Altas habilidades

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Altas habilidades

  1. 1. 1 http://www.altashabilidades.com.br/altashabilidades/index.htm http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/cartilha09.pdf QUEM SÃO AS PESSOAS COM ALTAS HABILIDADES? A conceituação de pessoas com altas habilidades tem sido extensa e apresentada de forma distinta(superdotados, bem-dotado, talentoso, gênio) e a identificação dos sujeitos, delimitada pelo próprio conceito. São pessoas com talentos especiais. Talento entendido como a capacidade para o desempenho superior ao da média comparável, aliado à criatividade e ao envolvimento persistente com o que se gosta de fazer. Talento que pode manisfestar-se em áreas diferentes (acadêmica, psicomotora, intelectual, lideranças, artes... ) , isoladas ou combinadas. HÁ ALGUMA EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA PARA O FATO DE ALGUMAS PESSOAS SEREM SUPERDOTADAS? O desenvolvimento das ciências neurológicas tem trazido contribuições valiosas. Hoje é possível não apenas estudar as diferenças estruturais, mas também a atividade que ocorre nesse exato momento naquelas estruturas. Assim, por exemplo, as varreduras por tomografia computorizada por emissão de pósitrons (TEP ou PET) mostram que quando as pessoas com alto Quociente Intelectual são envolvidas em tarefas de exigências cognitivas seus cérebros parecem usar mais eficientemente a glicose nas áreas altamente específicas para a tarefa, o que não acontece com aquelas com menor pontuação (Haer e Cols , 1992). A maioria dos estudiosos da genética comportamental concordam atualmente com o papel que a hereditariedade assume nas diferenças individuais. Toga e Thompson (2005) defendem que tais elos genéticos são parcialmente mediados pela estrutura cerebral que se encontra sob forte controle genético. É evidente que outros fatores, como o ambiente, exercem um papel fundamental, mas aquilo que parece assumir um papel mais preponderantemente decisivo refere-se è genética, dizem esses pesquisadores. http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/educacao%20infantil%209.pdf http://200.189.113.123/portals/portal/institucional/dee/dee_superdotado.php Quem é o aluno com altas habilidades/superdotação? Embora ainda não exista uma definição universal de altas habilidades/superdotação, inúmeras pesquisas têm sido realizadas com o intuito de dar respostas a questões ligadas à definição de superdotação. Tanto que a literatura especializada é rica quanto às citações de diferentes autores. Dentre elas, cita-se as seguintes: A Política Nacional de Educação Especial do Ministério da Educação / Secretaria de Educação Especial (1994) adota o conceito de Marland, que define como pessoas – crianças e adultos com altas habilidades / superdotação as que apresentam desempenho acima da média ou elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica específica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento especial para artes e capacidade psicomotora. Uma conceituação atualmente aceita por vários autores sobre o que seja a pessoa superdotada é a de Renzulli, no seu Modelo dos Três Anéis. Segundo este pesquisador, o comportamento superdotado consiste na interação entre os três grupamentos básicos dos traços humanos: habilidades gerais e/ou específicas acima da média, elevados níveis de comprometimento com a tarefa e elevados níveis de criatividade. • Habilidade acima da média: referem-se aos comportamentos observados, relatados ou demonstrados que confirmariam a expressão de traços consistentemente superiores em qualquer campo do saber ou do fazer. Assim, tais traços apareceriam com freqüência e duração no repertório de uma pessoa, de tal forma que seriam percebidos em repetidas situações e mantidos ao longo de períodos de tempo. • Criatividade: são os comportamentos visíveis por intermédio da demonstração de traços criativos no fazer e no pensar, expressos em diferentes linguagens, tais como: falada, gestual, plástica, teatral, matemática, musical, filosóficas ou outras. Envolvimento com a tarefa: relacionam-se aos comportamentos observáveis por meio de expressivo nível de interesse, motivação e empenho pessoal nas tarefas que realiza. Existe amparo legal para o atendimento ao superdotado? Dentre os documentos legais existentes sobre esta temática, podemos destacar: LDBEN nº 9394/96 RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 02/2001 DELIBERAÇÃO Nº02/03 – CEE Que filmes posso assistir sobre o tema? Mentes que brilham Lances inocentes Gênio Indomável - Good Will Hunting, 1997 Uma mente Brilhante - A Beautiful Mind, 2001 Sociedade dos Poetas Mortos - Dead Poets Society, 1989 Prenda-me se for capaz Encontrando Forrester Amadeus Brilhante Hackers-Piratas de Computador Código para o Inferno - Code for the Inferno Endereços eletrônicos • www.possibilidades.com.br
