Defesa de Tese - Luiz Agner (PUC-Rio, 2007)

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Defesa de Tese - Luiz Agner, PUC-Rio, 25 de outubro de 2007

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Defesa de Tese - Luiz Agner (PUC-Rio, 2007)

  1. 1. Luiz Agner Orientação: Anamaria de Moraes (DSc) Arquitetura de Informação e Governo Eletrônico Diálogo Cidadãos-Estado na World Wide Web, Estudo de Caso e Avaliação Ergonômica de Usabilidade de Interfaces Humano-Computador
  2. 2. Introdução <ul><li>O trabalho - analisa aspectos do diálogo cidadãos-Estado na World Wide Web, </li></ul><ul><li>considera a configuração dos meios técnicos de comunicação interativa disponibilizados pela web </li></ul><ul><li>e a otimização deste processo pelos profissionais de Design, Arquitetura de Informação e Ergonomia. </li></ul>
  3. 3. Introdução <ul><li>Utilização por: </li></ul><ul><ul><li>Empresas </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisadores </li></ul></ul><ul><ul><li>Jornalistas </li></ul></ul><ul><ul><li>Estudantes </li></ul></ul><ul><ul><li>Poder público </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>federal </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>estadual </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>municipal </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Sociedade civil </li></ul></ul><ul><ul><li>Organismos internacionais </li></ul></ul>
  4. 4. Introdução Contexto Usuários Conteúdo ROSENFELD e MORVILLE Objetivos da organização, políticas, cultura, tecnologia e recursos humanos Audiências, tarefas, necessidades, comportamento de busca de informação, experiência, vocabulário Documentos, formatos/tipos, objetos, metadados, estrutura existente
  5. 5. Visão crítica das organizações <ul><li>Teoria Crítica: A sociedade tecnológica é um sistema de dominação, que opera a partir da elaboração de suas técnicas </li></ul><ul><ul><li>A máquina transformou-se em um instrumento político </li></ul></ul><ul><ul><li>Não existe neutralidade na tecnologia. </li></ul></ul>
  6. 6. Governo eletrônico <ul><li>Significa muito mais do que a idéia de um governo informatizado. </li></ul><ul><li>Trata-se de um Estado aberto e ágil para atender às necessidades da sociedade. </li></ul><ul><li>Envolve utilizar tecnologias de informação e comunicação para ampliar a cidadania, a transparência e a participação dos cidadãos. </li></ul>
  7. 7. Arquitetura de informação <ul><li>Novas tecnologias de informação estão sendo introduzidas com grande impacto sobre o modo como trabalhamos, aprendemos e nos comportamos. </li></ul><ul><li>Em vez de melhorar as nossas vidas, elas estão complicando e tornando-as caóticas. </li></ul><ul><li>Não é surpreendente a emergência de uma nova profissão para lidar com essas questões – a AI. </li></ul>
  8. 8. Arquitetura de informação <ul><li>Ansiedade de informação (Wurman). </li></ul><ul><li>A crise contemporânea é a de como transformar informação em conhecimento. </li></ul><ul><li>Mais informação deveria representar mais oportunidades para aumentar a compreensão do mundo, mas não é o que ocorre na prática. </li></ul><ul><li>A explosão de informações funciona como uma espécie de cortina de fumaça. </li></ul>
  9. 9. Método e técnicas <ul><li>Objetivo geral </li></ul><ul><ul><li>Contribuir para o aprimoramento do portal IBGE e do e-Gov, levando em consideração questões práticas relacionadas à Usabilidade e à Arquitetura de Informação. </li></ul></ul>
