Conceito de pós modernismo 35 tp

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Conceito de pós modernismo 35 tp

  1. 1. Nome: Aléxia Pelegrin Turma: 35 TP Componente curricular: Filosofia
  2. 2.  O conceito de pós-modernismo tornou-se nos últimos anos, um dos mais discutidos nas questões relativas à arte, à literatura ou à teoria social.  Mas a noção de pós-modernidade reúne rede de conceitos e modelos de pensamento em “pós”, dentre os quais podemos elencar alguns: sociedade pós- industrial, pós-estruturalismo, pós-fordismo, pós- comunismo, entre outros.  O geógrafo Georges Benko afirma que o “pós” é incontornável, o fim do século XX se conjuga em “pós”.
  3. 3.  As características da pós-modernidade podem ser resumidas em alguns pontos: propensão a se deixar dominar pela imaginação das mídias eletrônicas, colonização do seu universo pelos mercados, celebração do consumo como expressão pessoal, pluralidade cultural, polarização social devido aos distanciamentos acrescidos pelos rendimentos, falências das meganarrativas emancipadoras como aquelas propostas pela Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade.  A pós-modernidade recobre todos esses fenômenos, conduzindo, em um único e mesmo movimento, à uma lógica cultural que valoriza o relativismo e a diferença, a um conjunto de processos intelectuais flutuantes e indeterminados.
  4. 4.  Há uma configuração de traços sociais que significaria a erupção de um movimento de descontinuidade da condição moderna: mudanças dos sistemas produtivos e crise do trabalho, eclipse da historicidade, crise do individualismo e onipresença da cultura narcisista de massa.  Mudam-se valores: é o novo, o fugido, o efêmero, o folgaz, o individualismo, que valem. A aceleração transforma o consumo numa rapidez nunca vivenciada: tudo é descartável.  A publicidade manipula desejos, promove a sedução, cria novas imagens e signos, eventos como espetáculos, valorizando o que a mídia dá o transitório da vida.
  5. 5.  As telecomunicações possibilitam imagens serem vistas por todo o planeta.  As lutas mudam, agora não é contra o patrão, mas contra a falta deles.
  6. 6.  Paul-Michel Foucault, filho de cirurgião, nasceu em Poitiers, no dia 15 de outubro de 1926.  Embora pertencesse a uma tradicional família de médicos, Michel caminhou em outra direção, na sua educação escolar encontrou todas as influências necessárias para guia-lo no caminho da filosofia.  Seu primeiro mentor foi o Padre de Montsabert, do qual herdou seu gosto pela história.  Além disso, era um autodidata e adorava ler.
  7. 7.  Além disso, era um autodidata e adorava ler.  Foucault viveu o contexto da Segunda Guerra Mundial, o que estimulava ainda mais seus interesses pelas Ciências Humanas.  Em 1945, com o fim da Guerra, Michel passa a morar em Paris e, neste mesmo ano, tenta pela primeira vez entrar na Escola Normal Superior, mas é reprovado.  Vai estudar então no Liceu, onde tem aula com o famoso filósofo, Jean Hyppolite.  No ano seguinte ele consegue finalmente ingressar na Escola Normal Superior da França, e aí tem aulas com Maurice Merleau-Ponty.
  8. 8.  Foucault realiza sua graduação em Filosofia na Sorbonne, em 1949 obtém o diploma de Psicologia e coroa seus estudos filosóficos com uma tese sobre Hegel.  Foucault foi sempre mentalmente inquieto, curioso e angustiado diante da existência, o que o levou a tentar suicídio várias vezes.  Tentou também se enquadrar no Partido Comunista Francês, mas essa filiação durou pouco, pois não suportou suas ingerências na vida pessoal.  Em 1951, passa a ministrar aulas de psicologia.  Ainda neste ano ele adquire uma experiência fundamental no Hospital Psiquiátrico de Saint-Anne, que irá repercutir em seus escritos sobre a loucura.
  9. 9.  O filósofo começa a seguir as trilhas do seminário de Jacques Lacan, e neste mesmo período aproxima-se de Nietzsche.  No campo psicológico, ele conclui seus estudos em Psicologia Experimental.  De 1970 a 1984, Michel ocupa o cargo de Professor de História dos Sistemas de Pensamentos no Collége de France, no qual ele toma posse com uma aula que se torna famosa sob o título de “Ordem do Discurso”.  Suas obras, desde a “História da Loucura” até “A História da Sexualidade”, que com sua morte ficaria inacabada, enquadram-se dentro da Filosofia do Conhecimento.
  10. 10.  Mas foi realmente com “História da Loucura” que ele se consolidou na filosofia.  A princípio Foucault seguiu uma linha estruturalista, mas em obras como “Vigiar e Punir” e “A História da Sexualidade”, ele é concebido como um pós- estruturalista.