  2. 2. 2 • • • • • www.intelliwise.com.br www.talentocriativo.com.br www.profissaomestre.com.br www.edukbr.com.br www.pedagobrasil.com.br www.ufsm/ce/revista.com.br http://www.efdeportes.com/efd82/psoc.htm Resumo O estudo propôs traçar o perfil biopsicossocial de uma criança com indicadores de altas habilidades. Esta pesquisa contou com a participação de uma criança pré-escolar, escolhida intencionalmente pelos professores e orientadores de uma escola particular de Florianópolis. Os instrumentos utilizados foram: dois questionários de identificação de características de altas habilidades (MATE; MORO, 1997; VIEIRA, 2002); questionário de avaliação do Perfil de Desenvolvimento de Inteligência (TCKAC e col., 2002); Escala Wechsler para crianças (WECHSLER; FIGUEREDO, 2002); teste do desenho da figura humana (GOOUDENOUGH-HARRIS, 1991); testes da Escala de Desenvolvimento Motor EDM (ROSA NETO, 2002); questionário psicossocial; e avaliação do crescimento físico. Os resultados indicaram que existe concordância entre pais e professores nas características de altas habilidades apresentadas pela criança; no perfil do desenvolvimento de inteligência a área de maior destaque foi a motora; na avaliação do QI total (verbal e de execução) a criança alcançou 135 pontos ("muito superior"); no teste da figura humana atingiu índice "normal alto"; no desenvolvimento motor teve classificação "superior". O estudo demonstra a necessidade de validação de instrumentos para caracterização dessa população. Unitermos: Altas habilidades. Desenvolvimento. Perfil biopsicossocial. Pré-escolar. http://www8.pr.gov.br/portals/portal/institucional/dee/legislacao/artigo_4.pdf O ALUNO COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO: UMA CRIANÇA QUE NÃO É O QUE DEVE SER OU É O QUE NÃO DEVE SER?1 Susana Graciela Pérez Barrera Pérez2 Como poderia uma criança olhar para si mesma se já sabe que algo está sempre errado com ela, porque não é o que deve ser ou é o que não deve ser? (MATURANA, 2001, p. 31) INTRODUÇÃO A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais, no Brasil, tem sido discutida por diversos autores e aparece como novo paradigma na maioria dos dispositivos legais vigentes e nas discussões acadêmicas. Existem inúmeros trabalhos que discutem, analisam e fazem propostas inclusivas pensando no aluno com deficiência como sendo a única população atendida pela Educação Especial. Seja por erros terminológicos ou conceituais, seja por preconceitos de caráter político-ideológico, ou seja, implesmente, por carência de informações, a inclusão dos chamados alunos com necessidades educativas especiais encerra no seu seio a exclusão de outros alunos, dentre eles os alunos com Altas Habilidades/ Superdotação. Este grupo social é nomeado na legislação maior como alunos da Educação Especial e deveriam ter, por força de suas reais necessidades educativas especiais, previsão e provimento de políticas públicas em seu atendimento. Entretanto, tal proposição ainda não acontece. A PESSOA COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO Embora ainda não exista uma definição universal de Altas Habilidades/Superdotação, filiamo-nos à proposta por Joseph Renzulli (1986, p. 11-12), no seu Modelo dos Três Anéis: O comportamento superdotado consiste nos comportamentos que refletem uma interação entre os três grupamentos básicos dos traços humanos – sendo esses grupamentos habilidades gerais e/ou específicas acima da média, elevados níveis de comprometimento com a tarefa e elevados níveis de criatividade. As crianças superdotadas e talentosas são aquelas que possuem ou são capazes de desenvolver