AS MÃES DE TODOS NÓS  Rosalina Alves da Silva Malzone  Associação Espírita Allan Kardec Reunião Pública do dia 13/05/2012
AS MÃES DE TODOS NÓS• Sabes os mandamentos: Não  cometas adultério; Não mates; Não  furtes; Não digas falso testemunho;  N...
AS MÃES DE TODOS NÓS                 Piedade Filial• Mandamento: “Honra teu pai e a tua mãe,  conseqüência da lei geral da...
AS MÃES DE TODOS NÓS• Deus pune de maneira rigorosa a violação  desse mandamento...respeitá-los, assisti-los  nas      sua...
AS MÃES DE TODOS NÓSConfissão Materna (Luz no Lar – p. 154)
AS MÃES DE TODOS NÓSAmigos espirituais dizem que devo falar àsmães, e obedeço...Providência divina honrou-me com lar na te...
AS MÃES DE TODOS NÓSEsposo leal e amigo era espezinhado por mim.No dia terrível da provação, às 7h., acordei meufilho para...
AS MÃES DE TODOS NÓS- Levante-se, menino. Sentei-o à força e ordenei-lheque calçasse o sapato e, ele pediu suplicante:- Ma...
AS MÃES DE TODOS NÓS   Ó Deus de infinita bondade, tu que fosteimensamente piedoso para confiar um anjo auma leoa, porque ...
AS MÃES DE TODOS NÓSDesencarnada,         dementada,       atormentada,arrependida, padecente... amparada por benditosmens...
AS MÃES DE TODOS NÓSAmor e vida (Alma e Vida – Maria Dolores – p.                     107)
AS MÃES DE TODOS NÓSNa sala extensa da delegacia,Estavam de plantãoO chefe e um escrivãoAgindo atentamente.
AS MÃES DE TODOS NÓSDiante deles se reconheciaUm nobre advogado em companhiaDe um filho adolescente
AS MÃES DE TODOS NÓSAlgo distantes, lado a lado,Erguia-se um soldado,Guardando a prisioneira, uma doente,Triste e pobre mu...
AS MÃES DE TODOS NÓS- Doutor, - falou o chefe vigilante,Dirigindo a palavra ao visitante,- Embora o furto confessado,Não s...
AS MÃES DE TODOS NÓSDe mulher sofredora, em extrema  pobreza,Mas a doença dela é de febre sem pausa,Segundo o nosso médico...
AS MÃES DE TODOS NÓSO causídico explode em tom severo-Absolutamente, não a quero;Trata-se aqui de ladra astuta e estranhaQ...
AS MÃES DE TODOS NÓSAjudou-me e serviu-me em pequenino,Algum tempo de amparo, cousa à-toa...Mas foi sempre um trambolho em...
AS MÃES DE TODOS NÓSMinha mãe, há dez anos falecida,Pediu-me, antes da morte, agasalhar-lhe a  vida.Tornei-a lavadeira em ...
AS MÃES DE TODOS NÓSFale, pois, Excelência.Como ampará-la com paciência,Se esta velha se fez agora simples ladra?Resguardá...
AS MÃES DE TODOS NÓSOuvindo a acusação, a pobre estarrecida,Caiu desfalecida...
AS MÃES DE TODOS NÓSEnternecido o próprio delegadoFitou o advogado,Como a lhe perguntar de que modo agiria;Ele apenas, por...
AS MÃES DE TODOS NÓSNada posso fazer,Devo esperar meu pai que volta ainda hojeDe uma visita a Portugal.Coloquem esta ladra...
AS MÃES DE TODOS NÓSPai e filho, no carro, a deslizar lá fora,Eis que o rapaz revela, enquanto chora:- Papai, ao ver a Tia...
AS MÃES DE TODOS NÓSNum momento infeliz,Roubei todas as jóias da Mãezinha,Tenho-as todas em minha escrivaninha;E Tia Lina ...
AS MÃES DE TODOS NÓSPálido, o genitor espantado e abatido,Colhe das mãos do filho o tesouro escondido...Quer gritar, acusa...
AS MÃES DE TODOS NÓSDepois das manifestações de amor de alegria,Ambos se trancam numa sala;O velho escuta a história e, ao...
AS MÃES DE TODOS NÓSEm silenciando o filho, o distinto senhor,Em poder disfarçar a profunda emoção,Falou-lhe, coração a co...
