Congresso ABED 2009 - Usabilidade Pedagógica

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Apresentação para o Congresso ABED 2009. Usabilidade Pedagógica na Educação à Distância. Por Luiz Agner

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Congresso ABED 2009 - Usabilidade Pedagógica

  1. 1. Inovação e qualidade do design na educação online: UMA CONTRIBUIÇÃO À USABILIDADE PEDAGÓGICA LUIZ AGNER
  2. 2. Apresentação <ul><li>Doutor em Design pela PUC-Rio (2008) </li></ul><ul><li>Designer da Escola Virtual IBGE (Escola Nacional de Ciências Estatísticas) </li></ul><ul><li>Professor de graduação e pós-graduação em Design, do Centro Universitário da Cidade, no Rio de Janeiro </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O artigo trata da metodologia de avaliação de uma experiência de implantação de interfaces para educação corporativa. O foco é o design de interfaces, geradas a partir da customização do ambiente Moodle, e resultados que agregam significados ao conceito de usabilidade pedagógica. </li></ul>Introdução
  4. 4. <ul><li>Significa garantir aos usuários dos sistemas: 1 - efetividade 2 - eficiência 3 - satisfação (ISO 9241 / International Standards Organization) </li></ul>Usabilidade: o conceito
  5. 5. <ul><li>Usabilidade é definida como a medida na qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com efetividade, eficiência e satisfação num contexto específico de uso. (ISO 9241 / International Standards Organization) </li></ul>Usabilidade: o conceito
  6. 6. Usabilidade pedagógica <ul><li>Novo conceito </li></ul><ul><li>Difere da usabilidade técnica , já estudado por diversos autores - como Preece, Rogers e Sharp (2002), Nielsen (1993) e Shneiderman (1998) - onde a facilidade de uso e de aprendizado é central. </li></ul><ul><li>Pode envolver o estudo de questões mais complexas, baseadas em teorias da educação. </li></ul>
  7. 7. Usabilidade pedagógica <ul><li>Segundo Filatro (2008), a usabilidade tem um papel importante porque “os alunos interagem com os conteúdos, atividades e pessoas, apenas depois de assimilarem o projeto visual e navegacional.” </li></ul>
  8. 8. Usabilidade pedagógica <ul><li>O conceito da usabilidade pedagógica leva em consideração o desenvolvimento de materiais didáticos centrados no aprendiz. </li></ul><ul><li>O grande desafio da EAD é manter a motivação dos alunos e envolvê-los em processos participativos, afetivos e interativos, </li></ul><ul><li>o material didático precisa ser auto-explicativo e elaborado de modo a permitir e facilitar aos usuários intervir e controlar o curso da sua aprendizagem. </li></ul>
  9. 9. Abreu (2003) <ul><li>A maioria dos cursos online não possui um padrão mínimo de usabilidade. Cada programa de ensino tem seu próprio leiaute e suas peculiaridades. </li></ul><ul><li>Isso gera problemas tanto para os alunos quanto para a equipe de produção. </li></ul><ul><li>Podemos abstrair daí a importância de se desenvolver um método de avaliação da EAD focalizando a usabilidade pedagógica . </li></ul>
  10. 10. Martins (2004) <ul><li>Com a escassez de metodologias direcionadas à avaliação da usabilidade de interfaces de cursos online, surge a necessidade de adaptações e extensões dos métodos existentes de usabilidade. </li></ul><ul><li>Diferenciação entre usabilidade pedagógica e usabilidade do design. </li></ul>
  11. 11. Kukulska-Hulme e Shields (2004) <ul><li>Open University. </li></ul><ul><li>Mostram que há 4 camadas na compreensão do conceito de usabilidade pedagógica : </li></ul><ul><ul><li>a camada contextual, </li></ul></ul><ul><ul><li>a acadêmica, </li></ul></ul><ul><ul><li>a geral e </li></ul></ul><ul><ul><li>a técnica. </li></ul></ul>
