Positivismo

1.439 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.439
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
381
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
36
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Positivismo

  1. 1. Positivismo Nomes: Allison Ferreira Caroline de Moraes Lucas Tonus Victor Lemos Auguste Comte (1798-1857)
  2. 2. Positivismo O positivismo é uma corrente filosófica que surgiu na França e ganhou força na segunda metade do século XIX e começo do século XX; defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. Os positivistas não consideram os conhecimentos ligados as crenças, superstição ou qualquer outro que não possa ser comprovado cientificamente.
  3. 3. Auguste Comte Auguste Comte (1798-1857), utilizou o positivismo como sua filosofia, que teve grande expressão no mundo ocidental. Para Comte, o método positivista consiste na observação dos fenômenos, subordinando a imaginação à observação. Sintetizou seu ideal em sete palavras: real, útil, certo, preciso, relativo, orgânico e simpático.
  4. 4. Positivismo O positivismo acompanhou e estimulou a organização técnico- industrial da sociedade moderna e fez uma exaltação otimista do industrialismo, o que leva esta mesma sociedade a desenvolver-se e consolidar-se. A característica essencial ao positivismo é a devoção à ciência, vista como único guia da vida individual e social, única moral e única religião possível. Em última análise, o positivismo é compreendido como a "religião da humanidade".
  5. 5. A partir da ciência, o filósofo propunha reformular a sociedade para que se obtivesse ordem e progresso. Porém, isso implicou a criação de uma ciência social, pois só é possível reformular ou transformar aquilo que conhecemos.
  6. 6. Lei dos Três Estados O Estado Teológico: na fase inicial da evolução, o mundo, a vida e os fenômenos em geral são explicados através dos recursos a forças mágicas e aos deuses, dividindo-se em três sub-estados (fetichismo, passando pelo politeísmo e terminando no monoteísmo). Neste primeiro sub-estado, a forma de pensar das pessoas leva-as a atribuir todos os fenômenos de ordem objetiva ou subjetiva à ação de seres inanimados, aos quais emprestam as mesmas qualidades dos seres humanos, tais como vontade, poder, sentimentos e outras. Acreditava-se que a “macumba” seria ritual capaz de produzir certos efeitos; raciocinavam com base na crença de que tais ou quais objetos têm o poder ou capacidade de proteger o indivíduo dos fenômenos naturais, tais como medalhinhas, amuletos, figas e outros.
  7. 7. Desse primeiro sub-estado, evoluiu-se para o segundo sub-estado ou forma de raciocinar em que os fenômenos naturais já não são atribuídos à ação de diversas divindades, cada uma responsável por uma categoria de fenômenos: no politeísmo, havia “deuses” para presidir todos os fatos da vida, tais como a caça, a guerra, a paz, a doença, a saúde, a colheita, as pestes. Daí a necessidade de o homem cultuar essas divindades e aplicar- lhes a ira, fazendo-lhes oferendas e até sacrifícios humanos, afim de obter os resultados desejados: saúde, uma boa colheita, a paz, etc. Muito embora esses vários deuses tenham governado a Terra por milênios, o progresso de nossas concepções, ou seja, de nosso modo de raciocinar, e o desenvolvimento do espírito científico fez com que todos esses deuses desaparecessem sem deixar rastro. Foi o progresso intelectual da humanidade que tornou esses deuses desnecessários.
  8. 8. Com o evoluir dos tempos, passaram os homens a pensar que não havia um deus específico para reger ou presidir cada fenômeno; que todos os fatos de qualquer natureza, eram sempre decorrentes da vontade e do poder de um só deus, a quem passaram a atribuir três poderes absolutos: onipotência (tudo poder), onisciência (tudo saber) e onipresença (estar em todos os lugares ao mesmo tempo). Aliás, esses três poderes absolutos atribuídos à divindade podem deixar os crentes em dúvida quanto à alegada bondade infinita da divindade, porque, sendo ela onipotente, omnisciente e onipresente, terá certamente sabido que em 11 de setembro de 2001 ia ocorrer o ataque às Torres Gêmeas em NY (omnisciente); estava lá quando o ataque ocorreu (onipresente) e podia tê-lo evitado (onipotente) poupando vidas humanas, mas não o fez. Em matéria de “absoluto” é sempre bom lembrar a máxima de Augusto Comte: “Tudo é relativo; eis o único princípio absoluto”.
  9. 9. Nesta fase a sociedade ainda busca explicações de caráter absoluto que, embora produzidos pela razão, não podem ser comprovados objetivamente. Pensadores passaram a atribuir a ocorrência dos fenômenos à forças cósmicas, a energias, ou a isso a que chamam “natureza”. Ou seja, substituíram a ação das divindades pela ação de entidades. A Metafísica nada cria; não observa os fenômenos para determinar as leis que os regem. Limita- se a “imaginar” causas primeiras, todas atribuídas à ação de entidades (forças). Preocupa-se com a causa dos fenômenos, mas não o seu processo. Quer saber por que há energia, mas não sabe como ela se produz nem como atua. A Metafísica perde-se em divagações, imagina causas, satisfaz a imaginação, mas não resulta em nada de prático para a humanidade. O Estado Metafísico
  10. 10. O Estado Positivo É o estágio final da evolução humana, em que a sociedade atinge o conhecimento científico, verificável e objetivo, e que se expressa em termos de leis naturais. A filosofia de Comte é uma análise do estado positivo. As concepções humanas passam a basear-se na observação dos fenômenos para daí prever sua ocorrência e, se possível, defender o homem de possíveis efeitos maléficos. Por isso, Auguste Comte dizia que fazer ciência é “saber, para prever, afim de prover”. E o saber parte sempre da observação e não da imaginação.
  11. 11. Os Três Estados não são estanques, isto é, não é necessário que desapareça o fetichismo para que surja o politeísmo, nem é necessário que este acabe para surgir o monoteísmo. Da mesma forma, a Metafísica convive com o Estado Teológico e o Estado Positivo coexiste com a Teologia e a Metafísica.
  12. 12. Positivismo no Brasil O positivismo de Auguste Comte encontra aceitação no Brasil, em teses de doutoramento da Escola de Medicina e da Escola Militar. A partir de 1870, o positivismo passa a influenciar na discussão política, principalmente entre os militares. Os religiosos, representados por Miguel Lemos e Teixeira Mendes, fundam a primeira Igreja Positivista do Brasil (Rio de Janeiro). Os heterodoxos, como Luís Pereira Barreto, Alberto Sales e Benjamin Constant aceitaram somente a parte filosófica científica de Comte.
  13. 13. Conhecer o positivismo é importante aos brasileiros, devido à grande influência que esta filosofia exerceu no país na virada dos séculos 19 e 20, onde positivistas brasileiros participaram do movimento pela Proclamação da República, em 1889, e na Constituição de 1891, tanto que a bandeira brasileira passou a expressar o lema positivista “Ordem e Progresso”. A palavra positivista designa uma teoria que exclui toda negação e doutrina contraditória, afirma somente o positivo segundo o que é percebido pelos sentidos. Não é somente uma teoria de ciência, e considera o progresso como uma lei da humanidade.

×