  10. 10. Método e técnicas <ul><li>Problema </li></ul><ul><ul><li>Os usuários do portal têm dificuldades em encontrar as informações disponibilizadas. Isto se configura num problema de usabilidade de interfaces e de Arquitetura de Informação. </li></ul></ul>
  11. 11. Método e técnicas <ul><li>Hipótese </li></ul><ul><ul><li>Devido a sua alta complexidade informacional, a Arquitetura de Informação do portal IBGE não espelha as expectativas dos usuários. </li></ul></ul><ul><ul><li>Isto dificulta o acesso de pesquisadores e de cidadãos comuns, que não conhecem previamente a estrutura de produção e divulgação das pesquisas do IBGE. </li></ul></ul>
  12. 12. Método e técnicas <ul><li>Método </li></ul><ul><ul><li>Método qualitativo </li></ul></ul><ul><li>Técnicas </li></ul><ul><ul><li>Entrevistas de história oral </li></ul></ul><ul><ul><li>Avaliações assistemáticas </li></ul></ul><ul><ul><li>Testes de usabilidade em campo. </li></ul></ul>
  13. 13. Método e técnicas <ul><li>Objetivos da história oral </li></ul><ul><ul><li>Informações sobre os canais do portal IBGE, públicos-alvo, tecnologias, conteúdos e formatos e um pouco da história de sua elaboração – </li></ul></ul><ul><ul><li>segundo as palavras, recordações e visões dos profissionais que participaram de sua criação, produção e gestão. </li></ul></ul>
  14. 14. Método e técnicas <ul><li>16 entrevistas (2004 – 2007). </li></ul><ul><ul><li>Técnicos (analistas de sistema) </li></ul></ul><ul><ul><li>Conteudistas (jornalistas, publicitários) </li></ul></ul><ul><ul><li>Designers de web </li></ul></ul><ul><ul><li>Gerentes/gestores </li></ul></ul><ul><ul><li>Profissionais de atendimento ao usuário </li></ul></ul>
  15. 15. Método e técnicas <ul><li>Teste de campo </li></ul><ul><ul><li>o pesquisador vai ao usuário em vez de convidá-lo a vir até ele; </li></ul></ul><ul><ul><li>o pesquisador observa o ambiente real onde o usuário trabalha ou vive; </li></ul></ul><ul><ul><li>o pesquisador observa o usuário com todas as interrupções e distrações do ambiente. </li></ul></ul>
  16. 16. Método e técnicas <ul><li>Cenário </li></ul><ul><ul><li>“Você está realizando uma pesquisa para o seu curso de pós-graduação (mestrado ou doutorado). A sua pesquisa envolverá o estudo do comportamento de consumo da população idosa no Brasil. Para completar a redação do capítulo inicial, você deverá incluir alguns dados demográficos atuais sobre a distribuição da população idosa no País”. </li></ul></ul>
  17. 17. Método e técnicas <ul><li>Tarefa 1 </li></ul><ul><ul><li>“ A partir da home page do portal IBGE, identifique em que estado do Brasil reside a maior concentração de pessoas idosas (com mais de 60 anos). Aponte o número atual, em termos absolutos.” </li></ul></ul>
  18. 18. Método e técnicas <ul><li>Tarefa 2 </li></ul><ul><ul><li>“ A partir da home page do portal IBGE, descubra em que bairro da cidade de Recife reside a maior concentração de cidadãos da terceira idade. Aponte o número atual, em termos absolutos.” </li></ul></ul>
  19. 19. Método e técnicas <ul><li>Protocolos de verbalização: </li></ul><ul><ul><li>Concorrente </li></ul></ul><ul><ul><li>Retrospectivo </li></ul></ul>
  20. 20. Resultados: história oral <ul><li>A partir da análise das entrevistas, foi identificado o consenso de que as informações disponibilizadas pelo IBGE interessam a todos os setores da sociedade brasileira e a eles se destina. </li></ul><ul><li>Desse modo, têm como público-alvo a sociedade vista como a totalidade dos seus cidadãos. </li></ul><ul><li>“ Do estudante de ensino fundamental ao presidente da República”. </li></ul>
  21. 21. Resultados: história oral