  12. 12. Kukulska-Hulme e Shields (2004) <ul><li>usabilidade contextual - se relaciona a cursos e a disciplinas específicas; </li></ul><ul><li>usabilidade acadêmica - trata de estratégias pedagógicas e questões educacionais; </li></ul><ul><li>usabilidade geral - comum à maioria dos websites e pressupõe fatores como clareza na navegação e acessibilidade; </li></ul><ul><li>usabilidade técnica - trata de questões objetivas, como links quebrados e capacidade de resposta do computador servidor. </li></ul>
  13. 13. Karevaara (2006) <ul><li>Univ. de Helsinki . </li></ul>
  14. 14. Nokelainen (2006) <ul><li>Da Universidade de Tampere, Finlândia. </li></ul><ul><li>Usabilidade pedagógica – é vista como um subconceito da Utilidade (um subconceito de Usefulness). </li></ul><ul><ul><li>Pode ser aplicada a um sistema ou material instrucional. </li></ul></ul><ul><ul><li>Depende de objetivos estabelecidos por alunos e professores em uma situação de aprendizagem. </li></ul></ul>
  15. 15. Nokelainen (2006) <ul><li>Estabeleceu critérios para mensurar a usabilidade pedagógica de materiais didáticos, com base em estudos empíricos que envolvem as dimensões: controle por parte do aprendiz, atividade do aprendiz, aprendizagem colaborativa, orientação aos objetivos, aplicabilidade, valor agregado, motivação, valor do conhecimento prévio, flexibilidade, e feedback. </li></ul>
  16. 16. Outras pesquisas <ul><li>Outras pesquisas desenvolveram modelos teóricos e critérios heurísticos relacionados: </li></ul><ul><ul><li>Reeves (1994) </li></ul></ul><ul><ul><li>Quinn (1996) </li></ul></ul><ul><ul><li>Squires e Preece (1996) </li></ul></ul><ul><ul><li>Albion (1999) </li></ul></ul><ul><ul><li>Horila, Nokelainen, Syvänen, e Överlund (2002) </li></ul></ul>
  17. 17. A experiência do IBGE <ul><li>Em 2008, a equipe de EAD da Escola Nacional de Ciências Estatísticas e uma consultoria de tecnologia iniciaram uma customização inovadora das interfaces do ambiente de aprendizagem Moodle, para a adaptação às necessidades específicas da Instituição. </li></ul>
  18. 18. Escola Virtual IBGE
  19. 19. Escola Virtual IBGE
  20. 20. Escola Virtual IBGE <ul><li>O primeiro curso oferecido aos servidores pela Escola Virtual IBGE foi desenvolvido por sua equipe de EAD. </li></ul><ul><li>Seu título foi “O Que É Educação a Distância Online” e teve o objetivo de gerar sensibilização para a importância da educação corporativa. </li></ul>
  21. 21. Escola Virtual IBGE Telas do curso “O que É EAD Online”
  22. 22. Escola Virtual IBGE Telas do curso “O que É EAD Online”
  23. 23. Escola Virtual IBGE Telas do curso “O que É EAD Online”
  24. 24. Escola Virtual IBGE <ul><li>A Escola Virtual IBGE obteve sucesso no oferecimento do seu primeiro curso, contabilizando expressiva participação, com mais de 300 alunos inscritos. </li></ul><ul><li>Com o sucesso do curso piloto, foram definidos pela Direção da Instituição novos projetos, como o “Programa de Certificação para o Censo 2010” , com mais de 2.600 alunos inscritos. </li></ul>
  25. 25. Pesquisa de opinião <ul><li>Através de uma pesquisa de opinião aplicada na plataforma Moodle, cerca de 170 educandos realizaram a avaliação da sua experiência na Escola Virtual IBGE. </li></ul><ul><li>Perfil do aluno online do IBGE: 50% têm idade entre 46 e 60 anos, 58% são do sexo masculino e 42% do sexo feminino. </li></ul><ul><li>São profissionais maduros, muitos próximos da aposentadoria, e que precisam da reciclagem e da aprendizagem continuada. </li></ul>
  26. 26. Pesquisa de opinião <ul><li>Numa escala de valores de 1 a 5, os alunos deram &quot;notas&quot; às características do curso e ao ambiente virtual Moodle. </li></ul><ul><li>Numa escala onde zero representava uma avaliação ruim e cinco uma excelente avaliação, a média geral ficou entre 4 e 5, demonstrando aprovação da experiência. </li></ul>
