Segurança do paciente em unidades de urgência

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Uma introdução sobre a questão da segurança e do erro na assistência a saúde e ênfase nos protocolos do Coren/SP para a segurança do paciente.

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Segurança do paciente em unidades de urgência

  1. 1. SEGURANÇA DO PACIENTE EM UNIDADES DE URGÊNCIA/EMERGÊNCIA ME. ENFº. AROLDO GAVIOLI
  2. 2. QUESTÃO DA SEGURANÇA Problema antigo e mundial. Questão ética do cuidado em saúde. Responsabilidade - Enfermagem. Promoção da saúde e segurança do paciente.
  3. 3. Erro humano “Uso, não intencional, de um plano incorreto para alcançar um objetivo(erro de planejamento),ou a não execução a contento de uma ação planejada (erro de execução).” Reason, J. Human error. Cambridge University Press. 1990.
  4. 4. Diagnóstico situacional De cada dez pacientes atendidos em um hospital, um sofre pelo menos um evento adverso como: • Queda • Administração incorreta de medicamentos • Falhas na identificação do paciente • Erros em procedimentos cirúrgicos • Infecções • Mau uso de dispositivos e equipamentos médicos
  5. 5. Fatores humanos que contribuem para o erro
  6. 6. Modelos para erros/acidentes
  7. 7. Como implementar a cultura de segurança
  8. 8. Como implementar a cultura de segurança Princípio É possível Ambiente de aprendizado Procure soluções • Faça as pessoas acreditarem que segurança é responsabilidade de todos. • Segurança existe, comunique este pressuposto. • Documente erros e encoraje discussões • Possibilidades, exame horizontal em equipe
  9. 9. Abordagem do erro
  10. 10. Exemplo Lema de segurança da Bunge " Ou se produz com segurança ou não se produz de jeito nenhum"
  11. 11. Diagnóstico
  12. 12. Assistir vídeo • https://www.youtube.com/watch?v=5bApfeYeKx8
  13. 13. • LOS ANGELES - Os gêmeos do ator Dennis Quaid, nascidos há 15 dias de uma mãe de aluguel, se recuperam no Cedars-Sinai Medical Center de um erro médico que quase os matou. Eles e um outro bebê receberam 10 mil unidades do anticoagulante Heparina em vez da dose certa para bebês de 10 unidades. • Os três começaram a sangrar no domingo em virtude da alta dose do remédio, usado para limpar sondas intravenosas e evitar coágulos. O hospital desculpou-se pelo "erro evitável" causado pelo erro de um funcionário que guardou um vidro de 10 mil unidades num armário destinado a doses de 100 mil unidades. • Read more: http://oglobo.globo.com/cultura/ge meos-do-ator-dennis-quaid-se-recuperam- de-erro-medico-em-los-angeles- 4139113#ixzz3B22ehCdO
  14. 14. Em nosso julgamento A auxiliar de enfermagem deve ou não ser condenada pelo evento adverso que causou a morte da menina Stéfanie? E o profissional de enfermagem que injetou dose elevada de heparina nos filhos do ator Dennis Quaid?
  15. 15. Baxter
  16. 16. Heparina Baxter
  17. 17. COREN DE SÃO PAULO, 2010 Iniciativa pioneira no Brasil
  18. 18. Órgão acreditador em segurança do paciente A JCI (Joint Commission International) identifica, mede e compartilha melhores práticas de qualidade e segurança do paciente com o mundo.
  19. 19. Segurança do paciente no SUS
  20. 20. Identificação do paciente Indispensável. Sérias consequências para a segurança. Medicação, transfusão de hemocomponentes, testes diagnósticos, procedimentos realizados em pacientes errados e/ou em locais errados, entrega de bebês às famílias erradas, entre outros. Identificar antes do início dos cuidados. Meio adequado e padronizado de identificação. Participação ativa do paciente e familiares.
  21. 21. Pontos importantes 1. não use Idade, sexo, diagnóstico, leito ou do quarto. 2. Integridade da pele. 3. Se não aceitar, encontre outras formas.