  22. 22. Resultados: história oral
  23. 23. Resultados: história oral
  24. 24. Resultados: história oral
  25. 25. Resultados: história oral
  26. 26. Resultados: história oral
  27. 27. Resultados: testes de campo <ul><li>24 pesquisadores acadêmicos (pós-graduação) de diversas instituições. </li></ul>Perfil dos avaliadores
  28. 28. Resultados: testes de campo Perfil dos avaliadores
  29. 29. Resultados: testes de campo Perfil dos avaliadores
  30. 30. Resultados: testes de campo Perfil dos avaliadores
  31. 31. Resultados: testes de campo Perfil dos avaliadores
  32. 32. Resultados: testes de campo Perfil dos avaliadores
  33. 33. Resultados: testes de campo
  34. 34. Resultados: testes de campo
  35. 35. Resultados: testes de campo
  36. 36. Resultados: testes de campo <ul><li>A experiência dos usuários </li></ul><ul><li>A maioria dos participantes relatou uma experiência de frustração, desorientação ou dificuldade: </li></ul><ul><ul><li>“ Me senti muito confusa, muito perdida” (participante 8). </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Em cada opção que eu entrava, eu ficava um pouco perdido, porque não encontrava ali respostas claras” (participante 6). </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Eu fiquei completamente perdido. (...) Uma frustração total” (participante 23). </li></ul></ul>
  37. 37. Análise dos dados, checklist e heurísticas <ul><li>Problemas de usabilidade e outras observações - Usuário despende cerca de um minuto e meio para analisar o menu da home page e fazer a sua primeira escolha. - Navegar sobre um mesmo tema leva à abertura de novas janelas do navegador. - Ícones para acesso à continuação das tabelas estão pouco visíveis e abaixo da linha de scroll . </li></ul>
  38. 38. Análise dos dados, checklist e heurísticas <ul><li>Jakob Nielsen: A liberdade de considerar heurísticas específicas que se aplicam a classes de produtos ou sistemas específicos. </li></ul><ul><li>Critérios heurísticos do IBGE . </li></ul>
  39. 39. Análise dos dados, checklist e heurísticas <ul><li>Check list - instrumento projetual para orientar redesenhos, correções, acréscimos ou atualizações. </li></ul><ul><li>O check list foi submetido à validação junto à equipe de designers e profissionais responsáveis pelo portal IBGE. </li></ul>
  40. 40. Análise dos dados, checklist e heurísticas
  41. 41. Análise dos dados, checklist e heurísticas
  42. 42. Análise dos dados, checklist e heurísticas
  43. 43. Análise dos dados, checklist e heurísticas <ul><li>- “Infelizmente conhecemos muito pouco do nosso usuário. Acredito que o site do IBGE precisa ser reestruturado levando em consideração boa parte das aplicabilidades propostas no estudo.” </li></ul><ul><ul><li>Avaliador do IBGE 1 </li></ul></ul>
  44. 44. Análise dos dados, checklist e heurísticas <ul><li>- “Acredito que este check list tem seu valor em apontar muitas questões conceituais que deveriam ter influência no desenvolvimento da interface do portal e não estão sendo atualmente considerados.” </li></ul><ul><ul><li>Avaliador do IBGE 2 </li></ul></ul>
  45. 45. Conclusões para o IBGE <ul><li>A lógica reflete os processos de produção de informações e de sua disseminação para os veículos de massa. </li></ul><ul><li>É o modelo dos provedores de conteúdo do IBGE, </li></ul><ul><li>mas não o modelo de busca dos usuários que acessam o seu portal. </li></ul>
