Política 2.0 e as eleições

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Mafalda Lobo Pereira está a desenvolver uma tese sobre a influência das redes sociais na campanha das Eleições Presidenciais 2011. Aqui estão algumas das conclusões, as quais foram apresentadas pela investigadora, na palestra "Política 2.0 e as eleições antecipadas", em Lisboa, 12 de maio, organizada pela Comunicarte, no âmbito da promoção do livro Web Trends, em que a Política 2.0 é um dos temas abordados.

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Política 2.0 e as eleições

  1. 1. Presidenciais 2.0: Análise da Estratégia de Comunicação no Contexto Digital das eleições presidenciais portuguesas de 2011 ? Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas Universidade Técnica de Lisboa Mafalda Lobo Pereira Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas [email_address] [email_address] <ul><li>Palestra </li></ul><ul><li>“ Política 2.0 e as eleições antecipadas Lisboa,| 12 de Maio de 2011 </li></ul><ul><li>Organização: </li></ul><ul><li>Comunicarte </li></ul>
  2. 2. Contribuir para a compreensão das campanhas políticas em Portugal de um ponto de vista comunicacional e estratégico pela introdução das novas tecnologias na comunicação política. Estudar este novo campo aberto desde 2003, pela introdução das redes sociais, MySpace (2003) Facebook (2004), Orkut (2004), Youtube (2006), Twitter (2006), Flickr (2008) consideradas plataformas poderosas na interacção ou proximidade com os cidadãos. Perceber como os candidatos às eleições presidenciais portugueses de 2011, utilizaram os novos media como instrumento nas suas estratégias de comunicação política junto do eleitorado. Objectivo
  3. 3. <ul><li> Índice Geral: </li></ul><ul><li>A Evolução das campanhas políticas na internet </li></ul><ul><li>Campanha tradicional (televisão) versus campanha digital (web. 2.0) </li></ul><ul><li>2.1. Televisão </li></ul><ul><li>2.2. Internet </li></ul><ul><li>3. Como foi utilizada a internet e os novos media na campanha eleitoral presidencial de 2011 </li></ul><ul><li>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha </li></ul><ul><li> 4.1. Cavaco Silva </li></ul><ul><li> 4.2. Manuel Alegre </li></ul><ul><li>4.3. Fernando Nobre </li></ul><ul><li>4.4. Francisco Lopes </li></ul><ul><li>4.5. Defensor Moura </li></ul><ul><li>4.6. José Manuel Coelho </li></ul><ul><li>Algumas conclusões </li></ul><ul><li>Perspectivas para as eleições Legislativas do dia 5 de Junho de 2011. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>1ª fase Proto web (início dos anos 1990) </li></ul><ul><li>A ferramenta mais utilização era o e-mail </li></ul><ul><li>A dimensão era de natureza offline </li></ul><ul><li>Público conquistou alguma autonomia em relação aos media tradicionais </li></ul><ul><li>O 1º trabalho académico sobre campanhas online surgiu em 1993 , referente às campanhas eleitorais de 1992 (EUA) </li></ul><ul><li>2ª fase Web 1.0 (2ª metade década 1990 até 2000) </li></ul><ul><li>As páginas eram utilizadas para arquivo e acesso a discursos, panfletos e materiais persuasivos; </li></ul><ul><li>O material online era um cópia electrónica do material empregado offline (divulgação dos conteúdos da televisão e jornais). </li></ul><ul><li>Posteriormente, já aparecem novos formatos como a hipertexto, os recursos multimédia etc… (já no ano 2000) </li></ul><ul><li>A Evolução das campanhas políticas na internet </li></ul>
  5. 5. <ul><li>3ª fase Web 2.0 (actualmente) </li></ul><ul><li>Os conteúdos das páginas são centros distribuidores de tráfego que remetem para sites de partilha de vídeos, fotos, sites de relacionamento, de interacção. </li></ul><ul><li>Pressupõe a participação dos utilizadores na produção de conteúdos. </li></ul><ul><li>Difusão da informação e mobilização. </li></ul><ul><li>O modus operandi da campanha é cooperativo. </li></ul><ul><li>A Evolução das campanhas políticas na internet </li></ul>
  6. 6. <ul><li>2.1. Televisão </li></ul><ul><li>Campanha eleitoral centrada na televisão aumenta a distância entre representantes e representados. </li></ul><ul><li>A mensagem política sofre uma selecção e hierarquização de acordo com os critérios jornalísticos. </li></ul><ul><li>Modelo “tradicional” de comunicação: uma mensagem de “um para muitos” – comunicação vertical, unidireccional (Broadcast). </li></ul>2. Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital
  7. 7. <ul><li>2.1. Televisão </li></ul><ul><li>A televisão não promove a participação e a interactividade entre os cidadãos. </li></ul><ul><li>A recepção da informação é feita de forma linear (um princípio e um fim). </li></ul><ul><li>Os cidadãos estão sujeitos a horários e a uma programação pré-definida. </li></ul><ul><li>Políticos estão sujeitos à pressão dos jornalistas. </li></ul><ul><li>A informação disponibilizada é condicionada pelo factor tempo. </li></ul>2. Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital
  8. 8. 2. Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital <ul><li>2.2. Internet </li></ul><ul><li>Desintermediação jornalística, em que os políticos retomam o contacto directo com o eleitorado (humanização, personalização e interactividade, pela troca e partilha de informação). </li></ul><ul><li>Aumenta a participação e o debate político entre os cidadãos no processo democrático. </li></ul><ul><li>Promove a cidadania do conhecimento, pelo livre acesso aos espaços de debate (cidadania digital). </li></ul>
  9. 9. 2. Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital <ul><li>2.2. Internet </li></ul><ul><li>Cidadãos-eleitores podem manifestar as suas opiniões e produzir o seu próprio conteúdo. </li></ul><ul><li>Políticos mobilizam os eleitores e podem angariar fundos para a campanha e recrutar voluntários. </li></ul><ul><li>Novo formato de comunicação (web 2.0) - “muitos para muitos”, traduzida numa comunicação horizontal, directa e bidireccional, e interactiva (Socialcast); </li></ul><ul><li>Os actos políticos ganham maior transparência. </li></ul>
  10. 10. 2. Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital <ul><li>Os Blogs apresentam pontos de vista alternativos à informação mainstream </li></ul><ul><li>Os dispositivos mediáticos permitem codificar a mensagem em vários formatos (multimedialidade, hipertextualidade, ou seja, imagem, som, texto e áudio, o que aumenta a interactividade). </li></ul><ul><li>Há temas que são transpostos para os sites políticos e redes sociais e dão continuidade ao debate e esclarecimento dos mesmos. </li></ul><ul><li>O tempo da recepção da mensagem é mais flexível, uma vez que, o conteúdo está disponível a qualquer momento, para apreender a informação da forma que mais desejar. </li></ul>
  11. 11. 2. Campanha Tradicional (Televisão) versus campanha digital <ul><li>As discussões lançadas todas as semanas nas redes sociais estão a dar a oportunidade aos eleitores de fazerem debates e reflexões sobre assuntos de interesse público que não têm lugar noutros espaços dos media tradicionais reforçando a democracia porque eles próprios podem intervir no processo comunicacional político. </li></ul><ul><li>Promoção de fortes redes de comunicação interpessoal e espaços de discussão que a televisão não permite. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>A internet na campanha eleitoral presidencial de 2011, foi utilizada como instrumento de comunicação política por todos os candidatos. </li></ul><ul><li>Todos criaram um site de candidatura e aderiram às redes sociais. </li></ul><ul><li>Vários apoiantes nas redes sociais, criaram blogues e grupos de apoio às várias candidaturas. </li></ul>3. Como foi utilizada a internet e os novos media na campanha eleitoral
  13. 13. <ul><li>Cavaco Silva, Manuel Alegre e Fernando Nobre criaram uma página na rede social Facebook, e Francisco Lopes, Defensor Moura e José Manuel Coelho criaram um perfil. </li></ul><ul><li>Todos os candidatos criaram uma conta no Twitter. O YouTube e Flickr foram utilizados por todos os candidatos com excepção de Francisco Lopes, Defensor Moura e José Manuel Coelho. </li></ul>3. Como foi utilizada a internet e os novos media na campanha eleitoral
