável por várias afecções graves em crianças:meningite,epiglotite,pioartrite,pneumonia,celulites,etc,até 5A de idade.A maioria das IVAS por Haemophyllus,o são por estirpes não tipáveis e não protegidos pela vacina Hib (ex:OMA,sinusites)O atg vacinal é um polissacáride capsular (poliribosil-ribitol-fostato= PRP) O polissacáride do H.influenzae tipo b (Hib) é conjugado a uma proteína carreadora que pode ser o toxóide tetânico (PRP-T) o toxóide diftérico (vacina PRP-D) ,uma variante atóxica da proteína diftérica
  20. 20. (vacina HbOC)ou proteínas da membrana externa do meningococo B (vacina PRP-OMP)é utilizado para evitar a meningite pelo sorotipo "b" do H influenzae.Essas vacinas conferem proteção para cepas não encapsuladas do H.influenzae. O carboídrato purificado (fosfato de polirribitol) é muito pouco imunogênico para crianças com menos de 2A e só adquire imunogenicidade quando ligado à proteína transportadora NOTA:a epiglotite,doença extremamente grave também provocada pelo Hib está em vias de extinção após anormatização da anti-Hib no PNI. Via de aplicação=IM devendo ser conservada entre 2 a 8 graus e,não pode ser congelada Efeitos adversos:dor,eritema e induração.Ocasionalmente febre,irritabilidade e sonolência. Contra-indicações=hipersensibilidade comprovada aos componentes da vacina. NOTA= Faz parte do calendário de vacinações e existe no mercado com o nome comercial de “Act-HIB” Cuja proteína carreadora é o toxóide tetânico E2p-Vacina contra a Febre Amarela: O vírus da FAA é do gênero Flavivírus,familia Flaviviridae.A doença possui muitas características semelhantes a outras condições febris como a dengue,leptospirose e febre tifóide.O vírus é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti.A FA existe sob as formas urabana e silvestre.Em algumas regiões do país a imunização contra esta arbovirose faz parte do calendário vacinal. -Produto:vacina de vírus vivo,atenuado. -Idade para vacinação: .a partir dos 6M de idade,para residentes em regiões onde houver indicação,de acordo com a situação epidemiológica ,e para pessoas que se dirijam para essas regiões. (norte,centro-oeste e o Maranhão).A soroconversão ocorre após o décimo dia da inoculação NOTA:Seu uso deve ser consiedrado para menores de 6M em situações de epidemia. A fim de facilitar os procedimentos operacionais,a vacina poderá ser administrada aos 9M de idade,simultaneamente com a vacina anti-HVB. Não há contraindicação com a vacinação simultânea anti-sarampo.Aliás as vacinas com virus atenuados podem ser feitas simultaneamente.Caso estas não sejam feitas no mesmo dia da FA então deve- se esperar um intervalo mínimo de 15 dias para a vacinação -Dose:única -Doses normais de reforço:a cada 10A. -Via de aplicação:SC -Contra-indicações: .pessoas com reações anafiláticas como as descritas para o sarampo. .gravidez. (entretanto deve ser analisado caso a caso dado o risco de exposição) .Em indivíduos imunodeprimidos que residem em áreas endêmicas ou de transição,recomenda-se a avaliação do risco-benefício,caso a caso -Conservação:geladeira entre 2-8 graus C.Após a diluição a vacina poderá ser aplicada num prazo máximo de 4h desde que conservada em geladeira -Prazo de validade: de acordo com as instruções expressas no lote. -Efeitos adversos:eritea,dor local,cefaléia intensa,mialgia e febre alta.A encefalite já foi descrita mas é muito rara ( 1: 17.000.000) . E2q-Imunização contra HVA: -Vacina: produto recentemente disponível que consiste no picornavírus inativado a partir de culturas de fibroblastos de indivíduos infectados.Dá 100% de proteção se tomada a segunda dose,durando cerca de quatro anos.A resposta em imunodeprimidos é subótima.
  21. 21. -Calendário e vias de administração:Existem duas vacinas semelhantes.O número de doses depende do laboratório fabricante.Sua aplicação é IM (deltóide ou vasto lateral da coxa) e o intervalo entre a primeira e a segunda dose é de 6 a 12M. Crianças com hepatopatias crônicas ou residentes em áreas endêmicas devem ser vacinadas.Havendo disponibilidade financeira,ela é recomendada para todas as crianças pela Soc.Bras.Pediatria com a primeira dose aos 12M e a segunda aos 18M.Administração com outras vacinas pode ser feita.A duração da proteção é cerca de 10 a 11 anos após o reforço e 7 anos após primo-vacinação sem reforço. -Profilaxia da HVA com gamaglobulina standard: .não impede a infecção pelo vírus. .não impede o aparecimento de formas anictéricas .é capaz de evitar o aparecimento de icterícia. .Quando surge um caso de HVA numa classe escolar comum,não existe nenhuma indicação especifica quanto às demais crianças.A criança doente deverá ser afastada e ,se possível,deve ser identificado o foco de infecção. .Contactos domiciliares íntimos do paciente,devem receber Ig Standard o mais precocemente possível na dose de 0,02ml/kg IM (se não estiverem vacinadas ) .Situações específicas tais como creches,orfanatos,instituições para deficientes mentais,etc,deverão ser analisadas individualmente. .RN cuja mãe teve HVA no oitavo mês de gestação e,ao nascimento apresenta-se anictérica e em BEG,recomenda-se para o RN: -manter o LME - não há necesidade de gamaglobulinas. .RN cuja mãe teve HVA e apresenta-se ictérica no momento do parto recomenda-se: -manter LME -gamaglobulina standard no RN = 0,02ml/kg IM ( discutível) -Efeitos adversos: dor local,cefaléia e febre (leves) -Contra-indicações-hipersensibilidade comprovada aos componentes da fórmula tais como o hidróxido de aluminio e o fenoxietanol. NOTA= A vacina da HVA não consta do Calendário Vacinal da nossa região. Existe no mercado: - “Avaxim” = vacina inativada com a cepa GMB cultivada em células diplóides (MRC5) - “Havrix” = vacina inativada cepa HM175 E2r-Vacinação contra a Raiva. -Produtos:Vacina Fuenzalida - Palácios modificada:produzida pela inativação de vírus rábico inoculado em cérebro de camundongo recem-nascido. :Vacinas de vírus inativados:produzidas em cultivo celular ou em embrião de pato