AS MÃES DE TODOS NÓSAlgo que foi passado...Minha esposa depois de nosso enlace,Precisava de alguém que lhe compartilhasseO...
AS MÃES DE TODOS NÓSNo entanto, estava grávida e solteira.Nela encontramos nobre companheira,Dela nascente em nosso própri...
AS MÃES DE TODOS NÓSDeu-se de todo, a nós, de espírito cativo,Esqueceu-se por nós, nunca pode estudar,Ela era o serviço, o...
AS MÃES DE TODOS NÓSCriança recém-nata, eras fraco e doente,Lina te resguardou, constantemente.Mãe, servidora, irmã e escr...
AS MÃES DE TODOS NÓSSufocado o pranto, acompanhando o pai...O advogado na delegaciaApagou toda a queixaQue já não mais vig...
AS MÃES DE TODOS NÓSCorrem os dois, ansiosos e impacientes,Querem Lina de volta, por sinal;Mas sobre o leito humilde do ho...
AS MÃES DE TODOS NÓSPõem-se os visitantes a chorar,Mas Lina lhes dirige um último olhar...E nesse último olhar que envolve...
AS MÃES DE TODOS NÓSDescem-lhe grossas lágrimas na faceQual se a pobre ao vertê-las,Por elas encontrasseUm caminho de luz ...
AS MÃES DE TODOS NÓSO filho a soluçar, sem conforto e sem voz,Reconheceu, por fim, de alma abatida,Que a mais simples mulh...
AS MÃES DE TODOS NÓSCarta a Minha Mãe ( H. Campos – Crônicas de Além  Túmulo – p. 203)
AS MÃES DE TODOS NÓS• H. de Campos – pobre, enfermo,  desencarna e escreve à sua mãe.• Lembra a viuvez dolorosa de sua mãe...
AS MÃES DE TODOS NÓS• H. de Campos ajoelhou-se aos pés da mãe  e repetiu a oração:-“Meu senhor Jesus Cristo, se eu não tiv...
AS MÃES DE TODOS NÓS• Coelho Neto dizia que as religiões são como  as linguagens. Cada doutrina envia Deus, a  seu modo, o...
AS MÃES DE TODOS NÓS• E eu, minha mãe, não estou mais aí para  afagar-te as mãos trêmulas e os cabelos  brancos que as dor...
AS MÃES DE TODOS NÓS• Se eu tivesse emancipação espiritual, teria  preferido ficar, não obstante a minha  cegueira...
AS MÃES DE TODOS NÓS• Mas um dia, eu e Midoca seremos  agasalhados nos teus braços cariciosos,  como dois passarinhos ansi...
AS MÃES DE TODOS NÓSE, fazendo nossas as palavras de Lya Luft, dizemos que a ‘mãe da gente” é o mais inevitável,   inefug...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

As mães de todos nós

1.967 visualizações

Publicada em

Material da Reunião Pública do dia 13/05/2012 na Associação Espírita Allan Kardec. Palestrante: Rosalina Alves da Silva Malzone.

Publicada em: Espiritual
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.967
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1.211
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
8
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

As mães de todos nós

  1. 1. AS MÃES DE TODOS NÓS Rosalina Alves da Silva Malzone Associação Espírita Allan Kardec Reunião Pública do dia 13/05/2012
  2. 2. AS MÃES DE TODOS NÓS• Sabes os mandamentos: Não cometas adultério; Não mates; Não furtes; Não digas falso testemunho; Não cometas fraudes; Honra a teu pai e tua mãe. (Marcos, X:19; Lucas XVIII:20; Mateus, XIX:19).• Honrarás teu pai e tua mãe, para teres uma vida dilatada sobre a Terra que Senhor teu Deus te há de dar. (Decálogo, Êxodo, XX:12).
  3. 3. AS MÃES DE TODOS NÓS Piedade Filial• Mandamento: “Honra teu pai e a tua mãe, conseqüência da lei geral da caridade e do amor ao próximo, porque não se pode amar ao próximo sem amar aos pais.• Honra, um dever a mais para com eles: o da piedade filial = juntar ao amor: respeito, estima,obediência e, condescendência...àquelas pessoas que se encontram no lugar dos pais.