  14. 14. <ul><li>Na rede social Facebook, os cidadãos mobilizaram-se e envolveram-se em actividades relacionadas com a campanha, através da criação de grupos de apoio às candidaturas, das opções “gosto” e dos “comentários”, aos “posts” partilhados, mas também através da partilha de vídeos, fotografias, e convites para participação em eventos criados pelo candidato; </li></ul><ul><li>Este efeito multiplicador da rede social gerado pela partilha permitiu não só aos candidatos expandirem as suas propostas, ideias e opiniões para os seus apoiantes, mas também mobilizar outras pessoas em prol das suas candidaturas. </li></ul><ul><li>Os cidadãos tiveram a oportunidade de contribuir com ideias, apresentar opiniões, reagir a posições políticas do candidato e dos adversários, trocarem argumentos e participar nas várias iniciativas dos candidatos. </li></ul>3. Como foi utilizada a internet e os novos media na campanha eleitoral
  15. 15. <ul><li>Todas as notícias que eram divulgadas nos media tradicionais, eram partilhadas pelos candidatos nos sites e redes sociais e muitas vezes eram os próprios apoiantes das candidaturas que as partilhavam, replicando a informação na rede, tornando os efeitos dos media , mais ampliados e amplificados. </li></ul><ul><li>Muitas vezes, os media tradicionais serviram-se das redes sociais como fonte de informação e vice-versa. </li></ul><ul><li>As mensagens partilhadas na internet e nas redes sociais durante a campanha eleitoral teve um efeito contaminação. </li></ul><ul><li>A informação na internet era actualizada diariamente. </li></ul>3. Como foi utilizada a internet e os novos media na campanha eleitoral
  16. 16. <ul><li>4.1. Cavaco Silva 2.0 </li></ul><ul><li>Foi o candidato que melhor soube explorar a internet ao utilizar maior diversidade de ferramentas. Cada uma delas tinha uma função específica. Foi criado um sistema de distribuição de conteúdos digital para tocar o maior nº de pessoas. O site ( http://cavacosilva.pt/ ), apresentou-se bem estruturado e organizado e funcionou como o grande armazém de informação. </li></ul><ul><li>O site tinha referência a um conjunto de canais na internet, onde se podia clicar e aceder directamente às redes sociais: Facebook, Twitter; YouTube; Sapo Vídeos; Vimeo; Flickr; FourSquare (rede social georeferenciada) e Sound Cloud. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  17. 17. <ul><li>4.1. Cavaco Silva 2.0 </li></ul><ul><li>O site disponibilizou ainda um link com um endereço próprio, para tirarem dúvidas sobre a utilização das redes sociais ( [email_address] ). Estes canais tinham a função de distribuir a informação de acordo com a especificidade do conteúdo da campanha. </li></ul><ul><li>Também foi facilitado o acesso a este sistema de distribuição de conteúdos ao cidadão através de uma aplicação mobile (Iphone e Sistema Android). </li></ul><ul><li>Aderiu à rede social Facebook no dia 20 de Outubro de 2010, tendo sido o último candidato a aderir à rede social. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  18. 18. <ul><li>4.1. Cavaco Silva 2.0 </li></ul><ul><li>A Web TV, foi um canal de televisão próprio na internet (Cavacosilva TV - CSTV), que permitiu ao cidadão fazer o acompanhamento em tempo real da campanha, e ter informação que concorria com as televisões offline , o que permitiu à candidatura do prof. Cavaco Silva ter um estilo de informação neutral e foi evitada a lógica propagandística. </li></ul><ul><li>Quando a candidatura queria fazer alguma crítica, não a fazia directamente, mas utilizava os blogs , artigos de notícias de jornais etc. que era reflectido no sistema de distribuição de conteúdos online da candidatura. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  19. 19. <ul><li>4.1. Cavaco Silva 2.0 </li></ul><ul><li>No dia 23 de Janeiro a candidatura de Cavaco Silva anuncia que a página do Facebook, teve mais de um milhão de Post Views e que recebeu até às eleições mais de 45 mil comentários. </li></ul><ul><ul><li>No Twitter, o candidato teve 1.347 seguidores e 313 tweets. </li></ul></ul><ul><ul><li>Os vídeos no YouTube foram vistos 5 764 vezes. </li></ul></ul><ul><ul><li>Através do canal SAPO, também foi possível visualizar alguns vídeos (28), 1.145 vezes. </li></ul></ul><ul><ul><li>No canal Flickr foram colocadas 2.471 fotos. </li></ul></ul><ul><ul><li>O site oficial teve 126.748 visitantes únicos. </li></ul></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  20. 20. <ul><li>4.1. Cavaco Silva 2.0 </li></ul><ul><li>Através de um número de SMS (3301) foi possível manifestar o apoio à candidatura do professor Cavaco Silva. </li></ul><ul><li>Até ao dia das eleições, a rede social com mais impacto na sua candidatura foi o Facebook que contou com 29.100 apoiantes/amigos. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  21. 21. <ul><li>4.1. Cavaco Silva 2.0 </li></ul><ul><li>Resumindo, o candidato no Facebook partilhou informação que podia ser acedida através dos links das redes sociais, permitindo directamente o acesso a entrevistas e notícias relacionadas com a campanha; discursos, visualização de fotos; blogues; anúncios de eventos/reuniões e conferências, e apresentou também links de outros media (televisão, imprensa, rádio) de notícias relacionadas com a sua candidatura etc. </li></ul><ul><li>Em vários eventos onde esteve envolvido, respondeu em directo nas redes sociais, a perguntas colocadas pelos apoiantes, através do link “Pergunte ao candidato”. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  22. 22. <ul><li>4.2. Manuel Alegre </li></ul><ul><li>Apresentou um site de candidatura e foi o primeiro a aparecer na rede social Facebook no dia 02 de Janeiro de 2010, através de um grupo de apoiantes, mas oficialmente, só aderiu a 01 de Outubro de 2010. Aderiu também aos canais Twitter, YouYube e Flickr. </li></ul><ul><li>No site acedeu-se directamente às plataformas das redes sociais que utilizou (Facebook, Twitter, Flickr e Youtube). </li></ul><ul><li>No Facebook partilhou vários links de acesso a entrevistas e notícias relacionadas com a campanha; discursos, visualização de fotos; blogues; anúncios de eventos/reuniões e conferências, e partilhou links de outros media (televisão, imprensa, rádio) de notícias relacionadas com a sua candidatura etc. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  23. 23. <ul><li>4.2. Manuel Alegre </li></ul><ul><li>A Estratégia de comunicação foi centrada nos media tradicionais e só depois era reflectida no digital (Facebook e outras plataformas) e não o contrário. </li></ul><ul><li>Tinham também uma equipa que acompanhava o candidato nas várias acções ao longo da campanha (de acordo com a agenda), incluindo uma jornalista (que trabalhava os conteúdos do site), um operador de vídeo e um fotógrafo, o mandatário digital (Facebook) para além dos jornalistas dos vários órgãos de informação. O conteúdo que era enviado para as redacções (jornalistas) eram automaticamente enviados para o mandatário digital. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  24. 24. <ul><li>4.2. Manuel Alegre </li></ul><ul><li>As notícias eram depois reflectidas no site com ligação ao facebook. Isso acabava por modelar a mensagem que era passada, na medida que as notícias que iam para os órgãos de informação saíam ao mesmo tempo no digital, conseguindo-se muitas vezes modelar a mensagem que aparecia nos outros media tradicionais. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  25. 25. <ul><li>4.2. Manuel Alegre 2.0 </li></ul><ul><li>No facebook, a página do candidato esteve sempre aberto à partilha da informação por parte dos seus apoiantes. </li></ul><ul><li>Grande parte do conteúdo era escrito ou validado pelo candidato Manuel Alegre. </li></ul><ul><li>Conseguiu atingir no dia das eleições, 14 859 apoiantes no Facebook; 825 seguidores no Twitter; 7 775 visualizações de vídeos no YouTube e partilhou 1 668 fotos da campanha eleitoral. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  26. 26. <ul><li>4.3. Fernando Nobre 2.0 </li></ul><ul><li>Começou a campanha eleitoral mais cedo que todos os outros candidatos, tendo aderido à rede social Facebook no dia 20 de Fevereiro de 2010. Aderiu ao canal YouTube, ao Flickr e à rede Twitter. O candidato também criou um site de candidatura. </li></ul><ul><li>Através do site podemos aceder directamente às principais plataformas das redes e media sociais que utiliza (Facebook, Twitter, Flickr e Youtube). </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  27. 27. <ul><li>4.3. Fernando Nobre 2.0 </li></ul><ul><li>No Facebook partilhou vários links de acesso a entrevistas e notícias relacionadas com a campanha; discursos, visualização de fotos; blogs; anúncios de eventos/reuniões e conferências, divulgação da agenda etc., e apresentou links de outros media (televisão, imprensa, rádio) de notícias relacionadas com a sua candidatura etc. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  28. 