  22. 22. :Soro anti-rábico de origem equina (SAR) :Imunoglobulina humana anti-rábica (IGHAR) -Indicações: .pré-exposição: para grupos de alto risco de exposição ao vírus rábico (veterinários,estudantes de veterinária,laçadores ou tratadores de animais, profissionais de laboratório que atuam na área da raiva,etc) .pós-exposição: quando houver exposição possível,acidental,ao vírus rábico. -Doses ,intervalos, via de aplicação .Vacina Fuenzalida-Palacios : 1ml IM no vasto lateral da coxa (crianças menores de 2A) ou no deltóide (acima dessa faixa etária). .Vacinas produzidas em cultivo celular ou em embrião de pato - 0,5 ou 1ml ,dependendo do laboratório produtor,IM,no vasto lateral da coxa ou deltóide (segundo as idades referidas acima) -0,lml ID,somente em esquema pré-exposição e com vacinas produzidas em cultivo celular (mas não com as de embrião de pato) -Soro anti-rábico :40UI/kg -Ig hiperimune humana anti-rábica :20UI/kg O volume total,ou o máximo possível ,do soro anti-rábico ou Ig humana antirábica,deve ser infiltrada na região do ferimento;se for necessário (por exemplo:ferimentos multiplos) diluir com SF para permitir infiltração de toda área lesada.Se a lesão for pequena,infiltrar o maior volume possível e aplicar o restante por via IM em uma ou mais injeções podendo ser utilizada a região glútea NOTA:o test cutâneo para detecção de sensibilidade ao soro anti-rábico,tradicionalmente indicado nas normas oficiais,tem valor preditivo baixo.Portanto mesmo quando o resultado do teste for negativo as seguintes precauções devem ser tomadas antes da aplicação do soro anti-rábico: .aplicar o soro em locais com infra-estrutura para atendimento de um quadro de choque anafiláctico .manter o paciente em observação durante uma hora após a aplicação. .interrogar o paciente sobre quadros de hipersensibilidade,uso prévio de Ig de origem animal e contactos frequentes com animais ,principalmente equídeos ,o que aumentará o risco de hipersensibilidade . No caso de resposta positiva,substituir o soro pela Ig humana anti-rábica se disponível. .quando o teste for positivo consultar a NORMA TÉCNICA SS 67/96.Profilaxia da Raiva em Humanos , da Secretária de Estado da Saúde de São Paulo. -Se o soro não for administrado no início da vacinação (dia zero) deve-se aplica-lo assim que possível antes da sétima dose da vacina Fuenzalida-Palacios ou da terceira dose das vacinas de cultivo celular ou embrião de pato;depois disso o seu emprego não é mais necessário -Nào se deve aplicar a mesma agulha e/ou seringa para a aplicação do soro (ou Ig) e vacina.Nunca aplicar o soro (ou Ig) e a vacina em regiões anatomicamente próximas. E2r1-Esquemas pré-exposição: -------------------------------------- -Vacina Fuenzalida-Palacios: 4 doses nos dias 0 ,2 ,4 e 28. -Vacinas produzidas em cultivo celular ou embrião de pato : 3 doses nos dias 0 7 e 28. NOTA: É necessário o controle sorológico 10 a 30 dias após aúltima dose.São considerados satisfatórios os resultados superiores a 0,5UI /ml de atc neutralizantes.O controle sorológico deverá ser repetido semestralmente para as pessoas com exposição intensa e anualmente para os demais .Recomenda-se um reforço quando o nível de atc for inferior a 0,5UI/ml. E2r2-Esquemas pós-exposição: -------------------------------------- É de fundamental importância lavar os ferimentos o mais rapidamente possível com água e sabão.Não é recomendável suturar as lesões;no entanto,em caso de necessidade,e o soro anti-rábico estiver indicado,a infiltração deve anteceder a sutura em pelo menos 30 minutos A escolha do esquema para profilaxia da raiva pós exposição ,que será exposto adiante, depende de: -espécie e condição do animal agressor -circunstância da agressão,
  23. 23. -situação da raiva na área geográfica de ocorrência do acidente, -natureza da lesão -possibilidade de observação do animal agressor,no caso de cão ou gato,por 10 dias. -resultado do exame laboratorial do cérebro do animal agressor,quando possível. -história de imunização anterior da pessoa agredida. E2r2a-Esquemas com a vacina Fuenzalida-Palacios: ---------------------------------------------------------------- 1-Esquema de 3 doses de vacina:aplicar uma dose nos dias 0, 2 e 4 2-Esquema de vacinação (7+2) :aplicar uma dose da vacina,por dia,durante 7 dias consecutivos (esquema básico) e dois reforços,10 e 20d após o término do esquema básico. 3-Esquema de soro-vacinação (10+3) :aplicar uma dose da vacina,por dia,durante dez dias consecutivos (esquema básico) e 3 reforços 10 ,20 e 30 dias após o término do esquema básico.Aplicar o soro anti- rábico no dia zero. E2r2b-Esquemas com as vacinas produzidas em cultivo celular ou em embrião de pato: --------------------------------------------------------------------------------------------------------- Nas situações em que o paciente recebeu previamente vacinas,soro ou Ig,a conduta dependerá:das vacinas utilizadas,do numero de doses recebidas e do tempo decorrido desde o tratamento anterior .Para a escolha da conduta adequada nestes casos ,consultar a norma tecnica SS 67/96 .Profilaxia da Raiva em Humanos,da Secretária de Estado da Saúde de São Paulo. -Contra-indicações: Nas pessoas que apresentam manifestações neurológicas (poe exeplo,parestesias e/ou deficiência motora) durante a administração da vacina Fuenzalida-Palacios,esta deve ser substituída pela vacina de cultivo celular ou de embrião de pato..Os esquemas de susbtituição são apresentados na Norma Técnica SS 67/96.Profilaxia da Raiva em Humanos,da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo. -Conservação da vacina e do soro (ou Ig):Em geladeira entre 2 a 8 graus C.Após abertos os frascos devem ser utilizados no prazi máximo de 8h.Quanto aos frascos de soro,o volume não utilizado deve ser imediatamente descartado. -Prazo de validade da vacina e do soro (ou Ig):consta das instruções em cada lote. E2r3-Esquemas de profilaxia da Raiva Humana: ---------------------------------------------------------- 1-SE ANIMAL AGRESSOR for CÃO ou GATO: 1A-SE ANIMAL SADIO: -Àrea geográfica de Raiva controlada: Conduta:observar o animal durante 10d. Após observação: .Animal sadio = CASO ENCERRADO .Animal doente = VER ÍTEM B ( na sequência). .Animal morto = VER ÍTEM C (na sequência).