  4. 4. AS MÃES DE TODOS NÓS• Deus pune de maneira rigorosa a violação desse mandamento...respeitá-los, assisti-los nas suas necessidades...repouso na velhice...solicitude...necessário e o supérfluo, amabilidades = juros do que receberam, pagamento de uma dívida sagrada.• ... infeliz do que age ao contrário;...pais descuidados→ é a Deus que compete puni-los; é da caridade pagar o mal com o bem, perdoar as ofensas, amar até mesmo os inimigos... Quem dirá em relação aos pais!
  5. 5. AS MÃES DE TODOS NÓSConfissão Materna (Luz no Lar – p. 154)
  6. 6. AS MÃES DE TODOS NÓSAmigos espirituais dizem que devo falar àsmães, e obedeço...Providência divina honrou-me com lar na terramas, dentro dele era eu a irritação emmovimento. Era cega de espírito, egoísta emaledicente, reclamava até do próprio tempo ede Deus...Ele não me atende!...Não oromais...Porque não morri, na hora donascimento?De todas as mulheres, sou a mais infeliz. Erauma fera humana.
  7. 7. AS MÃES DE TODOS NÓSEsposo leal e amigo era espezinhado por mim.No dia terrível da provação, às 7h., acordei meufilho para as lides da escola e ele choramingou:- Estou doente, mãezinha, hoje quero ficar com asenhora, não posso sair, tenho dor de cabeça...-Bradei: Preguiçoso! Trate de levantar-se!Doente com essa cara! Era só o quefaltava...Chega o que sofro!...- Mãezinha, deixe que eu fique! Hoje só...
  8. 8. AS MÃES DE TODOS NÓS- Levante-se, menino. Sentei-o à força e ordenei-lheque calçasse o sapato e, ele pediu suplicante:- Mamãe, não me deixe ir!... Hoje só...- Encolerizada calcei-o com violência e ouvi-o clamarem altos gemidos:- Ai! Ai, mãezinha!...um espinho, um espinho!...Aleguei arbitrária: - Malandro, não me venha com mentiras! Escola ousurra. Ele empalideceu e desmaiou... Retirei o sapatoe vi que um escorpião lhe descarregara todo oveneno.
  9. 9. AS MÃES DE TODOS NÓS Ó Deus de infinita bondade, tu que fosteimensamente piedoso para confiar um anjo auma leoa, porque não eliminaste a leoa para queo anjo conseguisse viver?!...Meu filho morreu, não mais me reconheci “Ai, aimãezinha...” perdi o equilíbrio, minha cabeçaencaneceu, meu pensamento destrambelhou;acusei-me até que o manicômio me asilasse, meescondesse, piedoso, o agoniado transe damorte.
  10. 10. AS MÃES DE TODOS NÓSDesencarnada, dementada, atormentada,arrependida, padecente... amparada por benditosmensageiros tenho recebido consolo de várioscírculos consagrados à prece. Hoje graças aotrabalho reeducativo que me espera, pedem paraeu repetir às irmãs, a quem Deus confiou asalegrias do lar-Mães que pisais no mundo, compadecei-vos devossos filhos!...Corrigi, amando! Ensinai, servindo!À frente de qualquer dificuldade, conservai apaciência e cultivai a oração!...Dulce
  11. 11. AS MÃES DE TODOS NÓSAmor e vida (Alma e Vida – Maria Dolores – p. 107)
  12. 12. AS MÃES DE TODOS NÓSNa sala extensa da delegacia,Estavam de plantãoO chefe e um escrivãoAgindo atentamente.
  13. 13. AS MÃES DE TODOS NÓSDiante deles se reconheciaUm nobre advogado em companhiaDe um filho adolescente
  14. 14. AS MÃES DE TODOS NÓSAlgo distantes, lado a lado,Erguia-se um soldado,Guardando a prisioneira, uma doente,Triste e pobre mulher, maltratada e abatidaQue, conquanto sentada,Parecia a visão da dor, ansiosa conformada,
  15. 15. AS MÃES DE TODOS NÓS- Doutor, - falou o chefe vigilante,Dirigindo a palavra ao visitante,- Embora o furto confessado,Não sei o que fazer da velha, aqui detida,Todo o processo crime está formado,Mas a infeliz não tem qualquer defesa...Já nomeei um bacharel amigoQue lhe proteja a causa
  16. 16. AS MÃES DE TODOS NÓSDe mulher sofredora, em extrema pobreza,Mas a doença dela é de febre sem pausa,Segundo o nosso médico em serviço,É um caso grave de pneumonia...Que fazer? Conservá-la na prisão?Aguardar do juiz alguma decisão?Recolhê-la em asilo hospitalar?Ou guardá-la em custódia no seu lar?
