Filosofia medieval 21 mp

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Filosofia medieval 21 mp

  1. 1. Filosofia Medieval Componentes: Hiago, Eduardo e Emanuel Turma: 21MP Professor: Alexandre Misturini
  2. 2.  A Filosofia medieval abrange o período que vai do século VIII ao século XIV. Apesar de ter as mesmas preocupações que a Filosofia patrística, filosofia cristã dos primeiros séculos, os pensadores do medievo acrescentaram um assunto importante em sua filosofia: o Problema dos Universais, que diz respeito à ideia e sua relação com a realidade. Maimônides, Nahmanides, Yeudah ben Levi (judeus), Avicena, Averróis, Alfarabi e Algazáli (árabes), Abelardo, Duns Scoto, Escoto Erígena, Santo Anselmo, Santo Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno, Guilherme de Ockham, Roger Bacon e São Boaventura são considerados os principais nomes da Filosofia medieval.
  3. 3. Escolástica  A Escolástica tem tanto um significado mais limitado, ao se referir às disciplinas ministradas nas escolas medievais – o trivio: gramática, retórica e dialética; e o quadrívio: aritmética, geometria, astronomia e música -, quanto uma conotação mais ampla, ao se reportar à linha filosófica adotada pela Igreja na Idade Média. Mesmo depois , quando Aristóteles , discípulo de Platão, é contemplado no pensamento cristão através de Tomás de Aquino, o neoplatonismo adotado pela Igreja é preservado. A Escolástica foi profundamente influenciada pela Bíblia Sagrada, pelos filósofos da Antiguidade e também pelos Padres da Igreja, escritores do primeiro período do Cristianismo oficial, que detinham o domínio da fé e da santidade.
  4. 4. Patrística  É o nome dado à filosofia cristã dos primeiros sete séculos, elaborada pelos Padres da Igreja, que são os primeiros estudiosos da Escritura e os mais antigos testemunhos da fé da Igreja e da vida cristã, a ponte que une a Tradição Apostólica às gerações cristãs posteriores. Foram eles, os Pais da Igreja, responsáveis por confirmar e defender a fé, a liturgia, a disciplina, criar os costumes e decidir os rumos da Igreja, ao longo dos sete primeiros séculos do Cristianismo. Foi durante essa época que não apenas a Igreja, mas também seus ensinamentos e doutrinas se desenvolveram e foram melhor explicados e aceitos por toda a Cristandade .
  5. 5. Santo Agostinho  Santo Agostinho, conhecido também como Aurélio Agostinho, Agostinho de Hipona ou São Agostinho, foi importante bispo, teólogo e filósofo, reconhecido pelos católicos como Doutor da Igreja. O santo tem lugar de destaque na história da Igreja Católica, reconhecido por sua profunda percepção e pelo seu temperamento compreensivo, bem como por sua junção da natureza teórica da patrística - ciência que se ocupa da doutrina dos Santos Padres e da história dessa doutrina – grega com o teor prático da patrística latina. Parte de sua obra se dedica às especulações filosóficas, com destaque para os diálogos, tais como Contra os acadêmicos, Da vida beata, Os solilóquios, Sobre a imortalidade da alma, Sobre a quantidade da alma, Sobre o mestre, Sobre a música; a outra é devotada à teologia, que complementa sua filosofia, especialmente Da Verdadeira Religião, As Confissões – sua obra mais conhecida -, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira.
  6. 6. São Tomás de Aquino  São Tomás de Aquino nasceu na Itália, próximo a Roccasecca, mais precisamente perto de Aquino (comuna italiana da região do Lácio), e ficou conhecido como um dos mais importantes pensadores cristãos e cultos existentes até os dias atuais. São Tomás era filho do Conde de Aquino, realizou seus estudos no mosteiro da ordem de São Bento de Cassino e em seguida seguiu para a Universidade de Nápoles, quando tomou conhecimento do conjunto de produções literárias de um filósofo grego de nome Aristóteles. Entre os anos de 1259 e 1268 São Tomás instruiu-se na Universidade da Cúria Papal, na Itália; após o término de seus estudos decidiu publicar suas explanações a respeito da Física, da Metafísica (parte da Filosofia que estuda a essência dos seres ), da Ética (esfera da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana) e da Política defendida por Aristóteles; na sequência dedicou-se a sua obra capital, “A Suma Teológica”, finalizada no ano de 1242.
  7. 7. Razão e fé no pensamento medieval  A teologia (estudo de Deus) é a tentativa de conciliar fé religiosa e pensamento racional .Algumas são verdades referentes a Deus e que excedem toda capacidade da razão humana, como, por exemplo, Deus ser trino e uno. Outras são aquelas as quais a razão pode admitir, como, por exemplo, Deus, ser Deus, Deus ser uno, e outras semelhantes, Estas os filósofos, conduzidos pela luz da razão natural, provaram, por via demonstrativa, poderem ser realmente atribuídas a Deus. Na perspectiva agostiniana, ao homem basta ter fé, pois todo o conhecimento necessário ao homem é por Deus revelado na interação entre a alma humana e a natureza.

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