  24. 24. -Área geográfica de raiva não controlada: Lesão leve:a-arranhadura e ferimento de mordedura superficiais em tronco e membros. CONDUTA:observar o animal 10d e após observação proceder como no ítem anterior. Lesão grave:a-mordeduras,arranhaduras ou lambeduras de ferimentos na cabeça,pescoço,pés ou mãos. b-mordeduras ou arranhaduras multiplas e/ou profundas. c-lambedura de mucosas. CONDUTA:Iniciar esquema de 3 doses de vacina. 1B-SE ANIMAL com SINTOMAS SUGESTIVOS de RAIVA: -Com condição para diagnóstico laboratorial: CONDUTA: a-sacrificar o animal e enviar o material para exame laboratorial. b-INICIAR de imediato o esquema de SORO-VACINAÇÃO ou de REEXPOSIÇÃO c-SE o RESULTADO do exame: for POSITIVO = COMPLETAR o ESQUEMA de SORO- VACINAÇÃO. for NEGATIVO=interromper sorovacinação. -Sem condição para diagnóstico laboratorial: CONDUTA: soro-vacinação ou esquema de reexposição. 1C-SE ANIMAL MORTO: -Com condição para diagnóstico laboratorial CONDUTA: a-enviar o material para laboratório. b-SE o resultado do exame : for POSITIVO= Soro-vacinação ou esquema de reexposição. for NEGATIVO = CASO ENCERRADO. -Sem condição para diagnóstico laboratorial. CONDUTA: segue para o ítem D (animal desparecido). 1D-SE ANIMAL DESAPARECIDO: -Ferimento leve: a-arranhadura e ferimentos de mordeduras superficiais em tronco e membros. CONDUTA:Vacinação ou esquema de reexposição. -Ferimentos graves: a-arranhaduras ,arranhaduras ou lambeduras de ferimentos na cabeça,pescoço, pés ou mãos. b-mordeduras ou arranhaduras multiplas e/ou profundas. c-lambedura de mucosas. CONDUTA: soro-vacinação ou esquema de reexposição. 1E-ANIMAL para DESCARTE: CONDUTA: a-Sacrificar o animal e enviar o material para diagnóstico laboratorial. SE resultado NEGATIVO = ENCERRAR O CASO SE resultado POSITIVO = Soro-vacinaçào ou esquema de reexposição. 2-SE o ANIMAL AGRESSOR for OUTROS ANIMAIS DOMÉSTICOS (cavalo,boi,cabrito,etc). 2F-ANIMAL SADIO: Lesão leve:-a-arranhaduras e ferimentos de mordeduras superficiais em tronco e membros. CONDUTA= vacinação ou esquema de reexposição Lesão grave:a-mordedura,arranhaduras ou lambeduras de ferimentos na cabeça,pescoço,pés ou mãos.