  46. 46. Conclusões para o IBGE <ul><li>Modelo mental: </li></ul><ul><li>Os pesquisadores esperavam acessar a informação partindo de um nível temático geral para o específico. </li></ul><ul><li>A metáfora geográfica também representou forte referência mental. </li></ul><ul><ul><li>O portal não refletiu as expectativas. </li></ul></ul>
  47. 47. Conclusões para o IBGE <ul><li>Prover diferentes dimensões de acesso à informação: </li></ul><ul><li>Taxonomias alternativas: </li></ul><ul><ul><li>temas, </li></ul></ul><ul><ul><li>localização geográfica, </li></ul></ul><ul><ul><li>formatos, </li></ul></ul><ul><ul><li>públicos-alvo e </li></ul></ul><ul><ul><li>títulos das pesquisas. </li></ul></ul>
  48. 48. Conclusões para o IBGE <ul><li>Os testes nos alertaram para o fato de que atenção especial deve ser dispensada aos mecanismos de busca. </li></ul>
  49. 49. Conclusões para o IBGE <ul><li>Lista de problemas de alta prioridade que necessitam de correção imediata. </li></ul><ul><li>Avaliados com o grau 1 de severidade, </li></ul><ul><li>emergenciais e impedem a realização de tarefas. </li></ul><ul><li>Lista emergencial </li></ul>
  50. 50. Conclusões para o IBGE <ul><li>Além das linguagens técnica , jornalística e pedagógica , uma quarta linguagem precisará ser concebida para facilitar a apresentação de informações ao cidadão e garantir a compreensão. </li></ul><ul><li>A linguagem do cidadão . </li></ul>
  51. 51. Conclusões para o e-Gov <ul><li>Os métodos da AI e do DCU podem contribuir em todas as fases de desenvolvimento e implantação do e-Gov: </li></ul><ul><ul><li>fase 1 – a presença na Web; </li></ul></ul><ul><ul><li>fase 2 – interação com o usuário; </li></ul></ul><ul><ul><li>fase 3 – transações e serviços; e </li></ul></ul><ul><ul><li>fase 4 – redefinição dos serviços do Estado. </li></ul></ul>
  52. 52. Conclusões para o e-Gov <ul><li>A equipe de Design deverá mudar seu próprio paradigma. </li></ul><ul><li>Deve desenvolver projetos a partir de um processo iterativo (prototipar-testar-redesenhar) e, </li></ul><ul><li>as organizações devem desenvolver a cultura de suporte a este tipo de metodologia. </li></ul>
  53. 53. Desdobramentos da pesquisa <ul><li>O trabalho não pretendeu esgotar todas as questões envolvidas no problema. </li></ul><ul><li>Pesquisas adicionais podem procurar conhecer o comportamento específico de busca de outros segmentos do público-alvo como: </li></ul><ul><ul><li>jornalistas, crianças, adolescentes e usuários avançados de ferramentas estatísticas. </li></ul></ul>
  54. 54. Desdobramentos da pesquisa <ul><li>Um tópico que merece investigação adicional é a questão da institucionalização da usabilidade nas organizações do Estado. </li></ul><ul><li>Seria adequado pensar em definir parâmetros para um modelo normativo da usabilidade? </li></ul>
  55. 55. Consideração final <ul><li>O sentido da ação transformadora que o designer, o ergonomista e o arquiteto de informação podem desempenhar nas organizações do Estado. </li></ul><ul><li>Ao deslocar o foco dos projetos do sistema técnico para o ser humano, esses profissionais podem ter uma contribuição concreta a oferecer à dinâmica de mudança das organizações. </li></ul>
  56. 56. Obrigado pela atenção.
  57. 57. Obrigado pela atenção.
  58. 58. Heurísticas do IBGE <ul><li>Navegabilidade </li></ul><ul><li>Redução da carga de trabalho </li></ul><ul><li>Compatibilidade com o modelo mental do usuário </li></ul><ul><li>Liberdade e controle do usuário </li></ul><ul><li>Homogeneidade e coerência </li></ul><ul><li>Prevenção de erros </li></ul><ul><li>Adaptabilidade e flexibilidade </li></ul><ul><li>Atenção em áreas específicas </li></ul>Voltar

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