este conjunto de traços e que os aplicam a qualquer área potencialmente valiosa do desempenho humano. Este construto teórico também embasa a definição adotada pelo Ministério de Educação do Brasil nas “Diretrizes Gerais para o Atendimento Educacional aos Alunos Portadores de Altas Habilidades/Superdotação e Talentos”, do SEESP/MEC (BRASIL, 1995, p. 13). Os recentes avanços nas teorias da inteligência sob uma visão multidimensional, como, por exemplo, a Teoria Triárquica e a Teoria Pentagonal, de Sternberg, em 1986 e 1993; a Teoria das Inteligências Múltiplas, de Gardner, em 1973 http://www.vademecum.com.br/sapiens/FAQs.htm O que é um superdotado? Indivíduos dotados de habilidades relevantes em níveis significativamente acima daqueles das pessoas em geral. Quando existirem testes reconhecidos, então isso pode ser definido a partir de escores em testes. Onde não exista teste reconhecido, pode-se presumir que as opiniões subjetivas de "peritos" nas diversas áreas acerca das qualidades criativas de originalidade e imaginação demonstradas seriam o critério. Assim, existem superdotados em inteligência, criatividade, sociabilidade e liderança, psicomotricidade, artes plásticas, drama, música, habilidades acadêmicas, etc. O QI realmente mede a Inteligência?
  3. 3. 3 Não existe uma "inteligência" única, universal, aplicável a todas as situações independente de contexto. O que o QI mede é um conjunto habilidades mentais relevantes. Mais especificamente, ele quantifica uma aptidão verbal e lógicomatemática de importância significativa para sociedades ocidentais urbanas, sendo útil para a previsão do rendimento escolar e da aquisição de competências envolvendo o uso do conhecimento formal, abstrato e simbólico. http://www.mensa.com.br/pag.php?p=66 Será que seu filho é superdotado? Mariana Milani - Psicóloga Geralmente, quando pensamos em superdotados, imaginamos aquele garoto “nerd” de óculos, estudioso ou aquele geniozinho cientista. Acontece que esses estereótipos nem sempre revelam um superdotado e, certamente, não abarcam a totalidade de perfis de pessoas superdotadas. Os Portadores de Altas Habilidades, como também podem ser chamados os superdotados, são curiosos, criativos e aprendem tarefas com facilidade. Muitas vezes, surpreendem os pais com habilidades precoces, vocabulário avançado em comparação com crianças da sua idade e raciocínios complexos. Ser um superdotado, ou Portador de Alta Habilidade (PAH), significa situar-se acima da média das pessoas em relação a alguma habilidade relevante. As características pessoais dos superdotados variam muito, mas existem alguns traços comuns entre eles. Confira algumas características de superdotados: · Rapidez e facilidade para aprender, abstrair ou fazer associações; · Criatividade; · Capacidade para analisar e resolver problemas; · Independência de pensamento; · Habilidade excepcional para esportes, música, artes, dança, informática ou outros talentos; · Curiosidade e senso crítico exagerados; · Senso de humor; · Investimento nas atividades de interesse e descuido com as demais; · Bom relacionamento social e liderança; · Aborrecimento com a rotina; · Hipersensibilidade. Problemas comuns: O que poucas pessoas sabem é que as crianças superdotadas nem sempre são bem-sucedidas. Se a inteligência privilegiada as ajuda a compreender mais facilmente problemas e situações, a falta de orientação pode atrapalhar o desenvolvimento psicológico e criar uma barreira para a inserção social. Pois, apesar da mente rápida, para o bom desenvolvimento emocional, essas crianças precisam das mesmas coisas que as outras (às vezes em maior quantidade): acolhimento, compreensão, sentimento de pertencer ao grupo (escola, família) e nem sempre isso ocorre pois, em primeiro lugar, elas são diferentes do grupo e percebem isso rapidamente; depois, a superdotação pode provocar desconforto nas pessoas (familiares, colegas, professores, etc.) que se relacionam com a criança, até mesmo sentimento de inferioridade, e isso pode prejudicar o relacionamento. Muitos superdotados olham o mundo através de lentes de aumento e por serem diferentes da maioria, enfrentam dificuldades em se adaptar a um mundo que não foi feito para pessoas como eles. Outros, procuram diminuir a