  25. 25. b-mordeduras ou arranhaduras multiplas e/ou profundas. c-lambeduras de mucosas. CONDUTA = soro-vacinação ou esquema de reexposição. 2G-ANIMAL MORTO: Sem condição de exame laboratorial: CONDUTA= igual a do ítem anterior Com condição para exame laboratorial: CONDUTA: a-mandar o material para o laboratório: SE NEGATIVO =CASO ENCERRADO SE POSITIVO = soro -vacinação ou esquema de reexposição 2H-ANIMAL com SINTOMAS SUGESTIVOS de RAIVA: Sem condição para exame laboratorial: CONDUTA =soro-vacinação ou esquema de reexposição. Com condição para exame laboratorial: CONDUTA: a-sacrificar o animal e enviar o material para laboratório: b-inicio imediato de soro-vacinação ou esquema de reexposição. c-se o resultado do exame for: NEGATIVO:interromper soro-vacinação POSITIVO : completar a soro-vacinação 3-ANIMAIS SILVESTRES (exceto morcegos): 3I-Com condição para diagnóstico laboratorial: CONDUTA:idem ítem H 3J-SEM condição para exame laboratorial: CONDUTA:sorovacinação ou esquema de reexposição 4-MORCEGOS: 4L-É uma espécie de alto-risco: CONDUTA= soro vacinação ou esquema de reexposição. 5-CAMUNDONGOS,COELHOS,HAMSTERS,e outros ROEDORES URBANOS: 5M-Considerar individualmente CONDUTA:dispensar profilaxia salvo em condiçòes excepcionais. NOTAS complementares sobre a PROFILAXIA da RAIVA em HUMANOS: 1-É necessário avaliar as circunstâncias da agressão e as condições e comportamento do animal agressor. Podem ser dispensados do tratamento os indivíduos agredidos por c~es ou gatos de baixo risco , domiciliados (os que só vão à rua acompanhados pelos donos e contidos adequadamente) e bem tratados,cuja agressão tenha ocorrido por algum motivo justificável ,como defesa própria ou do território , proteção do alimento ou da ninhada,reação a estímulos dolorosos ou maus tratos,etc. Nos casos em que hover duvida = indicar a vacinação. 2-O cérebro do animal morto deve ser encaminhado para exame de IF para diagnóstico de raiva. Resultados negativos fornecidos por laboratórios credenciados,permitem a dispensa ou suspensão do nesquema profilático das vítimas.Entretanto ,tais resultados não devem ser aguardados por mais de 48h após o acidente para a decisão sobre o tratamento,quando outras circunstâncias sugiram seu início 3-Animal para descarte: animal errante ou cujo proprietário autorize o sacrificio. 4-Quando houver necessidade de passar do esquema de 3 vacinas para outro esquema,prescrever o soro (ou Ig) e as doses que faltam. 5-Nos casos em que o soro não for administrado no inicio da vacinação (dia zero) administrar assim que possivel antes da sétima dose de vacina Fuenzalida-Palacios ou da terceira dose das vacinas de cultivo celular ou de embrião de pato;depois disso,seu emprego não é mais necessário
  26. 26. -E2s-Vacina anti-rotavírus O Rota é um vírus da família Reoviridae ,sendo importante causador de diarréia aguda e óbitos em crianças menores de 5 A em todo mundo.Os casos mais graves ocorrem principalmente em crianças com menos de 2 A. O PI é de 24-48h com início abrupto de vômitos em 50% dos casos,febre alta e diarréia profusa sendo comum a desidratação.É vírus muito resistente ao meio e por isso se dissemina com facilidade em ambientes fechados provocando surtos e epidemias em creches,orfanatos,enfermarias,etc. É freqüente após a diarréia por Rota surgir intolerância secundária à lactose com diarréia osmótica. No Brasil a taxa média de diarréia em crianças menores de 3 A anda à volta de de 2,5 episódios/ criança/ano,das quais 10% são associadas ao Rota. A Vacina A 1ª vacina anti-Rota foi licenciada nos EUA em 1998.Era uma vacina oral atenuada tetravalente com rearranjo símio e humano (RotaShield),aplicada em 3 doses (2,4 e 6M).Foi suspensa em 1999 por aumento do número de casos de invaginação intestinal. Em Abril de 2006 entrou no nosso Calendário a vacina anti-rota atual (“Rotarix”= Glaxo SmithKline) oral,atenuada,monovalente,de origem humana,da Finlândia,com elevada imunogenicidade,eficácia e segurança. A Rotarix é portanto,uma vacina oral,atenuada,monovalente (G1PC.3) cepa RIX 4414.Cada dose dessa vacina contém: 1-Frasco com pó liofilizado: -concentração padronizada da cepa viral -sacarose 9mg, dextrana 18mg, sorbitol 13,5mg, aminoácidos 9mg e o meio Eagle modificado por Pulbecco (DMEM) 3,7mg 2-Aplicador com diluente: -carbonato de cálcio 80mg,goma de xantina 35mg e aágua para diluição 1,3ml 3-Após a reconstituição cada dose corresponde a 1ml A via de administração é EXCLUSIVAMENTE oral. O frasco com o produto liofilizado e aplicador com diluente deve ser conservado entre 2 a 8ºC e NÃO DEVE ser CONGELADA.Após a reconstituição a vacina deve ser aplicada de imediato,caso contrário, a solução poderá ser utilizada até 24h desde que esteja sob conservação a 2 a 8ºC e não haja contaminação.Nesta circunstância para melhor condicionamento manter a solução no aplicador com a tampa de borracha.Não esquecer de homogeinizar antes de usar a solução. A vacina é segura.Estudos realizados em 11 países da América Latina e na Finlândia não evidenciaram aumento do número de casos de invaginação intestinal no grupo vacinado comparado ao grupo que recebeu placebo. Deve ser aplicada em 2 doses aos 2 e 4M.O intervalo mínimo entre as duas doses é de 4S Alguma restrições são recomendadas. 1-Para aplicação da 1ª dose: -Deve ser aplicada aos 2M -idade mínima = 1M15d (6S) -idade máxima= 3M7d (14S) 2-Para aplicação da 2ª dose: -Deve ser aplicada aos 4M -idade mínima = 3M7d (14S) -idade máxima = 5M15d (24S) A vacina não deve ser aplicada fora da faixa preconizada porque estudos realizados coma vacina rotaShield ,suspensa em 1999, demonstraram um número aumentado de casos de invaginação intestinal em relação à idade de aplicação da mesma.Portanto é uma norma de precaução. Se ocorrer aplicação inadvertida da vacina fora de faixa,o médico deverá preencher a Ficha de Notificação de Procedimento Inadequado e acompanhar a criança por 42d.Na vigência de efeitos adversos preencher a Ficha de Notificação de Eventos Adversos