  17. 17. AS MÃES DE TODOS NÓSO causídico explode em tom severo-Absolutamente, não a quero;Trata-se aqui de ladra astuta e estranhaQue desde a meninice me acompanha...Lavadeira na casa de meus pais,Confesso que em meus tempos de meninoEla foi ama generosa e boa,
  18. 18. AS MÃES DE TODOS NÓSAjudou-me e serviu-me em pequenino,Algum tempo de amparo, cousa à-toa...Mas foi sempre um trambolho em meu caminho.Desorientada e analfabeta,Sempre me pareceu a burrice completa...
  19. 19. AS MÃES DE TODOS NÓSMinha mãe, há dez anos falecida,Pediu-me, antes da morte, agasalhar-lhe a vida.Tornei-a lavadeira em minha residência...Infelizmente agora,Furtou minha senhoraEm jóias no valor de alguns milhões!...
  20. 20. AS MÃES DE TODOS NÓSFale, pois, Excelência.Como ampará-la com paciência,Se esta velha se fez agora simples ladra?Resguardá-la em meu lar? Isso não quadra.
  21. 21. AS MÃES DE TODOS NÓSOuvindo a acusação, a pobre estarrecida,Caiu desfalecida...
  22. 22. AS MÃES DE TODOS NÓSEnternecido o próprio delegadoFitou o advogado,Como a lhe perguntar de que modo agiria;Ele apenas, porém, respondeu friamente:- Que se lhe dê qualquer enfermaria...Desmaio de gatuno é antigo expediente...Depois, erguendo mais a voz:- Pode espantar aos, tolos não a nós...
  23. 23. AS MÃES DE TODOS NÓSNada posso fazer,Devo esperar meu pai que volta ainda hojeDe uma visita a Portugal.Coloquem esta ladra no hospital,A Polícia dispõe de ação segura e pronta,A despesa será por minha conta.
  24. 24. AS MÃES DE TODOS NÓSPai e filho, no carro, a deslizar lá fora,Eis que o rapaz revela, enquanto chora:- Papai, ao ver a Tia Lina desmaiada,(Lina era o nome da acusada),Já não devo ocultar o erro que fiz,
  25. 25. AS MÃES DE TODOS NÓSNum momento infeliz,Roubei todas as jóias da Mãezinha,Tenho-as todas em minha escrivaninha;E Tia Lina me viu quando as furtei,Sabe o erro que eu fizE porque se calou, realmente não sei...
  26. 26. AS MÃES DE TODOS NÓSPálido, o genitor espantado e abatido,Colhe das mãos do filho o tesouro escondido...Quer gritar, acusar, mas a hora é de ação;O pai está à porta,Regressando feliz da ditosa excursão.
  27. 27. AS MÃES DE TODOS NÓSDepois das manifestações de amor de alegria,Ambos se trancam numa sala;O velho escuta a história e, ao registrá-la,Tanto mais chora, quanto mais a ouvia...
  28. 28. AS MÃES DE TODOS NÓSEm silenciando o filho, o distinto senhor,Em poder disfarçar a profunda emoção,Falou-lhe, coração a coração:- Filho, de qualquer modo, és sempre, o nosso amor,Eis chegado, no entanto, o instante justo,Em que devo contar-te, mesmo a custo,
  29. 29. AS MÃES DE TODOS NÓSAlgo que foi passado...Minha esposa depois de nosso enlace,Precisava de alguém que lhe compartilhasseOs cuidados do lar, a limpeza, o serviço...Nossa querida LinaSurgiu-nos certo dia...Era quase uma menina,
  30. 30. AS MÃES DE TODOS NÓSNo entanto, estava grávida e solteira.Nela encontramos nobre companheira,Dela nascente em nosso próprio lar,Minha mulher beijou-te e a cantar...Desde então, tua mãe – tua mãe verdadeira,
  31. 31. AS MÃES DE TODOS NÓSDeu-se de todo, a nós, de espírito cativo,Esqueceu-se por nós, nunca pode estudar,Ela era o serviço, o apoio em nosso lar...Nada nos reclamou, nem mesmo uma só vez,Declarava-te o filho de nós três,Nunca foste adotivo...
