Megazine 07 12_2010

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Megazine 07 12_2010

  1. 1. Sem rumo em NY Estou de “férias”. Entre aspas porque eu vou continuar tendo aula, só que particular. Entre aspas porque eu não vou conseguir parar de pensar na escola. Entre aspas porque eu não vou poder viajar para o exterior. Nas minhas férias passadas, viajei com mamãe e vovó (aliás, parabéns, vovó! Eu te amo) para os EUA, mais especificamente: Nova York. As experiências servem como aprendizado e para serem passadas adiante; contadas. Então, leia abaixo o que era para ser uma economia e se tornou numa aventura bem salgada uns meses atrás. Vale a pena. Logo no 2º dia, depois de acordar e tomar café num lugar qualquer, seguimos para comprar os tickets para ir ao outlet Woodbury, dica de uma amiga jornalista. Andamos em direção à rodoviária, como a mulher do hotel tinha explicado, apesar das inúmeras abordagens dos ambulantes. Eu só sabia repetir “I’m broken” (algo do tipo “estou quebrada”), até que parei quando vi que uns imigrantes grosseiros seguravam a placa do Woodbury. Mesmo achando aquilo tudo muito estranho, começamos a negociar com a mulher que vestia um colete vermelho. Sentíamos frio, e a situação estava confusa, resolvemos entrar numa lanchonete quase vazia, ainda meio em dúvida se deveríamos ou não comprar. Enquanto questionávamos a veracidade dos tickets, um dos funcionários do lugar me disse para comprarmos com o senhor da empresa do colete amarelo e não com a mulher da do vermelho. A discussão ficou mais tensa ainda, pois a mulher não se conformou de escolhermos a concorrência. O cara de amarelo se negou a vender os tickets para a gente, porque não queria ficar brigado com a moça, então nós decidimos ir embora. Contudo, ainda não estávamos livres daquela baderna toda. A mulher, revoltada, nos seguiu gritando palavreados e grosserias, que não são ditos ou escritos por meninas de bons modos. Persistimos até alcançarmos a estação de trem e, finalmente, nos livrarmos daquela moça rude. Lá na rodoviária, tinha guichê, organização, segurança e tudo certinho. Compramos e fizemos um pouco de hora até chegar o horário do próximo ônibus para o “Woodbury Common Premium Outlets”. Depois de cerca de uma hora de viagem, chegamos ao paraíso das compras. São tantas lojas que, ao chegarmos, pensamos: deveríamos ter acordado mais cedo. À medida que passávamos nas lojas em que qualquer uma gostava, ficávamos atentas quanto ao horário do ônibus, pois o último era às 9:26 pm. Ia escurecendo, só restavam
  2. 2. poucas lojas abertas, e o horário do último ônibus se aproximava. Decidimos ir para o ponto, não muito longe, com as nossas duas malas, já que tudo o que tinha sido comprado estava dentro delas, também compradas lá. Ainda faltam uns dez minutos quando chegamos no local combinado, onde tinha um ônibus parado (aquele que você pôde ver atrás de mim na foto acima), e mamãe logo disse: – Não é esse, porque o que a gente veio não tinha isso escrito. Com frio, nos recolhemos dentro da cabine, todas felizes, tiramos fotos, já que o ônibus, que deveria sair às 9:26 pm, ainda não estava lá. De certa forma, estávamos tranquilas, pois também tinham pessoas ali dentro. Até que... 9:15 pm nada. 9:20 pm nada. 9:25 pm nada e o ônibus atrás de mim tomou o seu rumo. 9:30 pm nada. Perguntamos ao pessoal que estava ali no ponto se eles sabiam do ônibus. Fomos encaradas com um olhar e a resposta: – O ônibus era aquele que estava parado. Eu não sabia se ria, chorava ou culpava a minha mãe. Aqueles ali ao lado eram funcionários das lojas e não iam para Nova York! Apesar de não mostrarem vontade alguma em querer nos ajudar, deram a sugestão de nós procurarmos a segurança do outlet. Recebemos a notícia de que isso é comum e que um táxi foi chamado para nos levar até a estação de trem Harriman Ln (onde estou na foto acima). O taxista demorou a chegar, e tínhamos de correr para pegar o último trem, que nos levaria para perto da 47th ave. Depois de o taxista ter comprado os tickets numa máquina – pois não havia ninguém para informar ou viajar – e nos entregado o seu cartão, ficamos à espera do trem para em 20 minutos, finalmente, irmos para o hotel. Mesmo dentro da cabine, o frio estava de matar e buscávamos maneiras de fazer o tempo passar de pressa... Fotos! Um carro, com uma mulher oriental, chegou ali por perto. Mamãe saiu e perguntou se a moça sabia de alguma informação. A mulher não deu muita atenção e continuou a discussão com o namorado no celular, enquanto o amigo que viria de trem não chegava. Após cerca de duas horas, um trem, felizmente, passou. Mamãe disse não era aquele, porque ia para a esquerda. Insistente, eu perguntei ao cara do trem quando que o nosso passaria. Adivinha? O nosso trem já tinha passado. Naquele tal trem saltou o amigo da briguenta, que emprestou o celular para ligarmos às nossas três possíveis salvações: o taxista que tinha nos deixado lá, o cartão de táxi
  3. 3. encontrado na própria estação e o motorista encarregado de fazer o nosso transporte JFK-hotel-JFK, sendo o último também dica de uma amiga jornalista. Sem sequer ter telefone de hotel ali por perto e com a bateria fraca, o motorista foi o único a atender. Combinamos o chorado preço e, se ele não viesse, estávamos fritas, pois a única alma viva tinha ido embora. Nesse meio tempo, ficamos de olho para identificar o carro do nosso salvador. Uma viatura da polícia circulou por lá, mas não veio falar conosco. Minutos depois, um carro chique passou lentamente, eu saí sozinha para ver se era o motorista. A janela do automóvel abaixo, um cara barbudo e de chapéu perguntou: – Do you wanna come in? (algo do tipo “Você quer entrar?”) Eu voltei, com medo, para a cabine. Minutos depois, para a alegria de todas, o nosso motorista chegou e nos levou de volta ao hotel. Por volta das 3 am, pudemos tomar banho, deitar na cama e Zzzzz...

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