  22. 22. Cuidado limpo e cuidado seguro Higienizar as mãos é remover a sujidade, suor, oleosidade, pelos e células descamativas da microbiota da pele, com a finalidade de prevenir e reduzir as infecções relacionadas a assistência à saúde.
  23. 23. 5 momentos para higienização das mãos
  24. 24. Medidas sugeridas I. Higienização das mãos com água e sabão 2. Higienização das mãos com fórmula à base de álcool
  25. 25. Cateteres e sondas A administração de fármacos e soluções: • Prática comum. • Vias erradas • Possibilidade de conexão errada • Graves consequências e até a morte do paciente. • A capacitação, a orientação e o acompanhamento contínuo sobre os riscos à segurança do paciente frente às conexões erradas devem ser destinados a todos os profissionais de saúde.
  26. 26. Pontos importantes 1. Oriente os pacientes e familiares a não manusear os dispositivos, não devendo realizar conexões ou desconexões, e que sempre solicitem a presença do profissional de enfermagem. 2. Identifique cateteres arteriais, venosos, peridurais e intratecais com cores diferentes para garantir o manuseio seguro. 3. Evite a utilização de injetores laterais nos sistemas arteriais, venosos, peridurais e intratecais.
  27. 27. Pontos importantes 4. Realize a higienização das mãos antes de manipular os sistemas de infusão. 5. Realize a desinfecção das conexões de cateteres com solução antisséptica alcoólica e gaze, por três vezes com movimentos circulares, antes de desconectar os sistemas.
  28. 28. Pontos importantes 6. Verifique os dispositivos antes de administração de medicamentos e soluções. 7. Posicione os sistemas de infusão em diferentes sentidos 8. Passagem de plantão 9. Duplas checagem
  29. 29. Pontos importantes 10. Padronize o uso de seringas específicas e sistemas de infusão com conexão Luer Lock para administração de medicamentos por via oral ou por sondas enterais. 11. Utilize somente equipos de cor azul para infusão de dietas enterais
  30. 30. Pontos importantes 12. Identifique bombas de infusão 13. Fornecer capacitação para uso de novos dispositivos. 14. Priorize dispositivos que previnam conexões 15. Incentive o paciente e seus familiares a participar da confirmação dos medicamentos e soluções que serão administrados.
  31. 31. Cirurgia segura Promovendo a realização do procedimento certo, no local e paciente corretos. Enfatizando o uso de check-lists. Listas específicas, dependendo da complexidade dos procedimentos que são realizados.
  32. 32. Medidas sugeridas 1. Comunicação eficaz. 2. Identificação correta do paciente e local da cirurgia. 3. confirme se o prontuário pertence ao paciente, se os procedimentos cirúrgicos e anestésicos foram planejados e se estão anotados no prontuário, e se os exames laboratoriais e de imagem são de fato do paciente. 4. Confirme se os materiais imprescindíveis para realizar o procedimento encontram-se na sala e se o carrinho de emergência está completo. 5. Desenvolva check-lists
  33. 33. Medidas sugeridas Lista de verificação recomendada pela OMS: checar imediatamente antes (sign in - realizado antes da indução anestésica); checar antes (time out - realizado antes da incisão na pele); checar depois (sign out - realizado antes de o paciente sair da sala de cirurgia):
  34. 34. Sign in – antes da indução anestésica Identificação, Consentimento informado e marcação do local da intervenção. Conferência do equipamento de anestesia. Monitoramento de oximetria. Verificação de alergias. Dificuldades de ventilação ou risco de aspiração. Possíveis perdas sanguíneas.
  35. 35. Time out - antes da incisão na pele Confirmação de todos os membros que compõem a equipe. Confirmação do paciente, local da cirurgia e tipo de procedimento. Verificação pelo cirurgião dos pontos críticos da cirurgia, duração do procedimento e perdas sanguíneas. Verificação pelo anestesista dos pontos críticos da anestesia. Verificação pela enfermagem dos pontos críticos da assistência, como indicadores de esterilização e equipamentos necessários para a cirurgia. Realização de antibioticoterapia profilática. Verificação da necessidade de equipamentos radiográficos.