  32. 32. AS MÃES DE TODOS NÓSCriança recém-nata, eras fraco e doente,Lina te resguardou, constantemente.Mãe, servidora, irmã e escrava pelo afetoAgora, certamente,Aceitou a prisão para salvar o neto...
  33. 33. AS MÃES DE TODOS NÓSSufocado o pranto, acompanhando o pai...O advogado na delegaciaApagou toda a queixaQue já não mais vigoraria...Perguntou por notícias da acusada,Soube que Lina fora transportadaPara uma enfermaria de indigentes.
  34. 34. AS MÃES DE TODOS NÓSCorrem os dois, ansiosos e impacientes,Querem Lina de volta, por sinal;Mas sobre o leito humilde do hospital,Acham-na muda e inerte...Esclarece a enfermeiraQue a doente chagara à hora derradeira...
  35. 35. AS MÃES DE TODOS NÓSPõem-se os visitantes a chorar,Mas Lina lhes dirige um último olhar...E nesse último olhar que envolve os trêsA verdade se fez...
  36. 36. AS MÃES DE TODOS NÓSDescem-lhe grossas lágrimas na faceQual se a pobre ao vertê-las,Por elas encontrasseUm caminho de luz para a luz das estrelas...
  37. 37. AS MÃES DE TODOS NÓSO filho a soluçar, sem conforto e sem voz,Reconheceu, por fim, de alma abatida,Que a mais simples mulher, em renúncia na vida,Pode ser nossa mãe, junto de nós...
  38. 38. AS MÃES DE TODOS NÓSCarta a Minha Mãe ( H. Campos – Crônicas de Além Túmulo – p. 203)
  39. 39. AS MÃES DE TODOS NÓS• H. de Campos – pobre, enfermo, desencarna e escreve à sua mãe.• Lembra a viuvez dolorosa de sua mãe junto da máquina de costura e do seu “terço” de orações, sacrificando a mocidade e a saúde pelos filhos.
  40. 40. AS MÃES DE TODOS NÓS• H. de Campos ajoelhou-se aos pés da mãe e repetiu a oração:-“Meu senhor Jesus Cristo, se eu não tiver de ter uma boa sorte, levai-me deste mundo, dando-me uma boa morte.”• Ele e sua irmã Midoca partiram e ela ficou no culto dos filhos para consolar o coração.
  41. 41. AS MÃES DE TODOS NÓS• Coelho Neto dizia que as religiões são como as linguagens. Cada doutrina envia Deus, a seu modo, o voto de súplica ou adoração... Chega, porém, um dia, em que o homem acha melhor repousar na fé a que se habituou, nas suas meditações e nas suas lutas. Assim mamãe, a cruz se te afigura mais leve e caminhas. Esperar e sofrer têm sido os dois grandes motivos dos teus quase 75 anos de provações, de viuvez e de orfandade.
  42. 42. AS MÃES DE TODOS NÓS• E eu, minha mãe, não estou mais aí para afagar-te as mãos trêmulas e os cabelos brancos que as dores santificaram. Não posso prover-te de pão e nem guardar-te da fúria da tempestade, mas, abraçando teu espírito, sou a força que adquires na oração, como se absorvesses um vinho misterioso e divino.
  43. 43. AS MÃES DE TODOS NÓS• Se eu tivesse emancipação espiritual, teria preferido ficar, não obstante a minha cegueira...
  44. 44. AS MÃES DE TODOS NÓS• Mas um dia, eu e Midoca seremos agasalhados nos teus braços cariciosos, como dois passarinhos ansiosos pela suavidade das suas asas maternas, e guardaremos as nossas lágrimas nos cofres de Deus, onde elas se cristalizam como as moedas fulgurantes e eternas do erário de todos os infelizes e desafortunados do mundo.
  45. 45. AS MÃES DE TODOS NÓSE, fazendo nossas as palavras de Lya Luft, dizemos que a ‘mãe da gente” é o mais inevitável, inefugível, imprescindível, amável, às vezes exasperante e carente Ser, que seja qual for a nossa idade, país, etnia, classe social ou cultura, nos fará a mais dramática e pungente falta quando um dia nos dermos conta de que já não temos ninguém a quem chamar de “Mãe”.

×