  27. 27. Não são descritos até o momento efeitos adversos relacionados à RotaRix.A incidência de febre, diarréia,irritabilidade,tosse ou coriza não foi diferente entre o grupo vacinado e o que recebeu placebo. Entretanto,devido à implantação da vacina recomenda-se a comunicação dos seguintes eventos: -R.alérgica sistêmica grave até 2h após a administração da vacina -presença de sangue nas fezes até 42d após a vacina -internação por abdome agudo obstrutivo até 42d após a aplicação São contra-indicações da RotaRix: -imunodeficiência congênita ou adquirida -uso de corticóide em dose elevada (equivalente a 2mg/kg/d ou mais de prednisona por mais de 2S) ou crianças em uso de procedimentos imunossupressores como quimio e radioterapia. -reação alérgica grave a um dos componentes da vacina ou em dose anterior (urticária disseminada, broncospasmo, laringospasmo ,choque anafilático) até 2h após a aplicação. -história de doença GI crônica -Malformação congênita do TGI -História prévia de invaginação intestinal A RotaRix pode ser aplicada simultaneamente com as vacinas:DTP,DTPa, Hib,HVB, Pneumococo-7- valente, Salk e Sabin sem prejuízo da resposta das vacinas aplicadas.Até o momento não há experiência acumulada coma aplicação simultânea da vacina anti meningocócica.A vacina Sabin quando não aplicada no mesmo dia que a RotaRix é a única que deve aguardar um intervalo de 15 dias E2t-Vacina Conjugada contra o Meningococo C. A Vacina já é utilizada na rede pública no Reino Unido desde 1999. Só agora (2010) foi introduzida na nossa região. A vacina induz maior concentração de atc em crianças maiores de 1 ano de idade. Na nossa região onde a prevalência do Meningo-C é alta principalmente no primeiro ano de vida recomenda-se 2 doses da vacina antes dos 6M de idade e um reforço com 1 ano..Os títulos protetores aparecem cerca de 10 dias após a vacinação e a longo prazo ainda não é conhecida a duração da proteção. A vacina conjugada é composta por: -oligossacarido mingococico C -conjugado com proteína CRM197 do C.diphteriae -hidróxido de alumínio Excipientes: Manitol,fosfato sódico monobásico monohidratado, fosfato de sódio dibásico heptahidratado,cloreto de sódio e água para injeção.Não contém conservantes. A VIA é IM de preferência no vasto lateral da coxa D. Conservação: -na embalagem original s sob refrigeração entre 2 a 8C -não congelar -evitar exposição à luz solar direta Não há contraindicação da administração simultânea com quaisquer outras vacinas do Calendário básico. Contra-indicações: -individuos com alergia grave à qualquer componente da vacina Efeitos adversos: -Locais= dor,rubor,edema,endurecimento no local da injeção -Sistêmicos= em crianças pequenas há relato de febre, choro, irritabilidade,sonolência ou comprometimento do sono,anorexia,diarréia e vômitos.. -São efeito que ocorrem nos primeiros dias após a aplicação, autolimitados ,desparecendo no máximo em 6 dias.
  28. 28. E2s-Intervalos sugeridos entre a administração de Ig e a vacinação contra o sarampo Nota;refere-se `vacina do sarampo isolada ou acoplada à MMR. ----------DOSE---------------- INDICAÇÃO da Ig VIA U ou ml mg de Ig/kg INTERVALO (meses) Tétano (IGAT) IM 250U ~10 3 HVA (IgStandard) IM 0,02 ml/kg a 3,3-10 3 0,06 ml/kg HVB (IGHB) IM 0,06 ml/kg 10 3 Raiva (IGAR) IM 20UI/kg 22 4 Sarampo (IgStandard) .dose padrão IM 0,25 ml/kg 40 5 .imunodeprimido IM 0,50 ml/kg 80 6 Varicela (IGVZ) IM 125UI/10kg 20-39 5 (máximo:625) Transfusões .CH lavadas EV 10ml/kg desprezível 0 .CH em solução salina com adenina EV 10ml/kg 10 3 .CH EV 10ml/kg 20-60 5 .Sangue total EV 10ml/kg 80-100 6 .Plasma ou plaquetas EV 10ml/kg 160 7 Imunodeficiências (IGEV) EV - 300-400 8
  29. 29. PTI (IGEV) EV - 400 8 VRS (IGEV) EV - 750 9 PTI EV - 1000 10 PTI ou D.Kawasaki EV - 1600-2000 11 Estes intervalos devem prever um tempo suficiente para a diminuição dos atc passivos em todas as crianças e permitir uma resposta adequada à vacina contra o sarampo.Os médicos não devem assumir que as crianças estão totalmente protegidas contra o sarampo durante esses intervalos.Doses adicionais de Ig ou de vacina contra o sarampo podem ser indicadas após a exposição à doença. E3-Informe técnico sobre reações e complicações vacinais. E3a-Reações propriamente ditas: Geralmente benignas,com sensação de desconfôrto ou breve interrupção das atividades.São inerentes à algumas vacinas,principalmente aquelas compostas por agentes vivos.Os mecanismos de reação podem ser divididos basicamente em 3 processos: 1-Infeccioso:causado pela pr'opria vacina (vacinas vivas) ou pela contaminação acidental por outro agente. 2-Imunopatológico:reações alérgicas onde podem estar envolvidos vários tipos de hipersensibilidade (imediata,tardia,fenomeno de Arthus).O alérgeno pode ser a própria vacina ou compostos utilizados na sua preparação. 3-Tóxicos:devido principalmente às toxinas presentes em algumas vacinas. E3b-Complicações Mais graves ,susceptíveis de provocar morte ou sequelas. E3b1-Complicações menores: a-erupções cutâneas:rush morbiliforme ou escarlatiniforme,geralmente secundário ao uso de vacinas vivas. b-reações locais:geralmente associados à vacinas inativadas sendo caracteri- zadas por nódulos dolorosos que podem persistir e,eventualmente,progredir para abscessos estéreis. c-adenites regionais:associado com reações cutâneas da vacina BCG-ID (becegeíte).Ao inocular o BCG ID na inserção inferior do deltóide direito (por convenção),estamos fazendo uma primo-infecção tuberculosa atenuada.O que se espera é uma reação local granulomatosa (que começa a surgir dentro de um período de 2 a 12S :aproximadamente o PI da infecção Tb selvagem) com formação de pequena quantidade de caseum que evolui para a cicatrização por fibrose em curto espaço de tempo.Por razões ainda não esclarecidas mas que não parecem estar relacionados com problemas graves imunitários,algumas crianças desenvolvem uma linfangite com adenite satélite quae sempre axilar direito. Está configurado um verdadeiro Complexo de Ghonn atenuado (foco primário-linfangite-adenite satélite) . Extraordinariamente,gânglios mais distantes podem ser acometidos.A becegeíte quando incomodativa requer o uso de INH 10mg/kg/d durante lM.Ocasionalmente é necessário prolongar o tratamento. Eventualmente pode formar-se uma lesão ulcerada extensa no local da inoculação do BCG ID (cratera). Esta também deve ser considerada uma becegeíte e também pode requerer INH. d-artralgias:alguns dias ou semanas após a aplicação da antirubeólica isolada ou da MMR. e-tosse coqueluchóide:alguns dias ou semanas após a aplicação da vacina da coqueluche.(DTP) f-manifestações alérgicas:asma,eczemas,etc. E3b2-Complicações graves:
  30. 30. a-Choque : o choque anafiláctico é um evento raro e,quando ocorre dá-se uns quinze minutos após a aplicação da vacina.Um estado de choque reterdado pode ocorrer em lactentes,até algumas horas após a vacina contra coqueluche,em geral,de carácter reversível.Raríssimas vezes pode ocorrer morte súbita inexplicável. b-Neurológicas: convulsões geralmente associadas à reações febrís em lactentes após vacinação contra coqueluche e sarampo.Encefalopatias são bem mais graves e ocorrem alguns dias após a inoculação das vacinas contra febre amarela e coqueluche podendo ser fatais ou deixar sequelas definitivas.Acidentes paralíticos diversos (polirradiculoneurites,mielites,etc) podem ser observadas após a vacina Sabin e anti-rábica.A patogenia dos acidentes neurológicos não está esclarecida.Sugere-se natureza infeciosa (neurotropismo) ou imunopatológica. c-acidentes infecciosos iatrogênicos:inoculações sépticas acidentais,hepatites virais ou uso acidental de uma cepa virulenta podem ocorrer por falhas na produção ou inoculação d-infecções vacinais graves:podem ocorrer com o uso de vacinas vivas.São raras e sempre associadas a alguma patologia de base tipo imunodeficitária. E3c-Reações e complicaçoes vacinais específicas por vacina: E3c1-Vacina DTP: ---------------------- Sintomas e sinais locais: .eritema,enduração com ou sem dor,nódulo e abscesso. Sintomas e sinais gerais: .febre de intensidade variável,sonolência,irritabilidade,mal-estar,vômitos , choro persistente (costumam aparecer nas primeiras 48h após a vacina e não duram mais que outras tantas) Complicações (principalmente devidas à fração pertussis) .choque, .temperaturas superiores a 40 graus .encefalopatias com ou sem convulsões,manifestada por fonatnela abaulada , mudanças do nível de consciência ou sinais neurológicos focais NOTA:tais complicações contra-indicam a continuidade da vacinação DTP devendo esta ser substituída pela DT. E3c2-Vacina dupla (DT) Embora as reações possam ser semelhantes às encontradas para a DTP,as complicações não aparecem justamente porque não existe o componente pertussis. E3c3-Toxóide ou anatoxina tetânica (TT) Locais:edema,eritema,nódulo e dor. Sistêmicas:urticária e angioedema palpebral. Complicaçoes:raras. .edema angioneurótico, . nefrose, .encefalite, .choque anafilático (excepcional) E3c4-Anti-sarampo: -febre,exantema morbiliforme fruste e manifestações catarrais podem surgir de 1 a 2S após a inoculação (reação sarampiforme) Complicações:
  31. 31. .encefalite, .púrpura. E3c5-MMR: -febre,faringite,adenopatias retroauriculares,artralgias,reações alérgicas. Surge alguns dias após a inoculação.Pode haver uma reação semelhante a sarampiforme. Complicações:encefalite (rara). E3c6-Poliomielite-Sabin: Acidentes paralíticos raros tem sido relatados em consequ6encia da vacinação Sabin (ou em seus contactos,uma vez que o vírus vacinal difunde-se nas populações como o vírus selvagem).Para caracterizar esta complicação devem ser seguidos alguns critérios para todo caso confirmado de polio atribuído à vacinação: -história de vacinação oral (ou contacto com criança vacinada) nos trinta dias anteriores ao início da doença. -início dos sintomas entre quarto e trigésimo dia após a vacinação. -inicio da paralisia não antes do sexto dia após a vacinação. -isolamento do poliovírus nas fezes, -permanência de sequela após 60 dias do início da doença. E3c7-BCG-ID: Locais:nódulo no local da aplicação que evolui para úlcera e crosta de duração média de 8 a 10S .Em caso de aplicação profunda,dose maior ou resposta exagerada da vacina,a cicatização pode retardar-se .Pode ocorrer infartamento ganglionar.É normal a ocorrência de secreção serosa durante a fase de ulceração. Complicações:são raras,mas podem ocorrer,linfadenite simples ou supurada , úlceras necróticas ,abscessos locais ou à distância,erupções maculosas e paraqueratóticas,reação lupóide , eritema polimorfo e nodoso,lupus vulgar e osteíte de localizações diversas. Os abscessos são considerados como a complicação mais frequente. E3c8-Anti-HVB. Locais:dor,eritema e inchaço no local da aplicação (leve,desaparecendo em 2d) Sistêmicas:febre,cefaléia,náuseas,tonturas,fadiga fácil tem sido raramente atribuídas à vacina embora não existam provas conclusivas de relação causa efeito. E4-Outras Vacinas: E4a-Vacina contra N.meningitidis: Produzida nos EUA utilizando-se carboidratos capsulares de cepas meningocócicas A,C,Y e W-135.(Combinada.=não disponível no Brasil) Em passado recente os sorogrupos A eC eram mais comumente implicados em epidemias.Atualmente,no Brasil,o tipo B predomina tanto em casos isolados como epidêmicos.As vacinas disponíveis no Brasil são para os sorogrupos A,B e C sendo que ainda não há eficácia comprovada para o sorotipo B. -Composição:polissacárides capsulares dos meningococos pertencentes aos respectivos sorogrupos.São apresentadas sob a forma isolada ou combinadas,liofilizadas,em frasco-ampolas com múltiplas doses. -Calendário e via de administração: A-a partir dos 3M B-a partir dos 3M C-a partir dos 2A Deve ser aplicada IM ou SC eventualmente.