  36. 36. Sign out - antes do paciente sair da sala de cirurgia Confirmação do procedimento realizado. Conferência dos instrumentais, compressas e agulhas. Conferência, identificação e armazenamento correto de material para biópsia. Anotação e encaminhamento de problemas com algum equipamento. Cuidados necessários na recuperação anestésica.
  37. 37. Modelo de check-list
  38. 38. • Assistir vídeo youtube • https://www.youtube.com/watch?v=20KBRy1hYQY
  39. 39. Transfusão de hemocomponentes Transferência de intimidade imunológica de um indivíduo (doador) para outro (receptor). Indicações especificas e restritas. Identificação do paciente e hemocomponente. Limitar-se ao componente sanguíneo que o indivíduo necessita. Erros na administração de sangue total e hemocomponentes comprometem a segurança do paciente.
  40. 40. Medidas sugeridas 1. Dupla checagem antes de iniciar a infusão. 2. Bancos de sangue qualificados. 3. Aqueça os componentes apenas em equipamentos apropriados e em temperatura controlada. 4. Nunca utilize aquecimento em banho-maria ou micro-ondas.
  41. 41. Medidas sugeridas 5. Avalie os sinais vitais do paciente imediatamente antes do procedimento. 6. Avalie a permeabilidade do cateter intravenoso e a ausência de complicações, como infiltração ou flebite, antes da instalação do produto. 7. Realize a infusão em via exclusiva. 8. Vigilância constante por 15 minutos, a fim de identificar possíveis sinais de reações adversas . Após, avalie a cada 30 minutos.
  42. 42. Medidas sugeridas 9. Interrompa na vigência de sinais de reação adversa. 10. Mantenha a permeabilidade do cateter intravenoso com solução salina. 11. Encaminhe a bolsa ao banco de sangue para análise. 12. Verifique SSVV. 13. Comunique o ocorrido ao médico responsável.
  43. 43. Medidas sugeridas 14. Tempo máximo de 4 horas. 15. observe o gerenciamento de resíduos ao descartar a bolsa e equipo utilizados. 16 Certifique-se de que o paciente declarou consentimento para a infusão desangue e hemocomponentes.
  44. 44. Paciente envolvido na sua segurança O paciente pode e deve contribuir. Deve ser estimulado a participar da assistência. Cuidados centrados no paciente,. Agentes ativos
  45. 45. Comunicação efetiva – passagem de plantão 1. Transmita informações em ambiente tranquilo 2. Comunique as condições relevantes para os cuidados e as alterações significativas em sua evolução. 3. Informe sobre os procedimentos realizados e, no caso de crianças, qual familiar acompanhou sua realização. 4. Registre as informações em instrumento padronizado na instituição para que a comunicação seja efetiva e segura.
  46. 46. Registro em prontuário 1. Prontuário correto 2. Data e horário 3. Local adequado, Legível e sem rasuras. 4. Abreviaturas padronizadas. 5. Objetividade desprovida de impressões pessoais. 6. Roteiro de registro da informação estabelecido pela instituição. 7. Identificação do profissional ao final de cada registro realizado.
  47. 47. Pontos de atenção Padronização dos instrumentos. Gravidade pode favorecer erros. Paciente tem direito de conhecer o registros realizados As informações dizem respeito ao paciente, aos profissionais envolvidos e aos que são autorizados pelo paciente ou legalmente estabelecidos. Prescrições por telefone.
  48. 48. Prevenção de quedas Situação na qual o paciente, não intencionalmente, vai ao chão ou a algum plano mais baixo em relação à sua posição inicial. A avaliação periódica dos riscos que cada paciente apresenta para ocorrência de queda orienta os profissionais a desenvolver estratégias para sua prevenção.
  49. 49. Escala de Morse
  50. 50. Fatores de risco 1. Idade menor que 5 anos ou maior que 65 anos. 2. Agitação/confusão. 3. Déficit sensitivo. 4. Distúrbios neurológicos. 5. Uso de sedativos. 6. Visão reduzida (glaucoma, catarata).
  51. 51. Fatores de risco 7. Dificuldades de marcha. 8. Hiperatividade. 9. Mobiliário (berço, cama, escadas, tapetes). 10. Riscos ambientais (iluminação inadequada, pisos escorregadios, superfícies irregulares). 11. Calçado e vestuário não apropriado. 12. Bengalas ou andadores não apropriados.