  27. 27. Pesquisa de opinião <ul><li>Foram apresentadas também 2 perguntas abertas sobre a adequação do ambiente de aprendizagem e do conteúdo instrucional. </li></ul><ul><li>As respostas foram tratadas com o auxílio do software StickySorter , que dá suporte a diagramas de afinidade. </li></ul><ul><li>Diagramas de afinidade - úteis para ordenar informações fragmentadas, incertas ou não estruturadas. </li></ul>
  28. 28. Diagrama de afinidade
  29. 29. Diagrama de afinidade <ul><li>O diagrama de afinidade é uma das Ferrramentas Gerenciais da Qualidade (criado por Kawakita Jiro) . </li></ul><ul><li>O diagrama de afinidade reúne grande quantidade de dados (idéias, opiniões, declarações, manifestações, comportamentos etc.) e organiza-os em grupos. </li></ul><ul><li>Baseia-se no relacionamento natural e intrínseco (afinidade) entre cada item, definindo grupos. </li></ul>
  30. 30. Resultados
  31. 31. Resultados
  32. 32. Análise dos dados <ul><li>Entre as respostas que falaram sobre o tema usabilidade, acessibilidade e navegabilidade , podemos destacar que 35% reportaram dificuldades de navegação entre os módulos do curso piloto, 20% apontaram a lentidão da tecnologia empregada, 9% manifestaram elogios à interface, 7% indicaram dificuldades com as interfaces do Moodle, 7% queixaram-se de sentimento de desorientação, e 7% apontaram dificuldades nas avaliações e exercícios, e 7% tiveram dificuldades com os textos em mouse-over . </li></ul>
  33. 33. Análise dos dados <ul><li>Organizaram-se também as respostas que falaram especificamente a respeito do planejamento pedagógico e design instrucional . </li></ul><ul><li>Pode-se destacar que 26% comentaram sobre as avaliações e exercícios, 15% solicitaram mais interação com pessoas, 8% solicitaram o emprego de recursos não utilizados no curso, 7% pediram mais divulgação da Escola Virtual, e 7% enviaram mensagens de aprovação, entre outras. </li></ul>
  34. 34. Aperfeiçoando o design <ul><li>Com base na pesquisa, foram identificados pontos sensíveis que impactaram a usabilidade pedagógica . </li></ul><ul><li>Muitos alunos reportaram dificuldades de navegação entre os módulos do conteúdo, e que apontaram desconforto com a lentidão da tecnologia (animações Flash), devido a limitações de largura de banda. </li></ul>
  35. 35. Aperfeiçoando o design <ul><li>O tamanho dos arquivos foi reduzido e inseriu-se um menu drop-down de acesso rápido para permitir uma navegação direta a cada tela dos módulos de conteúdo. </li></ul><ul><li>Reforçou-se o controle por parte do aprendiz, uma das dimensões da usabilidade pedagógica , conforme Nokelainen (2006). </li></ul>
  36. 36. Aperfeiçoando o design
  37. 37. Aperfeiçoando o design
  38. 38. Aperfeiçoando o design <ul><li>Foi inserido um link permanente para a ajuda, com dicas de como navegar, e a proporção do conteúdo foi redefinida, para facilitar o acesso aos menus do ambiente, na resolução de tela mais utilizada pelos usuários. </li></ul>
  39. 39. Aperfeiçoando o design
  40. 40. Aperfeiçoando o design
  41. 41. Conclusões <ul><li>A experiência demonstrou como o emprego de métodos empíricos de coleta e análise de dados pode contribuir para o aprimoramento do design do material instrucional. </li></ul><ul><li>A pesquisa baseada na coleta de opiniões, organizadas por diagramas de afinidade, contribuiu para a maior adequação do curso ao perfil do aluno. </li></ul>
  42. 42. Conclusões <ul><li>Os alunos interagem com conteúdos, atividades e pessoas, somente depois de assimilarem o projeto visual e navegacional. </li></ul><ul><li>É mais aconselhável que decisões que envolvam usabilidade sejam baseadas em levantamento de dados empíricos, junto aos usuários reais, do que simplesmente baseadas na aplicação de senso comum. </li></ul>
  43. 43. Créditos <ul><li>O autor agradece à toda a equipe da Escola Virtual IBGE. </li></ul>
  44. 44. Contato <ul><li>Luiz Agner </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>

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