expressão do seu talento, procurando ficar mais parecidos com o grupo e isso pode acabar gerando apatia e desmotivação. O resultado são adultos que desperdiçam potencial intelectual por dificuldade de se relacionar com o mundo exterior. Alguns superdotados passam por dificuldades no relacionamento social. Muitas vezes procuram a companhia de pessoas mais velhas, na tentativa de encontrar parceiros com o mesmo nível intelectual ou o mesmo tipo de interesses. O medo de não ser aceito, especialmente na adolescência, pode levá-lo à ansiedade e a um maior envolvimento com atividades individuais. Por outro lado, algumas crianças superdotadas precisam ficar sozinhas, talvez mais do que as outras crianças, para satisfazer seus interesses pessoais. Os pais precisam compreender e aceitar essa necessidade, desde que ela não se transforme num isolamento total. A resistência em aceitar regras é normal entre os superdotados, pois muitas vezes eles não as consideram justas nem necessárias, ou não compreendem o seu objetivo. Os pais devem analisar os limites que estão impondo e explicar ao filho os motivos dessa conduta. Outra dificuldade que a família costuma enfrentar é a falta de tolerância do superdotado. Ela deve ajudá-lo no processo de autoconhecimento, fazendo-o perceber que a convivência em sociedade exige esforço e compreensão de todas as pessoas. A enorme curiosidade faz com que os PAHs procurem campos pouco explorados pelos outros, apresentando interesses exóticos. Isso pode acarretar dificuldades operacionais para a família. A solução é conversar com a criança ou adolescente e explicar quais são os limites de tempo, financeiros, por exemplo, que se apresentam. Como podem ser extremamente exigentes com seu desempenho, e igualmente criativos, talvez encontrem, junto com seus pais uma solução. Os Portadores de Altas Habilidades podem ser classificados em diversos tipos, enquadrando-se em um ou mais de um, de acordo com o Ministério da Educação e da Cultura. · intelectual: costuma ser flexível, independente e mostra fluência de pensamento, produção intelectual, julgamento crítico e habilidade para resolver problemas; · social: revela capacidade de liderança, sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, sociabilidade expressiva, poder de persuasão; · acadêmico: demonstra boa capacidade de produção, atenção, concentração, memória, interesse e motivação pelas tarefas acadêmicas; · criativo: tem facilidade para encontrar soluções diferentes e inovadoras. Exprime-se bem, é fluente, original e flexível; · psicomotricinestésico: destaca-se pela habilidade e interesse por atividades físicas e psicomotoras, agilidade, força e resistência, controle e coordenação motoras; · especialmente talentoso: esse indivíduo tende a se destacar nas artes plásticas, musicais, literárias e dramáticas, revelando uma capacidade acima da média das pessoas em geral. Conclusão: Os pais precisam identificar, o quanto antes, a superdotação do filho e dar instrumentos para que ele possa colocar seu talento em prática. A observação da criança e a aplicação de testes de inteligência podem ser muito úteis. Um psicólogo pode ajudar e orientar os pais nesse processo.
  4. 4. 4 Os pais de um superdotado precisam ser claros com seu filho, explicando que ele tem um talento especial, mas que não é melhor do que os outros. É importante ressaltar que no grupo social é a diversidade de talentos que traz a diversão e o desenvolvimento e que cada pessoa tem uma contribuição valiosa a dar. Ele precisa ter a certeza de que seus pais o compreendem e de que poderá falar quando quiser sobre suas dificuldades. Dessa forma a família o ajudará a desenvolver uma boa auto-estima. Estimular a convivência com outras crianças, encontrando amigos capazes de desenvolver e compartilhar determinadas atividades e descobrindo os talentos complementares dos outros, também faz parte do papel dos pais. Além disso, os pais precisam acompanhar seu filho na busca de materiais e informações que o ajudem a dar vazão à sua curiosidade. Se ele se gostar de ciência ou história, por exemplo, pais e professores deverão ajudá-lo a encontrar livros, sites e estudos interessantes sobre o assunto.

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