  52. 52. Medidas sugeridas 1. Identifique os pacientes de risco 2. Grades da cama elevadas. 3. Solicite auxilio para a saída do leito ou poltrona. 4. Oriente o acompanhante a não dormir com criança no colo. 5. Oriente o acompanhante a avisar a equipe toda vez que for se ausentar do quarto.
  53. 53. Medidas sugeridas 6 Equipamentos de auxílio à marcha. 7. Ambiente físico. 8. Adeque os horários dos medicamentos que possam causar sonolência. 9. Calçados 10. Manutenção das camas, berços e grades. 11. Monitore e documente as intervenções preventivas realizadas.
  54. 54. atenção Contenções mecânicas Comunique quedas
  55. 55. Prevenção de úlceras por pressão Lesão na pele e ou nos tecidos ou estruturas subjacentes, geralmente localizada sobre uma proeminência óssea, resultante de pressão isolada, ou combinada com fricção e/ou cisalhamento. A avaliação periódica dos riscos que cada paciente apresenta para a ocorrência de úlceras por pressão orienta os profissionais a desenvolver estratégias para sua prevenção.
  56. 56. Fatores de risco 1. Grau de mobilidade alterado. 2. Incontinência urinária e/ou fecal. 3. Alterações da sensibilidade cutânea. 4. Alterações do estado de consciência. 5. Presença de doença vascular. 6. Estado nutricional alterado.
  57. 57. Medidas sugeridas 1. Avalie o risco 2. Proteja a pele 3. Mantenha os lençóis secos, sem vincos e sem restos alimentares. 4. Utilize dispositivos de elevação 5. Hidrate a pele
  58. 58. Medidas sugeridas 6. Mudança de decúbito. 7. Incentive a mobilização precoce passiva e/ou ativa. 8. Minimize a pressão 9. Providencie colchão de poliuretano (colchão caixa de ovo) para o paciente acamado.
  59. 59. Pontos de atenção 1. Dispositivos. 2. Protocolos institucionais 3. Escala de Braden
  60. 60. definição Benefício e o impacto, em prol da saúde. Tecnologia = maior beneficio Tecnologia = maior risco
  61. 61. Medidas sugeridas 1. Consulte o manual. 2. Condições adequadas para o uso. 3. Simule o funcionamento normal do aparelho. 4. Efetue a limpeza programada do equipamento e/ou sempre que necessário. 5. Verifique o adequado funcionamento do equipamento. 6. Manutenção programada.
  62. 62. Pontos de atenção 1. Conheça as diferentes alternativas tecnológicas, auxiliando na escolha do equipamento mais adequado. 2. Verifique e aplique as legislações pertinentes. 3. Conheça e siga os protocolos específicos no uso e manuseio de cada equipamento. 4. Conheça as condições de substituição, empréstimo, obsolescência e ou a locação do recurso tecnológico. 5 Habilidades
  63. 63. Referências • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Higienização das mãos em serviços de saúde.[citado 2010 Mar 21]. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacao_maos/manual_intgra.pdf • Askeland RW, McGrane SP, Reifert DR, Kemp JD. Enhancing transfusion safety with an innovativebar-code-based tracking system. Healthc Q. 2009;12 Spec No Patient:85-9. • Conselho Regional de Efermagem de São Paulo. 10 passos para a segurança do paciente.Coren-SP, 2010. disponível em http://inter.coren- sp.gov.br/sites/default/files/10_passos_seguranca_paciente.pdf> acesso em 5 de julho de 2014. • Patel A. Preventing tubing and catheter misconnections. J Clin Eng 2008; 33(2): 82-4.- World Health Organization. Patient safety solutions. 2007. [citado 2010 Mar 21].Disponível em: http://www.who.int/patientsafety/solutions/patientsafety/PS-Solution7.pdf. • Word Alliance for patient safety. Implementation manual WHO surgical safety checklist. Safesurgery saves lives. 1st ed, 2008. • World Health Organization. Patient safety solutions. 2007. [citado 2010 Mar 21]. Disponívelem: http://www.who.int/patientsafety/solutions/patientsafety/PS-Solution2.pdf.

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