  11. 11.  O livro começa pela narrativa da tortura, suplício e esquartejamento de um parricida, em 1757.  A tortura deixa também de ser prerrogativa de quem detém um poder político que se sustenta fortemente na moral religiosa, no crivo religioso, para passar a ser prerrogativa do poder legal, do poder educacional, do poder psiquiátrico, do poder presente no trabalho, etc.
  12. 12.  Esse aspecto difuso da tortura, sua disseminação pelos mais diversos setores de nossa vida diária, já está, hoje, tão introjetado no que somos que sequer a percebemos. Ao contrário, há, na sociedade ocidental contemporânea, esquisita e esquizofrenicamente, certo prazer em se torturado, uma vontade de não ser livre, de delegar poderes aos carrascos.  Estamos diante deles no condomínio, no trabalho, no transporte público, nas ruas, na praia.  Se o aprisionamento torturante, hoje, não é o do corpo, mas o da alma há de se buscar o lugar onde se emanam os eflúvios de poder agrilhoam essa tal alma.
  13. 13.  Não é difícil perceber que boa parte deles, talvez a mais forte e resistente em termos miasmático prisionais, venha ainda do cerne e da carne da Igreja.  Cordeiros torturados em número crescente bradam seus cânticos torturantes por todo o lugar, até mesmo em Copacabana, enquanto prostitutas passam ao largo dos templos, desfilando pernas, umbigos e bocas.  A necessidade de sentir-se subjugado encontra facilmente, lugar de congregação.  Sob o olhar piedoso do padre e dos irmãos em Cristo, todos estão protegidos e devidamente anulados.  Moldada a mente, ou espírito, ou alma, pela moral que emana da Igreja, resta pouco a moldar.
  14. 14.  Contudo, a educação escolar, o mundo do trabalho e o mundo paralelo da cultura, entretenimento, informação seriam, três replicadores dessa moral.  Afinal quem não é religioso também precisa ser controlado.  A escola, já pelo simples fato de dispor de um currículo, prega também verdades.  Sua crença é a de que, por meio de restrições e encaminhamentos, o indivíduo será devidamente moldado.  Uma vez moldado, será então, entregue à sociedade “pronto para o trabalho”.
  15. 15.  Neste, cumprirá docilmente sua jornada de oito horas, contribuindo não só para sua designação própria, mas também para “o enobrecimento da humanidade”.  Desse caldeirão escola, trabalho, diversão surgem os belos indivíduos que nos cercam como se fossem carcereiros do bem.  Nesse aspecto diversão, esses carcereiros do bem atuam como moedeiros falsos, mas julgam produzir somente dobrões de ouro.  Tudo, para eles, deve imediatamente ser convertido em algo quantificável.  Devidamente quantificada, a vida ganha ares de competição, e os moedeiros falsos sentem-se na liderança.  De fato são próceres da humanidade de cuja companhia devemos muito nos orgulhar.
  16. 16.  O livro Microfísica do Poder de Michel Foucault contém transcrições dos cursos ministrados no Collége de France, artigos, debates e várias entrevistas que auxiliam na introdução ao pensamento de Foucault.  Esta obra explicita como os mecanismos de poder são exercidos fora, abaixo e ao lado do aparelho de Estado.  Assim com, mostra-nos a relação de poder e saber nas sociedades modernas com objetivo de produzir verdades cujo interesse essencial é a dominação do homem através de praticas políticas e econômicas de uma sociedade capitalista.
  17. 17.  Em suma, é uma obra de absoluta importância para estudantes e qualquer graduação que busca um comprometimento com a profissão e com a sociedade.  Pois, ajuda a melhorar e elucidar o conhecimento sobre as mazelas impregnadas no nosso país e no mundo.
  18. 18.  O projeto era pra ser uma prisão modelo, para a reforma dos encarcerados.  Mas, por vontade expressada do autor, foi também um plano para todas as instituições educacionais, de assistência e de trabalho, o esboço de uma sociedade racional.  O projeto era de 1789, o mesmo ano em que a burguesia tornava-se a classe social dominante no mundo ocidental.
  19. 19.  Michel Foucault ao estudar a sociedade disciplinar, constata que a sua singularidade reside na existência do desvio diante d norma.  E assim para “normalizar” o sujeito moderno, forma desenvolvidos mecanismos e dispositivos de vigilância, capazes de interiorizar a culpa e causar remorsos pelos seus atos.
  20. 20.  Conceito de pós-modernismo. Disponível em: http://meuartigo.brasilescola.com/geografia/o-conceito- posmodernidade-na-sociedade-atual.htm  Michel Foucault. Disponível em: http://www.infoescola.com/psicologia/michel-foucault/  Vigiar e Punir. Disponível em: http://viniciusfigueira.com/2012/06/30/foucault-vigiar-e-punir- resenha-para-preguicosos/  Microfísica do Poder. Disponível em: http://www.olibat.com.br/microfisica-do-poder-michel-foucault/  Poder Panóptico. Disponível em: http://michelfoucault.hotglue.me/Pan%C3%B3ptico

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