  32. 32. Acima de 2A,a vacina para os sorogrupos A e C é administrada em dose única,enquanto que a imunização para o sorogrupo B necessita de 2 doses com intervalo de 6 a 8S. -Deve ser conservada em geladeira a 2-8 graus e,após reconstituição utilizar num prazo de 8h -Indicações:não é usada de rotina.Reservada para controle de surtos epidêmicos. -Efeitos adversos: dor local,eritema e induração.Febre nas primeiras 72h.São muito dolorosas.Reações sistêmicas muito raras. -Contra-indicações: reação anafiláctica comprovada após dose anterior. E4b-Vacina anti-pneumocócica: É preparada com a cápsula polissacarídica de 23 tipos antigênicos de pneumococos É recomendada para crianças com alterações esplênicas (anemia falciforme por exemplo),esplenectomia ou asplenia.Netes casos há deficiência do sistema fagocítico esplênico contra germes capsulados. Protege contra 90% de cepas de pneumococos que afetam seres humanos.Por força desses 10% não abrangidos alguns AA recomendam na infância o uso profilático adicional de pen.benzatínica a cada 15 ou 21d. E4c-Vacina contra D.de Lyme. Causada por espiroqueta transmitida por carrapatos infectados.A vacina é composta por proteínas A da superfície externa purificada de Borrelia burdorferi.Disponív . E4e-Vacina contra a varicela-zoster O VZV causa uma infecção primária,latente e,eventualmente recorrente.Na criança imunocompetente a infecção primária é representada por uma desordem de alta infectividade que é a varicela.O perigo desta condição reside em imunodeprimidos onde a varicela progressiva,com envolvimento visceral e coagulopatia,é geralmente letal. A varicela confere imunidade duradoura.Cerca de 90% da população brasileira acima dos 11 anos de idade apresenta atc anti-VZ.A vacina contra varicela foi desenvolvida por Takahashi et al. em 74 no Japão ,sendo licenciada pelo Ministério da Saúde para uso no Brasil em 98. É recomendada pela SBP mas não faz parte do PNI. -Composição.Calendário. A vacina é de vírus vivos atenuados,cepa Oka,liofilizada,com eficácia de até 95%. Cada dose após reconstituição tem 0,5ml e 2000 UFP,para ser usada SC. Toda criança deveria ser vacinada entre 12 a 18M de idade com uma dose única. Adolescentes maiores de 13A susceptíveis devem receber duas doses com intervalo mínimo de 4S. Adultos susceptíveis deveriam fazer o mesmo esquema. A conservação é em geladeira a 2 a 8 graus ou 20 graus negativos dependendo do fabricante. -Indicações emergenciais: 1-vacinação de bloqueio para impedir a disseminação em creches,hospitais,quartéis,alojamentos,etc.A vacina deve ser feita até 72h após o contacto. 2-vacinação de contatos íntimos de imunodeprimidos ,situações em que estes não podem receber a vacina.
  33. 33. 3-uso de AAS por tempo prolongado (pacientes com D.de Kawasaki,etc) para impedir a S.de Reye. 4-Em algumas situações,crianças imunodeprimidas podem ser vacinadas,como por exemplo transplantados de rim ou fígado,portadores de TU sólidos ou LLA em quimioterapia ou não,desde que respeitado um intervalo mínimo de 7 dias entre o fim do tratamento com drogas antineoplásicas e a vacinação,esplenectomizados ou asplênicos e usuários de glicocorticóides em doses não imunossupressoras. 5-Pacientes HIV positivos assintomáticos com relação CD4/CD8 acima de 25% (duas doses com intervalo de 3M) 6-Crianças com afecções dermatológicas extrema desde que não na fase aguda. -Contra-indicações e Imunização passiva. .Devemos evitar o uso de AAS por 6S após a vacinação pelo risco teórico de S.de Reye. .Em pacientes imunodeprimidos que não podem receber a vacina,a imunização passiva com VZIG encontra-se indicada em pacientes susceptíveis. NOTA:gestantes e RN expostos ao vírus tem indicação de receber a vacina.Nesta última situação,a criança em que a mãe apresenta varicela 5 dias antes ou 2 dias após o parto,deve receber imediatamente VZIG.A VZIG não evita completamente a doença sendo aconselhável a observação contínua da criança. . E5-Imunização passiva: Consiste na administração de atc prontos no indivíduo a ser imunizado. 1-confere imunidade humoral mas não celular. 2-atua imediatamente após a injeção porém é pouco duradoura (cerca de 3S) nas formas mais duradouras 3-existe risco de anafilaxia ou doença do soro,principalmente ao reativar o individuo passivamente com anti-soros heterólogos/ 4-pode ser profilática ou terapêutica e visa proteger o indivíduo e não a comunidade. 5-dependedno do grau de pureza desses anti-soros,as preparações podem ser anti-toxinas,Ig Standard ou Ig hiperimune específica. E5a-Antitoxinas: -Sào atc neutralizantes (anti-soros) espeíficos contra determinadas toxinas. -São obtidos por imunização de voluntários humanos,cavalos ou vacas. -a eficácia da antitoxina está relacionada com a meia-vida dos atc in vivo. E5a1-Anti-toxina botulínica: -polivalente,preparada contra os 3 tipos de toxinas produzidas pelo Clostridium botulinium. E5a2-Anti-toxina diftérica: -preparada em cavalos pela injeção de toxóide diftérico. E5a3-Anti-toxina tetânica: -consiste em Ig derivada de seres humanos especifica para a toxina do Clostridium tetanii. -existe também uma anti-toxina derivada de animais que não tem sido usada pelo risco de doença do soro.