28. <ul><li>4.3. Fernando Nobre 2.0 </li></ul><ul><li>A página do candidato era aberta à partilha da informação por parte dos seus apoiantes. </li></ul><ul><li>No dia 11 de Abril de 2011, saiu do Facebook, quando foi apresentado para cabeça de lista do PSD por Lisboa às eleições do próximo dia 5 de Junho de 2011, devido às críticas que lhe foram dirigidas. </li></ul><ul><li>O Facebook foi a plataforma mais utilizada por este candidato. </li></ul><ul><li>Conseguiu atingir no dia das eleições, 38 534 apoiantes no Facebook; 1 055 seguidores no Twitter; 7 173 visualizações de vídeos no canal YouTube e partilhou 224 fotos da campanha eleitoral. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  29. 29. <ul><li>4.4. Francisco Lopes 2.0 </li></ul><ul><li>O candidato criou um perfil na rede social Facebook a 30 de Novembro de 2010. </li></ul><ul><li>Aderiu também ao canal Twitter. </li></ul><ul><li>Conseguiu atingir no dia das eleições, 2 164 apoiantes no Facebook e apenas 43 seguidores no Twitter. </li></ul><ul><li>Não utilizou os canais YouTube e Flickr. As fotos, o áudio e os vídeos foram partilhadas no separador multimédia do site. </li></ul><ul><li>O site foi a plataforma mais utilizada pelo candidato e tinha um link para a rede social Facebook. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  30. 30. <ul><li>4.4. Francisco Lopes 2.0 </li></ul><ul><li>A presença nesta rede social foi muito tímida, pouco interactiva e limitou-se a partilhar informação que estava disponível no site. </li></ul><ul><li>O candidato privilegiou outras formas de comunicação política mais tradicionais, como por exemplo, o contacto directo com os cidadãos no terreno, através das arruadas, comícios e jantares comício. O contacto com os “trabalhadores” deu-se também em contexto empresarial e industrial. </li></ul><ul><li>A candidatura de Francisco Lopes, não quis utilizar a internet e as redes sociais apenas para passar uma imagem de modernidade, mas, sobretudo, para utilizar todas as potencialidades ao alcance do partido para passar a mensagem. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  31. 31. <ul><li>4.5. Defensor Moura 2.0 </li></ul><ul><li>O candidato criou um perfil na rede social Facebook a 25 de Julho de 2010. </li></ul><ul><li>Conseguiu atingir no dia das eleições 2 739 apoiantes no Facebook e apenas 70 seguidores no Twitter. </li></ul><ul><li>O site foi a plataforma mais utilizada pelo candidato e tinha um link para a rede social Facebook. YouTube e Twitter. </li></ul><ul><li>A utilização do Facebook permitiu não só a divulgação das acções da campanha, mas também interagir com os seus apoiantes e esclarecer dúvidas sobre a sua candidatura. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  32. 32. <ul><li>4.6. José Manuel Coelho 2.0 </li></ul><ul><li>José Manuel Coelho foi o último candidato a entrar na corrida às eleições presidenciais e foi apoiado pelo partido Nova Democracia. </li></ul><ul><li>Para além de ter criado um site (wordpress) e um blogger. aderiu também às redes sociais facebook (perfil) e Twitter. </li></ul><ul><li>Muito do conteúdo divulgado na internet foi aproveitado de blogs que já utilizava. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  33. 33. <ul><li>4.6. José Manuel Coelho 2.0 </li></ul><ul><li>A estratégia foi juntar vários meios que fizessem de espelho entre si. A informação no site, no blog e no Youtube, reflectiram-se automaticamente nas redes sociais, uma forma a disseminar a informação para o maior número de pessoas e em pouco tempo, e essas informações eram novamente projectadas para os meios convencionais. </li></ul><ul><li>O candidato aderiu ao Facebook a 1 de Novembro de 2010. No dia das eleições contabilizou 2.754 amigos/apoiantes e foi seguido por 136 pessoas no Twitter. </li></ul><ul><li>O candidato tem dado continuidade à sua página no facebook. </li></ul>4. Como é que os candidatos presidenciais utilizaram os novos media na campanha eleitoral
  34. 34. <ul><li>Considero que a campanha eleitoral para as presidenciais de 2011, foi uma verdadeira campanha digital, não só porque foi utilizada a internet - que aliás já tinha sido utilizada nas eleições presidenciais de 2006, mas porque pela primeira vez em Portugal foram utilizadas as redes sociais. </li></ul><ul><li>Embora a internet e as redes sociais tenham sido importantes nesta campanha eleitoral, os candidatos ainda consideram a televisão o meio privilegiado na divulgação das suas ideias e propostas políticas, porque para além da substância política da mensagem, a imagem que passa na televisão ainda é um factor determinante em período eleitoral. Os debates e as entrevistas geram grandes audiências. </li></ul>6. Algumas conclusões