  34. 34. E5b-Gamaglobulina ou Ig Standard. Usada para imunização passiva de seres humanas ou como reposição para imunodeficientes (agama tipo Bruton,por exemplo). A Ig preparada a partir de uma mistura de plasma ou soro de seres humanos sadios adultos,contém uma variedade de atc contra diversas doenças causadas por microorganismos dependendo da exposição dos indivíduos doadores do pool.Tem sido utilizada na profilaxia da HVA e do sarampo. E5c-Ig Hiperimune (específica) Preparação de gamaglobulinas obtidas de pool de plasma de indivíduos que se recuperaram de determinada doença específica ou de voluntários humanos imunizados. E5c1-HBIG: Ig hiperimune contra o VHB. --------------------------------------------------- Mistura de plasma humano com título elevado de anti-HBsAg E5c2-HRIG : Ig hiperimune contra o tétano. ----------------------------------------------------- Preparada à partir do soro de seres humanos que foram imunizados contra a raiva. E5c3-VZIG :Ig hiperimune para VZ-vírus derivada de seres humanos: ------------------------------------------------------------------------------------ Usada profilaticamente para crianças imunodeficientes na prevenção da varicela em situações bem definidas. Não tem efeito para pacientes com VZ em atividade (varicela ou herpes zoster). E5c4-Ig RhD (RhoGAM) (Anti-D): ------------------------------------------ derivada de seres humanos. Indicações: -mulher Rh- no máximo até 72h após o parto ou aborto de concepto Rh+. -pode ser admnistrada no último trimestre de gestação (26S) na mulher Rh- primípara. E6-Imunização experimental. E6a-Imunopotencialização A resposta imune pode ser ampliada através do aumento do ritmo em que a resposta ocorre,da elevação de sua magnitude ou da duração da resposta. Em algumas circunstâncias a resposta celular pode ser ampliada sem qualquer modificação imunidade humoral,como ocorre com o uso de certos componentes da parede celular de micobactérias. E6a1-Adjuvantes: ---------------------- São potenciadores específicos da resposta imune através diversos mecanismos: -aumentando a fagocitose através da insolubilização do atg e do aumento do seu tamanho aparente,uma característica que melhora o processamento do atg pelo macrófago.
  35. 35. -prolongando o período de exposição do atg,através da formação de depósitos semisolúveis do atg, que se dissolvem com o tempo.O hidróxido de alumínio,o alúmen e outros precipitantes e adsorventes são exemplos. -amplificando a proliferação de Ly imunologicamente comprometidos pela acentuação da atividade das linfocinas. Exemplos de adjuvantes: -Adjuvante de Freund: IFA (adjuvante de Freund incompleto):emulsão de água em óleo com o atg na fase liquida.O IFA aumenta a resposta imune humoral em aproximadamente 100X e prolonga a fase de síntese ativa de Ig por meses. CFA (adjuvante de Freund completo):é o IFA com adição de micobactérias ou componentes de sua parede celular,o que não altera a resposta dos atc mas adiciona uma resposta mediada por células. -Bacilo de Calmette-Guerin (BCG) O BCG ativa macrófagos e acentua a atividade das NK.A atividade adjuvante reside em glicolipídios de sua parede celular (por ex:cera D).Um muramil-dipeptidio de síntese tem propriedades semelhantes: N- acetilmuramil-L-alanil-D-isoglutamina. -Substâncias mitogênicas: Tais como a endotoxina e algumas lecitinas vegetais como a FTH (PHA=fitohemaglutinina) produzem efeito estimulador através da expansão clonal das células B e das células T. Classificação dos compostos Imunopotencializadores COMPOSTO CLASSE MECANISMO de AÇÃO Adjuvante de Freund depósito retarda a liberação de atg , prolonga a expo- sição do tecido linfóide ao atg. Alginato de cálcio precipitante idem acima Alúmen,hidróxido de Al , bentonite,albumina de so- ro bovino metilada adsorventes idem acima Endotoxina de gram- ,FTH, concanavalina-A mitógenos aumentam a expansão clonal ou diferenciação de LyB e T durante uma resposta imune. IL,1;2 e 3; Fator Ativador de macrófagos ;IFN linfocinas acentuam a proliferação ou diferenciação de cé- lulas linfóides;ativam macrófagos Nucleotídios poliadenilato e poliuridilato sintéticos estimulam o processamento de atg e a atividade LyTh. E6b-Imunização específica Estuda-se novas vacinas contra:estreptos do grupo A,do grupo B,gonorréia,cólera e diarréia do viajente por E.coli.Duas novas vacinas para Febre Tifóide estão sendo desenvolvidas:uma cepa viva atenuada de S.tiphy VO e um carboidrato capsular purificado (atg Vi) de administração parenteral. As vacinas de HIV contra a AIDS estão em desenvolvimento.Incluídos netre os produtos testados estão vírus mutantes de HIV incapazes de se reproduzir normalmente em culturas de tecido e as proteínas de superfície gp120 e gp41 dos vírus ,essenciais para sua fixaçào às células do hospedeiro.

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