  35. 35. <ul><li>A mensagem tem um contágio viral, efeito (jogo de espelhos) de espelho dos media convencionais para os media digitais (efeito de contaminação e reflexão). Os dois meios contaminam-se mutuamente e vão criando um ciclo positivo de notícias, para além dos efeitos que vão produzir na sociedade (no contacto boca a boca). </li></ul><ul><li>A forma como o candidato comunica também é muito importante. </li></ul><ul><li>Existe uma combinação de vários media, como a televisão, internet, rádio, imprensa, (plataformas digitais) e telemóveis. </li></ul><ul><li>Continuam também a privilegiar a habitual forma de interagir com o público: comícios, outdoors, folhetos, arruadas, jantares etc., mas consideram a internet e os novos media um instrumento complementar de divulgações das suas acções numa campanha eleitoral. </li></ul>6. Algumas conclusões
  36. 36. <ul><li>A forma como o candidato comunica também é muito importante. </li></ul><ul><li>Embora considerem que é importante estar na internet e nas redes sociais, os candidatos em campanha eleitoral, ainda consideram a televisão o meio privilegiado na divulgação das suas ideias e propostas políticas (através do debate e entrevistas) porque para além da mensagem, da substância política, a imagem é um factor importante. Os debates e as entrevistas geram grandes audiências. </li></ul><ul><li>Apesar de alguns constrangimentos na utilização da internet, esta tem vindo a verificar-se como uma tendência em futuras eleições; </li></ul>6. Algumas conclusões
  37. 37. <ul><li>Com os novos media , foi criado um novo espaço de cidadania (esfera pública virtual), aberta à possibilidade de partilharmos informação, manifestarmos as nossas opiniões e produzirmos o nosso próprio conteúdo. </li></ul><ul><li>Esta nova dimensão da realidade e virtualidade, aproxima os cidadãos das instituições, promove a participação democrática, a discussão política entre os cidadãos, a troca de ideias e opiniões de assuntos em geral (representando um acréscimo aos modelos directos e representativos da democracia). </li></ul>6. Algumas conclusões
  38. 38. <ul><li>Por parte dos candidatos políticos, os novos media ainda são utilizados mais numa perspectiva informativa e não tanto interactiva, se considerarmos aqui o conceito de interactividade como um diálogo directo e permanente entre político/candidato e eleitor, que só se verificou com o candidato Defensor Moura no Facebook, através do chat e de comentários que fazia aos comentários do público online. </li></ul><ul><li>Neste contexto, o uso das novas tecnologias em campanhas eleitorais pode contribuir para o fortalecimento da democracia, ao facilitar e estimular a participação das pessoas e uma efectivação da cidadania, princípio fundamental do Estado Democrático de Direito. </li></ul>6. Algumas conclusões
  39. 39. <ul><li>É preciso salientar que a internet é apenas mais uma ferramenta utilizada na estratégia de comunicação política, e em Portugal ter site na internet e páginas/perfis nas redes sociais, não é determinante para se ganhar umas eleições. Não existem estudos que provem que existe uma relação causa-efeito para que assim aconteça. </li></ul><ul><li>É preciso salientar que, embora as mensagens nas páginas da internet e das redes sociais, divulgadas pelos políticos ou candidatos políticos, não sofram as interpretações dos media tradicionais, não deixam de ser mensagens modeladas de acordo com as estratégias e tácticas de cada candidatura. </li></ul><ul><li>A mobilização política ligada a interesses partidários/eleitorais é menor que nos movimentos espontâneos que surgem na rede. </li></ul>6. Algumas conclusões
  40. 40. Perspectivas para as Legislativas 2005 <ul><li>A Estratégia de comunicação política vai passar por uma maior utilização dos meios digitais, em detrimento, por exemplo, dos outdoors. Penso que a quantidade de papel vai diminuir. </li></ul>
  41. 41. Obrigado pela atenção …

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